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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>Não é só agosto o “Mês do Cachorro Louco”</title>
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				<pubDate>Thu, 31 Aug 2023 16:35:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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						<description><![CDATA[Professores da UFSM falam sobre a importância de prevenção à raiva, doença com quase 100% de mortalidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignright wp-image-9756 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/08/Destaque-1-2.jpg" alt="" width="702" height="447" />O fim do mês bate à porta. E, com ele, talvez seja a hora de colocar um fim em certos mitos. Será que agosto é mesmo o “Mês do Cachorro Louco”? Se, até este momento do mês, o seu cachorro não apresentou nenhum comportamento anormal, você já deve desconfiar sobre qual é a resposta dessa pergunta. Mas então, por que agosto é conhecido assim?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">William Schoenau, professor de Bem-Estar animal no curso de Medicina Veterinária e vice-diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), explica que há maior </span><b>possibilidade </b><span style="font-weight: 400">de casos de raiva neste mês, já que ele apresenta condições climáticas favoráveis para que as fêmeas iniciem o seu período reprodutivo, o que aumentaria as disputas entre machos para conquistá-las. Caso um dos “pretendentes” já tenha o vírus, ele pode ser transmitido aos outros cães por meio de brigas. No entanto, </span><b>não há evidência</b><span style="font-weight: 400"> científica do aumento de casos durante o oitavo mês do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outra “injustiça” é insistir em chamar o melhor amigo do homem de louco por conta do vírus da raiva, já que ele não tem sido o animal mais afetado pela doença nos últimos anos. Em 2022, o </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/raiva/raiva-animal#:~:text=No%20ano%20de%202021%20(Tabela,foi%20poss%C3%ADvel%20sequenciar%20a%20variante."><span style="font-weight: 400">Ministério da Saúde registrou 16 casos de raiva em animais domésticos - nove gatos e sete cães.</span></a><span style="font-weight: 400"> Metade desses casos foi transmitido por morcegos, e outros três por canídeos silvestres (cachorro-do-mato, lobo-guará, raposas, etc.) que, desde 2016, são os dois únicos agentes transmissores da doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A fama de agosto ser o “Mês do Cachorro Louco” é um elemento particular da cultura brasileira. No calendário internacional, o Dia Mundial da Luta Contra a Raiva é celebrado em 28 de setembro. Os “costumes” dos tutores também são responsáveis por facilitar o desenvolvimento de doenças, como não fazer as vacinações de calendário, não realizar castração e deixar os cães soltos, o que pode facilitar a propagação de doenças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No Hemisfério Norte há outro tipo de ligação entre cachorros e o mês de agosto, os </span><i><span style="font-weight: 400">dogs days</span></i><span style="font-weight: 400">, explica o vice-diretor do CCS. O termo se refere aos dias mais quentes e abafados do verão no norte do planeta que ocorrem depois que a estrela Sirius, também conhecida como “estrela do cachorro” fica visível no horizonte antes do nascer do sol, fenômeno que ocorre uma vez por ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sirius, além de ser a estrela mais brilhante da noite a olho nu, é o principal corpo celeste da constelação de Cão Maior (</span><i><span style="font-weight: 400">Canis Major</span></i><span style="font-weight: 400">). Além do calor, ela ficou conhecida por civilizações milenares como a estrela responsável por trazer doenças, azar e loucura, para cães e também para os homens. </span></p>
<h3>O mês pode ser mito, mas a doença continua real</h3>
<p><span style="font-weight: 400">O professor Saulo Filho, docente de Clínica de Pequenos animais, também do curso de Medicina Veterinária, enfatiza que o aumento da divulgação das campanhas de vacinação, muitas intensificadas em agosto para se apropriar da “fama” de “Mês do Cachorro Louco”, são para auxiliar na prevenção contra a raiva. Em 2002, por exemplo, o Ministério da Saúde registrou</span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/raiva/raiva-animal#:~:text=No%20ano%20de%202021%20(Tabela,foi%20poss%C3%ADvel%20sequenciar%20a%20variante."><span style="font-weight: 400"> 635 casos de raiva em cães e 85 em gatos</span></a><span style="font-weight: 400">. “A raiva urbana praticamente desapareceu”, destaca Saulo. “A grande preocupação hoje é a raiva silvestre e no meio rural”, complementa Schoenau.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O vírus da raiva tem três ciclos de transmissão: urbano, rural e silvestre. Os dois últimos foram os responsáveis pelos dois casos da doença registrados no país em humanos este ano. Ambos os pacientes faleceram. Os professores destacam que o homem cada vez mais invade o habitat e entra em contato com animais silvestres. Essa aproximação pode ser perigosa, uma vez que todos os mamíferos podem contrair o vírus e transmiti-lo para o ser humano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sem vacinação, a doença tem taxa de letalidade de quase 100%, o que inclui a raiva humana que deixa sequelas severas em seus raros sobreviventes. Para que a doença continue sob controle nos centros urbanos, o professor de Fisiologia Animal lembra que é preciso uma cobertura vacinal de 80% da população canina, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, a taxa atual de cobertura pode estar significativamente abaixo deste nível. De acordo com os dados do próprio ministério, a </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/raiva/cobertura-vacinal-de-caes-e-gatos#:~:text=Com%20base%20nesses%20dados%2C%20o,Brasil%2C%202021*"><span style="font-weight: 400">cobertura vacinal de cães e gatos era de 60,4% em 2021</span></a><span style="font-weight: 400"> (último ano disponível). Essa média se aplica a menos da metade do país, já que apenas 12 das 27 unidades federativas enviaram seus índices de vacinação para o levantamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além de letal, a enfermidade que afeta o sistema nervoso evolui de forma dolorosa.  “Em cães, ela termina por atingir o nervo faríngeo, o que os impede de beber e se alimentar. Por isso, quando um animal é diagnosticado com raiva, o protocolo indicado é a eutanásia”, descreve o professor Saulo. A doença pode se manifestar de diferentes formas, a depender de onde o animal foi mordido. Ferimentos próximos à medula podem resultar em raiva paralítica, na qual o cão fica quieto e triste, com sinais de paralisia. Há também a raiva muda, ou atípica, que traz alguns sintomas semelhantes à raiva paralítica, mas menos intensos e que podem passar despercebidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O vírus é transmitido pela saliva, o que significa que, além das mordidas, é possível contrair raiva pela lambedura de um animal infectado e, em alguns casos, também pela arranhadura. De acordo com o professor da disciplina Clínica de Pequenos animais, os principais sintomas da doença em cães são: agressividade, ansiedade, desconfiança, mordedura, lambedura, medo, depressão, salivação excessiva, paralisia, desorientação, convulsões, aversão à água - cão fica desorientado e não reconhecimento do proprietário.</span></p>
<h3>Propaganda enganosa, mas com boas intenções </h3>
