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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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				<title>Teletrabalho e ensino à distância na pandemia: quais são as consequências?</title>
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				<pubDate>Thu, 01 Oct 2020 13:51:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[humanidades]]></category>
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						<description><![CDATA[Como o isolamento e a acelerada adaptação a essas modalidades podem afetar a saúde mental

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							<content:encoded><![CDATA[  <p>A existência da internet tal qual conhecemos é um resultado da criação da World Wide Web, por Tim Berners-Lee, no início dos anos 90. O sistema proposto por Berners-Lee é baseado em uma organização de documentos na rede a partir de hipertextos, cuja conexão se dá a partir de hiperlinks. O famoso WWW representa a popularização da internet – antes usada apenas para fins militares e acadêmicos. Desde então, passamos a viver em uma era conectada. No decorrer dos anos, a importância da internet no contexto social apenas cresceu, ao ressignificar os mais diversos aspectos de nossas vidas: a informação, a comunicação, o consumo, os comportamentos, o transporte, a educação e o trabalho.</p>
<p>Em 2020, a pandemia do novo coronavírus também provocou mudanças nas nossas vida e,  consequentemente, na relação que temos com a rede. No âmbito profissional, ela aproximou ainda mais o trabalho e a internet – de maneira que, ao seguir as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas empresas encontraram no trabalho remoto a forma de evitar aglomerações e preservar a saúde de colaboradores e clientes. As escolas e as universidades seguiram o mesmo caminho ao explorar a educação à distância como alternativa para a longevidade do distanciamento.</p>
<p>Assim, para muitos de nós, foi exigida uma acelerada mudança: aquela tendência que já observávamos no mercado há algum tempo, agora faz parte de nossas rotinas. Nos vimos rodeados por e-mails, mensagens no Whatsapp, reuniões e aulas em forma de videoconferências. Mas afinal, quais são as principais diferenças entre as atividades online e as presenciais? E como tudo isso nos afeta psicologicamente?</p>		
											<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2020/10/distracoes_tecnologia_renata_costa.gif" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="distracoes_tecnologia_renata_costa" data-elementor-lightbox-description="Animação de pessoa que trabalha ao notebook, em sua casa, enquanto é interrompida com os alertas de mensagens no celular. ">
							<img width="1023" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2020/10/distracoes_tecnologia_renata_costa-1023x668.gif" alt="" loading="lazy" />								</a>
		<h3><b>O teletrabalho </b></h3><p>O termo<a href="http://www.sobratt.org.br/"> teletrabalho</a> – também conhecido como Home Office – refere-se a qualquer atividade laboral realizada remotamente. A origem mundial é imprecisa, mas é citada ainda no século 19, com o uso telégrafo.  A aplicação a partir da internet começou a se desenvolver no Brasil após os anos 2000, porém foi incluído pela primeira vez em uma pesquisa nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. Desde então, os estudos representam um aumento - entre alguns anos, flutuante - das suas taxas ao longo dos anos. Entre elas, foi reportada uma alta de 44% na vigência entre 2012 e 2018.</p>
<p>Contudo, só no ano de 2017 o teletrabalho foi regulamentado no país, a partir da <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm">Lei nº 13467/2017</a>. Entre as observações está que os processos, em suas especificidades, deveriam ser acordados entre o chefe e o trabalhador, de maneira que este tenha recursos para efetuar as atividades remotas e, caso não os tenha, o empregador os forneça. O acompanhamento também vale a mesma regra de negociação. Essa regulamentação foi um marco para a metodologia, que estava mais presente entre as empresas. Ela era observada pelo mercado como uma maneira de aumentar a flexibilidade da jornada de trabalho, diminuir a mobilidade urbana e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Durante a pandemia da COVID-19, segundo<a href="https://covid19.ibge.gov.br/pnad-covid/"> dados</a> do IBGE (entre 16/08 e 22/08), 8.3 milhões de brasileiros trabalharam remotamente.