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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>19 curiosidades sobre o espaço e os astronautas em órbita</title>
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				<pubDate>Wed, 22 Sep 2021 12:08:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[astrofísica]]></category>
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		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
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						<description><![CDATA[Como é viver no espaço? O tempo funciona diferente lá? E os temidos extraterrestres, será que existem?]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Que atire o primeiro meteorito quem nunca teve curiosidade em saber como são as coisas a alguns quilômetros daqui - mais especificamente a 100 km de altitude da terra -, no espaço. Alguns astronautas e estudiosos estão sempre atrás de novos saberes e, até agora, muita coisa já foi descoberta. Porém, ainda surgem dúvidas e o que sabemos é uma gota perto da imensidão que é o espaço.</p><p>Nesse sentido, a Arco apresenta algumas curiosidades sobre o espaço e os astronautas que realizam estudos por lá - sim, existem astronautas em órbita neste momento! Para isso, contamos com as explicações dos professores do curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM Marcelo Serrano Zanetti e Eduardo Escobar Bürguer.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/09/Capa_site-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p><strong>1- Desde o dia 17 de junho de 2021, </strong><a href="https://www.howmanypeopleareinspacerightnow.com/" target="_blank" rel="noopener"><strong>10 astronautas ocupavam duas estações espaciais distintas em órbita</strong>:</a> sete na Estação Espacial Internacional (ISS) e três na Estação Espacial Tiangong (China) - esses últimos retornaram na sexta-feira (17).&nbsp;</p>
<p><strong>2 -</strong> Na ISS, são dois astronautas da Corporação Estatal de Atividades Espaciais (ROSCOSMOS/Rússia), três astronautas da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA/EUA), um astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA/UE) e um da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA/Japão). Já em Tiangong, eram três astronautas da Administração Espacial Nacional da China (CNSA/China).&nbsp;</p>
<p><strong>3 -</strong> Astronautas de origem russa ou da extinta União Soviética são chamados de <strong>cosmonautas</strong>, enquanto os de origem chinesa são chamados de <strong>taikonautas</strong>.</p>
<p><strong>4 - </strong><strong>O nome formal da roupa dos astronautas é Unidade de Mobilidade Extraveicular (EMU – Extravehicular Mobility Unit).</strong> O seu uso é necessário pois existe uma grande variação térmica no espaço que, a depender da iluminação solar, pode ir de -150ºC&nbsp; a +120ºC em questão de minutos. Além disso, os trajes espaciais protegem contra a radiação, luz do sol, lixo espacial e fornecem água e oxigênio. Ele é composto por numerosas peças que permitem que ele seja reutilizado por até 6 anos.</p>		
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										<img width="1024" height="742" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/09/np-2020-04-010-jsc_emu_parts_10.5x14.5_final_5-28-20-1024x742.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Traje espacial usado pelos astronautas durante uma caminhada espacial. Foto: NASA</figcaption>
										</figure>
		<p><strong>5 - As estações espaciais possuem um ambiente totalmente controlado de umidade, pressão, contaminação do ar e temperatura (sempre em torno de 24 ºC). </strong>Por isso, é seguro estar nas estações sem o traje.</p><p><strong>6 - </strong><strong>O motivo pelo qual as coisas flutuam no espaço é porque, na verdade, elas estão constantemente caindo</strong> e, dessa forma, aparentam não ter peso. A gravidade as puxa em direção ao centro da Terra - inclusive as estações espaciais e os astronautas.</p><p><strong>7 - Para tomar banho, os astronautas utilizam pequenas toalhas umedecidas, um sabão e um xampu especial.</strong> A água para o banho é provida em pequenas bolsas e, assim como a água da urina e da umidade da respiração, é capturada e reciclada pelo <a href="https://www.esa.int/var/esa/storage/images/esa_multimedia/images/2017/09/recycling_water_on_the_iss_how_it_works_pt._2/17131673-2-eng-GB/Recycling_water_on_the_ISS_How_it_works_pt._2_pillars.png" target="_blank" rel="noopener">“sistema de suporte à vida e controle ambiental</a>”, recondicionada e reutilizada.</p><p><strong>8 - Até 93% de toda a água utilizada é recuperada para uso - aproximadamente 6 mil litros de água por ano.</strong> A água é reciclada com o uso de destiladores rotacionais, filtros, e um processo de catálise de alta temperatura que remove microorganismos e outros contaminantes. De acordo com o professor Eduardo Escobar, apesar de o sistema reaproveitar a água utilizada para higiene e da própria urina dos astronautas, ela se torna mais pura que a de torneira que tomamos diariamente em nossas casas.</p>		
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										<img width="1024" height="755" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/09/nasa_water_treatment_system-1024x755.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Sistema de reciclagem de água que fica dentro das paredes das estações. Foto: Universe Today</figcaption>
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		<p><strong>9 -</strong> <strong>Para ir ao banheiro, os astronautas precisam se amarrar para evitar flutuar.</strong> O vaso sanitário possui uma abertura muito menor com relação ao daqui, possuindo aproximadamente 20 centímetros. Os dejetos são coletados por um saco plástico que fica dentro de um pequeno contêiner metálico trocado eventualmente. </p>		
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										<img width="400" height="521" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/09/ISS_toilet_article.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Vaso sanitário no espaço com abertura de aproximadamente 20 centímetros Foto: ESA</figcaption>
										</figure>
