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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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				<title>O Despertar do Conhecimento</title>
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				<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 13:43:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Como surgiu?]]></category>
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						<description><![CDATA[A universidade surgiu na Europa medieval. No Brasil, a consolidação do ensino superior ocorreu apenas no século 20]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Uma das instituições mais antigas do mundo é a universidade. Ingressar nela é o sonho para 17,2 milhões de brasileiros, conforme dados de 2018 da Associação Brasileira de Estágios. No entanto, poucos conhecem sua história. Confira a seguir como as primeiras universidades surgiram e sua evolução até os formatos atuais.

<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Capa_Como_Surgiu-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de pessoas no interior de um prédio. A ilustração é vista de fora, com três pilares com teto arredondado, na cor marrom claro e detalhe em moldura de dourado. Nas partes superiores, logomarcas de universidades, e no centro superior de cada pilar, brasão dourado. No meio de cada pilar, é possível ver o interior da universidade. No primeiro, da esquerda para a direita, mesa retangular com banco acoplado na cor marrom. Há seis pessoas atrás da mesa, sendo dois homens e quatro mulheres, duas pessoas negras e quatro brancas. A mulher ao fundo tem pele negra está mexe um frasco. A segunda tem pele branca e está inclinada sobre um papel branco e grande. O terceiro é homem, tem pele branca e está com um jaleco branco e estetoscópio. A quarta é mulher, tem pele branca e está inclinada sobre um telescópio. O quinto é homem, veste capa preta e está em frente a uma máquina de escrever vermelha. A sexta é mulher, tem pele negra e olha em um microscópio. No pilar do centro, homem de pele parda, cabelos curtos e escuros, olhos escuros, veste vestido preto e entrega um papel branco com a escrita &quot;Diploma&quot; para uma mulher negra, de cabelos e olhos escuros, que veste bata e capelo verdes. No pilar da direita, mesa retangular marrom com banco acoplado. Atrás da mesa, seis pessoas, sendo três mulheres e três homens, e três pessoas negras e três brancas. No fundo, o primeiro é homem, branco, está em frente a uma balança de pesos cinza. A segunda é mulher, de pele branca, está em frente a um globo. A terceira é mulher, de pele nega, está com um livro aberto nas mãos, de capa vermelha. O quarto é um homem, de pele negra, usa óculos e está em frente a um ábaco. O quinto é um homem, de pele parda, segura um crânio nas mãos. A sexta é uma mulher, de cabelos ruivos e pele branca, segura uma caneta em frente a uma tela branca. No fundo, o chão de ladrilhos em cinza e branco." loading="lazy">
<h3>As primeiras universidades do mundo</h3>
As primeiras instituições do Ocidente surgiram na Idade Média e espalharam-se rapidamente por toda a Europa. Essa época foi marcada pelo renascimento das cidades, crescimento do comércio e pela influência das escolas do século 12. Tudo isso levou à necessidade de se criar um novo espaço de construção e preservação do conhecimento. As primeiras universidades foram a de Bolonha, na Itália, fundada em 1088, e a de Paris, na França, em torno de 1200. Após alguns anos, surgiram instituições de ensino superior de Oxford, Nápoles, Cambridge, Montpellier, Coimbra e Lisboa.
<h3>Educação superior medieval</h3>
