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Bem antes de chegar à mesa



 

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Nas quintas-feiras, muitos alunos e servidores da UFSM têm um objetivo comum: adquirir frutas e hortaliças recém colhidas, produtos panificados, derivados de leite, embutidos, além de geleias, chimias e compotas. Neste dia, acontece a Polifeira do Produtor, um projeto de extensão que traz para dentro da UFSM produtos oriundos da agricultura familiar e de agroindústrias locais.

 

Apesar de ser a única etapa vista pelos consumidores, a comercialização é uma pequena parte do processo, já que muitos cuidados são tidos antes de o produto chegar à mesa das pessoas. Nesse aspecto, os alunos e professores dos cursos técnicos do Colégio Politécnico têm papel essencial, principalmente no que diz respeito à qualificação dos feirantes.

 

Em janeiro de 2017, concomitantemente ao início da feira, foram feitos diagnósticos pela professora Marlene Lovatt o a respeito dos produtos que seriam comercializados, considerando aspecto visual, sabor e embalagem. A partir dos resultados, foram planejados minicursos e oficinas, destinados a ajudar os feirantes na melhora do processo de produção e, consequentemente, do que é vendido.

 

A parte doce da feira

Na banquinha de Neuza e André Biasi, há uma variedade de alimentos in natura e processados, todos cultivados na horta e no pomar da chácara do casal. O marido se dedica ao cultivo das frutas e hortaliças usadas como matéria-prima, enquanto Neuza fabrica chimias, molhos agridoces e compotas.

 

No curso oferecido pelo Colégio Politécnico, Neuza elaborou a chimia seguindo as orientações da professora Marlene. Os ingredientes foram preparados e medidos de tal forma que o produto apresentasse o padrão de qualidade buscado pelo consumidor. “Muitas vezes, o produtor aprendeu a receita com a família, mas não sabe a função que cada ingrediente desempenha no processo de elaboração. Quando compreende e observa o efeito, se sente seguro, e inclusive já estabelece novas combinações para a mesma matéria-prima”, explica Marlene.

 

Neuza e professora Marlene durante a produção da chimia de morango

Depois das qualificações, Neuza relata que os doces se tornaram mais saudáveis e saborosos, e, em consequência, as vendas dobraram. “Aprendi a escolher e higienizar as frutas, além de verificar a consistência ideal para as chimias e dosar a quantidade de açúcar”, relata a feirante, que passou a obter alimentos com mais qualidade e durabilidade, e conquistou clientes fiéis.

Reportagem: Paola Jung, acadêmica de Jornalismo
Diagramação: Pollyana Santoro, acadêmica de Desenho Industrial
Fotografias: Rafael Happke





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