{"id":63,"date":"2019-07-15T09:12:48","date_gmt":"2019-07-15T12:12:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/?page_id=63"},"modified":"2019-07-15T09:12:52","modified_gmt":"2019-07-15T12:12:52","slug":"introducao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/introducao","title":{"rendered":"Introdu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">A agricultura moderna concentra grandes esfor\u00e7os no sentido do aumento de produtividade, utilizando cultivares mais produtivas e com resist\u00eancia a doen\u00e7as, obtidas via melhoramento gen\u00e9tico, mais recentemente engenharia gen\u00e9tica. Esse ganho de qualidade obtido nas cultivares \u00e9 repassado aos agricultores por meio das sementes, insumo b\u00e1sico e necess\u00e1rio, para a maioria das esp\u00e9cies de interesse agr\u00edcola.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">S\u00f3 estar\u00e3o aptas para uso as sementes que apresentarem elevada qualidade gen\u00e9tica, f\u00edsica, fisiol\u00f3gica e sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">O m\u00e9todo rotineiro para determinar a qualidade das sementes (muitas vezes o \u00fanico) \u00e9 o teste de germina\u00e7\u00e3o, que, embora, muito \u00fatil n\u00e3o informa sobre o vigor, longevidade e emerg\u00eancia em campo. Al\u00e9m disso, necessita um prazo de 7 a 28 dias para informar os resultados, per\u00edodo considerado longo, para atender aos interesses comerciais dos produtores de sementes.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Em fun\u00e7\u00e3o destas premissas, a agricultura moderna recomenda testes complementares, confi\u00e1veis, reproduz\u00edveis e r\u00e1pidos. A rapidez na avalia\u00e7\u00e3o da qualidade das sementes permite a tomada de decis\u00f5es antecipadas, durante as opera\u00e7\u00f5es de colheita, recep\u00e7\u00e3o, beneficiamento e comercializa\u00e7\u00e3o, diminuindo riscos e preju\u00edzos. Por isto, o presente artigo apresenta alguns testes r\u00e1pidos para a avalia\u00e7\u00e3o da qualidade f\u00edsica e fisiol\u00f3gica das sementes.<\/p>\n<h2 style=\"font-family: ZapfHumnstBTRoman, Helvetica, Verdana, sans-serif;font-weight: 500;line-height: 1.1;color: #366927;margin-top: 5px;margin-bottom: 10px;font-size: 30px\">Qualidade F\u00edsica<\/h2>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">A necessidade da identifica\u00e7\u00e3o completa da qualidade das sementes aconselha o uso de um conjunto de testes eficientes, que, associados \u00e0 an\u00e1lise de pureza f\u00edsica e teor de \u00e1gua, possam caracterizar os lotes de sementes. Dentre os testes \u00fateis e complementares, para definir a qualidade f\u00edsica dos lotes, podem ser citados os testes de identifica\u00e7\u00e3o varietal, tais como fenol, hidr\u00f3xido de pot\u00e1ssio e da peroxidase.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">O teste bioqu\u00edmico de fenol \u00e9 simples, r\u00e1pido e indicado para classificar cultivares de cereais. A rea\u00e7\u00e3o da colora\u00e7\u00e3o do fenol \u00e9 constante para cada cultivar e envolve a participa\u00e7\u00e3o de enzimas, como a tirosinase e outras subst\u00e2ncias fen\u00f3licas presentes na semente.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Em arroz (Fig. 1), o teste de fenol \u00e9 aplicado em repeti\u00e7\u00f5es de 100 sementes, que devem ser embebidas por 16 horas em substrato umedecido com \u00e1gua destilada, a fim de ativar o sistema enzim\u00e1tico. Posteriormente, as sementes devem ser colocadas em placas de Petry, contendo papel filtro molhado com 3mL da solu\u00e7\u00e3o de fenol a 1% e mantidas em germinador regulado a 30\u00b0C, por mais 12 a 24 horas. No final do teste, as sementes s\u00e3o examinadas e agrupadas de acordo com a cor das glumelas ou em rea\u00e7\u00e3o positiva, escurecimento das glumelas (BR IRGA 409 e 410), ou rea\u00e7\u00e3o negativa, perman\u00eancia da cor original das glumelas (Bluebelle e BRS 7). O teste n\u00e3o serve para identificar cultivares isoladamente, por serem muitas as que colorem de uma mesma cor.