<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/midias/arco/busca?q=&#038;sites%5B0%5D=601&#038;tags=escritos&#038;rss=true" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br/midias/arco</link>
			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
			<lastBuildDate>Sun, 12 Apr 2026 21:42:35 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>Revista Arco</title>
	<link>https://www.ufsm.br/midias/arco</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Conexão retrofuturista</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/conexao-retrofuturista-2</link>
				<pubDate>Mon, 30 May 2022 20:05:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[impressa]]></category>
		<category><![CDATA[12ª]]></category>
		<category><![CDATA[arco impressa]]></category>
		<category><![CDATA[conexão]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[futuro ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[retrofuturismo]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9286</guid>
						<description><![CDATA[Local. Distrito 7.1 Data. 9.03.2021 O aerocarro sobrevoa o arco da Universidade Federativa de Santa Maria (UFSM). Dirigindo-o está Suzana Monforte, checando na tela digitográfica o destino e missão: o Planetário Cósmico e a averiguação de um artefato tecnomístico lendário recém encontrado. Suzana é uma especialista em crimes tecnológicos e saberes arcanos. Perita em pictogramas [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Local. Distrito 7.1
Data. 9.03.2021
O aerocarro sobrevoa o arco da Universidade Federativa de Santa Maria (UFSM). Dirigindo-o está Suzana Monforte, checando na tela digitográfica o destino e missão: o Planetário Cósmico e a averiguação de um artefato tecnomístico lendário recém encontrado.

Suzana é uma especialista em crimes tecnológicos e saberes arcanos. Perita em pictogramas photo-temporais, ela foi chamada ali por Fernando Terra, docente da instituição e um estudioso de fenômenos alquímicos e subterrestres. Monforte tem cabelos escuros, olhos turquesa e movimentos decididos, com seus trinta anos vividos mais na estrada que em casa.

<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Escritos-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida do visor de um veículo aéreo. O veículo tem estrutura interna em preto. No painel de controle, volante em preto e cinza azulado, painel que mostra os dados: &quot;Velocidade 90km/h&quot;; &quot;Altitude 1200m&quot;, e &quot;Tanque 70%&quot;. Ao lado, outro painel com imagem do Planetário e o título &quot;Missão Planetário Cósmico&quot;. Ao lado, mapa no GPS. Ao lado, portal luvas aberto com um papel retangular e um óculos de realidade aumentada. No espelho retrovisor, detalhe dos olhos azuis de uma mulher de pele branca e cabelos escuros. No visor, ao fundo, a Universidade Federal de Santa Maria, com prédios em cinza, vegetação vasta em verde, com destaque para o Arco de entrada em azul e a Avenida ao centro." loading="lazy">

Ela ignora a tela que mostra o mapa tridimensional e pega seu noitário. Adorando artefatos antigos como cadernos, canetas e recortes, sua mochila é um campo minado deles. Abaixo, a fila de carros terrestres segue seus fluxos e destinos, seja o Colégio Politecnostático, o Complexo Hospitalar ou a Biblioteca Pinacular. À sua direita, Suzana ignora os centros tecnológicos, filosóficos, biológicos, artísticos e rurais, até alcançar o Centro&nbsp;Reitoral.

Na frente dele, um pináculo na forma de dois compassos cruzados chama sua atenção, um colado no verdor terrestre e outro apontado ao céu cinzento onde sete jatos e dois zepelins cortam o azulado das nuvens. O computador, conectado ao chip mental de Susana, informa que se trata de farol obelisco em homenagem ao fundador da UFSM, Mariano da Rocha Filho.

Suzana aproveita a deixa e questiona a máquina. O software responde de pronto e ela levanta o olhar. Em frente de prédios que uniam filosofia, história, letras, música e dança, está o círculo pétreo do Planetário. Ao lado dele, a movimentação humana denuncia a escavação.

Tudo começara com a descoberta de que a região central do Rio Grande Sulista fora habitada milhões de anos atrás por uma população de estauricossauros, uma dos espécimes animais mais antigos do planeta. Ao descer o aerocarro, Susana cogita se está num dos pontos onde a vida na terra começara, onde monstros mortos deram lugar a humanos pensantes.

Em terra, ela é recebida por Fernando e por Mariana D’Oliveira, uma descendente do alquimista e poeta que revolucionou a arte e as ciências na região décadas antes, sobretudo com seu manifesto tecno-arcano Lanterna Verde. Os dois cientistas a levam a uma das tendas de pesquisas e mostram-lhe o enigma daquela manhã.

