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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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				<title>Educação popular como alternativa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/educacao-popular-como-alternativa</link>
				<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 13:38:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[cursinho alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[cursinho popular]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista impressa]]></category>

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						<description><![CDATA[Há 21 anos, cursinho popular da UFSM democratiza o acesso dos santa-marienses ao ensino superior]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>As noites no prédio da Antiga Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no centro da cidade, têm um movimento diferente – não só de alunos universitários, mas de quem ainda quer chegar lá. Nos corredores do 6o andar, as expectativas e dúvidas sobre a temida prova do Enem e a faculdade são as mesmas, do jovem de 18 que está no ensino médio à senhora de 60 que decidiu voltar a estudar.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Capa_Extenda-1024x668.png" alt="Ilustração horizontal e colorida de uma roda de pessoas sentadas em cadeiras verde água. Na frente de algumas, há mesas escolares. São nove pessoas: seis mulheres e três homens, quatro pessoas brancas e cinco pessoas negras. Em duas carteiras, há cadernos abertos e xícaras com líquido preto fumegante. Em uma cadeira há outra ficará com líquido preto fumegante, ao lado de uma mulher branca de óculos preto, cabelos castanhos claros, que está com a boca aberta e uma mão levantada; veste camiseta preta e calça azul. Uma mulher, de costas no canto inferior direito, está com uma caneta preta sobre o caderno. Há duas mochilas cinzas e uma vermelha perto de cadeiras ou pendurada em cadeiras. A roda de pessoas está em primeiro plano. Em segundo plano, quadro escolar verde escuro azinzentado e com moldura de madeira clara. O quadro é retangular, horizontal e comprido. No fundo, parede bege." loading="lazy" />														
		<p>Desde 7 de março de 2000, o Pré-Universitário Popular Alternativa democratiza o acesso ao ensino superior de pessoas sem condições financeiras para pagar um cursinho particular. Até hoje, mais de 3 mil vagas já foram abertas. Além disso, possibilita que acadêmicos de graduação e pós-graduação da UFSM e de outras instituições ganhem experiência em sala de aula, como educadores.</p><p> </p><p>O projeto é vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, que abriga o cursinho e cuida do financeiro. Já o Laboratório de Metodologia de Ensino (Lamen), órgão do Centro de Educação, orienta a parte político-pedagógica. Na coordenação executiva, responsável por gerir o espaço físico, os educandos e educadores, estão alunos bolsistas da UFSM e voluntários.</p><p> </p><p><br />“É um lugar acolhedor, onde você não só recebe conteúdo, mas compartilha conhecimentos e troca experiências com pessoas que estão na faculdade, o que é muito positivo para estarmos preparados”, diz Vinicius dos Santos Borges, que foi aluno do Alternativa, passou no Enem e hoje cursa Engenharia Florestal na UFSM – seu sonho.</p><p> </p><p>Fui professora de redação do Vinicius na segunda passagem dele pelo cursinho, em 2019. Na turma, o olhar crítico e as experiências de vida, que muitos compartilhavam, davam rumo aos debates sobre temas atuais –como trabalho informal, situação indígena e saúde mental – que depois virariam redações. As correções, ao longo do ano, diminuíam. As notas aumentavam. E era visível o orgulho deles com a própria evolução.</p><p> </p><p>O projeto, pautado pela educação popular, também oferece atividades extracurriculares e formações pedagógicas para educandos e educadores. A equipe de biologia, por exemplo, fazia o Sábado da Biologia, com aulas práticas nos laboratórios da UFSM. Em 2020, com aulas a distância devido à pandemia do coronavírus, encontros online abordaram educação sexual e desastres ambientais.