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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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				<title>Animais na pesquisa: princípios éticos para o avanço científico</title>
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				<pubDate>Wed, 18 May 2022 13:04:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
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						<description><![CDATA[Em entrevista, membros da Comissão de Ética no Uso de Animais esclarecem etapas dos processos de experimentação animal
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							<content:encoded><![CDATA[  <p>O uso de animais em experimentos científicos e atividades didáticas é necessário para o avanço do conhecimento em áreas como a da saúde. A busca pelo bem estar dos animais e a aplicação de <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/alternativas-a-experimentacao-animal/">métodos alternativos</a> para reduzir o uso em pesquisas têm sido prioridade da comunidade científica. O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) é um órgão nacional que estabelece normativas que orientam o uso de animais. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), quem cumpre esse papel é a Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua), presente em instituições em que são utilizados para atividades de ensino ou de pesquisa científica.</p>		
												<img width="1024" height="694" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Capa_Entrevista-1024x694.jpg" alt="Descrição da imagem: imagem de capa horizontal e colorida em tons pasteis. No centro, rato branco e grande, com olhos vermelhos, patas e orelhas rosas. Ao lado esquerdo, rato pequeno e na cor cinza escuro, com olhos escuros e orelhas e patas acinzentadas. Ao lado direito, rato pequeno e branco, com olhos vermelhos e patas e orelhas em rosa claro. Há cinco círculos em tamanhos diferentes e nas cores rosa claro, rosa pastel e verde escuro. Os círculos estão espalhados pela imagem. No círculo rosa pastel pequeno, no centro superior esquerdo da imagem, em branco, o texto &quot;Parte 02&quot;. Ao lado, em caixa alta, tamanho grande e na cor verde escuro, o título &quot;Entrevista&quot;. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-b8ddabef-7fff-356d-d38f-0cdda735925f" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 2021, a Comissão recebeu e analisou 77 projetos. Já em 2019, antes da pandemia, foram 130. Profissionais de diferentes áreas integram a Ceua, como biólogos, médicos veterinários, zootecnistas, farmacêuticos, estatísticos, além de representantes da Sociedade Protetora dos Animais.</p><p><br />A Revista Arco entrevistou a farmacêutica Patrícia Bräunig, atual presidente da Ceua; a professora do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, Vânia Loro, vice-presidente da Ceua; e a técnica administrativa Liciani Pauli, secretária da Ceua, para entender a atuação do órgão na Universidade. Confira a seguir:</p><p> </p><p id="docs-internal-guid-d4f2ca5d-7fff-7bc6-1c31-54318e40c029" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: O que é a Comissão de Ética no Uso de Animais e como esse órgão atua na UFSM? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: Todos os projetos de pesquisa científica, assim como as atividades didáticas e de ensino, que irão utilizar animais do <a style="text-decoration: none" href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3500796/mod_resource/content/1/Os%20Cordados_Material%20Extra.pdf">Filo Chordata e subfilo Vertebrata</a> devem ser analisadas por comitês de ética em pesquisa. Isso visa à qualificação desses projetos e evita o uso inapropriado, inadequado ou abusivo dos animais. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Nossa Comissão é formada por 34 profissionais: são 17 titulares e 17 suplentes. Todos os departamentos da Universidade que usam os animais, tanto em projetos científicos como em atividades didáticas de aula práticas, precisam indicar membros para compor a Ceua.</p>		
												<img width="1024" height="527" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Box_Entrevista-1024x527.jpg" alt="Box horizontal nas cores verde escuro e branco. Em seis linhas, caixa alta e na cor branca, o texto &quot;Os vertebrados constituem um subfilo dos animais cordados, compreendendo os peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Caracterizam-se pela presença de coluna vertebral segmentada e de crânio que lhes protege o cérebro&quot;. O fundo é verde escuro com textura." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Quais são os critérios que uma pesquisa deve cumprir para utilizar animais? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: O pesquisador escreve o projeto de pesquisa e o submete à Ceua, pela qual ele é avaliado por dois profissionais. São diversos pontos que são checados para ver se estão adequados. Entre eles está a qualificação e a capacitação dos profissionais, dos pesquisadores ou estudantes envolvidos na pesquisa para lidar com os animais. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Também tem a questão da justificativa do “N” amostral [quantidade de animais] que vai ser utilizado, que precisa estar justificado - ou por cálculo estatístico ou por referências bibliográficas. Então, quando o pesquisador solicita um determinado número de animais, ele precisa embasar de uma forma sólida por que ele está pedindo aquela quantidade. