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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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				<title>Que massa!</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/que-massa</link>
				<pubDate>Tue, 10 Jul 2018 21:21:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
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						<description><![CDATA[Alunos da Engenharia Civil da UFSM são desafiados a criar pontes utilizando espaguetes e quebram recordes de resistência

]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">É possível uma estrutura feita com espaguetes resistir ao peso de duas pessoas suspensas? Os alunos da Engenharia Civil da UFSM provam que sim. O terceiro Concurso de Pontes de Espaguete reuniu 11 equipes dispostas a quebrar recordes - e conseguiram: 150,385 quilos foi o peso suportado pela ponte campeã, quase o triplo do alcançado até o momento na competição. Nela, os alunos são desafiados a representar pontes em escala reduzida e, para isso, devem propor geometrias eficientes, capazes de suportar o máximo de peso em seu eixo central.</span>

<span style="font-weight: 400;">Rodrigo Burmann, Diego Dahlke, Felipe Moreno e Vinícius Lucero, alunos do 3º semestre do curso, foram os responsáveis pelo recorde. O grupo ficou em segundo lugar na edição passada, com uma ponte que aguentou 25 quilos. “Utilizamos a mesma geometria nas duas oportunidades. O que mudou dessa vez foi o arco, que no ano passado era maciço e neste ano foi oco, e a ponte, que tinha seis raios e nesta competição tinha oito”, explica Rodrigo. </span>

[caption id="attachment_3981" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3981 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/07/UFSM.2018.033.119.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Alunos vencedores do 3º Concurso de Pontes de Espaguete[/caption]

Os termos parecem complicados, mas o professor do Departamento de Estruturas e Construção Civil do Centro de Tecnologia (CT) da UFSM, André Lübeck, esclarece que a ponte vencedora utilizou as treliças em forma de arco romano, uma das mais básicas existentes. “Ela é grossa em cima, onde está o arco, e tem espaguetes mais finos formando os raios, como se fosse a roda de uma bicicleta. No fim, ela é eficiente por isso: quem precisa estar comprimido, é grosso, e quem pode trabalhar como se fosse um raio de bicicleta e vai ser tracionado, é fininho”, explica André.

<img class="aligncenter size-full wp-image-3990" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/07/box_1_espaguete.png" alt="" width="800" height="394" />

[caption id="attachment_3992" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3992 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/07/Infográfico_espaguete-1024x922.jpg" alt="" width="1024" height="922" /> Forças atuando sobre a ponte de espaguete, com o peso estimado de duas pessoas suspensas[/caption]

<span style="font-weight: 400;">O Concurso de Pontes de Espaguete é promovido anualmente pelo <a href="http://petegcufsm.wixsite.com/petcivilufsm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Programa de Educação Tutorial</a> (PET) da Engenharia Civil da UFSM, em parceria com o CT e a coordenação do curso de Engenharia Civil. A intenção é fazer com que os alunos apliquem os conhecimentos adquiridos em sala de aula em atividades descontraídas.</span>

[caption id="attachment_3975" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3975 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/07/UFSM.2018.033.002.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Protótipos criados pelos alunos para o concurso[/caption]

O líder do concurso pelo PET, Mateus Escarban, comenta que a ponte é a estrutura escolhida por ser de fácil imitação, principalmente com o uso do espaguete, um elemento que se “assemelha” ao aço e ao concreto. André complementa: “o espaguete funciona bem porque, quando esticado, tem boa resistência, e quando comprimido, flamba, da mesma forma que uma barra de aço”. Segundo o professor, ainda que existam outras possibilidades de materiais, como palitos de picolé, o uso de espaguete já é tradicional. “A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) já é conhecida pela competição. Lá, algumas pontes recordistas foram estudadas, inclusive, em projetos de trabalho de conclusão de curso”, compartilha o professor.

[caption id="attachment_3983" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3983 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/07/UFSM.2018.033.132.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Protótipo de ponte de espaguete[/caption]

Nesta edição, para desenvolver as pontes, as equipes tinham à disposição macarrão do tipo espaguete, cola epóxi e cola quente em pistola. Para a construção, puderam utilizar tubos de PVC e uma barra de aço. Conforme o edital publicado pelo PET, a ponte deveria ter até 750 gramas de peso-próprio, largura entre cinco e 20 centímetros, e altura máxima de 50 centímetros, além de ser indivisível - ou seja: sem partes móveis ou encaixáveis.

[caption id="attachment_3984" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3984 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/07/UFSM.2018.033.142.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Acadêmicos preparando o protótipo para teste[/caption]

Com os materiais e as instruções em mãos, segundo o professor André, o problema a resolver na ponte de espaguete era o mesmo que em uma ponte real: vencer um vão sendo o mais eficiente possível. No entanto, a premissa do dimensionamento é um pouco diferente. “Em uma ponte real, são considerados outros elementos, como cargas em movimento, vento, água e temperatura, além do próprio peso do material. Na ponte de espaguete, a estrutura deve ser pensada para suportar um peso fixo central. Isso quer dizer que se a força fosse colocada em uma das extremidades, por exemplo, talvez a ponte deixasse de ser eficiente”, expõe o professor.