</p><p> </p><p>Atualmente, 120 novos alunos ingressam por ano, selecionados de acordo com critérios socioeconômicos. Cerca de 50 chegam até o final. Muitos acabam desistindo porque precisam procurar emprego, ajudar financeiramente em casa ou não têm dinheiro para a passagem de ônibus. “Nossa principal dificuldade continua sendo a evasão ao longo do período letivo”, diz Júlia Bolzan Cardoso, uma das coordenadoras do pré-universitário.</p><p> </p><p>Para Vinicius, o cursinho representa exatamente o que está em seu nome: a alternativa para os santa-marienses que não têm condições de pagar um cursinho particular. “Cada um que faz parte do projeto faz por que ama, pois são todos voluntários. Muitos ex-alunos que foram beneficiados voltam como professores para fazer a sua parte em retribuição e gratidão”, diz o ex-aluno. </p><p> </p><p>Depois do Enem 2019, recebi mensagens de alguns alunos felizes com o desempenho na prova e na redação. Não havíamos debatido em aula sobre o tema daquele ano, o acesso ao cinema, mas eles sabiam o que fazer. E essa é a essência da educação popular: acolher, preparar e abrir caminhos. Vida longa ao Alternativa!</p><strong><em>Expediente: </em></strong>
<em><strong>Reportagem:</strong> Andressa Motter (jornalista formada pela UFSM que foi professora de redação no Alternativa em 2018);</em>
<em><strong>Ilustração e diagramação:</strong> Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial..</em>
<em>Conteúdo produzido para a 12ª edição da Revista Arco (Dezembro 2021)</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A extensão da UFSM pelo Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/extensao-brasil</link>
				<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 13:37:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[destaque_ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[extensão brasil]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[Conheça 9 projetos da universidade que atuam fora do Rio Grande do Sul]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="662" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/mapa-de-extensao-1024x662.gif" alt="" loading="lazy" />														
		<p>A extensão universitária visa fortalecer a relação entre a comunidade acadêmica e a sociedade, de modo a proporcionar conhecimento e gerar soluções inovadoras para a população. De acordo com o Pró-Reitor de Extensão da UFSM, Flavi Ferreira Lisboa Filho, a universidade cumpre o seu papel por meio do ensino e da pesquisa, mas é através da extensão que o vínculo com a sociedade é consolidado. A UFSM possui cerca de 1100 ações de extensão que atuam em diferentes cidades e estados do Brasil, além de outros cinco países, de acordo com o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/mapa/">Mapa da Extensão.</a> </p><p>De acordo com o portal de projetos institucionais, 22 iniciativas de extensão da UFSM têm atuação fora do Rio Grande do Sul, contemplando 14 estados brasileiros. Apesar de representarem apenas 2% das ações extensionistas da universidade, tais projetos são de grande importância para o aperfeiçoamento, a qualificação e a representação da universidade no contexto nacional. Segundo Flavi, essas ações contribuem também para o <a style="font-size: 1rem;background-color: #ffffff" href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/pdi/">Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSM</a> (PDI 2016-2026), no qual foram definidos sete desafios para o desenvolvimento humano, científico, cultural e tecnológico. Esses desafios são grandes eixos temáticos que definem os objetivos estratégicos da universidade pelos próximos 10 anos. </p><p>“No plano de desenvolvimento institucional da UFSM, nós encontramos no Desafio 6 o desenvolvimento nacional, regional e local. Embora a maior parte das ações da universidade se concentrem no âmbito regional e local em todos os seus campi, esse percentual das ações que acontecem fora do Rio Grande do Sul, sem dúvida alguma, contribuem também para que nós avancemos no desenvolvimento na instância nacional”, afirma Flavi. </p><p>Confira a seguir uma lista de <b>nove projetos de extensão</b> universitária da UFSM, selecionados pela Arco, que ultrapassam as fronteiras gaúchas.</p>		
