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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>De motorista a professor da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/de-motorista-a-professor-da-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 08 Feb 2021 16:53:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Recordações]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[professor]]></category>

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						<description><![CDATA[por Helio João Bellinaso*]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/14_CAPA_SITE-1024x590.jpg" alt="" width="1024" height="590" /></p><p>Fui motorista, estudante, engenheiro, professor e pesquisador da UFSM, nos trinta anos que lá permaneci. </p><p>No dia 13 de janeiro de 1966, ingressei como motorista e fui alocado no Setor de Obras. Foi o trabalho naquele setor que me despertou para escolher uma nova profissão: engenheiro civil.</p><p>Participei dos primórdios das construções da Cidade Universitária, numa época que havia poucos recursos e quase todo o serviço era braçal ou manual. Como motorista, e junto a outros trabalhadores, formávamos um grupo de mais de 1500 valorosos operários.</p><p>Participei dos bastidores e estive ligado às obras até o final de 1981. Pude acompanhar o início da maioria das construções, sua metodologia, seus personagens e, em razão de meus cargos, pude conhecer a maioria dos dirigentes e operários que, como eu, colocaram a mão na massa, para construir a primeira etapa da Cidade Universitária, quase toda por métodos artesanais.</p><p>Com minha formatura, em 1975, além de engenheiro, me tornei professor e consegui ter um bom desempenho nas funções que assumi, comprovadas pelas homenagens feitas por alunos ao longo dos 20 anos de docência na UFSM e, após, em outras instituições de ensino onde colaborei até 2006.</p><p>Quando uma pessoa se afasta do trabalho por idade ou por saúde, abre espaço para outra mais jovem, que aguarda oportunidade. Deixei a instituição em 1996 com a consciência tranquila e a sensação de dever cumprido. Assim, renovam-se os atores e segue-se no caminho do progresso científico e tecnológico.</p><p>No momento em que entendi o significado da criação da Universidade para a população do interior do estado e principalmente para Santa Maria, fiquei deslumbrado e sempre me senti honrado de poder participar daquela obra.</p><p>Em 2013, tomei coragem e decidi escrever o livro UFSM, uma luz em nossas vidas, lançado em 2017. Além de esvaziar a cabeça, precisava realizar minha homenagem a um grande número de pessoas, entre eles os apoiadores, os administradores, os engenheiros, os arquitetos, os mestres de obras e todos os operários que foram decisivos para ajudar a solidificar o sonho do grande santa-mariense – para mim o maior – professor José Mariano da Rocha Filho, reitor, idealizador e fundador da UFSM.</p><p><em><strong> Diagramação e Ilustração:</strong> Deirdre Holanda</em></p><p><i>*Helio João Bellinaso é engenheiro civil e professor aposentado da UFSM.</i></p><p><em>**Texto publicado originalmente na edição 9 da Revista Arco e repostado em razão dos 60 anos da Universidade.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A dualidade dos medicamentos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-dualidade-dos-medicamentos</link>
				<pubDate>Tue, 04 Sep 2018 13:15:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[calmantes]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[indústria farmacêutica]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos tarja preta]]></category>
		<category><![CDATA[pscicofármacos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[tranquilizantes]]></category>

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						<description><![CDATA[Psicofármacos são fundamentais para tratar diversos transtornos mentais, mas o uso indevido preocupa pesquisadores, pelos efeitos colaterais no organismo e pela propensão à dependência
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400"><strong><img class="alignleft wp-image-4344 size-thumbnail" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/trigger-warning-150x150.png" alt="" width="150" height="150" />Esta matéria possui conteúdo que pode desencadear fortes emoções. Caso você esteja passando por </strong><strong>um momento de maior sensibilidade tenha cautela ao prosseguir com a leitura. Se se sentir desconfortável interrompa a leitura e volte quando estiver mais forte emocionalmente.</strong></span>

<span style="font-weight: 400">Quantas horas por dia você dorme? Quão saudável é a sua alimentação? Você pratica exercícios físicos? As respostas para essas perguntas variam muito de um indivíduo a outro, mas é notório que a maior parte da população já não consegue dedicar tempo suficiente ao cuidado do corpo e da mente. As obrigações e prioridades, muitas vezes, são outras; e as consequências, em decorrência disso, podem ser severas.</span>

<span style="font-weight: 400">O Brasil apresenta a maior porcentagem de população afetada por distúrbios relacionados à ansiedade no mundo e, além disso, é o quinto país com a maior taxa de pessoas depressivas, de acordo com dados divulgados em 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para ansiedade, depressão e outros transtornos mentais, os psicofármacos asseguram o alívio imediato e, muitas vezes, possibilitam o restabelecimento da “normalidade” cotidiana. No entanto, levando em conta a propensão à dependência de muitos fármacos e os seus efeitos colaterais no organismo, surge o questionamento: os medicamentos, a longo prazo, são a melhor solução para tratar todos os transtornos mentais?</span>

<span style="font-weight: 400">Entre 2010 e 2016, o Brasil aumentou em 74% o consumo de medicamentos antidepressivos, segundo pesquisa divulgada em 2017 pela seguradora SulAmérica. Ainda assim, não existe um consenso entre os pesquisadores da área de saúde mental sobre a população estar, ou não, consumindo mais remédios do que deveria. A preocupação não é somente com o aumento no consumo, já que os psicofármacos são necessários em determinados casos, mas sim com o uso indevido (sem necessidade e/ou indicação médica), visto que os medicamentos podem causar dependência e efeitos colaterais diversos.</span>

<span style="font-weight: 400">Um estudo realizado pela Universidade Federal do Paraná, coordenado pela professora de Enfermagem Mariluci Alves Maftum, entrevistou profissionais de Enfermagem em quatro Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Curitiba. A conclusão foi de que os medicamentos representam um importante recurso terapêutico, principalmente por minimizarem sintomas agudos causados pelos transtornos mentais. Na visão desses profissionais, o uso de psicofármacos é fundamental para que a pessoa com transtorno possa ter uma melhora significativa no seu estado de saúde, no autocuidado, na (re)conquista da autonomia e das condições necessárias para realizar atividades rotineiras. Entretanto, o estudo também faz ressalvas às contraindicações dos medicamentos tarjados, utilizados para tais fins. Recomenda-se, então, como resultado da pesquisa, o uso do psicofármaco associado a outros tratamentos não medicamentosos, como a participação em grupos e oficinas terapêuticas.</span>

<span style="font-weight: 400">Os psicofármacos mais receitados são os benzodiazepínicos – calmantes e tranquilizantes como Rivotril/Clonazepam, Valium/Diazepam, Frontal/Alprazolam, Lexotan/Bromazepam. Para a professora do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSM Marilise Burger, o uso de calmantes é banalizado e faz com que o cérebro se adapte à presença do fármaco. Se utilizado por longos períodos, pode causar a dependência e/ou tolerância (diminuição dos efeitos, o que exige doses cada vez maiores). De forma parecida, acontece a ação dos antidepressivos: o uso aumenta os níveis de serotonina – popularmente conhecida como “hormônio da felicidade” -, o que faz com que a pessoa se sinta bem emocionalmente. Ainda que apresente melhoras no quadro clínico, o paciente costuma voltar ao estado psíquico anterior quando o uso da medicação é interrompido.</span>

<span style="font-weight: 400">Nesta perspectiva, para a mestranda em Psicologia na UFSM Maria Luiza Diello, a patologização da vida e do sofrimento se tornou um dos principais problemas na contemporaneidade. Isso significa dizer que, atualmente, qualquer estado mental e existencial pode ser delineado como doença, acarretando, com isso, a intensificação do uso exacerbado de medicamentos. Para ela, o uso de fármacos deveria ser feito exclusivamente em situações de absoluta necessidade. “É muito comum nos depararmos com situações de uso indevido, abusivo, continuado, crônico, problemático ou desnecessário de medicamentos”, pontua Maria Luiza.</span>

<span style="font-weight: 400">Marilise considera que o elevado número de psicofármacos consumidos atualmente representa uma transferência da solução dos problemas – sejam eles corriqueiros ou de maiores complexidades – em função de rotinas agitadas. “A melhora dos problemas emocionais envolve uma mudança de hábitos; antes, algumas situações eram resolvidas no cotidiano; hoje, é mais fácil usar um medicamento do que olhar para dentro de si mesmo e mudar estes hábitos – alimentação, atividade física e a maneira de lidar com as pessoas, por exemplo”, comenta a professora.</span>

<span style="font-weight: 400">Todos os estados afetivos são momentâneos, sejam eles de tristeza ou de felicidade, segundo o professor do Departamento de Neuropsiquiatria UFSM Mauricio Scopel Hoffmann. A distinção entre um estado afetivo e um transtorno mental se baseia em critérios de tempo e de prejuízo. “A pessoa está vivendo bem e, de repente, começa a baixar a vitalidade, a não querer sair de casa, </span><span style="font-weight: 400">a pensar que a vida não mais vale a pena, a achar que a morte é uma solução. Se isso perdurar por semanas e causar prejuízo porque a pessoa já não consegue mais se relacionar com os outros, ou prejudicar sua produtividade no trabalho, por exemplo, se configura como um transtorno mental”, comenta o professor. Ele explica que um acontecimento traumático pode ser fator de risco inespecífico para desencadear a depressão, que possui prevalência em cerca de 15 a 25% da população.</span>

<span style="font-weight: 400">Há também um número expressivo de pessoas que diagnosticam a depressão de maneira apressada e passam anos repetindo o uso do mesmo remédio sem questionar. Para o professor de Psicologia do Departamento de Enfermagem da UFSM campus Palmeira das Missões Ricardo Martins o fato é que a sociedade já não privilegia os sujeitos e a vida, mas os objetos e o mercado, fazendo com que se perca o contato com o coletivo: “é como na  economia: a oferta cria a demanda, ou seja, o remédio vai buscar (criar) a doença”, conclui o professor.</span>

<span style="font-weight: 400">No entanto, Mauricio avalia que o aumento da prescrição de psicofármacos pode ser uma falsa aparência, já que há grande porcentagem de doentes sem tratamento. “Menos de 10% dos pacientes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) do Brasil recebem tratamento, ou seja, a prescrição precisaria aumentar muito para que todos os doentes pudessem ser ajudados. Não creio que exista esse fenômeno da medicamentalização, entendido como uma trama, consciente ou não, entre indústria e profissionais da saúde, para medicar mais as pessoas, sem necessidade; falta evidência empírica para isso”, analisa o professor.</span>

<b>Atenção aos "tarja preta"</b>

<span style="font-weight: 400">Quanto maior a dose de medicamento utilizada, maiores os efeitos colaterais aos quais o corpo estará suscetível. O professor Mauricio explica que os remédios de tarja preta são os que possuem maior potencial de abuso: “Em torno de 15 a 20% das pessoas que usam essa medicação tendem a aumentar sozinhas a dose, porque a própria medicação provoca isso e a personalidade dos usuários também”. Para pacientes em situações de abuso de álcool, por exemplo, não é indicado o uso de tarja preta porque a composição química do remédio e o perfil do paciente podem gerar dependência.</span>

<span style="font-weight: 400">A Ritalina – medicamento estimulante que controla o TDAH – é usada por muitos estudantes para fazer o chamado doping cognitivo. Por ser um medicamento controlado e exigir receita médica, a solução encontrada por muitas pessoas é conseguir o psicofármaco com terceiros. Marilise afirma que a automedicação pode ser “um tiro no pé”, porque se o estudante possui um transtorno de ansiedade, por exemplo, há chances de piorar ainda mais seu estado mental.</span>

<b>Qual a melhor receita médica?</b>

<span style="font-weight: 400">Para todo transtorno mental, o tratamento é sempre indicado. Ele pode ser tanto psicoterápico quanto farmacológico, que são as duas grandes abordagens em saúde mental, e o uso ou não de remédios depende de particularidades. Ricardo aponta que, para casos como os de luto pela perda, há mudança na química cerebral e, para resolver isso, o tratamento psicológico contribui para deslocar o foco do cérebro sobre a perda. O remédio, neste contexto, faz parte de uma fantasia dos pacientes, que o veem como um “fortificante”.</span>