A Universidade de Paris recebeu o título de<em> studium generale</em>, ou seja, Estudos Gerais, concedido somente às instituições que possuíam as quatro faculdades: Artes, Teologia, Decretos e Medicina. A educação universitária se preocupava em dominar os conhecimentos encontrados em livros e os considerava como verdades absolutas. Não havia um ponto de vista crítico nem inovador. No entanto, os livros eram raros e caros nesse período. Por isso, as aulas se davam a partir da leitura das obras pelos mestres e por meio de debates públicos. Assim, a educação era muito mais voltada para o domínio dos discursos formais e da argumentação do que para a aquisição de saberes.
<h3>Heranças e tradições</h3>
Apesar de os modelos universitários atuais serem muito diferentes dos de antigamente, ainda mantêm características e tradições daquele período. Por exemplo, as nomeações e as diferenças entre bacharelado, licenciatura, mestrado e doutorado. As noções de créditos ou horas necessários para a conclusão de curso, bem como as bancas avaliadoras datam da Idade Média. Algumas instituições antigas mantiveram tradições seculares – na Universidade de Coimbra, por exemplo, é possível encontrar resquícios das vestimentas medievais. Até hoje, são usadas longas capas pretas pelos estudantes, característica adotada pela escritora J. K. Rowling ao descrever as vestimentas dos personagens na saga Harry Potter.
<h2>O surgimento no Brasil</h2>
O sistema universitário foi trazido para a América Espanhola no século 16, com instituições no México, Chile, Cuba e Argentina. No Brasil, o ensino superior só chegou três séculos depois. Durante a colonização portuguesa, a Companhia de Jesus era responsável pela educação, e seu objetivo era a difusão da fé católica. Alterações significativas só ocorreram com a vinda da Corte Portuguesa, em 1808. Surgiram o Curso de Cirurgia da Bahia, a Escola de Direito em Olinda, a Faculdade de Direito de São Paulo, o Curso de Medicina no Rio de Janeiro e a Escola Nacional de Engenharia. Após a Independência e a Constituição de 1824, discutiu-se a necessidade do sistema nacional de educação. O ensino superior só foi instalado em 1930.
<h3>Maio de 68</h3>
Demandas estudantis marcaram a década de 60 e ocasionaram grandes mudanças sociais e políticas mundialmente. O movimento conhecido como Maio de 1968 teve início na França e consistiu em uma série de protestos por parte de jovens universitários que exigiam reformas no sistema educacional. Os eventos também atingiram a classe trabalhadora, ao provocar a maior greve geral da Europa. Os ideais do movimento foram o estopim para uma grande revisão de valores da época fortalecendo demandas em diversos países. No Brasil, por exemplo, o movimento impulsionou os opositores da ditadura militar e incentivou a união na Passeata dos Cem Mil, que marcou a reação contra o regime.
<h3>Modelos universitários Modernos</h3>
O século 20 foi marcado por profundas transformações no ensino superior: em vez de se aceitar passivamente os ensinamentos, passou-se a estimular questionamentos. A universidade deu voz a novas áreas, ganhou mais autonomia e se consolidou como esperança de transformação socioeconômica. Somente entre as federais no Brasil, são mais de 1,2 milhão de estudantes e mais de 191 mil servidores, entre técnicos e professores. Para a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM Eugenia Barichello, “a sociedade descobriu que a universidade poderia auxiliá-la em problemas específicos; a partir de então a universidade passa a ter um compromisso social mais efetivo”.
<h3>Origens da UFSM</h3>
A Universidade Federal de Santa Maria, fundada em 1960 pelo professor José Mariano da Rocha Filho, foi a primeira instituição federal criada fora de uma capital. A UFSM liderou o movimento de interiorização, apesar da resistência das situadas nas capitais, nas quais eram feitos os maiores investimentos. Logo a partir disso, como observa a professora Eugenia, a UFSM definiu sua vocação como uma universidade comprometida com a&nbsp; realidade social, com a educação formativa e permanente à população do interior e, posteriormente, aos estudantes dos mais diversos lugares do Brasil.