<p><span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-9757  alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/08/Informacoes-Utilidade-Publica-1.jpg" alt="" width="429" height="763" />Por ter um efeito direto no ser humano, a raiva é a doença canina mais conhecida, mas, atualmente, há outras patologias que são mais letais para os cães. A parvovirose é uma doença que afeta filhotes com até um ano de idade, enquanto a cinomose pode afetar o cão durante toda a vida, em especial durante os primeiros meses de vida do animal. Ambas as doenças possuem alta taxa de letalidade sem vacinação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A leptospirose também é uma doença animal que pode ser contraída pelo ser humano (zoonose). Geralmente associada a ratos, a infecção também afeta cães, que são a principal fonte de transmissão para o homem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As três doses da vacina polivalente compõem o esquema vacinal básico em filhotes e protegem contra essas enfermidades. O ciclo da imunização polivalente inicia entre os primeiros 45 e 60 dias de vida e vai até a sexta ou oitava semana de idade. A vacina contra a raiva pode ser aplicada em um intervalo mínimo de 21 a 30 dias após o esquema vacinal básico, quando o cão está entre quatro e cinco meses de idade. É possível vacinar o cachorro contra a raiva mesmo sem o esquema vacinal básico, desde que ele tenha idade compatível com a imunização. As vacinas para raiva, cinomose e leptospirose devem ser reforçadas anualmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Propaganda é a alma do negócio.  Mas, em termos de vacinação, depende do calendário vacinal de cada animal. Se quiser vacinar em agosto, vacine. Melhor vacinar do que não vacinar, mas é possível fazer isso em qualquer época do ano”, finalizam os professores que não se opõem à fama de “Mês do Cachorro Louco” carregada por agosto, desde que ela seja utilizada para que cães e humanos fiquem sãos e salvos.</span></p>
<p><b><i>Reportagem:</i></b><i> <span style="font-weight: 400">Bernardo Silva, estudante de jornalismo e bolsista de Agência de Notícias</span><br /></i><b><i>Ilustração:</i></b><i> Daniel Michelon De Carli, Unidade de Comunicação Integrada;</i><i><br /></i><b><i>Edição:</i></b><i> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Você sabe como surgiu o violoncelo?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/voce-sabe-como-surgiu-o-violoncelo</link>
				<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 16:36:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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						<description><![CDATA[Aperfeiçoado ao longo dos séculos, o violoncelo faz sucesso entre apreciadores de música clássica e contemporânea]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Não existem respostas exatas para perguntas sobre a invenção do violoncelo, mas evidências observadas ao longo da história apontam para as suas primeiras aparições. De acordo com a professora do Departamento de Música da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ângela Maria Ferrari, o que se pode dizer é que registros encontrados em pinturas do século 16 retratam instrumentos de formatos semelhantes aos que são conhecidos hoje como os pertencentes à família do violino, entre eles o violoncelo, também chamado de “cello”.</p><p><b id="docs-internal-guid-3a7f01ca-7fff-bcf3-0f12-4d76f9a2d798" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A evidência mais antiga está nas pinturas de Gaudenzio Ferrari, pintor e escultor italiano. No afresco “O Concerto dos Anjos” (1534-1536), são retratados anjos que cantam enquanto outros tocam instrumentos de cordas, entre eles um violino, uma viola, e um violoncelo — com apenas três cordas. Por volta de 1665, o violoncelo é citado em sonatas italianas como um diminutivo para o violine, “grande viola”, ou instrumento baixo da família do violino. </p><p><br />O violoncelo com mais similaridades ao encontrado atualmente teve suas características estabelecidas pela família Stradivari, artesãos de instrumentos de cordas, em 1680. A partir disso, entre os séculos 17 e 18, o instrumento se tornou ainda mais popular ao ser utilizado por grandes compositores como Johann Sebastian Bach, em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=D83cMncj_Ig">Seis Suítes para Violoncelo Solo</a>, e Ludwig Van Beethoven, na <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yes8YOQnVQQ">Sinfonia nº 5</a>.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/Capa_com_cores_corrigidas-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida, em primeiro plano, de um violocenlo em cor caramelo apoiado nas pernas de um homem sentado." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Tanto a viola de arco quanto o violoncelo surgem a partir da necessidade de suprir a sonoridade dos graves da família dos violinos”, afirma a professora Ângela. Hoje, o violoncelo tem quatro cordas afinadas nos intervalos de quinta: Dó - Sol - Ré - Lá - do grave para o agudo. Um intervalo é a distância entre duas notas, por exemplo, entre o intervalo de Ré e Lá existem cinco notas: Ré, Mi, Fá, Sol, Lá. E, ainda, o conjunto de notas atingidas (tessitura) pelo cello é amplo, a extensão das notas vai do Do1 ao Mi5. As partituras do violoncelo podem ser escritas em três diferentes claves, as notas mais graves são escritas na clave de Fá e as mais agudas, utilizadas pela viola e violino respectivamente, são escritas na clave de Dó na quarta linha, região média ou “tenor”, e na clave de Sol na segunda linha. Isso porque, quando os violoncelistas precisam tocar notas mais agudas, é necessário mudar para a clave de um instrumento mais agudo.</p><p><b id="docs-internal-guid-2e2e2f6c-7fff-9ba3-172f-3503921ce0e4" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O violoncelo cobre uma grande extensão da voz humana e pode ser ouvido tanto na voz do baixo, a mais grave das vozes masculinas, quanto na voz do soprano, a mais aguda das femininas. Em uma peça musical, sua sonoridade é capaz de evocar diferentes emoções. Além disso, a professora chama a atenção para os timbres, comumente chamados de “qualidade do som”, ou seja, frequências que compõem a onda sonora emitida pelo instrumento. Uma mesma altura de nota pode ter timbres diferentes em instrumentos diferentes. “O timbre do violoncelo, para mim, é muito aveludado, melodioso e cheio”, complementa a docente. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A amplitude da tessitura e a singularidade do timbre do violoncelo são muito exploradas por compositores ao longo da história da música. Além de ser usado em orquestras e em músicas eruditas, o cello aparece também no repertório de grupos de música popular contemporânea dos mais variados gêneros — <a href="https://youtu.be/5ViGb_Gy3AA" target="_blank" rel="noopener"><u><i>Apocalyptica</i></u></a>, <a href="https://youtu.be/B5xAZzjJq-E" target="_blank" rel="noopener"><u><i>Yo-Yo Ma</i></u></a>, <a href="https://youtu.be/Xj3gU3jACe8" target="_blank" rel="noopener"><u><i>2Cellos</i></u></a>, <a href="https://youtu.be/DuJwQCawPUs" target="_blank" rel="noopener"><u><i>Rasputina</i></u></a> são alguns dos nomes de artistas populares. </p><p><br />No bacharelado em Violoncelo da UFSM, os alunos também praticam e estudam a inserção do violoncelo na música contemporânea. Para a professora Ângela, o uso do cello em outras mídias, assim como na trilha sonora de filmes e novelas, contribui para a sua popularização, uma vez que atinge um público além de músicos e apreciadores da música clássica.</p><p dir="ltr"><strong><em>Expediente</em></strong></p><p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Jéssica Medeiros, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p dir="ltr"><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p dir="ltr"><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Por que o homem não voltou à lua?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/por-que-o-homem-nao-voltou-a-lua</link>
				<pubDate>Wed, 20 Jul 2022 12:26:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[corrida espacial]]></category>
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		<category><![CDATA[viagem espacial]]></category>
		<category><![CDATA[yuri gagarin]]></category>