<span style="font-weight: 400">Já para a depressão e a ansiedade, o professor Maurício assegura que há evidências científicas sobre a eficácia da psicoterapia. </span><span style="font-weight: 400">Em contrapartida, há casos em que a resposta aos tratamentos psicoterápicos é baixíssima e, por isso, há necessidade de medicação, como é o caso da esquizofrenia. O que acontece é que nem sempre o tratamento indicado condiz com as condições financeiras do paciente. Dessa forma, o tratamento medicamentoso pode ser mais barato que o psicoterápico e, portanto, mais acessível no sistema de saúde. Em alguns transtornos, como os de ansiedade, o tratamento psicoterápico somado ao tratamento com fármacos pode ser preferível, já que os efeitos da terapia dupla são potencializados.</span>

<span style="font-weight: 400">Em vista disso, alguns profissionais da área apostam na chamada “terapia social”, que oferece atendimentos a um preço mais acessível. Além disso, também é possível que o paciente busque um atendimento viável ou gratuito em centros acadêmicos de Psicologia e também nos serviços ofertados pelos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que compõem a rede pública de saúde.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-4225" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/09_03_BOX_3.png" alt="" width="800" height="678" />

<b>O que a indústria farmacêutica tem a ver com tudo isso? </b>

<span style="font-weight: 400">A indústria farmacêutica constitui-se como uma das engrenagens principais no campo das pesquisas científicas e no desenvolvimento de tratamentos, como também na área da produção e comercialização de medicamentos. Por ser um dos maiores meios provedores de investimentos na ciência, esta indústria, estabelecida no início do século 20, é hoje uma das maiores responsáveis pela evolução e modernização de tratamentos médicos. De acordo com um estudo coordenado pelo médico Paulo Aligieri e publicado na Revista da Associação Médica Brasileira, “o resultado do trabalho das indústrias tem contribuído significativamente, ao longo dos anos, para o aumento da expectativa de vida e redução dos índices de mortalidade de diversas doenças”. Entretanto, mesmo indispensável na área da saúde mental atualmente, a indústria farmacêutica é criticada por muitos estudiosos da área.</span>

<span style="font-weight: 400">De acordo com a farmacologista Marilise Burger, “a indústria tem um perfil competitivo, que visa o lucro, e investe em propagandas fortes que induzem os médicos. Há um histórico de medicamentos lançados sem as pesquisas necessárias e até mesmo de pesquisas burladas”. A médica clínica geral Valéria da Silva Zorzi confirma esta realidade: “Recebemos constantemente boletins informativos das sociedades médicas incitando a usar medicamentos”; e complementa que “esta indústria opera financiando pesquisas tendenciosas, com conflitos de interesse; utiliza o marketing em congressos; investe nos médicos e profissionais ligados à saúde para impôr tendências e modismos”.</span>

<span style="font-weight: 400">Os médicos, neste cenário, podem aparecer como articuladores ou também como vítimas, já que as propagandas das indústrias induzem não apenas os pacientes, mas também a classe médica. “Um médico dificilmente vai te dizer que se deixa levar [pela indústria farmacêutica], mas ele, mesmo sem perceber, pode estar sendo submetido a este assédio”, opina a professora Marilise.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-4226" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/09_03_BOX_4.png" alt="" width="800" height="614" />

<span style="font-weight: 400">Apesar disso, entre os profissionais da área da saúde, é unânime o reconhecimento de que os psicofármacos são essenciais em diversos tratamentos. As ressalvas são de que os medicamentos não podem ser vistos como uma solução mágica para tratar os transtornos mentais. As sensações de angústia, insegurança, isolamento, desespero,  podem ser resolvidas sem a necessidade de substâncias químicas, em grande parte dos casos. Da ordem do necessário está a procura pelo tratamento adequado, aliado a um estilo de vida saudável, e, acima de tudo, tempo disponível para os olhares íntimos sobre si mesmo.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem:</strong> Claudine Friedrich</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong> Diagramação e Lettering:</strong> Juliana Krupahtz </span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Ilustração:</strong> Pollyana Santoro e Deirdre Holanda</span></em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Na subjetividade do trabalho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/na-subjetividade-do-trabalho</link>
				<pubDate>Thu, 30 Aug 2018 19:28:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno Mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Transtornos mentais e comportamentais são a principal causa de afastamento de servidores da UFSM
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400"><img class="alignleft wp-image-4344 size-thumbnail" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/trigger-warning-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></span>

<span style="font-weight: 400"><strong>Esta matéria possui conteúdo que pode desencadear fortes emoções. Caso você esteja passando por </strong><strong>um momento de maior sensibilidade tenha cautela ao prosseguir com a leitura. Se se sentir desconfortável interrompa a leitura e volte quando estiver mais forte emocionalmente.</strong></span>

<span style="font-weight: 400">O trabalho abrange diversos aspectos da vida humana, sendo condição preponderante para a realização do sujeito, segundo a psicologia. Dessa forma, as condições às quais os trabalhadores têm de se submeter diariamente para a realização de determinado fim são cruciais para a qualidade do serviço e da própria saúde física e mental. Em um ambiente tão complexo quanto o universitário – que compreende muito além das atividades em sala de aula -, as situações que podem desencadear um adoecimento profissional são diversas.</span>

<span style="font-weight: 400">Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 2017, 20% das licenças concedidas a servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) e docentes para tratamento de saúde foram para casos de transtornos mentais e comportamentais. A psicóloga e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSM Luciana Schneid Ferreira afirma que o trabalho jamais é neutro: “O sofrimento, ao contrário do que muitos pensam, não é sinônimo de adoecimento. Ele é inerente ao ser humano. Se o sujeito tiver autonomia e reconhecimento em seu trabalho, vai transformar este sentimento em algo bom, que promoverá saúde, desenvolvimento e realização. Se, por outro lado, não tiver as condições mínimas para conduzi-lo, vai desencadear uma doença”.</span>

<span style="font-weight: 400">Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017, três das dez doenças mais incapacitantes para o trabalho no mundo são de origem mental. A depressão é a primeira da lista, afetando mais de 300 milhões de pessoas – um aumento de 18% entre 2005 e 2015. Transtornos causados por álcool e ansiedade aparecem em quinto e  sexto lugares no ranking, respectivamente.</span>

<span style="font-weight: 400">No mesmo ano, um boletim organizado pelos ministérios da Fazenda e do Trabalho no Brasil mostrou que os transtornos mentais e comportamentais foram a terceira causa de incapacidade para o trabalho, no período de 2012 a 2016, considerando a concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.</span>

<b>Reflexo mundial</b>

<span style="font-weight: 400">A UFSM reflete o que acontece no país e no mundo - como mostram os gráficos na página seguinte. Os levantamentos foram feitos pela Perícia Oficial em Saúde (PEOF) da Universidade, responsável por avaliar e conceder licenças a servidores para tratamento médico próprio ou de familiares. O setor é vinculado à Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) e atua em conjunto com a Coordenadoria de Saúde e Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), formada por uma equipe psicossocial que acompanha os servidores em adoecimento profissional.</span>

<span style="font-weight: 400">“O número de afastamentos por transtornos mentais é o maior, e ainda assim não traduz todos os casos de doença mental que existem na Instituição”, afirma a psicóloga da CQVS Quenia Rosa Gonçalves. Essa é uma das preocupações de Luciana, que também atua como psicóloga do CQVS, em sua pesquisa de mestrado, iniciada no ano passado. Ela procura traçar o perfil dos servidores que adoecem na UFSM, utilizando como base a Psicodinâmica do Trabalho, abordagem científica desenvolvida na França na década de 1980, por Christophe Dejours. A teoria possibilita uma compreensão contemporânea sobre a subjetividade no trabalho, relacionando-o com prazer, autonomia, liberdade, reconhecimento, mas também com sofrimento, quando ausentes os sentimentos anteriores.</span>

<b>Como o trabalho causa o adoecimento?</b>

<span style="font-weight: 400">A OMS apresenta como causas dos transtornos mentais as cargas de trabalho excessivas, as exigências contraditórias, a falta de clareza na definição das funções, a comunicação ineficaz por parte de chefias e colegas, e o abuso sexual ou psicológico.</span>

<span style="font-weight: 400">Somando-se a isso, Quenia aponta que dificuldades no convívio interpessoal, subordinação e subutilização são as demandas mais recebidas na CQVS. “Acompanhamos casos de servidores super qualificados que não conseguiam desenvolver todo seu conhecimento e suas habilidades no cargo que assumiram, porque eram subutilizados em outros serviços. Com o tempo, isso gera angústia e outros sintomas, e a pessoa não suporta”, expõe a psicóloga. A Psicodinâmica, de acordo com Luciana, definiria o caso pelos conceitos de trabalho prescrito e trabalho real: o que está determinado em contrato como atribuições do cargo, em contraste com os problemas e imprevistos do dia a dia da profissão.</span>

<span style="font-weight: 400">A precarização do serviço público e as crises econômicas também fazem parte desse cenário. Atualmente, cargos desocupados por aposentadoria não têm reposição de novos servidores. Como solução, há sobrecarga de trabalho aos que ficam, além da entrada de funcionários terceirizados. Relacionada a isso, está a hipersolicitação, que ocorre quando o servidor é requerido no ambiente de trabalho, mas também por e-mail, celular e outras plataformas.</span>

<span style="font-weight: 400">Segundo Luciana, os pesquisadores da área afirmam que, no serviço público, os casos de assédio moral tendem a ser mais graves e duradouros, se comparados aos da iniciativa privada. Isso porque, em instituições como a UFSM, o servidor dificilmente pede demissão, devido ao ingresso por concurso e à estabilidade do cargo, e acaba se submetendo por muito mais tempo àquela violência. Outra peculiaridade das organizações públicas é a questão política, que comumente norteia a escolha de gestores. “Quem está à frente de um setor não está necessariamente capacitado no âmbito interpessoal para isso, mas tem inclinações políticas. Isso pode prejudicar o trabalho dos funcionários e, em consequência, possibilitar um quadro de adoecimento”, pontua a mestranda.  </span>

<span style="font-weight: 400">Apesar de todas as situações apresentadas, os casos de adoecimento profissional não obrigatoriamente têm relação com o trabalho. Podem ter influência em predisposições genéticas e/ou problemas pessoais, sociais e familiares, sendo difícil delimitar com exatidão o chamado nexo causal das patologias.</span>

<b>Tratamento é um direito</b>

<span style="font-weight: 400">Todo servidor público federal tem direito à Licença para Tratamento de Saúde (LTS), conforme determina o art. 202 do Regime Jurídico Único. Legalmente, o servidor pode ficar afastado da instituição com a qual tem vínculo empregatício por até dois anos. Depois desse período, a providência tomada é a aposentadoria por invalidez.</span>

<span style="font-weight: 400">A assistente social da PEOF Fabiane Drews explica que o tempo de afastamento é relativo, pois depende do diagnóstico e da reação do paciente ao tratamento. “A maioria dos casos de doença mental que chegam ao setor ocasiona uma licença. Mas isso não é regra geral. Muitas vezes, tentamos conduzir de outras maneiras, como solicitando a troca do funcionário de setor ou intervindo nos conflitos”, comenta Fabiane. A médica do trabalho que coordena a PEOF, Liliani Brum, explica que geralmente as licenças por problemas mentais são mais longas devido à complexidade e à subjetividade da matéria.</span>

<span style="font-weight: 400">No entanto, as profissionais comentam que ainda há preconceito e falta de conhecimento em relação aos transtornos mentais. “A pessoa pensa que vai aguentar, porque não entende o adoecimento mental como doença, principalmente por não ser tão visível quanto os problemas físicos”, explica a psicóloga Quenia. Outro limitador é o estereótipo de que servidor público não trabalha. Como contraponto, a Psicodinâmica diz que o trabalhador que adoece é justamente aquele que tem vontade de trabalhar e não consegue desenvolver seu trabalho por conta da doença.</span>