<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo;</em>

<em><strong>Ilustração:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial.</em>

<i>Conteúdo produzido para a 12ª edição da Revista Arco (dezembro de 2021).</i>]]></content:encoded>
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				<title>A favorita</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/como-surgiu-cerveja</link>
				<pubDate>Mon, 21 Jun 2021 17:50:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Como Surgiu]]></category>
		<category><![CDATA[cerveja]]></category>
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						<description><![CDATA[Seja em casa ou no bar com os amigos, a cerveja está presente em diversas ocasiões. Mas você sabia que a bebida alcoólica mais consumida no mundo surgiu na mesma época da invenção da roda? Descoberta A cerveja surgiu por acaso há 6 mil anos. Na época, as sumérias &#8211; povo que habitava a região [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/como_surgiu_cerveja-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal colorida inspirada no quadro Última Ceia. No lugar dos apóstolos, personagens relacionadas à cerveja, como a mulher assíria, os antigos egípcios, uma freira, um cientista e um lorde." loading="lazy" />														
		<h3><b><i>Seja em casa ou no bar com os amigos, a cerveja está presente em diversas ocasiões. Mas você sabia que a bebida alcoólica mais consumida no mundo surgiu na mesma época da invenção da roda? </i></b></h3><p><b>Descoberta</b></p><p>A cerveja surgiu por acaso há 6 mil anos. Na época, as sumérias - povo que habitava a região do Iraque - cuidavam da colheita do trigo. Um dia esqueceram sementes na chuva. O insumo molhado germinou e deu início à malteação, processo em que são produzidas enzimas para a fabricação da cerveja.</p><p> </p><p><b>Pagamento</b></p><p>No Antigo Egito, o consumo da cerveja estava na base alimentar da população. Além da receita tradicional, os egípcios adicionavam especiarias à bebida, como ervas, mel, raízes e frutas, usadas como aromatizantes. Durante a construção das pirâmides de Gizé, os trabalhadores eram pagos com comida e bebida.</p><p> </p><p><b>Alucinação</b></p><p>Os babilônios adicionavam ervas alucinógenas e afrodisíacas à cerveja, considerada sagrada por conta da fermentação espontânea e efeitos alcoólicos. A bebida era usada em cultos religiosos como forma de aproximação entre os humanos e as divindades. Além disso, o consumo estava ligado ao ato sexual. </p><p> </p><p><b>Líquido sagrado</b></p><p>Na Idade Média, monges faziam cerveja. O consumo ocorria nos jejuns - quando líquidos sem excesso de álcool eram tolerados. Naquela época, o lúpulo foi adicionado pela primeira vez à bebida. A responsável foi a monja Hildegarda de Bingen, autora de livro que apresentou a planta como conservante.</p><p> </p><p><b>Primeira pilsen</b></p><p>Até a Idade Contemporânea, a cerveja não tinha padrão de qualidade. Em 1842, a cervejaria Bürger Brauerei, de Plzen, na República Tcheca, contratou Josef Groll como mestre-cervejeiro. Ao usar água com poucos minerais do subsolo da cidade e lúpulo da variedade saaz, Groll criou Pilsner Urquell.</p><p> </p><p><b>É ciência</b></p><p>A fermentação da cerveja só foi compreendida na década de 1860 por Louis Pasteur. O professor universitário descobriu, com o uso do microscópio, as leveduras, microorganismos responsáveis pelo fenômeno químico. Ele também desenvolveu a pasteurização, técnica de esterilização a partir do aquecimento a 48°C. </p><p> </p><p><b>Refrigeração</b></p><p>No final do século XIX, a indústria cervejeira se consolidou, impulsionada pela criação da refrigeração artificial pelo alemão Carl Von Linde. A inovação permitiu que a bebida fosse produzida em qualquer época do ano e em qualquer região do mundo. Von Linde também revolucionou a produção da bebida tipo Lager.</p><p> </p><p><b>Latinha de flandres</b></p><p>Em 1935, a cervejaria Gottfried Krueger Brewing apresentou as primeiras 2 mil latas da bebida à população de Richmond, Virgínia. Os recipientes eram de flandres, liga de ferro, aço e estanho.  Os consumidores reclamavam do gosto. A latinha de alumínio surgiu em 1959, com pesquisas da Adolph Coors Company.</p><p> </p><p><b>Bebida saudável </b></p><p>Já pensou se a cerveja fosse benéfica para a saúde? A pesquisadora Clarissa Obem testou o poder antioxidante da erva-mate na fabricação da gelada. A bebida, com cor e aroma diferenciados, ajuda a neutralizar o envelhecimento das células. A pesquisa foi feita no mestrado em Ciência e Tecnologia dos Alimentos.</p><p> </p><p><b>Redução de custo</b></p><p>No doutorado, Clarissa estuda como usar madeira brasileira na maturação da cerveja - fermentação em baixa temperatura. Em conjunto com o Laboratório de Química da Madeira, a pesquisadora selecionou árvores, como angico e  pitangueira - mais acessíveis que o carvalho, proveniente do exterior.</p><p> </p><p><b>Ale e lager</b></p><p>Existem duas grandes famílias de cerveja: Ale e Lager. Antes da refrigeração, a maior parte era Ale - fermentada em temperaturas acima de 15°C. Após, as do tipo Lager - fermentadas em temperaturas que variam de 6°C a 13°C passaram a ser produzidas em massa ao redor do mundo. </p><p> </p><p><b>Ao redor do mundo</b></p><p>Cada região faz a bebida conforme ingredientes locais. Na Amazônia, tribos produzem o caxiri, cerveja de mandioca. No Peru e na Bolívia, é feita a chicha, que leva milho mastigado. Na China, adiciona-se de trigo e sorgo. Na Rússia, o centeio, e no Japão, o arroz. </p><p><em><b>Reportagem</b>: Paulo Ferraz</em></p><p><em><b>Diagramação</b>: Pollyana Santoro e Yasmin Faccin</em></p><p><em><b> Ilustração</b>: Yasmin Faccin</em></p><p><em><b>Edição</b>: Maurício Dias</em></p><p><em><b>Revisão</b>: Alcione Bidionoto</em></p><p><em>*Matéria publicada na <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco//11a-edicao" target="_blank" rel="noopener">11ª edição</a> da revista impressa.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Do acaso à realidade virtual</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/do-acaso-a-realidade-virtual</link>
				<pubDate>Wed, 22 May 2019 12:00:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Como surgiu?]]></category>
		<category><![CDATA[10ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Atari]]></category>
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		<category><![CDATA[Realidade Virtual]]></category>
		<category><![CDATA[Super Nintendo]]></category>
		<category><![CDATA[videogame]]></category>

