<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/midias/arco/busca?q=&#038;sites%5B0%5D=601&#038;tags=cirurgia-de-transcendentalizacao&#038;rss=true" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br/midias/arco</link>
			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
			<lastBuildDate>Wed, 10 Jun 2026 21:31:47 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>Revista Arco</title>
	<link>https://www.ufsm.br/midias/arco</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Luta e visibilidade trans</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/luta-e-visibilidade-trans</link>
				<pubDate>Thu, 28 Jun 2018 22:09:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[#visibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia de transcendentalização]]></category>
		<category><![CDATA[cotas]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[nome social]]></category>
		<category><![CDATA[OMS]]></category>
		<category><![CDATA[trans]]></category>
		<category><![CDATA[transexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[transfobia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=3867</guid>
						<description><![CDATA[No mês do orgulho LGBT+, transexuais comemoram avanços, porém ainda enfrentam preconceitos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img class="alignright size-medium wp-image-3871" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/06/CapaLGBT_Site-Arco-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />

<span style="font-weight: 400">Dia 28 de junho é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQ+ (gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e intersexuais). A escolha da data remete a 1969, em função de acontecimentos ocorridos em um bar que existia em Nova York. Na época, não eram permitidos espaços para convivência das pessoas LGBTQ+. O local era uma espécie de ponto de encontro informal deste grupo - que chegava a pagar propina aos proprietários para que permanecesse em funcionamento. Ainda assim, eram comuns batidas policiais e agressões aos frequentadores do bar. Até que, em 28 de junho daquele ano, a comunidade LGBTQ+ resolveu se insurgir com protestos e mobilizações.</span>

<span style="font-weight: 400">Nos anos que se seguiram, nesta mesma data, as ruas da cidade eram tomadas pela Parada do Orgulho, com o intuito de incentivar a discussão sobre a visibilidade e a importância do combate à homofobia e da busca por direitos. De lá para cá, os</span> <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/2016/06/08/o-espaco-tambem-e-deles/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400">locais para convivênci</span><span style="font-weight: 400">a LGBT</span><span style="font-weight: 400">+</span></a><span style="font-weight: 400"> foram sendo diversificados. Ainda que se notem avanços, alguns entraves ainda são apontados na construção de uma sociedade livre de preconceitos e mais igualitária.</span>

<strong>Visibilidade trans</strong>

<span style="font-weight: 400">A sigla LGBTQ+ abriga identidades distintas e com demandas específicas e, portanto, se destina a promover a diversidade das culturas baseadas e</span><span style="font-weight: 400">m </span><span style="font-weight: 400">identidade sexual e de gênero</span><span style="font-weight: 400">.</span><span style="font-weight: 400"> A letra “T”</span> <span style="font-weight: 400">refere-se à uma identidade de gênero. Neste sentido, a transexualidade refere-se à </span><span style="font-weight: 400">condição do indivíduo cujo gênero pelo qual se identifica é diferente do sexo biológico.  </span>

<span style="font-weight: 400">Até junho de 2018, </span><span style="font-weight: 400">as pessoas que não se identificavam com o sexo que lhes foi atribuído ao nascer eram consideradas com transtornos mentais, segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A mudança veio com a alteração na Classificação Internacional de Doenças (CID): </span><span style="font-weight: 400">os diagnósticos de “transexualismo” e “travestismo” foram substituídos pela noção de </span><i><span style="font-weight: 400">incongruência de gênero</span></i><span style="font-weight: 400">. Com a transexualidade ainda compondo a CID, mantém-se amparado o direito por cobertura pelos sistemas de saúde.</span>

<b>Cirurgia de redesignação sexual  </b>

<span style="font-weight: 400">A pesquisa</span> <a href="https://periodicos.ufsm.br/revistadireito/article/view/18583/pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><i><span style="font-weight: 400">Transexualidade e Dignidade da Pessoa Humana</span></i></a><span style="font-weight: 400">, </span><span style="font-weight: 400">realizada por</span> <span style="font-weight: 400">Edwirges Rodrigues e Maria Amália Alvarenga</span> <span style="font-weight: 400">e divulgada em 2015 pela Revista Eletrônica do curso de Direito da UFSM, busca fazer uma investigação sobre a transexualidade no Brasil. O texto, já na introdução, enfatiza que “os indivíduos transexuais enfrentam inúmeros preconceitos e dificuldades ao longo de suas vidas, podendo-se afirmar que, para alcançar sua completude, o transexual necessita reconhecer-se como titular do sexo oposto em todos os sentidos: médico (adequação do sexo biológico ao sexo psicológico), social (inclusão social deste indivíduo, para que seja aceito pela sociedade) e jurídico (perante a lei)”.</span>

<span style="font-weight: 400">Até 1997, a cirurgia de redesignação sexual ou de transgenitalização - adequação dos genitais ao gênero com o qual a pessoa se identifica - era proibida no Brasil. O processo de transformação corporal, que engloba as cirurgias de redesignação sexual, a plástica mamária reconstrutiva (incluindo próteses de silicone) e mastectomia (retirada de mama), só começou a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2008.</span>

<span style="font-weight: 400">A regulamentação da cirurgia é responsabilidade do Conselho Federal de Medicina, ditada através da</span><span style="font-weight: 400"> Resolução n° 1.955 de 2010</span><b>. </b><span style="font-weight: 400">De acordo com as pesquisadoras, o procedimento é bastante discutido no ordenamento jurídico, já que pode ser caracterizado como de caráter mutilante ou de caráter corretivo. As autoras defendem como mais adequada esta última, tendo em vista a finalidade terapêutica da cirurgia: “Torna-se admissível a disposição do direito à integridade física para autorizar a cirurgia de adequação sexual, na medida em que corresponde à realização do direito à saúde e a garantia da dignidade da pessoa humana, possibilitando o livre desenvolvimento da personalidade do indivíduo”, explicam na pesquisa.</span>

