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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>Energia nuclear também é assunto de mulher</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/energia-nuclear-tambem-e-assunto-de-mulher</link>
				<pubDate>Fri, 17 Aug 2018 21:06:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Energia Nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[energia nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[woman in nuclear]]></category>

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						<description><![CDATA[Representante da organização Woman in Nuclear participará do Seminário Internacional - América do Sul na era nuclear: riscos, desafios e perspectivas
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Provavelmente você já tenha ouvido falar sobre a história de Marie Curie. Conhecida como “mãe da Física Moderna”, foi a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio Nobel. Curie é famosa por sua pesquisa pioneira sobre radioatividade, ao descobrir os elementos polônio e rádio, e isolar os seus isótopos. Ao lado dela, entre os séculos 19 e 20, outra mulher se destacou nas pesquisas no campo nuclear: Lise Meitner. A cientista desempenhou papel importante na descoberta da fissão nuclear.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">As biografias de ambas revelam os desafios enfrentados pelas cientistas - desde o ingresso à universidade até o exercício da carreira. No tangente ao ramo nuclear, mesmo que sejam raros, há ainda registros do trabalho de mulheres nas fábricas e pesquisas sobre a criação de </span><span style="font-weight: 400;">ogivas</span><span style="font-weight: 400;"> e armas nucleares, durante períodos de conflitos mundiais. Para </span><a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4160"><span style="font-weight: 400;">além do ramo bélico</span></a><span style="font-weight: 400;">, encontramos hoje </span><a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4247"><span style="font-weight: 400;">múltiplas aplicações</span></a><span style="font-weight: 400;"> da energia nuclear e da radioatividade no cotidiano e o aumento da participação das mulheres nestas áreas. </span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Com o intuito de incentivar o trabalho de mulheres no ramo nuclear, surge a organização mundial </span><i><span style="font-weight: 400;">“ </span></i><a href="http://www.win-global.org/"><i><span style="font-weight: 400;">Woman in Nuclear</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”.  </span></i><span style="font-weight: 400;">A revista Arco entrevistou a  </span><span style="font-weight: 400;">doutora Juana Gervasoni, presidenta da WiN-Argentina que comparecerá ao Seminário Internacional - América do Sul na era nuclear: riscos, desafios e perspectivas. Confira como foi a conversa: </span>

&nbsp;

<b>ARCO: O que é a “Woman in Nuclear”, como surgiu e por quê?</b>

<b>Juana: </b><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Woman in Nuclear</span></i><span style="font-weight: 400;"> (WiN) é uma organização mundial, certificada pela </span><a href="https://www.iaea.org/"><span style="font-weight: 400;">Agência Internacional de Energia Atómica</span></a><span style="font-weight: 400;"> (IAEA), que apoia e encoraja as mulheres que trabalham nas indústrias nucleares em todo o mundo, em especial nas aplicações da energia e radiação. Fundada em 1992, tem como objetivo promover a compreensão e a consciência pública dos benefícios das aplicações nucleares e da radiação através de redes nacionais e internacionais. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que atualmente conta com cerca de 4600 membros em 102 países, e segue crescendo.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">A WiN Global realiza uma reunião anual, além de publicar um boletim informativo mensal. Na Argentina, a organização iniciou suas atividades em 1992 sob direção da Doutora Maela Vir</span><span style="font-weight: 400;">so,</span><span style="font-weight: 400;"> da </span><span style="font-weight: 400;">Comissão Nacional de Energia Atômica (CNEA) - instituição que concentra a maior atividade nuclear do país. </span>

&nbsp;

<b>ARCO: </b><b>Quem participa da organização?</b>

<b>Juana: </b><span style="font-weight: 400;">Mulheres que trabalham profissionalmente em diferentes áreas do trabalho nuclear, como ciência e tecnologia, medicina e saúde, indústria e pesquisadoras das várias instituições da Argentina. Isto é, para todos os candidatos que desejam participar da promoção de atividades nucleares.</span>

&nbsp;

<b>ARCO: </b><b>Quais são os principais objetivos e ações da organização?</b>

<b>Juana: </b><span style="font-weight: 400;">Na WiN, consideramos fundamental nivelar o caminho para as jovens que estão apenas começando na carreira científica, ajudando a aumentar a conscientização sobre as dificuldades e preconceitos de gênero que ainda existem e que devem ser superados, a fim de alcançar uma autêntica igualdade entre homens e mulheres no campo científico-tecnológico. O objetivo da organização é desenvolver um espaço propício para trocar ideias e estimular iniciativas conjuntas a partir da visão das mulheres que pertencem à atividade nuclear, em distintos setores da sociedade: científico-tecnológico, de saúde, cultural, educacional e social. Tudo isso, sem deixar de desenvolver um diálogo fluido com a sociedade para promover a conscientização, contribuição e educação das pessoas e da sociedade de tecnologias nucleares. </span>

&nbsp;

<b>ARCO: Quando as mulheres começaram a trabalhar nas indústrias nucleares e o que representam atualmente? Desde a fundação da WiN, quais foram os avanços percebidos no ramo? </b>