Sobre uma mesa, entre ossos e artefatos, está a lendária “Bússola de Cristal-Cromo que Aponta ao Inóspito Sul”. Suzana estarrece, pois esse artefato perdido supostamente pertencia à dupla de aventureiros Doutor Benignus e Vitória Acauã, que vieram à Santa Maria em março de 1900, para pesquisar o Riacho Itaimbé. A dupla e o grupo investigativo do Parthenon Místico voltariam à região depois, para explorar a Goela do Diabo e a Cidade dos Meninos.

Susana coloca suas luvas e posiciona sobre os olhos as lentes photo-temporais, uma tecnologia infranatural que permite a captação de imagens de um objeto em tempos diversos. Depois de instantes, Suzana retira o insólito dispositivo, em silêncio.

— O que você tem a dizer? –, pergunta Terra a Monforte. D’Oliveira observa, inquieta.

— Muitas perguntas por hora, senhores, sem nenhuma resposta – responde Suzana. – Eventos que envolvem ciência, magia, história e filosofia, crimes do passado, descobertas presentes, projeções futuras, produções ficcionais e investigativas de grande potência. Em suma, estranhezas que unem biologia e mecânica, química e alquimia, fato e ficção.

Fernando sorri e responde à investigadora de Porto Alegre dos Amantes:

— Se você busca por enigmas, está no lugar certo. Há sessenta anos é o que fazemos aqui.

Os três terão uma noite inteira pela frente. Talvez uma vida. Mas tem tempo, pois aquela universidade ainda é jovem, apesar de suas fundações compreenderem milênios de passado e anteverem séculos de futuro.

<strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Texto:</strong>&nbsp;Enéias Tavares:&nbsp; trabalha há seis anos no universo de Brasiliana Steampunk, série transmídia que recria os clássicos nacionais e a paisagem brasileira num cenário de aventura, fantasia e ficção científica. O último livro deste universo, Parthenon Místico, foi publicado pela DarkSide Books em 2020, e uma série audiovisual, A Todo Vapor!, estreou na Amazon Prime Video. Além de escritor e roteirista, é docente no curso de Letras da UFSM, instituição onde se formou e que considera sua segunda casa. Mais de sua produção e projetos em&nbsp;<a href="https://eneiastavares.com.br/"><u>eneiastavares.com.br</u></a></em>
<em><strong>Ilustração:</strong>&nbsp;Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial</em>
<em>Conteúdo produzido para a 12ª edição da Revista Arco (Dezembro 2021)</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Conexão retrofuturista</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/conexao-retrofuturista</link>
				<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 20:02:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[retrofuturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Revista impressa]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm no futuro]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8968</guid>
						<description><![CDATA[Local. Distrito 7.1Data. 9.03.2021O aerocarro sobrevoa o arco da Universidade Federativa de Santa Maria (UFSM). Dirigindo-o está Suzana Monforte, checando na tela digitográfica o destino e missão: o Planetário Cósmico e a averiguação de um artefato tecnomístico lendário recém encontrado. Suzana é uma especialista em crimes tecnológicos e saberes arcanos. Perita em pictogramas photo-temporais, ela [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Local. Distrito 7.1<br />Data. 9.03.2021<br />O aerocarro sobrevoa o arco da Universidade Federativa de Santa Maria (UFSM). Dirigindo-o está Suzana Monforte, checando na tela digitográfica o destino e missão: o Planetário Cósmico e a averiguação de um artefato tecnomístico lendário recém encontrado.<br /><br />Suzana é uma especialista em crimes tecnológicos e saberes arcanos. Perita em pictogramas photo-temporais, ela foi chamada ali por Fernando Terra, docente da instituição e um estudioso de fenômenos alquímicos e subterrestres. Monforte tem cabelos escuros, olhos turquesa e movimentos decididos, com seus trinta anos vividos mais na estrada que em casa.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Escritos-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida do visor de um veículo aéreo. O veículo tem estrutura interna em preto. No painel de controle, volante em preto e cinza azulado, painel que mostra os dados: &quot;Velocidade 90km/h&quot;; &quot;Altitude 1200m&quot;, e &quot;Tanque 70%&quot;. Ao lado, outro painel com imagem do Planetário e o título &quot;Missão Planetário Cósmico&quot;. Ao lado, mapa no GPS. Ao lado, portal luvas aberto com um papel retangular e um óculos de realidade aumentada. No espelho retrovisor, detalhe dos olhos azuis de uma mulher de pele branca e cabelos escuros. No visor, ao fundo, a Universidade Federal de Santa Maria, com prédios em cinza, vegetação vasta em verde, com destaque para o Arco de entrada em azul e a Avenida ao centro." loading="lazy" />														
		<p>Ela ignora a tela que mostra o mapa tridimensional e pega seu noitário. Adorando artefatos antigos como cadernos, canetas e recortes, sua mochila é um campo minado deles. Abaixo, a fila de carros terrestres segue seus fluxos e destinos, seja o Colégio Politecnostático, o Complexo Hospitalar ou a Biblioteca Pinacular. À sua direita, Suzana ignora os centros tecnológicos, filosóficos, biológicos, artísticos e rurais, até alcançar o Centro Reitoral.</p><p>Na frente dele, um pináculo na forma de dois compassos cruzados chama sua atenção, um colado no verdor terrestre e outro apontado ao céu cinzento onde sete jatos e dois zepelins cortam o azulado das nuvens. O computador, conectado ao chip mental de Susana, informa que se trata de farol obelisco em homenagem ao fundador da UFSM, Mariano da Rocha Filho.</p><p>Suzana aproveita a deixa e questiona a máquina. O software responde de pronto e ela levanta o olhar. Em frente de prédios que uniam filosofia, história, letras, música e dança, está o círculo pétreo do Planetário. Ao lado dele, a movimentação humana denuncia a escavação.</p><p>Tudo começara com a descoberta de que a região central do Rio Grande Sulista fora habitada milhões de anos atrás por uma população de estauricossauros, uma dos espécimes animais mais antigos do planeta. Ao descer o aerocarro, Susana cogita se está num dos pontos onde a vida na terra começara, onde monstros mortos deram lugar a humanos pensantes.</p><p>Em terra, ela é recebida por Fernando e por Mariana D’Oliveira, uma descendente do alquimista e poeta que revolucionou a arte e as ciências na região décadas antes, sobretudo com seu manifesto tecno-arcano Lanterna Verde. Os dois cientistas a levam a uma das tendas de pesquisas e mostram-lhe o enigma daquela manhã.</p><p>Sobre uma mesa, entre ossos e artefatos, está a lendária “Bússola de Cristal-Cromo que Aponta ao Inóspito Sul”. Suzana estarrece, pois esse artefato perdido supostamente pertencia à dupla de aventureiros Doutor Benignus e Vitória Acauã, que vieram à Santa Maria em março de 1900, para pesquisar o Riacho Itaimbé. A dupla e o grupo investigativo do Parthenon Místico voltariam à região depois, para explorar a Goela do Diabo e a Cidade dos Meninos.</p><p>Susana coloca suas luvas e posiciona sobre os olhos as lentes photo-temporais, uma tecnologia infranatural que permite a captação de imagens de um objeto em tempos diversos. Depois de instantes, Suzana retira o insólito dispositivo, em silêncio.</p><p>— O que você tem a dizer? –, pergunta Terra a Monforte. D’Oliveira observa, inquieta.</p><p>— Muitas perguntas por hora, senhores, sem nenhuma resposta – responde Suzana. – Eventos que envolvem ciência, magia, história e filosofia, crimes do passado, descobertas presentes, projeções futuras, produções ficcionais e investigativas de grande potência. Em suma, estranhezas que unem biologia e mecânica, química e alquimia, fato e ficção.</p><p>Fernando sorri e responde à investigadora de Porto Alegre dos Amantes:</p><p>— Se você busca por enigmas, está no lugar certo. Há sessenta anos é o que fazemos aqui.</p><p>Os três terão uma noite inteira pela frente. Talvez uma vida. Mas tem tempo, pois aquela universidade ainda é jovem, apesar de suas fundações compreenderem milênios de passado e anteverem séculos de futuro.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Texto:</strong> Enéias Tavares:  trabalha há seis anos no universo de Brasiliana Steampunk, série transmídia que recria os clássicos nacionais e a paisagem brasileira num cenário de aventura, fantasia e ficção científica. O último livro deste universo, Parthenon Místico, foi publicado pela DarkSide Books em 2020, e uma série audiovisual, A Todo Vapor!, estreou na Amazon Prime Video. Além de escritor e roteirista, é docente no curso de Letras da UFSM, instituição onde se formou e que considera sua segunda casa. Mais de sua produção e projetos em <a href="https://eneiastavares.com.br/">eneiastavares.com.br</a></em><br /><em style="color: #000000;font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)"><strong>Ilustração:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial</em><br /><em style="color: #000000;font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)">Conteúdo produzido para a 12ª edição da Revista Arco (Dezembro 2021)</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Palavras</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/palavras</link>
				<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 13:00:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[11ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6404</guid>
						<description><![CDATA[Por Lucas Gutierres*  A solidão já me presenteou com diversas coisas.  amor,  desejo,  decepção,  melancolia.  e, principalmente, palavras.  palavras bonitas para descrever  o que parecia impossível de se  entender.  as palavras.  ah, as palavras…  elas fluem tarde da noite,  quando os cômodos estão vazios  e a cidade está silenciosa.  palavras são tudo que eu tenho  [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/escritos_capa_site-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p><i>Por Lucas Gutierres*</i></p><p> A solidão já me presenteou com diversas coisas. </p><p>amor, </p><p>desejo, </p><p>decepção, </p><p>melancolia. </p><p>e, principalmente, palavras. </p><p>palavras bonitas para descrever </p><p>o que parecia impossível de se </p><p>entender. </p><p>as palavras. </p><p>ah, as palavras… </p><p>elas fluem tarde da noite, </p><p>quando os cômodos estão vazios </p><p>e a cidade está silenciosa. </p><p>palavras são tudo que eu tenho </p><p>e tudo que eu preciso.</p><p>então, se o vazio é o meu presente desta noite,</p><p>com palavras vou me preencher de volta. </p><p>com todas as palavras que eu encontrar, </p><p>as belas e as feias. </p><p>palavras que eu tenho escrito minha vida inteira </p><p>e algumas que vou escrever</p><p>pela primeira vez.</p><p> </p><p><i>*Acadêmico de Jornalismo na UFSM</i></p><p><i><b>Diagramação e Ilustração</b>: Marcele Reis</i></p><p>*Matéria publicada na <a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/11__edi__o" target="_blank" rel="noopener">11ª edição</a> impressa da revista Arco. </p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Somos todas medicina</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/somos-todas-medicina</link>
				<pubDate>Thu, 15 Aug 2019 18:15:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[10ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[espanhol]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=5573</guid>
						<description><![CDATA[por Isabel Cristina Lourenço da Silva*]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Ouça este texto:

[audio mp3="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/08/somos-todas-medicina-mp3.mp3"][/audio]

<span style="color: #ffffff">.</span>

Somos medicina,<img class="alignright wp-image-6007 size-medium" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/08/Escritos_ilustra_vertical-220x300.png" alt="" width="220" height="300" />
Somos mujeres
Somos brujas
Somos todo lo que se puede y quiere ser,
sin miedos ni mordazas.
¿Por que tienen miedo de nosotras?
Porque somos la cura, porque somos el amor, y el amor puede todo lo que quiere, por eso,
por eso tienen miedo de nosotras.
Pueden intentar silenciarnos, pero somos semillas, somos aves en el vuelo,
somos el viento, la lluvia.
No pueden detenernos, no hay cómo detener la fuerza de la naturaleza, del amor.
Yo estoy en todas, todas están en mí.

SOMOS TODAS MEDICINA Somos remédio, / Somos mulheres, / Somos bruxas / Somos tudo o que se pode e quer ser, / sem medos nem mordaças. / Por que têm medo de nós? / Porque somos a cura, porque somos o amor, e o amor pode tudo o que quer, por isso, / por isso têm medo de nós. / Podem tentar nos silenciar, mas somos sementes, somos aves em voo, / somos o vento, a chuva. / Não podem nos deter, não há como deter a força da natureza, do amor. / Eu estou em todas, todas estão em mim.

