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Vigor em sementes

29/07/2020


     Diversos fatores influenciam o sucesso na implantação e desenvolvimento das culturas agrícolas. A qualidade das sementes utilizadas no momento da semeadura é um desses fatores, sendo considerado um dos mais importantes. 

     Umas das características de um lote de sementes de qualidade é o seu alto vigor. Pode-se considerar que o vigor de um lote semente é sua capacidade de germinar de forma rápida e uniforme, e de desenvolver plântulas normais sob uma grande diversidade de condições ambientais. Um lote de sementes com alto vigor será mais hábil quando submetido a situações de estresse, tais como:

– Período de déficit hídrico após a semeadura;
– Compactação superficial do solo;
– Semeadura realizada com maior profundidade;
– Ataque de patógenos de solo.

     Dados de pesquisa apontam que a produtividade pode ser incrementada ao se lançar mão de sementes de alto vigor. Em condições experimentais o acréscimo pode chegar a 35% na produtividade (Kolshinski et al, 2005). Em lavouras comerciais de soja, acréscimos de 5 a 10% podem ser obtidos.

     Ao longo do tempo um grande número de testes foram desenvolvidos para avaliar o vigor de sementes. Esses testes podem ser divididos em três grupos:

1. Testes de crescimento e avaliação de plântulas.
2. Testes de estresse.
3. Testes bioquímicos.

     No LAS/UFSM, três tipos de testes de vigor são realizados:

a) Primeira contagem de germinação: é um teste de crescimento e avaliação de plântulas. Determina o vigor relativo do lote, avaliando a porcentagem de plântulas normais no momento da primeira contagem do teste de germinação. Baseia-se no princípio de que as amostras que apresentam maior porcentagem de plântulas normais na primeira contagem são as mais vigorosas. Este teste pode ser realizado em qualquer espécie de semente.

b) Teste de tetrazólio: trata-se de um teste bioquímico, realizado de maneira rápida, sendo eficiente na determinação da viabilidade das sementes. Em soja, além da viabilidade, o teste permite classificar as sementes em diferentes níveis de vigor e fazer um diagnóstico detalhado das principais causas de perda da qualidade da semente. O ensaio é realizado conforme metodologia da Embrapa (2018).

c) Teste de envelhecimento acelerado: é um teste de estresse. Baseia-se no fato de que a taxa de deterioração das sementes é maior quando há uma exposição a níveis adversos de temperatura e umidade relativa. Dessa forma, amostras com baixo vigor apresentam uma queda maior de sua viabilidade sob condições de estresse, ao passo que sementes mais vigorosas conservam sua capacidade de originar plântulas normais e apresentam germinação mais elevada. Através do teste de envelhecimento acelerado, pode-se saber, em curto período de tempo, o potencial de armazenamento de um lote de sementes. O teste de envelhecimento acelerado realizado no LAS segue o padronizado por Marcos Filho (1999).

d) Teste de frio: é um teste de estresse realizado conforme Barros et al. (1999). Trata-se de um teste de vigor que visa simular condições desfavoráveis (excesso de água no solo e baixas temperaturas) que podem ocorrer no período de semeadura à campo. O estresse sob o qual as sementes são submetidas permite apenas que as sementes vigorosas se mantenham viáveis e germinem. Este tipo de teste é bastante utilizado em sementes de arroz.