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				<title>Conexão retrofuturista</title>
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				<pubDate>Mon, 30 May 2022 20:05:03 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Local. Distrito 7.1 Data. 9.03.2021 O aerocarro sobrevoa o arco da Universidade Federativa de Santa Maria (UFSM). Dirigindo-o está Suzana Monforte, checando na tela digitográfica o destino e missão: o Planetário Cósmico e a averiguação de um artefato tecnomístico lendário recém encontrado. Suzana é uma especialista em crimes tecnológicos e saberes arcanos. Perita em pictogramas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Local. Distrito 7.1
Data. 9.03.2021
O aerocarro sobrevoa o arco da Universidade Federativa de Santa Maria (UFSM). Dirigindo-o está Suzana Monforte, checando na tela digitográfica o destino e missão: o Planetário Cósmico e a averiguação de um artefato tecnomístico lendário recém encontrado.

Suzana é uma especialista em crimes tecnológicos e saberes arcanos. Perita em pictogramas photo-temporais, ela foi chamada ali por Fernando Terra, docente da instituição e um estudioso de fenômenos alquímicos e subterrestres. Monforte tem cabelos escuros, olhos turquesa e movimentos decididos, com seus trinta anos vividos mais na estrada que em casa.

<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Escritos-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida do visor de um veículo aéreo. O veículo tem estrutura interna em preto. No painel de controle, volante em preto e cinza azulado, painel que mostra os dados: &quot;Velocidade 90km/h&quot;; &quot;Altitude 1200m&quot;, e &quot;Tanque 70%&quot;. Ao lado, outro painel com imagem do Planetário e o título &quot;Missão Planetário Cósmico&quot;. Ao lado, mapa no GPS. Ao lado, portal luvas aberto com um papel retangular e um óculos de realidade aumentada. No espelho retrovisor, detalhe dos olhos azuis de uma mulher de pele branca e cabelos escuros. No visor, ao fundo, a Universidade Federal de Santa Maria, com prédios em cinza, vegetação vasta em verde, com destaque para o Arco de entrada em azul e a Avenida ao centro." loading="lazy">

Ela ignora a tela que mostra o mapa tridimensional e pega seu noitário. Adorando artefatos antigos como cadernos, canetas e recortes, sua mochila é um campo minado deles. Abaixo, a fila de carros terrestres segue seus fluxos e destinos, seja o Colégio Politecnostático, o Complexo Hospitalar ou a Biblioteca Pinacular. À sua direita, Suzana ignora os centros tecnológicos, filosóficos, biológicos, artísticos e rurais, até alcançar o Centro&nbsp;Reitoral.

Na frente dele, um pináculo na forma de dois compassos cruzados chama sua atenção, um colado no verdor terrestre e outro apontado ao céu cinzento onde sete jatos e dois zepelins cortam o azulado das nuvens. O computador, conectado ao chip mental de Susana, informa que se trata de farol obelisco em homenagem ao fundador da UFSM, Mariano da Rocha Filho.

Suzana aproveita a deixa e questiona a máquina. O software responde de pronto e ela levanta o olhar. Em frente de prédios que uniam filosofia, história, letras, música e dança, está o círculo pétreo do Planetário. Ao lado dele, a movimentação humana denuncia a escavação.

Tudo começara com a descoberta de que a região central do Rio Grande Sulista fora habitada milhões de anos atrás por uma população de estauricossauros, uma dos espécimes animais mais antigos do planeta. Ao descer o aerocarro, Susana cogita se está num dos pontos onde a vida na terra começara, onde monstros mortos deram lugar a humanos pensantes.

Em terra, ela é recebida por Fernando e por Mariana D’Oliveira, uma descendente do alquimista e poeta que revolucionou a arte e as ciências na região décadas antes, sobretudo com seu manifesto tecno-arcano Lanterna Verde. Os dois cientistas a levam a uma das tendas de pesquisas e mostram-lhe o enigma daquela manhã.