<span style="font-weight: 400">Diante deste cenário, Luciana entende que a organização do trabalho deve ser questionada: “Para mudar, é necessária uma ação conjunta na gestão da instituição como um todo, na intenção de diminuir o número de casos e acabar com preconceitos. Priorizar a saúde em detrimento da política e de outras questões é fundamental”.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem:</strong> Andressa Motter </span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong> Diagramação e Lettering:</strong> Juliana Krupahtz </span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Ilustração:</strong> Giana Bonilla e Deirdre Holanda</span></em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A sobrecarga invisível na Universidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-sobrecarga-invisivel-na-universidade</link>
				<pubDate>Thu, 23 Aug 2018 23:03:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[estresse]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno Mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Rotina e pressão no ambiente universitário são apontadas como causas de problemas de saúde mental dos estudantes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: center"><strong><img class="wp-image-4344 size-thumbnail alignleft" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/trigger-warning-150x150.png" alt="" width="150" height="150" />Esta matéria possui conteúdo que pode desencadear fortes emoções. Caso você esteja passando por </strong><strong>um momento de maior sensibilidade tenha cautela ao prosseguir com a leitura. Se se sentir desconfortável interrompa a leitura e volte quando estiver mais forte emocionalmente.</strong></p>


<span style="font-weight: 400">“No dia em que entreguei a versão final da minha dissertação, voltei sozinha da Universidade pro centro. Quando cheguei perto do Theatro Treze de Maio, eu parei. Não sabia aonde estava indo. Entrei em pânico porque sabia que era uma crise e eu estava sozinha. Era pra ser um dia feliz, um dia de me sentir competente, mas eu fui engolida por essa coisa horrível”.</span>

<span style="font-weight: 400">Esse relato é de Luísa Greff, que cursa o doutorado em Letras na UFSM, mas também pode ser tomado como realidade próxima de outros tantos estudantes. Comumente, histórias parecidas expõem a pressão acadêmica e os altos níveis de estresse como parte da experiência universitária.</span>

<span style="font-weight: 400">Para algumas pessoas, entrar na universidade é um dos primeiros passos rumo à independência da família. Desde cedo, o jovem se depara com uma série de desafios, a começar pela preparação e ingresso em vestibulares e processos seletivos. Depois, sua capacidade de adaptação é posta à prova: grande parte das vezes envolve sair de casa, ambientar-se em uma cidade distinta, conhecer pessoas novas, inserir-se e ampliar o círculo de amigos. Junto a isso, há um processo maior, que compreende adaptar-se à vida acadêmica e conciliar os estudos com a vida pessoal. O conjunto de ações que antecedem e acompanham a nova rotina pode acarretar problemas físicos e/ou psicológicos até então inexistentes ou, ainda, piorar a situação daquelas pessoas que já possuem algum transtorno.</span>

<span style="font-weight: 400">O problema é visível, mas de onde ele vem? Por que os alunos estão adoecendo no ensino superior? O que faz com que a universidade seja, por vezes, apontada como culpada? Seriam os professores os “vilões” da história?</span>

<img class="wp-image-4213 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/09_01_CAPA_SITE-300x173.jpg" alt="" width="432" height="249" />

<b>O debate nas redes</b>

<span style="font-weight: 400">Nos últimos anos, o compartilhamento de relatos e experiências pessoais nas redes sociais foi um importante mecanismo para o assunto ganhar mais visibilidade. Frente a isso, estudantes de diversas universidades no país protagonizaram movimentos com o intuito de debater temas pertinentes à saúde mental do estudante e questionar as lógicas produtivistas do universo acadêmico.</span>

<span style="font-weight: 400">Em 2017, uma série de tentativas de suicídio entre alunos do quarto ano de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) chamou a atenção da mídia, e a expressão #EstamosJuntos mobilizou estudantes e professores de uma das melhores faculdades do país. Ainda, na mesma instituição, outro exemplo foi a campanha #NãoÉNormal, criada por alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e que possui mais de 30 mil curtidas na página do Facebook. A hashtag é seguida de frases como: "esperar entrar de férias para poder cuidar da saúde” e “ficar fazendo trabalho durante os feriados sem poder voltar para casa e rever a família".</span>

<span style="font-weight: 400">Paralelo a isso, o texto Eu não sou um mau aluno, de autoria desconhecida, viralizou nas redes sociais. A escrita faz menção a episódios da vida acadêmica: noites mal dormidas, notas baixas, afastamento dos amigos e da família. Muitos estudantes se identificaram com a narrativa e, apesar de questionarem a rotina exaustante, culpabilizavam-se: teriam se tornado maus alunos diante de uma série de fatores estruturais.</span>

<span style="font-weight: 400">A cientista social e antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, atualmente professora titular visitante da UFSM no Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais, tem pesquisas relacionadas ao tema. No texto Depressão e sofrimento na pós-graduação: frescura catártica ou saúde pública?, publicado em abril de 2018, ela defende que “ainda há uma carência do tema no debate público”, pois é custoso para as pessoas admitirem falhas individuais. Apesar de a vida acadêmica ser permeada por momentos de escrita e produção – ações que, naturalmente, podem gerar ansiedade e agitação mental –, o fenômeno hoje atinge proporções inéditas. Portanto, deve ser encarado por uma rede ampla de profissionais que atuam no ensino superior.</span>

<b>O entusiasmo desgastado</b>

<span style="font-weight: 400">Para além dos muros e das salas de aula das universidades, a rotina acadêmica é, muitas vezes, romantizada e idealizada. O estudante de Medicina da UFSM Geferson Pelegrini conta que, no período que antecede a faculdade, já é “natural” que aconteça a privação de elementos importantes da vida social para alcançar o objetivo tão sonhado. “Acredito que idealizamos os cursos que almejamos – foi assim comigo a respeito da Medicina – e quando estamos na universidade nos deparamos com um ambiente, na maioria do tempo, hostil, que nos padroniza e nos cobra sem pensar em nossa individualidade e em nossas necessidades”, relata o estudante. Na graduação, Geferson cursou a disciplina de Saúde do Estudante de Medicina e do Médico, que, contraditoriamente, fora ofertada ao meio-dia, no horário que tecnicamente deveria ser destinado ao almoço.</span>

<span style="font-weight: 400">Nesse sentido, o artigo Precisamos falar de vaidade na vida acadêmica, também escrito pela professora Rosana Pinheiro-Machado e publicado em 2016 pela revista CartaCapital, virou uma espécie de manifesto. A escrita problematiza o adoecimento das pessoas que passam pelo sistema acadêmico, devido às lógicas de produtividade e competitividade. “A formação de um acadêmico passa por uma verdadeira batalha interna em que ele precisa ser um gênio. As consequências dessa postura podem ser trágicas, desdobrando-se em dois possíveis cenários igualmente predadores: a destruição do colega e a destruição de si próprio”, descreve a pesquisadora.</span>

<b>“O que você faz da meia-noite às seis?”</b>

<span style="font-weight: 400">A maior parte das reclamações vem do tempo, ou da falta dele. A acadêmica de Arquitetura da UFSM Isabela Moreira Braga relata que, já no primeiro semestre do curso, chegou a passar mais de cinquenta horas acordada para dar conta de um trabalho da faculdade. Isabela também teve a autoestima fortemente agredida, pois diante de todas as demandas tinha impressão de que nunca poderia ser uma boa aluna e futura profissional do ramo. Os agravamentos também tiveram impactos físicos: como evitava “gastar” o tempo com outras coisas que não fossem trabalhos da faculdade, acabou emagrecendo, e as longas horas que dedicava sobre as maquetes resultaram em problemas na coluna e nos músculos. “Houve dias, não muito raros, em que a dor se agravava e dificultava o desenvolvimento de um projeto e até mesmo o meu descanso”, conta a estudante, que teve de se submeter a tratamento psicológico e sessões de fisioterapia.</span>

<span style="font-weight: 400">Os prazos são curtos e quando não consegue finalizar uma tarefa, é provável que o aluno seja questionado pelo professor em tom de brincadeira: “O que você faz da meia-noite às seis?”. O acadêmico do curso de Arquitetura Jeison de Paula afirma já ter ouvido a frase diversas vezes, e a sua resposta é sempre a mesma: “Trabalho”. Para se manter na universidade, desde os primeiros semestres, buscou aliar o estudo ao trabalho e, por conta das demandas, acabou reprovando em uma disciplina.</span>

<span style="font-weight: 400">Na UFSM, essa discussão foi pauta de uma palestra em 2017. A iniciativa foi idealizada por estudantes de diferentes áreas que compunham a Liga Comum Unidade, que tem por objetivo abrir espaços de estudo e reflexão da atuação dos sistemas de saúde. No evento em questão, a psiquiatra e coordenadora do Espaço Nise da Silveira &amp; AFAB Martha Noal avaliou o problema como consequência do modo como o ser humano opera em sociedade: “Nós é que normalizamos as coisas que não deveriam ser normais. Não é normal as pessoas não dormirem à noite para conseguirem dar conta das suas demandas do dia”.</span>

<b>A ordem vem de cima</b>

<span style="font-weight: 400">Ao passo que os alunos encontram dificuldades para gerenciar o tempo para a resolução das tarefas, os professores têm a responsabilidade de fazer as ofertas. Para a professora do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM Liane Righi, o problema reside no fato de as ofertas não estarem articuladas: “Não é ilegítimo que o professor exija da turma conteúdos que acrescentem para a qualidade da universidade. No entanto, se a pessoa faz 12 disciplinas, ela terá 12 fardos. São 12 professores achando que o conteúdo é exclusivo, tentando se legitimar”.</span>

<span style="font-weight: 400">Na visão de Liane, a estrutura departamental da universidade contribui para isolar as pessoas nas suas especialidades, fragmenta o trabalho docente, o aprendizado e as ofertas. Com isso, os acadêmicos também não aproveitam as demais oportunidades que a universidade oferece: oficinas, espaços de lazer, biblioteca e acesso à cultura.</span>

<span style="font-weight: 400">Segundo Martha Noal, um dos fatores causais é também a falta de preparação dos profissionais na área educativa. “No Centro de Educação, os profissionais das licenciaturas têm formações pedagógicas. Nas outras áreas isso é mais complicado: os professores aprendem a ser jornalistas e médicos, mas não aprendem, de fato, a serem professores”, problematiza a pesquisadora.</span>

<b>Outros agravantes</b>

<span style="font-weight: 400">No entanto, as situações que podem gerar problemas psicológicos nem sempre surgem da relações entre alunos e professores. É comum encontrar casos em que estudantes são afastados de determinados grupos ou se sentem acuados por não se enquadrarem em certos “padrões” da turma. Além disso, a busca incessante por ter as melhores notas pode dificultar o relacionamento e acirrar a competitividade entre os colegas. Martha Noal afirma que é preciso acabar com a ideia de seleção natural. “Acreditamos que o bom aluno será um bom profissional, e não necessariamente vai ser assim”, reforça a psiquiatra.</span>

<span style="font-weight: 400">Ademais, as tensões no ambiente acadêmico podem ser motivadas por algum tipo de discriminação ou preconceito. A cientista social Rosana Pinheiro-Machado traz um dado interessante: enquanto a segmentação por gênero atinge homens cis em 31% e mulheres cis em 41%, na população transgênero o percentual sobe para 57% na academia. A pesquisadora salienta que, além do gênero, as vítimas da opressão têm sotaque e classe social. Neste universo, entram também questões raciais.</span>

<span style="font-weight: 400">Em 2017, Elisandro Ferreira, acadêmico do Direito da UFSM, passou por uma situação que nunca havia imaginado que passaria no universo acadêmico: foi julgado pela cor da sua pele. Ao chegar na sala do Diretório Acadêmico do Direito, viu o seu nome e o de uma colega escritos na parede, ao lado de manifestações de cunho racista. Naquele momento, sentiu-se extremamente impotente e, nos dias que seguiram, passou a desconfiar de todos aqueles que o cercavam. A saúde mental de Elisandro foi fortemente abalada e ele chegou a pensar em desistir do curso. Com o apoio emocional de amigos e familiares, permaneceu, e hoje milita ativamente pelo movimento Racismo, Basta!</span>

