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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>Homem com H</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/homem-com-h</link>
				<pubDate>Tue, 04 Sep 2018 14:41:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Artes e Letras]]></category>
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						<description><![CDATA[Exposição realizada no Centro de Artes e Letras provoca reflexão sobre masculinidade, sexualidade e envelhecimento
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">O professor do C</span><span style="font-weight: 400;">entro de Educação Física e Desportos (CEFD) da UFSM Gustavo de Oliveira Duarte pesquisa sobre homens que dançam e a relação deles com a sexualidade e o processo do envelhecimento</span><span style="font-weight: 400;">. Sua tese, defendida em 2013 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem como título </span><i><span style="font-weight: 400;">O Bloco das Irenes: articulações entre amizade, homossexualidade(s) e o processo de envelhecimento, e </span></i><span style="font-weight: 400;">faz uma paráfrase a Caio Fernando de Abreu, uma vez que “</span><i><span style="font-weight: 400;">Irenes”</span></i><span style="font-weight: 400;"> era o termo que o escritor usava para se referir  à “bicha velha”. </span>

<span style="font-weight: 400;">Já em 2017, no pós-doutorado que Gustavo realizou na Universidade Federal da Bahia (UFBA), foram realizadas duas exposições fotográficas chamadas <em>Masculinidades dançantes </em>para apresentar os resultados de sua pesquisa.<i> </i>A abertura da mostra ocorreu no ano passado, na Escola de Dança da UFBA, e, no dia 13 de agosto de 2018, a exposição foi exibida no hall do Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4487" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/UFSM.2018.038.024.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

<span style="font-weight: 400;">“Às vezes, na nossa sociedade, há um apagamento. Onde estão os homossexuais mais velhos?”, questiona o professor. Gustavo explica que as pessoas tendem a relacionar a velhice com uma fase da vida a partir dos 60 anos, mas o foco da sua pesquisa é o processo do envelhecimento e quais são as transformações que ocorrem com o corpo dos homens ao longo do tempo.  </span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4489" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/UFSM.2018.038.048.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

<span style="font-weight: 400;">Durante a realização do pós-doutorado, Gustavo esteve em Portugal, na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, onde começou a coleta de dados se baseando em dois grupos: a Companhia Maior de Artes Cênicas e a Companhia Nacional de Bailados de Dança Clássica. O professor acompanhou os bailarinos e deu aulas na graduação e pós-graduação da universidade portuguesa, buscando conhecer a realidade no exterior e apresentar sua pesquisa feita em Salvador.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4491" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/UFSM.2018.038.062.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

<span style="font-weight: 400;">Grande parte da coleta de dados para o pós-doutorado, contudo, foi realizada na Escola de Dança da UFBA, que é a primeira graduação de Dança do Brasil. As fotos que foram apresentadas na exposição não são de autoria de Gustavo, mas sim dos bailarinos entrevistados por ele. O artista explica como foi o processo de escolha das imagens: “Pedi que eles [os bailarinos] selecionassem de três a cinco fotos mais significativas da sua trajetória artística, então é um acervo riquíssimo. Dialoga com a história da dança da Bahia e do Brasil”.</span>

<span style="font-weight: 400;">Juntamente com a exposição de fotos, o professor apresentou, no CAL da UFSM, uma coreografia de sua autoria. A dança tem o nome</span><i><span style="font-weight: 400;"> 4222:DziOhno </span></i><span style="font-weight: 400;">e foi inspirada no grupo DziCroquettes e no artista Kazuo Ohno. Em Salvador, Duarte dançou junto com seu aluno Bruno Parisotto. Na sua reprodução realizada na UFSM, o professor dançou sozinho ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem com H, </span></i><span style="font-weight: 400;">música gravada por Ney Matogrosso: “a recepção foi bem afetiva, ainda que com um certo estranhamento pela temática”. Ele afirma que vai fazer a exibição novamente em diferentes centros, como o CEFD e o Centro de Educação, e pretende levar a apresentação para as escolas.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4488" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/UFSM.2018.038.045.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

A ideia é expandir os conhecimentos também para fora da UFSM, ao oferecer oficinas sobre dança, sexual<span style="font-weight: 400;">idade e gênero em escolas.</span><span style="font-weight: 400;"> O professor</span><span style="font-weight: 400;"> comenta sobre a importância da temática apresentada: “A gente começa a trabalhar essa perspectiva e paradigma da inclusão e diversidade - que é um ganho do gênero, sexualidade, negritude, deficiência - desde a graduação. Se o professor artista não tocar nisso, quem vai tocar? A questão de reflexão crítica sobre corpo, sociedade e mundo, de certa forma, é uma função do artista”.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4490" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/UFSM.2018.038.056.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