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						<description><![CDATA[Todo mundo já se divertiu com o mundo dos jogos eletrônicos ou, ao menos, já ouviu falar de nomes como Atari, Mario, Sonic, GTA, Playstation. Porém, como será que eles surgiram e evoluíram?]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Ouça esta reportagem:</p>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/Arco-do-acaso-a-realidade-virtual-Marcelo.mp3"][/audio]</p>
<p> </p>
<p><em>Para variar o tamanho da imagem no desktop, aperte Ctrl + / Ctrl -. Em dispositivos móveis, basta fazer movimento de pinça com os dedos. </em></p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/Videogame-1.jpg"><img class="alignnone wp-image-5864 size-full" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/Videogame-1.jpg" alt="" width="1920" height="2849" /></a></p>
<p><strong>Reportagem:</strong> Gabriel de David, acadêmico de Jornalismo<br /><strong>Ilustração e diagramação:</strong> Lidiane Castagna e Pollyana Santoro, acadêmicas de Desenho Industrial<br /><strong>Locução:</strong> Marcelo De Franceschi</p>
<div class="_6pdi"> </div>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
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						</item>
						<item>
				<title>Amassava, amassava, aos poucos ia extraindo formas*</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/amassava-amassava-aos-poucos-ia-extraindo-formas</link>
				<pubDate>Wed, 08 Nov 2017 15:17:49 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Como surgiu?]]></category>
		<category><![CDATA[Como surgiu]]></category>