												<img width="400" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/1-extensao.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>1.Melipolinicultura: uma forma de valorizar a família do campo da região central do Rio Grande do Sul e da Baixada Maranhense</b></p><p><b>Estado</b>: Maranhão</p><p><b>Área</b>: Ciência e Tecnologia de Alimentos</p><p><b>Coordenador: </b>Mari Silvia Rodrigues de Oliveira</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A polinização é um serviço ecossistêmico essencial. Tendo isso em vista, essa ação da UFSM busca valorizar a produção de mel e os produtores da região Central do Rio Grande do Sul e da Baixada Maranhense, bem como fazer a manutenção de espécies de abelhas nativas do Brasil. Nos dois estados, embora com profundas diferenças no bioma, existem desafios, oportunidades e problemas semelhantes no contexto da agricultura familiar que justificam essa parceria.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O projeto irá compartilhar seus resultados através de um livro com o objetivo de demonstrar a importância da produção de mel para o contexto socioeconômico e ambiental, assim como ensinar os melipolinicultores a reconhecerem características  físico-químicas e de origem floral dos seus méis. O livro também irá ensinar aos produtores de mel características e cálculos para interpretar melhor as paisagens ao seu redor e poderem planejar melhorias na criação das abelhas.</p>		
												<img width="400" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/2.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>2. Adote uma lesão: um projeto interdisciplinar de atenção em saúde</b> </p><p><b>Estado:</b>  Ceará</p><p><b>Área: </b>Ciências da Saúde</p><p><b>Coordenador: </b>Neida Luiza Kaspary Pellenz</p><p>A pele é o maior órgão do corpo humano e lesões nela podem dificultar atividades básicas do dia a dia, como a locomoção e a convivência. O projeto de extensão “Adote uma lesão”, do curso de Enfermagem da UFSM de Palmeira das Missões, procura intervir na prevenção e tratamento de lesões de pele por meio de capacitações a profissionais da área da saúde e à comunidade em geral.</p><p>Algumas lesões podem atingir não apenas a pele em uma ou mais camadas, mas também tecido muscular, tendões, nervos e ossos. Dessa maneira, saber avaliar a lesão é um fator determinante para definir o tratamento. Assim, o projeto busca capacitar graduandos da área da saúde a partir de materiais, aulas e seminários que envolvem  estudantes de diferentes estados brasileiros, como do Ceará. Além disso, a ideia é que, em um segundo momento, esses estudantes propaguem o conhecimento, juntamente com professores, em instituições asilares, bem como a pacientes e cuidadores que tiverem interesse.</p>		
												<img width="400" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/3.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>3. Encontros sobre Pedagogia do Piano</b></p><p><b>Estados: </b>Rio Grande do Norte e Santa Catarina</p><p><b>Área: </b>Música</p><p><b>Coordenador: </b>Claudia Fernanda Deltregia</p><p>O "Encontros sobre Pedagogia do Piano” acontece desde 2012 e realiza um evento bianual com uma série de ações – oficinas de piano voltadas para crianças, recitais e eventos, todos com a finalidade de dar suporte à promoção de atividades voltadas à formação de professores de piano. O projeto procura melhorar o ensino do piano no Brasil e solidificar sua área pedagógica, bem como proporcionar oportunidades de aprendizado acessíveis financeiramente.</p><p>A intenção é que, através de parcerias interinstitucionais, se consolide como um evento de alcance nacional. Em 2017, o projeto teve uma edição realizada em Natal, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, abordando diversas temáticas relacionadas à área. Em 2019, a UFSM se uniu à Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Universidade Federal do Piauí ( UFPI) e a Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ) para realizar o 5º Encontro Internacional sobre Pedagogia do Piano em Florianópolis.</p>		
