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A Broadway na UFSM



Se para um artista já é difícil desenvolver as técnicas de um só segmento, imagine fazer três deles: dançar, atuar e cantar. Os musicais exigem uma performance completa, e há poucos lugares de ensino no Rio Grande do Sul que trabalham para desenvolvê-la. Com o objetivo de instrumentalizar os estudantes de artes a produzir e atuar profissionalmente em musicais populares, ampliando suas áreas de atuação no campo de trabalho, surgiu em abril de 2018 o Projeto de Ensino e Extensão Musical da UFSM. À frente desse projeto está a professora do curso de Dança Carlise Scalamato Duarte, o professor do curso de Música João Batista Sartor e  o professor do curso de Teatro Diego Pereira.

O projeto visa produzir e apresentar para a comunidade santa-mariense uma releitura em português do musical Chicago in Concert, peça de teatro escrita pela jornalista Maurine Dallas Watkins, sucesso na Broadway desde 1975. O espetáculo conta a história de duas dançarinas de boates que cometem diferentes assassinatos. Surpreendentemente, os crimes instigam as protagonistas a competirem por atenção, tanto dos jornais quanto do melhor advogado no ramo, Billy Flynn. O enredo faz críticas à imprensa e ao sistema judiciário.

Ensaio Aberto

No dia 12 de junho, um ensaio aberto à comunidade revelou o que já foi produzido pelo grupo – que se reúne por oito horas, semanalmente, para ensaiar. Na ocasião, vinte alunos apresentaram no Teatro Caixa Preta, ao som da Banda Sinfônica de Santa Maria, uma prévia do que será a estreia do musical nos dias 11 e 12 de novembro, no Centro de Convenções da UFSM.

Os artistas

Foram feitas três audições para selecionar os integrantes do grupo, nas três respectivas áreas. Para a graduanda de Teatro Flavia Grutzmacher,  cantar foi o maior desafio: “Nas audições, o canto me preocupou, pois eu não tinha técnica vocal. Depois de muito treino, consegui me preparar.” Após iniciar no Projeto, a acadêmica percebeu como todas as habilidades deveriam ser trabalhadas em conjunto: “No início, você imagina que cada dia vai treinar uma coisa para depois juntar tudo, mas, na verdade, você estimula a dança, o canto e a atuação, ao mesmo tempo, todos os dias.” A estudante acredita que a experiência vai possibilitar seu aperfeiçoamento como artista e prepará-la para espetáculos futuros.

O processo no projeto é ensinar os alunos a atuarem como bailarinos, atores, cantores, figurinistas, cenógrafos e produtores culturais (conforme suas áreas de estudo) em espetáculos musicais. A professora Carlise chama atenção para a especificidade de cada um: “Nem todos são cantores, atores ou dançarinos, o que se torna uma aprendizagem.” A exemplo disso, a estudante do curso de Dança, Flávia Domenech, conta sua experiência: “Nunca tinha feito teatro antes – até por um pouco de vergonha, e com  o canto quase nada de experiência, mas estou executando mesmo assim. É novidade para todo mundo. Eu sempre gostei de assistir a musicais e essa é uma oportunidade para começarmos a ocupar esses espaços e evoluir, interligando as artes.”

 

Reportagem: Bibiana Pinheiro

Fotografia: Tainara Liesenfeld


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