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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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				<title>Quem tem boca vai ao arco</title>
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				<pubDate>Mon, 27 May 2019 16:47:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Você sabia que é possível bater um papo na entrada da UFSM com poucas interferências? O fenômeno é o mesmo que ocorre na Catedral de Brasília, projetada por Niemeyer]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Todos os dias, milhares de estudantes e servidores passam pelo arco do campus sede da UFSM. No entanto, apesar de ser tão conhecido - e, aparentemente, simples -, poucos sabem que ele esconde uma curiosidade: se duas pessoas pararem embaixo do arco, uma em cada extremidade, e conversarem em tom de voz normal, ambas são capazes de se ouvir mesmo com todo o barulho do trânsito a sua volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A explicação matemática do fenômeno é complexa, segundo o professor do Departamento de Estruturas e Construção Civil do Centro de Tecnologia da UFSM Eric Brandão. No entanto, é possível entender o que acontece por meio do conceito de </span><i><span style="font-weight: 400">Whispering Gallery </span></i><span style="font-weight: 400">- galeria sussurrante, em português. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo essa teoria, quando os sussurros chegam até uma superfície circular ou semicircular - como a do arco da UFSM -, as ondas sonoras se propagam ao longo do caminho curvado. O ângulo da superfície faz com que a energia sonora seja canalizada até o outro lado. Desta forma, a mensagem chega ao receptor com poucas interferências - apenas com uma potência levemente menor do que quando foi emitida. Por este motivo, caso a fonte apenas cochiche, é possível que o som da voz não chegue à outra extremidade. “É como se o tamanho das flechas fossem diminuindo”, pontua Eric, que dá aulas no curso de Engenharia Acústica da UFSM. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A perda de potência ocorre porque a voz - que é uma onda sonora - não sai da boca em uma única direção. “É como se fosse um conjunto de flechas”, explica o professor Eric, que complementa: “No caso da experiência no arco, um tanto da onda sonora emitida pela fonte se perde nos ruídos de fundo, como o barulho dos carros, ou é absorvida pelo material do arco. Chegarão ao outro lado os raios emitidos mais para cima, tangentes à curva”.</span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-5874" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/som-arco-gif.gif" alt="" width="800" height="593" /></p>
<p> </p>
<p><b>As ondas no arco</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para seguir desvendando a acústica do arco da UFSM, é preciso entender os conceitos de </span><i><span style="font-weight: 400">frequência</span></i><span style="font-weight: 400"> e </span><i><span style="font-weight: 400">comprimento de onda </span></i><span style="font-weight: 400">- que são inversamente proporcionais, ou seja: quanto maior um, menor o outro, e vice-versa. A relação entre essas grandezas e o tamanho da superfície de interesse é importante para entender o fenômeno da galeria sussurrante, segundo o professor Eric.</span></p>
<p><img class="aligncenter wp-image-5871 size-full" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/BOX_1.png" alt="" width="800" height="706" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para que uma onda sonora seja </span><i><span style="font-weight: 400">carregada</span></i><span style="font-weight: 400"> pela superfície, essa última deve ter tamanho igual ou maior que o da onda. “Imagina uma onda do mar com dez metros de comprimento e uma superfície do tamanho de uma bolinha de gude: a onda nem “sente” a superfície, e simplesmente passa por cima. A superfície, neste caso, não perturba a onda”, elucida Eric. Isso é o que acontece com as baixas frequências, que têm grande comprimento de onda e, por isso, precisam de grandes superfícies para </span><i><span style="font-weight: 400">carregá-las</span></i><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A voz, por sua vez, tem boa quantidade de energia em frequências mais altas. Isso faz com que o arco, que é relativamente estreito - com cerca de dois metros de largura - consiga levar o som para o outro lado. </span></p>
<p> </p>
<p><b>Podemos ouvir tudo?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O ouvido humano consegue escutar sons entre a frequência mínima de 20 Hz - grave, com comprimento de onda de 17 metros - e a frequência máxima de 20000 Hz - aguda, com comprimento de onda de 17 milímetros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com o avanço da idade, o espectro audível diminui. Você pode testar a sua capacidade de audição no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HmxflDrOe98"><span style="font-weight: 400">link</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-5872" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/BOX_2.png" alt="" width="800" height="439" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Agora que você sabe que o arco da UFSM é uma galeria sussurrante, basta convidar seus amigos e testar o fenômeno! Faça foto ou vídeo e marque @revistaarco no Instagram.</span></p>
<p> </p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo</em><br /><em><strong>Ilustrações:</strong> Marcele Reis, acadêmica de Publicidade e Propaganda</em></p>
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