<img class="aligncenter size-large wp-image-4492" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/UFSM.2018.038.073.RA_.jpg" alt="" width="683" height="1024" />

<b>Reportagem: </b><span style="font-weight: 400;">Martina Irigoyen. acadêmica de Jornalismo</span><span style="font-weight: 400;">
</span><b>Edição</b><span style="font-weight: 400;">: Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo</span>

<b>Fotografia:</b><span style="font-weight: 400;"> Rafael Happke</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O que diz o silêncio do cotidiano</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-que-diz-o-silencio-do-cotidiano</link>
				<pubDate>Mon, 21 May 2018 18:04:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Artes e Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Exposição do artista visual Carlos Donaduzzi nos faz questionar o isolamento criado pela tecnologia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Trabalhar com o cotidiano e ressaltar o trivial; contar, através de vídeos e da fotografia, os acontecimentos observados em bares, cafés e locais com aglomerações de pessoas. É assim que Carlos Donaduzzi descreve as motivações para sua mais nova exposição. Artista visual, fotógrafo natural de Santa Maria e integrante do </span><span style="font-weight: 400;">Laboratório de Pesquisa em Arte Contemporânea, Tecnologia e Mídias Digitais (Labart), Donaduzzi inaugura em Santa Maria a exposição <em>Do outro lado do silêncio</em>.</span>

<span style="font-weight: 400;">A mostra faz parte do trabalho de qualificação de doutorado em Artes Visuais, no Programa de Pós-Graduação em Artes visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAV-UFRGS). As fotografias e vídeos produzidos revisitam a obra de Edward Hopper, artista norte-americano conhecido pelas imagens </span><span style="font-weight: 400;">que traduziam a solidão urbana e a inércia do homem. “O interesse por Hopper foi imediato</span><span style="font-weight: 400;">, logo na primeira aula da graduação, mesmo ainda sem saber o que me atraía em suas obras. Com o tempo, tornou-se praticamente uma influência involuntária”, relata Donaduzzi.</span>

[caption id="attachment_3650" align="aligncenter" width="665"]<img class="size-full wp-image-3650" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/hopper.jpg" alt="" width="665" height="522" /> <em>Chair Car</em>, do artista Edward Hopper, principal referência de Carlos Donaduzzi[/caption]

[caption id="attachment_3637" align="aligncenter" width="1008"]<img class="wp-image-3637 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/001-Entardecer-das-escolhas-fotografia-em-movimento-Carlos-Donaduzzi-2017..jpg" alt="" width="1008" height="567" /> Entardecer das escolhas, fotografia em movimento, Carlos Donaduzzi, 2017[/caption]

<span style="font-weight: 400;">A maneira como Edward Hopper apresenta em suas obras a relação do personagem com o espaço e a sua presença na sociedade e consigo mesmo fizeram Donaduzzi pensar nas construções de cenas que apresenta na série. “Existe uma atmosfera de silêncio e incomunicabilidade nas obras de Hopper que me guia ao pensar o meu trabalho e em como desenvolver essa ideia de atualizar um pensamento sobre a sociedade”, ressalta o artista.</span>

[caption id="attachment_3638" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-3638 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/05/002-Sessão-de-um-filme-sem-nome-fotografia-em-movimento-Carlos-Donaduzzi-2017..png" alt="" width="1024" height="576" /> Sessão de um filme sem nome, fotografia em movimento, Carlos Donaduzzi, 2017[/caption]

Foi em uma visita de Donaduzzi ao Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque, que surgiu a ideia para a produção. Ao adentrar em uma das galerias, o artista percebeu que havia um acúmulo muito grande de visitantes; todos estavam ali para ver <em>A Noite Estrelada</em> (1889) de Van Gogh. Com algo semelhante a um cordão de isolamento diante da obra, era preciso aguardar para poder vê-la sem interferência. Já incomodado com a situação, Donaduzzi afastou-se e observou a cena com outro olhar. “Havia quase um protocolo seguido pela grande maioria dos visitantes. Começava com um entusiasmo por ver a obra, logo após a mão já ia em direção ao bolso para buscar o <i>smartphone</i>, depois vinha o movimento de tentar chegar perto do quadro. Quando a pessoa chegava, fotografava o quadro, depois tirava uma <i>selfie</i> com ele e logo depois se afastava procurando um local menos ocupado no museu para enviar a foto para alguém ou postar em alguma rede social”, conta Donaduzzi.

