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				<title>A cama elástica do corpo</title>
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				<pubDate>Wed, 27 Sep 2017 14:30:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Conheça a musculatura do assoalho pélvico e a importância de fortalecer esta região com exercícios físicos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Você vai para a academia fortalecer o bíceps, tríceps, quadríceps e glúteo três vezes por semana, mas alguma vez já buscou fazer exercícios para fortalecer o seu assoalho pélvico? Talvez você nunca tenha ouvido esta denominação e tampouco saiba que essa musculatura é responsável pela sustentação de vários órgãos, pela continência urinária e fecal e está diretamente ligada à  qualidade da vida sexual. Especialistas garantem: assim como grupos musculares mais externos, o assoalho pélvico precisa ser exercitado para não perder a força e, agora, você já tem motivos de sobra para começar a pensar nisso.

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Para início de conversa, é preciso saber do que é composto o assoalho pélvico: são ligamentos que fecham o inferior da pelve óssea (bacia), formado por cerca de 13 músculos - conhecidos como musculatura do assoalho pélvico. Esse conjunto funciona como uma espécie de cama elástica, sustentando os órgãos pélvicos como a bexiga, o útero e os ovários - no caso das  mulheres - e a próstata e o cólon - no caso dos homens.

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[caption id="attachment_2353" align="aligncenter" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/09/Assoalho_pélvico_fem_FINAL-300x265.png" alt="" width="300" height="265" /> O assoalho pélvico sustenta diferentes órgãos do corpo. No caso de mulheres grávidas, a musculatura recebe de 10 a 20 quilos a mais nesse período[/caption]

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O assoalho pélvico é perfurado pelos canais da uretra, vagina e ânus. Assim, quando se contrai há uma pressão sobre estes canais, o que auxilia na continência de urina (apertando a uretra), na função sexual (apertando a vagina, clitóris e pênis) e na continência fecal (fechando o reto). Além disso, nas mulheres, uma parte superficial da musculatura pressiona o clitóris e as glândulas lubrificantes, auxiliando na ereção, lubrificação e orgasmo. No homem, a musculatura do assoalho pélvico superficial é fundamental para o aumento da pressão sanguínea dentro do pênis, o que potencializa a ereção.

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[caption id="attachment_2354" align="aligncenter" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/09/Assoalho_pélvico_masc_FINAL-300x272.png" alt="" width="300" height="272" /> Além de sustentar importantes órgãos, o assoalho pélvico está diretamente ligado ao desempenho sexual eficaz, tanto no homem quanto na mulher[/caption]

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Conforme explica a professora do Departamento de Fisioterapia e Reabilitação do Centro de Ciências da Saúde da UFSM, Melissa Braz, os músculos do assoalho pélvico são os mesmos no homem e na mulher, mas diferem em sua estrutura, já que no homem estes músculos passam por todo o comprimento do pênis e, portanto, são maiores. Nas mulheres, a função destes músculos depende muito dos hormônios femininos, principalmente do estrogênio. Assim, no climatério - fase de transição entre o período fértil e a menopausa - e também durante a menopausa esta função tende a se debilitar, estando associada a problemas como incontinência urinária, fecal e anal, disfunções sexuais e prolapsos dos órgãos pélvicos. De modo semelhante, a andropausa, que é masculina, também causa o enfraquecimento da musculatura, mas de modo menos agressivo.

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Quando o assoalho pélvico está fraco ou lesionado, não consegue se contrair suficientemente sobre estes canais. O resultado pode ser incontinência de urina, gases ou fezes, disfunções sexuais e disfunção erétil. Em contrapartida, a contração exagerada ou inconsciente da musculatura pode causar retenção urinária, dor sexual, ejaculação precoce e constipação. Todas as situações que aumentam a pressão intra-abdominal como tossir, espirrar, rir, levantar objetos pesados, praticar esportes - principalmente musculação - sobrecarregam a musculatura do assoalho pélvico. Como qualquer outro músculo do corpo, além de sofrer com o envelhecimento, se a musculatura não está forte o suficiente para responder a estes esforços, ela pode ir acumulando lesões e enfraquecendo progressivamente. Nas mulheres, o risco do assoalho pélvico enfraquecer é ainda maior, uma vez que sustenta normalmente uma carga de 10 a 20 quilos a mais na gravidez.

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Exercitar constantemente a musculatura, além de evitar o enfraquecimento e com ele todos os transtornos citados, melhora ainda a irrigação sanguínea e favorece as condições necessárias a uma ereção e um orgasmo eficaz. “Quando os músculos que circundam a vagina estão fortes, ajudam na sua constrição, tornando o canal vaginal “mais apertado”, proporcionando mais prazer para a mulher e seu parceiro na relação sexual. Nos homens, a função destes músculos está envolvida com a qualidade e o tempo de ereção. Sua disfunção pode estar relacionada à disfunção erétil e à ejaculação precoce”, explica a professora.

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Com o objetivo de propiciar um espaço de orientação e realização destes exercícios - a fim de prevenir e tratar as disfunções dos músculos do assoalho pélvico -, a professora Melissa Braz lançou, no início deste ano, uma oficina. A cada semana, ela e um grupo de alunos do curso de Fisioterapia da UFSM - incluindo a acadêmica responsável pelo projeto, Fabiane Madruga Odorico -  se encontram no prédio 26D do Centro de Ciências da Saúde para difundir os conhecimentos. “Os exercícios para os músculos do assoalho pélvico não são uma prática comum e muitas mulheres têm dúvidas sobre como realizá-los e, até mesmo, de conversar sobre suas disfunções, já que estes temas ainda são considerados tabus em nossa sociedade”, relata Melissa.

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Confira abaixo alguns exercícios:

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* <em>Como em qualquer outro exercício muscular, é necessário persistência e precisão nos movimentos, sendo importante o monitoramento inicial por um fisioterapeuta especialista. Se realizados de maneira incorreta podem dar resultados inversos.</em>

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Repórter: Tainara Liesenfeld

Infográfico: Giana Bonilla

Fotografia: Rafael Happke]]></content:encoded>
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