<img class="aligncenter size-full wp-image-3991" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/07/Box_2_espaguete.png" alt="" width="800" height="695" />

<span style="font-weight: 400;">Os alunos tiveram de maio a junho para desenvolver as estruturas. A equipe de Luciano Michelin, que está no 2º semestre da Engenharia Civil, participou pela segunda vez do concurso. No semestre passado, a ponte feita com a estrutura em arco suportou nove quilos. Nesta edição, o grupo apostou no nome “Agora Vai!” e dimensionou uma ponte em treliça, feita para aguentar 50 quilos - mas que só resistiu a quatro. “É provável que alguma parte tenha ficado torta em cima da ponte. Mas no ano que vem, tentamos de novo. Estamos recém no segundo semestre”, planeja Luciano. </span>

[caption id="attachment_3979" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3979 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/07/UFSM.2018.033.065.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Teste de resistência do material aos pesos[/caption]

<span style="font-weight: 400;">Mateus comenta que, pela experiência das edições anteriores, o diferencial das pontes está na execução. “Pontes com projetos mais elaborados poderiam ir melhor, porém geralmente os grupos que se destacam são aqueles que executam a ponte com mais qualidade: as ligações têm que ser bem feitas, as colas têm que ser bem misturadas. Isso faz toda a diferença”, explica o líder da atividade.</span>

<span style="font-weight: 400;">A intenção, segundo Mateus, é propor novos desafios para bater novos recordes: “Na última edição, nosso recorde foi de 59 quilos, e nesta, de mais de 150. O maior peso alcançado no país, até agora, foi de cerca de 200 quilos. Vamos seguir incentivando os alunos a aplicarem os conhecimentos adquiridos em sala de aula, em atividades como essa, de maneira descontraída. Esse é o principal objetivo do PET: auxiliar o curso e os alunos”.</span>

<span style="font-weight: 400;">Reportagem: Andressa Motter</span>

Colaboração: Laura Storch

<span style="font-weight: 400;">Infográficos: Pollyana Santoro</span>

<span style="font-weight: 400;">Fotografias: Rafael Happke</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Avanços da Rede: um clique, múltiplas funções</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/avancos-da-rede-um-clique-multiplas-funcoes</link>
				<pubDate>Wed, 30 May 2018 19:08:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Redes de Internet]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto desenvolvido por professor da UFSM apresenta uma nova forma de implementar redes de internet
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">No princípio, a internet era usada para propósitos limitados, tais como acessar páginas web, enviar e-mails e transferir arquivos. Era um serviço basicamente restrito ao ambiente acadêmico. Assim que passou para o ambiente corporativo e para os domicílios, o número de aplicações aumentou. As pessoas passaram a ter novos interesses, como ver fotos, escutar música e fazer ligações. Em seguida, surgiram as redes sociais, o que fez com que o tráfego de dados aumentasse de forma significativa. </span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Pensando nesses avanços da internet, um professor da UFSM desenvolveu uma loja virtual para funções de rede, ou seja, diferentes aplicabilidades a serem executadas por uma rede de internet. O responsável pelo projeto é Carlos Raniery dos Santos, </span><span style="font-weight: 400;">doutor em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor do Departamento de Computação Aplicada e do Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI) da UFSM. Denominado </span><i><span style="font-weight: 400;">GT-FENDE: Ecossistema Federado para Oferta, Distribuição e Execução de Funções Virtualizadas de Rede</span></i><span style="font-weight: 400;">, o projeto é desenvolvido em parceria com a UFRGS e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), e conta com o apoio da Universidade de Gante, na Bélgica, e da Universidade de Aveiro, em Portugal. </span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">O projeto GT-FENDE teve início em maio de 2017, através da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Por não conseguir</span><span style="font-weight: 400;"> manter e arcar com os custos necessários da rede, a instituição criou os Grupos de Trabalho (GT), lançados anualmente com o propósito de criar novos serviços de rede, que facilitam o envio de informações internas e externas em segundo plano. “No ano passado foram aprovados 15 projetos, sendo o FENDE um deles. Neste ano, dos 15 projetos aprovados, apenas o nosso e mais dois foram renovados para ter continuidade,” ressalta o professor. </span>

<img class="aligncenter wp-image-3716" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/box1_2.png" alt="" width="956" height="289" />

<span style="font-weight: 400;">Tradicionalmente, como funciona a internet?  Segundo Raniery, nós, como consumidores, temos equipamentos de rede que são comprados e fazem exclusivamente uma única operação. Por exemplo: os aparelhos que recebemos quando assinamos um pacote de internet. "É um equipamento físico, instalado, consumindo a tua energia, mas ele só faz aquele conjunto de operações, ele não faz mais nada além do que ele foi programado para fazer", destaca o docente. </span>