<span style="font-weight: 400">Para lidar de maneira mais saudável com as tensões do ambiente universitário, a professora Liane Righi orienta que os alunos passem a destacar prioridades, dentro de suas próprias limitações: “Destacar também é dizer: nesta disciplina, nesta área, eu não serei o melhor, isso me interessa menos”. Mas a deterioração da qualidade de vida pode se manifestar de maneiras distintas em cada indivíduo. No senso comum, existe também a ideia de colocar o suicídio como o único “extremo”. No entanto, casos graves de surtos etambém podem ser considerados como “extremos”. Um aumento significativo no sentimento de tristeza, apatia e reflexos em sintomas físicos – falta de vontade de se alimentar ou vontade de comer demais; dormir demais ou ter insônia – podem indicar problemas. Mesmo que não saiba explicar bem o motivo, basta que o estudante não se sinta bem para que busque ajuda.</span>

<span style="font-weight: 400">Esse é também o conselho de Luísa Greff, a doutoranda que abre esta reportagem. Ela, que ao longo de boa parte do tempo acadêmico, teve acompanhamento psicológico, alerta: “A gente quer fugir de dentro da nossa cabeça. E não dá. Não adianta viajar, o problema vai na bagagem. Não adianta beber o fim de semana inteiro, pois na segunda-feira o problema está lá. Como na música de Chico Buarque, ‘inútil dormir que a dor não passa’”.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem:</strong> Tainara Liesenfeld </span></em>

<em><strong>Diagramação e Lettering: </strong>Juliana Krupahtz</em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Ilustração:</strong> Deirdre Holanda</span></em>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Como vai a sua saúde mental?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/como-vai-a-sua-saude-mental</link>
				<pubDate>Mon, 13 Aug 2018 17:48:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Frente ao aumento do número de pessoas com transtornos mentais, profissionais 
e pesquisadores discutem como tratá-las]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Segundo a Organização Mundial da Saúde, saúde mental é um estado de bem-estar, um equilíbrio emocional interno. Ou seja: quando o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades para lidar com as situações cotidianas e administrar suas emoções, vivendo em plenitude consigo mesmo e para com os demais.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">No entanto, no atual cenário de transformações políticas, econômicas e sociais, caracterizado por exigências, falta de tempo e incertezas, a saúde mental se vê em xeque. Doenças como ansiedade e depressão são apontadas como o mal do século 21. Mundialmente, cresce de maneira alarmante o número de casos de suicídios, principalmente entre jovens e adultos. Essa é, atualmente, a segunda causa de morte, ficando atrás apenas de acidentes no trânsito. </span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">O adoecimento mental também está presente no ambiente universitário. Alunos e servidores são desafiados diariamente por dificuldades e cobranças que, muitas vezes, vão além das salas de aula e dos ambientes de trabalho. Nos últimos anos, diversas universidades em todo o país lançaram campanhas de conscientização sobre o assunto a fim de trazer à tona temas considerados tabus e problematizar as lógicas de trabalho e produção. </span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Em caso de adoecimento, a busca por tratamento psicológico ou medicamentoso é apontada como principal saída. Antes de tudo, os profissionais da área indicam um exercício de escuta para consigo mesmo, estimulando o autoconhecimento e evitando a tomada de decisões equivocadas. E então, vamos falar sobre saúde mental? Como está a sua?</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Você sabia que a UFSM adquiriu em 1956 o segundo microscópio eletrônico do país?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/voce-sabia-que-a-ufsm-adquiriu-em-1956-o-segundo-microscopio-eletronico-do-pais</link>
				<pubDate>Fri, 10 Aug 2018 20:58:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[microscópio]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[O primeiro microscópio eletrônico da Universidade Federal de Santa Maria foi instalado e inaugurado em março de 1956]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">O primeiro microscópio eletrônico da Universidade Federal de Santa Maria foi instalado e inaugurado em março de 1956, no Instituto de Pesquisas Bioquímicas das Faculdades de Medicina e de Farmácia de Santa Maria.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Adquirido através dos esforços do reitor fundador, José Mariano da Rocha Filho, o microscópio eletrônico, que foi o segundo exemplar do Brasil, proporcionou desenvolver estudos em microbiologia, pois contava com uma ampliação de 150 mil vezes (quase 50 vezes maior que a dos microscópios convencionais), possibilitando assim pesquisas sobre vírus e bactérias e sendo de grande importância para os estudos sobre saúde humana.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Por ser uma tecnologia avançada para a época, sua aquisição foi impulsionada por uma campanha para captação de fundos para a compra do equipamento, realizada pela Associação Santa-Mariense Pró Ensino Superior (ASPES), em 1955. A campanha tomou grandes proporções, recebendo colaborações até de pessoas de fora do país. Hoje, o microscópio está exposto no Museu Gama D’Eça, localizado no centro de Santa Maria.</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Você sabia que o arquiteto que projetou o campus foi estagiário de Oscar Niemeyer?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/voce-sabia-que-o-arquiteto-que-projetou-o-campus-foi-estagiario-de-oscar-niemeyer</link>
				<pubDate>Fri, 10 Aug 2018 20:57:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[campus]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>

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						<description><![CDATA[A cada edição, a seção Curiosidades responde àquelas questões que você sempre quis saber se eram mitos ou verdades e conta histórias singulares sobre a UFSM
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400">Oscar Valdetaro de Torres e Mello foi o arquiteto que assinou o projeto do campus sede da UFSM, recebendo um prêmio na Bienal de São Paulo por isso. Após vencer um concurso para projetar a cidade universitária, nos anos 1960, Valdetaro desenhou os prédios do campus com inspiração nas belas paisagens do Rio de Janeiro, onde o arquiteto tinha seu escritório, em parceria com outros profissionais da área.</span>

<span style="font-weight: 400">Enquanto o desenho do campus criava forma pelas mãos de Valdetaro, o arquiteto recebia visitas frequentes do reitor fundador, José Mariano da Rocha Filho, que conferia de perto o andamento do projeto. Após seu término, Valdetaro viajava uma vez por mês para Santa Maria para acompanhar seu trabalho ganhar vida. Entre suas criações, o arquiteto considerava a Biblioteca Central como a obra mais bela do campus.</span>

<span style="font-weight: 400">Nascido em 1924, em Minas Gerais, Valdetaro foi desenhista e estagiário do renomado arquiteto Oscar Niemeyer. Uma grande obra brasileira que Valdetaro contribuiu para que fosse projetada foi o Estádio do Maracanã,  inaugurado em 1950. O arquiteto faleceu em 1976, aos 51 anos.</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Para onde vai a multa paga pela quebra de dedicação exclusiva?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/para-onde-vai-a-multa-paga-pela-quebra-de-dedicacao-exclusiva</link>
				<pubDate>Fri, 10 Aug 2018 20:55:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[dedicação exclusiva]]></category>
		<category><![CDATA[multa]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>

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						<description><![CDATA[Dedicação exclusiva é um dos termos contratuais entre a Universidade e professores.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Dedicação exclusiva é um dos termos contratuais entre a Universidade e professores. Aqueles que têm esse modelo de contrato devem manter como única atividade profissional a de lecionar na instituição. Quando não cumpre essa exigência (no caso de exercer outra atividade remunerada), o professor é multado. O valor dessa multa é recolhido ao Caixa Único da União, gerenciado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), e passa a ser integrado à receita da União, a qual é dividida nos termos da legislação orçamentária que mantém toda a Administração Pública Federal, o que inclui a UFSM. Ou seja, não há uma ligação direta entre o valor da multa e um destino, mas no fim ele volta aos cofres da União para ser revertido em bens públicos.</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Geografia da Saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/geografia-da-saude</link>
				<pubDate>Fri, 10 Aug 2018 20:36:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto da UFSM busca redesenhar o sistema de saúde de Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-4314 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/08_CAPA_SITE-300x173.jpg" alt="" width="499" height="288" />O Sistema Único de Saúde (SUS), previsto na Constituição Federal de 1988, define a saúde como direito de todos e dever do Estado. No entanto, ter o direito é diferente de ter o acesso. Pensando nisso, o professor do Departamento de Geociências da UFSM Rivaldo de Faria desenvolveu um projeto para redesenhar a distribuição das unidades do SUS em Santa Maria e garantir a universalidade do serviço.</span>

<span style="font-weight: 400">Rivaldo é fundador do Núcleo de Pesquisa em Geografia da Saúde (NePeGS), primeiro grupo que aborda a temática no Rio Grande do Sul. O desafio é entender como as enfermidades se relacionam com o território, uma vez que “a saúde não é discutida geograficamente ou sociologicamente, mesmo que existam fatores físicos e sociais que expliquem as razões das doenças e da morte”, como pontua o pesquisador.</span>

<span style="font-weight: 400">Denominado Implementação de tecnologia geográfica nas ações de planejamento e vigilância à saúde na área urbana de Santa Maria, o projeto teve início em 2016, a partir de uma parceria do NePeGS e da Secretaria Municipal de Saúde. Ana Paula Seerig, Assessora de Gestão, Projetos e Planejamento da Secretaria, conta que, através do projeto, “estabeleceu-se uma relação de parceria de trabalho, a qual agregou conhecimento, segurança e legitimidade ao processo”.</span>

<span style="font-weight: 400">Através do estudo desenvolvido, propõe-se que seja realizada a territorialização da Atenção Básica à Saúde (ABS) em Santa Maria, ou seja, que se definam o território e a população de atendimento das unidades. Segundo Rivaldo, atualmente há muitos territórios desassistidos: “Quando a rede de Santa Maria foi mapeada, percebeu-se que falta serviço. A cidade não atende hoje nem 60% da população, há um vazio enorme”, explica o professor.</span>

<span style="font-weight: 400">O estudo se baseia na estrutura atual do SUS, que é dividido em três níveis – primário, secundário e terciário, sendo o nível primário a porta de entrada do Sistema. Nesse nível, estão as Unidades Básicas de Saúde, cujo papel é promover as políticas de prevenção e prestar atendimentos simples. O seu bom funcionamento evita que os grandes centros especializados tenham que atender um alto número de ocorrências de simples resolução.</span>

<span style="font-weight: 400">Em 2018 será implementado o Projeto Piloto, como previsto no Plano Municipal de Saúde. A escolha das unidades beneficiadas ficará a cargo da Secretaria da Saúde. Segundo Ana Paula, espera-se que até dezembro de 2020, data que marca o fim da atual gestão, toda a Rede de Atenção de Santa Maria esteja organizada. Diante da grande mudança que seus estudos podem trazer para a cidade, Rivaldo explica por que escolheu estudar a Geografia da Saúde: “Eu poderia exercer meu trabalho na área de geografia agrária, área econômica ou geopolítica, mas para mim não há nada mais econômico, agrário e urbano do que a vida das pessoas”, conclui.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem:</strong> Mariana Machado</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Diagramação e Ilustração:</strong> Pollyana Santoro</span></em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arte Cemiterial</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arte-cemiterial</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:59:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[cemitério]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4178</guid>
						<description><![CDATA[Admirador de obras artísticas encontradas em cemitérios, o fotógrafo Beto Fidler produziu diversas imagens sobre a temática
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Para muitas pessoas, os cemitérios são lugares de tristeza, que remetem à solidão e à saudade. Não para o fotógrafo Darci Roberto Trevisan Fidler, que encontra no cemitério uma sensação de paz. Segundo ele, “as obras artísticas do local possuem um valor histórico e qualidades estéticas impossíveis de não serem notadas e apreciadas”.</span>

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Beto, como é conhecido, formou-se nos anos 2000 em Design Gráfico pela UFSM. Atualmente, trabalha na Universidade como Técnico de Laboratório no curso de Pós-Graduação em Design de Superfície. Dedica-se, ainda, a dar aulas de fotografia no projeto Oficina de fotografia, vinculado ao Espaço Alternativo, da Coordenadoria de Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep). Já são 15 anos de atividades ininterruptas, voltadas aos servidores, técnicos e docentes, ativos e aposentados da UFSM.

