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						<item>
				<title>Afago no hospital</title>
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				<pubDate>Thu, 20 Jun 2019 19:38:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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						<description><![CDATA[Projeto leva animal de apoio social ao encontro de crianças câncer que estão internadas no Hospital Universitário de Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Ouça esta reportagem:</p>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Afago-Marcelo-de-Franceschi.mp3"][/audio]</p>
<p><span style="color: #ffffff">.</span></p>
<p>[caption id="attachment_5930" align="alignleft" width="350"]<img class="wp-image-5930" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/pepê-afagoterapia-200x300.jpg" alt="" width="350" height="525"> Pepê, a terapeuta de quatro patas.[/caption]</p>
<p>&nbsp;Quem vê os sorrisos das crianças que esperam a visita semanal da Pepê nem imagina que ela é uma terapeuta pouco convencional. A cadelinha, que exerce função de cão de apoio social no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), anima os corredores do Centro de Atendimento à Criança e Adolescente com Câncer (CtCriaC), acompanhada da psicóloga Fabiane Bortoluzzi Angelo Munhoz, sua tutora.</p>
<p>A inspiração para o projeto <em>Afago</em> <em>no Hospital</em> veio de uma iniciativa de Fabiane, que realizava consultas no seu consultório particular com a presença de Pepê. Devido aos benefícios da presença animal que pode ajudar no tratamento dos pacientes internados –, e com o apoio dos médicos do Husm, as atividades foram ampliadas. A implantação da ideia no Hospital contou com a ajuda do programa Cuidado e Atenção à Criança e ao Adolescente em Tratamento Oncológico (Caacto), do curso de Terapia Ocupacional da UFSM.</p>
<p>Criado e coordenado pela professora do Departamento de Terapia Ocupacional Amara Holanda, o Caacto articula ações de extensão, ensino e pesquisa na promoção da atenção integral à saúde das crianças e adolescentes em tratamento no serviço hematológico e oncológico, e de seus cuidadores. O programa realiza atividades que quebram o cotidiano da internação hospitalar, como sessões de filmes no Cine Pipoca,<br>visitas guiadas ao Hospital e intervenções musicais.</p>
<p>Além de marcar presença em algumas das ações do Caacto, Pepê realiza visitas semanais aos pacientes do CTCriaC. “O <em>Afago no Hospital</em> tem uma importância fundamental e excelente aceitação por parte das crianças, adolescentes e profissionais da saúde do serviço de hematologia e oncologia do Husm”, comenta Amara.</p>
<p><strong>Por trás da Afago no Hospital</strong></p>
<p>Antes de o projeto ser aplicado, foi preciso muito trabalho. Fabiane, juntamente com a terapeuta ocupacional do Husm Luisiana Onófrio e a residente Natyele Silva, reuniram-se para criar fluxogramas, em conjunto com os médicos do CTCriaC e a Comissão de Controle de Infecção (CCIH). Luisiana explica que o fluxograma é um protocolo que deve ser seguido pelo tutor para que qualquer cão tenha<br>acesso ao Hospital.</p>
<p>Com a aprovação dos protocolos pelos médicos e pela CCIH, o processo de habilitação da Pepê começou. Após passar por uma avaliação comportamental e seguir acompanhamento médico, a cadelinha aprendeu comandos de obediência e a se habituar com barulhos e toques. “Ter a orientação de um profissional especializado no treinamento de cães é fundamental para que o animal associe positivamente o contato humano”, pontua Fabiane.</p>
<p>No entanto, não é somente o animal que deve ser preparado: a tutora precisa seguir um comportamento específico e prestar atenção nos sinais manifestados pelo cachorro: “Pode ter dias que ele não estará disposto, e temos que respeitar isso. Esse é um dos pilares da Intervenção Assistida com animais: o respeito ao bem-estar animal”, salienta a psicóloga.</p>
<p>Para a elaboração dos fluxogramas, o projeto também teve a ajuda da psicóloga Silvana Fedeli Prado, coordenadora da ONG Patas Therapeutas, de São Paulo e referência no Brasil por trabalhar desde 2004 com cachorros em ambiente hospitalar. Entre os cuidados elencados, estão a limpeza das patas da Pepê com antisséptico antes de entrar e sair do CTCriaC, banho no dia anterior ou no dia da visita, escovação do pelo, vacinas e exames atualizados, e cautela com perfumes e essências para não causar indisposição nos pacientes. Ademais, é essencial que todos os envolvidos na visita lavem as mãos antes e depois do contato com o cão.</p>
