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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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				<title>O impacto da urbanização na diversidade de aves</title>
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				<pubDate>Wed, 29 Jun 2022 12:59:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[urbanização]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisa da UFSM conclui que aves têm rápida resposta à perda de habitat em áreas urbanas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Cidades constituem um importante marco na história da civilização humana, uma vez que representam a identidade e a cultura de seus habitantes. “De onde você é?” é uma das primeiras perguntas que fazemos quando conversamos com alguém pela primeira vez. No entanto, nós não somos os únicos habitantes de áreas urbanas. Basta dar um passeio na praça de qualquer cidade que é possível observar diferentes espécies de pássaros, insetos, plantas e, com sorte, pequenos mamíferos, como gambás! Mas, diferente dos humanos, a maioria dessas espécies não escolheu viver em cidades: elas só estão lá por causa da ausência de seu habitat natural. No Brasil, algumas das grandes metrópoles, como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Salvador, foram construídas na Mata Atlântica. Como resultado, restam menos de 10% da área original desse bioma único e importante para a fauna e flora nativa. Quais os impactos da perda de habitat provocada pelo avanço da urbanização nas espécies silvestres? Essa é a principal pergunta que foi respondida na minha <a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/21564"><b>dissertação de mestrado</b></a>, que defendi em janeiro de 2020.</p>		
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/arte_capa-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e colorida de pássaros. No canto inferior direito da imagem, em tamanho grande, cabeça de um tucano, com bico comprido e amarelo. Ele está sobre um círculo lilás. Na metade esquerda superior da imagem, pássaro sairá militar pequeno em um galho de árvore. Ele tem corpo verde e pescoço e cabeça em roxo e laranja; o bico é pequeno. Atrás, três círculos amarelos em tamanhos diferentes. No canto inferior esquerdo, um bem-te-vi pequeno, de corpo preto e detalhes em amarelo, sobre círculo rosa. No canto superior direito, três colagens de representações de quero-quero em formato de &#039;v&#039;. O fundo tem textura de papel bege amassado." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Para entender como as espécies respondem à urbanização, eu escolhi aves como meu objeto de estudo. Aves são um grupo bem diverso, com diferentes dietas, comportamentos e níveis de sensibilidade a distúrbios antrópicos, como a poluição. Além disso, elas são fáceis de identificar por conta do canto ou pela visualização, o que torna a logística de campo relativamente simples.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Florianópolis , em Santa Catarina, foi a cidade que escolhi para desenvolver a minha pesquisa de campo. O centro da cidade tem “cara” de cidade grande, com prédios altos e grande circulação de pessoas, mas a ilha também tem áreas de subúrbio, como a praia do Campeche, e áreas bem preservadas, como o Morro da Lagoinha do Leste. Morei em Floripa por dois meses, na primavera de 2018, para observar passarinhos. A escolha da cidade foi pela paisagem, que mescla diferentes níveis de urbanização com áreas preservadas, aliado ao fato de que é uma cidade relativamente segura.</p>		
									<figure>
										<img width="831" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Layout1-831x1024.jpg" alt="Descrição da imagem: infográfico vertical e colorido em forma de mapa da costa litorânea de Santa Catarina. Há quatro pontos no mapa, em meio a parte da vegetação, em tom de rosa pastel, que tem linhas que ligam a localização à fotografias. A paisagem das fotografias é de praia (em três delas) e de mata fechada em uma delas. Os nomes dos locais são: Praia da Daniela, Costa da Lagoa, Gravata e Lagoinha do Leste. O fundo é azul marinho, que representa o mar" loading="lazy" />											<figcaption>Mapa de Florianópolis com os locais de observação da pesquisa.</figcaption>
										</figure>