<span style="font-weight: 400;">O projeto trabalha com a Tecnologia de Virtualização, a qual permite que um único equipa</span><span style="font-weight: 400;">mento desempenhe diferentes funções. “A proposta é que, em vez de ter um equipamento que só faz uma coisa, o usuário tenha um equipamento genérico em que é possível tirar as funções e serviços que funcionam ali e colocar qualquer outro”, pontua Raniery.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">O cientista ainda explica que a solução desenvolvida se assemelha muito a um </span><i><span style="font-weight: 400;">marketplace</span></i><span style="font-weight: 400;">, as lojas de aplicativos para os smartphones, tais como a </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple Store </span></i><span style="font-weight: 400;">e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Play Store</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com um </span><i><span style="font-weight: 400;">marketplace</span></i><span style="font-weight: 400;"> para funções virtualizadas de rede, a ideia é que a RNP tenha um conjunto de funções e serviços de rede e alguém que queira utilizá-los. Assim,no lugar de comprar um equipamento, o consumidor pode comprar apenas o aplicativo da RNP. O professor explica que tal função pode possibilitar a criação de redes em território nacional sem depender de equipamentos físicos. Hoje em dia, os países que investem em ciência têm grupos de pesquisa que estudam esse tema, mas o FENDE é o primeiro projeto desse tipo a nível mundial.</span>

&nbsp;

[caption id="attachment_3709" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-3709 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/GT-FENDE-3-1024x509.png" alt="" width="1024" height="509" /> Interface gráfica da plataforma desenvolvida, onde são listadas as funções de rede que podem ser adquiridas através do marketplace.[/caption]

<span style="font-weight: 400;">De acordo com Raniery, para acompanhar todas as mudanças da internet, comprar novos equipamentos a todo o momento e instalar mais cabos de fibra óptica não são a solução. “Não dá para assumir que a rede possa evoluir dessa forma. Se assim fosse, os custos para manter e acrescentar capacidade da internet seriam astronômicos. Precisamos adotar novas estratégias para pensar como as aplicações podem funcionar, é preciso pensar em novas soluções usando o que já se tem disponível”, comenta o professor.</span>

&nbsp;

<img class="aligncenter wp-image-3717" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/box2_2.png" alt="" width="952" height="388" />

<span style="font-weight: 400;">Durante o primeiro ano, todos os recursos foram fornecidos pela RNP, tanto financeiros quanto equipamentos e servidores. No momento, é necessário pensar em outras formas de apoio e fomento ao projeto, para que se possa </span><span style="font-weight: 400;">chegar no produto final. Para isso, o GT-FENDE terá novos parceiros: a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Federal de Tecnologia (ETH - Suíça).  </span>

&nbsp;

Reportagem: Mariana Machado

Gráfico: Pollyana Santoro

&nbsp;]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Atenção: olhe para as placas!</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/atencao-olhe-para-as-placas</link>
				<pubDate>Mon, 07 May 2018 20:12:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[GEEPPASV]]></category>
		<category><![CDATA[placas]]></category>
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>

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						<description><![CDATA[Grupo de pesquisa da UFSM realiza estudos para verificar a vida útil das placas de trânsito nas rodovias]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Se você frequenta a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), já deve ter reparado nas placas coloridas, uma ao lado da outra, que estão na Avenida Roraima, perto do arco de entrada. Instaladas em outubro de 2013, é provável que elas fiquem até 2023 naquele local, pois fazem parte de uma pesquisa a longo prazo do Grupo de Estudos e Pesquisa em Pavimentação e Segurança Viária (GEPPASV) da UFSM. O experimento serve para constatar o tempo que uma placa de sinalização de trânsito se mantém em boas condições na rodovia, mesmo depois de exposições ao sol, à chuva e a gases poluentes liberados pelos veículos. </span>

<b>Em obras! O fator da retrorrefletividade</b>

<span style="font-weight: 400;">Para entender como a placa de trânsito funciona é necessário levar em conta a sua característica de </span><b>retrorrefletividade</b><span style="font-weight: 400;">, ou seja, a capacidade que a placa tem de refletir a luz em várias direções, principalmente para os olhos dos usuários da rodovia. Há uma película, na placa, que é responsável por refletir essa luz. É por isso que, no período da noite, essa característica se destaca devido aos faróis dos veículos incidirem diretamente sobre a superfície da placa.</span>

<span style="font-weight: 400;">O projeto do GEPPASV visa avaliar essas películas para delimitar a quantidade de luz refletida para os olhos do usuário e o tempo que ela se mantém habilitada a isso. A partir disso, busca-se melhores condições para visualizar a sinalização de trânsito - o que pode evitar um número maior de acidentes e possíveis mortes. </span>

<span style="font-weight: 400;">Até agora, o grupo de pesquisa já fez algumas constatações: a influência do custo da película na sua qualidade, e as melhoras na capacidade das películas em refletirem luz quando realizada a limpeza da placa de trânsito.</span>

<b>Pare! e conheça os fatores levados em conta no Projeto </b>

<span style="font-weight: 400;">As cores, por natureza,  refletem a luz com intensidades diferentes. Por exemplo, o branco reflete muito mais do que o azul. As cores que mais estão presentes nas placas de trânsito nas rodovias são amarelo, vermelho, verde e azul.  Os pesquisadores e alunos envolvidos no projeto buscam, então, descobrir se a cor da película influencia na perda de retrorrefletividade. Foi verificado que o comportamento em questão de perda de eficiência é uniforme em relação a todas as cores de película analisadas.</span>