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						<description><![CDATA[Há 53 anos, o homem pisou na lua pela primeira vez, em uma viagem que mudou os rumos da corrida espacial]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Em 20 de julho de 1969, o homem chegou à lua, em um feito que marcou a história mundial. As primeiras iniciativas de viagens espaciais datam do pós Segunda Guerra Mundial e ganharam força e expansão com os desdobramentos geopolíticos da Guerra Fria (1947-1991). A partir disso, o espaço sideral começou a ser utilizado como ambientação para diversos produtos da cultura pop. Para além de exemplos como os filmes “2001” e “Interestelar”, os estudos sobre o espaço, os planetas e as galáxias são relevantes do ponto de vista científico e suscitam contínuas inovações tecnológicas que impactam o cotidiano da sociedade, desde a criação de robôs para a exploração de outros planetas até materiais que possibilitaram o surgimento das câmeras de celulares.

<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/HomemLua_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e em tons de cinza, branco e preto de astronautas, de um foguete e da lua. No centro da imagem, em tamanho grande, a lua, em cinza, com a superfície arredondada e esburacada, e a parte da direita escondida por sombra preta. Sobre a lua, na parte superior e inclinado à esquerda, pessoa em pé, que veste roupa de astronauta branca com detalhes em listras vermelhas na altura da coxa, capacete espacial com visor espelhado e equipamento com oxigênio nas costas, usado da mesma forma que uma mochila, e que tem uma câmera pequena acoplada. Na parte superior direita da imagem, sobre a lua, foguete espacial desfocado, em formato de cilindro com a extremidade frontal pontuda; o foguete tem cor bege e detalhes em marrom. Na parte inferior direita da imagem, atrás da lua e inclinado para baixo, em diagonal, astronauta em tamanho maior, com roupa espacial bege, capacete espacial com visor espelhado e mochila espacial nas costas. No canto inferior direito, em desfoque, detalhe do planeta Terra nas cores azul, verde, branco e cinza. Um pouco acima da terra, mais ao fundo, em desfoque, hexágono amarelo com um círculo no centro. O fundo é preto." loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A missão tripulada conhecida como “Apollo 11” foi uma iniciativa do governo dos Estados Unidos que, durante a Guerra Fria, disputava com a União Soviética a imagem de ‘superpotência’. Além de uma iniciativa científica, a viagem e a capacidade de levar uma tripulação ao espaço se consolidou como um marco, <a style="text-decoration: none" href="https://radios.ebc.com.br/na-trilha-da-historia/2019/08/na-trilha-da-historia-mostra-chegada-do-homem-lua"><b>em uma guerra que foi, acima de tudo, simbólica</b></a>. Nesse período, a <b><a style="text-decoration: none" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-04/terra-e-azul-ha-60-anos-o-homem-chegava-orbita-do-planeta">União Soviética teve grandes feitos</a>,</b> muitas vezes à frente dos norte-americanos, como o primeiro foguete a entrar em órbita e a primeira viagem tripulada, mas julho de 1969 viria a mudar isso.&nbsp;</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A preparação da Apollo 11 iniciou meses antes, numa tentativa da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) demonstrar sua capacidade técnica e organizacional. Em 16 de julho de 1969, com todos os módulos já testados e os três integrantes da tripulação preparados, o foguete foi lançado. No dia 20, o módulo pousou na lua. O comandante da missão, Neil Armstrong, se tornou a primeira pessoa a pisar na lua e cunhou a famosa frase: "Um pequeno passo para o homem e um grande salto para a humanidade”.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O pesquisador e professor do Departamento de Eletrônica e Computação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Marcelo Serrano Zanetti, destaca que a chegada bem sucedida da Apollo 11 impactou os desdobramentos da Guerra Fria e tornou os Estados Unidos um centro de poderio tecnológico. Isso influenciou as futuras expedições ao espaço. Mas outros setores da vida em sociedade também foram impactados pelas explorações espaciais, como as redes de comunicação - que passaram a ser realizadas por meio de satélites. Marcelo lembra que o uso do Sistema de Posicionamento Global (GPS), presente em quase todos os dispositivos móveis, é uma herança da ida ao espaço.</p>