		<p><strong>10 -</strong> <strong>Os astronautas comem, principalmente, alimentos desidratados.</strong> <strong>São três refeições diárias</strong>: café da manhã, almoço e jantar. Nutricionistas garantem que eles tenham a ingestão balanceada de todos os nutrientes, assim, podendo escolher entre vários tipos de alimentos como frutas, oleaginosas, frango, bife, entre outros.</p><p><strong>11 - De acordo com <a href="https://www.esa.int/Science_Exploration/Human_and_Robotic_Exploration/Alpha/Back_to_the_space_cradle" target="_blank" rel="noopener">European Space Agency (ESA)</a>, os astronautas se exercitam duas horas por dia para compensar a perda de massa óssea e muscular de viver em </strong><strong>“ausência de peso”</strong> - lembrando que as pessoas continuam com o mesmo peso, elas só aparentam não tê-lo porque estão em queda livre constantemente <i>(item 6)</i>. E, para ajudar a quebrar a monotonia do treino diário, alguns laboratórios, como a NASA, utilizam o experimento de exercício imersivo com realidade virtual.</p>		
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										<img width="1024" height="680" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/09/iss036e005384-1024x680.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Astronautas se exercitam diariamente para evitar perda de massa. Foto: NASA</figcaption>
										</figure>
		<p><strong>12 -</strong>&nbsp; Quando se fala em <strong>tempo no espaço</strong>, o professor Marcelo Zanetti explica que <strong>duas teorias são abordadas: a Especial da Relatividade e a Geral da Relatividade, ambas postuladas por Einstein.</strong></p>
<p>Na primeira, o físico explica que o tempo não é absoluto, ou seja, um observador estacionário vai perceber o tempo passar de forma diferente em relação a um observador em movimento. Dessa forma, os relógios em velocidade orbital - no espaço - irão estar atrasados em relação ao relógio na Terra.</p>
<p>Já com a Teoria Geral da Relatividade, Einstein mostra que o tempo desacelera na presença de objetos massivos, pois a massa afeta a estrutura do Espaço-Tempo. Assim, um relógio em altitude orbital avançará com relação a um relógio na superfície da Terra (ou de outro planeta).&nbsp;</p>
<p>Relógios em órbita então combinam esses dois efeitos relativísticos: <b>atrasam com a velocidade na qual se deslocam em órbita, mas avançam devido à sua distância da superfície da Terra.</b></p>
<p><strong>13 - </strong><strong>A diferença resultante entre o que acontece em órbita com relação à Terra é muito pequena para ser percebida por seres humanos, mas pode afetar os sistemas espaciais de forma significativa</strong>, principalmente aqueles que funcionam com base na sincronização de tempo, envolvendo a interação entre sistemas orbitais e sistemas terrestres, como é o caso do conjunto, ou constelação, de satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS).</p>
<p><strong>14 - </strong><strong>Boa parte das atividades dos astronautas em órbita estão relacionadas à manutenção de sistemas e estações espaciais.</strong> Outras observações estão ligadas à análise do corpo humano e do comportamento dos sistemas biológicos em ambiente espacial, buscando formas de mitigar problemas fisiológicos durante uma missão, e prever possíveis consequências que afetam a saúde dos astronautas mesmo após o retorno à Terra.&nbsp;</p>
<p><strong>15<i> - </i></strong><strong>Até então, nenhuma forma de vida extraterrestre foi identificada nesses estudos, nem em amostras colhidas por astronautas, nem em amostras colhidas por sondas robóticas</strong> - naves espaciais não tripuladas. Porém, muitos experimentos são feitos, os quais vêm mostrando que a vida pode existir mesmo no vácuo do espaço - o que abre novas possibilidades para a busca por vida extraterrestre.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p><strong>16 - O recorde de estadia ininterrupta em ambiente espacial é do cosmonauta Valeri V. Polyakov, que permaneceu na estação espacial soviética MIR por 437 dias e 18 horas.</strong> A MIR, cujo nome significa “paz” em Russo, foi a primeira estação orbital projetada para ser montada em órbita, com o processo de montagem tendo sido realizado através de múltiplos lançamentos orbitais enviados entre 1986 e 1996. Ela foi&nbsp; desativada em 2001.</p>
<p><strong>17 -</strong> Conforme comenta o professor Marcelo Zanetti, <strong>a última vez que foram abertas seleções para virar astronauta no Brasil foi em 1998.</strong> A Agência Espacial Brasileira (AEB) selecionou Marcos Pontes, atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), para se tornar o primeiro astronauta brasileiro, através de um convênio com a NASA. Desde então, não foi aberta mais nenhuma seleção. Mas, para quem tem interesse - e dupla cidadania -, Zanetti comenta que existe a possibilidade de participar da seleção de outros países. Ele recomenda entrar no site dessas agências e conferir os principais requisitos.&nbsp;</p>
<p><strong>18 -</strong> O professor Eduardo Escobar conta que entre os <strong>principais requisitos para se tornar um astronauta</strong> estão: graduação e, no mínimo mestrado, nas áreas de ciências, engenharias, física, matemática ou ciências biológicas e medicina. Anos de experiência profissional, ser fluente em inglês, ter alguma experiência em pilotar aeronaves e ter treinamento em natação, mergulho e técnicas de sobrevivência. Além da parte técnica, o processo seletivo também leva muito em conta capacidades pessoais e interpessoais.&nbsp;</p>
<p><strong>19 - Na UFSM, o curso de Engenharia Aeroespacial qualifica o aluno para trabalhar em sistemas tanto aeronáuticos quanto espaciais.</strong> O curso possui disciplinas específicas sobre sistemas aeronáuticos, veículos lançadores (foguetes) e sistemas espaciais (sondas e satélites). De acordo com o professor Marcelo Zanetti, o curso oferece uma formação bem sólida para início de carreira.</p><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Reportagem:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><strong>Ilustração: </strong><i>Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Perrengues e emoções: o lançamento de um nanossatélite no Cazaquistão durante a pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-lancamento-nanossatelite-cazaquistao</link>