<b>Juana: </b><span style="font-weight: 400;">No primeiro Intercâmbio de Materiais de Informação Pública (Pime) em 1988, iniciado pelo comitê de informação da ENS, os programas de informação para mulheres foram discutidos como políticas públicas em ciência e tecnologia. Mas apenas três "mulheres nucleares" compareceram. No segundo Pime, em 1989, uma mesa redonda com seis mulheres e um homem discutiu a questão das mulheres e da energia nuclear. Este foi o ponto de partida. Um ano depois, em janeiro de 1990, o comitê de informação da ENS organizou uma reunião especial de mulheres - "Mulheres e energia nuclear" - presidida por Agneta Rising (Suécia) em Ascona, Suíça. A partir daquele momento, em cada reunião do Pime, o comitê de informações deixou espaço para uma reunião das mulheres participantes.</span>

<span style="font-weight: 400;">
</span><span style="font-weight: 400;">Somente na primeira reunião especial realizada em Helsinque, em maio de 1992, organizada pelo grupo finlandês "Energy Channel", a WiN se estabeleceu como um grupo líder. Adotou a Carta WiN e estabeleceu o programa de trabalho de informação para 1993, que inclui a reunião constitucional da Organização WiN no dia da inauguração do PIME '93 em Karlovy Vary, na República Tcheca.</span>

&nbsp;

<b>ARCO: Como vê a participação e a valorização das mulheres na área de pesquisa e produção da ciência e tecnologia? </b>

<b>Juana:</b><span style="font-weight: 400;"> Geralmente, em Ciência e Tecnologia a participação da mulher é altamente importante e de excelência, mas a valorização do seu trabalho ainda não bem é reconhecido, persistindo a invisibilidade.</span>

&nbsp;

<b>ARCO: Quais são as perspectivas futuras da organização para a utilização da energia nuclear e para o trabalho das mulheres na área?</b>

<b>Juana: </b><span style="font-weight: 400;">Nossa perspectiva é d</span><span style="font-weight: 400;">ivulgar ao público em geral, especialmente mulheres, informações sobre a tecnologia nuclear e sua contribuição para a sociedade, promovendo um ambiente colaborativo com outras organizações que contribuem para esse fim. Promover também a transferência de conhecimento e experiência, por meio de reuniões regulares entre seus membros e entre os demais grupos WiN. Além disso, promover o interesse pela formação técnico-científica, especialmente entre as mulheres, em um campo direta ou indiretamente relacionado ao setor nuclear ou à radiação ionizante.</span>

&nbsp;

<b>Reportagem:</b><span style="font-weight: 400;"> Tainara Liesenfeld</span>

<b>Ilustração:</b><span style="font-weight: 400;"> Pollyana Santoro</span>

<b>Edição: </b><span style="font-weight: 400;">Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Tratado pela paz e segurança mundiais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/tratado-pela-paz-e-seguranca-mundiais</link>
				<pubDate>Fri, 17 Aug 2018 20:58:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Energia Nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[energia nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[paz]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[tnp]]></category>
		<category><![CDATA[tratado]]></category>

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						<description><![CDATA[Embaixador argentino fala sobre as negociações em torno dos usos da energia nuclear
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, China, Israel e Coreia do Norte</span><span style="font-weight: 400;">. Estes países parecem ter sido selecionados aleatoriamente. No entanto, todos eles possuem algo em comum: a presença de um arsenal nuclear à sua disposição. Desses, seis são signatários do Tratado de Não-proliferação de Armas Nucleares (TNP).</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">O TNP passa por processos de revisão, de tempos em tempos. Em 2020, a conferência de revisão deverá ser presidida pelo embaixador argentino Rafael Grossi. Ele, que representa seu país junto a diversos órgãos internacionais, como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ministrará a aula magna </span><span style="font-weight: 400;">“Panorama global dos esforços de desarmamento e não proliferação de armas nucleares” na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A palestra ocorrerá no dia 21 de agosto no Centro de Convenções do campus sede, em Santa Maria, com início às 11h.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Em entrevista para a revista Arco, Grossi fala sobre a importância do TNP como instrumento legal internacional, como também indica os desafios para a negociação da revisão do tratado. </span>

&nbsp;

<strong>ARCO: Em discussão durante o evento de 50 anos da assinatura do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, o senhor mencionou que o desastre em Fukushima fez com que alguns governos reavaliassem os usos da energia nuclear em seus países. Como você avalia o aumento de nações que usam energia nuclear para fins pacíficos?</strong>

<b>Grossi: </b><span style="font-weight: 400;">Após o acidente, houve questionamentos sobre o uso da energia nuclear. Muitos pensaram que Fukushima seria o fim da energia nuclear. Eles estavam errados. Apenas um país, a Alemanha, anunciou a "eliminação gradual" da energia nuclear do seu mix energético. Outros, como a Suíça ou a Bélgica, indicaram que reduziriam seu componente nuclear. De fato, a energia nuclear aumenta especialmente em grandes economias emergentes como a China ou a Índia. O resto mantém as frotas de reatores existentes ou renova e os substitui. A energia nuclear compreende em torno de 12% da energia mundial, estando mais presente nos países industrializados. É uma energia limpa que não produz gases de efeito estufa, o que é fundamental no cenário de mudanças climáticas que o mundo está vivenciando.</span>

&nbsp;

<strong>ARCO: Com o crescimento das hostilidades entre países que possuem armas nucleares, quais são os riscos e desafios para a promoção do diálogo entre países para evitar a escalada de conflitos?</strong>