<span style="font-weight: 400;">Além disso, o projeto visa atestar se o  desempenho de uma película a longo tempo está ligada ao seu custo. Dentro desses quatro anos de estudo, a retrorrefletividade continua dentro do limite de qualidade exigido para as placas na rodovia. Foram colocadas películas que variam de valor, mas que perdem o potencial de retrorrefletividade na mesma velocidade. O que acontece é que as películas com qualidade mais baixa, ou seja, mais baratas, têm sua vida útil mais curta.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-3554" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/05/UFSM.2018.021.040.RA_.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

<span style="font-weight: 400;">Os órgãos que administram e gerenciam as rodovias e seus editais de manutenção não dão prioridade à limpeza das placas. Diante disso, o projeto se propôs a identificar uma relação entre a limpeza e a melhora na retrorrefletividade. Periodicamente, há uma manutenção, na qual as placas são limpas com sabão neutro e uma esponja não abrasiva. Para acompanhar o processo e fazer comparações, há placas que são limpas e outras não. </span>

<span style="font-weight: 400;">Por exemplo, uma película mais barata de cor branca perde 26% de qualidade sem a limpeza, sendo que quando ocorre a limpeza, somente 6% de qualidade é perdida. O mesmo processo ocorre em uma película branca de maior valor, que ao receber a manutenção perde 6% de qualidade, enquanto sem manutenção perde 17% de qualidade. </span>

<span style="font-weight: 400;">Um ano após o início do projeto, percebeu-se que a chuva poderia auxiliar na limpeza das placas, pois as avaliações feitas após períodos de chuva indicavam que as placas estavam mais limpas. Isso seria útil para o projeto, caso houvesse  condições de aplicar um produto que evitasse a formação de gotículas de água, e a consequente aderência da sujeira; proporcionando assim, uma limpeza uniforme. Uma das perspectivas futuras é, portanto, pensar em um produto que possibilite uma placa auto limpante.</span>

<b>Siga em frente! Os próximos passos da pesquisa</b>

<span style="font-weight: 400;">Em Rio Grande e Pelotas, há um processo semelhante há três anos, em conjunto com a concessionária Ecosul, responsável por rodovias da região. Nesse projeto, há mais cores e mais películas sendo analisadas, como também a contagem de tráfego, pela proximidade de uma praça de pedágio. Já existe um Banco de Dados dessa área e de Santa Maria, mas as comparações e resultados ocorrerão somente após a finalização dos projetos. Para Deividi da Silva Pereira, professor do Departamento de Transportes do Centro de Tecnologia da UFSM e integrante do GEPPASV, para conclusões mais específicas, é necessário esperar mais alguns anos: “Nós só vamos ter um modelo de degradação quando essas placas chegarem ao fim de sua vida útil, pois esse modelo exige que saibamos a durabilidade das placas e quais são os aspectos que influenciam nessa questão”. Posteriormente, os resultados devem servir para conscientizar os órgãos e as agências responsáveis pelas rodovias pela determinação desses serviços. </span>

Reportagem: Bibiana Pinheiro

Fotografia: Rafael Happke]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A tecnologia por trás do BUFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-tecnologia-por-tras-do-bufsm</link>
				<pubDate>Mon, 23 Apr 2018 20:08:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[app]]></category>
		<category><![CDATA[bufsm]]></category>
		<category><![CDATA[businho]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Sistema de rara utilização no país foi chave para o desenvolvimento do app que facilita o uso do ‘businho’
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="http://www.ct.ufsm.br/index.php/inicio/noticias/705-lancado-aplicativo-que-aponta-em-tempo-real-a-localizacao-do-intracampus" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400">Lançado recentemente</span></a><span style="font-weight: 400">, o aplicativo </span><a href="https://bufsm.github.io/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400">BUFSM</span></a><span style="font-weight: 400"> já conta com centenas de usuários assíduos no campus da Universidade. Com ele, é possível rastrear em tempo real a localização do transporte intracampus da UFSM, facilitando a vida de quem utiliza o ‘businho’ com frequência. Mas como foi possível essa ideia ser colocada em prática? E como funciona essa tecnologia?</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400">O  professor do Departamento de Eletrônica e Computação Marcelo Zanetti e os acadêmicos de Ciência da Computação Matheus Dal Mago, Matheus Piotroski Neis e Matheus Rabuske, que participaram do desenvolvimento do BUSFM,  ressaltam a tecnologia </span><a href="https://www.semtech.com/technology/lora" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400">Lora</span></a><span style="font-weight: 400"> como fundamental para a criação do aplicativo: “Foi um desafio para todos nós. Quando começamos a utilizar o sistema Lora, ele só existia em um outro lugar do Brasil, em Ijuí. É uma rede de longo alcance, que recebe pequenos pacotes de dados e tem um consumo baixo de energia”, explica Matheus Dal Mago.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400">Matheus Piotroski conta que a ideia inicial do grupo era utilizar redes móveis de celular para apontar a localização do veículo. No entanto, diversos problemas operacionais quase fizeram o projeto não sair do papel: “Seria necessário ter um chip dentro do ônibus com um plano de dados ativo, que teria de ser pago mensalmente. Além disso, a precisão do rastreio apresentou várias falhas e o consumo de energia era muito alto”, conta Piotroski.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400">O desenvolvimento do BUFSM foi possibilitado a partir do conhecimento da existência da tecnologia Lora. “Eles puderam aproveitar uma infraestrutura que já existia aqui na Universidade. Há uma antena instalada no topo da Reitoria, o que baixou significativamente os custos do projeto, já que não é necessário pagar um plano de dados, além de ser uma estrutura que consome menos energia”, comenta o professor Marcelo Zanetti.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400">Entenda como funciona a tecnologia por trás do BUFSM:</span>