				<pubDate>Mon, 26 Apr 2021 14:05:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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						<description><![CDATA[Andrei Legg e Eduardo Bürger, professores da UFSM, relatam, em um diário de viagem, a experiência de lançar o NanoSatC-Br2]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="671" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/capa_nanosatelite-1024x671.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>No dia 22 de março, às 3h07 da madrugada, um foguete russo chamado Soyuz-2 decolou do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, carregando o nanossatélite brasileiro NanoSatC-Br2 (NCBR2). Resultante de um convênio entre a UFSM e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o nanossatélite é parte do Programa NanosatC-BR, coordenado por Nelson Schuch, pesquisador do Inpe. A iniciativa está inserida em um projeto de desenvolvimento de missões espaciais com foco científico, tecnológico e educacional apoiados pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O foguete Soyuz-2 é operado pela empresa GK Launch, com sede na Rússia, e o lançamento contou com o suporte da Agência Espacial Brasileira (AEB).</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_1-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>O professor Eduardo Bürger, do curso de Engenharia Aeroespacial e coordenador local de Engenharias do Programa, e o professor Andrei Legg, do curso de Engenharia de Telecomunicações e coordenador do projeto de lançamento do NCBR2, foram indicados para participar, <i>in loco</i>, do evento. “Inicialmente era previsto que várias pessoas participassem da comissão que acompanharia o lançamento, incluindo professores da UFSM, alunos, servidores do Inpe, AEB e MCTI, possivelmente o próprio ministro”, explicam os professores sobre as alterações nos planos ocorridas devido à pandemia.</p><p>Assim, em 14 de março, os professores Eduardo e Andrei iniciaram a (longa) jornada rumo à cidade de Baikonur. A pedido da Revista Arco, eles escreveram um diário para registrar o que ocorreu antes, durante e depois do acontecimento histórico que eles presenciaram.</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/box_nanosatelite_final-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p><b>Antes da viagem</b></p><p>Fizemos exame PCR para Covid-19 faltando menos de 72 horas para o embarque, cumprindo o requisito exigido pelas companhias aéreas. Nesta ocasião, por ser sábado, combinamos com o laboratório que o resultado traduzido para o inglês seria enviado impreterivelmente no domingo, por e-mail.</p><p>Além disso, a operadora do lançamento também já havia nos informado que faríamos outros exames na Rússia. Caso alguém testasse positivo para Covid-19, possivelmente perderia a oportunidade de participar do lançamento e deveria ficar em quarentena. Isso já aumentava nossa tensão, que já estava alta devido ao lançamento que colocaria em órbita o nosso segundo nanossatélite que há anos estava em desenvolvimento, fruto de muito trabalho de diversas instituições.</p><p>A viagem planejada por uma agência de viagens foi a seguinte: Porto Alegre – Guarulhos – Zurique – Moscou. Apenas neste trecho foram 36 horas de viagem. Chegaríamos em Moscou à noite e, na manhã do dia seguinte, pegaríamos “carona” num voo fretado pela operadora do lançamento até a cidade de Baikonur, com vários outros representantes dos outros 37 satélites que o foguete lançaria.</p><p><b>Dias 1 e 2 – 14 e 15 de março (voo para Moscou com escalas em Guarulhos e Zurique)</b></p><p>Saímos de Santa Maria rumo ao aeroporto de Porto Alegre. Para isso, alugamos um carro, visto que a ideia era reduzir a exposição desnecessária ao contato com outras pessoas.  Pegamos voo para Guarulhos, São Paulo. Chamou a atenção que o voo estava lotado, com todos os assentos ocupados. Houve muita aglomeração no aeroporto, e para entrar na aeronave não houve exigência de nenhum tipo de exame, nem mesmo foi medida a temperatura antes do embarque.</p><p>Em Guarulhos, no <i>check-in</i>, fomos informados pela empresa aérea que nossa entrada na Rússia estava permitida, e nos foi pedido apenas o exame PCR em português.</p><p>Em Zurique, após espera de algumas horas para o voo para Moscou, ao acessar nossos e-mails, fomos surpreendidos com a situação de que até então (era segunda-feira) o laboratório de Santa Maria não tinha enviado o resultado do exame traduzido em inglês. O responsável pelo embarque nos informou que tínhamos 20 minutos para conseguirmos o exame traduzido pelo laboratório, e ainda precisaríamos de uma nova autorização para entrarmos na Rússia, pois a carta-convite que tínhamos da Roscosmos [Agência Espacial Russa] citava apenas o Cazaquistão. Exatamente dois minutos antes do término do embarque e após inúmeras ligações internacionais ao laboratório no Brasil (por sorte eram sete horas da manhã no Brasil), conseguimos os exames traduzidos e a autorização por parte da GK Launch. Tudo foi impresso na porta de entrada do embarque nos últimos minutos. Só nos deixaram embarcar com a promessa de que ficaríamos no setor internacional do aeroporto de Moscou aguardando nosso voo para o Cazaquistão, mesmo com hotel já reservado na Rússia.</p><p>Ao embarcar no avião, fizemos um último contato com o pessoal da GK, que nos garantiu que nossa entrada em território russo estava garantida. Chegando na Rússia por volta das 18 horas, ao passar pelo controle de fronteira para entrar no país, quando estávamos nas cabines de controle de fronteira, subitamente uma policial surge e recolhe meu passaporte (Eduardo) e toda a documentação que tinha, me conduzindo para outro andar sem dar nenhuma explicação. O Andrei ainda estava sendo atendido e aparentemente parecia não haver problemas com ele. Como não havia internet disponível, ficamos sem comunicação um com o outro para saber o que estava acontecendo. Fui colocado em um salão com pouco espaço e com aproximadamente 80 pessoas, a maioria do Uzbequistão - e muitos sem máscara. Ninguém sabia explicar o que estava acontecendo, nem onde estavam nossos passaportes - nem os que estavam ali, nem os policiais russos que não falavam inglês e apenas diziam “WAIT HERE”. Exausto da longa viagem, fiquei duas horas em pé aguardando algo acontecer. </p><p>Eu (Andrei), estava no andar de baixo em uma situação bastante similar à do Eduardo, mas eu estava conseguindo sinal de internet, o que me permitia conversar com o pessoal da GK e explicar nossa situação. Aparentemente, eles também não sabiam qual era o problema para não liberarem nossa entrada e falaram para eu ter calma que nossa entrada seria autorizada sem problemas, mas aproveitei para deixar mensagens a várias pessoas dizendo onde eu estava e explicando o que tinha acontecido (sinceramente, não sabia o que poderia acontecer conosco). Cerca de duas horas depois, surge um dos guardas acompanhando o Eduardo, devolve nossos passaportes e finalmente passamos pelas cabines, entrando em território russo. No exato momento em que chegamos ao local de retirada de bagagens, nossas malas estavam sendo retiradas. Isso foi muita sorte, porque se as malas não estivessem lá, seria mais uma situação complicada devido ao problema de comunicação.</p><p>Ainda no aeroporto, precisávamos fazer outro exame PCR para o voo fretado do dia seguinte. Ficamos mais três horas tentando realizar o pagamento, que era exclusivamente online. A internet não funcionava e o site também não aceitava cartões brasileiros (tentamos seis cartões diferentes). Finalmente, após realizar o exame, fomos para o hotel descansar para nossa viagem no dia seguinte.