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				<title>15 espécies de árvores frutíferas encontradas na UFSM</title>
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				<pubDate>Mon, 06 Jun 2022 11:48:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
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						<description><![CDATA[Diversidade de frutas pode ser apreciada em diferentes épocas do ano]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-7ba4cdb8-7fff-170c-5766-c1f5a5805f08" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O campus sede da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) é conhecido por sua beleza natural. Em todas as estações, é em volta das árvores que os frequentadores gostam de estar - sejam estudantes, entre uma aula e outra, ou a própria comunidade santa-mariense que visita a Universidade aos finais de semana. Eles vêm ao campus buscando aquecer-se ao sol, refrescar-se com a sombra ou aproveitar para consumir as variedades de frutas disponíveis ao longo do ano.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A Pró-Reitoria de Infraestrutura (Proinfra), por meio do Setor de Urbanismo e Paisagismo, é responsável pelo trabalho de plantio, poda e manutenção de todo o espaço físico da Universidade. O paisagista da Proinfra, Erli Bolzan, destaca que a tarefa de manter o campus florido e arborizado também tem o objetivo de proporcionar maior qualidade ambiental para a comunidade acadêmica e todas as pessoas que circulam no campus, com reflexos positivos na saúde física e mental. “Buscamos explorar vários espaços para que, por onde as pessoas passem, possam se atentar e valorizar a beleza do conjunto: a tonalidade das folhas, das flores e dos frutos”, ressalta o servidor.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O trabalho é um esforço contínuo que acontece a partir da colaboração entre a Proinfra e diversos setores da Instituição, como o Colégio Politécnico - através da Floricultura Escola Floresce - que fornece suplementos, mudas de espécies arbóreas e ornamentais. É importante destacar que a manutenção da vegetação do campus cumpre uma série de critérios e, por isso, qualquer intervenção relacionada ao plantio de árvores exige a orientação do Setor de Planejamento Ambiental.</p><p>Dentre as 30 árvores frutíferas comestíveis existentes na UFSM, a Revista Arco listou 15. Saiba quais são, onde se encontram e em qual época do ano costumam dar frutos.</p>		
													<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/arvores_frutiferas_tamanho_corrigido.png" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="árvores_frutíferas_tamanho_corrigido">
							<img width="1024" height="720" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/arvores_frutiferas_tamanho_corrigido-1024x720.png" alt="Infográfico horizontal e colorida de um mapa de árvores frutíferas da Universidade Federal de Santa Maria vista de cima. O mapa está na diagonal esquerda. No canto superior esquerdo, em cinza, o título: &quot;Árvores frutíferas da UFSM e seus períodos de frutificação&quot;. No canto inferior esquerdo, a Avenida Roraima e o arco, em azul. A Avenida corta a ilustração em uma reta até a metade, quando contorna um bosque. Vários prédios estão espalhados pelo mapa, principalmente nas cores branco, azul, verde, cinza e laranja. Depois do arco, do lado direito, prédios do CTISM. Do lado esquerdo, prédio laranja, outro branco. Mais adiante, posto de combustível e prédios dos bancos. Do lado direito, prédios do Centro de Tecnologia em laranja e azul claro. Na extremidade direita, prédio do curso de Arquitetura, Restaurante Universitário 2 e caixa de água. Há outros prédios brancos, cinzas e azuis. Do lado esquerdo, Hospital Universitário em verde, e atrás, prédios dos cursos de saúde em verde, cinza e azul. Mais adiante, do lado direito, fileira de cinco prédios brancos, com detalhes em cores diferentes (amarelo, azul, vermelho, laranja e verde). Do lado esquerdo, biblioteca central em bege. Mais adiante, a ponte seca, e logo após, do lado esquerdo, o Restaurante Universitário 1, em azul. Logo após, uma fileira de cinco prédios brancos grandes, dois prédios brancos pequenos e dois prédios cinzas pequenos, que são as Casas do Estudante. Do lado direito, três prédios brancos com anexos. O primeiro é o Centro de Artes e Letras e os demais pertencem ao Centro de Ciências Rurais, que tem a biblioteca de vidro entre eles. A Avenida se divide em duas ruas, uma para a direita e outra para a esquerda. Na frente, um bosque de árvores altas e com copa densa, na cor marrom. Indo para a esquerda, o obelisco de espelhos do Reitor Fundador. Seguindo a rua, no canto superior esquerdo, o estádio em laranja, branco e azul. Na frente, fileira de prédios: um branco grande, dois brancos pequenos, dois brancos com detalhes em azul também pequenos, e a Reitoria, prédio grande e horizontal em cinza. Atrás dos prédios, bosque de araucárias em verde escuro. Na frente da Reitoria, prédio pequeno de um andar e com tijolos a vista. Do lado, o Centro de Convenções, prédio grande, em branco e cinza, e ao lado, a Casa de Comunicação, prédio azul e branco. Voltando à avenida, indo para o lado direito, o planetário em branco e amarelo, prédio redondo com cúpula arredondada. Logo, dobrando à esqueça, a Biblioteca do Centro de Ciências Sociais e Humanas, e ao lado, os três prédios do CCSH. Ao lado, as estufas do Colégio Politécnico, e os prédios do mesmo, em cinza, marrom e branco. Na parte inferior direita, legenda com 15 tipos de frutas ao lado de 15 tipos de pins coloridos e numerados. O pin um, na cor rosa, representa o araçá, fruta amarela com frutificação de setembro a março. O pin dois, na cor vermelho vivo, representa a amora, fruta roxa com frutificação de setembro a novembro. O pin três, na cor roxa, representa a ameixa amarela, com frutificação de setembro a novembro. O pin quatro, na cor azul, representa a bergamota, com frutificação de abril a setembro. O pin cinco, na cor azul claro, representa o butiá, fruta amarela alaranjada com frutificação de dezembro a março. O pin seis, na cor verde, representa o limão, fruta verde com frutificação de fevereiro a junho. O pin sete, na cor verde claro, representa o jamelão, fruta roxa com frutificação de janeiro a maio. O pin oito, na cor laranja, representa o Guabiju, fruta arroxeada com polpa amarela e frutificação de fevereiro a abril. O pin nove, na cor vermelho vinho, representa a goiaba, fruta amarela com polpa rosa e frutificação de janeiro a março. O pin dez, na cor marrom, representa o ingá, fruta verde com caroços brancos e frutificação de março a maio. O pin onze, na cor verde escuro, representa a pitaya, fruta roxa com polpa branca e sementes pretas e frutificação de dezembro a maio. O pin doze, na cor turquesa, representa a laranja, com frutificação de agosto a outubro. O pin treze, na cor lilás, representa a pitanga, fruta vermelha e pequena com frutificação de março a maio. O pin quatorze, na cor azul marinho, representa o mamão, fruta laranja com sementes pretas e frutificação de março a maio. E o pin quinze, na cor verde marinho, representa o jerivá, fruta amarela e pequena com frutificação de fevereiro a agosto. Os pins numerados estão espalhados pelo mapa. O chão é laranja pastel." loading="lazy" />								</a>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">1 Araçá - Psidium cattleianum</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Setembro a março</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: Os frutos do araçá têm sabor doce e são suculentos. Costumam ser consumidos in natura ou utilizados na preparação de produtos como doces, sorvetes e sucos. Também é fonte de vitamina C, sais minerais e fibras.