<strong>Autora:</strong> Isabel Cristina Lourenço da Silva, Engenheira Agrônoma e mestra em Extensão Rural pela UFSM. Atualmente, é aluna do curso de Licenciatura em Educação do Campo, no polo Seberi da Universidade.
<strong>Lettering, Ilustração e Diagramação:</strong> Deirdre Holanda
<strong>Locução:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/08/somos-todas-medicina-mp3.mp3" length="1691146" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/08/somos-todas-medicina-mp3.mp3" length="1691146" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/08/somos-todas-medicina-mp3.mp3" length="1691146" type="audio/mpeg" />
						</item>
						<item>
				<title>A história da arte</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-historia-da-arte</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:58:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4203</guid>
						<description><![CDATA[por Henrique Walter Ribeiro*]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="590" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/09_02_CAPA_SITE-1024x590.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>A Arte, </p><p>provocativa e volúvel, </p><p>pediu às Sociedades diversas – em tempos e lugares distintos –</p><p>que a conceituassem; </p><p>as Sociedades, presunçosas, </p><p>baseadas em seus conhecimentos, </p><p>aceitaram o desafio.</p><p>Uma a uma as ideias eram quebradas,</p><p>um a um os argumentos eram invalidados pela Arte.</p><p>A Arte,</p><p>incomodativa e desafiadora,</p><p>ria das empreitadas das Sociedades,</p><p>e, estas, em um ato desesperado,</p><p>comum aos que desconhecem, </p><p>por medo e ignorância, começaram a atacar a Arte.</p><p>Insultos.</p><p>Calúnias.</p><p>Desrespeito.</p><p>E, por fim, a censura.</p><p>Contudo,</p><p>A Arte,</p><p>sagaz e maleável,</p><p>sempre contornava a situação.</p><p>Como a fênix, das cinzas, renascia.</p><p>Diferente.</p><p>Estranha.</p><p>Incisiva.</p><p>A Arte, hoje,</p><p>resistência e plural,</p><p>segue aguardando um conceito,</p><p>segue questionando,</p><p>segue propondo,</p><p>e, sobretudo, aterrorizando àqueles que decidiram conservar dogmas.</p><p>Esta Sociedade falhou – e, assim como as outras, atacou.</p><p>Talvez o foco da Arte nunca tenha sido a resposta,</p><p>E sim a inquietude do processo. </p><p>Enfim...</p><p>À Arte:</p><p>Moça, você é afrontosa!</p><p><em><strong>Diagramação e Ilustração:</strong> Giana Tondolo Bonilla</em></p><p><em>*Henrique Walter Ribeiro é acadêmico do curso de graduação em Artes Visuais da UFSM. Busca utilizar a Arte – em todas as suas formas – como ferramenta para extravasar pensamentos.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Lisboa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/lisboa</link>
				<pubDate>Wed, 08 Nov 2017 16:56:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Escritos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=2661</guid>
						<description><![CDATA[Por Nathani Lencina*]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/11/8ª-Edição-16-Escritos-Lisboa-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>A minha Lisboa era tão linda. Na chuva ou no “bom tempo”.</p>
<p>Era linda no tempo dela. Era ontem e agora.</p>
<p>Linda até quando me deixou ir.</p>
<p>Quando me deixou ir sem que eu nada pudesse fazer para parar.</p>
<p>Ela me disse para ser leve e andar. Para ficar calma.</p>
<p>Move-te. Porque o movimento é o que te faz. Me disse.</p>
<p>Lisboa era esse lugar meu. Onde eu não precisava pedir licença para ser.</p>
<p>Que eu não precisava pensar se era mesmo para estar lá.</p>
<p>Eu simplesmente estava.</p>
<p>Lisboa era esse lugar em que meus pés encontravam com prazer as ruas.</p>
<p>Era a cintilância do meu sonho que virou mundo.</p>
<p>E eu sentia. Mesmo que Lisboa doesse em mim. Eu queria sentir mais.</p>
<p>E ela, em mim, criava. Lançava uma magia.</p>
<p>Na água, no ar, nos caminhos todos.</p>
<p>Meu corpo seguia seu ritmo, deixando enfeitiçar de propósito.</p>
<p>Lisboa era esse retrato. Um grande composto de coisas vivas.</p>
<p>Como se feita na arte. Bela e estranha.</p>
<p>Eu só queria andar e olhar.</p>
<p>Queria olhar o retrato. E reparar.</p>
<p>Reparei no meu próprio pertencimento.</p>
<p>Encarei tantas vezes meu próprio aprendizado.</p>
<p>Vi a mim mesma no grande retrato de Lisboa.</p>
<p>E a verdade é que vida tem um só nome.</p>
<p>Lisboa era feita para o corpo mover-se, para experimentar, para ensimesmar-se.</p>
<p>Em si mesmo, mar. E naquilo tudo, amar.</p>
<p>Por toda a extensão daquele retrato.</p>
<p>Vi a mim mesma no retrato de Lisboa como a última vez.</p>
<p>Ela estava como da primeira vez.</p>
<p>A Praça do Comércio, o Chiado, o Bairro Alto, os miradouros, os largos, as feiras, as estações, os bondes, os parques, os azulejos, as delícias escondidas. Belém.</p>
<p>As misturas dela.</p>
<p>Não pensei sobre estar indo embora.</p>
<p>Reinventei meu movimento. Aceitei minha criação e a dor.</p>
<p>A vida tem um nome só.</p>
<p>E é o nome que eu dei.</p>
<p>Pensei no meu funcionamento de pessoa.</p>
<p>Não queria resumir o tempo dos nomes.</p>
<p>Não queria que Lisboa me esquecesse.</p>
<p>O retrato de Lisboa é infinito. E seu coração é grande.</p>
<p>Cabem tantos nomes nele.</p>
<p>Um coração tenro que me recebeu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>*Participou de um intercâmbio em Portugal durante sua graduação em Ciências Sociais pela UFSM</i></p>
<p><i>&nbsp;</i><i>Pintura usada ao fundo: Antonio Junior, acadêmico de Artes Visuais da UFSM</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Montevidéu</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/montevideu</link>
				<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 20:06:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[montevideu]]></category>
		<category><![CDATA[uruguai]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=1817</guid>
						<description><![CDATA[Por Lucas Visentini*]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img class=" wp-image-1759 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/6ª-edição-17-escritos-montevidéu-300x196.png" alt="" width="401" height="262" />Ao ultrapassar demarcações, até ti cheguei: hei de compreender que os limites de meu pago existem para serem transcendidos. Percorri terras orientais a um rio que muitas histórias testemunhou, terras que sentiram os passos e escutaram os relinchos de cavalos alados montados por guerreiros que pelejaram pela tua soberania.
Assim te enxergo, assim te vejo. O monte que vi de leste a oeste em uma terra oriental sinalizou a tua chegada. Não a minha, como se pode supor, mas a tua: em mim adentraste e em mim permaneceste.

