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				<title>Negativa familiar é a principal razão pela baixa no número da doação de órgãos no Brasil</title>
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				<pubDate>Mon, 26 Sep 2022 14:12:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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						<description><![CDATA[Entre janeiro e junho de 2022, a recusa na etapa de entrevistas chegou a 44%]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>51.674 é o número de pacientes ativos na lista de espera por um órgão no Brasil. <a href="https://site.abto.org.br/publicacao/xxviii-no2/">Os dados</a> são do Registro Brasileiro de Transplantes, veículo oficial da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) e representam aumento de 3.001 pessoas na lista de espera em comparação ao <a href="https://site.abto.org.br/publicacao/xxvii-no-4/">ano passado</a>. Entre janeiro e junho de 2022, registraram-se 1.638 doadores efetivos no Brasil, o que possibilitou 3.677 transplantes de órgãos sólidos, como rim, pulmão e coração. Esse número poderia ser maior, uma vez que a quantidade de potenciais doadores, a nível nacional, chegou a 6.335. Fatores como a contraindicação médica, a parada cardíaca, a morte encefálica não confirmada de pacientes e a recusa familiar são as principais causas para que a doação não ocorra.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/09/Orgaos_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida em tons de verde. No centro, há a silhueta de um corpo humano em cor branca, com desenho, em destaque, dos pulmões, coração, fígado e rins. Dos lados do corpo, desenho da cabeça de oito pessoas, sendo quatro de cada lado. De cada um dos órgãos no corpo, sai uma flecha vermelha em direção a uma das pessoas. No lado esquerdo, de cima para baixo: menino de pele parda, olhos pretos, sobrancelhas e cabelos castanhos escuros e ondulados, está ligado ao pulmão esquerdo. Abaixo, homem negro e careca, usa óculos redondo, tem olhos pretos e usa bigode preto, está ligado ao fígado. Abaixo, menina de pele amarela e traços asiáticos, tem cabelos pretos e lisos, sorri e está com os olhos fechados; está ligada ao rim esquerdo. Abaixo, homem de pele branca, cabelos lisos e castanho escuros, barba e sobrancelha arrepiadas, está ligada ao rim esquerdo. Do lado direito, de cima para baixo: menino de pele branca e sobrancelhas e cabelos loiros, tem olhos escuros e está ligado ao pulmão direito. Abaixo, menina negra de olhos escuros e cabelos ondulados e volumosos presos em um coque, está ligada ao coração. Abaixo, mulher de pele parda, olhos escuros e cabelos pretos, ondulados e compridos, está ligada ao rim direito. Abaixo, pessoa de pele branca, careca, com olhos fechados e batom vermelho, está ligado ao fígado. O fundo é um degradê de verde com textura de respingos de tinta." loading="lazy" />														
		<p>Janice Cristina Soares, chefe da Unidade de Cuidados Intensivos e Semi-Intensivos Adulto do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e membro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) no Husm, explica que, ao se tratar de doação de órgãos no Brasil, não há o que ser feito em casos de negativa familiar. Nem avisos na carteira de identidade, nem registros em cartório validam a doação de órgãos. Cabe aos familiares de primeiro grau ou aos cônjuges decidir. Janice também destaca uma das exigências para a doação de  algum órgão: “A morte clínica do paciente deve ser cerebral, não pode ser de qualquer tipo, pois apenas a cerebral permite um tempo de preservação dos órgãos até serem transplantados”.</p>		
			<h3>Tipos de doadores</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">No Brasil, além do doador cadáver, há o doador vivo. O último refere-se a qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que a sua saúde não seja prejudicada com o ato. Neste caso, é possível doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Janice destaca que o CIHDOTT do Husm não foca nesse tipo de doação. Mas, quando há, é comum ocorrer entre familiares, como entre mãe e filho ou entre casais (desde que registrado legalmente).  </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, a chefe da Unidade Intensiva do Husm enfatiza que deve existir uma comprovação de vínculo afetivo-familiar e da não existência de vínculo financeiro. Em casos de não parentesco, só é possível com autorização judicial. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">O segundo tipo é o doador cadáver. Esses são pacientes com morte encefálica registrada, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC).</p>		