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As aulas têm, em média, 20 alunos por turma e abordam temas variados. Beto ensina como fazer uma boa foto, partindo da teoria e encaminhando para a prática: primeiro, busca alfabetizar visualmente, para que os alunos saibam o que é uma foto de qualidade; depois, leva o grupo para fotografar em diferentes lugares.

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Habituado a fazer visitas ao cemitério ecumênico de Santa Maria, Beto encontrou, em meio aos jazigos e mausoléus, obras arquitetônicas e artísticas dignas de seus registros: “Dos vários temas e gêneros da fotografia, a arte cemiterial ou tumular me agrada pela sua estética”, pontua. O estilo preto e branco das fotografias é, para ele, o tratamento ideal para o caráter dramático e a estética do tema.

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As fotografias aqui apresentadas foram feitas entre 2011 e 2012, no Cemitério Municipal de Santa Maria e no Cementerio de la Recoleta, de Buenos Aires, na Argentina. A intenção era expô-las na UFSM no primeiro semestre de 2013, mas em respeito à comoção da comunidade santa-mariense devido à tragédia da Boate Kiss, ocorrida em janeiro daquele ano, o projeto ficou reservado a futuras exposições.

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<img class="aligncenter size-large wp-image-4261" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Cópia-de-021-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" />

<img class="aligncenter size-large wp-image-4181" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Cópia-de-027-707x1024.jpg" alt="" width="707" height="1024" />

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<img class="aligncenter size-large wp-image-4182" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Cópia-de-038-757x1024.jpg" alt="" width="757" height="1024" />

<img class="aligncenter size-large wp-image-4262" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Cópia-de-019-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" />

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<span style="font-weight: 400;"><strong>Reportagem:</strong> Sabrina Cáceres </span>

<span style="font-weight: 400;"><strong>Diagramação:</strong> Juliana Krupahtz</span>

&nbsp;]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Alternativas alimentares não convencionais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/alternativas-alimentares-nao-convencionais</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:59:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4174</guid>
						<description><![CDATA[Variedade de plantas alimentícias vai além do que encontramos no mercado]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/10_BOX.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="10_BOX">
							<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/10_BOX-683x1024.jpg" alt="" loading="lazy" />								</a>
		<p>O conceito de alimentação saudável se baseia na ingestão de alimentos naturais que não tenham produtos químicos que prejudiquem a saúde de nosso corpo. No entanto, nem sempre os alimentos oferecidos nos mercados convencionais colaboram no combate e prevenção de enfermidades. Segundo a professora da UFSM do campus de Cachoeira do Sul Viviane Dal-Souto Frescura, “nós temos uma diversidade de alimentos no quintal de nossas casas, mas infelizmente, nos dias atuais, muitas pessoas ainda passam por necessidades, seja de alimentos ou de nutrientes”.</p><p>Nesse contexto, de acordo com a docente, “as plantas alimentícias não convencionais (PANCs) são aliadas da alimentação saudável para que possamos ingerir os diferentes nutrientes necessários para manter a vitalidade do nosso corpo". Viviane coordena o Grupo de Estudos em Plantas Alimentícias Não Convencionais (Gepanc), integrado por técnico-administrativos, professores e alunos- de ensino médio, graduação e pós-graduação. O grupo investiga a viabilidade do consumo de plantas que têm, entre suas características, ocorrerem espontaneamente e não necessitarem de grandes cuidados para sua produção. “São plantas mais 'robustas', que toleram mais traumas”, reitera a pesquisadora.</p><p>As PANCs são plantas baratas e de fácil cultivo que ocorrem em diversos ambientes, desde o quintal de casa até as calçadas. Nesse sentido, por mais que as pessoas consumam diferentes produtos existentes no mercado, deixam de consumir novos nutrientes, novas cores, sabores, texturas. Segundo Viviane, “estamos acostumados a comer apenas o que o mercado oferece e, por não consumirmos as PANCs, os mercados acabam não as oferecendo”, reforça.</p><p>Por isso, além das pesquisas, o Gepanc também visa construir um catálogo das plantas com fotos, informações e localização, a fim de divulgá-las para a população. Além disso, o grupo vem difundindo o resultado de suas pesquisas em eventos científicos e, também, buscando se aproximar da comunidade. Nesse sentido, foi desenvolvido um trabalho sobre as PANCs  nas escolas, o que possibilitou que os alunos aprendessem sobre elas e participassem de uma refeição cujo cardápio era formado por essas plantas não convencionais, das quais muitos estudantes nunca tinham nem ouvido falar.</p><p>Para efetivar suas pesquisas, o grupo realiza expedições nas ruas de Cachoeira do Sul com o propósito de fazer a identificação de espécies de plantas alimentícias não convencionais que ocorrem naturalmente em calçadas ou terrenos baldios não cercados. Dessas expedições, o grupo tira exemplares que são fotografadas, coletadas e depois analisadas em laboratório. Depois disso, o grupo elabora mapas para divulgar a ocorrência dessas plantas.</p><p>Atualmente, o grupo já mapeou as PANCs a um raio de 8,5 km do centro de Cachoeira do Sul. Até o momento, já foram identificadas 27 diferentes espécies de 17 diferentes famílias botânicas, que vão de árvores até ervas. </p><p> </p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Germano Molardi</em></p><p><em><strong>Diagramação e Ilustração:</strong> Deirdre Holanda</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Passos que geram energia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/passos-que-geram-energia</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:58:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[caminhada]]></category>
		<category><![CDATA[energia elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[tribogeradores]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4145</guid>
						<description><![CDATA[Você sabia que é possível gerar energia elétrica a partir da caminhada? E mais: que isso pode ser feito utilizando embalagens de leite que são descartadas?
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400">Em 2017, uma iniciativa da UFSM foi finalista do sétimo prêmio Instituto 3M, concurso nacional que busca incentivar o desenvolvimento de tecnologias e projetos inovadores nas áreas de saúde, educação e meio ambiente. Esse projeto da Universidade prevê a utilização de embalagens longa vida, como as caixas de leite, para a construção de tribogeradores de baixo custo para armazenamento de energia. A partir disso, é possível aproveitar a energia que seria desperdiçada se não fosse utilizada dessa forma, além de atacar um problema de saneamento público: o do descarte de embalagens longa vida.</span>

<b><img class="aligncenter size-full wp-image-4146" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/07_BOX1.png" alt="" width="800" height="375" /></b>

<span style="font-weight: 400">Até o momento, esta é a única pesquisa conduzida no mundo que utiliza esse tipo de embalagens para a confecção de geradores triboelétricos. As vantagens do uso são diversas: hoje, apenas 35% das caixas longa vida são recicladas no Brasil; existem somente 20 empresas no país que reciclam esse tipo de material e essas empresas não conseguem separar corretamente todos os componentes, visto a complexidade da estrutura das caixinhas.</span>

<span style="font-weight: 400">As pesquisas com os tribogeradores são recentes e, na UFSM, são coordenadas pelo professor Thiago Burgo, do Departamento de Física e da Pós-Graduação em Química do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE). A acadêmica do curso de Bacharelado em Química Kelly Moreira esteve ao lado do professor no desenvolvimento do projeto finalista.</span>

<span style="font-weight: 400">Para a construção dos tribogeradores, a maioria dos pesquisadores da área usa um processo chamado litográfico, que envolve metais caros, como ouro ou platina, e que custa em torno de quatro mil reais por metro quadrado, sem considerar a mão de obra. Thiago estima que o custo do tribogerador produzido na UFSM com as caixas de leite seja de menos de 20 reais por metro quadrado. “Percebemos, durante a pesquisa, que embalagens longa vida têm todos os elementos necessários para a construção de um tribogerador”, explica o professor. Na face interna, são compostas de isolantes (plástico polietileno) seguido de um metal (alumínio). Além disso, o papel, que também está na estrutura da caixinha, confere a este tipo de embalagem ótima estabilidade e resistência mecânica.  “A gente ainda não chega ao nível dos desenvolvidos pelo processo litográfico em relação à corrente elétrica, mas se você comparar os custos, com um pouquinho de esforço, a gente consegue chegar aos mesmos valores em termo de eficiência positiva”, relata Thiago, otimista.</span>

<b>APLICAÇÕES</b>

<span style="font-weight: 400">Na UFSM, a aplicação de curto prazo dos tribogeradores é na construção de um piso que será colocado na soleira da porta de entrada do CCNE, uma área de grande circulação no campus. O movimento da caminhada dos pedestres deve gerar atrito nas partes dos tribogeradores e, consequentemente, produzir energia. Esta, por sua vez, depois de captada e armazenada, deve manter aceso um painel com luzes de LED. O protótipo já está sendo desenvolvido e contará com mais de cem tribogeradores, todos ligados uns ao outros e a uma bateria, dispostos sob uma placa de madeira. A estimativa é de que, em média, o atrito gerado pelos passos de 20 pessoas deixe o painel aceso por 20 minutos.</span>

<span style="font-weight: 400">“É uma tensão alta com uma corrente razoavelmente baixa, então não seria útil para eletrodomésticos comuns (geladeiras, televisores, etc...), mas poderia ser importante para dispositivos que demandem baixa densidade de energia, como luzes de emergência e LEDs, para armazenar energia em capacitores e baterias, ou mesmo para conectar remotamente aparelhos entre si (Internet das Coisas)”, explica Thiago.</span>

<span style="font-weight: 400">A longo prazo, a ideia é usar os tribogeradores desenvolvidos na Universidade em estradas, posicionados logo abaixo do asfalto. Assim, quando o automóvel passar, vai gerar energia para acionar o radar de controle de velocidade no trânsito. O professor explica que esses radares fixos têm umas faixas pretas, antes ou depois da câmera, que são sensores de pressão. A ideia do pesquisador é usar o sistema da UFSM para captar energia junto a essas estruturas. O carro passaria nesse primeiro sensor e geraria energia suficientemente alta para carregar uma bateria, que seria responsável por fazer o processamento de informação do sensor seguinte  (e tirar a foto – ou não). “A minha ideia é que isso esteja pronto em até cinco anos. Ainda estamos avaliando algumas etapas do processo e testando materiais que possam aumentar a eficiência dos nossos tribogeradores”, explica o docente. Atualmente, vários desses radares localizados fora das áreas urbanas não funcionam via energia elétrica da rede, mas sim com painéis solares. Por serem mais baratos do que os painéis fotovoltaicos, os geradores triboelétricos poderiam trazer um ganho na relação custo-benefício e ajudar a baratear o investimento público necessário. </span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-4169" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/07_BOX2-4.png" alt="" width="800" height="869" />

<span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem:</strong> João Ricardo Gazzaneo </span>

<span style="font-weight: 400"><strong>Diagramação:</strong> Juliana Krupahtz </span>

<span style="font-weight: 400"><strong>Ilustração:</strong> Pollyana Santoro</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A história da arte</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-historia-da-arte</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:58:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4203</guid>
						<description><![CDATA[por Henrique Walter Ribeiro*]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="590" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/09_02_CAPA_SITE-1024x590.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>A Arte, </p><p>provocativa e volúvel, </p><p>pediu às Sociedades diversas – em tempos e lugares distintos –</p><p>que a conceituassem; </p><p>as Sociedades, presunçosas, </p><p>baseadas em seus conhecimentos, </p><p>aceitaram o desafio.</p><p>Uma a uma as ideias eram quebradas,</p><p>um a um os argumentos eram invalidados pela Arte.</p><p>A Arte,</p><p>incomodativa e desafiadora,</p><p>ria das empreitadas das Sociedades,</p><p>e, estas, em um ato desesperado,</p><p>comum aos que desconhecem, </p><p>por medo e ignorância, começaram a atacar a Arte.</p><p>Insultos.</p><p>Calúnias.</p><p>Desrespeito.</p><p>E, por fim, a censura.</p><p>Contudo,</p><p>A Arte,</p><p>sagaz e maleável,</p><p>sempre contornava a situação.</p><p>Como a fênix, das cinzas, renascia.</p><p>Diferente.</p><p>Estranha.</p><p>Incisiva.</p><p>A Arte, hoje,</p><p>resistência e plural,</p><p>segue aguardando um conceito,</p><p>segue questionando,</p><p>segue propondo,</p><p>e, sobretudo, aterrorizando àqueles que decidiram conservar dogmas.</p><p>Esta Sociedade falhou – e, assim como as outras, atacou.</p><p>Talvez o foco da Arte nunca tenha sido a resposta,</p><p>E sim a inquietude do processo. </p><p>Enfim...</p><p>À Arte:</p><p>Moça, você é afrontosa!</p><p><em><strong>Diagramação e Ilustração:</strong> Giana Tondolo Bonilla</em></p><p><em>*Henrique Walter Ribeiro é acadêmico do curso de graduação em Artes Visuais da UFSM. Busca utilizar a Arte – em todas as suas formas – como ferramenta para extravasar pensamentos.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Comprar barato basta?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/comprar-barato-basta</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:25:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Volver]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4185</guid>
						<description><![CDATA[Planejamento de Licitação Sustentável muda critérios para compras na UFSM
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-4186 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/11_CAPA_SITE-1-300x173.jpg" alt="" width="402" height="232" />Em 2011, Alessandra Daniela Bavaresco começava a cursar o mestrado profissional em Gestão de Organizações Públicas na UFSM. A proposta de seu projeto era conseguir implementar um programa de licitação sustentável na Universidade, onde trabalha desde 1994 e é hoje diretora do Departamento de Material e Patrimônio (Demapa).</span>