<b>Grossi: </b><span style="font-weight: 400;">A busca pela paz e segurança internacionais é um objetivo permanente. As armas nucleares fazem parte do cenário estratégico global há mais de 70 anos e, nesse período, houve altos e baixos em termos do risco de um conflito que as envolve. Existe uma consciência global dos riscos do uso de armas nucleares e isso deve inspirar um diálogo convergente entre países nucleares e não-nucleares. Pessoalmente acho que isso é possível.</span>

&nbsp;

<strong>ARCO: Desde o início da década de 1990, Argentina e Brasil têm trabalhado juntos no estabelecimento de salvaguardas nucleares através da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (Abacc). Como você analisa essa interação bilateral no que diz respeito aos usos da energia nuclear?</strong>

<b>Grossi:</b><span style="font-weight: 400;"> Eu pertenço à primeira geração de diplomatas nucleares no meu país e tive a imensa honra de participar desta história desde a sua criação. Eu acho que brasileiros e argentinos deram um belo exemplo. Sabíamos reconhecer a importância de estabelecer um regime de confiança mútua por meio do Abacc que evitasse a tragédia de uma corrida armamentista que nos separaria para sempre, para não mencionar o desvio obsceno de recursos que em ambos os países são necessários para a educação, saúde, justiça, </span><span style="font-weight: 400;">e isso teria resultado de uma competição nuclear.</span>

&nbsp;

<strong>ARCO: Você presidirá a Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares em 2020. Como você avalia as discussões que já estão ocorrendo em preparação para este evento?</strong>

<b>Grossi:</b><span style="font-weight: 400;"> Será um processo de enorme complexidade sem dúvidas. O TNP é o regulador da governança nuclear internacional. A erosão deste acordo não beneficia ninguém. O processo preparatório evidenciou a existência de importantes tensões entre os países que possuem armas nucleares e entre estas e os não-possuidores. Teremos que trabalhar com tato diplomático em cada um desses difíceis pontos, para desatá-los com paciência.</span>

&nbsp;

<strong>ARCO: Em relação à Conferência, quais são os principais riscos e desafios em torno da revisão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares em 2020?</strong>

<b>Grossi:</b><span style="font-weight: 400;"> Existem alguns problemas particularmente sensíveis. Um deles se refere ao processo de desarmamento, que não avança no ritmo que muitos esperam e que deu origem ao movimento humanitário. Este, por sua vez, levou à negociação de um Tratado de Proibição de Armas Nucleares - um instrumento legal que ainda não entrou em vigor, mas as potências nucleares o rejeitam veementemente. A revisão do TNP em 2020 deve buscar consenso que nos reconcilie com o objetivo comum de um mundo livre de armas nucleares. Mas esse processo não será fácil e nem automático. Outra questão de grande complexidade será a do estabelecimento de uma Zona Livre de Armas de Destruição em Massa no Oriente Médio. Esta questão está pendente há 25 anos e frustrou a última Conferência de Revisão em 2015. Haverá outras questões, mas estas concentrarão a atenção dos 193 Estados-Partes e certamente meus, como Presidente.</span>

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<strong>Reportagem:</strong> Luan Romero

<strong>Ilustração:</strong> Pollyana Santoro

<strong>Edição:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Reatores nucleares de potência no mundo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/reatores-nucleares-de-potencia-no-mundo</link>
				<pubDate>Fri, 17 Aug 2018 18:53:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Energia Nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[energia nuclear]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[reator multipropósito]]></category>
		<category><![CDATA[reator nuclear]]></category>

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						<description><![CDATA[No Brasil, reator multipropósito em construção é promessa de avanços na medicina e agricultura]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Existem dois tipos de reatores nucleares: os de potência e os de pesquisa. O primeiro é voltado à produção em larga escala de energia, para diversos fins. Já o segundo, serve para entender as propriedades físicas e químicas dos materiais. Conforme a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), atualmente são 30 países que investem na construção e manutenção de reatores nucleares de potência. Nações como França e Estados Unidos, possuem larga capacidade de geração de energia elétrica através desses reatores.

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O Brasil deve ganhar um novo impulso no que se refere à utilização da energia nuclear, beneficiando áreas como a medicina e a agricultura. Trata-se do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), cujo projeto vem sendo trabalhado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O RMB pode dar autonomia ao país na produção de radioisótopos e ampliar a capacidade nacional em pesquisa de técnicas nucleares.

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O professor aposentado do Departamento de Física da UFSM, Odilon Marcuzzo do Canto, doutor em Engenharia Nuclear pela University of California - Berkeley (UCB), explica que um reator é uma máquina na qual é possível controlar a fissão (divisão do núcleo de um átomo pesado - por exemplo, do urânio-235 - em dois menores, quando atingido por um nêutron). Desta forma, um reator produz energia de fissão, que é transformada em energia calorífica e, por fim, em energia elétrica.

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Outra utilização do reator é a produção de radioisótopos – elementos ativos dos radiofármacos, que são empregados como agentes no diagnóstico e no tratamento de câncer e outras doenças. Atualmente, tudo o que é utilizado de radioisótopos no Brasil vem do exterior. Assim, o reator multipropósito abriria muitas possibilidades no Brasil, em áreas como a medicina. “O reator faria o país ficar autônomo em termos de radioisótopos na medicina”, afirma Odilon. A agronomia seria outra área beneficiada, como por exemplo, para a criação de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico.