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde encontrar na UFSM: No caminho do Centro de Educação Física e Desporto, em direção à Reitoria ou na área verde entre a Biblioteca Central e o Restaurante Universitário.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Araca-3-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma árvore de araçá em diagonal à Reitoria da UFSM." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-530da00c-7fff-33e1-66d7-fefae4b13888" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">2 Amoreira - Morus alba</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Setembro a novembro</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: A amora é uma fruta altamente nutritiva de sabor doce e um pouco ácida. É rica em açúcar e bastante utilizada na preparação de xaropes, licores e geléias.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde encontrar na UFSM: Próximo ao Restaurante Universitário II</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Amoreira-6-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida, em primeiro plano, de uma amoreira. As folhas são verdes e alongadas. Está em início de floração. O fundo é desfocado." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-ae6c563c-7fff-8730-ddb2-4d5baa629ca8" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">3 Ameixeira-amarela - Eriobotrya japonica</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Frutos amadurecem no final do inverno e início da primavera.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: Árvore frutífera originária da China. A polpa é suculenta e doce ou ácida, dependendo da variedade e maturação da fruta. É rica em antioxidantes e fonte de vitamina A.</p><p>Onde encontrar na UFSM: Entorno do lago da Reitoria</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Ameixa-amarela-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma ameixeira amarela. A árvore está na esquerda da imagem, em primeiro plano. Tem folhas verde escuras e alongadas, e cachos de frutas verdes em formato de bolitas. Ao fundo, um lago pequeno na cor marrom e gramado verde." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-334e8a32-7fff-d19a-edc8-d3f50f86c8f0" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">4 Bergamoteira - Citrus reticulata</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Normalmente, é colhida entre os meses de maio a agosto, mas a safra pode ir de abril a setembro.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: Fruta cítrica de cor alaranjada e sabor adocicado. Também conhecida como “mexerica" ou “tangerina” nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.&nbsp;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde encontrar na UFSM: Próximo ao Centro de Tecnologia</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Bergamoteira-5-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma bergamoteira, vista da altura do tronco. A árvore tem copa densa, e há bergamotas caídas no gramado abaixo da árvore. Ao fundo, mesa de concreto cinza e cadeira de bar vermelha." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Bergamoteira-outro-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de duas bergamoteiras em frente a um prédio branco com detalhes azuis. Estão na lateral do prédio. Na parte direita superior da imagem, há uma escada em concreto cinza, em meio ao gramado verde." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-f24e9acc-7fff-3da7-98d0-00caa0f80154" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">5 Butiazeiro - Butia capitata</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Dezembro a março.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: Árvore do tipo palmeira. Os frutos do butiá são ricos em vitaminas A e C. Seu sabor é ácido e doce. Além do consumo da fruta in natura, ele costuma ser utilizado para a produção de geleias, licores e doces.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde encontrar na UFSM: Centro de Tecnologia próximo a pista multiuso.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Butiazeiro-3-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um butiazeiro em frente a um prédio branco. A árvore tem formato de palmeira, na cor verde acinzentado." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-3d945d69-7fff-d1c8-cbd5-41d6f03c52e6" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">6 Limoeiro-cravo - Citrus limonia</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Fevereiro a junho.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: Um dos mais comuns no Barsil, ele é um “cruzamento” do limão com a bergamota e, por isso, apresenta bastante caldo e polpa alaranjada com gomos. O limão-cravo é uma fruta cítrica, rica em vitamina C, propriedades antissépticas e antioxidantes. Pode ser utilizado em sucos e como tempero.</p><p>Onde encontrar na UFSM: Próximo ao Restaurante Universitário I</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Limao-2-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um limoeiro pequeno. Ele tem tronco fino e torto e copa cheia. Está em um gramado verde em frente a uma rua." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Limao-x-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um limoeiro em primeiro plano. No centro, dois limões na cor laranja em destaque; ao redor, folhas da árvore em verde escuro." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-883b984e-7fff-70e3-f3c6-4fea507992bd" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> 7 Jameloeiro - Syzygium cumini</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Janeiro a maio</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: Também conhecido por azeitona preta, jambolão ou ameixa roxa. Possui frutos pequenos, de cor roxa e envoltos por uma polpa carnosa. A coloração forte dos frutos pode provocar manchas nas calçadas, mãos e tecidos. Costuma ser ingerido ao natural ou transformado em licores e geléias.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Onde encontrar na UFSM: Entrada da UFSM, próximo ao Arco.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Jamelao-3-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um jameloeiro pequeno. Ele tem tronco marrom e fino e copa fechada, com galhos longos e folhas alongadas na cor verde escuro. Está ao lado de uma ciclovia, sobre um gramado verde. Ao fundo, árvores maiores e pedaço do Arco de entrada da UFSM." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-136232dd-7fff-fa20-7e33-f7af530091c1" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">8 Guabijuzeiro - Myrcianthes pungens</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Fevereiro a abril.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: O fruto conhecido como “guabiju” tem casca resistente com polpa amarelada suculenta, muito apreciada in natura pelo seu sabor doce. Contém vitamina C e é rico em antioxidantes.</p><p>Onde encontrar na UFSM: Próximo ao Prédio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (48D).</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Guabiju-4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um guabijuzeiro pequeno. A árore tem caule azinzentado e fino, em formato de forquila, e copa larga e cheia, com folhas na cor verde claro e pequenas. ao fundo, fileira de plátanos em cor alaranjada e, atrás, prédios brancos e o céu azul." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-573deccc-7fff-6db5-1232-024d92dca31e" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">9 Goiabeira - Psidium guajava </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Janeiro a março</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: A goiaba se destaca por ter um odor característico, sabor marcante e ser suculenta. Ela é bastante consumida in natura e também em sucos, vitaminas, goiabadas ou geleias. São frutas que possuem fibras e vitaminas, principalmente a C.</p><p>Onde encontrar na UFSM: Entre o bosque e a Reitoria.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Goiabeira-outra-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma goiabeira. Ela está na parte superior de um barranco com gramado verde, inclinada à esquerda da imagem e em frente a uma cerca de madeira branca. A ávore tem tamanho médio, caules finos e tortos, e folhas verde escuras e pequenas. Ao fundo, galpão branco e céu azul." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">10 Ingá-feijão - Inga marginata</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Março a maio</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: Os frutos são vagens lisas contendo várias sementes envoltas por polpa branca adocicada.</p><p>Onde encontrar na UFSM: Próximo ao Restaurante Universitário II e em ambos os lados da Avenida Roraima na entrada da UFSM</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Inga-4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um ingazeiro. O ingá está em primeiro plano, no centro da imagem. É uma fruta em formato de vagem amarelada, preso em galhos marrom acinzentados e finos com folhas verde claro, lisas e em tamanho médio. O fundo da imagem é desfocado e preenchido pelas folhas da árvore." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-5454cf5e-7fff-c1d8-6d1b-2634d4377e56" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">11 Pitaya - Hylocereus polyrhizus</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Dezembro a maio.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: O fruto apresenta sabor adocicado e suave com textura cremosa. Possui aparência exótica com uma casca vermelha e polpa branca. Como característica nutricional se destaca pela boa quantidade de fibras e baixo teor de proteínas.</p><p>Onde encontrar na UFSM: Próximo ao prédio 67</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Pitaya-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um pé de pitaya preso em uma cerca de arame cinza enferrujado. A pitaya tem formato de cactus alongado e tem característica de trepadeira. Ao redor, outras espécies de árvores em tons de verde." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-66df29b3-7fff-2e48-d4bc-85009ba83da9" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">12 Laranjeira - Citrus sinensis</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Tem boa colheita quase o ano todo, mas sua melhor época é nos meses de agosto, setembro e outubro.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: É formada por gomos, tem sabor variável entre o doce e o levemente azedo. Além de conhecida por ser rica em nutrientes importantes como as vitaminas A, B e C, que ajudam a reforçar o sistema imune, ela também tem propriedades calmantes e antidepressivas. </p><p>Onde encontrar na UFSM: Centro de Tecnologia e Centro de Ciências Rurais.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Laranjeira-2-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da copa de uma laranjeira. Há algumas frutas maduras, circulares e em tons de laranja, e algumas frutas verdes. Os galhos são cheios de folhas. As folhas têm tamanho médio e tons de verde escuro." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-80577854-7fff-9c4b-a710-10c1cdf0e415" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">13 Pitangueira - Eugenia uniflora</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Março a maio</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: Seu sabor é doce, ácido, forte e com aroma muito característico. Ela também é muito nutritiva, rica em vitaminas e minerais. É uma fruta frágil e de baixa durabilidade. </p><p>Onde encontrar na UFSM: Entorno do lago da Reitoria e próximo ao Centro de Educação.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Pitangueira-3-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma pitangueira pequena. Ela tem caule fino e acinxentado. A copa é aberta e as folhas são pequenas ee na cor verde claro. Ao fundo, um gramado verde e um prédio com tijolos a vista." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-65edf256-7fff-2656-7393-04f79d79e2a9" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">14 Mamoeiro - Carica papaya</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Dezembro e fevereiro.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: O mamão é uma fruta carnosa, adocicada, com casca fina e coloração que varia entre amarelo e laranja. É uma fruta muito nutritiva, apresentando vitaminas A, C e do complexo B.</p><p>Onde encontrar na UFSM: Bloco 60 da Casa do Estudante Universitário II</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Mamao-4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da copa de um mamoeiro, em contra-ploungée. O mamoeiro é verde, tem galhos finos. Há cerca de 14 frutos verdes e flores brancas." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-16a2c97a-7fff-be2b-e982-0e7573f448f3" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">15 Jerivá - Syagrus romanzoffiana</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Época do ano: Fevereiro a agosto</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Características: Os frutos do jerivá tem aspecto ovalado e cor amarelada com polpa fibrosa, suculenta e doce. Suas sementes lembram pequenos cocos e, assim como o fruto, são comestíveis. É rico em ômega 3, além de proteínas, fibras e vitamina A. </p><p>Onde encontrar na UFSM: Centro de Ciências Naturais e Exatas e área verde nos fundos da Biblioteca Central.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Jeriva-3-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um pé de jerivá na lateral de um prédio branco com colunas azuis. O jerivá tem formato de palmeira, com tronco grosso e copa em galhos com folhas finas e alongadas. Ao lado da árvore, um banco de concreto branco e uma calçada. Abaixo, um gramado verde. No lado direito da imagem, ao longo da calçada, carros estacionados. O fundo é iluminado." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Jeriva-4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um cacho de jerivá. Ele está na parte esquerda da imagem. O cacho tem vários frutos, pequenos, circulares e na cor amarela. No lado direito e ao fundo da imagem, detalhe de prédio branco e janelas com vidro transparente." loading="lazy" />														