Sobre uma mesa, entre ossos e artefatos, está a lendária “Bússola de Cristal-Cromo que Aponta ao Inóspito Sul”. Suzana estarrece, pois esse artefato perdido supostamente pertencia à dupla de aventureiros Doutor Benignus e Vitória Acauã, que vieram à Santa Maria em março de 1900, para pesquisar o Riacho Itaimbé. A dupla e o grupo investigativo do Parthenon Místico voltariam à região depois, para explorar a Goela do Diabo e a Cidade dos Meninos.

Susana coloca suas luvas e posiciona sobre os olhos as lentes photo-temporais, uma tecnologia infranatural que permite a captação de imagens de um objeto em tempos diversos. Depois de instantes, Suzana retira o insólito dispositivo, em silêncio.

— O que você tem a dizer? –, pergunta Terra a Monforte. D’Oliveira observa, inquieta.

— Muitas perguntas por hora, senhores, sem nenhuma resposta – responde Suzana. – Eventos que envolvem ciência, magia, história e filosofia, crimes do passado, descobertas presentes, projeções futuras, produções ficcionais e investigativas de grande potência. Em suma, estranhezas que unem biologia e mecânica, química e alquimia, fato e ficção.

Fernando sorri e responde à investigadora de Porto Alegre dos Amantes:

— Se você busca por enigmas, está no lugar certo. Há sessenta anos é o que fazemos aqui.

Os três terão uma noite inteira pela frente. Talvez uma vida. Mas tem tempo, pois aquela universidade ainda é jovem, apesar de suas fundações compreenderem milênios de passado e anteverem séculos de futuro.

<strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Texto:</strong>&nbsp;Enéias Tavares:&nbsp; trabalha há seis anos no universo de Brasiliana Steampunk, série transmídia que recria os clássicos nacionais e a paisagem brasileira num cenário de aventura, fantasia e ficção científica. O último livro deste universo, Parthenon Místico, foi publicado pela DarkSide Books em 2020, e uma série audiovisual, A Todo Vapor!, estreou na Amazon Prime Video. Além de escritor e roteirista, é docente no curso de Letras da UFSM, instituição onde se formou e que considera sua segunda casa. Mais de sua produção e projetos em&nbsp;<a href="https://eneiastavares.com.br/"><u>eneiastavares.com.br</u></a></em>
<em><strong>Ilustração:</strong>&nbsp;Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial</em>
<em>Conteúdo produzido para a 12ª edição da Revista Arco (Dezembro 2021)</em>]]></content:encoded>
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				<title>Conectados pelo Ensino</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/conectados-pelo-ensino</link>
				<pubDate>Wed, 03 Apr 2019 20:12:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Inovação no Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[computação]]></category>
		<category><![CDATA[conexão]]></category>
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						<description><![CDATA[A internet e a inteligência artificial em prol do ensino na Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Ouça esta reportagem:

[audio mp3="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Conectados-pelo-ensino-Leitura-Marcelo1.mp3"][/audio]

<span style="color: #ffffff">.</span>

<span style="font-weight: 400">Pela manhã, a turma fica sabendo pelo grupo do WhatsApp que a aula no laboratório de informática foi cancelada. No caminho para a universidade, o aluno abre uma vídeo-aula no YouTube para reforçar os conteúdos, antes da avaliação final da disciplina. Ao chegar ao campus, a aula do dia é dada em um ambiente virtual, sem classes dispostas no formato tradicional e com uma infinidade de conteúdos disponíveis online. Todas essas situações parecem compor um futuro distante? Pois saiba que não. Isso já é realidade em alguns cursos da UFSM. </span>

<span style="font-weight: 400">Nas últimas décadas, a comunicação e a interação de alunos e professores foi amplamente beneficiada por aplicativos de trocas de mensagens, e o ritmo de produção e consumo de conteúdos foi acelerado. A grande quantidade de dados e informações em ambiente virtual, o armazenamento dessas informações em espaços chamados de nuvem, e a robótica estão, cada vez mais, mudando a forma como ensinamos e aprendemos. Mesmo que possa parecer algo natural e intrínseco da sociedade moderna, o uso de ferramentas digitais em sala de aula ainda exige adaptações dos sistemas de ensino e dos protagonistas do processo: alunos e professores. </span>