</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/mapa_nanosatelite-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p><b>Dia 3 - 16 de março (Cazaquistão)</b></p><p>Era o dia da viagem para o Cazaquistão. O hotel que escolhemos tinha serviço de transporte para o aeroporto, então chegamos por volta das sete horas da manhã no aeroporto para pegar o resultado do exame PCR, e também porque tínhamos que nos encontrar com o pessoal da GK no balcão do check-in. Estava nevando, e o embarque foi um pouco diferente, com deslocamento por ônibus até o avião. O voo para o Cazaquistão foi tranquilo. </p><p>Chegando no controle de fronteira do Cazaquistão, houve certa resistência à nossa entrada, perguntaram até se nosso passaporte era diplomático. Depois de uns 10 minutos de incertezas, eles carimbaram nossa entrada. Finalmente estávamos em Baikonur no Cazaquistão! Na sequência, assinamos um documento reconhecendo as regras que tínhamos que respeitar e nos dirigimos para o ônibus que nos levaria até o nosso hotel.</p><p>Ao chegar no hotel, precisávamos preencher uma ficha toda em russo e um senhor da Roscosmos, que inclusive falava bem português, nos ajudou com o preenchimento da documentação. Tínhamos algumas horas para arrumar as coisas no quarto e, depois, sairíamos para a "janta" - vale lembrar que estávamos com oito horas de diferença em relação ao Brasil devido ao fuso, ainda não estávamos adaptados e também nos sentíamos extremamente cansados da viagem.</p><p>O primeiro jantar foi bem interessante, conhecemos muitas pessoas e foi o primeiro contato com a culinária russa/cazaquistanesa. Um comentário sobre isso: sabores muitos similares aos do Brasil, basicamente os temperos se assemelham muito aos que utilizamos por aqui, com a diferença de que usam carne equina com alguma frequência.</p><p><b>Dia 4 - 17 de março (Baikonur, Cazaquistão)</b></p><p>Acordamos muito cedo - uma hora mais cedo do que o necessário devido a uma confusão na internet que mostrava dois horários distintos para o mesmo local GMT+6  e GMT+5. A nossa programação era especial: acompanhar o “rollout” do Soyuz-2, que é o deslocamento do veículo desde seu hangar até a torre de lançamento. Foi nosso primeiro contato com a base de lançamento, ficamos bem perto do veículo lançador, foi uma experiência fantástica acompanhar essa etapa. Mas também foi o dia mais frio que tivemos por lá. O frio era tanto que as mãos ardiam muito ao tirar as luvas para tirar algumas fotos.</p><p>À noite, tivemos um jantar com comida e dança típicas do Cazaquistão. Nesta janta, conhecemos o CEO da GK Launch, e também fizemos vários contatos com outros representantes.</p>		
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		<p><b>Dia 5 - 18 de março (Baikonur, Cazaquistão)</b></p><p>Para quem trabalha no setor espacial, visitar o Museu do Cosmódromo de Baikonur é algo muito emocionante. O primeiro satélite do mundo foi lançado ao espaço deste Cosmódromo, assim como foi de lá que o primeiro foguete levando um ser humano foi lançado - dentre vários outros feitos históricos. Inclusive, Baikonur é o primeiro e maior local de lançamento de foguetes do mundo.</p>		
										<img width="1024" height="947" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_3-1024x947.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Neste dia, pudemos ver, tocar, e até entrar (!) em diversos modelos de espaçonaves históricas lançadas pela antiga URSS. Um dos ápices da visita foi a possibilidade de entrar no ônibus espacial Buran (muito similar ao americano Space Shuttle), pudemos até entrar no cockpit para tirar algumas fotos. No final da visitação, tivemos a oportunidade de entrar e conhecer a casa onde Yuri Gagarin, cosmonauta soviético e primeiro ser humano a viajar pelo espaço, morou, assim como a casa de Sergei Korolev, engenheiro ucraniano e principal projetista de foguetes e de aeronaves soviético durante a corrida espacial. Korolev é amplamente considerado o pai da astronáutica soviética.</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_4-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Após o almoço, o grupo fez uma visita no Baikonur International Space School, uma escola de ensino fundamental e médio totalmente voltada para o setor espacial. Recebemos palestras de alguns professores da instituição, que nos mostraram como cada uma das disciplinas tradicionais do ensino (matemática, física, química, etc.) são lecionadas com viés totalmente prático e voltado para o setor espacial. Na própria escola há inúmeros modelos de motores e outras partes de foguetes doados pela Roscosmos. Na escola, pudemos participar do lançamento de pequenos foguetes projetados pelos próprios alunos do ensino fundamental. Nesta ocasião, eu (Eduardo) fui um dos convidados a lançar o foguete a partir de um controle remoto. </p>		
										<img width="1024" height="947" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbook_nanosatelite_visita_a_escola-1024x947.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p><b>Dia 6 - 19 de março (Baikonur, Cazaquistão)</b></p><p>O dia começou cedo, precisávamos fazer um teste de PCR antes do lançamento - se desse positivo, não poderíamos assistir ao lançamento e ainda ficaríamos 14 dias presos no hotel. Seria pior ainda se tivéssemos algum tipo de complicação (acho que esses pensamentos deixam claro nosso nível de tensão). Realizado o exame, partimos para nosso café da manhã. Inicialmente, achamos a comida matinal um pouco estranha, mas confesso que já estava me acostumando a comer mingau de grãos de aveia e kefir.   </p><p>Saímos para o <i>city tour</i> e a primeira parada foi o monumento do Yuri Gagarin com os braços erguidos - mas, infelizmente, não estávamos no horário em que o sol aparenta estar entre seus braços. A próxima parada foi em um modelo de foguete Soyuz que fica exposto  em uma praça. Na sequência, conhecemos o míssil intercontinental que poderia ter destruído Nova Iorque nos tempos de guerra fria. E, por último, visitamos alguns memoriais a vítimas de acidentes do programa espacial russo.</p><p>A última parada do dia foi o Museu da Cidade de Baikonur (<i>Baikonur City Museum</i>), outro museu bem interessante, bastante voltado às conquistas espaciais e programas espaciais, mas também abordando questões históricas da União Soviética e história local do Cazaquistão.