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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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				<title>Empoderamento feminino no campo</title>
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				<pubDate>Fri, 11 Nov 2022 14:28:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura de Precisão]]></category>
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						<description><![CDATA[Pesquisas indicam que presença de mulheres cresce no agronegócio brasileiro e mundial. Da mesma forma, interesse por tecnologia e agricultura de precisão também aumenta]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-a6e0d8fc-7fff-8cb6-99ac-739ab23e2775" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No campo, na lida com o gado, na gestão técnica ou na supervisão de lavouras, as mulheres quebraram o tabu no universo agrícola. Esse ambiente, que antes era dominado por homens, agora também tem mulheres no comando. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Os resultados gerados pelo <u></u><u><a href="https://censoagro2017.ibge.gov.br/templates/censo_agro/resultadosagro/index.html" target="_blank" rel="noopener">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</a></u> mostram que, no final de 2017, das 18 milhões de pessoas ligadas ao agronegócio no Brasil, havia cerca de 11,9 milhões (65,8%) de homens e apenas 6,2 milhões (34,2%) de mulheres. Um número pequeno, mas que representa um avanço de 13% em comparação ao <u><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/51/agro_2006.pdf" target="_blank" rel="noopener">levantamento anterior</a></u>, feito no início do século 21. </p><p>Apesar dos desafios que persistem, as estatísticas mostram que a presença feminina cresce na agricultura brasileira e mundial. Ao analisar a participação feminina, a <u><a href="https://www.fao.org/gender/background/es/" target="_blank" rel="noopener">Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura</a></u> (FAO) constatou que, atualmente, cerca de 60 milhões de mulheres da América Latina trabalham no campo e cumprem papel central no abastecimento de insumos. A FAO considera que pelo menos 60% a 80% dos alimentos são produzidos pelas mãos de mulheres.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/Ellas_capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida em tons de rosa e roxo com duas mulheres no centro e em primeiro plano. A da esquerda da imagem tem cabelos cacheados e escuros, pele escura, olhos pretos; veste camiseta de manga comprida em tom de salmão e segura, nas mãos, um controle remoto preto com uma luz azul acesa na extremidade. A mulher do lado direito da imagem tem cabelos ondulados, compridos e escuros, pele clara, olhos escuros; veste camiseta listrada em tons de roxo e segura, nas mãos, um tablet que emite uma luz azulada. Ela está com a cabeça abaixada. Ao fundo, plantação em duas montanhas que se encontram no centro da imagem. No céu, um drone roxo que emite uma luz azulada. O céu é rosa bebê." loading="lazy" />														
			<h3>(R)evolução</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-a749390e-7fff-6d38-2c6c-2f71c5a2d3e7" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O trabalho no campo é, normalmente, influenciado por questões familiares. Pais agricultores tendem a incentivar os filhos a prosseguir com o trabalho. É o caso de Daiane Ross, que cresceu no meio rural e cursou a faculdade de Agronomia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com o objetivo de se qualificar para  seguir vivendo da agricultura. Daiane comenta que, mesmo com receio, adaptou-se ao meio e buscou espaço na agricultura digital. Hoje ela presta suporte a produtores rurais que estão implementando tecnologias no campo. É pelo trabalho dela que muitos homens e mulheres aprendem a fazer a gestão da propriedade rural, aumentar a produtividade das culturas e otimizar o tempo. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Daiane vê o futuro no agro como promissor. Apesar dos preconceitos ainda enfrentados, ela acredita que é possível conquistar um espaço igualitário no agronegócio. O crescente número de estudantes mulheres em cursos de ciências rurais representa, para ela, um avanço. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Jéssica Boelter é outro exemplo de quem buscou espaço no agro. Também formada em Agronomia pela UFSM, ela decidiu seguir as novas tendências do mundo agro através do geoprocessamento - uma análise de dados e informações geográficas, por meio de cálculos e softwares específicos. Hoje, ela é analista digital. Responsável pelas ferramentas digitais da empresa que trabalha, Jéssica oferece suporte técnico no campo para milhares de outras mulheres que, assim como ela, sonham com o reconhecimento.</p>		
			<h3>Ellas no Comando</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para incentivar a valorização do trabalho da mulher no ambiente agrícola, a UFSM realizou, em agosto de 2022, o evento <u><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccr/eventos/ellas-no-comando/">Ellas no </a><a>Comando</a></u><u>.</u> A atividade  reuniu acadêmicas dos cursos das Ciências Rurais e também outras mulheres para discutir a participação feminina na agricultura de precisão. O evento teve duração de dois finais de semana e contou com palestras e oficinas que mostraram exemplos de mulheres que hoje são protagonistas na área. Juntas, elas conversaram sobre drones na agricultura, maquinários, automação agrícola e plataformas digitais. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo a comissão da Crop Júnior - empresa vinculada ao curso de Agronomia da UFSM e organizadora do evento, o Ellas no Comando surgiu com a ideia de incentivar mulheres a serem protagonistas das soluções sustentáveis do agronegócio. Para a empresa, há um aumento significativo no número de graduandas interessadas em pautas que envolvem tecnologias. A ação foi pensada como forma de incentivo ao mercado, que tende a exigir o conhecimento sobre as principais tendências.</p><p><br />Jéssica e Daiane participaram do Ellas no Comando como palestrantes. Para elas, as atividades foram importantes para promover trocas de experiências. "Discussões como essa realmente trazem um sentido diferente para a agricultura. Trazer essa visão para as alunas foi bom para acalmar as dúvidas e a preocupação de como se inserir no mercado”, afirma Jéssica.</p>		
			<h3>Representatividade e inspiração</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-d7072415-7fff-da6e-11df-50341267b368" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um passo importante para entender o papel da mulher na transformação da agropecuária no Brasil é perceber que, ao incluir a força feminina nos trabalhos do campo, abrem-se espaços para novas formas de pensar e agir. “A nossa participação no campo estimula mais meninas a seguirem o mesmo caminho, a repensarem e verem esperanças no agro.”, afirma Daiane.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A mulher sofreu e ainda sofre discriminação nas várias áreas em que se insere na sociedade. Relatos de abuso psicológico, moral e sexual ainda são comuns nos ambientes de trabalho. Para Jéssica e Daiane, novas políticas públicas podem ser importantes para o fomento ao empreendedorismo feminino e para facilitar o acesso à tecnologia no campo.</p>		
			<h3>Donas do Agro</h3>		
		<p>Outra iniciativa realizada por e para elas é o evento Donas do Agro. Em sua 5ª edição, realizada em 19 de outubro, o evento reuniu cerca de 70 pessoas. Sete mulheres fizeram parte da banca de palestrantes. O Donas do Agro é realizado anualmente e promovido pelo grupo Encorte UFSM. Durante a programação, foram discutidas práticas de sucesso no agronegócio e a importância da participação feminina no universo agro. </p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Tayline Alves Manganelli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia social: </strong>Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Tr</em>eulieb, <em>jornalista.</em>]]></content:encoded>
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