</p><h3><b>O ensino à distância</b></h3><p>O estudo à distância surgiu no país também a partir do início do século 20, com cursos de qualificação profissional. O termo se refere a quaisquer mediações didático-pedagógicas que, por meio de tecnologias de comunicação e informação, apliquem-se com diferença de espaço ou tempo no contato entre professores e alunos. Antes mesmo das redes digitais, os cursos eram desenvolvidos ao longo do século passado por meio de correspondência, rádio e televisão. O EAD era uma ferramenta para ampliar o acesso à educação, ao letramento e à inclusão social de adultos. Então, com o passar o tempo, começaram a serem oferecidos cursos para o nível de ensino fundamental, e na década de 1970, cursos superiores.  Nos anos 1990, o advento da internet comercial provocou um crescimento de universidades que ofereciam esse método de ensino, o que foi reforçado em 1996, com a criação da Secretaria de Educação à Distância (<a href="http://portal.mec.gov.br/e-mec-sp-257584288/193-secretarias-112877938/seed-educacao-a-distancia-96734370">SEED</a>), do MEC. Nesse ano, também se estabeleceram<a href="http://portal.mec.gov.br/e-mec-sp-257584288/193-secretarias-112877938/seed-educacao-a-distancia-96734370/12778-legislacao-de-educacao-a-distancia"> legislações</a> que identificaram essas práticas, e garantiram, por exemplo, a validade de diplomas.</p>
<p>Hoje, entende-se que podem existir diferentes classificações para esses cursos: os que são predominantemente à distância, com encontros mensais ou semestrais na sede da organização; os semi-presenciais (ou híbridos), com uma quantidade maior de encontros, por exemplo, semanalmente; e os cursos presenciais com apenas contribuições à distância. Quanto à sua popularidade, é estimado que o número de alunos do ensino superior na modalidade EAD será maior do que na presencial em 2022. Esses dados são de um estudo da Associação Brasileira Mantenedora de Ensino Superior (<a href="https://abmes.org.br/abmes-pesquisas">ABMES</a>), em parceria com a empresa<a href="https://educa-insights.com.br/category/projecoes/"> Educa Insights</a>. A projeção inicial era de 2023, porém o processo foi acelerado pela pandemia do novo coronavírus – com as quedas nos índices de emprego e renda da população, as orientações da OMS para o distanciamento social e o aumento de ofertas de cursos dessa modalidade.</p>
<p>A verdade é que antes mesmo da covid-19 o EAD já era uma tendência crescente: o ensino à distância atingia mais de 2 milhões de matrículas em 2018, o que representava uma participação de 24,3% do total de matrículas de graduação, segundo o<a href="http://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/documentos/2019/censo_da_educacao_superior_2018-notas_estatisticas.pdf"> último</a> Censo da Educação Superior, do MEC. O porquê do seu destaque tem relação com suas mensalidades serem mais acessíveis e, assim como uma das vantagens do Home Office, por dispensar a locomoção – e o seu tempo – até o local de ofício.</p><h3><b>Experiência no campus Frederico Westphalen</b></h3><p>No campus da UFSM em Frederico Westphalen, as aulas online já eram exploradas. Desde 2017, o projeto “Produção de Videoaulas e o <i>Streaming</i> de vídeo no EaD” é desenvolvido com o objetivo de estudar metodologias para a modalidade e de entender mais acerca da tecnologia <i>streaming</i> de vídeo e da sua integração em Ambientes Virtuais. As videoaulas produzidas foram aplicadas nos cursos de Bacharelado em Sistemas de Informação e Licenciatura em Computação, e tinham como finalidade servir como um material de apoio para as aulas presenciais.</p>