</p><p><b>Dia 7 - 20 de março  (Tentativa de lançamento)</b></p><p>No dia do lançamento, a previsão no dia anterior era de dia nublado, o que dificultaria muito a visualização. Para nossa surpresa, o dia estava limpo e muito ensolarado. O frio era tanto que o rosto ardia de ficar do lado de fora da tenda que prepararam para os participantes, onde eram oferecidos comes, bebes e televisões com câmeras ao vivo do <i>pad</i> (plataforma) de lançamento. O foguete possuía 38 satélites de 18 países diferentes. Havia muitos ônibus de diversos lugares. O local onde estávamos ficava a apenas 2,5 quilômetros do foguete. Tudo estava perfeito. Minutos antes do lançamento, vimos uma movimentação estranha nas câmeras que filmavam o foguete e logo depois ouvimos a triste notícia que o lançamento tinha sido adiado, sem receber nenhuma outra informação.</p><p>Uma mistura de tristeza e ansiedade no ar, pois muitos que estavam lá tinham passagem marcada para o dia seguinte.</p><p>Ainda na tenda do local de lançamento, recebemos subitamente um <i>link</i> no <i>WhatsApp</i> e um aviso: “entrem nesse <i>link</i> para a <i>live</i>”. Em poucos segundos, sem nada combinado, estávamos participando em uma <a href="https://www.google.com/url?q=https://youtu.be/Ze5zac-hYh8?t%3D9159&amp;sa=D&amp;source=editors&amp;ust=1619447030303000&amp;usg=AOvVaw3kgOkrhdVDUItzvjdj923I" target="_blank" rel="noopener"><i>live</i></a> com o ministro Astronauta Marcos Pontes, direção da AEB, diretor do INPE, Reitoria da UFSM, gerência de nosso projeto e outros alunos participantes.</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_5_certo-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Mais tarde fomos informados que devido a uma não conformidade em um teste elétrico do lançador, o lançamento deveria ser adiado para o dia 22. Felizmente conseguimos contatar a agência de viagens e adiar nosso retorno. </p><p><b>Dia 8 - 21 de março (Baikonur, Cazaquistão) </b></p><p>O dia excedente que ficamos em Baikonur não pôde ser muito aproveitado. A cidade é extremamente restrita aos turistas, pois é uma cidade militar, totalmente voltada para o serviço de lançamento. Assim, não éramos autorizados a passear na cidade desacompanhados de alguém da organização. Aproveitamos esse tempo para estreitar laços e prospectar futuras colaborações com outras instituições participantes, como da Catalunha, Rússia e Eslováquia.</p><p>Realizamos um novo teste de PCR, já que o anterior não serviria mais para nosso voo de retorno.  </p><p><b>Dia 9 -  22 de março  (Baikonur, Cazaquistão e Moscou, Rússia)</b></p><p>O dia amanheceu nublado e com chuva leve, que permaneceu durante o lançamento. Apesar disso, a emoção sentida no momento de ignição dos motores é muito difícil de expressar: a vibração sonora  era sentida no corpo, um barulho muito alto e grave. No rosto, sentíamos a onda de calor. É uma cena majestosa. Ficamos o tempo todo segurando nossa bandeira com muito orgulho de nosso país, de nossas instituições e de nossa equipe. Após alguns minutos do lado de fora, já sem sentir as mãos, os pés e o rosto devido ao frio de - 10º C, todos com muita emoção retornaram à grande tenda para acompanhar em tempo real a ejeção dos satélites e, é claro, brindar o sucesso desta etapa. Várias equipes levaram suas bebidas típicas de seu país para o brinde. Nós, é claro, levamos uma cachaça envelhecida para a comemoração. Ficamos felizes que todos à nossa volta se aproximaram para experimentar a bebida brasileira.</p>		
										<img width="1024" height="947" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_5.1-1024x947.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Retornamos rapidamente ao hotel, pois tínhamos cerca de uma hora para fazer as malas e, na sequência, fomos para um "jantar" de confraternização. Mas a única coisa que conseguíamos pensar era que nosso satélite em breve estaria em órbita e se teríamos alguma confirmação de seu funcionamento. Durante o jantar, algumas equipes tiveram a confirmação do funcionamento dos seus satélites, mas nós não tínhamos ainda nenhum sinal do nosso. Nossa expectativa era ter alguma confirmação do NCBR2 na chegada do voo em Moscou. Foi um voo tenso, ficamos o tempo todo falando sobre isso e discutindo sobre as possibilidades. Quando nosso voo tocou o solo russo, conseguimos sinal de celular e tivemos a confirmação que o NCBR2 havia sido rastreado com sucesso! Festejamos ainda dentro do avião.     </p><p>Como nosso voo teve que ser adiado devido à mudança do dia de lançamento, a única passagem disponível de retorno que foi conseguida pela agência de turismo era dentro de quatro dias, que aguardamos em Moscou. Devido à Covid-19, vários voos internacionais foram muito reduzidos, fazendo com que, dependendo do lugar onde se estivesse, só houvesse um ou dois voos por semana para o Brasil.</p><p><b>Dias 10, 11 e 12 - 23 a 25 de março (Moscou, Rússia) </b></p><p>Decidimos aproveitar o tempo em Moscou para vários propósitos.</p><p>Tivemos uma tentativa frustrada de receber a vacina russa Sputnik V, pois havíamos visto em vários sites de notícias que até mesmo turistas poderiam recebê-la. Isso havia mudado poucas semanas antes, sendo agora gratuita apenas para residentes da Rússia. Notamos que os locais de vacinação estavam completamente vazios. Mais tarde descobrimos que, apesar de a vacinação estar bem avançada, ainda há desconfiança na vacina por parte da população. </p><p>Fizemos algumas reuniões com equipe de nanossatélite científico/tecnológico da Eslováquia, que estavam na mesma situação aguardando voo de retorno, e acabamos por receber um convite de parceria para próximos projetos. </p><p>Por intermédio da AEB (Agência Espacial Brasileira), recebemos convite para uma “visita cortesia” à embaixada do Brasil na Rússia. Lá fomos muito bem recebidos pelo embaixador e diplomatas, conversamos muito sobre nosso Projeto NANOSATC-BR, empresas russas envolvidas no lançamento e também em oportunidades de cooperação entre o projeto e instituições russas.</p><p>Ainda neste período, realizamos uma visita à sede da operadora GK Launch, que operou o lançamento do Soyuz-2. Neste local, fizemos reunião com alguns representantes da empresa e trocamos contatos para possíveis futuras cooperações.