&nbsp;

<img class="aligncenter size-large wp-image-3464" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/04/BUFSM-1024x800.png" alt="" width="1024" height="800" />

&nbsp;

<b>O Futuro</b>

<span style="font-weight: 400">Com o BUFSM em funcionamento, as possibilidades de expansão dessa tecnologia são inúmeras. Dal Mag</span><span style="font-weight: 400">o afirma que o</span><span style="font-weight: 400"> grupo está aberto a melhorias na estrutura do aplicativo: “O objetivo é exatamente esse: incentivar outros projetos que facilitem ainda mais a vida dos estudantes”.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400">O Centro de Processamento de Dados (CPD)</span><span style="font-weight: 400"> destacou, e</span><span style="font-weight: 400">m nota, que há interesse em agregar a localização do ônibus intracampus ao aplicativo </span><a href="http://www.cpd.ufsm.br/servico/aplicativo-android-ufsm-digital" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400">UFSM Digital</span></a><span style="font-weight: 400">. Não há, contudo, uma previsão de quando isso pode acontecer. Piotrosk</span><span style="font-weight: 400">i garante </span><span style="font-weight: 400">que o BUFSM está aberto à possibilidade: “não conversamos com o CPD sobre isso, mas se houver interesse da parte deles, daremos total apoio”.</span>

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<span style="font-weight: 400">O Grupo de Estudos em Mobilidade (GeMob), que apoiou o desenvolvimento do projeto, tem interesse na utilização dos dados coletados pelo aplicativo para o desenvolvimento de propostas de melhorias do transporte dentro da UFSM. Matheus Piotroski explica como isso pode acontecer: “O aplicativo coleta informações anônimas sobre o local e o horário em que o aplicativo é aberto, e o GeMob tem interesse em utilizar essas informações para saber quais os centros que mais utilizam o transporte, quais os horários de maior fluxo, quanto demora uma volta completa, quais mudanças acontecem em dias de chuva, entre outras coisas”. O acadêmico ainda ressalta que as informações coletadas não interferem na privacidade do usuário: “O aplicativo pede permissão para coletar esses dados. Caso seja negado, ele segue funcionando normalmente”.</span>

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<span style="font-weight: 400">Outra possibilidade de expansão da tecnologia trazida pelo BUFSM é sua utilização no transporte coletivo municipal. O professor Marcelo Zanetti se mostrou otimista com essa questão: “Existem aplicativos similares em diversos outros países. Espera</span><span style="font-weight: 400">mos que o BUFSM possa ser um incentivo para que isso aconteça por aqui em breve”.  Em nota, a Associação dos Transportadores Urbanos de Passageiros de Santa Maria (ATU) afirmou que essa iniciativa depende das empresas participantes do consórcio e, no momento, não h</span><span style="font-weight: 400">á recursos para que isso chegue à totalidade da frota.</span>

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<span style="font-weight: 400">As últimas coletas de dados feitas pelo aplicativo mostram que cerca de 550 usuários abrem o BUFSM diariamente. A estudante de Relações Públicas Isadora Severo relata que sua relação com o transporte intracampus da UFSM melhorou: “O serviço prestado já é bom, e a possibilidade de saber a localização exata dele é um incentivo ainda maior para utilizá-lo com frequência”. Já o acadêmico de Jornalismo Leonardo Catto ressalta que o aplicativo é ideal para dias de chuva: “possibilita que não haja uma espera excessiva do lado de fora do prédio. É só abrir o celular, conferir onde o ônibus está e ir até a parada no horário certo”.</span>

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<span style="font-weight: 400">A localização do “businho” pode ser acessada a partir do navegador de um computador ou de um aparelho Android ou iOS. Para utilizá-lo como aplicativo é só adicionar o link “</span><a href="https://bufsm.github.io/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400">https://bufsm.github.io</span></a><span style="font-weight: 400">” à tela inicial do seu celular. Confira mais informações na</span><a href="https://www.facebook.com/bufsm/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400"> página do Facebook do grupo</span></a><span style="font-weight: 400">.</span>

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<span style="font-weight: 400">Repórter: Lucas Gutierres, do Núcleo de Divulgação Institucional do Centro de Tecnologia da UFSM</span>

<span style="font-weight: 400">Fotografia: Rafael Happke</span>

<span style="font-weight: 400">Infográfico: Pollyana Santoro</span>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>"A exigência sobre o trabalho da mulher na área técnica é maior"</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-exigencia-sobre-o-trabalho-desempenhado-pela-mulher-na-area-tecnica-e-maior</link>
				<pubDate>Thu, 08 Mar 2018 22:07:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Mulheres na Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres na Ciência]]></category>