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“O início do processo em um reator é sempre o mesmo, a fissão do núcleo. Aí o homem, com sua capacidade, com sua engenharia, pode decidir o que fazer com a energia, usar como bomba, para destruir, ou canalizar esta energia de determinadas formas”, afirma Odilon, salientando a importância das pesquisas com energia nuclear. O RMB deverá ser construído em Iperó (SP), devendo entrar em operação em 2024.

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O coordenador do projeto na Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), José Augusto Perrotta, é um dos conferencistas confirmados do Seminário Internacional América do Sul na Era Nuclear: Riscos, Desafios e Perspectivas, que será realizado nos dias 20 e 21 de agosto, no Centro de Convenções da UFSM, em Santa Maria.

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<strong>Reatores nucleares pela América do Sul</strong>

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No continente sul americano, somente Brasil e Argentina possuem reatores nucleares de potência certificados pela AIEA. Em solo brasileiro há duas usinas em atividade (Angra 1 e Angra 2), além de uma em construção (Angra 3), todas localizadas na cidade de Angra dos Reis (RJ). Já os argentinos possuem três reatores em operação (Atucha-1, Atucha-2 e Embalse) e uma em construção (Carem25), três delas em Lima e outra em Embalse. No Brasil, a energia nuclear representa quase 3% da matriz energética.

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Confira a seguir, nos mapas interativos, quantos reatores de potência cada país possui, assim como a capacidade de energia elétrica que cada uma das nações tem.

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<div id="viz1533586133066" class="tableauPlaceholder" style="position: relative;"><noscript><a href='#'><img alt='Reatores nucleares de potência por país ' src='https:&#47;&#47;public.tableau.com&#47;static&#47;images&#47;Re&#47;Reatoresnuclearesdepotnciaporpas&#47;Planilha1&#47;1_rss.png' style='border: none' /></a></noscript><object class="tableauViz" style="display: none;" width="300" height="150"><param name="host_url" value="https%3A%2F%2Fpublic.tableau.com%2F" /> <param name="embed_code_version" value="3" /> <param name="site_root" value="" /><param name="name" value="Reatoresnuclearesdepotnciaporpas/Planilha1" /><param name="tabs" value="no" /><param name="toolbar" value="yes" /><param name="static_image" value="https://public.tableau.com/static/images/Re/Reatoresnuclearesdepotnciaporpas/Planilha1/1.png" /> <param name="animate_transition" value="yes" /><param name="display_static_image" value="yes" /><param name="display_spinner" value="yes" /><param name="display_overlay" value="yes" /><param name="display_count" value="yes" /></object></div>
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<div id="viz1533586172222" class="tableauPlaceholder" style="position: relative;"><noscript><a href='#'><img alt='Capacidade de energia elétrica produzida pelos reatores por país ' src='https:&#47;&#47;public.tableau.com&#47;static&#47;images&#47;Ca&#47;Capacidadedeenergiaeltricaproduzidapelosreatoresporpas&#47;Planilha2&#47;1_rss.png' style='border: none' /></a></noscript><object class="tableauViz" style="display: none;" width="300" height="150"><param name="host_url" value="https%3A%2F%2Fpublic.tableau.com%2F" /> <param name="embed_code_version" value="3" /> <param name="site_root" value="" /><param name="name" value="Capacidadedeenergiaeltricaproduzidapelosreatoresporpas/Planilha2" /><param name="tabs" value="no" /><param name="toolbar" value="yes" /><param name="static_image" value="https://public.tableau.com/static/images/Ca/Capacidadedeenergiaeltricaproduzidapelosreatoresporpas/Planilha2/1.png" /> <param name="animate_transition" value="yes" /><param name="display_static_image" value="yes" /><param name="display_spinner" value="yes" /><param name="display_overlay" value="yes" /><param name="display_count" value="yes" /></object></div>
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<strong>Reportagem:</strong> Luan Romero e Ricardo Bonfanti/Assessoria Gabinete do Reitor e Agência de Notícias da UFSM

<strong>Ilustração:</strong> Deirdre Holanda

<strong>Edição:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>3 prêmios Nobel que estarão na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/3-premios-nobel-da-paz-que-estarao-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 16 Aug 2018 18:23:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Energia Nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[armas nucleares]]></category>
		<category><![CDATA[energia nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[Ican]]></category>
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		<category><![CDATA[prêmio nobel]]></category>

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						<description><![CDATA[Organizações internacionais premiadas discutirão sobre desafios e perspectivas da energia nuclear durante Evento América do Sul na Era Nuclear 
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">O Prêmio Nobel, criado pelo químico e inventor sueco Alfred Nobel, busca agraciar aqueles que, durante o ano precedente, conferiram maior benefício para a humanidade. Os primeiros prêmios foram entregues em 1901 para as cinco categorias indicadas por seu fundador: Física, Química, Medicina, Literatura e Paz. O Prêmio Nobel da Paz já foi concedido para personalidades como Dalai Lama, Nelson Mandela, Malala Yousafza e Barack Obama, por seus esforços em prol dos direitos humanos, do combate à discriminação e da conciliação entre os povos.</span>

&nbsp;

<img class="aligncenter size-full wp-image-4351" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/NOBEL_BOX.png" alt="" width="770" height="320" />