<p>Segundo a coordenadora do projeto, doutora em Sistemas de Computação e professora associada da UFSM, Adriana Soares Pereira, outro objetivo era proporcionar maior aproximação entre aluno e professor. A partir das experiência que obteve, ela destaca a importância da criação de um roteiro para as aulas em EAD que leve em consideração as particularidades da disciplina e os seus alunos: “A didática está muito relacionada com o conteúdo, então tivemos que pensar em possíveis dificuldades que o aluno já teve [com a disciplina presencial]. Por exemplo, em uma disciplina mais prática - ensinando a usar um software -, nós tivemos que gravar o professor falando e conectar ao mesmo tempo a imagem no computador, para mostrar passo a passo como usar aquela ferramenta”. A professora lembra que a contribuição do estudante  é necessária – de maneira que, ao dar sua opinião, ele auxilia para uma melhor adaptação por parte dos professores.</p>
<p>Ainda assim, Adriana acredita que no futuro educacional existirá público tanto para a modalidade EAD quanto para a presencial: “Eu vejo que o perfil do aluno está em primeiro lugar: cada um de nós tem um perfil de aprendizado diferente - então se eu aprendo mais com vídeos, outra pessoa aprende mais lendo textos. Então existem alunos que realmente não conseguem estudar e aprender dessa forma”, explica. Ela complementa que existem cursos que necessitam dos encontros presenciais para as aulas práticas.</p>
<p>Por fim, a professora imagina que após esse momento, os alunos irão exigir uma maior diversidade de metodologias oferecidas por seus professores, que terão a necessidade de ir além de apenas as aulas presenciais. Os docentes deverão buscar se capacitar e explorar essas novas tecnologias: “uma das vantagens de fazer uma videoaula é que o aluno pode a assistir várias vezes e se ficar alguma dúvida, voltar e ouvir de novo”, exemplifica.  </p><h3><b>As consequências </b></h3>		
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2020/10/Estresse-renata-costa-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>O teletrabalho e o ensino à distância são exemplos de uma sociedade que caminha para a convergência digital. As duas modalidades têm características e vantagens semelhantes e, para algumas pessoas, são opções que facilitam a produtividade e se encaixam com o seu estilo de vida. Entretanto, não são todos que se adaptam bem e preferem essas metodologias; e a pandemia do novo coronavírus também tem forçado esse grupo a participar dessa transição, quase que súbita, desde o começo do ano.</p>
<p>São tempos singulares que implicam em uma necessidade de maior empatia por parte de empresas e instituições de ensino. Para os que tiveram que se adaptar repentinamente, não foi fácil - sem falar que não são todos que têm as ferramentas ou o espaço adequado para o desenvolvimento de atividades à distância. Isso, juntamente com o confinamento, pode trazer consequências negativas para a saúde mental de qualquer um - confira a outra <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/distanciamento-fisico-saude-mental/">matéria</a> da Arco sobre os efeitos colaterais do distanciamento físico. Já em abril de 2020 – aproximadamente um mês após a COVID-19 ter sido declarada como uma pandemia pela OMS - a startup de tecnologia<a href="https://behup.io/estudos/"> Behup</a> conduziu uma pesquisa com 1.561 participantes no país, e concluiu que 53,8% dos participantes disseram estar um pouco ou muito mais estressados e 60,3% um pouco ou muito mais ansiosos após as primeiras semanas de quarentena.</p>
<p>Segundo a doutora em psicologia, Adriane Rubio Roso, que também realizou estudos pós-doutorais em Comunicação na UFSM e em Psicologia Social, na Universidade de Harvard, a pandemia pode nos impactar integralmente, apesar de muitas vezes não notarmos: “Algumas pessoas sentem dores de cabeça, dores nas costas, ansiedade, estresse, insônia e podem não correlacionar esses sintomas com o que estamos vivendo. Certamente, eles podem ser decorrentes de problemas que antecedem à pandemia, e, agora, podem estar se exacerbando em decorrência do que ela dispara em nós: medo da própria morte, medo da perda de entes queridos, medo de perder o emprego, medo da solidão, entre outros.”.</p>
<p>Adriane também destaca que os impactos da pandemia não são os mesmos para todos – já que eles dependem das condições sócio-estruturais, econômicas e afetivas de cada um. Ela observa que as pessoas que já tinham o costume de ficar mais em casa e focar em relações sociais no círculo privado aparentam lidar melhor com o isolamento social. Por outro lado, pessoas com vida social mais agitada no espaço público e pessoas que sofrem grande risco de contágio – como profissionais da área de saúde na linha de frente – o estresse proporcionado pelo período é maior. </p>