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						<description><![CDATA[Luciane Canha, professora e pesquisadora do Centro de Tecnologia da UFSM, fala dos desafios e conquistas das mulheres na ciência e na sociedade
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  A ciência é pilar central para a evolução social e tecnológica de toda a humanidade. As mulheres, que por muito tempo foram mantidas longe do meio científico, vêm garantindo, aos poucos, espaço de destaque em importantes pesquisas desenvolvidas no mundo - e na UFSM não é diferente. Um exemplo disso é a professora Luciane Canha, do Departamento de Eletromecânica e Sistemas de Potência, da Engenharia Elétrica. <a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=3019" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ela é uma das 13 pesquisadoras da Universidade que alcançaram o nível 1 de Produtividade em Pesquisa (PQ)</a>, segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Conheça, na entrevista a seguir, o caminho trilhado pela docente, os desafios enfrentados por ela em um ambiente historicamente masculino como o Centro de Tecnologia, e como ela percebe a inserção das mulheres no mundo científico.

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<b>ARCO: Qual foi o seu primeiro incentivo para trabalhar na ciência e como você chegou ao cargo que ocupa hoje? </b>

<b>LUCIANE:</b><span style="font-weight: 400;"> Sempre pensei em trabalhar com Engenharia Elétrica por gostar de matemática e física. Na minha família, nunca houve preconceito em relação a isso. Eu era aconselhada a fazer o que eu achasse melhor e sempre tive apoio, o que me ajudou e incentivou bastante. </span><span style="font-weight: 400;">Entrei na UFSM como professora de Engenharia Elétrica em 1997, na época somente com mestrado. Concluí o doutorado em 2004, imediatamente assumindo como orientadora de alunos da pós-graduação. A partir disso, desenvolvemos uma linha de pesquisa que até então não vinha sendo explorada, na área de sistemas elétricos de potência, a qual abrange distribuição, geração e transmissão de energia elétrica. Cerca de quatro anos depois, passei a ser pesquisadora “PQ2” no CNPq, e há três anos passei para a categoria “1D”, sempre desenvolvendo pesquisas na área de energias renováveis, geração distribuída e redes elétricas inteligentes.</span>

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<b>ARCO: Você acredita que enfrentou mais problemas na sua carreira pelo fato de você ser mulher?</b>

<b>LUCIANE:</b><span style="font-weight: 400;"> Acredito que sim. Não é uma área fácil de atuar sendo mulher. Na minha geração, as meninas brincavam de boneca ou de casinha, enquanto os meninos acompanhavam seus pais trocando a bateria do carro ou mexendo na instalação elétrica da residência, na pintura da casa... As meninas não faziam isso. Hoje as coisas estão mudando. Eu creio que a geração da minha filha, por exemplo, vai sofrer bem menos com esse preconceito. Para mim, a exigência sobre o trabalho desempenhado pela mulher na área técnica é maior: nós precisamos trabalhar quase em dobro para mostrarmos que sabemos fazer, pois, em geral, existem restrições do tipo “será que ela sabe mesmo?”, “será que ela não vai ficar com dor de cabeça e voltar para casa?”, “será que ela não vai ter que sair correndo para cuidar dos filhos?”. Por outro lado, na parte de aprovação de projetos de pesquisa, nunca houve nenhuma restrição, já que a licitação é lisa e não considera o gênero. Eu tenho sucesso em praticamente todos os projetos que envio. Nesse caso, existe certa igualdade. Já a sala de aula também pode ser difícil, dependendo da condução dada. Eu comecei a dar aula aos 26 anos, em uma turma onde cerca de 90% dos alunos eram homens. É necessário impor certa dinâmica para que eles saibam que uma professora tem as mesmas condições de ensinar do que alguém do sexo masculino.</span>

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<b>ARCO: A partir da sua experiência, como é conciliar as atividades científicas com as tarefas domésticas, que geralmente são atribuídas às mulheres?</b>

<b>LUCIANE:</b><span style="font-weight: 400;"> É difícil. Eu tenho a sorte de ter o trabalho com o qual eu sempre sonhei. Eu trabalho com o que eu gosto e isso me motiva, mas é um desafio. Na minha área de pesquisa não é possível desenvolver o trabalho em casa, pois eu preciso do laboratório e dos equipamentos, além de estar nas empresas. É um grande desafio conciliar esse trabalho com a vida doméstica. O que eu tenho é um conjunto de pessoas que me ajudam com isso. Eu e meu marido dividimos igualmente as tarefas. Temos duas filhas, e quando preciso viajar, ele fica com elas. Meus pais também me ajudam, eventualmente. Na área de pesquisa, para mim, o desafio é ainda maior. É preciso dedicação total a todo momento. É necessário que tudo funcione bem para que as coisas deem certo.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-3144" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/UFSM.2018.003.009.RA-2-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

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<b>ARCO: Como você vê o ambiente do Centro de Tecnologia com relação à desigualdade de gênero?</b>