[caption id="attachment_3639" align="aligncenter" width="1024"]<img class="size-large wp-image-3639" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/003-Já-não-consigo-mais-viver-nesse-mundo-fotografia-Carlos-Donaduzzi-2018.-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /> Já não consigo mais viver nesse mundo, fotografia, Carlos Donaduzzi, 2018.[/caption]

<span style="font-weight: 400;">Chegou então, à seguinte constatação: vivemos em um mundo onde o mais importante é fotografar ao invés de viver o momento. “As interfaces sociais nos roubam experiências. A exposição é uma sequência de imagens realizadas que possuem relações entre si e adquirem esse pensamento em torno do silêncio”, descreve o artista. </span>

<span style="font-weight: 400;">A curadoria da exposição fica por conta de Sandra Rey, artista visual, docente da UFRGS e orientadora de Donaduzzi. Sandra  destaca que “as celebrações, alegrias e dores, desde as mais singelas, ingênuas, mesmo tolas, até as grandes vitórias ou perdas pessoais, são compartilhadas, em tempo real, nas mídias sociais”. As fotografias apresentadas encenam situações e atitudes que estão cada vez mais presentes no cotidiano.</span>

[caption id="attachment_3641" align="aligncenter" width="1008"]<img class="size-full wp-image-3641" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/005-Insira-sua-obra-de-arte-preferida-Carlos-Donaduzzi-2018..jpg" alt="" width="1008" height="567" /> Insira sua obra de arte preferida, Carlos Donaduzzi, 2018.[/caption]

[caption id="attachment_3643" align="aligncenter" width="1008"]<img class="size-full wp-image-3643" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/007-Uma-e-muitas-pessoas-Carlos-Donaduzzi-2018..jpg" alt="" width="1008" height="567" /> Uma e muitas pessoas,, Carlos Donaduzzi, 2018.[/caption]

<span style="font-weight: 400;">Como santa-mariense e ex-aluno da UFSM, expôr na Universidade é, para o artista, uma forma de “apresentar um trabalho novo, onde ele iniciou”. A exposição inaugura nesta segunda-feira (21), às 17h, e pode ser conferida pelo público do dia 22 de maio ao dia 6 de junho. <em>Do outro lado do silêncio</em> acontece na sala Cláudio Carriconde, no Centro de Artes e Letras (CAL) das 9h às 12h e das 14h às 17h. </span>

<span style="font-weight: 400;">Reportagem: Mariana Machado</span>

<span style="font-weight: 400;">Fotografias:  Carlos Donaduzzi </span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Como nasce uma joia?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/como-nasce-uma-joia</link>
				<pubDate>Wed, 09 May 2018 20:50:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ateliê]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Artes e Letras]]></category>
		<category><![CDATA[desenho industrial]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[joias]]></category>

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						<description><![CDATA[Laboratório do curso de Desenho Industrial é espaço de criação e design de joias 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Trabalho criativo e atenção aos detalhes são habilidades desenvolvidas no</span><span style="font-weight: 400;"> Laboratório de Joalheria da UFSM. Nele, acadêmicos do curso de Desenho Industrial são desafiados a criar peças a partir das propostas da professora da disciplina Mariana Cidade. Durante o semestre, os alunos devem produzir uma aliança e um pingente, além de um trabalho final.</span>

<span style="font-weight: 400;">“O projeto da aliança e do pingente é para mostrar para o aluno que ele pode se formar e montar seu próprio ateliê em casa, comprar suas ferramentas e desenvolver por ele mesmo”, explica Mariana. Já o trabalho final é voltado ao âmbito industrial, para que os estudantes saibam como é a criação dentro de uma fábrica de joias.</span>

<b>Da inspiração à criação</b>

<span style="font-weight: 400;">A primeira etapa de elaboração é passar pelo processo criativo, quando os alunos projetam a ideia das joias e a transformam em um desenho. Os temas são modificados constantemente pela professora. Neste semestre, o processo aconteceu em parceria com o Laboratório de Botânica, onde os estudantes puderam analisar as formas de insetos, plantas, galhos e folhas através dos microscópios. A partir da visualização, surgiram os primeiros esboços das joias. </span>