<span style="font-weight: 400">Um ano depois, em 2012, o Governo Federal estabeleceu, através da Instrução Normativa nº 10, os Planos de Gestão de Licitação Sustentável (PLS) que objetivam estabelecer responsabilidades, metas, ações e prazos para que os órgãos federais, em que se incluem as Instituições de Ensino Superior, apliquem “práticas de sustentabilidade e racionalização de gastos e processos na Administração Pública”, como explicam os aspectos gerais do texto.</span>

<span style="font-weight: 400">A aplicação desse Plano na Universidade teve ampla participação de Alessandra, uma vez que o prosseguimento de seu mestrado ocorria concomitantemente. “O projeto serviu mais ao PLS do que o contrário, algo que eu não esperava. No Plano de Licitação Sustentável da UFSM muito do que tem de dados é proveniente da minha dissertação”, reforça.</span>

<span style="font-weight: 400">Em relação às compras da UFSM, que funcionam por pregão eletrônico, em que as empresas se inscrevem através do lançamento de editais, o PLS promoveu uma maior rigorosidade nos critérios para que a Universidade adquira itens, de modo que o menor custo não seja o primeiro item analisado, mas passe a ser considerado somente depois de as empresas cumprirem os pré-requisitos presentes no edital. “A durabilidade dos materiais, bem como a economia que os produtos proporcionam a longo prazo permitem que os preços mais caros sejam pagos pelo próprio tempo que a Universidade vai conseguir aproveitar essas compras”, </span><span style="font-weight: 400">explica Alessandra.</span>

<span style="font-weight: 400">O Plano é revisitado sazonalmente desde que foi criado, em 2012, alterando-se suas metas, seus objetivos e suas realizações, conforme são analisadas as compras realizadas nos períodos anteriores às análises. Além disso, o plano objetiva construir, formalmente – o que não acontece hoje –, equipes multidisciplinares que garantam não só o cumprimento das regras dos editais, mas também que indiquem quais aquisições são mais sustentáveis a partir de análises técnicas. “A gente tem feito alguns trabalhos, mas são comissões indiretas que atuam nos processos de compras, como as aquisições de lâmpadas LED, por exemplo”, reitera.</span>

<span style="font-weight: 400">No ano de 2013, Alessandra finalizou sua dissertação e, a partir dela, o PLS promove diagnósticos que servem à aplicação de práticas sustentáveis na Universidade em diversas áreas.  “Meu objetivo era buscar conhecimento para retorná-lo ao local onde eu atuo, para enriquecer a Universidade, e é muito gratificante ver as práticas dando resultados alinhadas à teoria que produzi durante o mestrado”, conta a pesquisadora.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem:</strong> Germano Molardi </span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Diagramação e Ilustração:</strong> Giana Tondolo Bonilla</span></em>

<span style="font-weight: 400"> </span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Um novo olhar sobre a agricultura</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/um-novo-olhar-sobre-a-agricultura</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:25:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Nossas Invenções]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[drone]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4189</guid>
						<description><![CDATA[Drone criado na UFSM possibilita lucros a produtores rurais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="800" height="518" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/03_drone.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Premeditar resultados e lucros é uma das principais buscas do aprimoramento tecnológico em profissões que trabalham com fatores variáveis de produção. A partir dos anos 2000, o campo científico já oferecia algumas opções aos agricultores – que têm seus cultivos diretamente ligados a condições externas muito instáveis, como temperatura, ventos e chuva. Isso porque, apesar de os estudos serem recentes, a agricultura de precisão já revela técnicas avançadas, que atualmente são capazes até de prever modificações e detectar falhas que não podem ser vistas a olho nu.</p><p>Tendo como um dos focos o setor agrícola, a Auster Tecnologia – empresa que surgiu na Incubadora Pulsar da UFSM em 2015 – atua no desenvolvimento, fabricação e operação de aeronaves remotamente pilotadas (os drones) que podem oferecer soluções precisas a determinados serviços. Com o desejo de construir uma aeronave mais versátil, que estivesse facilmente destinada à produção em série e à aplicação comercial, a equipe – composta por alunos dos cursos de Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Mecânica – criou, em 2017, a série AT120.  Os drones, compactos e robustos, já estão disponíveis em duas versões: Standard e Agritec. Esta última, como indica o nome, cobre demandas do meio rural.</p><p>Impulsionada por uma catapulta, a aeronave é capaz de sobrevoar uma distância de 120 metros de altura por até uma hora e meia. A partir de uma rota preestabelecida por GPS, o drone consegue perceber padrões e se adaptar a condições climáticas, diferentemente dos satélites. Junto da aeronave, uma câmera multiespectral capta mais de mil imagens por minuto em diversas bandas (comprimentos de onda), o que permite o sensoriamento remoto em alta definição da área cultivada.</p><p>As câmeras multiespectrais são necessárias porque, diferentemente das câmeras comuns, são capazes de capturar mais cores, inclusive aquelas que o olho humano não percebe. No caso das plantações, isso é relevante porque as plantas absorvem e refletem a luz de formas diferentes. A física explica que as cores são definidas basicamente pelo comprimento de onda de luz, e o espectro visível do olho humano é limitado. Numa plantação, o sensoriamento com câmeras multiespectrais permite individualizar cada umas das cores (azul, verde, vermelho, etc.) e captar todas as cores não visíveis como, por exemplo, o infravermelho.</p><p>Um dos idealizadores do AT120, Saulo da Silva, explica que entre os benefícios da tecnologia está a capacidade de antecipar informações: “Ver o que é invisível já é possível. Não importa o tempo de experiência do agricultor, os seus olhos não serão capazes de enxergar antes das câmeras multiespectrais. Isso gera lucros diretos, pois aumenta a produtividade e poupa recursos”,  reforça o estudante de Engenharia de Controle e Automação.</p><p>Para a interpretação desses dados, a equipe da Auster oferece um serviço de assistência técnica customizada ao agricultor. As informações precisas sobre possíveis focos de pragas, estresse hídrico, déficit de nutrientes e danos ambientais, por exemplo, poderão ser gerenciadas pela capacitação do próprio usuário do serviço.  A ideia – que ainda está sendo delimitada – contempla, portanto, o mapeamento de áreas agrícolas e a venda dos sistemas para interessados em operá-los diretamente.</p><p> </p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Tainara Liesenfeld  </em></p><p><em><strong>Diagramação:</strong> Deirdre Holanda</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Aulas de Fôlego</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/aulas-de-folego</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:24:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[respiração]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4193</guid>
						<description><![CDATA[Projeto de extensão melhora a qualidade de vida de crianças com problemas respiratórios]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">É como se o pulmão ficasse do tamanho de um punho. Os pequenos goles de ar que entram não são o suficiente. O aperto no peito segue enquanto o coração se acelera, sem saber o porquê da situação. Isso é o que um asmático enfrenta ao longo da vida. É difícil de apontar qual é o gatilho que desencadeia uma crise, mas os sintomas são semelhantes: é quase impossível respirar. E o tratamento varia entre medicamentos contínuos e broncodilatadores, as famosas bombinhas, usadas para aliviar a crise. No Centro de Educação Física e Desportos da UFSM, é realizado um projeto, junto à comunidade, que auxilia de um modo ímpar na recuperação e no controle de asma e de problemas respiratórios crônicos desde a infância.</span>

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<span style="font-weight: 400;">O projeto de extensão Natação e Ginástica para Asmáticos é coordenado pela professora Sara Teresinha Corazza e existe desde 1998. Ao longo do tempo, houve algumas mudanças metodológicas, a partir de resultados de pesquisas, mas a estrutura básica continua a mesma: a turma de crianças de 7 a 17 anos, com problemas como asma leve e moderada e rinite crônica, aprende a respirar.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Um asmático possui brônquios mais sensíveis e inflamados. Durante uma crise, o organismo da pessoa identifica um agente externo que provoca a contração da musculatura do órgão. Isso impede a saída de ar. Ou seja, a pessoa não consegue realizar completamente o processo de respiração: inspirar e expirar. “Um asmático não expira”, conta Corazza. As aulas de respiração ocorrem duas vezes na semana e funcionam da seguinte maneira: os pequenos chegam e iniciam os exercícios de respiração diafragmática ou ,como dizem, “respirar com a barriga”, depois todos passam para as piscinas térmicas e exercitam o equilíbrio e a lateralidade paralelamente à respiração. Segundo a professora, é evidente a importância do uso do diafragma para amenizar quadros de enfermidades respiratórias. “A musculatura que sustenta o pulmão é a diafragmática, então se trabalharmos bem essa musculatura, ela vai tratar da expansão do ar”, diz.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">As aulas fazem com que a criança tenha uma maior consciência corporal. Com o repertório motor aumentado, as crises respiratórias tendem a diminuir em quantidade e intensidade. Paula Pacheco traz a filha asmática Emanuelle, de sete anos, há dois anos ao projeto. Ela relata que, apesar do pouco tempo de exercício, a melhora do quadro de Emanuelle é evidente: “Ela começou a ‘se atacar’ menos depois do projeto. A última crise foi há uns seis meses e bem mais fraca, bem mais controlada”, comemora Paula, o que confirma que o projeto tem cumprido o seu papel: ajuda a aliviar sintomas e melhorar de forma significativa a qualidade de vida de muitas crianças que sofrem com problemas respiratórios.</span>

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<span style="font-weight: 400;"><strong>Reportagem:</strong> Vitor Rodrigues </span>

<span style="font-weight: 400;"><strong> Diagramação e Fotografia de capa:</strong> Juliana Krupahtz</span>