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">O teste de hidr\u00f3xido de pot\u00e1ssio (KOH) \u00e9, tamb\u00e9m, usado para distinguir cultivares de arroz com cariopses vermelhas das cultivares comuns. Possibilita a recusa dos lotes contaminados com arroz vermelho h\u00edbrido, do tipo patna, com glumelas amarelo palha. Neste teste, as sementes s\u00e3o distribu\u00eddas em placas de Petry, contendo papel filtro umedecido com \u00e1gua destilada, onde sobre cada semente coloca-se uma gota da solu\u00e7\u00e3o de KOH, a 5%. Em seguida, as placas s\u00e3o colocadas em germinador regulado na temperatura entre 25 e 30\u00b0C, por tr\u00eas horas. Ap\u00f3s esse per\u00edodo \u00e9 observada a colora\u00e7\u00e3o desenvolvida na semente, a cor vermelha escura indica arroz vermelho. Pode-se mergulhar repeti\u00e7\u00f5es de 100 sementes em recipientes contendo a solu\u00e7\u00e3o, observando-se, ap\u00f3s o per\u00edodo indicado a altera\u00e7\u00e3o na colora\u00e7\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o e nas glumelas das sementes.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">O teste da peroxidase \u00e9 um m\u00e9todo alternativo de identifica\u00e7\u00e3o varietal em soja. A enzima peroxidase ocorre na maioria dos tecidos vivos dos vegetais, em sementes de soja a sua atividade pode variar, de acordo com a cultivar e, desta maneira, o teste permite detectar misturas entre sementes de determinadas cultivares. Para realiza\u00e7\u00e3o do teste retira-se apenas o tegumento da semente suspeita de ser mistura, que \u00e9 colocado no interior de um tubo de ensaio, em seguida, adicionam-se 10 gotas de guaiacol a 0,5% e cinco a dez minutos ap\u00f3s, uma gota de \u00e1gua oxigenada a 40 volumes. O guaiacol \u00e9 um composto fen\u00f3lico obtido pela destila\u00e7\u00e3o da resina do guaiaco, esp\u00e9cie arb\u00f3rea (Guajacus officinale L.).<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">A peroxidase cataliza a degrada\u00e7\u00e3o da \u00e1gua oxigenada, liberando O2, que reage com o guaiacol. Se a atividade da peroxidase \u00e9 pequena, a \u00e1gua oxigenada n\u00e3o \u00e9 degradada e a solu\u00e7\u00e3o permanece incolor, rea\u00e7\u00e3o negativa (BR 4, BRS 66). Se a atividade for alta conduz \u00e0 rea\u00e7\u00e3o positiva (BRS 137, FEPAGRO RS 10) e a solu\u00e7\u00e3o assume colora\u00e7\u00e3o marrom avermelhada.<\/p>\n<h2 style=\"font-family: ZapfHumnstBTRoman, Helvetica, Verdana, sans-serif;font-weight: 500;line-height: 1.1;color: #366927;margin-top: 5px;margin-bottom: 10px;font-size: 30px\">Danos Mec\u00e2nicos<\/h2>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">A qualidade das sementes pode ser influenciada por opera\u00e7\u00f5es decorrentes da colheita, secagem, beneficiamento, armazenamento e semeadura, que se diferenciam entre si em rela\u00e7\u00e3o a cada esp\u00e9cie. Quando colhidas mecanicamente, as sementes v\u00eam do campo com consider\u00e1vel percentual de dano mec\u00e2nico, o qual \u00e9 uma das principais causas da redu\u00e7\u00e3o na qualidade.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Para identificar o local e a intensidade dos danos externos existem diversos testes, entre os quais os mais importantes s\u00e3o o Verde R\u00e1pido e da Tintura de Iodo. Esse \u00faltimo apresenta o inconveniente de ser t\u00f3xico ao homem, durante a manipula\u00e7\u00e3o. O Verde R\u00e1pido \u00e9 um teste de dano mec\u00e2nico indicado para sementes de milho e outros cereais, devido ao fato de n\u00e3o ser t\u00f3xico, em baixas concentra\u00e7\u00f5es, para as sementes e aos homens. As sementes tingidas germinam e as pl\u00e2ntulas normais e anormais podem ser examinadas para se observar os efeitos do dano mec\u00e2nico.