		<p>Com a ajuda dos meus orientadores Cristian Dambros, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Carla Fontana, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), escolhi 43 áreas verdes em Floripa para amostrar as aves, ou seja, para contar quantas espécies e indivíduos de cada tipo estão presentes em cada região. A paisagem urbana é bastante fragmentada: as áreas verdes são distribuídas ao longo de uma matriz não-natural composta por casas, prédios e estradas, e tem diferentes tamanhos, níveis de isolamento e “idade” (ou seja, tempo desde a última grande perda de habitat). Para amostrar as aves nessas áreas, eu e meus ajudantes de campo (incluindo meu pai, tio e amigos) acordamos antes do nascer do sol e registramos no meu caderno de campo todas as aves que vimos e ouvimos próximo ao ponto de amostragem. Para auxiliar no processo, às vezes eu tirava fotos de algumas aves que não tinha certeza da espécie e também gravei os cantos com um gravador para ouvir depois. Ao total, nós registramos mais de 100 espécies, algumas bem adaptadas a cidades, como o sabiá, o bem-te-vi e o quero-quero, e espécies mais sensíveis à urbanização, como a gralha-azul, o pica-pau, o tangará e o tucano.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="864" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/sabia_laranjeira-1024x864.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia quadrada e colorida de um sabiá laranjeira pousado em um galho de árvore. A fotografia tem ângulo fechado no pássaro. O sabiá tem corpo pequeno, peito marrom alaranjado, costas cinzas, cabeça pequena, olhos redondos, pequenos e na cor preta e bico pequeno. Está de perfil. O fundo, desfocado, é claro e tem troncos e folhas de árvores." loading="lazy" />											<figcaption>Sabiá (foto 01 e bem-te-vi (foto 02) são exemplos de espécies bem adaptadas a cidades.</figcaption>
										</figure>
												<img width="1024" height="734" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/bem_te_vi-1024x734.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de um bem-te-vi. A fotografia está em ângulo fechado. O bem-te-vi é um pássaro pequeno, com peito amarelo, costas marrons e bico fino e preto. Na cabeça, tem uma listra branca. Ele está pousado em um pedaço de madeira escura. O fundo, desfocado, é um gramado iluminado." loading="lazy" />														
		<p>Os resultados que encontrei foram bem condizentes com o esperado, mas com algumas surpresas. Em geral, áreas maiores e menos isoladas têm mais espécies de aves do que áreas menores e mais isoladas. Isso  porque áreas maiores têm menor taxa de extinção e áreas menos isoladas têm maior taxa de colonização. Menor taxa de extinção quer dizer que essas áreas têm menos chance de perda de espécies, enquanto a maior taxa de colonização quer dizer que essas áreas têm maior chance de receber novas espécies. É por causa da baixa taxa de extinção e alta taxa de colonização que áreas maiores têm maior número de espécies que áreas menores.</p>		
												<img width="1024" height="852" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/tangara-1024x852.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia quadrada e colorida de um pássaro tangará. A foto está em ângulo fechado em uma árvore com folhas claras. O tangará é um pássaro pequeno, tem peito grande e na cor branca, costas e cabeça pretas e topete arrepiado e alaranjado. O bico é fino e pequeno. Está em um galho fino de árvore com tronco cinza. O fundão são as folhas da árvore, em um tom de verde claro acinzentado." loading="lazy" />														
									<figure>
										<img width="1024" height="782" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/tucano_bico_verde-1024x782.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um tucano em um galho de árvore. O pássaro é grande, com corpo preto, pescoço amarelo, área dos olhos alaranjada e bico comprido, curvado e na cor verde. Tem cauda alongada com penas vermelhas e pretas. Está de perfil, em um tronco de árvore marrom acinzentado com musgos. O fundo desfocado é iluminado e tem folhas e galhos de árvores." loading="lazy" />											<figcaption>Tangará (foto 01) e tucano (foto 02) são exemplos de aves mais sensíveis à urbanização.</figcaption>
										</figure>
		<p>Uma surpresa boa foi que áreas maiores tiveram mais espécies, independentemente da idade da área, o que sugere que as aves respondem rapidamente à perda de habitat induzida pela urbanização. Em outras palavras, as comunidades de aves estão em equilíbrio em parques e praças urbanas devido à rápida adaptação das espécies à mudanças da paisagem.</p>		
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/infografico_passaros-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: infográfico horizontal e colorido. No lado esquerdo, dois círculos com gráficos no centro. O círculo amarelo, na parte superior, tem um gráfico de eixo, com as informações &quot;taxa de extinção&quot; no eixo y, e &quot;tamanho da área&quot; no eixo x. Há uma linha vermelha descendente. No segundo gráfico, sobre a esfera vermelha, há as informações &quot;taxa de colonização&quot; no eixo y e &quot;nível de isolamento entre áreas&quot; no eixo x. Há uma linha amarela descendente. Ao lado, sobre faixas brancas em textura de papel rasgado, representações visuais. Na superior, há quatro áreas grandes próximas em verde e seis ícones de pássaros em laranja. Na inferior, há três áreas pequenas e espalhadas em verde, e três ícones de pássaros em laranja. Entre os desenhos, bloco de texto preto: &quot;Áreas maiores e menos isoladas possuem maior número de espécies do que áreas menores e mais isoladas&quot;. Ao lado direito dos desenhos, bloco de texto em preto: &quot;Equilíbrio entre essas taxas independente da idade sugere que as aves respondem rapidamente à mudança na paisagem urbana&quot;. O fundo é bege em textura de papel amassado." loading="lazy" />														