<h3>Mas por que o homem não voltou à lua?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar de ter se tornado um marco na viagem espacial, a experiência de 1969 foi sucedida apenas por outras seis expedições, todas enviadas pela Nasa e denominadas “Apollo”.&nbsp;<b> <a style="text-decoration: none" href="https://moon.nasa.gov/overlay-who-has-been-to-the-moon/">Ao todo, 12 pessoas caminharam pela superfície lunar e 24 viajaram à lua</a>.</b> Durante a viagem da Apollo 13, a terceira missão tripulada enviada à lua, nenhum integrante da tripulação desceu no satélite natural da Terra, por motivos de problemas com um tanque de oxigênio da nave.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O foco das viagens espaciais mudou nos últimos anos, isso porque a lua não é um local com grandes possibilidades de exploração científica. Marcelo destaca que os ganhos científicos de pisar na lua já foram atingidos, uma vez que a grande demanda de investimento necessária não corresponde às possíveis vantagens&nbsp; que podem ser alcançadas em novas expedições.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, colocar uma tripulação em órbita também se tornou um impedimento. Levar pessoas ao espaço exige uma grande quantidade de equipamentos e de tempo, uma vez que diversos treinamentos são exigidos, além de equipamentos para sobrevivência da tripulação e coleta de informações. As expedições enviadas, em geral, contam apenas com robôs e equipamentos de tecnologia avançada, como equipamentos fotográficos capazes de registrar as especificidades de diferentes locais.</p>

<h3>Novas perspectivas para o turismo espacial</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ir ao espaço pode ser o sonho de muitas pessoas, mas ainda está longe de ser uma viagem acessível à população. Algumas empresas privadas vêem o espaço como um local possível de exploração comercial, em que indivíduos poderiam adquirir viagens para ficar em órbita por algum período. Um exemplo está na SpaceX, do empresário Elon Musk, que promete ser capaz de oferecer viagens espaciais de curtos períodos.&nbsp;</p>
<b id="docs-internal-guid-d1dfee52-7fff-8bd5-4bf6-29f40d6fad62" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Marcelo destaca que iniciativas privadas podem ser interessantes a longo prazo, uma vez que possibilitam aos cidadãos a exploração do universo e o fomento de novas descobertas na área da pesquisa. No entanto, cabe pontuar que, para&nbsp; ir ao espaço, um&nbsp; grande valor em dinheiro tem de ser desembolsado. Dados da Revista Time e compilados pela Folha de São Paulo mostram que o idealizador da Inspiration4, missão da SpaceX que levou civis à órbita da Terra, pagou cerca de 200 milhões de dólares por quatro lugares na viagem, que ocorreu em 2021. Ir ao espaço ainda é algo restrito às pessoas com elevado poder aquisitivo, o que está longe da realidade de grande parcela da população mundial.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O pesquisador enfatiza a necessidade de cuidado com a regulamentação dessas expedições, que podem gerar um aumento da produção de lixo espacial. No caso brasileiro, ainda não há perspectivas de viagens espaciais feitas com módulos nacionais. O país ainda não tem foguetes capazes de se manter em órbita e o investimento nessa área é menor que o de outros países, que já têm uma longa trajetória de desenvolvimento aeroespacial.</p>