</p><p>Por último, obviamente também não deixamos de visitar o Museu da Cosmonáutica de Moscou. Um local muito grande, com tantas atrações e artefatos que poderíamos ficar um dia inteiro lá. </p><p><b>Dia 13 - 26 de março (retorno ao Brasil)</b></p><p>Em uma viagem com tantos contratempos, na tentativa de evitar a implacável lei de Murphy, fomos para o aeroporto com muita antecedência, pois, além do exame PCR, tínhamos que realizar o check-in e despachar nossas malas. Todas as partes deram errado. Novamente, o site de pagamento dos exames não funcionava com cartões brasileiros, e dessa vez não nos deram outras opções. Depois de muitas horas de tentativas, fomos salvos pela Embaixada Brasileira na Rússia, graças à visita que tínhamos feito no dia anterior. </p><p>Com os resultados do exame entregues apenas uma hora antes do voo, fomos (correndo) receber a nova surpresa no balcão de check-in: a área Schengen (que abrange 26 países europeus) está fechada para estrangeiros devido à Covid-19. Como no nosso voo de retorno havia um trecho dentro desta área (Suíça-Alemanha), nosso embarque não foi permitido. Muito frustrados com a situação, tentamos argumentar de várias formas com a responsável da empresa aérea, que nos deu duas opções: ficar mais seis dias em Moscou, até ter voo direto ao Brasil, ou ir para a Suíça e ficar no aeroporto (sem poder sair) por 30 horas até que houvesse voo direto para o Brasil. Escolhemos a segunda opção, pensando que a companhia nos daria algum apoio no aeroporto de Zurique. O aeroporto era pequeno - para as refeições havia apenas uma lanchonete e um <i>duty free</i> que fechavam muito cedo. Ficamos em um “hotel” dentro do aeroporto que fornecia sofás para descanso. </p><p>Muito cansados com a viagem de retorno de mais de 45 horas, chegamos ao Brasil já com sintomas de gripe. Cada um já em suas casas em Santa Maria e em quarentena, fizemos mais alguns testes PCR para sabermos se voltamos contaminados. O professor Eduardo testou negativo e o professor Andrei testou positivo - mas já se encontra totalmente recuperado e sem nenhuma sequela.</p><p>Trouxemos em nossa bagagem muitos contatos, propostas de colaboração, novas ideias, histórias e, principalmente, a sensação de missão cumprida da primeira etapa da vida de nosso nanossatélite da UFSM e INPE, a injeção em órbita.</p>		
										<img width="1024" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/04/scrapbock_nanosatelite_foto_7-1024x476.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p><em><strong>*Texto:</strong></em> Eduardo Bürger e Andrei Legg. </p><p><em><strong>Expediente:</strong></em></p><p><i><strong>Ilustradora:</strong> Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista, e Ana Ribeiro, acadêmica de Produção Editorial e voluntária</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Protagonismo na formação de engenheiros</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/metodologia-mit</link>
				<pubDate>Thu, 21 Nov 2019 15:43:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[CPIO]]></category>
		<category><![CDATA[CT]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Química]]></category>
		<category><![CDATA[metodologia de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[MIT]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6092</guid>
						<description><![CDATA[Cursos do CT utilizam metodologia de ensino inspirada em proposta do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>CT utiliza metodologia de ensino inspirada em proposta do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->		
											<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/11/CDIOminiatura.gif" data-elementor-open-lightbox="default">
							<img width="536" height="350" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/11/CDIOminiatura.gif" alt="" />								</a>
		<p>Os cursos de Engenharia Aeroespacial e Engenharia Química da Universidade Federal de Santa Maria apostam, desde o segundo semestre de 2017, em um processo de formação em que os estudantes são protagonistas e os professores são colaboradores. Com uma metodologia que incentiva a articulação de conhecimentos práticos para o desenvolvimento de projetos, os universitários já criaram um túnel de vento e um drone.</p>
<p>A metodologia de ensino adotada pelas duas engenharias chama-se CPIO (Concepção, Projeto, Implementação e Operação) e tem como objetivo realizar atividades relacionadas à profissão desde o primeiro ano de curso. O CPIO promove o avanço progressivo dos estudos a partir de quatro disciplinas extraclasse obrigatórias, com 60 horas. Em cada matéria, os universitários desenvolvem um projeto em grupo e são avaliados a partir de diferentes aspectos, como Concepção e Introdução ao projeto. </p>
<p>A proposta surgiu a partir de uma sugestão do coordenador de relações universitárias da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), Paulo Lourenção, de uma metodologia sintonizada com as demandas atuais do perfil de engenheiros. Trata-se do CDIO (Conceive, Design, Implement and Operate), proposta criada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Massachusetts Institute of Technology). </p>
<p>“O método deu certo no MIT. A partir daí, outras universidades americanas foram implementando e formando uma rede internacional de colaboração que se espalhou, promovendo congressos sobre o assunto e mantendo uma <a href="http://www.cdio.org/">página na web</a> acerca do método”, comenta o professor André Luís da Silva, coordenador do curso de Engenharia Aeroespacial.</p>
<p>A UFSM adotou a metodologia do MIT de forma adaptada, pois só atendeu completamente a dois dos doze padrões - Introdução à Engenharia e Experiências de Projeto e Implementação. Conforme o professor André Luís, os outros dez “standards” estão em discussão para que sejam inseridos no novo Projeto Pedagógico do Curso.</p>
<p>Nas aulas extraclasse, os universitários propõem projetos e os desenvolvem, obrigatoriamente, em grupo, sob a supervisão do coordenador da disciplina ou de outro professor. As matérias oportunizam a liberdade do estudante tomar o protagonismo em sua formação. Trata-se de uma abordagem de ensino-aprendizagem centrada no discente, na qual o docente é um colaborador.</p>
<p>O professor Flavio Meyer, responsável pela adoção do CDIO na Engenharia Química, explica que esse tipo de atividade motiva os estudantes e contribui para o empenho nas disciplinas. “O curso é muito abrangente e requer conhecimentos em diversas áreas, e, em função disso, acaba se tornando difícil. Nosso objetivo é motivar o aluno para que ele não desista”, argumenta.</p>
<p>Compartilha de visão semelhante o professor Marcelo Zanetti, do curso de Engenharia de Telecomunicações e colaborador da Engenharia Aeroespacial. Ele aponta que os currículos da área são enormes, com matérias focadas e pouco relacionadas. “É comum que o aluno se interesse mais por certas disciplinas, enquanto que outras são encaradas como meros obstáculos que desmotivam os alunos. Isso resulta em evasão, principalmente no primeiro ano. Assim, é louvável o pioneirismo do curso de Engenharia Aeroespacial na adoção do CDIO”, comenta.</p>		