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						<description><![CDATA[As esculturas não estão somente em museus. Na UFSM, fazem parte do cotidiano de todos que passeiam pelo campus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="690" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/11/8ª-Edição-4-Como-Surgiu-Esculturas-INFOGRÁFICO-1024x690.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Caminhar pelo extenso terreno do campus da UFSM em Camobi é estar, a todo momento, em contato com diversas formas artísticas. Entre elas, estão aproximadamente 40 obras esculturais, de vários autores.</p>
<p>Algumas foram planejadas especialmente para ocupar o lugar em que estão, já outras são fruto do trabalho de jovens estudantes do curso de Artes Visuais. As intempéries do tempo e o escasso recurso destinado à manutenção são a causa dos desgastes na pintura, rachaduras nas obras e até a necessidade de retirada para evitar a total destruição. Além disso, pela falta de registros oficiais, informações sobre as esculturas se perderam ao longo dos anos.</p>
<p>No entanto, as obras que permanecem carregam consigo histórias e inspirações de cada artista e de cada local. Seguindo o mapa, você pode fazer um passeio pelo campus e saber como e quando surgiram algumas das esculturas que embelezam o dia a dia da Universidade.</p>
<p>ENTRADA DA UFSM: A BÚSSOLA - JUAN AMORETTI, 2012</p>
<p>As cinco cores diferentes da obra, feita de concreto, e os mosaicos de diversos rostos buscam representar cada continente, assim como a diversidade, sendo a bússola que orienta a Universidade.</p>
<p>PERTO DO CT: O GALO - ANTENOR SPETCH</p>
<p>Livre interpretação da figura do galo, feita com fibra de vidro, massa plástica e resina.</p>
<p>HUSM: REGINA GIACOMINI, 1994</p>
<p>Escultura feita em homenagem aos 40 anos do curso de Medicina da UFSM. Foi produzida com fibra, resina, massa plástica e pintura automotiva.</p>
<p>CCNE: REGINA GIACOMINI, 1982</p>
<p>A obra é uma interpretação da figura feminina. No centro de um jardim, a escultura, feita de cimento, é rodeada por flores agaves, que realçam a força da mulher.</p>
<p>CEFD - CARINA PLAIN, 2008</p>
<p>A escultura, feita de cimento, foi encomendada para fazer parte de um jardim de onde os alunos podem tirar fotos em que o prédio do CEFD aparece ao fundo.</p>
<p>PRÓXIMO À PONTE: BANCOS ESCULTURAS, CARINA PLAIN, 2007 </p>
<p>A escultura tem formas baseadas no estudo sobre a flor e a semente da árvore que fica atrás da obra, a corticeira. União de arte e design, a obra é feita de cimento e serve como banco.</p>
<p>FUNDOS REITORIA (DO LADO ESQUERDO): LUIZ GONZAGA GOMES, 1977 </p>
<p>A escultura, chamada Sabedoria, feita de massa plástica, além de aparecer nas fotos de divulgação da Universidade, integra também o projeto paisagístico da Reitoria.</p>
<p>FRENTE DA REITORIA (DO LADO DIREITO): SILVESTRE PECIAR, ANO DESCONHECIDO</p>
<p>Chamada de Escultura Feminina, a obra é feita de cimento e possui inspiração nas formas da mulher.</p>
<p>*Trecho extraído do livro O Lustre, de Clarice Lispector</p>
<p><em style="color: black;font-size: 1rem"><b>Repórteres</b></em><em style="color: black;font-size: 1rem">: Andressa Foggiato e Luan Romero</em><br></p>
<p><em><b>Ilustração</b>: Pollyana Santoro e Gustavo Lago Quatrin</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Subindo e descendo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/subindo-e-descendo</link>
				<pubDate>Wed, 10 May 2017 12:35:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Como surgiu]]></category>
		<category><![CDATA[Elevador]]></category>

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						<description><![CDATA[É difícil imaginar nosso cotidiano sem o elevador, não? Desde os primórdios, existe a necessidade de mover bens, materiais pesados e pessoas. No entanto, os métodos e instrumentos utilizados avançaram significativamente com o tempo.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <i><span style="font-weight: 400;">É difícil imaginar nosso cotidiano sem o elevador, não? Desde os primórdios, existe a necessidade de mover bens, materiais pesados e pessoas. No entanto, os métodos e instrumentos utilizados avançaram significativamente com o tempo. Confira a seguir o desenvolvimento do elevador ao longo dos anos:</span></i>

&gt; Veja a ilustração publicada na versão impressa da revista

<b>2900 a.c.</b>

<span style="font-weight: 400;">A Grande Pirâmide de Quéops, em Gizé, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, foi construída com uma altura de 147 metros, o equivalente a um prédio de 49 andares. Pedras pesando até cinco toneladas foram transferidas para o lugar com mecanismos de elevação rudimentares. Livros de história citam o envolvimento de 4 mil pedreiros e 100 mil trabalhadores.</span>

<b>2000 a.c.</b>

<span style="font-weight: 400;">Os egípcios elevavam a água do Rio Nilo para irrigação, através do uso de uma alavanca de contrapeso — o shaduf, no Brasil conhecido como picota.</span>

<b>336 a.c.</b>

Na Roma Antiga, existem referências de ascensores rudimentares ligadas ao filósofo e inventor grego Arquimedes. Esses elevadores eram vagões abertos e consistiam de uma plataforma com molinetes que possibilitavam que a cabine se movimentasse de maneira vertical. Esses molinetes eram movidos por pessoas, animais ou rodas d’água.