<img class="alignleft wp-image-5492" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Dando-Play.png" alt="" width="308" height="129" />

<b>Dando </b><b><i>play</i></b><b> no estudo</b>

<span style="font-weight: 400">Se antes os conteúdos utilizados no ensino se restringiam aos livros didáticos tradicionais - ficando sujeitos ao “envelhecimento” das teorias ao longo do tempo -, hoje podem ser conferidos e, até mesmo, ajustados instantaneamente na internet. Já é comum estudar pelas telas dos celulares e computadores e, com isso, muitos professores migraram das salas de aula para os canais do YouTube, como forma alternativa de ensino. Na plataforma, são conhecidos como “edutubers”, pessoas que compartilham informações úteis e colaboram para a disseminação do conhecimento. </span>

<span style="font-weight: 400">Os vídeos permitem que os alunos tenham acesso aos conteúdos vistos em aula e possam revisá-los posteriormente. Pensando nisso, o professor Rafael Beltrame, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, gravou e disponibilizou online todas as suas aulas em seu canal no Youtube. A motivação surgiu a partir do entendimento de que a disciplina “Eletromagnetismo para Sistemas e Automação”, em especial, é considerada por muitos estudantes como uma das mais desafiadoras do curso, devido ao extenso conteúdo e por demandar habilidades da formação básica, especificamente em geometria analítica, álgebra e cálculo vetorial. </span>

<span style="font-weight: 400">     </span>

<span style="font-weight: 400">No ano de 2016, as vídeo-aulas da disciplina foram disponibilizadas, via Moodle [</span><span style="font-weight: 400">software livre, de apoio à aprendizagem utilizado pela maior parte dos cursos da UFSM]</span><span style="font-weight: 400">, exclusivamente aos alunos. Após o término do semestre, Rafael tornou público o material produzido, que soma aproximadamente 100 mil visualizações no total. “Quando se publica um material online, deve-ser ter em mente que os internautas serão ‘super sinceros’, seja para elogiar ou criticar. Porém, recebo frequentemente o contato de estudantes de diversas regiões do país agradecendo pelo auxílio proporcionado pelos vídeos e/ou solicitando acesso a material complementar de estudo, como slides e listas de exercícios”, comenta Rafael. Durante esses anos, o professor chegou a receber contato de estudantes de países africanos de língua portuguesa e descreve o fato com surpresa: “Realmente, nunca considerei a possibilidade de o material ir tão longe!”</span>

<img class="alignleft wp-image-5493" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Também-se-aprende-jogando.png" alt="" width="441" height="146" /><b>Também se aprende jogando</b>

<span style="font-weight: 400">A ideia de trazer elementos de jogos, como bonificação e </span><span style="font-weight: 400">ranqueamento</span><span style="font-weight: 400">, para contextos de “não-jogo”, é também cada vez mais recorrente. </span><span style="font-weight: 400">A professora Giliane Bernardi, do </span><span style="font-weight: 400">Departamento de Computação Aplicada, </span><span style="font-weight: 400">explica que, na gamificação do ensino, os artifícios de jogo servem para incentivar o estudo. “A gamificação surge para fomentar a motivação extrínseca. Você cria um elemento de jogo que pode incentivar o jogador/aluno a interagir. Esse sistema pode ser aplicado no Moodle, por exemplo”, destaca Giliane.</span>

<span style="font-weight: 400">De acordo com Giliane, os jogos, quando bem elaborados e utilizados, são uma boa opção para prender a atenção dos alunos, </span><span style="font-weight: 400">despertar uma motivação diferente e trazer  novas estratégias</span><span style="font-weight: 400">: “Fazem os alunos participarem mais das aulas, interagir entre si e favorecem aqueles que têm dificuldade de entender conteúdos passados da forma ‘tradicional’”, complementa a docente. </span>