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<span style="font-weight: 400;">Entre os homenageados até hoje, estão importantes organizações que têm atuado no combate à propagação de armas nucleares e na busca por um acordo mundial de proibição a este arsenal, chamando a atenção para as drásticas consequências de um possível conflito nuclear para toda a humanidade. Três das instituições reconhecidas com o Nobel da Paz estarão na Universidade Federal de Santa Maria, campus sede, nos dias 20 e 21 de agosto, participando do </span><b>Seminário Internacional América do Sul na Era Nuclear: Riscos, Desafios e Perspectivas</b><span style="font-weight: 400;">. </span>

&nbsp;

<img class="size-medium wp-image-4352 alignleft" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/NOBEL_ICAN-300x125.png" alt="" width="300" height="125" />

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<span style="font-weight: 400;">A </span><b>Campanha Internacional para Abolição de Armas Nucleares</b><span style="font-weight: 400;"> (Ican) recebeu o Nobel da Paz em 2017. O reconhecimento foi devido ao trabalho em trazer à tona as consequências catastróficas humanitárias decorrentes do uso de qualquer arma nuclear, e pelos esforços no atingimento das metas propostas pelos tratados de proibição deste tipo de armamento. Atualmente, a Ican organiza eventos públicos de conscientização sobre o desarmamento nuclear junto a sobreviventes dos ataques atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Além disso, promove dias globais de ação, e se engaja e advoga pela causa junto às Nações Unidas e em parlamentos de diversos países. Durante o evento realizado na UFSM, a Ican será representada pelo professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) Cristian Wittmann.</span>

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<img class="wp-image-4353 size-medium alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/NOBEL_PCSWA-300x125.png" alt="" width="300" height="125" />

<span style="font-weight: 400;">A </span><b>Pugwash Conferences on Science and World Affairs</b><span style="font-weight: 400;"> (PCSWA) recebeu o Nobel da Paz, em 1995, por seus esforços em diminuir a importância dada às armas nucleares na política internacional, e em contribuir para que, no longo prazo, se elimine esse tipo de armamento. Atualmente, entre outros objetivos para o quinquênio 2013-2018, pretende diminuir o risco de armas de destruição em massa; e encaminhar, de todas as maneiras possíveis, resoluções de conflitos, principalmente nas áreas em que esse tipo de armamento seja possível de ser usado. A PCSWA é uma das organizadoras do Seminário, e o embaixador brasileiro Sérgio de Queiroz Duarte será um de seus representantes durante o evento. </span>

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<img class="wp-image-4354 size-medium alignleft" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/NOBEL_IPPNW-300x125.png" alt="" width="300" height="125" />

<span style="font-weight: 400;">Em 1985, a homenageada com o Prêmio Nobel foi a </span><b>International Physicians for the Prevention of Nuclear War</b><span style="font-weight: 400;"> (IPPNW). Na época, a instituição conseguiu divulgar informações relevantes para a conscientização das consequências da guerra atômica. A IPPNW representa organizações de médicos, estudantes de medicina e outros profissionais de saúde de 64 países de todo o mundo. Entre suas ações, promove a conscientização sobre as consequências dos usos de armas nucleares em guerra, sob o ponto de vista médico e humanitário. A organização será representada no evento pelo médico costa-riquenho Carlos Umaña Silesky.</span>

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<strong>Reportagem:</strong> Luan Romero/Assessoria Gabinete do Reitor da UFSM

<strong>Edição:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo

<strong>Ilustrações:</strong> Deirdre Holanda]]></content:encoded>
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				<title>11 utilidades da Energia nuclear</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/11-utilidades-da-energia-nuclear</link>
				<pubDate>Wed, 08 Aug 2018 21:42:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Energia Nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[energia nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4247</guid>
						<description><![CDATA[Já imaginou aumentar a durabilidade de frutas e vegetais utilizando tecnologia nuclear? E desvendar crimes? Que tal modificar a estrutura genética de plantas? Tudo isso é possível.
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">As pesquisas científicas desenvolvidas no final do século 19 e princípio do século 20 sobre a estrutura da matéria abriram novos horizontes na aplicação da energia nuclear. Apesar de ser conhecida pelo uso em guerras, a energia nuclear pode ser manuseada para distintas finalidades, podendo aumentar o bem estar e a qualidade de vida da humanidade. </span>

<span style="font-weight: 400;">As primeiras utilizações para fins pacíficos ocorreram imediatamente após a Segunda Guerra Mundial e os bombardeamentos nucleares de Hiroshima e Nagasaki, em 1945. Desde então, o uso das chamadas radiações ionizantes, obtidas a partir de radioisótopos ou de aceleradores de partículas, vêm sendo utilizadas em setores tão  diversos como saúde, produção de alimentos ou pesquisa de petróleo em águas profundas. </span>

<span style="font-weight: 400;">A revista Arco conversou com especialistas e organizou uma lista com algumas das aplicações da energia nuclear. Confira:</span>

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<span style="font-weight: 400;"><img class="wp-image-4265 alignleft" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/1.conservação-de-frutas.png" alt="" width="226" height="226" /></span><b>1. Conservação de frutas</b>