<table style="border-collapse: collapse;width: 100%">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%">&nbsp;Para saber mais:
<a href="https://www.youtube.com/c/Webservat%C3%B3rio"><b>Projeto Webservatório</b></a>: é uma parceria entre o Centro de Tecnologia (CT) e o Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), que busca expandir e revitalizar o observatório astronômico da UFSM.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Milene Eichelberger, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Curiosidades</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/curiosidades</link>
				<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 18:23:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[ana primavesi]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Reitoria UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[Sorbonne do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm 60 anos]]></category>

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						<description><![CDATA[A cada edição, a seção Curiosidades responde àquelas
questões que você sempre quis saber se eram mitos ou
verdades e conta histórias singulares sobre a UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h3>Por que a UFSM foi considerada a Sorbonne do Sul por José Mariano da Rocha?</h3>		
		<p>Escrito na década de 1960, o hino institucional da UFSM cita em sua primeira estrofe: “A criança dos campos da serra cresceu forte, sadia e gentil e em ti, ó Sorbonne do sul, aprendeu a amar o Brasil”. Com quase 800 anos de existência, a Universidade de Sorbonne, na França, é uma das mais tradicionais universidades da Europa. Mas qual sua relação com a UFSM? De acordo com Eugenia Barichello, filha do ex-reitor e fundador da UFSM, José Mariano da Rocha, seu pai nutria enorme admiração pela Universidade de Sorbonne por ser um exemplo mundial de qualidade nas diferentes áreas de conhecimento. Curiosamente, outro motivo para a escolha dessa referência se deu porque, até o final do século 20, acreditava-se que a universidade francesa era a mais antiga do mundo, fato que foi corrigido posteriormente, migrando-se o título para a Universidade de Bologna, na Itália.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Capa_Curiosidades-1024x668.jpg" alt="Ilustração em tons de sépia, composta por um prédio, um homem e uma casa de um lado, e do outro, de uma mulher idosa. No parte central na esquerda da ilustração, desenho de um homem de pele clara, sério, na faixa etária dos quarenta anos; ele está em primeiro plano e está com o rosto levemente virado para o lado direito; tem rosto angular, sobrancelhas grossas, arqueadas e em tom escuro, olhos escuros, bigode grosso e escuro; tem cabelos escuros e fartos penteados para trás; veste um terno escuro sobre camisa branca e gravata escura. Atrás do homem, prédio de dois andares, com uma porta e janelas em cada andar; o primeiro andar tem paredes escuras, tem quatro pilares, uma porta com detalhe triangular em cima, e uma janela no lado direito, em formato triangular na parte superior; o segundo andar tem paredes claras, cinco conjuntos de janelas em uma faixa no centro da parede; na parte direita e principal do andar, detalhe do prédio em formato de cúpula, com o teto arredondado e uma janela sobre a cúpula; abaixo, telhado triangular sustentado por quatro pilares; embaixo do telhado, porta com detalhe triangular na parte superior e, em cada um dos lados da porta, uma janela com a parte superior em formato triangular. Abaixo do homem e à frente dele, uma casa em ângulo lateral esquerdo; ela tem paredes claras, telhado simples em formato triangular e dois pilares no lado esquerdo; a casa tem uma porta na parte da frente, com dois degraus na frente, e duas janelas, uma na parte da frente e outra na parede esquerda; nos lados da casa, vegetação em arbustos; na frente da casa, chão na cor sépia. No lado direito inferior, ilustração de uma mulher idosa em tons de sépia. Ela tem pele clara, faixa etária em torno dos 60 anos, está de perfil esquerdo e em primeiro plano. Sorri levemente. Ela tem rosto redondo, sobrancelhas escuras e arqueadas, olhos pequenos, nariz arredondado, boca pequena e orelhas pequenas; ela tem cabelos castanhos, curtos e lisos, com alguns fios rebeldes na franja. Usa blusa com gola arredondada em tom sépia. Ao fundo, vegetação em arbusto em tom de sépia escuro. O fundo é cinza." loading="lazy" />														
			<h3>Onde foi a primeira Reitoria da UFSM?</h3>		
		<p>Durante os primeiros anos da construção da Cidade Universitária em Santa Maria, não havia um espaço onde o reitor José Mariano da Rocha Filho pudesse receber seus visitantes, realizar reuniões e discutir sobre o desenvolvimento da obra da Universidade. Foi então que, em 1964, o professor Luiz Gonzaga Isaia decidiu<br />criar uma pequena casa de madeira que funcionasse como um ambiente para o reitor recepcionar convidados e também como um Escritório de Obras. A ideia de Isaia foi concretizada pelo carpinteiro Adalberto dos Santos Ferraz em agosto daquele ano. Assim, surgiu a primeira Reitoria da UFSM. A casinha é simples, com telhas de cimento-amianto, tábuas de madeira horizontais e apenas um espaço em seu interior, que é ligado a um sanitário limitado. Depois de ter sediado a primeira reitoria, a casinha de madeira tornou-se o espaço dos Correios<br />e Telégrafos da Cidade Universitária e, depois, sediou o Serviço de Vigilância do Campus, que permanece até hoje.</p>		
			<h3>Você sabia que Ana Primavesi, pioneira nos estudos em agroecologia, trabalhou na UFSM?</h3>		