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b><a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/trabalho-do-bioterio-central-contribui-para-o-desenvolvimento-de-pesquisa-experimental-na-ufsm/">Sobre o biotério</a></b><b>,</b> nós também cuidamos bastante onde os animais vão ficar alojados, as condições a que eles são submetidos, o grau de invasividade e de estresse. São vários requisitos que a Ceua confere quando avalia um projeto.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Quais são os passos que um pesquisador deve seguir para ter a aprovação do uso de animais? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Liciani: Tendo tido o projeto aprovado pela Ceua a cada ano, o pesquisador precisa encaminhar um relatório anual de atividades. Um relatório parcial, no caso. E, no final da pesquisa, conforme o cronograma que ele informa na submissão do projeto, ele precisa encaminhar um relatório final das atividades. Nesse relatório, ele informa o número de animais já utilizados -  nunca podemos ultrapassar o número de animais aprovados pela Ceua. Ele coloca as etapas já executadas, informa quais foram os resultados obtidos e também os produtos originados, como artigo, dissertação, tese e participação em eventos. As modificações do projeto, tipo de fármaco utilizado, tipo de procedimento, tudo isso precisa ser informado à Ceua, pois precisa  ter a aprovação da Comissão. E, no decorrer da execução do projeto, a Ceua acompanha todos os processos.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Quais as áreas e os tipos de pesquisa que mais fazem esse uso? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: Seria a área da saúde humana, farmácia e medicina. Os projetos que nós analisamos são da bioquímica, da farmacologia e da toxicologia. A medicina veterinária, zootecnia e a educação física também são áreas que utilizam animais. Recentemente estamos recebendo muitos projetos de engenharia sanitária ambiental. Enfim, são diversas áreas da Universidade que utilizam os animais em pesquisa científica.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Sobre a questão ética, qual a importância do uso de animais em pesquisas  científicas? São realmente necessários? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: O uso dos animais na pesquisa é muito importante: eles nos ajudam a gerar conhecimento, avançar tanto na área da saúde animal quanto na saúde humana e também na geração de tecnologia. Os animais são utilizados em pesquisas para desenvolvimento de medicamentos e de vacinas. Nos ajudam a entender de forma aprofundada uma doença e também seus possíveis potenciais terapêuticos.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: O que mudou ao longo do tempo no uso de animais em pesquisas? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Vânia: O que mudou foi a questão da regulamentação dos biotérios de experimentação: o que qualifica um biotério? O que é um biotério? O local onde o animal fica por mais de doze horas. Quais são os tipos? Pode ser classificado como de experimentação, de manutenção, ou de criação. Então isso passou a ser regulamentado e a gente tem obrigação de verificar. E essa foi a principal mudança que aconteceu. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Sobre os métodos alternativos, quais são os mais utilizados? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: A questão é que, devido ao avanço da tecnologia e do conhecimento, nós temos poucos métodos alternativos. Uma das áreas que mais utiliza métodos alternativos é a do desenvolvimento de cosméticos. E o que é um método alternativo? É qualquer método que possa ser utilizado para substituir, reduzir ou refinar o uso de animais em atividades de pesquisa. O Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal) já publicou métodos alternativos amplamente utilizados e por isso são reconhecidos e validados nacionalmente e internacionalmente. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Esses métodos são In vitro, In silico e In químico. O In vitro é realizado em laboratório, o In silico são modelos computacionais e o In químico são reações químicas utilizadas para substituir o uso de animais. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Esses métodos alternativos costumam ser priorizados?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Vânia: Sim, principalmente nas aulas, quando possível. Claro que alguns cursos demandam o uso de animais, como a Medicina Veterinária, em que é praticamente impossível não tê-los em pelo menos uma parte do ensino. Mas, em outros cursos em que não há essa necessidade, ele é substituído pela <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2020/12/03/o-que-e-a-bioinformatica/">BioInformática</a>. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: Na questão da pesquisa, tem programas de BioInformática que colocam as variáveis e simulam os possíveis resultados. Então, não precisa de animais para fazer essa primeira triagem. E está começando a ser utilizado também, na área da medicina, um modelo que imita o animal como se fosse um bonequinho para aprender a fazer uma administração como uma injeção, com uma agulha. Ele tem todas as veias e o pesquisador e o aluno podem treinar primeiro nesse modelo. </p><section data-id="de3e470" data-element_type="section">
				<p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza Silva, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong>
 Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, 
acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de 
Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações 
Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e 
voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>					
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