E eu a montevidear.

Indaguei-me: quem tu és, Montevidéu? O que tu és? Não houve um anfitrião que a mim te apresentou, assim como ninguém a ti me introduziu: como estrangeiros desconhecidos nos entreolhamos e os olhares permaneceram fixos, mudos e contemplativos. Na verdade não fixos, mas em constante movimento ao nos observarmos diariamente e noturnamente.

E quanto em ti pude enxergar! Vi muito de e em ti: conheci tuas lindas praças cujos sons dos mais belos tangos pareciam fazer parte de ti, como se a melodia fosse a transpiração dos teus monumentos que glorificam teu passado.
Em um edifício moderno vejo refletida a imagem de outro que nos remete a tempos passados. Mas o teu passado não está no passado, Montevidéu, está no momento presente, não o passado sobrepondo o presente, mas aquele fazendo parte deste.

E eu a montevidear.

Eu quis conhecer-te de perto, perceber tua essência que emanava de cada parte que te constitui: teus bairros são braços que abraçam e abarcam tudo aquilo que em ti está contido. Não te conheci por “Montevidéu”, mas sim por “Montevideo”, sem “u”, sem acento e sem nada sobre ti saber. Hei um dia de re-ver e re-conhecer teus caminhos. Caminhos que levam a palácios, a construções antigas, a portos, a praias, a pessoas...

Seres nos quais tu deixas marcas indeléveis, seres que formam teu povo, tua gente, teus gauchos. És tu um senhor ou uma senhora, Montevidéu?

Assim tu me pareces ser: tu és um senhor ou uma senhora de meia-idade, tens um sorriso simpático e acolhedor, mãos fortes que carregam consigo um mate curto e amargo por ruas sombreadas por árvores que parecem proteger a quem passa.

Teus cabelos grisalhos são o testemunho de tua trajetória de vida, existência contada e cantada por cada uruguayo que a ti pertence, por cada oriental que é filho não de tuas entranhas, mas de tua terra. E de tuas águas. Que te circundam e te saciam de muitas sedes. Se o rio que te banha é de prata, tua terra, em contrapartida, é dourada.

E eu a montevidear.

De que sabor serão tuas águas hoje? Estarão doces ou salgadas neste exato ponto a que minha inexata memória se remete? É o rio que está a subjugar o mar ou seria este àquele? Teu céu testemunha o embate entre os dois para saber quem hoje irá te tocar. Que sabor têm tuas praias hoje? Que música soará em teus colectivos? Pergunto-te: há limite para o teu céu, Montevidéu?

E teu mate? Este tem o sabor da saudade.

Deixei-te e agora novamente de ti me despeço. Cumprimento-te não com um “adiós”, mas com um “hasta luego”.

<em>*Mestre em Educação pela UFSM, Lucas Visentini é contista, cronista e escritor de livros infantis. É o autor do livro Neto e a Boca do Monte, vencedor do Concurso de Literatura Infantil de 2013, promovido pela Academia Santa-Mariense de Letras.</em>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        