		<p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A rápida resposta das aves à perda de habitat significa que as cidades poderiam promover, de maneira mais rápida, a diversidade de pássaros por meio da manutenção ou restauração de cobertura vegetal em parques e praças. Outra boa notícia é que esses resultados de Florianópolis podem facilmente ser extrapolados para outras cidades com histórico similar de urbanização, como Buenos Aires, Montevidéu, Lima e até mesmo Santa Maria!</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Texto:</strong> Gabriela Franzoi Dri, bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Maria, mestre em Biodiversidade Animal pelo Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal (PPGBio/UFSM), e doutoranda em Ecologia da Vida Selvagem pela Universidade do Maine (EUA);</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A nova era da biosseguridade avícola</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/nova-era-biosseguridade-avicola</link>
				<pubDate>Mon, 28 Mar 2022 11:47:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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						<description><![CDATA[Plataforma inédita de certificação online de granjas avícolas desenvolvida pela UFSM avança  nas questões de sanidade animal]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Há pouco mais de um ano, a certificação de granjas de matrizes avícolas para reprodução era  manual, burocrática e fragmentada, suscetível a erros e perdas de documentações. Contudo, em setembro de 2020, a criação de um sistema online facilitou a certificação avícola no Rio Grande do Sul. A ferramenta, <a style="text-decoration: none" href="https://pdsa-rs.com.br/home">Plataforma de Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul</a> (PSDA-RS), promove a informatização de todas as etapas da certificação e disponibiliza os dados de forma  imediata a empresas, laboratórios e órgãos oficiais. O software foi  desenvolvido na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por pesquisadores do Colégio  Politécnico, através de uma parceria público-privada da Universidade com o Fundo de  Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa/RS), a Superintendência Federal  de Agricultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Rio Grande  do Sul (SFA-RS) e a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural  (Seapdr).  </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Ilustracao_Sem_Titulo_1-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Imagem horizontal e colorida de uma galinha em frente a um certificado. A galinha está na direita da imagem, de perfil direito, é branca, com algumas penas pretas no pescoço, tem crista vermelha, olho escuro e bico rosado. Atrás dela, um certificado branco com detalhes em dourado: na parte esquerda do certificado, em dourado, caixa alta e dividido em três linhas, o título &quot;Certificação de granjas avícolas&quot;. Abaixo, a data &quot;28.03.2022&quot;. Ao lado, um selo circular e dourado. O certificado tem uma moldura dourada. Ao fundo, textura de palha." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-4152bc4e-7fff-406b-253a-8a1e3827f4cb" dir="ltr" style="line-height: 1.321971273422241;margin-right: -0.40399169921875pt;text-align: justify;margin-top: 17.67596435546875pt;margin-bottom: 0pt">A certificação avícola das unidades de genética tem validade de um ano e é uma exigência do  Ministério da Agricultura, desde 2001, para trânsito de aves e ovos férteis no país e no exterior.  A renovação do certificado deve ser feita a cada vencimento e em caso de lotes com problemas. Trata-se de um processo bastante criterioso, especialmente no caso de granjas de genética, que  ocupam uma parcela importante dentro do sistema produtivo de aves, como explica o Chefe de Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapdr, Fernando Groff. “São propriedades que  distribuem animais para outros locais que vão fazer as fases de cria, recria, engorda ou postura.  É importante que essas propriedades tenham um nível de biossegurança maior, para que não sejam um ponto de difusão de enfermidades e problemas para granjas de destinos animais, onde  há ponto final de aproveitamento deles”, salienta Groff.</p><p id="docs-internal-guid-20baac69-7fff-2086-fc69-b0904921652f" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Glossário</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Matrizes avícolas: são aves híbridas resultantes do cruzamento de avós. Por exemplo, a matriz macho AB é produzida pelo acasalamento do avô paterno (galo A) com a avó paterna (galinha B) e a matriz fêmea CD é resultado do acasalamento do avô materno (galo C) com a avó materna (galinha D). A genética pura garante o padrão e a produção de ovos férteis.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Granjas de matrizes ou unidades de genética: Locais onde são criadas as aves com genética adaptada para reprodução.</p>		