		<p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial; e Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Fotografias:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“Elu”, “amigue” e “bonite”: os termos neutros como forma de inclusão</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/pronome-neutro-inclusao</link>
				<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 17:55:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[língua portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[linguística]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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						<description><![CDATA[Adoção de linguagem não-binária é tema de debate e pesquisa acadêmica
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O uso do termo “amigue” em uma postagem na página do Facebook da Universidade Federal de Santa Maria gerou uma série de comentários ofensivos à instituição. A publicação sobre o Dia do Amigo, em julho deste ano, trouxe o chamado pronome neutro como uma forma de incluir pessoas que não se identificam com gêneros binários - feminino e masculino. Apesar da falta de consenso, principalmente por parte daqueles que não respeitam a comunidade LGBTQIA+, a linguagem neutra é tema de pesquisas acadêmicas. </p><p>Os pronomes são marcas linguísticas de indicação de gênero para outros elementos da linguagem, como substantivos ou adjetivos. Essas palavras são classificadas de acordo com o gênero que indicam, seja feminino ou masculino. “Pronomes neutros são categorias gramaticais. Quando tratamos do tema da marca de gêneros não binários na linguagem, estamos, antes de tudo, tratando de uma questão relativa à linguagem inclusiva”, explica a professora Eliana Rosa Sturza, do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFSM. </p><p>A professora salienta que o uso dos pronomes neutros para se referir a sujeitos, lugares e objetos é uma das formas gramaticais para a aceitação do outro e de seu gênero. Os termos neutros são normalmente utilizados para se referir a seres ou coisas neutras em gênero ou que não se integram nos gêneros binários. Na prática, trata-se da adição de uma terceira letra - além do “a” e “o” - como vogal temática. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/11/Neutro_Capa-1-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Por exemplo, quando alguém se identifica com o gênero feminino, podemos nos referir a esta como “ela” ou “dela”. Quando é masculino temos “ele ou “dele”. E quando uma pessoa não se identifica com os padrões de gênero, ou seja, é não-binária, podemos usar os pronomes “elu” ou “delu”. </p><p>Além dos pronomes, os substantivos e os adjetivos também podem ter a vogal temática substituída. Ao falarmos de uma pessoa trans, por exemplo, em vez de falarmos “amiga” ou “amigo”, podemos usar “amigue”. No lugar de “bonita” ou “bonito”, pode-se adotar o adjetivo neutro “bonite”.</p>		
			<h3>Liberdade de escolha</h3>		
		<p>A utilização de termos neutros vai além da teoria: a  polêmica se dá devido às mudanças que o seu uso causa na língua portuguesa. Porém, a linguagem inclusiva está diretamente vinculada ao respeito e à diversidade. “A importância do uso da linguagem neutra e da adequação de gênero responde a um movimento político de inclusão, que ocorre conforme a sociedade incorpora novas formas no uso da língua”, ressalta a professora Eliana. Essa inclusão também permite que pessoas não-binárias tenham a liberdade de escolher aquele pronome que as deixa confortável. </p><p>Abel Rodrigues, acadêmico do curso de Serviço Social da UFSM, é uma pessoa não-binária, mas opta pelo uso dos pronomes masculinos. “Eu acredito que isso é muito individual, uma questão de conforto. Cada pessoa se sente melhor com determinados pronomes. Para mim, são os masculinos. O uso de pronomes neutros é muito importante para a inclusão de pessoas não-binárias na sociedade, tendo em vista que, ao contrário da ilusão das pessoas, elas existem”, comenta.</p>		
			<h3>Inclusão e diversidade na academia</h3>		
		<p>Debates como o da inclusão pela língua portuguesa através do uso de pronomes, substantivos e adjetivos neutros não se mantêm apenas no âmbito social e político, mas também se tornam objeto de estudo e aplicação na academia. A professora Eliana Rosa Sturza é uma das entusiastas da inclusão da linguagem neutra na UFSM. “A universidade historicamente e, por princípio, se coloca na vanguarda, está atenta ao que ocorre ao seu redor e absorve daí suas grandes questões, suas posições frente aos temas que estão no centro do debate. Não seria e não deve ser diferente em relação à linguagem inclusiva”. A professora salienta que, na UFSM, já existe uma série de políticas que acolhem as demandas necessárias para promover o respeito à diversidade, como a resolução da <a href="https://www.ufsm.br/2021/10/22/cepe-aprova-resolucao-da-politica-de-igualdade-de-genero-na-ufsm/" target="_blank" rel="noopener">Política de Igualdade de Gênero</a>, aprovada em 13 de outubro deste ano, e a resolução que assegura o <a href="http://coral.ufsm.br/acoesafirmativas/images/resolu%C3%A7%C3%A3o_010-2015_Nome_Social.pdf" target="_blank" rel="noopener">uso do nome social por pessoas trans</a>, de  junho de 2015. Para ela, a linguagem inclusiva é mais uma destas políticas .</p><p>Eliana orientou o Trabalho de Conclusão de Curso em Letras de Camilla Cruz sobre uso da linguagem inclusiva no ambiente acadêmico. A professora já questionou textos de documentos como regimentos, regulamentos e formulários da UFSM. Mais da metade do corpo docente da universidade é de mulheres, mas a instituição ainda não utiliza o gênero feminino quando se refere, por exemplo, a um cargo de gestão exercido por uma mulher. Isso ocorre porque ainda se adota uma regra gramatical de referir o cargo, e não a pessoa que o ocupa. “Como coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras me causava espanto ver que nas capas das versões de teses para entrega na biblioteca, muitas vezes, o título de uma mulher vinha destacado como doutor e não doutora”, relata Eliana. A flexibilização do uso dos pronomes - feminino, masculino ou neutro - se dá como uma forma não apenas de inclusão, mas de empoderamento e de respeito para com a identidade de cada pessoa.</p><p>Apesar das polêmicas em torno do uso da terceira vogal temática, é importante lembrar que qualquer idioma é dinâmico e sofre alterações em função do uso. A língua portuguesa falada no Brasil é diferente da de Portugal. A escrita também passou por mudanças. Basta lembrar que não escrevemos mais “farmácia” com “ph” e que “aterrizagem” com “z”, que já foi erro de grafia, é considerada tão correta quanto “aterrissagem”. O idioma também tem convenções, como o Novo Acordo Ortográfico, que unificou a escrita em oito países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa.  </p><p>Trata-se muito mais do que o uso do pronome neutro, mas sim da adaptação de toda a língua para que inclua pessoas de gêneros binários e não-binários. Para Eliana, o uso da linguagem inclusiva é uma posição política que tem ligação com o respeito às diversidades. “A adequação de gênero responde a um movimento político de inclusão. A importância do seu uso vai ocorrer conforme  a comunidade vai incorporando as formas no uso da língua, e quem faz essa incorporação/inclusão são os falantes da língua”.</p><section data-id="d47bb32" data-element_type="section"><section data-id="8605efb" data-element_type="section"><section data-id="cb499fa" data-element_type="section"><section data-id="98ed197" data-element_type="section"><section data-id="5f882e8" data-element_type="section"><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Reportagem:</strong> Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária<br /></i></p><p><strong><em>Ilustração:</em> </strong><i>Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária<br /></i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section></section></section></section></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>10 Produções científicas da UFSM com o tema LGBTQIA+</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/10-producoes-cientificas-ufsm-lgbtqia</link>
				<pubDate>Mon, 28 Jun 2021 14:20:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Listas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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						<description><![CDATA[Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, a Arco ressalta a importância da inclusão dessas temáticas na academia e na pesquisa científica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Discriminação, revolta e luta pela liberdade de ser quem é. Junho é considerado o Mês do Orgulho LGBTQIA+ e a história sobre esse simbolismo começa no dia 28 de junho de 1969, considerado o marco inicial pela luta dos direitos civis da comunidade. Esse dia é reconhecido pela Revolta de Stonewall, que aconteceu no bairro East Village de Nova York, Estados Unidos, no bar gay de mesmo nome - Stonewall Inn.</p><p>Na época, em um contexto que era crime não ser heterossexual no país, assim como estritamente proibido o uso de roupas que não fossem “apropriadas para o seu gênero” - o que poderia até resultar em prisão -, o bar representava um espaço de liberdade para seus frequentadores. Isso, no entanto, contrastava com a constante opressão policial que cercava o ambiente, marcada por invasões policiais no estabelecimento. Porém, em 28 de junho de 1969, isso seria diferente: ao contrário do costume, os policiais surgiram em um horário de maior movimento, por volta da 1h da madrugada, prendendo diversos clientes e alegando “conduta inapropriada”. Com a grande quantidade de pessoas no local, o transporte dos presos foi atrapalhado, demorando para ser efetuado. Ao mesmo tempo, fora do bar, se formava uma multidão de manifestantes, que só aumentava ao passar das horas.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/06/LGBT-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Após uma tentativa da polícia de escoltar uma mulher para fora, o público reagiu violentamente, o que resultou em um confronto direto entre as autoridades e a comunidade LGBTQIA+. O conflito, que só foi dispersado às 4h da madrugada, não registrou nenhuma morte, porém deixou diversas pessoas feridas. Em 1970, 10 mil pessoas se reuniram para comemorar 1 ano da revolta, o que deu origem às Paradas LGBTQIA+ que acontecem por todo o planeta. Em homenagem à data e levando em consideração a importância da luta contra as desigualdades e da inclusão – inclusive no âmbito acadêmico-, a Revista Arco traz uma lista de produções científicas da UFSM relacionadas ao tema LGBTQIA+. A escolha foi feita a partir das produções mais recentes e considerando diferentes áreas do conhecimento:</p><p><strong><a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=63291" target="_blank" rel="noopener">1- LGBTCHÊ</a></strong></p><p><strong>Tipo de Produção:</strong> Projeto de Extensão</p><p><strong>Participantes:</strong> Felipe Machado (bolsista); Oneide Alessandro Silva dos Santos (participante); Sergio Pinheiro Cezar (participante); Gustavo de Oliveira Duarte (orientador);</p><p><strong>Área:</strong> Centro de Educação Física e Desportos</p><p><strong>Enfoque:</strong> O desenvolvimento de cursos de extensão para professores e alunos da rede pública de Santa Maria (RS) sobre relações de Gênero e Sexualidade na formação básica e profissional. O projeto tem como objetivo diminuir conflitos e combater a violência de gênero sofrida por alunos, muitas vezes relacionada a conceitos da cultura gaúcha - marcada por padrões normativos referentes às definições de feminilidade e masculinidade.</p><p><i>*Resumo editado a partir do texto dos autores.</i></p><p><a href="https://drive.google.com/drive/folders/1cuD1E0W9RMNTWGr_d5vRsCX1O1A40IQr" target="_blank" rel="noopener"><strong>2- Design Gráfico de Cartazes: Momentos históricos da cultura LGBTQIA+ </strong></a></p><p><strong>Tipo de Produção:</strong> Trabalho de Conclusão de Curso</p><p><strong>Participantes:</strong> Douglas Mastella dal Forno (autor); Volnei Antônio Matté (orientador);</p><p><strong>Área:</strong> Centro de Artes e Letras – Curso de Desenho Industrial</p><p><strong>Enfoque:</strong> O desenvolvimento e apresentação de cartazes que promovem a história, as conquistas e as lutas das minorias LGBTQIA+. Para isso, a aplicação de conceitos do design gráfico e princípios teóricos da comunicação visual, composição visual e seus elementos subjetivos, estruturais e gráficos.</p><p><i>*Resumo editado a partir do texto dos autores.</i></p><p><a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/19897" target="_blank" rel="noopener"><strong>3- "Será que realmente existe isso?”: Reflexões acerca da bissexualidade e da pansexualidade femininas</strong></a></p><p><strong>Tipo de Produção:</strong> Trabalho de Conclusão de Curso</p><p><strong>Participantes:</strong> Danieli Klidzio (autora); Monalisa Dias de Siqueira (orientadora);</p><p><strong>Área:</strong> Centro de Ciências Sociais e Humanas – Curso de Licenciatura em Ciências Sociais</p><p><strong>Enfoque:</strong> A reflexão sobre a bissexualidade e a pansexualidade femininas, considerando as suas especificidades enquanto orientações sexuais também reivindicadas como identidades. Trabalho feito a partir de entrevistas individuais com mulheres jovens residentes em Santa Maria (RS) e familiarizadas com o contexto universitário; além da realização de um grupo focal. O objetivo era tensionar alguns estereótipos relacionados a essas identidades, contextualizando e analisando criticamente a perspectiva acerca delas e considerando concepções históricas da sexualidade.