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">A metodologia do teste indica preparar uma solu\u00e7\u00e3o de Verde R\u00e1pido a 0,1% (1g de tintura para 1 litro de \u00e1gua). Mergulhar repeti\u00e7\u00f5es de cem sementes em recipientes contendo a solu\u00e7\u00e3o. Agitar as sementes dentro da solu\u00e7\u00e3o por 30 segundos, deixando a seguir em repouso por mais 30 segundos. Logo em seguida, drenar a solu\u00e7\u00e3o da tintura e enxaguar as sementes em \u00e1gua corrente, depois distribuir cada grupo de 100 sementes sobre toalha de papel, para avaliar, separadamente, cada repeti\u00e7\u00e3o e determinar a porcentagem de sementes danificadas. Esse teste n\u00e3o se presta para identificar danos internos causados por estresses na pr\u00e9-colheita, para os quais o raio x ou a microscopia de varredura seriam mais indicados.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Para sementes de soja, feij\u00e3o e outras Fab\u00e1ceas, a identifica\u00e7\u00e3o de danos mec\u00e2nicos pode ser efetuada por meio do teste de imers\u00e3o em hipoclorito de s\u00f3dio. As sementes danificadas intumescem ao absorver a solu\u00e7\u00e3o, enquanto as intactas permanecem em sua condi\u00e7\u00e3o original. Esse m\u00e9todo estabelece que repeti\u00e7\u00f5es de 100 sementes devem ser mergulhadas em solu\u00e7\u00e3o de hipoclorito de s\u00f3dio a 5%, durante 10 a 15 minutos. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, drena-se a solu\u00e7\u00e3o e distribuem-se as sementes sobre papel toalha, quando as mesmas s\u00e3o examinadas, individualmente, para determina\u00e7\u00e3o da percentagem de sementes danificadas. Se o tempo de embebi\u00e7\u00e3o superar 15 minutos, as sementes intactas tamb\u00e9m intumescem.<\/p>\n<h2 style=\"font-family: ZapfHumnstBTRoman, Helvetica, Verdana, sans-serif;font-weight: 500;line-height: 1.1;color: #366927;margin-top: 5px;margin-bottom: 10px;font-size: 30px\">Qualidade fisiol\u00f3gica<\/h2>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">A organiza\u00e7\u00e3o do sistema de membranas em sementes pode refletir o seu est\u00e1dio de deteriora\u00e7\u00e3o e, conseq\u00fcentemente, a qualidade fisiol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Os testes de vigor baseados na integridade dos sistemas de membranas da semente v\u00eam merecendo especial aten\u00e7\u00e3o, por identificar o processo de deteriora\u00e7\u00e3o na sua fase inicial e permitir que medidas corretivas sejam tomadas para reduzir ou minimizar o seu efeito na qualidade fisiol\u00f3gica da semente. Dentre os m\u00e9todos que se baseiam nesse princ\u00edpio destacam-se os testes da condutividade el\u00e9trica, lixivia\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio e pH do exsudato.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">A medi\u00e7\u00e3o da condutividade el\u00e9trica por meio da quantidade de eletr\u00f3litos liberados pela semente na \u00e1gua de embebi\u00e7\u00e3o tem sido aplicada, de modo mais freq\u00fcente, em uma amostra de sementes representativa de uma popula\u00e7\u00e3o (m\u00e9todo massal). Neste caso, apresenta a desvantagem de que os resultados expressam a condutividade m\u00e9dia de um grupo de sementes, onde poucas sementes mortas podem afetar a condutividade de um lote com muitas sementes de alta qualidade. Para minimizar esse problema, recomenda-se escolher as sementes, excluindo-se as sementes danificadas.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">A metodologia adotada para este teste recomenda quatro repeti\u00e7\u00f5es de 50 sementes, obtidas da por\u00e7\u00e3o sementes puras. As sementes devem ser pesadas e, posteriormente, colocadas em copos pl\u00e1sticos contendo 75mL de \u00e1gua deionizada, que ser\u00e3o mantidos em germinador regulado a temperatura de 25\u00b0C, durante 24 horas. Ap\u00f3s o per\u00edodo de embebi\u00e7\u00e3o a condutividade el\u00e9trica deve ser medida. O resultado obtido no condutiv\u00edmetro dever\u00e1 ser dividido pelo peso da amostra, para que o resultado final seja expresso em mS cm-1 g-1.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Uma alternativa metodol\u00f3gica para o teste de condutividade el\u00e9trica \u00e9 aquela que avalia individualmente as sementes. Para esta determina\u00e7\u00e3o h\u00e1 necessidade de equipamento especial, um analisador autom\u00e1tico-eletr\u00f4nico, denominado de ASA (ASA 610, ASAC 1000).