<p>Quanto às consequências psicológicas da pandemia do novo coronavírus e a sua relação com fatores sociodemográficos, a UFSM se faz presente no âmbito científico:  está em desenvolvimento o<a href="https://www.covidpsiq.org/"> COVIDPsiq</a>, grupo de pesquisa liderado pelo professor e doutor Vitor Calegaro, que tem como objetivo monitorar a evolução de sintomas pós-traumáticos relacionados ao vírus em brasileiros – como depressão e ansiedade. O projeto, que conta com o apoio da Prefeitura de Santa Maria, da Universidade Franciscana e da Lauduz COVID-19 – Saúde Pública Online, entre outras instituições, terá quatro fases. A primeira delas foi <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/820/2020/06/COVIDPsiq_1etapa.pdf">divulgada</a> no início de junho e contou com 3.633 participantes que tinham a partir de 18 anos anos – em grande parte, do Rio Grande do Sul e de Santa Maria. Dentre suas coletas, concluiu-se que a saúde mental de 65% dos participantes piorou pouco ou muito com o distanciamento social, com destaque para o aumento de sintomas pós-traumáticos relacionados com menor escolaridade – e idade inferior -, menor renda – assim com estudantes e desempregados-, histórico de transtornos mentais e uma maior exposição  à mídia.   </p><h3><b>O fenômeno das videoconferências </b></h3>		
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2020/10/videoconferencia-renata-costa-1024x668.png" alt="" loading="lazy" />											
		<p>À medida que empresas e instituições de ensino se viram obrigadas a migrar para o ambiente virtual, uma ferramenta que tem sido muito utilizada como uma forma de reestruturar a convivência são as videoconferências. Esse fenômeno ocupou espaço nas relações tanto no teletrabalho – com reuniões – quanto no ensino à distância – com aulas online. Apesar de ser uma boa alternativa para manter o contato, o uso de aplicativos como Zoom, Skype, Teams, Google Meet e Google Hangouts pode provocar uma exaustão ainda maior do que se os encontros fossem presenciais. No exterior, o cansaço após as videoconferências está sendo chamado de “Zoom Fatigue” – em tradução literal, Fadiga de Zoom.</p>
<p>Baseado nisso, a Harvard Bussiness Review publicou um<a href="https://hbr.org/2020/04/how-to-combat-zoom-fatigue"> artigo</a> para explicar o que acontece nesse processo. O site, com revistas, livros e conteúdos digitais é produto do<a href="https://www.harvardbusiness.org/"> Harvard Business Publishing</a>, que tem como objetivo refletir sobre práticas de gestão de negócios. Segundo o estudo, a fadiga proporcionada pelas videoconferências é consequência de um conjunto de questões. A primeira delas é a facilidade que temos de nos distrair nesses contextos: enquanto estamos em uma chamada de vídeo, temos ao nosso redor diversos estímulos que facilitam a perda de foco – as notificações e o celular na mão nos atraem para a tentação de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, como por exemplo ouvir a fala dos colegas e também checar as redes sociais.&nbsp; Além disso, temos contato com uma pequena imagem de nós mesmos – o que nos torna extremamente conscientes de cada detalhe e cada movimento que fazemos. Por fim, temos a sensação de que para absorver todas as informações e demonstrar o devido interesse, devemos estar constantemente prestando atenção na tela. Isso não acontece em trocas presenciais, pois eventualmente nos sentimos livres para olhar para a janela, ou ao redor da sala.</p>
<p>No geral, devemos entender que ao participarmos das videoconferências, o nosso cérebro não funciona normalmente. Fora outras questões como confusões por problemas de rede e silêncios desconfortáveis, também perdemos uma parcela de linguagem corporal. O psicólogo e cineasta David Cohen afirma em seu livro “A linguagem do corpo” que ao nos comunicarmos, absorvemos informações sem nem perceber: “Responder instintivamente ou com intuição não é mágica. O que realmente estamos fazendo é reunir, quase instantaneamente, dezenas de pequenas pistas que captamos da linguagem corporal das pessoas”. O contato apenas através das telas nos priva dessa absorção inconsciente das reações e nos obriga a dispor de um esforço a mais na busca por um “retorno externo”. Isso, no caso de muitas pessoas em uma chamada, é cognitivamente cansativo.</p>