												<img width="400" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/4.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">4. Calagem e adubação de culturas anuais, frutíferas e arbóreas </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Estado: Pernambuco</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Área: Ciências Rurais</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Coordenador: Gustavo Brunetto</p><p>No Brasil, especialmente na região sul, os solos para cultivos anuais e de plantas frutíferas e arbóreas são ácidos e têm baixa disponibilidade de nutrientes, o que justifica a necessidade de calagem (aplicação de calcário no solo para corrigir o ph e a acidez) e adubação. Visto isso, o projeto tem como objetivo avaliar, através de análises laboratoriais, o efeito desses procedimentos no crescimento e na produtividade de várias plantações. </p><p>A ação visa ajudar a cadeia produtiva de plantações anuais, frutíferas e arbóreas a produzir mais, com mais qualidade e gerando o menor risco ambiental. Além disso, ocorre a divulgação dos resultados por meio de publicações e do desenvolvimento de eventos específicos, no ano passado foi publicado o livro “<a href="http://gepaces.com.br/index.php/pt-br/publicacoes/livro">Atualização sobre Calagem e Adubação em Frutíferas'</a>'.  Outro aspecto é o ato de estreitar os laços entre a UFSM e outras instituições públicas ou privadas e agricultores que queiram utilizar-se do conhecimento gerado pela pesquisa científica para melhorar a produção. A proposta atua em nove cidades do Brasil, entre elas Petrolina (PE), Florianópolis(SC) e Curitiba (PR).</p>		
												<img width="400" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/5.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>5. Termo de execução descentralizada entre INCRA e UFSM para tutoria do SIGRA no programa de ATES/ATER em assentamentos da reforma agrária</b></p><p><b>Estado: </b>Todos os estados brasileiros</p><p><b>Área: </b>Extensão Rural e Educação Agrícola</p><p><b>Coordenador: </b>Pedro Selvino Neumann<b> </b></p><p>O projeto apresentado pelo Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar e pelo Programa de Pós-Graduação e Extensão Rural da UFSM busca desenvolver, manter e aperfeiçoar um sistema proposto pela Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do governo federal. A ATER  é uma política que atua no cotidiano dos agricultores, construindo com eles soluções tecnológicas e organizativas para o seu trabalho, visando melhorar a renda e a qualidade de vida das famílias rurais, por meio do aperfeiçoamento dos sistemas de produção.</p><p>Essa ação da universidade atua na manutenção do Sistema Integrado de Gestão Rural da ATER (SIGRA) para os assentamentos de Reforma Agrária em todos estados do Brasil. O coordenador Pedro Neumann exemplifica a atuação: "nos últimos dois meses, o projeto teve agendas de capacitação presenciais em Goiás, Maranhão, Distrito Federal, Tocantins,  Pará, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso,  Mato Grosso do Sul, Roraima e Piauí". O SIGRA fornece, a partir de uma base de dados, um conjunto de informações que retrata de maneira precisa a realidade das famílias assentadas e seus aspectos produtivos, sociais e ambientais, com o objetivo de auxiliar as políticas públicas voltadas para esse setor. </p>		
												<img width="400" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/6.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>6. Plataforma Digital para o Mapeamento e Análise de Tecnologias Espaciais Brasileiras da Agência Espacial Brasileira</b></p><p><b>Estado: </b>Distrito Federal</p><p><b>Área: </b>Sistemas de Informação</p><p><b>Coordenador: </b>Marcelo Serrano Zanetti</p><p>Um desafio do setor espacial nacional é o desenvolvimento de técnicas de gestão da área espacial, visto que os processos tecnológicos desse setor são grandes e complexos. Pensando nisso, a UFSM firmou uma parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, com o objetivo de desenvolver um sistema de informação para o mapeamento de tecnologias espaciais nacionais (MAPTEC). </p><p>A ação se propõe a apoiar a AEB por meio do desenvolvimento de uma plataforma digital flexível, eficiente e adaptável à quantidade de usuários. O projeto também conta com a apresentação de relatórios semestrais dos trabalhos na sede da AEB em Brasília. Segundo a<a href="https://www.gov.br/aeb/pt-br/assuntos/noticias/tecnologias-espaciais-nacionais-maptec"> AEB</a>, o projeto MAPTEC e a colaboração com a UFSM abrirão também oportunidades para cooperar na área de gestão da informação. Por meio do projeto, será possível levantar, de forma detalhada e sistemática, o “patrimônio tecnológico espacial” já desenvolvido no Brasil para se traçarem novas rotas no futuro. </p>		