<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Os procedimentos s\u00e3o semelhantes ao m\u00e9todo massal, pois a metodologia b\u00e1sica \u00e9 a mesma. A diferen\u00e7a fundamental est\u00e1 no fato de que nesse m\u00e9todo, utiliza-se uma bandeja contendo 100 c\u00e9lulas, para a embebi\u00e7\u00e3o das sementes. Os resultados ser\u00e3o obtidos individualmente para cada semente. \u00c9 poss\u00edvel comparar estes valores com os testes de germina\u00e7\u00e3o e emerg\u00eancia em campo e associar as sementes com baixa condutividade el\u00e9trica com o alto vigor.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Uma por\u00e7\u00e3o significativa dos eletr\u00f3litos liberados pelas sementes, durante a embebi\u00e7\u00e3o \u00e9 representada por v\u00e1rios \u00edons inorg\u00e2nicos, dentre estes destacam-se o Na, K, Ca e Mg. O pot\u00e1ssio (K), por\u00e9m, tem merecido especial aten\u00e7\u00e3o por se tratar do principal \u00edon em termos de quantidade lixiviada.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Sementes envelhecidas lixiviam maiores quantidades de pot\u00e1ssio e essas quantidades t\u00eam sido utilizadas como um indicador da integridade do sistema de membranas celulares.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">O teste de lixivia\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio tem sido utilizado como um \u00edndice r\u00e1pido de avalia\u00e7\u00e3o do vigor de sementes de algumas esp\u00e9cies, como soja, feij\u00e3o e algod\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Para a realiza\u00e7\u00e3o deste teste em soja, pode-se usar repeti\u00e7\u00f5es de 25 sementes, fisicamente puras, imersas em 75mL de \u00e1gua destilada, a 30\u00b0C, por 90 minutos, de onde s\u00e3o retiradas al\u00edcotas para a determina\u00e7\u00e3o do K liberado. Para a determina\u00e7\u00e3o do \u00edon tem sido usada a an\u00e1lise de ativa\u00e7\u00e3o de n\u00eautrons, de espectrofot\u00f4metro de absor\u00e7\u00e3o at\u00f4mica e por meio de fot\u00f4metro de chama.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Durante a embebi\u00e7\u00e3o das sementes, a libera\u00e7\u00e3o de \u00edons H+ acidifica o meio e diminui o pH do exsudato. As sementes mais deterioradas lixiviam mais H+, por isto apresentam exsudatos mais \u00e1cidos, com menores valores de pH.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Alguns testes utilizam o pH do exsudato das sementes para estimar a viabilidade. Em soja, com o uso de um peag\u00e2metro, a viabilidade foi representada por pH 5,8; acima deste valor encontravam-se as sementes vi\u00e1veis e abaixo as sementes n\u00e3o vi\u00e1veis. Esses resultados foram observados em pesquisas realizadas na Universidade Federal de Pelotas, ap\u00f3s embebi\u00e7\u00e3o individual das sementes por 20 horas a 25\u00b0C.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">O pH do exsudato, tamb\u00e9m, pode ser utilizado num m\u00e9todo colorim\u00e9trico, para estimar a viabilidade de sementes de feij\u00e3o, milho e soja, ap\u00f3s 30 minutos de embebi\u00e7\u00e3o. Para este teste, repeti\u00e7\u00f5es de 100 sementes s\u00e3o colocadas para embebi\u00e7\u00e3o em bandejas com c\u00e9lulas individuais, contendo 2mL de \u00e1gua destilada (pH=7,0), onde \u00e9 colocada cada semente. Ap\u00f3s, transcorrido o per\u00edodo de embebi\u00e7\u00e3o, coloca-se 1 gota da solu\u00e7\u00e3o de fenolftale\u00edna e 1 gota da solu\u00e7\u00e3o de carbonato de s\u00f3dio. Para sementes de milho, usam-se as seguintes concentra\u00e7\u00f5es: Na2CO3 &#8211; 8g\/L e fenolftale\u00edna a 0,5%.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">A cor desenvolvida na solu\u00e7\u00e3o do exsudato estima a viabilidade das sementes, sendo que, rosa forte caracteriza as sementes vi\u00e1veis e rosa fraco ou incolor as n\u00e3o vi\u00e1veis.