<span style="font-weight: 400">Desde 2017, uma equipe multiprofissional do Núcleo de Tecnologia Educacional da UFSM tem se debruçado na criação de um jogo educativo que deverá ser usado em breve nas escolas públicas de Santa Maria para o ensino da Educação Fiscal. A ideia é que cada jogador prove da experiência de ser “prefeito” da cidade, e consiga gerenciar os recursos e resolver os problemas apresentados. O designer do jogo, Cássio Fernandes Lemos, explica que há uma necessidade de decisão do jogador frente a determinadas questões que aparecem. “Isso estimula o raciocínio, o aprendizado. Passa-se um ensinamento através de uma situação onde o problema é apresentado diretamente ao aluno, e não através de uma explicação escrita em um quadro na sala de aula”, complementa o programador.</span>

<span style="font-weight: 400">Além dos jogos mais clássicos e simples, há também aqueles que misturam a realidade com o virtual, </span><span style="font-weight: 400">por meio de uma câmera e com o uso de sensores de movimento, como giroscópio e acelerômetro. Em 2017, Alex Mazzuco defendeu sua dissertação no Mestrado Profissional em Tecnologias Educacionais em Rede, onde apresentou um sistema web criado para modelagem tridimensional de moléculas, utilizando a realidade virtual. O objetivo basicamente era criar um sistema Web para planejamento e elaboração de aulas de química no Instituto Federal Farroupilha Campus São Borja. Com um código de barras bidimensional (QRCode), os estudantes puderam visualizar e interagir com as moléculas, por meio da realidade aumentada, que permitia movimentar, girar, aproximar e distanciar as partículas.</span>

<span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-5494 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Interação-humano-robô.png" alt="" width="383" height="176" /> </span><b>A interação humano-robô</b>

<span style="font-weight: 400">O avanço da robótica sempre trouxe questionamentos sobre o futuro das interações entre humanos e robôs. Na UFSM, alguns testes já estão sendo feitos e comprovam que  </span><span style="font-weight: 400">o convívio com máquinas poderá aprimorar o ensino e a aprendizagem. Um robô de nome Beo, programado com inteligência artificial, poderá circular pelas salas de aula nos próximos anos e tirar dúvidas da turma, servindo como um “agente companheiro” ou “tutor pedagógico” para os alunos. Atualmente, o trabalho, realizado em parceria entre o Grupo de Redes de Computadores e Computação Aplicada (Greca) e o G</span><span style="font-weight: 400">rupo de Automação e Robótica Aplicada (Garra), é aprimorado para </span><span style="font-weight: 400">diminuir o tempo de resposta de Beo, tornando as interações mais ágeis e naturais. </span>

<span style="font-weight: 400">A</span> <span style="font-weight: 400">inteligência artificial ajuda a entender noções de física e matemática, mas o seu conceito muda com o passar do tempo, segundo o professor Rodrigo Guerra, também do Departamento de Processamento de Energia Elétrica: “Hoje em dia, o que está movimentando muito a economia e causando impactos muito grandes no estudo da inteligência artificial é baseado no </span><i><span style="font-weight: 400">big data</span></i><span style="font-weight: 400"> e nas redes neurais artificiais. Estamos ficando muito bons em fazer inteligências artificiais que conseguem, depois de ver muitos exemplos, abstrair aquele conceito e resolver um problema nunca visto, mas da mesma natureza.”</span>

<span style="font-weight: 400">
<img class="aligncenter size-full wp-image-5488" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Dossiê_2_box.png" alt="" width="800" height="372" /></span>

<img class="wp-image-5495 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Mundos-Virtuais.png" alt="" width="352" height="154" />

<b>Explorando mundos virtuais</b>

<span style="font-weight: 400">Desde 2010, o Greca trabalha com realidades virtuais pensando em mundos virtuais. Com isso, o aluno, que se personifica na forma de um avatar, entra em uma plataforma online - a sala de aula - e encontra uma série de exercícios para serem feitos. “A liberdade para criar é imensa. Você pode disponibilizar no ambiente virtual vídeos, slides, conferências. Você pode ser quem quiser (um animal ou pessoa) e interagir com os demais”, destaca Giliane, que integra o Greca na linha de computação aplicada.</span>