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&nbsp;]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A terceira (sexual)idade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-terceira-sexualidade</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:24:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[idosos]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4196</guid>
						<description><![CDATA[Expressões do cotidiano e da sexualidade de pessoas idosas institucionalizadas são relatadas em diários de campo
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/Diario_Sexualidade_Site-da-Arco-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>A sexualidade floresce com a adolescência e anda lado a lado com a vida adulta, mas há quem diga que encontra seu limite quando alcança o envelhecimento. Intimidade, carícias, beijos, afeto, contato pele a pele... Essas são expressões da sexualidade que não estão, necessariamente, ligadas à reprodução, e nesse contexto surgem algumas perguntas: até que ponto a sexualidade é aceita socialmente sem o objetivo procriativo? A felicidade pelo prazer sexual pode ser almejada pelas pessoas idosas?</p><p>Com um olhar subjetivo acerca do aumento da expectativa de vida da população brasileira e das mudanças nas configurações familiares modernas, a pesquisadora Tatiane Rocha Razeira se insere no contexto de uma casa para idosos a fim de entender como idosos e idosas institucionalizadas vivenciam o cotidiano e suas sexualidades. Um olhar intimista é direcionado às individualidades existentes no âmbito de uma das instituições (asilo, abrigo, centro de convivência para idosos) existentes em Santa Maria, as quais, segundo ela, são estigmatizadas socialmente e vistas como forma de exclusão e isolamento de idosos à espera da morte.</p><p>Duas vezes por semana, de março de 2015 a abril de 2016, a pós-graduanda em Gerontologia pela UFSM realizava atividades que envolviam os idosos por cerca de 45 minutos e aproveitava o tempo no local para conversar com os moradores da casa, com a equipe de enfermagem e com as cuidadoras. O resultado são 164 páginas de diários de campo, que dão vida e são inseridos, em parte, na dissertação Cenas do cotidiano e da sexualidade de pessoas idosas institucionalizadas, apresentada em 2016.</p><p>Na dissertação, as fantasias que envolvem o universo da sexualidade são realçadas através do Kama Sutra, obra literária escrita na Índia há aproximadamente 2 mil anos por Mallanaga Vatsyayana. Tatiane nomeou as pessoas descritas no trabalho a partir da proximidade com as interações afetivas e amorosas expressas nos personagens da literatura. Como resultado, a pesquisa mostrou que o grande desafio da temática é fazer com que as pessoas idosas consigam manifestar suas sexualidades sem se sentirem culpadas; e que a institucionalização, atualmente, mostra-se como uma alternativa possível, e até mesmo necessária, às configurações familiares contemporâneas. Essas transformações no corpo e na vida de pessoas em processo de envelhecimento estão disponíveis nos relatos selecionados a seguir.</p><p> </p><p><b>DESCRIÇÃO DO ESPAÇO</b></p><p>Na sala de televisão ficam muitas pessoas, principalmente as que possuem pouca mobilidade, as quais repousam sonolentamente em cadeiras retráteis, os olhos ficam semiabertos, assim como os lábios, por onde timidamente escorre a saliva que repousa na boca espaçosa e ociosa. Algumas delas gemem, outras balbuciam algumas palavras incompreensíveis; umas assistem à televisão, enquanto outras observam seu entorno, como se estivessem procurando alguém ou alguma coisa. Talvez em busca de si mesmas, de quem foram, ou em quem se transformaram, enfim, de sua ipseidade.</p><p><b>CASAL NA CASA</b></p><p>Quando cheguei à casa, o casal Satakarni e Malayevati estava na sala, começaram a namorar ali na casa; convidei-os para a roda de conversa, mas agradeceram e foram subindo as escadas para o quarto. Ela segurou meu braço e, em tom moderado de voz, disse que não era nada comigo, mas é que o marido dela é muito ciumento e não gosta que ela fique se mostrando; disse que obedecia para não dar briga. Antes do namoro, realizavam as atividades físicas; ela gostava e participava ativamente, ele também participava. Satakarni é casado, presenciei a visita da esposa dele na casa no dia que ele apresentou a namorada para a esposa. A esposa apoiou a relação, disse que ficava feliz por ele ter uma companhia, já que entre eles agora só existia amizade.</p><p><b>A FAMÍLIA E O ASILO</b></p><p>Conversei com Vita e sua esposa, que tinha ido visitá-lo. Ela é uma senhora muito elegante, cabelos castanhos curtos escovados, maquiagem leve e perfume suave; é professora do estado aposentada. Ela estava sentada junto de Vita no sofá de dois lugares, seu braço direito repousava nos ombros dele, de vez em quando ela fazia um cafuné no cabelo. Ela disse que tinha vindo namorar, que sente muita saudade dele, que sofreu e sofre muito com a decisão de deixar ele ali na casa; com os olhos marejados, confessou que não foi fácil decidir; conversou com familiares e filhos, e no início sentia vergonha de dizer que ele estava no asilo. O sofrimento é imenso, mesmo sabendo que não tinha mais condições de cuidar e suprir todas as necessidades dele. [...] ‘mas a força a gente tira de Deus, sem ele não ia conseguir enfrentar tudo isso’.</p><p><b>AUTOIMAGEM</b></p><p>[...] estava lá, sentada na cama, olhando em direção à janela, Maharashtra deslizava a escova de plástico desgastada pelos curtos e poucos cabelos castanhos iluminados por ralos fios brancos. Em tom de desabafo, diz que não se olha mais no espelho, só no do banheiro que é pequeno e dá pra ver só o rosto, e faz tempo que não vê seu corpo inteiro refletido no espelho. ‘Pra que olhar? Eu me sinto como um pêssego murcho, por fora! Mas por dentro eu me sinto viva e penso até naquilo, eu tô viva! É isso que importa, não é?’</p><p><b>IMPOTÊNCIA</b></p><p>‘[...] mas ele não funciona mais! Eu pego, puxo, puxo, mas dá em nada, daí a gente fica na vontade’. O relato dela foi reafirmado por uma das funcionárias, que confirmou que ela manipula o pênis dele no banho que chega a cortar, ele reclama e ela vai pedir pomada pra passar. Segundo ela: ‘minha filha diz que ele tá pior que eu, o que eu quero com ele?’ A família não é favorável à relação, pois ele é casado e já tem 84 anos, mas ela não se importa com a opinião da família, disse que continuaria com o namoro.</p><p><b>SEXUALIDADE</b></p><p>A pesquisadora pergunta aos idosos Dandakya, Maharashtra, Bali, Dravida e Aparatika o que eles(as) entendiam por sexualidade:</p><p>[...] após pensarem por alguns segundos, Dandakya respondeu para mim: ‘é tá junto com alguém, em relação né, dormindo junto, com intimidade’. Para Aparatika, ‘é sexo e amor, entre um homem e uma mulher, daí vêm os filhos, depois os netos, é ter uma família’. E Dravida completou: ‘quando a gente fica velha, nem pensa mais nisso, é como se a gente deixasse de ser mulher’.</p><p><b>FUNCIONÁRIOS E SEXUALIDADE DOS IDOSOS</b></p><p>O técnico em enfermagem que trabalha na casa relatou que algumas idosas querem que ele dê o banho nelas, e que, durante o banho, fazem insinuações verbais e gestuais, pedem para ele passar o sabonete várias vezes pelo corpo e em partes específicas (aproximou a mão da região genital e do peito). Ele disse que leva tudo com bom humor, que hoje acha isso normal, mas no início ficava um pouco constrangido. Perguntei se na formação dele em algum momento tinham sido desenvolvidas as temáticas, ele respondeu que foi trabalhado algo relacionado com doenças. </p><p><b>LIMITAÇÕES DO CORPO</b></p><p>[...] Vidushaka estava no quarto, estendendo a cama vagarosamente e com certa dificuldade. Relatou que sentia muita dor na coluna, nos joelhos e nas pernas, cada dia uma dor. Mas, segundo ele, ‘antes tinha um corpo, jogava bocha, caminhava pra lá e pra cá, saia lá de casa e ia na Acampamento a pé, agora tô virado em dor, uma carcaça’. </p><p><b>MASTURBAÇÃO</b></p><p>Em conversa com uma das técnicas em enfermagem, perguntei se ela já tinha presenciado algum tipo de expressão da sexualidade por parte de algum(a) idoso(a). Ela ressaltou que existe um cuidado relativo ao que poderia ser algum tipo de abuso, quando percebem que a pessoa é mais saidinha com as outras, ficam de olho. 'À noite, na hora de dormir, os quartos ficam com as portas abertas, é que muitos tomam medicamentos para dormir, então fica tudo tranquilo, mas tem muita coisa que a gente finge que não viu e não ouviu e outras a gente acostuma. Na casa, tinha um senhor que se masturbava a qualquer hora ou lugar, então a gente o levava para o quarto e deixava terminar. Algumas idosas tinham medo dele, outras pediam para tirar ele da sala, mas a gente entende a situação dele, tá com vontade. Mas, à noite, eu pedia para as gurias do turno ficarem de olho nele'. </p><p><b>BOM PARTIDO</b></p><p>'Ele não é como os velhos daqui, ele nem é velho, caminha, vai aonde quer, volta pra casa dele e não depende de ninguém para comer, ir no banheiro… ele seria um bom companheiro, porque eu não quero um velho de fralda, que não faz mais nada [fez um gesto com as mãos em forma de concha para baixo e para cima], nem que seja para esquentar meus pés, beijar, fazer carinho e conversar. Tu não acha ele um homem bonito? Bem arrumado e não tem cheiro de urina, eu tô certa ou não de querer uma pessoa assim?'</p><p><b>FILHOS, DE QUE ADIANTA?</b></p><p>‘Sempre fui chineiro, não tinha uma mulher, mas várias, fui noivo, mas ela não aguentou, por isso não casei, mas agora queria ter uma companheira, pra esquentar os pezinhos de noite [risos]. Eu acho linda uma morena que vem aqui, é filha de uma das idosas acamadas, pra ela eu dava casa, comida e roupa lavada [risos], até me aquietava, podia ter filhos e eles me cuidarem’. Rapidamente Maharashtra exclamou: Eles não cuidam da gente, olha, eu tô aqui e tenho três filhos, o que adianta?’ </p><p><b>DOR DA MORTE </b></p><p>Estávamos sentados na varanda, quando ela, a irmã dele, desceu do quarto, abraçou e agradeceu a enfermeira, despediu-se das pessoas idosas que estavam na sala. Maharashtra perguntou como ele estava, ela respondeu sem graça que ele estava bem e tratou de sair da sala. Foi caminhando pela rampa, carregando no braço esquerdo uma sacola de papel com alguns pertences, segundo a enfermeira era o radinho de pilha, o relógio, o óculos e a Bíblia; as roupas e os calçados deixou para doação. Na outra mão, segurava o ventilador e, no coração, acredito que o que carregava era tristeza e a certeza de que uma vida toda coube em uma sacola.</p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Claudine Friedrich</em></p><p><em><strong>Diagramação e Ilustração:</strong> Giana Bonilla e Juliana Krupahtz</em></p>		
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/06_CAPA_SITE-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arroz nosso de cada dia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arroz-nosso-de-cada-dia</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:17:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Como Surgiu?]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>