<span style="font-weight: 400;">Nos anos 1950, Estados Unidos e Canadá desenvolveram técnicas de irradiação com cobalto 60 - um isótopo radioativo ou radioisótopo - em batatas e cebolas, possibilitando guardá-las por mais tempo em bom estado de conservação e aumentando o chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">tempo de vida útil na prateleira</span></i><span style="font-weight: 400;">. “Este processo se tornou industrial e atualmente é utilizado no mundo todo, embora não esteja no nosso cotidiano”, pontua o mestre e doutor em Engenharia Nuclear pela </span><span style="font-weight: 400;">University of California - Berkeley (UCB) e professor aposentado do Departamento de Física da UFSM,</span><span style="font-weight: 400;"> Odilon </span><span style="font-weight: 400;">Antonio Marcuzzo do Canto.</span>

<span style="font-weight: 400;">Frutas frescas, grãos e vegetais podem ter durabilidade três vezes maior com a irradiação, já que o uso de energia nuclear aumenta o tempo de conservação dos alimentos, previne o brotamento e retarda a maturação, de acordo com as informações apresentadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) na ExpoT&amp;C, mostra de ciência, tecnologia e inovação da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 2012.</span>

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<img class="aligncenter size-large wp-image-4280" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/box-1.png" alt="" width="800" height="188" />

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<b><img class="wp-image-4266 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/2.esterilização-de-materiais-cirúrgicos.png" alt="" width="226" height="226" />2. Esterilização de materiais cirúrgicos</b>

<span style="font-weight: 400;">As radiações ionizantes, sejam de aceleradores de partículas ou de radioisótopos,  são utilizadas na esterilização de seringas, agulhas, fios de sutura e outros materiais cirúrgicos. Segundo publicação da Cnen, seria praticamente impossível esterilizar estes materiais pelos métodos convencionais, que necessitam altas temperaturas e, com isso, poderiam deformar ou danificar os materiais.</span>

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<b><b><b><b><b><b><img class="alignleft wp-image-4267" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/3.produção-de-alimentos.png" alt="" width="226" height="226" />3. Produção de alimentos</b></b></b></b></b></b>

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<span style="font-weight: 400;">A energia nuclear é capaz de modificar a estrutura genética das plantas e, com isso, criar novos cultivares. Segundo o professor do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais da UFSM, Vanderlei Both, pesquisas investigam mutações em frutas cítricas a partir de irradiações, com o objetivo de produzir cultivares sem sementes. “Uma vez fixada essa característica na fruta, essa pode ser propagada de forma convencional por meio de enxertia [técnica que consiste em implantar parte de uma planta viva em outra de igual ou diferente espécie para propagar determinadas variedades], mantendo as características - no caso, a ausência de sementes -, o que é desejável para o consumidor”, explica o professor. No entanto, a prática ainda não é aplicada comercialmente devido ao alto custo.</span>

<span style="font-weight: 400;">Outra aplicação na âmbito da produção de alimentos, conforme o engenheiro Odilon, é no desenvolvimento de cultivares mais tolerantes à seca e capazes de reagir melhor ao estresse hídrico. As pesquisas sobre esta utilização são da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), realizadas em laboratório austríaco.</span>

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<b><b><img class="wp-image-4268 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/4.análise-de-estruturas.png" alt="" width="226" height="226" />4. Análise de estruturas</b></b>

<span style="font-weight: 400;">As aplicações na indústria são inúmeras, como a análise de grandes estruturas, possível com a técnica de radiografia com nêutrons. Os nêutrons, obtidos através de interação de radioisótopos, penetram na matéria e dão uma radiografia da situação, mostrando como estão organizados os átomos. A técnica pode ser aplicada em grandes estruturas metálicas ou de concreto, como em edificações. </span>

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<span style="font-weight: 400;"><img class="alignleft wp-image-4269" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/5.criminologia.png" alt="" width="226" height="226" /></span>

<b>5. Criminologia</b>

<span style="font-weight: 400;">A ativação neutrônica (processo pelo qual a radiação de nêutrons induz radioatividade em materiais) também é muito utilizada em criminologia, para saber, por exemplo, se a vítima foi envenenada. “Um fio de cabelo da pessoa é retirado e passa pela técnica de radiação de nêutrons. Neste processo é possível detectar se lá dentro tem o veneno”, explica o professor Odilon Antonio Marcuzzo do Canto.</span>

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<b>6. Exploração espacial</b>

<span style="font-weight: 400;"><img class="wp-image-4270 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/6.exploração-espacial.png" alt="" width="226" height="226" />É possível desenvolver </span><i><span style="font-weight: 400;">motores foguete</span></i><span style="font-weight: 400;"> utilizando tecnologia nuclear - são os chamados </span><i><span style="font-weight: 400;">foguetes termonucleares</span></i><span style="font-weight: 400;">. O professor do D</span><span style="font-weight: 400;">epartamento de Engenharia Mecânica e coordenador do curso de Engenharia Aeroespacial do Centro de Tecnologia da UFSM, André Luís da Silva, comenta que, no geral, os </span><i><span style="font-weight: 400;">motores foguete</span></i><span style="font-weight: 400;"> funcionam com base no princípio da ação e reação: uma massa de fluido é expelida em alta velocidade para fora do motor, a qual, por sua vez, empurra o motor na outra direção. </span>