<p>Além dos cuidados básicos, existem precauções diferentes para as crianças com a imunidade baixa, como o uso de equipamentos de proteção individual. “No dia que a Pepê vem, eles já esperam de máscara e luva. Com a intervenção da cadelinha, o uso dessas peças fica muito mais leve e humanizado”, comenta Natiely.</p>
<p>O projeto conta ainda com a ajuda das acadêmicas da Terapia Ocupacional Alessandra Freitas, Morgana Machado e Sabrina Franchi. Alessandra comenta que a melhor parte de participar das atividades é poder ver o sorriso de cada criança quando a Pepê adentra o CTCriac: “Faz com que elas esqueçam da dor e da doença, se divirtam, interajam e, de certa forma, aliviem a pressão do contexto hospitalar e do desconhecido gerado pela doença que rompeu sua rotina”.</p>

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<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/pepê-com-pacientes-afagoterapia-1024x683.jpg" alt="" data-id="5931" data-link="https://www.ufsm.br/midias/arco/pepe-com-pacientes-afagoterapia/" class="wp-image-5931" /><figcaption>Visita da Pepê aos pacientes em tratamento.</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/pepê-com-pacientes-afagoterapia_2-1024x683.jpg" alt="" data-id="5932" data-link="https://www.ufsm.br/midias/arco/pepe-com-pacientes-afagoterapia_2/" class="wp-image-5932" /><figcaption>Visita da Pepê aos pacientes em tratamento.</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/pepê-com-pacientes-afagoterapia_3-1024x683.jpg" alt="" data-id="5933" data-link="https://www.ufsm.br/midias/arco/pepe-com-pacientes-afagoterapia_3/" class="wp-image-5933" /><figcaption>Visita da Pepê aos pacientes em tratamento.</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/pepê-com-pacientes-afagoterapia_4-1024x683.jpg" alt="" data-id="5934" data-link="https://www.ufsm.br/midias/arco/pepe-com-pacientes-afagoterapia_4/" class="wp-image-5934" /><figcaption>Visita da Pepê aos pacientes em tratamento.</figcaption></figure></li></ul>
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<p><strong>Bom pra cachorro (e pra humano também)</strong></p>
<p>Um dos benefícios oferecidos pela afagoterapia é a rapidez e a facilidade que o cão tem de auxiliar em tarefas que as crianças podem não se sentir tão motivadas a fazer: "A Pepê estimula a criança a sair do leito, proporcionando melhoras psicológicas, emocionais e sociais”, explica a psicóloga Fabiane.</p>
<p>O amparo não é somente para as crianças. Natiely conta que a presença da cadelinha auxilia na independência das crianças em relação aos pais, os quais, normalmente, são porto seguro durante a experiência de internação. Ademais, ela ajuda a estreitar relações entre as famílias e os pacientes. “O ambiente hospitalar é tenso e doloroso. Então, quanto mais a gente conseguir propiciar para essas pessoas momentos prazerosos, provavelmente melhor vai ser para o tratamento”, comenta a tutora.</p>
<p>Luisiana complementa, contando que a feição dos profissionais do Hospital também muda com a visita da mascote: “Parece que eles ficam mais leves e felizes. Isso é muito nítido, todo mundo percebe”. Até mesmo as pessoas que não têm ligação com o CTCriaC, como funcionários e pacientes de outras unidades, são beneficiadas pelo contato com a cadelinha. “Em um momento de angústia, aguardando a consulta ou o resultado de exames, receber o afago da Pepê por alguns segundos pode ser a única alegria que a pessoa vai ter no dia”, destaca Natiely.</p>
<p>Satisfeita com os benefícios propiciados pelo projeto <em>Afago no </em><em>Hospital</em>, Fabiane conta que a intenção do grupo é, futuramente, expandir as ações com a ampliação das equipes canina e humana, o atendimento a outros pacientes e, até mesmo, a criação de um grupo de estudos ou um núcleo de pesquisa sobre o assunto.</p>
<p><strong>Reportagem:</strong> Martina Irigoyen</p>
<p><strong>Fotografias:</strong> Rafael Happke</p>
<p><strong> Lettering e Diagramação:</strong> Deidre Holanda</p>
<p><strong>Locução:</strong> Marcelo de Franceschi</p>
<p> </p>
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