<b>LUCIANE:</b><span style="font-weight: 400;"> Numericamente, a diferença é grande. Éramos três professoras quando eu entrei na Engenharia Elétrica, em 2004, e hoje são quatro. Por esse lado, é bem desigual, mas percebo certa evolução. Nas salas de aula vejo bem mais meninas do que antes. A proporção ainda é pequena - cerca de ¼ dos alunos são meninas. Mas na questão de respeito, ao menos aqui no Centro de Tecnologia, eu nunca tive problemas. Ocorrem, às vezes, situações pontuais, mas, em geral, o ambiente é bom.</span>

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<b>ARCO: Para você, a conquista da igualdade de gênero na ciência se dará a curto ou a longo prazo?</b>

<b>LUCIANE:</b><span style="font-weight: 400;"> A curva de evolução está cada vez mais positiva. A geração atual oferece bem mais condições para as mulheres assumirem esse tipo de cargo. A tendência é aumentar, cada vez mais, o número de mulheres na ciência.</span> <span style="font-weight: 400;">Percebo uma mudança na sociedade. Estamos tentando mostrar que não existe diferença de gênero. É um momento em que a sociedade está percebendo que as mulheres e os homens precisam dividir as tarefas domésticas. Não é possível existirem situações do tipo “eu não limpo o banheiro, porque sou homem”, “eu não troco a fralda, porque sou homem”. É preciso dividir as tarefas para não ficar pesado para nenhum dos dois. A partir disso, a sociedade vai ver que essas tarefas não cabem exclusivamente à mulher, e elas serão mais respeitadas nesse meio.</span>

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<b>ARCO: Como incentivar as mulheres a trabalharem na ciência?</b>

<b>LUCIANE:</b><span style="font-weight: 400;"> É preciso certificar as mulheres de que elas terão apoio da sociedade, com salários iguais, oferta de creches, ajuda da família quando necessário, e por aí vai. É preciso que a sociedade mude mais do que tem mudado na questão de respeito, segurança e condições de trabalho. A partir disso, não existem limites para as mulheres.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Repórter: Lucas Gutierres, </span><span style="font-weight: 400;">do Núcleo de Divulgação Institucional do Centro de Tecnologia da UFSM</span>

<span style="font-weight: 400;">Fotografias: Rafael Happke</span>]]></content:encoded>
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				<title>A saga do robô arqueiro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-saga-do-robo-arqueiro</link>
				<pubDate>Mon, 26 Feb 2018 18:29:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Dimitri]]></category>
		<category><![CDATA[Robôs]]></category>
		<category><![CDATA[Robótica]]></category>
		<category><![CDATA[TauraBots]]></category>

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						<description><![CDATA[Equipe de robótica da UFSM vai ao Irã para a disputa de um torneio de arco e flecha]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  A equipe de robótica<a href="https://www.facebook.com/Taurabots/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Taura Bots</a>, da Universidade Federal de Santa Maria, vai participar de uma competição internacional para robôs, a <a href="http://firaworldcup.org/visitorpages/Show.aspx?ItemID=2106,0" target="_blank" rel="noopener noreferrer">HuroCup</a>, que será realizada no Irã entre os dias 1º e 7 de março. Coordenado pelo professor Rodrigo Guerra, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, o Taura Bots tinha como ideia inicial competir na categoria arco e flecha, treinando e transformando o <a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=1386" target="_blank" rel="noopener noreferrer">robô Dimitri</a> em um arqueiro. No entanto, alguns imprevistos e problemas burocráticos surgiram como obstáculos no caminho do grupo, fazendo o sonho de participar do evento virar uma verdadeira saga.

<strong>A oportunidade</strong>

O Taura Bots, formado por acadêmicos e professores do Centro de Tecnologia da UFSM, não é novato em competições internacionais, <a href="http://coral.ufsm.br/ct/index.php/inicio/noticias/386-robo-projetado-no-ct-disputa-a-robocup-na-alemanha" target="_blank" rel="noopener noreferrer">tendo participado anteriormente da RoboCup</a>, maior torneio de futebol para robôs do mundo, em 2015, na China, e em 2016, na Alemanha. Já a Hurocup, que é organizada pela Federação Internacional de Futebol de Robôs (FIRA), visa o desenvolvimento de robôs capazes de realizar tarefas diversas em ambientes complexos. A possibilidade de participar deste evento no Irã em 2018 surgiu a partir do contato do professor Rodrigo com Jacky Baltes, professor titular da Universidade Nacional do Taiwan e presidente da FIRA. Durante uma visita a Taiwan, a proposta foi recebida com entusiasmo pelo docente brasileiro: “O professor Jacky foi atleta olímpico em um time de patinação de velocidade no gelo, na Alemanha, durante a sua juventude. Ele sempre se interessou por competições, mesmo sendo da área de robótica. Visitei Taiwan a convite dele, e durante uma conversa soube que o Irã tinha recursos para custear a ida de equipes para participar da Hurocup, que vai acontecer lá, e ele sugeriu que o Taura Bots participasse. Aceitei a ideia de prontidão e fiquei bastante animado”.
O Irã, mesmo passando por diversos problemas sociais, políticos e religiosos, é um país que está investindo na ciência nacional, como conta o professor Rodrigo: “Os jovens iranianos que conseguem o primeiro, segundo ou terceiro lugar em competições de renome internacional, como essa, podem pedir dispensa do exército, o que faz com que o interesse nesse tipo de evento aumente por lá”.