<span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">motores foguete</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais tradicionais são chamados de químicos, pois usam princípios químicos para acelerar o propelente (substância capaz de efetuar a propulsão de um corpo sólido, como um foguete ou um projétil). A reação química pode ser de combustão, a mais tradicional, ou hipergólica (quando compostos químicos entram em </span><span style="font-weight: 400;">ignição</span><span style="font-weight: 400;"> espontaneamente e sem a presença de oxigênio). </span>

<span style="font-weight: 400;">Nos motores foguete químicos à combustão, conforme explica o professor, é necessário carregar o propelente e o combustível - ou seja, o material que será acelerado e aquele que provocará a reação de combustão. Por outro lado, em </span><i><span style="font-weight: 400;">motores foguete</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">termonucleares</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma reação nuclear libera grande quantidade de energia, a qual aquece o propelente e o acelera para fora do motor. </span>

<span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Motores foguete termonucleares</span></i><span style="font-weight: 400;"> são bastante promissores do ponto de vista de eficiência, no entanto, envolvem o risco nuclear, pois acidentes podem causar sérias contaminações. Uma usina nuclear é perigosa, mas funciona em uma área controlada. Um foguete, por sua vez, em caso de pane, pode cair em áreas mais sensíveis”, explica o professor André.</span>

<span style="font-weight: 400;">Os norte americanos pesquisam na área de propulsão termonuclear desde a década de 1950, e inclusive alguns protótipos já foram testado. Além disso, existem conceitos de espaçonaves com propulsão nuclear, que ainda encontram-se em desenvolvimento.</span>

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<span style="font-weight: 400;"><img class="alignleft wp-image-4271" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/7.-medicina-nuclear.png" alt="" width="226" height="226" /><b>7. Medicina Nuclear</b></span>

<span style="font-weight: 400;">Esta especialidade da medicina, conforme o professor do Departamento de Física do Centro de Ciências Naturais e Exatas da UFSM, José Antônio Trindade Borges da Costa, emprega materiais radioativos com finalidade diagnóstica e terapêutica. Na Medicina Nuclear, os isótopos radioativos são usados como traçadores de atividades metabólicas em exames como a cintilografia, que </span><span style="font-weight: 400;">permite a visualização dos órgãos e </span><span style="font-weight: 400;">auxilia no diagnóstico de doenças dos ossos, da tireoide, dos aparelhos respiratório e urinário. </span>

<span style="font-weight: 400;">Nesta técnica, o elemento é administrado no corpo e passa a emitir radiações do órgão onde têm preferência em ficar - o iodo, por exemplo, é absorvido pela glândula tireoide. Com a passagem do paciente pelo detector, é feito um mapeamento que identifica o nível de absorção do radioisótopo no corpo e, a partir disso, é realizado o diagnóstico.  </span>

<span style="font-weight: 400;">Além disso, “o uso extensivo da radioatividade e de outras técnicas físicas na medicina tornou-se tão grande que gerou a necessidade da criação de novas especialidades, como a Física Médica, para dar sup</span><span style="font-weight: 400;">orte ao corpo médico naquilo que se refere à parte física das técnicas utilizadas”, comenta o professor José Antônio.</span>

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<span style="font-weight: 400;"><img class="wp-image-4272 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/8.eletricidade.png" alt="" width="226" height="226" /></span>

<b>8. Produção de eletricidade</b>

<span style="font-weight: 400;">Os reatores de potência, por meio do processo de fissão dos átomos, produzem energia de fissão. O calor gerado produz vapor de água dentro do reator que, por sua vez, movimenta as turbinas gerando energia elétrica limpa e renovável. O elemento comumente utilizado nas usinas termonucleares é o urânio. N</span><span style="font-weight: 400;">o Brasil, a energia nuclear é  responsável por 3% da matriz energética. O país possui a sexta maior reserva de urânio do mundo e é detentor do conhecimento completo do ciclo do combustível nuclear, desde a lavra, até o enriquecimento do urânio, a fabricação do combustível e a produção  da energia.</span>

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<span style="font-weight: 400;"><img class="alignleft wp-image-4273" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/9.água.png" alt="" width="226" height="226" /><b>9. Dessalinização da água</b></span>

<span style="font-weight: 400;">A dessalinização da água utilizando reatores nucleares já é aplicada em Israel, de acordo com o engenheiro nuclear Odilon </span><span style="font-weight: 400;">Antonio Marcuzzo do Canto. Ele explica que quando o reator está conjugado a um sistema de dessalinização, o calor produzido </span><span style="font-weight: 400;">vaporiza a água do mar, separando-a do sal. O vapor, em seguida, é condensado, e vira água limpa. Desta maneira, </span><span style="font-weight: 400;">o processo serve tanto para o abastecimento hídrico quanto para a geração de eletricidade, possibilitando melhor aproveitamento dos recursos.</span>

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<span style="font-weight: 400;"><img class="wp-image-4274 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/10.pragas.png" alt="" width="226" height="226" /><b>10. Controle de pragas</b></span>

<span style="font-weight: 400;">O controle de pragas acontece a partir da criação de </span><span style="font-weight: 400;">machos estéreis por meio da irradiação nuclear, em laboratórios. “Quando ocorre a liberação dos machos-estéreis no campo, eles vão competir com os nativos e copular com as fêmeas, que dessa forma irão </span><span style="font-weight: 400;">depositar ovos i</span><span style="font-weight: 400;">nférteis, ou seja: não irão se desenvolver as larvas indesejáveis nos frutos”, explica </span><span style="font-weight: 400;">o professor do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais da UFSM, Vanderlei Both.</span>