			<h3>A plataforma</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A ideia do projeto surgiu em 2018, quando a demanda de criação de uma plataforma confiável  e ágil para a certificação de granjas de genética foi apresentada à Associação Gaúcha de  Avicultura (Asgav). A iniciativa foi aprovada em comitês técnicos deliberativos pelo Fundesa  e, a partir daí, iniciaram-se os estudos, programações e testes.  </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Depois do sucesso do projeto piloto, a plataforma foi ao ar com três módulos: controle de  estoque de insumos, biosseguridade de aves e uma área destinada para o registro de dados  epidemiológicos das granjas. O coordenador do projeto e professor da UFSM, Alencar  Machado, explica que o sistema fornece transparência e segurança por meio da “ garantia de imutabilidade dos dados, dando transparência ao processo e auditabilidade às informações”, já  que todos os dados são protegidos por um sistema de criptografia.</p>		
												<img width="1024" height="489" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/telaInicialAves-1024x489.png" alt="Descrição da imagem: captura de tela horizontal em tons cinza, branco e verde. Na esquerda, coluna em verde com botões organizados na vertical, na cor branca: Página inicial, certificação, avisos e pendências, dashboard estabelecimentos de reprodução, programar monitorias, colheita, novo formulário, formulários pendentes, rastreabilidade de colheitas, laudos positivos, solicitar certificação, histórico de certificados, monitorias programadas, e monitorias internas. Ao lado, tela horizontal com fundo cinza. Na parte superior, o título &quot;Avisos e pendências&quot;. Abaixo, três blocos com fundo branco e sinais de positivo no centro. O primeiro tem o título &quot;Certificados vencidos ou a vencer&quot; e o aviso &quot;Tudo certo! Todos os certificados estão no prazo de validade&quot;. No segundo, o título &quot;Colheitas atrasadas&quot; e o aviso &quot;No prazo! Não há colheitas atrasadas a mais de 6 dias&quot;. E no terceiro, o título &quot;Colheitas aguardando correção&quot; e o aviso &quot;Tudo certo! Não há colheitas aguardando correção&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="440" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/dasbord-aves-1024x440.png" alt="Descrição da imagem: captura de tela horizontal em tons cinza, branco e verde. Na esquerda, coluna em verde com botões organizados na vertical, na cor branca: o botão ativado é o dashboard estabelecimentos, com as opções abaixo: dashboard estabelecimentos de corte, dashboard estabelecimentos de postura, dashboard de salmonellas, e dashboard de biosseguridade. Ao lado, tela com fundo cinza. Há três quadros quadrados na parte superior: o primeiro tem detalhes em verde marinho, com o título estabelecimentos. Tem quatro botões com os respectivos textos: 24 empresas, 32 incubatório, 336 granjas e 322 granjas certificadas. O segundo quarto tem detalhes em roxo, com o título &quot;Exploração&quot;. Tem três botões com os respectivos textos: 0 bisavó, 8 avó, 360 matriz. O terceiro tem detalhes em azul escuro e o título &quot;Núcleos&quot;. Tem três botões com os respectivos textos: 359 produção, 147 recria, e 8 produção e recria. Abaixo desse quadro, quadro branco com os seguintes botões: informações, mais informações de estabelecimentos, geolocalização, análise de risco e exportar. O fundo é cinza." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-3fb48c5a-7fff-cd22-5b47-4769691113f4" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A partir da tela do computador, é possível que os processos de certificação sejam  acompanhados, em tempo real, por todos os envolvidos, desde os médicos veterinários das  granjas, responsáveis pelas coletas de amostras, ao Serviço Veterinário oficial através das  Inspetorias de Defesa Agropecuária locais, os laboratórios credenciados e o Mapa, que analisa  os resultados e concede o certificado sanitário. Atualmente, a plataforma, que conta com mais de 450 granjas de genética cadastradas e sete laboratórios credenciados, já emitiu mais de três  mil laudos laboratoriais e 436 certificados.  </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola da Superintendência do Mapa no  Rio Grande do Sul, Taís Oltramari Barnasque, destaca que trocar os papéis pelo ambiente digital favoreceu a  criação de um banco de dados onde é possível rastrear os maiores desafios sanitários. “Esse  sistema desburocratiza, agiliza o controle com a mesma velocidade a todos os entes, minimiza erros de digitação e transcrição de dados que já existem, permite análise desses resultados,  servindo como um banco de dados utilizado para análises epidemiológicas e até mesmo para  revisão das frentes de vigilância do serviço oficial”, comenta Taís.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O sistema também preenche uma grande lacuna na gestão e controle de estoque de  materiais de emergências das 280 Inspetorias Veterinárias gaúchas. Agora, todo e qualquer  material de proteção individual (EPI's), como máscaras, luvas, seringas e roupas utilizadas  pelos técnicos e médicos veterinários nos processos de coleta de dados a campo, são  contabilizados em uma só plataforma. “É um sistema que integra 280 estoques internos. A  unidade central, que fica em Porto Alegre, faz a compra desses materiais e distribui para todas as unidades. Às vezes, os materiais venciam e tinham de ser descartados; às vezes, uma Inspetoria não tinha nenhum produto e precisava ir até a capital buscar. Hoje, a Secretaria da  Agricultura consegue avaliar a quantidade de estoque em todo o Rio Grande do Sul através da plataforma, e as  regionais têm autonomia para trocar materiais”, explica Machado.</p>		
			<h3>A certificação </h3>		
		<p id="docs-internal-guid-b00ad518-7fff-e654-6ff0-557fba80da6d" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de certificação inicia pela programação das monitorias pelos responsáveis técnicos das  granjas e agroindústrias, para as quais o Serviço Veterinário Oficial indica se serão  acompanhadas ou autorizadas. São realizadas coletas de material - fezes animais, sangue, pena  e serragem, entre outros materiais - a cada 12 semanas. Esse conjunto é enviado para  laboratórios agropecuários credenciados que analisam e emitem um laudo para as doenças de  controle. Só então, ao final de um ano, e com todos os laudos em dia, os dados são analisados  pelo Ministério da Agricultura, que decide por renovar ou não o certificado para o  estabelecimento.</p>		
												<img width="475" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Ilustracao_Sem_Titulo-475x1024.jpg" alt="Descrição da imagem: Infográfico vertical e colorido. Na parte superior, sobre quadrado amarelo mostarda, ícone preto de um celeiro. Abaixo, em preto e caixa alta, o título: &quot;Processo de certificação de granjas&quot;. Abaixo, na esquerda, ícone de prancheta preta sobre fundo amarelo. Ao lado, em preto, o texto: &quot;01. Programação de monitoria para responsáveis técnicos&quot;. Abaixo, na direita, ícone de galinha e homem em preto sobre fundo amarelo. Ao lado esquerdo, o texto: &quot;02. Serviço veterinário oficial indica se serão acompanhados ou autorizados&quot;. Abaixo, na esquerda, ícone de galinha sobre um ninho em preto, sobre fundo amarelo. Ao lado, o texto: &quot;03. Coleta de material a cada 12 semanas&quot;. Abaixo, no lado direito, ícone de tubo de ensaio em preto sobre fundo amarelo. Ao lado esquerdo, o texto: &quot;04. Envio do material para o laboratório&quot;. Abaixo, no lado esquerdo, ícone preto de folha de papel com duas setas, uma com um sinal de positivo e outra com um xis; está sobre um fundo circular amarelo. Ao lado, o texto: &quot;05. Laboratórios agropecuários emitem um laudo para doenças de controle e enviam para o Ministério da Agricultura, que decide certificar ou não o estabelecimento&quot;. O fundo do infográfico tem textura de palha." loading="lazy" />														
		<p>A mudança para o digital foi vista com bons olhos por quem utiliza o sistema. De acordo com  Ana Maria Paiva Oliveira, responsável técnica do Laboratório Porto Belo, de Porto Alegre, a  iniciativa tornou a entrega dos resultados mais fácil e ágil. “Antes do novo sistema, o cliente  enviava as amostras e iniciávamos o serviço usando o nosso cadastro interno. Quando o  resultado saía, notificávamos o cliente e o Ministério por vias separadas. Não havia uma  unificação de informação. Agora, o laboratório, o Ministério e o cliente trabalham com uma  base comum. Quando um profissional de qualquer uma das três partes precisa consultar um  laudo, ele tem um documento único acessível online”, explica Ana.</p>		