<b>1743</b>

<span style="font-weight: 400;">O rei francês Luís XV foi um dos primeiros a usufruir dos elevadores utilizados por passageiros, desenvolvidos no século 18. A construção no Palácio de Versalhes aconteceu para que o rei fosse carregado dos seus aposentos até o quarto de sua amante, que ficava em outro andar. O elevador era conhecido como “cadeira voadora” e o modo de funcionamento pouco se modificava daqueles usados na Roma Antiga.</span>

<b>1823</b>

<span style="font-weight: 400;">Na Inglaterra, os engenheiros e arquitetos Burton e Hormer criaram uma “sala ascendente” a vapor para carregar turistas até uma plataforma que permitia ter uma visão geral de Londres. Anos depois, a invenção foi aperfeiçoada pelos também arquitetos britânicos Frost e Stutt, que adicionaram cinto de segurança e um contrapeso ao vapor.</span>

<b>1846</b>

<span style="font-weight: 400;">Em 1846, Sir William Armstrong introduziu o guindaste hidráulico, e, no início dos anos 1870, máquinas hidráulicas começaram a substituir o elevador movido a vapor. O elevador hidráulico é suportado por um êmbolo pesado, movendo-se num cilindro, e operado pela pressão da água (ou petróleo) produzido por bombas.</span>

<b>1853</b>

Em uma exposição em Nova York, o inventor norte-americano Elisha Grave Otis comprovou a eficiência do seu chamado “paraquedas de segurança”. Diante de uma multidão de espectadores, ele ficou em cima do palanque de um guincho impulsionado por um motor de vapor e, quando chegou ao ponto mais alto, pediu que o cabo de suspensão fosse cortado. Ao invés de cair, a plataforma foi parando em seus trilhos, devido a um sistema de pivôs de molas e barras verticais.

<b>1867</b>

<span style="font-weight: 400;">O engenheiro Léon Ledoux apresentou em Paris um elevador hidráulico. O sistema era alimentado pela pressão da água fornecida por grandes pistões de uma fonte de distribuição. Muitos desse tipo de elevador foram instalados em prédios da capital francesa</span>

<b>1889</b>

<span style="font-weight: 400;">Na Exposição Mundial de Paris, o engenheiro Alexandre Gustave Eiffel apresenta a torre que leva seu nome com cinco elevadores hidráulicos movidos a vapor, utilizando o sistema criado por Otis alguns anos antes. O elevador elétrico começou a ser desenvolvido no final do século 19 pelo inventor alemão Werner Siemens, assim que foram instaladas as primeiras redes de energia.</span>

<b>1931</b>

<span style="font-weight: 400;">No então prédio mais alto do mundo, o Empire State Building, em Nova York, foram colocados 67 elevadores de última geração. O modelo operado é basicamente o mesmo até hoje: um motor elétrico localizado numa casa de máquinas – embaixo ou em cima do fosso – movimenta o elevador e um contrapeso, através de um sistema automatizado, que funciona bastando apertar um botão.</span>

<b>2016</b>

<span style="font-weight: 400;">O elevador mais alto atualmente fica no arranha-céu Burj Khalifa, em Dubai, nos Emirados Árabes. A estrutura é a mais alta já construída no mundo, possui 830 metros. O elevador é também o mais rápido do mundo — desloca os ocupantes a uma velocidade de 18 metros por segundo.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Repórter: Bernardo Zamperetti</span>

<span style="font-weight: 400;">Diagramação: Juliana Krupahtz</span>

<span style="font-weight: 400;">Ilustração: Nicolle Sartor</span>

&nbsp;

<em>Esta matéria faz parte do projeto Mãos Livres, que foi criado para produzir artefatos culturais bilíngues em língua portuguesa e língua brasileira de sinais (libras), visando a educação pessoas surdas. Confira o vídeo:</em>
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