		<p>Era 1961 quando Ana Maria Primavesi mudou-se para Santa Maria, juntamente com os filhos e o marido, Artur. Até 1974, o casal de engenheiros agrônomos lecionou na recém-fundada Universidade de Santa Maria. Aqui, ela pesquisou sobre produtividade de solos, deficiências minerais e agrostologia. Comandou o laboratório de biologia e análise de solos. Motivou a criação do Programa de Pós-Graduação em Biodinâmica do Solo em 1971. Foi pioneira nos estudos do solo e agroecologia, temas que originaram 12 livros. Antes de vir ao Brasil, Ana Maria era Annemarie Conrad, nascida em 3 de outubro de 1920, em meio às montanhas da Estíria, na Áustria. Graduou-se em Boku, Universidade Rural para Agricultura e Ciências Florestais. Era uma das três mulheres entre cem alunos. A época da faculdade coincide com o período da Segunda Guerra. Perdeu dois irmãos em combate. Mãe, pai e irmãos foram para campos de concentração. Ela também, na tentativa de libertar o pai. Em liberdade, após nove meses presa, casou-se com Artur Primavesi. Dois anos depois, em 1948, o casal mudou-se para o Brasil. Ana Maria Primavesi inspirou a criação da Feira Orgânica que leva seu nome em Santa Maria. Ela morreu em 5 de janeiro de 2020, em consequência de problemas no coração.</p><strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, Luis Gustavo Santos Jr e Samara Wobeto, acadêmicos de Jornalismo;</em>
<em><strong>Ilustração e diagramação:</strong> Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial.</em><br><i>Conteúdos produzidos para a 12ª edição da Revista Arco (Dezembro 2021).</i>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Por que sentimos frio?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/por-que-sentimos-frio</link>
				<pubDate>Wed, 11 Aug 2021 12:35:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[#curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[estações do ano]]></category>
		<category><![CDATA[Inverno]]></category>
		<category><![CDATA[organismo humano]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Sensores espalhados pelo corpo, predisposição genética e costume são elementos associados à sensação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>“O inverno está chegando”. A frase famosa da série <i>Game of Thrones</i>, dita pela primeira vez no episódio piloto, aflora opiniões divergentes  acerca da estação. Todo ano, nas redes sociais, existe uma batalha entre os que são do time verão e os que preferem as temperaturas mais baixas. Porém, na série norte-americana, a frase icônica não possui significado apenas literal, mas também um sentido de “fique vigilante e alerta” – ambas reações que vão ao encontro da maneira que o nosso corpo reage quando o equilíbrio de sua temperatura é ameaçado.</p><p>Em 2021, o mês de julho contou com uma onda de frio que atingiu todo o país. Além da queda de neve na serra gaúcha e catarinense, as temperaturas baixas atingiram até mesmo estados nas zonas mais próximas à linha do Equador – com temperaturas abaixo de zero no sudeste e temperaturas excepcionalmente baixas, entre 10ºC e 17ºC, no norte do Brasil.  Fato que agradou alguns e provocou sofrimento em outros, a vinda dessa frente fria e os seus efeitos nos faz questionar:<b> por que as opiniões sobre as estações são tão diversas? Por que, realmente, parece que as pessoas possuem diferentes percepções do frio? E, afinal, por que sentimos frio?</b> A partir de uma  conversa com o pneumologista e professor do Departamento de Clínica Médica da UFSM, Gustavo Trindade Michel, a Arco responde essas perguntas e tenta entender <b>como o corpo humano reage ao frio</b>.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/capa_site_1458_951-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>Por que sentimos frio?</h3>		
		<p>O corpo humano é um organismo homeotérmico – ou seja, possui a capacidade de fazer o controle da temperatura corporal apesar das mudanças climáticas em seu entorno. Esse mecanismo de controle, que também é encontrado em aves e em outros mamíferos, nos classifica como “animais de sangue quente” e é colocado em prática através do balanço entre a geração de calor metabólico e de processos de trocas com o ambiente, como, por exemplo, a perda de temperatura que ocorre com a evaporação do suor.</p><p>Nesse sentido, a manutenção da temperatura corporal é essencial para a vida e o bom funcionamento desses organismos. No caso dos humanos, a média é entre 36ºC e 37ºC. Para isso, nós possuímos receptores espalhados pelo corpo todo, principalmente na pele, os quais captam as mudanças de temperatura do ambiente e nos alertam de uma possível baixa da temperatura corporal.</p><p>Porém, essa fase inicial só adverte para o que pode vir a seguir - é como se fosse um aviso: “se aqueça!”. “Passar frio nunca é uma coisa boa. Primeiro, porque o gasto energético aumenta muito e, segundo, porque há uma ‘desregulagem’, principalmente do ponto de vista imunológico do organismo, que precisa dessa temperatura mais ou menos constante. As vias respiratórias também sofrem porque inalamos esse ar frio”, comenta Gustavo.</p><p>Além do <b>aumento do gasto energético</b>, o corpo possui outras formas de tentar se manter aquecido. Uma delas é através de <b>tremores</b>, que, na verdade, são uma contração involuntária dos músculos que garante a geração de calor. Outra forma é através da <strong>piloereção</strong>  - quando os pelos do corpo se arrepiam. A finalidade disso é formar uma camada isolante ao redor do corpo, como se fosse um colchão de ar quente próximo à pele.</p><p>Ainda, pode ocorrer a <strong>vasoconstrição</strong>. Segundo Gustavo, “o corpo começa a manter a circulação nos órgãos mais internos - evitando que o sangue circule nos órgãos mais periféricos, como as mãos e os pés. Então é por isso que a gente fica com a mão gelada muito rapidamente, a gente perde sensibilidade na mão, ela fica um pouco dolorida: porque se fecham os vasos de circulação nesses ambientes, nesses órgãos mais externos; para que não tenha mais perda de calor. Para manter a parte interna mais aquecida - que são os órgãos vitais”.</p><p>Em um cenário em que alguém enfrenta uma exposição desprotegida ao frio e, à medida que os processos de reação do organismo avançam, a diminuição da temperatura desses órgãos – geralmente quando chegam à marca de 35ºC – caracteriza os casos de hipotermia. Em tais situações, o corpo vai apresentando sintomas como cansaço, alteração da frequência cardíaca, dificuldades de respiração e letargia - quando a pessoa começa a responder de maneira mais lenta a estímulos. As consequências disso podem ser graves, podendo refletir em transtornos, sequelas neurológicas e, dependendo do tempo de exposição, até em óbito.</p>		