<p>A pesquisadora Adriane Roso ressalta que não mudamos nosso caráter e nosso modo de pensar no ambiente on-line, porém destaca a falta de contato físico nas interações. “O contato físico é uma experiência vital, que nos acompanha desde o nascimento. [...] Sob este prisma, a interação online exige dos humanos novas formas de expressão e reconhecimento de afetividade", comenta. Sobre as novas tecnologias, ela afirma que “não sabemos o suficiente sobre os efeitos delas na constituição da subjetividade. Algo está mudando. Algo vai mudar. Essas mudanças deverão ser foco de atenção de diferentes campos do saber de modo a encontrarmos caminhos alternos recorrendo à potencialidade do trabalho interdisciplinar.”</p><h4><b>Dicas: como encontrar o equilíbrio?</b></h4><p>O segundo semestre letivo do ano de 2020 na UFSM se iniciará no dia 19 de outubro sob o Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE) - confira o calendário completo <a href="https://www.ufsm.br/calendario/2020-50833/">aqui</a>. Os alunos que decidirem por se matricular e desenvolver suas atividades de graduação ou pós-graduação durante este período terão de se adaptar à vigência do ensino à distância. Ao levar em consideração as particularidades de cada um e a importância de uma manutenção da saúde mental durante todo esse período, é extremamente importante ter uma rotina equilibrada entre o lazer e as obrigações.  </p>
<p>Visto isso, leia abaixo algumas dicas inspiradas no artigo da <a href="https://hbr.org/2020/04/how-to-combat-zoom-fatigue">Harvard Business Review</a> para vivenciar esse período da maneira mais saudável possível: </p><p><b>1) Em uma videoconferência, evite fazer muitas coisas ao mesmo tempo</b></p>
<p><i>Ao tentar fazer muitas coisas, você não vai conseguir se concentrar em nenhuma e pode perder informações importantes</i></p>
<p><b>2) R</b><b style="color: black;font-size: 1rem">espeite seus limites e tenha períodos de descanso entre tarefas e chamadas de vídeo</b></p>
<p><i>Ter de 5 a 15 minutos para poder tomar uma água, levantar da cadeira e se alongar é essencial</i></p>
<p><b>3) Cuide da sua saúde: se alimente bem e pratique exercícios físicos</b></p>
<p><i>Isso vai evitar o cansaço em demasia e o estresse</i></p>
<p><b>4) Tente manter uma rotina</b></p>
<p><i>Busque ter horários usuais para dormir, acordar, trabalho e lazer. Isso vai lhe ajudar a manter uma rotina equilibrada e vai dar uma sensação de maior controle do contexto atual</i></p>
<p><b>5) Não deixe a internet tomar conta do seu cotidiano</b></p>
<p><i>Faça questão de ter momentos longe das telas: leia um livro ou passe um tempo com seu pet ou sua família</i></p><h4><strong>Dicas para professores ou chefes</strong></h4><p><b>1) Analise se a videoconferência é realmente necessária</b></p>
<p><i>Às vezes, ela pode ser substituída por um e-mail ou por uma ligação normal</i></p>
<p><b>2) Deixe disponível a opção de não ligar a câmera eventualmente</b></p>
<p><i>Principalmente em chamadas mais longas, isso pode ajudar a reduzir um pouco o estresse</i></p>
<p></p>
<p>Caso necessário, não hesite em buscar apoio psicológico. A UFSM oferece apoio psicopedagógico e suporte psicológico na modalidade on-line através do Núcleo de Apoio à Aprendizagem da CAED. <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-executivos/caed/2020/09/28/apoio-psicopedagogico-e-suporte-psicologico-no-segundo-semestre-de-2020/">Saiba mais</a>.</p><p><b><i>Expediente</i></b></p>
<p><i><b>Reportagem</b>: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p>
<p><i><b>Ilustradora</b>: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista</i></p>
<p><i><b>Mídia Social</b>: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista</i></p>
<p><i><b>Edição de produção</b>: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p>
<p><i><b>Edição geral</b>: Maurício Dias, jornalista</i></p>]]></content:encoded>
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