<\/p>\n<h2 style=\"font-family: ZapfHumnstBTRoman, Helvetica, Verdana, sans-serif;font-weight: 500;line-height: 1.1;color: #366927;margin-top: 5px;margin-bottom: 10px;font-size: 30px\">Teste de Tetraz\u00f3lio<\/h2>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">O teste de tetraz\u00f3lio (Tz) \u00e9 r\u00e1pido e grande import\u00e2ncia para a avalia\u00e7\u00e3o da qualidade das sementes, porque, al\u00e9m da viabilidade, o mesmo pode informar sobre o vigor e ainda identificar diversos problemas que afetam o desempenho das sementes. A metodologia do teste vem sendo aperfei\u00e7oada constantemente, de modo que existem manuais que indicam a execu\u00e7\u00e3o para v\u00e1rias esp\u00e9cies, tais como a soja, milho, trigo, feij\u00e3o, algod\u00e3o e amendoim.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">O Tz se baseia na altera\u00e7\u00e3o da colora\u00e7\u00e3o dos tecidos vivos em presen\u00e7a de uma solu\u00e7\u00e3o de tetraz\u00f3lio. Essa altera\u00e7\u00e3o na colora\u00e7\u00e3o reflete a atividade das enzimas desidrogenases envolvidas na atividade respirat\u00f3ria. Estas enzimas, particularmente, a desidrogenase do \u00e1cido m\u00e1lico, catalizam a rea\u00e7\u00e3o dos \u00edons H+ liberados pela rea\u00e7\u00e3o dos tecidos vivos com o sal (2,3,5 &#8211; trifenil cloreto de tetraz\u00f3lio), formando uma subst\u00e2ncia de cor vermelha, est\u00e1vel e n\u00e3o difus\u00edvel, denominada trifenilformazan.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Se o sal de tetraz\u00f3lio \u00e9 reduzido, formando o composto vermelho, houve atividade respirat\u00f3ria nas mitoc\u00f4ndrias, significando que h\u00e1 viabilidade celular e do tecido. Os tecidos n\u00e3o vi\u00e1veis n\u00e3o reagem e, conseq\u00fcentemente, n\u00e3o s\u00e3o coloridos. A forma\u00e7\u00e3o de um vermelho carmim claro indica tecido vigoroso e um vermelho mais intenso para o tecido em deteriora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">O Tz identifica, em soja, deteriora\u00e7\u00e3o por umidade, danos mec\u00e2nicos e de percevejos. A interpreta\u00e7\u00e3o do teste exige que as sementes sejam avaliadas individualmente, quando o exame das partes vitais, a localiza\u00e7\u00e3o e intensidade da colora\u00e7\u00e3o indicar\u00e3o a condi\u00e7\u00e3o da semente.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\">Muitos outros m\u00e9todos, para a determina\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da qualidade das sementes, v\u00eam sendo pesquisados, por\u00e9m v\u00e1rios ainda n\u00e3o mostraram resultados consistentes, outros apresentam dificuldades na padroniza\u00e7\u00e3o, alguns se mostram promissores, mas devem ser mais avaliados antes de sua recomenda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 0px;margin-bottom: 10px;color: #666666;font-family: Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 13px\"><span style=\"font-weight: bold;color: #004074\">Nilson Lemos de Menezes<\/span>\u00a0&#8211;\u00a0<span id=\"cloak23515\"><a style=\"background: 0px 0px;color: #4782b2\" href=\"mailto:nmenezes@ccr.ufsm.br\">nmenezes@ccr.ufsm.br<\/a><\/span><br \/>Prof. Adjunto &#8211; N\u00facleo de Sementes &#8211; Dept\u00ba. Fitotecnia<br \/>Centro de Ci\u00eancias Rurais &#8211; Universidade Federal de Santa Maria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A agricultura moderna concentra grandes esfor\u00e7os no sentido do aumento de produtividade, utilizando cultivares mais produtivas e com resist\u00eancia a doen\u00e7as, obtidas via melhoramento gen\u00e9tico, mais recentemente engenharia gen\u00e9tica. Esse ganho de qualidade obtido nas cultivares \u00e9 repassado aos agricultores por meio das sementes, insumo b\u00e1sico e necess\u00e1rio, para a maioria das esp\u00e9cies de interesse [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":115,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-63","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/63","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/wp-json\/wp\/v2\/users\/115"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/63\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/laboratorios\/sementes\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}