<span style="font-weight: 400;">Posteriormente, é preparada a liga, através da fundição dos metais brutos (geralmente prata e cobre). Após a fundição, o metal passa pelo processo de laminação para dar forma à peça. Com uma serra, são feitos, então, os recortes que o aluno planejou. </span><span style="font-weight: 400;">A última etapa é o acabamento: são usadas várias limas para retirar as imperfeições que permaneceram. Logo em seguida, são utilizadas lixas e, para finalizar, a joia é polida. </span>

[caption id="attachment_3575" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3575 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/UFSM.2018.016.017.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Metais são aquecidos com maçarico[/caption]

[caption id="attachment_3576" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3576 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/UFSM.2018.016.028.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Após a fusão, a liga é colocada em uma forma[/caption]

[caption id="attachment_3578" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3578 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/UFSM.2018.016.035.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> A professora Mariana Cidade verifica o tamanho da lâmina em relação ao desenho de um pingente proposto por um aluno[/caption]

[caption id="attachment_3577" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3577 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/UFSM.2018.016.033.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> O lingote passa pelo processo de laminação[/caption]

[caption id="attachment_3579" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3579 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/UFSM.2018.016.040.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Corte do material conforme o desenho projetado pelo aluno[/caption]

<span style="font-weight: 400;">A professora Mariana explica que o Laboratório dispõe das ferramentas e dos equipamentos, mas não possui nenhum tipo de metal estocado. Alguns alunos que estão em estágio mais avançado do ateliê optam pelo uso de materiais não convencionais, a exemplo da acadêmica Mariela Miranda, que desenvolve joias a partir de componentes de celulares estragados.</span>

[caption id="attachment_3580" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3580 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/UFSM.2018.016.095.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Mariela Miranda utiliza elementos de celulares estragados na criação das joias[/caption]

<b>O destino das peças</b>

<span style="font-weight: 400;">Assim que as peças são finalizadas e avaliadas pela docente, o estudante escolhe um destino para elas. A maioria opta por  usar o produto ou presentear algum familiar, pois cada aluno produz poucas peças ao longo do semestre. </span>

<span style="font-weight: 400;">As peças produzidas pelos alunos de semestres anteriores foram exibidas no encerramento do evento </span><i><span style="font-weight: 400;">As múltiplas possibilidades do design, </span></i><span style="font-weight: 400;">realizado de 3 a 25 de abril. Na ocasião, os próprios alunos desfilaram utilizando as peças que criaram.</span>

[caption id="attachment_3581" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3581 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/UFSM.2018.016.142.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Alunos do curso de Desenho Industrial desfilaram com as peças criadas por eles mesmos[/caption]

<span style="font-weight: 400;">No evento, a acadêmica Ivi Pivetta Viero exibiu o pingente criado para o seu trabalho de conclusão de curso. Ela conta que se inspirou nas peças de lego e buscou trazer opções diferentes para que as pessoas pudessem customizar as peças. “Defini que o conceito seria uma coleção modular, versátil e interativa. A partir disso, criei painéis imagéticos com produtos que tivessem esse conceito, e desses painéis, fui extraindo formas”, explica a estudante. O pingente desenvolvido por Ivi é feito de prata e resina de diversas cores, para que se possa fazer as combinações que preferir. Ela comentou que, posteriormente, pretende testar novos materiais para a criação dos módulos, e a execução de outras peças que possam fazer parte desta coleção de joias.</span>

[caption id="attachment_3582" align="aligncenter" width="683"]<img class="wp-image-3582 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/UFSM.2018.016.154.RA_.jpg" alt="" width="683" height="1024" /> Ivi Pivetta Viero criou uma joia inspirada em peças de lego[/caption]

<span style="font-weight: 400;">O trabalho da Ana Luiza Seeger Guerra se destacou durante a exposição por envolver a colaboração de outro laboratório, o de Tipografia Editorial do Desenho Industrial. Suas joias são da Coleção Tipográfica, devido às formas terem origem em fontes tipográficas.</span>

<span style="font-weight: 400;">Além desse trabalho, Ana Luiza escreveu um artigo relacionando tipografia e joalheria, mostrando as semelhanças entre as ferramentas usadas em ambas.</span>

[caption id="attachment_3583" align="aligncenter" width="683"]<img class="wp-image-3583 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/UFSM.2018.016.175.RA_.jpg" alt="" width="683" height="1024" /> Ana Luiza Seeger Guerra se inspirou em fontes tipográficas para a criação de suas peças[/caption]