			<h3>As diferentes percepções do frio</h3>		
		<p>Visto que as sensações de frio e calor ocorrem devido aos sensores espalhados pelo corpo, é importante pontuar que <strong>cada um de nós possui diferenças nas concentrações e na localização desses sensores</strong>. Isso explica por que alguns sentem mais frio nas orelhas, por exemplo, enquanto outros não. Ainda, uma predisposição maior para sentir frio geralmente está associada a fatores genéticos. Ou seja, se você é do time dos que sofrem sob baixas temperaturas, não há muito o que fazer.  </p><p>Outro fator que influencia é a já comentada <strong>vasoconstrição</strong> dos membros externos: “As pessoas, às vezes, têm alguma dificuldade de dilatar ou contrair as veias e artérias para manter essa regulação - ou o contrário: elas têm essa reação exacerbada, quando, com qualquer frio, a pessoa já fica com a mão gelada e tem dificuldade de aquecer. Não tem muito como resolver isso,  é inerente a cada pessoa. Assim como a sensibilidade das pessoas é diferente - seja à dor, seja a qualquer outro estímulo. Tem gente que é mais ou menos sensível ao frio também”, explica o pneumologista.</p><p>As <strong>taxas de gordura no corpo</strong> complementam a equação - segundo Gustavo, a gordura é um excelente isolante térmico, portanto, pessoas com taxas maiores tendem a ter mais resistência às temperaturas baixas. Fora isso, o contexto de vida de cada um afeta as chamadas<strong>  ‘sensações distópicas’</strong> – aquelas que a pessoa não está acostumada a sentir -, como quando alguém que mora em um local de clima mais ameno visita uma cidade que possui temperaturas mais extremas. Essa pessoa sentirá mais frio ou calor.  </p><p>Nesse sentido,<strong> climas mais úmidos exacerbam as sensações</strong>. “A transmissão de temperatura nos ambientes úmidos é muito maior. Porque o líquido transmite mais a temperatura. Seriam trocas entre o corpo e o ambiente. O líquido que está presente no ar acaba transmitindo mais calor ou mais frio”, comenta Gustavo.</p><p>Assim, para o que resta do inverno, medidas práticas dificilmente terão grandes efeitos nas particularidades de cada um. Segundo o pneumologista, a solução é se manter agasalhado. Além disso, apostar nas alimentações termogênicas – de alimentos que apresentam mais dificuldade em serem digeridos -, as quais aumentam o gasto energético e, em um segundo caso, comidas quentes, como sopas e caldos. </p><p>Por fim, como uma medida para amenizar os efeitos negativos do frio no organismo e, principalmente, no sistema imunológico, hábitos como sono adequado, alimentação saudável e prática de exercício são essenciais para passar esse período de maneira mais agradável -  ainda que você esteja em contagem regressiva para a volta do calor com a chegada da primavera. </p><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Repórter: </i></b><i>Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Ilustrador: </i></b><i>Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><b><i>Mídia Social:</i></b> <i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; </i><i>Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</i></p><p><b><i>Edição Geral: </i></b><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Você sabia que existem três tipos de relógios do sol na UFSM?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/voce-sabia-que-existem-tres-tipos-de-relogios-do-sol-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 12 Mar 2020 20:14:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[intihuatana]]></category>
		<category><![CDATA[Planetário]]></category>
		<category><![CDATA[planetário ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[relógio do sol]]></category>
		<category><![CDATA[relógio equatorial]]></category>
		<category><![CDATA[relógio tupi-guarani]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6191</guid>
						<description><![CDATA[Os três monumentos formam o Parque do Tempo da Universidade, localizado em torno do Planetário,  construído como uma área de lazer e educação. Além de informar sobre os períodos do dia e as estações do ano, as representações carregam significados místicos. ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Os três monumentos formam o Parque do Tempo da Universidade, localizado em torno do <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/planetario/">Planetário</a>, e construído como uma área de lazer e educação. Além de informar sobre os períodos do dia e as estações do ano, as representações carregam significados místicos.&nbsp;
<figure>
										<img width="1023" height="668" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2020/03/relogiodesol2-1-1023x668.gif" alt=""><figcaption>Da esquerda para a direita: Relógio Solar Tupi-Guaraní; Intihuatana; Relógio de Sol Equatorial e Horizontal.</figcaption></figure>
<h2>Relógio de Sol Equatorial e Horizontal</h2>
A primeira construção foi o Relógio de Sol Equatorial e Horizontal, idealizado por Francisco José Mariano da Rocha, então diretor do Planetário, e planejado pelo professor do curso de Arquitetura e Urbanismo, Hugo Gomes Blois Filho, em parceria com Débora Sartori, na época estudante do mesmo curso. O relógio foi inaugurado nas comemorações dos aniversários de 40 anos da UFSM e de 29 anos do Planetário.