</p><p><i>*Resumo editado a partir do texto dos autores.</i></p><p><strong><a href="https://www.scielo.br/j/csp/a/YkWjhdbRtDcjhGT44sXqRNQ/?lang=pt" target="_blank" rel="noopener">4- Violência pós-morte contra travestis de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil </a></strong></p><p><strong>Tipo de Produção:</strong> Artigo Científico</p><p><strong>Participantes:</strong> Martha Helena Teixeira de Souza; Richard Miskolci; Marcos Claudio Signorelli; Fernando de Figueiredo Balieiro; Pedro Paulo Gomes Pereira;</p><p><strong>Área:</strong> Centro de Ciências da Saúde</p><p><strong>Enfoque:</strong> A descrição e análise de violências vivenciadas por travestis, inclusive após a morte. É um estudo baseado em metodologia qualitativa por meio de uma pesquisa etnográfica, sendo desenvolvida entre 2019 e 2020 – e foi decorrente do assassinato de cinco travestis na cidade de Santa Maria (RS). Outro objetivo é compreender esse tipo de violência que se manifesta no pós-morte e que busca apagar a história e os rastros da existência travesti.</p><p><i>*Resumo editado a partir do texto dos autores.</i></p><p><a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=64418" target="_blank" rel="noopener"><strong>5- Estratégias de coping na população transgênero brasileira: relações com saúde mental plena</strong></a></p><p><strong>Tipo de Produção:</strong> Projeto de Pesquisa</p><p><strong>Participantes:</strong> Luiza Pereira Rodrigues (autora e participante); Anelise Schaurich dos Santos (co-autora); Naiana Dapieve Patias (orientadora);</p><p><strong>Área:</strong> Centro de Ciências Sociais e Humanas – Departamento de Psicologia</p><p><strong>Enfoque:</strong> A identificação das principais violências vivenciadas pela população transgênero brasileira, das suas formas de enfrentamento (coping), e da relação desses elementos com a saúde mental plena dessa comunidade. Os dados serão coletados via internet e serão referentes a indivíduos transgêneros maiores de idade e integrantes de grupos na rede social Facebook voltados à temática trans.  </p><p><i>*Resumo editado a partir do texto dos autores.</i></p><p><a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/19461" target="_blank" rel="noopener"><strong>6- A (in)visibilidade de famílias homoafetivas durante atendimentos nos serviços de saúde </strong></a></p><p><strong>Tipo de Produção:</strong> Dissertação de Mestrado</p><p><strong>Participantes:</strong> Marielle Kulakowski Obem (autora); Nara Marilene Oliveira Girardon-Perlini (orientadora);</p><p><strong>Área:</strong> Centro de Ciências da Saúde – Programa de Pós-graduação em Enfermagem</p><p><strong>Enfoque:</strong> Investigar a percepção de famílias homoafetivas sobre o atendimento recebido em serviços de saúde. O estudo foi de abordagem qualitativa, contando com a participação de nove famílias residentes em cidades do interior do Rio Grande do Sul. O referencial foi a partir do interacionismo simbólico, que estuda a compreensão da ação humana a partir de interações sociais. É levantada a reflexão acerca da invisibilidade dessas famílias, no título como (in)visibilidade, na medida que essas famílias são vistas pelos profissionais da saúde, mas não reconhecidas por eles como tal.  </p><p><i>*Resumo editado a partir do texto dos autores.</i></p><p><a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/20194" target="_blank" rel="noopener"><strong>7- Velcro Seguro: o guia de saúde sexual para mulheres lésbicas e bissexuais com vulva</strong></a></p><p><strong>Tipo de Produção:</strong> Trabalho de Conclusão de Curso</p><p><strong>Participantes:</strong> Nicolle Christine Sartor (autora); Juliana Petermann (orientadora);</p><p><strong>Área:</strong> Centro de Ciências Sociais e Humanas - Curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda</p><p><strong>Enfoque:</strong> O desenvolvimento de um material informacional sobre a saúde sexual de mulheres lésbicas e bissexuais com vulva. Eram abordados aspectos como transmissão e prevenção de IST, métodos de sexo seguro, exames preventivos e anatomia da vulva. Após a produção, houve a análise da resposta do público-alvo a partir de entrevistas com mulheres lésbicas e bissexuais.</p><p><i>*Resumo editado a partir do texto dos autores.</i></p><p><a href="https://docs.google.com/file/d/1eroXEma7HSirkWKMAzxq9SQU5g-FZFQBmkXVdU2V0og/view" target="_blank" rel="noopener"><strong>8- O amor que não ousa dizer o nome: o discurso de ódio LGBT+Fóbico e a criminalização da homotransfobia pelo Supremo Tribunal Federal</strong></a></p><p><strong>Tipo de Produção:</strong> Trabalho de Conclusão de Curso</p><p><strong>Participantes:</strong> Pablo Domingues de Mello (autor); Rosane Leal da Silva (orientadora); Marília de Nardin Budó (coorientadora);</p><p><strong>Área:</strong> Centro de Ciências Sociais e Humanas – Curso de Direito</p><p><strong>Enfoque: </strong>A observação sobre de que forma o discurso de ministros e ministras no julgamento da criminalização da homotransfobia (2018) contribuiu para a reprodução do discurso legitimador do Sistema Penal e, consequentemente, para a reprodução e manutenção da violência contra a comunidade LGBT+. Isso foi feito a partir de uma análise de discurso, refletindo sobre outras questões como a invisibilidade de vítimas em situações de violência.</p><p><i>*Resumo editado a partir do texto dos autores.</i></p><p><strong><a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/20124" target="_blank" rel="noopener">9- O ethos midiatizado de Marco Feliciano: uma análise da formação institucional de discursos sobre o controle do ethos privado</a></strong></p><p><strong>Tipo de produção:</strong> Dissertação de Mestrado</p><p><strong>Participantes:</strong> Marina Martinuzzi Castilho (autora); Aline Roes Dalmolin (orientadora);</p><p><strong>Área:</strong> Centro de Ciências Sociais e Humanas – Programa de pós-graduação em Comunicação</p><p><strong>Enfoque:</strong> A investigação sobre a influência do pastor e deputado federal Marco Feliciano em acionar discursos de controle sobre conduta privadas, principalmente acerca da sexualidade humana. Isso foi feito a partir da análise de suas manifestações em mídias sociais - com um olhar específico para o canal no Youtube e para o uso, na época, da hashtag #ANossaFamíliaMereceRespeito. Por fim, a análise de discurso e reflexões sobre a midiatização como elemento estruturante em eventos modernos, discursivos e culturais. </p><p><i>*Resumo editado a partir do texto dos autores.</i></p><p><strong><a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/19896" target="_blank" rel="noopener">10- Não é uma realidade de todo mundo: acesso ao SUS por pessoas trans do município de Santa Maria a partir da normativa 2.803/2013</a></strong></p><p><strong>Tipo de produção:</strong> Trabalho de Conclusão de Curso</p><p><strong>Participantes:</strong> Daniel da Silva Stack (autor); Mari Cleise Sandalowski (orientadora);</p><p><strong>Área:</strong> Centro de Ciências Sociais e Humanas – Curso de Licenciatura em Ciências Sociais</p><p><strong>Enfoque:</strong> A investigação sobre como a população trans no município de Santa Maria utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS) para a transição de gênero – garantida gratuitamente pelo sistema mediante o Código Internacional de Doenças (CID). Além disso, a identificação de quais parâmetros sociais facilitam o acesso ao tratamento hormonal pelo SUS, pela rede privada e na auto-hormonização. Foi uma pesquisa qualitativa feita através de entrevistas.</p><p><i>*Resumo editado a partir do texto dos autores. </i></p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><i><strong>Repórter:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Ilustrador:</strong> Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</i></p><p><i><strong>Edição Geral</strong>: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Além do armário: a sexualidade vivida sem reservas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/alem-do-armario-a-sexualidade-vivida-sem-reservas</link>