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						<description><![CDATA[Desde técnicas rudimentares até o desenvolvimento de softwares: como evoluiu o cultivo de um dos cereais mais populares do mundo?]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="800" height="545" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/05_IMAGEM_CORTE.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Na mesa de milhões de brasileiros todos os dias ao lado do feijão, o arroz é um dos alimentos mais consumidos no país e está também no topo da lista dos cereais mais produzidos e consumidos no mundo. O desenvolvimento genético permitiu o aprimoramento do cultivo, do plantio à colheita, e o aumento da qualidade do produto. Conheça, a seguir, a história de como surgiram as primeiras plantações de arroz e de como chegamos a técnicas de cultivo e softwares tão avançados que podem até mesmo prever a produtividade de uma safra.</p><p><b>Pioneirismo asiático </b></p><p>Apesar de a data e o local da origem do cultivo do arroz não serem precisos, as mais antigas  referências ao cereal são encontradas na literatura chinesa há cerca de 5 mil anos. O cultivo, na sua forma mais primitiva, exigia muito da força de trabalho humano. Estima-se também que, devido às condições do terreno extremamente irregular, foi tornando-se comum a técnica de terraceamento – plantação em linhas, que seguem as diferenças de altitude do solo.</p><p><b>América do norte</b></p><p>Acredita-se que os escravos africanos foram responsáveis pela disseminação do cultivo em solo estadunidense. Dos conhecimentos obtidos através de africanos escravizados, os proprietários de plantações aprenderam a desviar os pântanos e inundar periodicamente os campos. O arroz era moído manualmente com pás de madeira e, em seguida, peneirado em cestas de amendoim. Mais tarde, a invenção da fábrica de arroz aumentou a rentabilidade da cultura, e a adição de energia hidráulica para os moinhos, em 1787, também foi um importante passo na modernização dos cultivos.</p><p><b>Em solo europeu</b></p><p>Ao continente europeu, o arroz foi levado pelos árabes, no século 8, e, a partir daí, difundiu-se nos demais países. Há fortes indícios de que os portugueses introduziram esse cereal na África Ocidental, e os espanhóis foram os responsáveis pela sua disseminação nas Américas. As lavouras eram ainda totalmente manuais, contando com a presença da mão de obra humana e ajuda de alguns animais, o que tornava lento tanto o processo de plantio quanto de colheita.</p><p><b>Ascendência gaúcha</b></p><p>Os cultivos foram implantados para subsistência em regiões de sequeiros - aquelas naturalmente alagadas pelas chuvas e com solos que retêm a umidade. Em 1904, em Pelotas, surge a primeira lavoura empresarial de arroz do país, já então irrigada. Já em 1912, graças aos locomóveis (veículos movidos a vapor), que acionavam bombas de irrigação, o processo de inundação das lavouras de arroz no estado foi facilitado. Atualmente, o Rio Grande do Sul ocupa a posição de maior produtor de arroz no Brasil e a tecnologia está cada vez mais presente neste processo</p><p><b>"Terra à vista!”</b></p><p>Alguns estudiosos apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano. Acredita-se que muito antes de conhecerem os portugueses, os tupis já colhiam o arroz – que era o “milho d´água” (abati-uaupé) – nos alagados próximos ao litoral. Com a colonização, a disseminação das lavouras – que tinham caráter primordial de subsistência –  ocorreu principalmente em território nordestino. Mas foi a partir do século 18 que o país começou a produzir arroz de forma mais organizada e, daquela época até meados do século 19, se tornou um grande exportador.</p><p><b>No coração do Rio grande do sul, surge o SimulArroz</b></p><p>O projeto que deu origem ao SimulArroz teve início em 2003 no Grupo de Agrometeorologia da UFSM. Funcionando como forma de aplicativo, o software é resultado de dois modelos anteriores que foram desenvolvidos e testados em ecossistemas da Ásia. Parte do código fonte desses programas foi utilizada no modelo SimulArroz, com as devidas alterações para as cultivares de arroz do Rio Grande do Sul. Em 2013, durante o Congresso Brasileiro de Arroz Irrigado em Santa Maria, foi lançada a versão 1.0 do software. Seguiram-se dois anos de testes em lavouras comerciais de arroz irrigado em seis regiões do estado, sendo posteriormente introduzidos novos cultivos da planta no software. Este simula diversos processos ecofisiológicos da cultura do arroz durante um dia completo – utilizando como dados a temperatura mínima e máxima diária e a radiação solar global diária, bem como a densidade das plantas e a concentração de gases atmosféricos-, o que permite um maior controle sobre a produtividade da lavoura e uma estimativa das safras.</p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Tainara Liesenfeld </em></p><p><em><strong> Diagramação e Ilustração:</strong> Deirdre Holanda</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A Ética como compreensão do outro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-etica-como-compreensao-do-outro</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:05:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Editora UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisador da UFSM investiga as implicações da afetividade na moralidade humana a partir da obra de Wilhelm Dilthey]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Segundo dados da Organização Internacional para as Migrações, da ONU, existem hoje no mundo cerca de 244 milhões de migrantes, cerca de 3,3% da população mundial. A questão das migrações é considerada uma crise sem precedentes, porque a presença desses contingentes humanos em lugares e culturas distintas implica em processos muito complicados de adaptação – econômica e social. Mas será que a filosofia pode ter algo a nos dizer sobre o tema?</span>

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<span style="font-weight: 400;">O professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFSM Ricardo Bins di Napoli se aproximou desse debate a partir de uma extensa pesquisa sobre a Ética na obra do filósofo alemão Wilhelm Dilthey. Publicado pela Editora UFSM, o livro Ética &amp; Compreensão: a psicologia, a hermenêutica e a ética de Wilhelm Dilthey foi lançado em 2017. Dilthey viveu entre 1833 e 1911, contribuiu com a fundamentação das Ciências Humanas e inspirou o trabalho de diversos pesquisadores importantes, como Max Weber – considerado um dos clássicos da Sociologia. Napoli lembra que, “curiosamente, a Ética foi a parte menos estudada da obra de Dilthey”. Para o filósofo alemão, as ações humanas são envolvidas por aspectos afetivos, de forma que a moralidade humana é definida através da compreensão e da simpatia. “Se, por exemplo, analisarmos a realidade dos conflitos interétnicos europeus atuais, parece-me que princípios racionais universais têm relativa eficácia para orientar a ação humana, porque o ódio contra o estrangeiro presente em conflitos sociais atuais não pode ser afastado simplesmente por uma imposição interna do indivíduo. A lei moral, oriunda da razão, pode obrigar a vontade, o corpo, mas não o ‘coração’, ou seja, a afetividade”, explica Napoli.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">O filósofo Ernildo Stein, que assina a apresentação do livro, explica que a Ética de Dilthey, estruturada a partir da noção de “compreensão”, pode ser tomada como uma contraposição às concepções dominantes da época – das éticas racionalistas e positivistas: “Temos que ter presente que o século 19 foi envolvido com a Ética kantiana baseada na razão. E como continuação reinou o neokantismo na Alemanha, durante a primeira metade do século 20. A filosofia moral de Kant, no continente europeu, insiste no império da razão e serviu de modelo de grande parte do debate sobre a ética”.  Stein ainda lembra que o conceito central de Dilthey é o conceito de vida, que “traz para a ética uma concepção alimentada pela psicologia, pela antropologia, o que implica em trazer para a ética a experiência, a consciência, toda a estrutura dos elementos históricos em que se fundam a cultura e a sociedade”. Nesse contexto, o desenvolvimento moral de uma sociedade inclui mais do que a razão: são as escolhas dos indivíduos que definirão a sua realização “espiritual”. Além do pensar, entram em cena o sentir e o querer, a busca pela felicidade e a avaliação sobre o que é útil.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Para Dilthey, portanto, não seria a razão que comandaria nosso mundo de relações. “A existência humana é passível de ser apreendida apenas quando se toma a vida humana a partir de sua totalidade vivida”, explica Napoli. Ao sugerir a “compreensão” como uma categoria filosófica para o estudo da Ética, Dilthey sugere que as relações sociais se formam a partir de uma historicidade, que antecipa e funda o entendimento entre indivíduos. Para ele, não há Ética sem compreensão.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;"><strong>Reportagem:</strong> Laura Storch </span>

<span style="font-weight: 400;"><strong>Diagramação:</strong> Giana Bonilla </span>

<span style="font-weight: 400;"><strong> Ilustração:</strong> Pollyana Santoro</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Carta da Editora</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/carta-da-editora-8</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:02:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Carta da Editora]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Lex]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Carta da Editora da 9ª Edição da Revista Arco]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Os últimos meses foram de mudanças importantes para a Arco. Uma delas foi física: depois de três anos, deixamos o Laboratório de Experimentação em Jornalismo (LEx), no prédio 67, e nos instalamos na sala 345 do prédio da Reitoria. A manutenção e o crescimento da Arco, principalmente nas plataformas digitais, deveram-se muito à colaboração do LEx e à professora Laura Storch, do Departamento de Ciências da Comunicação. Mesmo em lugares separados, pretendemos manter o vínculo e seguir inovando nos formatos jornalísticos das matérias da revista.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Como resultado do nosso trabalho pela busca de reconhecimento institucional, outras parcerias se firmaram neste primeiro semestre de 2018. Junto à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), decidimos mudar o nome da editoria Sociedade para Extenda e investir ainda mais na produção de matérias sobre projetos de extensão. Além disso, outro apoio que recebemos neste ano veio da disciplina de Assessoria de Comunicação, do curso de Relações Públicas. Duas alunas se uniram a nossa equipe de RP e vêm nos ajudando a construir o planejamento estratégico da revista e a reorganizar a comunicação com os diversos públicos com que a Arco se relaciona. </span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Outra novidade em relação ao grupo é que, devido à intensa demanda de ilustrações e material gráfico, decidimos compor uma equipe de designers. Esta edição que você tem em mãos, portanto, foi diagramada e ilustrada por talentosíssimas alunas do curso de Desenho Industrial, bolsistas da Arco. Contamos também com a colaboração de uma egressa da UFSM, a Giana Bonilla, que mesmo já formada quis continuar colaborando conosco e ilustrou algumas matérias deste número. </span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Nesta 9ª edição, o tema do dossiê foi sugerido pelos próprios repórteres da Arco. “O que você faz da meia-noite às seis” foi o título de uma palestra ocorrida no ano passado que despertou nos alunos o interesse em trazer as discussões sobre saúde mental para as páginas da revista. As pautas escolhidas para compor esse cenário dos transtornos mentais no meio acadêmico discutem a saúde dos estudantes, dos servidores e a necessidade do uso de medicamentos para tratar as doenças da mente.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">A Arco completa cinco anos em julho de 2018. Planejamos alguns eventos e atividades que irão destacar a nossa trajetória até aqui e vamos, também, trazer à luz algo que enfatizamos sempre: a importância de os cientistas assumirem a responsabilidade de divulgarem seus trabalhos. Principalmente em épocas de crise e cortes de recursos para ciência e educação, é fundamental que a sociedade entenda e reconheça a importância dos investimentos nesses setores. A Arco pretende seguir se esforçando com esse propósito por muitos mais anos e conta com a colaboração dos pesquisadores e da sociedade para cumprir a sua missão. Boa leitura!</span>

&nbsp;

<strong>Luciane Treulieb</strong>

<strong>Editora-chefe da revista Arco</strong>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Carta do Leitor</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/carta-do-leitor-9</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 18:08:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Carta do Leitor]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[carta do leitor]]></category>

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						<description><![CDATA[Este é o espaço reservado para os nossos leitores. Ficou com alguma dúvida? Percebeu algum erro? Quer fazer um comentário ou um elogio? Escreva para a gente e colabore para que a Arco fique cada vez mais útil e interessante!]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p><strong><img class=" wp-image-4241 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/16_REDES_SOCIAIS-300x253.jpg" alt="" width="383" height="323" />Errata 1 </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na reportagem Alternativas à experimentação animal, da 8ª edição, Zebrafish foi escrito com ortografia inadequada. Outros nomes científicos citados na matéria também foram grafados de forma indevida, uma vez que, na nomenclatura científica, a espécie deve sempre iniciar com letra minúscula.</span></p>
<p><strong>Errata 2</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na reportagem Catalisador do desenvolvimento local, do dossiê da 8ª edição, houve uma inversão dos elementos na linha do tempo, conforme mostrado abaixo.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Expediente</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/expediente-9</link>
				<pubDate>Wed, 08 Aug 2018 20:38:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Expediente]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4209</guid>
						<description><![CDATA[9ª EDIÇÃO – JUN/2018]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400">9ª EDIÇÃO</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Editora-chefe</strong>: </span><span style="font-weight: 400">Luciane Treulieb</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Direção de Arte</strong>: </span><span style="font-weight: 400">Juliana Krupahtz</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Relações Públicas e Redes Sociais</strong>: </span><span style="font-weight: 400">Carla Isa Costa</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Fotografias</strong>: </span><span style="font-weight: 400">Juliana Krupahtz e Rafael Happke</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Repórteres</strong>: </span><span style="font-weight: 400">Andressa Canova Motter, Claudine Freiberger Friedrich, Gabriela Pagel, Germano Rama Molardi, Maria Helena da Silva, Mariana da Silva Machado, Sabrina Rodrigues Cáceres, Tainara Luísa Liesenfeld, Vitor Rodrigues de Almeida (acadêmicos de Jornalismo), Laura Strelow Storch e João Ricardo Gazzaneo</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Criação e Diagramação</strong>: </span><span style="font-weight: 400">Deirdre Holanda, Giana Bonilla, Juliana Krupahtz e Pollyana Santoro</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Acadêmicas de Relações Públicas</strong>: </span><span style="font-weight: 400">Andressa Cocco, Marlucy Goulart e Sandrine Müller </span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Colaboradores</strong>: </span><span style="font-weight: 400">Darci Roberto Trevisan Fidler, Helio João Bellinaso </span><span style="font-weight: 400">e Henrique Ribeiro</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Revisão</strong>: </span><span style="font-weight: 400">Alcione Manzoni Bidinoto</span></em>

<em><span style="font-weight: 400">Apoio: </span><span style="font-weight: 400">Laboratório de Experimentação em Jornalismo</span></em>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        