O monumento é composto por dois marcadores, um equatorial, em formato circular, e responsável por apresentar o correr das horas, a partir da projeção da sombra formada por um gnômon (haste que cruza o círculo); e outro horizontal, construído no solo, onde também é possível observar o passar das horas pela projeção das sombras.&nbsp;

No local, entre os números 5 e 6 do marcador, foi afixada uma estrela de cinco pontas, comemorativa ao aniversário de fundação da Universidade, ocorrida em 14 de dezembro de 1960. Ela possui as iniciais do professor José Mariano da Rocha Filho, idealizador e fundador da UFSM.&nbsp;&nbsp;Todos os anos, às 14h30min do dia 14 de dezembro, a sombra do gnômon, incide sobre a estrela de cinco pontas. Exatamente o horário em que foi assinado, pelo então presidente Juscelino Kubitschek, o ato de criação da Universidade Federal de Santa Maria.&nbsp;&nbsp;

Outra curiosidades, de acordo com arquivos do Planetário, o marcador horizontal tem sentido esotérico, “pois permite, quando observado do sul celeste, na passagem meridiana do solstício de inverno, a visão de um círculo com o ponto no centro, simbolizando Deus e os homens, todos iguais entre si”. Além disso, segundo os documentos, durante a passagem meridiana dos equinócios, o observador pode ver a representação de uma cruz projetada sobre o solo.&nbsp;
<h2>Intihuatana</h2>
O segundo monumento construído no Parque é uma representação da pedra inca encontrada no ponto mais alto da cidade sagrada de <a href="https://www.machupicchu.gob.pe/inicio">Machu Picchu</a>, no Peru. Intihuatana significa, no idioma quéchua, “onde se amarra o sol”. A pedra marca as estações do ano por meio da projeção de sombras na parte superior do monumento, o gnômon.&nbsp;

A pedra inca permite determinar a passagem meridiana, instante em que os astros atingem a máxima altura. Também marca os equinócios, dias do ano em que dia e noite têm exatamente a mesma duração - início do outono e início da primavera.&nbsp;

O relógio foi inaugurado durante as comemorações de 45 anos da UFSM e de 34 anos do Planetário.&nbsp;
<h2>
Relógio Solar Tupi-Guaraní</h2>
Projetado pela equipe do Planetário, em comemoração ao aniversário de 50 anos da UFSM, o monólito é capaz de marcar os solstícios, equinócios e passagens meridianas.

A representação encontrada no Parque do Tempo é inspirada em um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizado em 1991. Na época, a equipe analisou um monólito vertical, encontrado em um sítio arqueológico às margens do Rio Iguaçu, que tinha “quatro faces talhadas artificialmente, apontando para os quatro pontos cardeais Norte, Sul, Leste e Oeste. As duas faces menores apontavam na direção Norte-Sul e as maiores apontavam para a direção Leste-Oeste”, indicam os documentos de arquivo. Além disso, de acordo com os registros, “Ao entorno do monólito havia uma circunferência e alguns alinhamentos de rochas menores que, partindo dele, aparentemente indicavam os pontos cardeais e as direções do nascer e do pôr-do-sol nos solstícios e equinócios”.

Na UFSM, o relógio de alvenaria&nbsp; tem 1,50 m de altura. As pedras de basalto, distribuídas ao redor do monólito, marcam as linhas Norte-Sul, Leste-Oeste, além do nascer e do pôr do sol, dos solstícios de verão e inverno.&nbsp;

<b><i>Repórter</i></b><i>: Bárbara Marmor, jornalista, especial para a Arco</i>

<b><i>Animação</i></b><i>: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial</i>

<b><i>Editora de Produção</i></b><i>: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo</i>

<b><i>Editor Chefe</i></b><i>: Maurício Dias, jornalista</i>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        