				<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 19:44:34 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[identidade de gênero]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQI+]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=1798</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisa relata vivências e problematiza a homossexualidade no interior do Rio Grande do Sul]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<div id="container_dados">
<div class="texto_noticia">
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<p><em><strong>Confira esta matéria completa na versão digital da 6ª edição da revista Arco, disponível <a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/arco_6_issuu">neste link</a>.</strong></em></p>
</blockquote>
<p>A pesquisa científica requer tempo e cautela para reunir os dados e informações necessárias sobre o objeto que está sendo pesquisado. Além desse cuidado, quando o foco do estudo são pessoas, mais do que tato é preciso sensibilidade e respeito, pois não se tratam apenas de números e informações quantitativas, mas de seres humanos. Ainda mais quando a pesquisa irá tratar das relações e do preconceito vividos por um grupo.</p>
<p>Em seu livro Na Batida da Concha – Sociabilidades juvenis e homossexualidades reservadas no interior do Rio Grande do Sul, o sociólogo e historiador Guilherme Passamani relata sua experiência antropológica com um grupo de jovens homossexuais em Santa Maria. O livro, publicado pela Editora UFSM, é uma versão ampliada do Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências Sociais, cujo trabalho de campo foi feito entre os anos de 2002 e 2005.</p>
<p>O primeiro contato que o pesquisador teve com esse grupo de jovens gays deu-se através de chats virtuais. No início dos anos dois mil, havia ainda um certo constrangimento em relação à visibilidade homossexual, e, sem redes sociais ou aplicativos que possibilitassem a interação, uma das saídas encontradas para conhecer outras pessoas de forma discreta foram as salas de bate-papo online. Foi em uma dessas salas que Passamani conheceu Rogério*, que, após certa relutância, concordou em colaborar para a pesquisa, cujo objetivo era compreender o lado privado das práticas homossexuais masculinas. Rogério foi a ponte para que o pesquisador pudesse entrar em contato com um grupo de jovens gays com quem tinha o hábito de se reunir em um apartamento no centro de Santa Maria.</p>
<p>Como Rogério descreve no livro, “A Sociedade do Apertamento” era o lugar onde se poderia ser gay sem os ranços de uma sociedade marcada pela homofobia. Fora do apartamento, todos eram vistos como heterossexuais. Aquele era o local, portanto, onde eles poderiam conversar, fazer amigos e namorar sem o medo de serem julgados pela sua homossexualidade. O nome é uma referência ao tamanho pequeno do apartamento onde os mais de dez integrantes se reuniam. Como uma espécie de “sociedade secreta” informal e descontraída, os jovens tinham o local como um ambiente de segurança e liberdade, e a entrada de outros “membros” era feita de maneira cautelosa.</p>
<p><em>*Rogério é o apelido usado pelo pesquisador para identificar este entrevistado.</em><a class="bigger_image" title=""><img class="alignright wp-image-1766 size-large" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/08/6ª-edição-10-dossiê-além-do-armário-1024x668.png" alt="" width="1024" height="668" /></a></p>
<p><strong>Identidade de gênero:</strong> corresponde ao processo e condição de identificação de gênero, ou seja, com qual gênero as pessoas se identificam: gênero masculino ou feminino. Com base em nossa anatomia corporal e já em nosso nascimento, a sociedade nos designa como homem ou como mulher – gênero masculino ou feminino. No entanto, nem todos se identificam com essa imposição, como os homens transexuais, que não se identificam com o gênero feminino que lhes foi imposto.</p>
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<p><strong>Homofobia:</strong> é o termo geral que define a aversão e discriminação contra homossexuais. Há especificações como a lesbofobia (preconceito contra lésbicas), bifobia (contra bissexuais) e transfobia (contra pessoas transexuais e transgêneros).</p>
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<p><strong>Expressão de gênero: </strong>refere-se a como cada pessoa manifesta sua identidade de gênero, sendo que isso inclui roupas, acessórios, expressão corporal, aparência e estilizações. Isso não impede, por exemplo, uma pessoa de identificar-se com o gênero masculino e naturalmente possuir uma expressão de gênero feminina e vice-versa. Muitos sujeitos também ficam na fronteira não-definida da expressão de gênero, como, por exemplo, as pessoas andróginas.</p>
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<h4>A FACHADA HETEROSSEXUAL</h4>
<p>Além da orientação sexual, havia outros traços em comum entre eles: jovens entre 19 e 25 anos, vindos de cidades do interior do Rio Grande do Sul, pertencentes à classe média, universitários e com práticas homossexuais reservadas, ou seja, não eram vistos publicamente como gays.</p>
<p>A necessidade de manter uma fachada heterossexual era algo constante na vida deles e moldava a forma de ser e de se mostrar para o mundo. O corte de cabelo, o vestuário sóbrio, a busca por um corpo socialmente visto como másculo, a maneira de falar e o tipo de rapaz com quem eles buscavam se relacionar estavam ligados à necessidade de serem discretos, de passarem despercebidos pela sociedade.</p>
<p>A saída das suas cidades de origem, o ingresso na universidade e o encontro com outros que também compartilhavam desse segredo foram fatores positivos para a vivência homossexual desses jovens. Porém, as relações familiares turbulentas, o medo de que suas experiências sexuais fossem descobertas e atingissem suas famílias e a própria pressão cultural sempre foram elementos que exerciam forte influência na vida deles, mesmo longe de casa, dentro do apartamento.</p>
<p>“Lá em casa a gente é bem na nossa, meu pai é um cara da fazenda, sabe? Todo na dele, um gauchão [...] com bigode grande, e a minha mãe é a mulher do gaúcho, meus dois irmãos trabalham na fazenda também, eles são agrônomos, eu que saí meio diferente de todo mundo [...] mas sempre fui calado, a palavra do pai é que vale lá, e o olhar dele nos diz como a gente tem que ser [...] daí eu sempre fui meio na minha” (Leonardo, 21 anos. Trecho do livro Na batida da concha).</p>