											<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/11/cdio_box_2.png" data-elementor-open-lightbox="default">
							<img width="768" height="543" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/11/cdio_box_2-768x543.png" alt="" />								</a>
		<h2>Diferenças entre CDIO e métodos tradicionais</h2>
<p>Mais que um método, o CDIO pode ser compreendido como uma estrutura a partir da qual se organizam projetos pedagógicos de curso. São integradas diversas ações de ensino e aprendizagem que contribuem para formação de engenheiros e para a capacitação de docentes e técnicos das instituições.</p>
<p>Conforme o coordenador do curso de Engenharia Aeroespacial, nos métodos tradicionais, o currículo é fragmentado em disciplinas e ciclos de formação: básico, profissionalizante e específico. Para integração dos conhecimentos, existe o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Para aprendizado extra classe, as Atividades Complementares de Graduação (ACG’s) são oferecidas. Para complementação profissional, o aluno faz o estágio obrigatório ao final do curso. </p>
<p>Já o CDIO, por outro lado, busca desenvolver uma formação integrada, por meio da articulação das disciplinas desde o início da faculdade e de experiências de concepção, projeto, implementação e operação de produtos, processos e serviços de engenharia desde o começo da formação. “Assim, o aluno tem a oportunidade de desenvolver, de forma gradual, suas habilidades profissionais, intelectuais, humanísticas e sociais, desde o início”, pontua o professor.</p>
<p>O estudante Kenedy Matiasso, do 6º semestre de Engenharia Aeroespacial, relata que, nos projetos CDIO, os acadêmicos são os principais responsáveis pelas estratégias, métodos, hipóteses e resultados. “Ao meu ver, a metodologia se mostra uma ferramenta extremamente interessante para fixarmos os conteúdos e aprendermos a resolver problemas reais de uma forma divertida e motivadora.”</p>
<p> </p>
<h2>Resultados obtidos com a nova metodologia</h2>
<p>Desde a introdução no Centro de Tecnologia, o CPIO contribuiu com a projeção de equipamentos didáticos para o próprio curso, como um drone, motor de reação, software de análise de elementos finitos e túnel de vento. Somente para o projeto de túnel de vento foram criados os seguintes experimentos: balança aerodinâmica, gerador de fumaça, modelos de teste e medição de pressão. Também são realizados treinamentos em softwares, como o de mecânica dos fluidos e o de modelagem e projeto de sistemas dinâmicos.</p>
<p>“Desse modo, a motivação é ainda maior, pois é um contato diferente que temos com a engenharia e, com certeza, contribui muito para a qualidade do ensino. Acredito que desde a chegada desse método, passamos a olhar com outros olhos para a engenharia como um todo”, comenta o estudante Matheus Silva, do 4º semestre de Engenharia Aeroespacial.</p>
<p>O universitário Kenedy Matiasso, também da Engenharia Aeroespacial, reforça a flexibilidade do método ao permitir que os estudantes invistam em habilidades direcionadas aos seus interesses específicos de formação. Neste sentido, ele e outros colegas projetaram um drone, em fase de prototipagem que em breve poderá se tornar produto comercial.</p>
<p>No primeiro semestre de 2019, alunos do CT venceram a competição internacional do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos. Naquela oportunidade, apresentaram um satélite educativo de pequeno porte, chamado de "CanSat".</p>
<p>Já em setembro deste ano a UFSM recebeu a segunda edição do  <a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/eventos/ii-cab/">Congresso Aeroespacial Brasileiro</a>, que teve a participação do presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Augusto Teixeira de Moura, e do ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. </p>
<p>Para o CT, a principal vantagem é a troca de conhecimento entre as instituições, visto que o CDIO possui uma rede de troca de experiências e aprendizagem contínua. Além do mais, é um "selo de qualidade" que demonstra os mais avançados padrões de ensino e aprendizagem internacionais na formação universitária. “Até o momento, o curso de Engenharia Aeroespacial ainda não ingressou na rede internacional. Entretanto, caso a UFSM venha a ser formalmente cadastrada, os alunos do CT terão este "selo internacional", que os distinguirá quando forem buscar oportunidades no exterior”, destaca o professor André Luis da Silva.</p>
<p> </p>
<p><b><i>Repórter</i></b><i>: Pablo Iglesias, acadêmico de Jornalismo</i></p>
<p><b><i>Ilustração e animação</i></b><i>: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial</i></p>
<p><b><i>Mídias Sociais:</i></b> <i>Nataly Dandara e Nathalia Pitol, acadêmicas de Relações Públicas</i></p>
<p><b><i>Editora de Produção:</i></b><i> Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo</i></p>
<p><b><i>Editor Chefe:</i></b><i> Maurício Dias, jornalista</i></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O Espaço é o limite</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-espaco-e-o-limite</link>
				<pubDate>Mon, 10 Sep 2018 12:06:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
		<category><![CDATA[missão]]></category>
		<category><![CDATA[nanossatélite]]></category>
		<category><![CDATA[Russia]]></category>
		<category><![CDATA[SGAU]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4462</guid>
						<description><![CDATA[Acadêmicos do curso de engenharia aeroespacial da UFSM são selecionados para curso de Tecnologias Espaciais do Futuro e experimentos do Espaço, em Samara, na Rússia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Não é somente em época de Copa do Mundo que brasileiros viajam à Rússia. O país, que também é uma da grandes potências mundiais no setor tecnológico, avivou, desde a eclosão da Guerra Fria, seu interesse pelo setor aeroespacial. A partir das competências e conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, as instituições de ensino superior da Rússia aproveitam para oportunizar a outras nações o acesso a informações mais amplas em relação às </span><span style="font-weight: 400;">Tecnologias Espaciais.</span><span style="font-weight: 400;"> Um exemplo é o curso ofertado na escola de verão da Universidade Aeroespacial de Samara (SGAU), chamado <em>Tecnologias Espaciais do Futuro e Experimentos no Espaço,</em> para a qual, neste ano, foram classificados os acadêmicos do curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM Wilcker Neuwald Schinestzki, José Carlos Ignacio Gonçalves Zart e Lorenzzo Quevedo Mantovani.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;"> </span>