<span style="font-weight: 400">No país, há cinco hospitais, todos universitários, habilitados para as cirurgias pelo SUS, de acordo com o Ministério da Saúde: o Hospital das Clínicas (HC) de Porto Alegre, HC de Goiânia, HC de Recife, HC de São Paulo e o Hospital Universitário Pedro Ernesto do Rio de Janeiro.</span>

<b>Nome social</b>

<span style="font-weight: 400">Em março de 2018, foi definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que “todo cidadão tem o direito de escolher a forma que deseja ser chamado”. Foi reconhecido, por unanimidade, que pessoas trans podem alterar seu nome e sexo, em cartório, mesmo sem terem realizado a cirurgia de redesignação sexual. </span><span style="font-weight: 400">A autorização sobre a modificação do registro civil parte, atualmente, da declaração sobre a preponderância do sexo psicológico e/ou social sobre o sexo biológico. </span><span style="font-weight: 400">Essa conquista era uma das reivindicações mais importantes de transexuais desde 2016.</span>

<span style="font-weight: 400">Na UFSM, a possibilidade de alteração do nome social por pessoas trans e travestis foi</span><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/caed/wp-content/uploads/sites/391/2018/10/resolu%C3%A7%C3%A3o_010-2015_Nome_Social.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400"> aprovada em 2015</span></a><span style="font-weight: 400">. Desde então, 14 pessoas adotaram o nome social, sendo nove mulheres transgênero e cinco homens transgênero.</span>

<b>Cotas para transgêneros</b>

<span style="font-weight: 400">Algumas universidades começaram a inserir pessoas trans no ambiente acadêmico, neste ano. A Universidade do Sul da Bahia (UFSB) foi a primeira a reservar vagas para as pessoas trans ou travestis nos mesmos moldes que para indígenas e quilombolas. A Universidade Federal do ABC (UFABC), em São Paulo, também abriu seis vagas para pessoas trans na Escola Preparatória. Já na Universidade Federal Fluminense, foram abertas duas vagas para autodeclarados transgêneros em pós-graduação em Sociologia. A partir de setembro, </span><span style="font-weight: 400">a Universidade Federal de Cariri (UFCA), no Ceará, será a primeira de todo o estado a reservar vagas nos editais de programas de pós-graduação para pessoas transgênero. </span>

<b>Transfobia </b>

<span style="font-weight: 400">De acordo com dados divulgados pela Organização Não Governamental (ONG) </span><a href="http://transrespect.org/wp-content/uploads/2016/11/TvT-PS-Vol14-2016.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b>Transgender Europe</b></a> <span style="font-weight: 400">(TGEu), em novembro de</span><span style="font-weight: 400"> 2</span><span style="font-weight: 400">016, o Brasil estava no topo do ranking de países com mais registros de homicídios de pessoas transgênero. O relatório descreve a violência de ódio transfóbico como “qualquer incidente que seja motivado por preconceito, hostilidade ou ódio contra </span><span style="font-weight: 400">contra pessoas ou grupos que transgridem ou não se conformam com o expectativas e normas de gênero”.</span>

<span style="font-weight: 400">Em 2018, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgou que o </span><a href="https://www.google.com/maps/d/u/0/viewer?mid=1O4mvhh3OTAFp61U4sUb5hArN4r5uEYBX&amp;ll=-12.817286845466187%2C-47.43337159999999&amp;z=5" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400">número de assassinatos</span></a><span style="font-weight: 400"> é crescente no país. Até o dia 29 de março deste ano, o Brasil havia registrado um aumento 20% (10 casos) no número de assassinatos em relação ao mesmo período de 2017.</span>

<span style="font-weight: 400">O artigo </span><a href="http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conexao/article/view/4769/3032" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><i><span style="font-weight: 400">Narrativas jornalísticas e possibilidades de resistência acerca do acontecimento #SomosTodasVerônica: mídia, transfobia e violência</span></i></a><span style="font-weight: 400">, escrito por Viviane Borelli, Alisson Machado e Marlon Santa Maria Dias, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, explica que, no Brasil, a transfobia letal incide principalmente sobre a população de travestis negras ou pardas, com pouco acesso a recursos econômicos e sociais.</span>

<span style="font-weight: 400">A Constituição Brasileira não possui nenhuma lei específica a respeito da transfobia. O Projeto de Lei nº 122/2006 (</span><a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/79604" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400">PL 122</span></a><span style="font-weight: 400">), apresentado em 2006 na</span> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2mara_dos_Deputados_do_Brasil" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400">Câmara dos Deputados do Brasil</span></a><span style="font-weight: 400">, tem como objetivo criminalizar a discriminação motivada pela orientação sexual ou pela identidade de gênero da pessoa discriminada. Em 2014, o PL foi arquivado.</span>

<span style="font-weight: 400">No Rio Grande do Sul, existe um Conselho Estadual LGBT - vinculado à Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos - onde os agentes  recebem capacitação no atendimento de grupos vulneráveis. O estado contabiliza dados de transfobia por meio de um Observatório de Violência LGBT. No entanto, não existem delegacias especializadas em crimes de LGBTfobia. As denúncias podem ser feitas pelo 190 e pelo Disque 100. </span>

<span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem:</strong> Andressa Motter, Mirella Joels e Tainara Liesenfeld
</span><span style="font-weight: 400"><strong>Fotografia:</strong> Yannis Papanastasopoulos/ Unsplash</span>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        