<p>Essa imagem culturalmente construída da figura do gaúcho como um homem do campo, másculo, viril, valente e chefe do lar torna-se uma das referências de masculinidade e um dos modelos a ser seguido pelos meninos no interior do Rio Grande do Sul. A fuga desse padrão é vista como um desvio e a necessidade de se encaixar nesse exemplo de “homem de verdade” acaba alimentando outros preconceitos.</p>
<p>Segundo Passamani, a busca por uma fachada heterossexual e o alto grau de preconceito com outras formas de expressão de gênero e sexualidade são reflexos do machismo, em que a figura da mulher é desprestigiada, e o feminino é tratado como frágil, menor e menos importante. Esses comportamentos eram comuns no grupo de jovens pesquisado por ele.</p>
<p>“Não era uma questão tão séria ser visto como gay, mas era uma questão muito séria ser visto como determinado tipo de gay. Eu me lembro de algumas falas deles dizendo o que era ser bicha, e ser bicha era ser afeminado, era ser pobre, era ser escandaloso, era se vestir de forma chamativa. Então, nesse sentido, o que eles eram não era ‘bicha’, porque ser bicha era esse modelo; eles eram outra coisa, o que não implicava uma negação dos desejos por outros homens”, revela Passamani.</p>
<p>Esse desejo de se encaixar nos padrões heterossexuais e de não aparentar a sua homossexualidade também está associado ao desejo de não fazer parte de um grupo que é historicamente marginalizado pela sociedade.</p>
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<h4>A CONSTRUÇÃO HISTÓRICA DO PRECONCEITO</h4>
<p>A sexualidade humana faz parte de uma construção histórico-social. Sabe-se que práticas homossexuais sempre existiram – da Grécia Clássica até comunidades tribais. O que não se sabe ao certo é quando e por que essas práticas deixaram de ser vistas como algo comum e normal e passaram a ser repelidas pela sociedade.</p>
<p>A influência dos dogmas religiosos é fator que influenciou (e ainda influencia) na discriminação aos homossexuais. No entanto, a ciência também teve um papel importante nesse processo discriminatório. Foi a partir do século XIX, com as mudanças nas práticas da medicina, que os sujeitos que mantinham práticas homoeróticas passaram a ter uma “identidade”, ou seja, atribui-se a eles uma série de características e comportamentos que definem o que é um homossexual.</p>
<p>Nesse processo, os psiquiatras da época passaram a explicar a homossexualidade como uma falha biológica, o que tiraria a responsabilidade do sujeito homossexual, que deixaria de ser visto como um transgressor e passaria a ser visto como um doente, sendo, assim, passível de cura.</p>
<p>É somente no século XX que, lentamente, é feita essa desconstrução. Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a palavra “homossexual” da lista de transtornos mentais ou emocionais e, apenas em 1990, a Organização Mundial da Saúde retirou a orientação sexual da sua lista de doenças.</p>
<p>No entanto, a retirada da homossexualidade da lista de doenças não assegurou a sua aceitação social, e uma das formas encontradas para se preservar de ataques e repressões foi manter a orientação sexual escondida.</p>
<p>No Brasil, a Constituição Federal prevê como objetivo fundamental promover o bem-estar de todos, sem preconceitos de origem, de raça, sexo, cor, idade ou quaisquer discriminações. Para assegurar esse preceito, a Lei 7.716/89 criminaliza o preconceito racial. O Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto do Idoso atentam contra o preconceito de idade. Porém, a discriminação em razão de sexo (orientação sexual e identidade sexual) segue sem uma legislação que criminalize a homofobia.</p>
<p>No mundo, mais de 70 países, como Irã, Arábia Saudita, Sudão e Rússia, criminalizam as relações homossexuais. Segundo estudo divulgado em 2014 pela Associação Internacional de Gays e Lésbicas, 2,7 bilhões de pessoas vivem em países onde ser gay gera punições e até mesmo condenação à morte.</p>
<p>No atual contexto social, muitas vezes assumir a sua sexualidade torna-se um ato político, na medida em que esses grupos marginalizados não se vêem contemplados legalmente.</p>
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<h4>A EXPRESSÃO LIVRE DA SEXUALIDADE</h4>
<p>A discriminação com outras formas de expressão da homossexualidade, principalmente as que conferem expressão de gênero feminina, não é um fato isolado dos jovens citados no livro. Segundo o mestre em Comunicação Social Dieison Marconi, “em várias esferas sociais torna-se comum o discurso de que é aceitável ser gay, desde que seja discreto, não se demonstre isso na rua, ou que não se assuma uma expressão feminina. Tudo bem ser gay, desde que não seja ‘pintosa’”.</p>
<p>A pressão em manter escondida a orientação sexual e expressão de gênero, por medo da não aceitação da família, amigos e o medo das agressões às quais estão suscetíveis ao tornar público a homossexualidade, ajudam a criar os ‘armários’, que servem como proteção, mas também limitam as vivências pessoais.</p>
<p>Espaços mais libertários, como a universidade, os coletivos, os grupos de discussão virtuais e presenciais, tornam-se um marco para os jovens gays vindos do interior, por serem muitas vezes um primeiro espaço onde eles podem viver e expressar seu gênero e orientação sexual sem restrições. “É muito importante porque é um dos primeiros momentos onde você se reconhece tendo uma sexualidade normal, uma sexualidade humana normal, que tudo aquilo que te disseram durante a infância e adolescência não era verdade, que faltava mesmo tu ter uma referência de que essas pessoas estavam sendo felizes sendo gays e que não tinha nada de errado em ser gay” conta Dieison.</p>
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<p>“Ah, você tá rindo de mim? Desculpa queridinho, mas eu não vou tirar o meu batom vermelho, eu não vou parar de dar pinta na rua, não vou entrar pro armário de novo, o choro vai ser livre”, diz Dieison Marconi.</p>
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<p>Nos últimos dez anos, desde a realização do trabalho de Passamani, foram notáveis as mudanças no cenário LGBT em Santa Maria. A criação de coletivos que pautam questões de gênero e outros movimentos sociais ajudou na ampliação desse debate e tornou mais visíveis questões que antes circulavam apenas em pequenos grupos. A internet, além de uma ferramenta de socialização, tornou-se também uma forma de divulgação e ativismo.</p>
<p>No entanto, apesar de não ser mais considerada uma doença, a homossexualidade é um tema controverso, que ainda desperta preconceitos e fomenta debates, o que torna o movimento LGBT um movimento de luta por muitas bandeiras, como a criminalização da homofobia e direitos civis igualitários.</p>
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<p><em><strong>Reportagem</strong>: Maria Helena da Silva</em></p>
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