<span style="font-weight: 400">Ali, podem interagir, por meio de áudio ou chat, com outros avatares - os colegas. Além disso, no ambiente virtual, deparam-se com “avatares tutores”, que foram configurados com inteligência artificial e estão programados para oferecer ajuda. De acordo com a professora Roseclea Duarte Medina, que atua junto ao Greca na linha de computação aplicada</span><span style="font-weight: 400">, </span><span style="font-weight: 400">os agentes inteligentes são capazes de avaliar os erros dos alunos nas atividades e recomendar materiais para que os conteúdos sejam revisados. “Os agentes fazem um diferencial muito interessante, pois os alunos se sentem mais à vontade para interagir com um colega ou com um agente, e não diretamente com o professor”, ressalta a professora.</span>

<span style="font-weight: 400">Durante a aula no mundo virtual, os alunos podem até ficar em casa. O recomendado é, no entanto, que eles compareçam ao laboratório, por causa do acesso à internet, que se faz necessário.</span>

<img class="wp-image-5496 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Sala-de-aula-inteligente.png" alt="" width="425" height="158" />

<b>O futuro: sala de aula inteligente </b>

<span style="font-weight: 400">Desde o início deste ano, o Greca trabalha na criação de salas de aula inteligentes. Com a </span><span style="font-weight: 400">análise e a interpretação do grande volume de dados gerados pelos indivíduos na internet, já é possível acompanhar, por exemplo, o desempenho dos alunos em tempo real. </span><span style="font-weight: 400">Quando o aprendizado se dá online e a avaliação acontece em etapas em uma plataforma digital, o professor sabe exatamente quanto tempo o aluno demorou para aprender cada conteúdo. Com a sala de aula inteligente, isso se tornaria ainda mais evidente. A grande quantidade de dados sobre o aprendizado seria devidamente processada por inteligência artificial e permitiria a personalização do ensino.</span>

<span style="font-weight: 400">A ideia é que as pessoas cheguem na universidade e possam desfrutar de inúmeras vantagens da tecnologia. Em uma sala de aula inteligente, os alunos registrariam a presença com a biometria, facilitando o trabalho do professor, que não mais necessitaria fazer o registro de frequências. Nesse ambiente, os sensores de temperatura e expressão facial dos alunos também poderiam ser reconhecidos, a fim de mudar a dinâmica da aula, favorecendo a adaptação dos conteúdos para cada aluno. </span>

<span style="font-weight: 400">Apesar de o projeto ainda estar em fase inicial - com os testes de sensores de temperatura e luminosidade -, a professora Roseclea descreve empolgada o objetivo: “Nesta sala haverá uma integração total de todos os dispositivos, sensores integrados com o sistema acadêmico e com o mundo virtual, por exemplo, com os jogos. Nossa intenção é que ela seja a semente para o campus inteligente”.</span>

<b>Desafios a serem superados</b>

<span style="font-weight: 400">Não restam dúvidas sobre a presença da tecnologia no dia a dia dos jovens – uma geração que já nasceu conectada ao mundo virtual – e os impactos que esse novo perfil de aluno traz ao ambiente escolar e acadêmico. Esse contexto lança o desafio para escolas, universidade e professores sobre como usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Resistir à tecnologia não é uma opção.</span>

<span style="font-weight: 400">A professora Giliane Bernardi acredita que é necessário promover interações mais simples, com interfaces mais intuitivas que não tenham um nível de complexidade muito grande. “A mediação tecnológica precisa ser simples, rápida, eficiente e transparente”, complementa. Mas, para isso, precisa ser discutida também a falta de infraestrutura, de investimentos no setor tecnológico e, principalmente,  os valores pagos para o acesso à internet no país - como destaca a professora Roseclea: “Não adianta o aluno ter um celular, um computador bom e um mundo virtual disponível, mas não possuir uma rede de internet com qualidade”.</span>

<em>*Esta matéria está atualizada em relação à publicada na edição impressa.</em>

<em><strong>Reportagem:</strong> Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo</em>
<em><strong>Ilustração: </strong>Pollyana Santoro, acadêmica de Desenho Industrial</em>
<em><strong>Lettering e diagramação:</strong> Deirdre Holanda</em>
<em><strong>Fotografias:</strong> Thomás Dalcol Townsend</em>
<em><strong>Locução:</strong> Marcelo de Franceschi</em>]]></content:encoded>
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