<span style="font-weight: 400;">Esta técnica é estudada em moscas das espécies Anastrepha fraterculus (mosca da fruta) e Ceratitis capitata (mosca do mediterrâneo), grandes pragas da fruticultura em todo o mundo, segundo o professor. Hoje, no Brasil, o controle de pragas é feito, principalmente, com inseticidas. Porém, o projeto Moscamed, no vale do São Francisco, região banhada pelo rio de mesmo nome, tem evitado o uso de toneladas do produto no controle de pragas na produção de frutas. </span>

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<span style="font-weight: 400;"><img class="alignleft wp-image-4275" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/11.-acompanhamento-de-plantas.png" alt="" width="226" height="226" /></span>

<b>11. Acompanhamento de plantas e insetos</b>

<span style="font-weight: 400;">O uso de traçadores radioativos permite acompanhar o metabolismo das plantas, verificando o que elas precisam para crescer, o que é absorvido pelas raízes e pelas folhas, e onde um determinado elemento químico fica retido. Esta técnica também possibilita o estudo do comportamento de insetos. Ao ingerirem radioisótopos, os insetos passam a “emitir radiação” e podem ser acompanhados.</span>

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<strong>Reportagem:</strong> Andressa Motter

<strong>Edição:</strong> Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo

<strong>Ilustrações:</strong> Pollyana Santoro]]></content:encoded>
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				<title>Energia nuclear só serve para a guerra?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/energia-nuclear-so-serve-para-a-guerra</link>
				<pubDate>Wed, 08 Aug 2018 21:23:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Energia Nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[bomba nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[energia nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>

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						<description><![CDATA[Ao pensarmos em energia nuclear, nos remetemos a destruições e catástrofes. Mas será que essa é sua única aplicação?]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Quando falamos em energia nuclear, é comum nos remetermos às cenas de destruição em massa, dor e sofrimento. Mas essa não é a sua única aplicação. Na verdade, o professor José Antonio Trindade, do Departamento de Física da UFSM, explica que </span><b>o ramo bélico é onde a energia nuclear foi menos utilizada ao longo da história. </b>

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<span style="font-weight: 400;">Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, foram os únicos usos de armas nucleares em batalha até hoje. Posteriormente, com a Guerra Fria, as duas superpotências detentoras desta tecnologia buscaram intimidar seus inimigos com a realização de testes de seus arsenais. Com novos estudos e experimentos, o poder de destruição de armas nucleares se desenvolveu de maneira exponencial. A efeito de comparação, a bomba de Hiroshima era medida em quilotoneladas, ou seja: quantas milhares de toneladas de TNT (</span><span style="font-weight: 400;">trinitrotolueno)</span><span style="font-weight: 400;"> seriam equivalentes à potência da bomba nuclear; hoje, já se fala em bombas medidas por megatoneladas, ou seja, milhões de toneladas.</span>

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<span style="font-weight: 400;">O professor José pontua que “tudo isso, justificadamente, gera muita apreensão”, mas que existem acordos internacionais que buscam limitar ou impedir a proliferação de armas nucleares. Ademais, é necessário ressaltar que “o mal não está na tecnologia, mas no uso que se faz dela”, e para isso o professor faz uma analogia: “Uma simples faca - que para mim é um instrumento de cozinha - torna-se uma arma na mão de um assassino”. Em, complemento, <a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=2920" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o embaixador </a></span><span style="font-weight: 400;">brasileiro Sérgio de Queiroz Duarte destaca que, em 2017, 122 países, inclusive o Brasil, negociaram e adotaram um tratado de proibição dessas armas, apesar da oposição dos possuidores.</span>

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<span style="font-weight: 400;">A energia nuclear é a energia do núcleo dos átomos - </span><span style="font-weight: 400;">as partículas mais pequenas nas quais um material pode ser dividido. No núcleo de cada átomo existem dois tipos de partículas: os nêutrons e os prótons, que se mantêm unidos. </span><span style="font-weight: 400;">A força nuclear fraca, de curto alcance, é a variável que conserva unidas tais partículas, do mesmo modo que a força elétrica mantém unidos os átomos de uma molécula. A radioatividade - ou decaimento radioativo - é resultado de transformações sofridas pelos núcleos atômicos, em reações conhecidas como fissão e fusão. Na primeira, o núcleo é dividido em núcleos menores, enquanto na segunda, núcleos menores combinam-se para formar núcleos de átomos maiores. Tais processos podem ser acompanhados de absorção ou liberação de energia, passível de ser utilizada para fins diversos: desde a medicina, até a agricultura, por exemplo.</span>

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<a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4247" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b>+ Descubra 11 aplicações da energia nuclear</b></a>

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<span style="font-weight: 400;">Pesquisas desenvolvidas entre os séculos 19 e 20 possibilitaram grandes avanços no uso da energia nuclear, especialmente para fins pacíficos. Então, é mito! Energia nuclear não serve somente para guerra - e este, inclusive, foi o ramo que menos a utilizou até hoje. </span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-4237" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Mitômetro_5_mito.png" alt="" width="690" height="450" />

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<strong>Reportagem: </strong>Tainara Liesenfeld

<strong>Edição:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo]]></content:encoded>
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					</channel>
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