A Hurocup conta com diversas categorias de competição, como o basquete, a maratona, o levantamento de peso, o salto à distância e o arco e flecha, sendo esta última a categoria escolhida pelo Taura Bots. “É um dos esportes olímpicos em que há mais potencial de, em breve, um robô superar um humano, por envolver principalmente a precisão. E não é tão ligado à violência, como o tiro. Como já tínhamos o Dimitri, pensamos em usá-lo para isso, compramos o equipamento e começamos a prepará-lo”, explica o professor Rodrigo.

[caption id="attachment_2967" align="alignleft" width="208"]<img class="wp-image-2967" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/02/dimitri2-647x1024.jpg" alt="" width="208" height="330" /> O Robô Dimitri não poderá ser usado na competição[/caption]

<strong>As dificuldades</strong>

Utilizar o robô Dimitri para a competição de arco e flecha no Irã parecia o caminho mais simples a ser trilhado. No entanto, alguns problemas acabaram atrapalhando os planos do grupo, pois, atualmente, o robô se encontra sem as pernas, e não poderá viajar para a Hurocup, como conta o docente da UFSM: “Na primeira metade do ano passado, alguns membros do Taura Bots foram para um intercâmbio na Alemanha e levaram as pernas do robô, por meio de uma importação temporária. O processo acabou sofrendo com a burocracia dos países e o equipamento só chegou lá depois de três meses. Os alunos nem puderam utilizá-lo e enviaram de volta, e agora ele ainda está na alfândega brasileira, aguardando liberação, desde agosto de 2017”. O professor Rodrigo explica que, mesmo que as pernas do robô chegassem antes da viagem, ainda não haveria tempo hábil para que ele pudesse ser usado na competição: “Não adiantaria só ter o material em mãos, precisaria certo tempo até que ele ficasse pronto para ser utilizado. Precisaríamos, no mínimo, de duas a três semanas”.

<strong>A solução</strong>

Determinado a participar do evento no Irã, o professor Rodrigo não desistiu de encontrar uma saída para garantir a participação do Taura Bots na HuroCup. Ele relata que a solução surgiu em outra conversa com Jacky Baltes: “Ele ofereceu um robô emprestado, chamado Darwin-OP, que é parecido com o Juarez, um robô menor que temos aqui. Aceitamos e estamos trabalhando nisso agora”.

[caption id="attachment_2965" align="aligncenter" width="697"]<img class="wp-image-2965" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/02/UFSM.2018.002.034.RA_.jpg" alt="" width="697" height="465" /> O Robô Juarez está sendo usado para testes na UFSM[/caption]

O grupo só terá acesso ao Darwin-OP dois dias antes do evento, no Irã. Enquanto isso, a equipe está utilizando o robô Juarez para testar os movimentos antes da competição. “Estamos trabalhando muito aqui na UFSM para levar o melhor possível para lá e ver o que dá para fazer nos dois dias de preparação. Se vamos conseguir, eu não sei”, pondera o professor Rodrigo.

O acadêmico de Engenharia da Computação, Guilherme Henrique Christmann , é membro do Taura Bots e vai acompanhar o professor Rodrigo na viagem ao Irã. Ele conta que a possibilidade de usar o robô Juarez na preparação para o evento só aconteceu devido a uma coincidência: “Ele não estava funcionando e estava desmontado há tempos. Ele só está montado agora porque um dos membros do grupo decidiu montá-lo, sem motivo, alguns meses atrás. Ele ainda está com problemas, e estamos utilizando algumas partes do Dimitri para fazê-lo funcionar”.

O professor Rodrigo ainda acrescenta que não há recursos disponíveis na Universidade para a manutenção do robô Juarez: “O computador que fica no peito dele não liga mais, e é um aparelho que custa em torno de 1.500 dólares. Estamos utilizando o do Dimitri para resolver essa situação emergencial. O pouco que a Universidade oferece nós preferimos investir na experiência dos alunos em intercâmbios e eventos internacionais e no Dimitri, que é a nossa prioridade”.

<strong>As expectativas</strong>

Apesar das dificuldades, o professor Rodrigo acredita que a experiência pode ser positiva para o grupo: “Vamos nos esforçar muito para que o robô acerte o alvo, ou que ao menos consiga atirar a flecha. Vamos aproveitar o máximo do nosso tempo e vamos tentar fazer essa aventura toda valer a pena”.

O professor Rodrigo Guerra e o acadêmico Guilherme Christmann viajam para o Irã nesta terça-feira (27), onde a Hurocup acontece entre os dias 1º e 7 de março.

Quer seguir acompanhando a saga do robô arqueiro? Siga <a href="https://www.facebook.com/ctufsm/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">a página no Facebook do Centro de Tecnologia</a>, que novas informações serão postadas lá durante a participação do Taura Bots no Hurocup.

Repórter: Lucas Gutierres, do Núcleo de Divulgação Institucional do Centro de Tecnologia da UFSM

Fotografias: Rafael Happke e Rodrigo Guerra]]></content:encoded>
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