			<h3>Quem não pode doar</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Em certos casos, a doação não pode ser realizada. Janice destaca que há muitas patologias que impedem a doação: “Quando é identificado um potencial doador e a família aceita a doação, é feita a sorologia da imunodeficiência humana (HIV),  hepatite, toxoplasmose, do vírus HTLV (da mesma família do vírus da imunodeficiência humana que age de forma similar, infectando células T do corpo humano) e outras doenças infectocontagiosas”, destaca. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Conforme o Registro Brasileiro de Transplantes (RTB), até junho de 2022, a negativa familiar do paciente equivalia a 44% das não doações de órgãos no Brasil. A contraindicação médica é a segunda razão, com um total de 18%. Caso o paciente morra em decorrência de um ataque cardíaco ou a morte encefálica não possa ser confirmada, a doação também não pode ser realizada. Cada uma das causas anteriores está relacionada a 7% das doações de órgãos não realizadas no país.</p>		
			<h3>1 salva 8</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Janice também destaca a campanha ‘1 salva 8’. A proposta da campanha é conscientizar a população sobre a doação de órgãos e informar que um único doador pode salvar até oito vidas.  Para ela, tratando-se de Santa Maria, há, na prática, doação de até três órgãos por paciente, e que esses geralmente são os rins, fígado, coração ou pulmão.  Como apresentado no <a style="font-size: 1rem;text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://site.abto.org.br/publicacao/xxviii-no2/">último Registro Brasileiro de Transplantes</a>, de 2012 até junho de 2022, foram totalizadas 84.190 transplantes de órgãos no Brasil. Destes, 57.838 foram de rim, o que equivale a 68,70%.  O número de transplantes de fígado chegou a 20.476, cerca de 25%, e os de coração atingiram a marca de 3.452, ou seja, 4% dos transplantes realizados.</p>		
			<h3>Doação de órgãos na pandemia</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Foi apresentado no <a href="https://site.abto.org.br/publicacao/xxvii-no-4/" target="_blank" rel="noopener"><u>Registro Brasileiro de Transplantes de 2021</u></a>, versão anual, que a taxa de notificação de potenciais doadores por milhão populacional (pmp) chegou a 57,7, e foi a maior já obtida, sendo 5,5% superior ao resultado de 2019 e 14% maior que a de 2020. O contrário ocorreu com a taxa de doadores efetivos que caiu 17% se comparado a de 2019, totalizando 15,1 pmp e 4,5% menor que a de 2020, 15,8 pmp. Ainda de acordo com o Relatório anual de 2021, a responsável pela queda de doações está associada à diminuição de 21% em relação a 2019 e 16% comparado com 2020, da taxa de efetivação da doação (26%). </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">A queda na taxa de efetivação da doação está associada ao aumento de 60% de contraindicação médica ao ato de doar. “Esse aumento foi devido às medidas tomadas no início da pandemia para evitar a transmissão da Covid-19 pelo transplante, pois o risco de transmissão era desconhecido e poderia ser alto”, conforme o relatório anual de 2021. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Janice relata que, durante a pandemia, o número de transplantes caiu vertiginosamente no Husm. Não havia mais leitos. Além disso,  diminuiu o número de pacientes com as principais doenças e situações que levam as pessoas a ter morte cerebral. “Na época, eu acompanhava as filas, que são os reguladores do Estado e basicamente era só atendimento por consequência da Covid. Não tinha mais trauma de crânio, não tinha mais acidente vascular cerebral, nem outro tipo de emergência com um potencial doador”, destaca a especialista.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathalia Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em></p>]]></content:encoded>
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