<span style="font-weight: 400;">O curso é coorganizado pelo Centro Espacial, pelo Rocket </span><i><span style="font-weight: 400;">TsSKB-Progress</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pela Academia Russa de Ciências Espaciais. As aulas são ministradas em inglês, contando com a participação de estudantes de graduação e pós-graduação pertencentes a diferentes áreas, como engenharia aeronáutica, tecnologia da informação, telecomunicações, eletrônica, astrofísica, engenharia aeroespacial e mecatrônica. No local, as abordagens de estudo são diversas, indo da geração de nanossatélites ao movimento relacionado no espaço (voo de formação). </span>

<span style="font-weight: 400;"> </span>

<span style="font-weight: 400;">Antes de irem para Samara, os acadêmicos da UFSM passaram por uma seleção, que consistiu, primeiramente, na análise dos currículos, com intermediação da Alar - Faculdades Russas, organização mediadora da ida dos educandos para o território eurásico. Já no curso, na Rússia, os participantes foram divididos em quatro grupos e tiveram que desenvolver um nanossatélite para uma possível missão de resgate de um astronauta. </span><span style="font-weight: 400;">Wilcker conta que ele e seus colegas, José e Lorenzzo, voluntariaram-se par</span><span style="font-weight: 400;">a participarem do grupo 1. “</span><span style="font-weight: 400;">A m</span><span style="font-weight: 400;">issão nos chamou a atenção por ser bastante desafiadora, visto que é algo que, até onde sabemos, nunca foi colocado em prática. Ao final do projeto, cada grupo teve que apresentar e defender o seu projeto para uma banca de professores e profissionais, respondendo às perguntas realizadas no final da apresentação”, explica o aluno. </span><span style="font-weight: 400;">No local, os jovens participaram de palestras sobre tecnologias avançadas de nanossatélites, design, navegação e controle. Além disso, eles receberam  treinamentos referentes ao emprego de alguns aplicativos, a partir dos quais são construídos nanossatélites e subsistemas eletrônicos. </span>

<span style="font-weight: 400;"> </span><img class="aligncenter size-full wp-image-4532" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/Box02_Samara.png" alt="" width="782" height="471" />

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">No ano passado, o também acadêmico do curso de Engenharia A</span><span style="font-weight: 400;">eroespacial Gabriel de Jesus Coelho da Silva </span><span style="font-weight: 400;">foi cha</span><span style="font-weight: 400;">mado para o mesmo curso, além de outros sete brasileiros. Na época, a formação foi dedicada ao aniversário de 60 anos do lançamento da Sputnik 1 </span><span style="font-weight: 400;">-</span><span style="font-weight: 400;"> missão que enviou o primeiro satélite artificial da Terra - e aos 75 anos da Universidade de Samara.   </span>

&nbsp;

&nbsp;

<img class="aligncenter size-full wp-image-4531" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/09/Box01_Samara.png" alt="" width="782" height="409" />

&nbsp;

<b>Adaptação</b>

<span style="font-weight: 400;"> </span>

<span style="font-weight: 400;">Samara - conhecida como Kuibyshev de 1935 a 1991 - é a 6ª maior cidade russa, situada na parte sudeste da Rússia Europeia, na ligação dos rios Volga e Samara. Seu território abrange 46.597 hectares, com população de </span><span style="font-weight: 400;">1.164.685 habitantes, de acordo com o censo de 2010. Em 2018, o local foi sede da Copa do Mundo, com a Cosmos Arena. </span>

<span style="font-weight: 400;"> </span>

<span style="font-weight: 400;">Lorenzzo indica ter se adaptado bem à cidade. “</span><span style="font-weight: 400;">Samara é muito bonita, e tem grande história no setor Aeroespacial, então está sendo uma ótima experiência. A universidade possui uma boa infraestrutura e bons professores, além de museus, laboratórios e salas de aula bem equipadas. Para se adaptar à alimentação que demora um pouco”, lamenta.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;"> </span>

[caption id="attachment_4463" align="aligncenter" width="592"]<img class="wp-image-4463" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/meninos-samara-2-1024x768.jpeg" alt="" width="592" height="444" /> Wilcker Neuwald Schinestzki (E), Lorenzzo Quevedo Mantovani e José Carlos Ignacio Gonçalves Zart, junto ao aluno representante da Universidade Federal do ABC (UFABC), de São Paulo, que também participa do curso, na Rússia[/caption]

<span style="font-weight: 400;">Uma das dificuldades admitidas pelo estudante José é o idioma. “É um pouco difícil, pois não domino o idioma russo, porém, com a internet, é possível utilizar os tradutores para realizar a comunicação”, admite. Na Rússia, a maioria das pessoas não têm domínio do idioma inglês, o que se tornou uma dificuldade para os jovens de Santa Maria. Mas isso parece ser apenas um detalhe, como expressa José, especialmente pelos pontos turísticos que conheceram. “Existem lugares muito bonitos aqui. Conhecemos um museu militar em Toliatti - cidade cerca de 20km de Samara - onde eles tinham vários modelos de aviões de caça, bombardeiros, mísseis, blindados e um submarino gigantesco, todos utilizados nas duas guerras. Também visitamos um vilarejo próximo à Samara, onde conhecemos as montanhas Zhiguli, um lugar muito bonito”, comenta.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">A conclusão do curso ocorreu no dia 31 de agosto.  </span>

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&nbsp;

<strong>Reportagem:</strong> Guilherme de Vargas, acadêmico de Jornalismo

<strong>Edição:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo

<strong>Ilustração:</strong> Lidiane Castagna, acadêmica de Desenho Industrial

<strong>Fotografia:</strong> arquivo pessoal]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        