			<h3>Biosseguridade</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-b47085d0-7fff-167a-d489-b96768b3e1ba" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Entre as principais doenças previstas pelo <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/pnsa/programa-nacional-de-sanidade-avicola-pnsa">Programa Nacional de Seguridade Avícola (PNSA)</a>,  destaca-se o monitoramento de salmonelas. Dentre elas, estão as Salmonella gallinarum e S.  pullorum, que comprometem a saúde das aves; e a Salmonella  enteritidis e S. typhimurium, que oferecem risco à saúde pública, como casos de intoxicação  alimentar. Além dessas, há também a categoria dos micoplasmas - Mycoplasma synoviae,  Mycoplasma galisepticum e Mycoplasma meleagridos - que prejudicam a produção dos  plantéis e são monitorados a cada 12 semanas até o fim da vida das aves.  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em tempos de pandemia, os cuidados com a biosseguridade na avicultura se tornam cada dia  mais fundamentais. Um exemplo da história recente foi o <a style="text-decoration: none" href="https://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u93352.shtml">alastramento da Influenza Aviária</a>, em  2006, quando o vírus animal causou dezenas de mortes pelo mundo e grandes perdas  econômicas. Para que esse tipo de fatalidade não ocorra e para que o país permaneça com a  produtividade e a economia aquecidas, os desafios são muitos, como explica o diretor da  Fundesa, Rogério Kerber: “À medida que eventos sanitários acontecem em nível  internacional, há uma clara sinalização de que os controles passam a ser mais rígidos e exigidos por todo o mundo. Quem tem uma participação no mercado internacional de aves, como o  Brasil, não pode descuidar. Um evento sanitário relacionado a uma das doenças  importantes da avicultura retira o país do cenário internacional”.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para a responsável pelo Programa Nacional de Sanidade Avícola na Seapdr, Ananda Kowalski, o controle sanitário e a melhor disposição dessas informações na plataforma PSDA-RS “também têm  facilitado a tomada de ações pelo serviço oficial diante de uma ocorrência sanitária - por  exemplo, para um laudo positivo - uma vez que as unidades envolvidas são comunicadas em tempo real a partir da liberação do laudo pelo laboratório”.</p>		
			<h3>Mercado interno e externo</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-a7dc97cf-7fff-0ba0-282b-e73d9dffddeb" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Atualmente, o Rio Grande do Sul se destaca em terceiro lugar em âmbito nacional na produção de frangos, atrás apenas de Santa Catarina e Paraná. De janeiro a setembro de 2021, o estado abateu 13,6% do total nacional, conforme dados obtidos pela Fundesa. Além disso, a produção também é exportada para cerca de 140 países. Isso representa o segundo maior PIB do estado, ficando  atrás somente da produção de grãos.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o relatório do Anuário da Avicultura Industrial 2021, o Brasil se mantém como  terceiro maior produtor mundial de carne de frango, ficando atrás somente dos Estados Unidos  e China. Apesar disso, ocupa a posição de principal exportador, representando 32% das  exportações mundiais, seguido dos Estados Unidos (28%) e União Europeia (12%).</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mundo afora, o Brasil é tido como um país referência na exportação de carne segura. Parte do  sucesso desse trabalho está relacionado aos protocolos de controle de biosseguridade e  biossegurança aqui estabelecidos. Por isso a plataforma de certificação de granjas de  matrizes avícolas representa uma inovação tecnológica importante. Por meio dela, é possível  avaliar o status sanitário de cada lote, qualificando os produtos para comercialização interna e  externa. “A certificação implica na manutenção do conhecimento do status daquele material  que está transitando em âmbito nacional, bem como para exportação do material genético  avícola. Os países que compram esse material genético do Brasil exigem que sejam unidades  produtivas certificadas como livres para salmonelas e micoplasmas do PNSA”, explica Taís.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt" id="docs-internal-guid-a46c454c-7fff-a67f-04bf-8466544c560b">Próximos passos</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-cdf7864c-7fff-f4e4-8c41-f6d3ee6f7017" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, os desafios são permanentes para manter a  produtividade, melhorar as condições de controles sanitários e permanecer no mercado. “As  melhorias devem ser contínuas e, por isso, já existe um segundo estágio deste projeto,  programado com a UFSM, que vai ampliar e dar novas funcionalidades aos controles do  sistema produtivo da avicultura”, sinaliza Rogério.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, inspirados nos mesmos moldes do sistema que constitui a PDSA para a avicultura,  em breve, será criada uma plataforma de certificação de suínos.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><strong><em>Reportagem: </em></strong><em>Tainara Liesenfeld;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Joana Ancinello, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; e Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e voluntária;</em><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Costa;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
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