Reportagem: Martina Irigoyen
Fotografia: Rafael Happke]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A periferia toca Mozart</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-periferia-toca-mozart</link>
				<pubDate>Wed, 10 May 2017 13:19:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[7° Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Extenda]]></category>
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		<category><![CDATA[Centro de Artes e Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Mozart]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Orchestrarium]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto de extensão muda a vida de crianças e jovens carentes através da música]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Ouça esta reportagem:

[audio mp3="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/05/Periferia-Toca-Mozart-Marcelo-Arco.mp3"][/audio]

<span style="background-color: #ffffff;">.</span>

<img class="alignleft wp-image-1820 size-medium" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/08/7-Edicao_SOCIEDADE_Periferia-Toca-Mozart-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" />

O termo spalla surgiu na Itália para se referir à escada que apoia o ator principal em uma peça. Em uma orquestra, o spalla é responsável pela primeira afinação dos instrumentos no palco, e é o apoio do músico principal, o maestro. O Projeto Orchestrarium, que promove a inclusão social através da música, de forma gratuita, pode ser considerado o spalla na vida de dezenas de crianças e jovens da periferia de Santa Maria.

<span style="font-weight: 400;"><img class="alignright size-medium wp-image-2884" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/01/Orchestrarium_IMG_2259-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />O projeto de extensão, vinculado ao Centro de Artes e Letras da UFSM, surgiu em abril de 2013 na região norte da cidade e foi idealizado pelo professor do curso de Música da UFSM Marco Antônio Penna. Através da arrecadação de instrumentos pelas redes sociais, as primeiras crianças e jovens, de seis a 29 anos, tiveram contato com violinos, violas e violoncelos. O projeto, que começou com 15 alunos, atendeu cerca de 150 novos músicos em 2016.</span>

<span style="font-weight: 400;">As aulas acontecem no turno inverso da escola e contemplam diversas artes, como a música, a dança e o teatro, e até mesmo a matemática e o português. Aos sábados, há aulas de reforço para quem está com alguma dificuldade na escola, já que o bom desempenho é requisito básico para tocar na orquestra principal. Além disso, as coordenadoras do projeto prezam por trabalhar junto com as famílias, devido à realidade delicada de algumas crianças, que enfrentam abandono, abuso e violência.</span>

<span style="font-weight: 400;">Para a coordenadora geral, Mirian de Agustini Machado, o Orchestrarium é um projeto de inclusão e integração social. Independentemente de classe social, a integração se faz para que as pessoas não percebam no momento de ensaio ou apresentação quem é o filho de quem tem um pouquinho mais de condição e daquela família que não tem dinheiro para a comida.</span>

<span style="font-weight: 400;"><img class="size-medium wp-image-2883 alignleft" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/01/Orchestrarium_IMG_2222-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Durante o ano, diversos acadêmicos da UFSM compartilham seus aprendizados com as crianças e jovens. Segundo Mirian, alunos de bacharelado e licenciatura da Música, das Letras, e da Dança trabalham de forma voluntária e constituem a grande família que é o projeto Orchestrarium. Para a gestora, o contato com os universitários cria nos pequenos músicos a perspectiva de também entrar em uma universidade no futuro, principalmente no curso de Música.</span>

<span style="font-weight: 400;">Para o violista Luan Levi, 15 anos, a principal mudança que o projeto proporcionou está na família. “As pessoas começam a te ver diferente, porque tu começa a abranger outros conhecimentos que eles não têm”. Já Hemelayne Lima, que toca violoncelo, sonha em entrar na faculdade de Música e não quer se desvincular do projeto quando chegar nessa fase. Ela explica que quer continuar para ajudar os novos alunos que chegam, assim como a ajudaram quando iniciou.</span>

<span style="font-weight: 400;">Diante das dificuldades de arrecadar instrumentos e de levar os alunos até os locais de ensaios e apresentações, o Orchestrarium encontra apoio em editais de recursos públicos e na ajuda financeira de pais e colaboradores. O principal objetivo é permanecer interferindo na vida de crianças e jovens, para que cada vez mais eles tenham a oportunidade de pisar em um palco ou atravessar o arco da universidade pela primeira vez.</span>

<span style="font-weight: 400;"><strong>Repórter:</strong> Andressa Foggiato
</span><span style="font-weight: 400;"><strong>Diagramação:</strong> Kennior Dias
<strong>Locução:</strong> Marcelo De Franceschi
</span>]]></content:encoded>
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