												<img width="400" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/7.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>7. Ciclos formativos de professores online: promoção de diálogos sobre educação</b></p><p><b>Estado: </b>Rio de Janeiro</p><p><b>Área: </b>Educação</p><p><b>Coordenador: </b>Keiciane Canabarro Drehmer Marques</p><p>A iniciativa do projeto “Ciclos formativos de professores online” surgiu durante o período de suspensão das aulas presenciais devido ao quadro de pandemia causado pela Covid-19. O projeto tem como finalidade ampliar espaços de discussões sobre temas como educação e ensino. Para isso, são ministrados diálogos online por meio do canal <a href="https://www.youtube.com/channel/UCFH79rnc0qQcQu18zvLPlRQ">“Educação em Ciências”</a>, disponível no YouTube.</p><p>A ideia do projeto partiu do programa de Pós-Graduação Educação em Ciências, composto por quatro instituições: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fundação Universidade Federal de Rio Grande (FURG), Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e a UFSM. O projeto repercutiu com boa aceitação e participação de discentes, de estudantes de graduação, de pós-graduação e de professores da Educação Básica e Superior de diferentes regiões do país. A sua atuação é aplicada em diferentes estados brasileiros, como no Rio de Janeiro e em São Paulo. </p>		
												<img width="400" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/8.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">8. Elaboração de Projeto de Reposição Florestal na Bacia do Rio Ibicuí com objetivo de recuperação de áreas degradadas e plantio de mudas de árvores nativas. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Estado: São Paulo</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Área: Engenharia Florestal</p><p>Coordenador: Maisa Pimentel Martins Corder.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Rio Ibicuí cruza o bioma dos Pampas, nos Campos Sulinos, sendo responsável pelo abastecimento de água de milhares de pessoas no sul do país. No entanto,  nessa região ocorrem gravíssimos problemas como assoreamento do rio (processo no qual o leito de um rio ou lago se eleva em função do acúmulo de sedimentos e detritos levados para dentro dele) e desertificação nas margens, pois as matas ciliares são completamente ausentes ou má conservadas. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com a finalidade de conservar e restaurar as margens do rio, o projeto irá produzir 100 mil mudas originárias de dez espécies nativas da Mata Atlântica. A seleção de árvores e coleta de sementes serão realizadas em áreas de ocorrência do bioma, dessa forma a ação irá atuar também em cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais. </p>		
												<img width="400" height="400" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/08/9.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p><b>9. Temas Emergentes e Ensino Híbrido para Educação Básica </b></p><p><b>Estado: </b>Santa Catarina</p><p><b>Área: </b>Educação</p><p><b>Coordenador: </b>Liziany Muller Medeiros<b> </b></p><p>Devido à pandemia da Covid-19, o Conselho Nacional de Educação autorizou o ensino remoto no Brasil até o final de 2021. A partir disso, as secretarias de educação buscaram várias estratégias para garantir a continuidade da aprendizagem dos estudantes, surgindo, assim, interesse pelo ensino híbrido.</p><p>Foi assim que surgiu a ideia do projeto “Temas Emergentes e Ensino Híbrido para Educação Básica”. A ação tem como objetivo desenvolver estratégias para a oferta de um ensino democrático na educação básica, assegurar o direito à aprendizagem de qualidade no ensino híbrido, diminuir a evasão escolar e formar estudantes mais autônomos. No canal do Youtube<a href="https://www.youtube.com/channel/UCsLwe9HMnt27tSmMHXsUPzQ"> “Capacitação Digital UFSM”</a> é feita a oferta de cursos para professores e para a comunidade escolar da educação básica pertencentes às 39 Secretarias Municipais de Educação dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. </p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><i><strong>Repórter</strong>: </i><i>Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Ilustrador</strong>: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><i><strong>Mídia Social</strong>:</i> <i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</i></p><p><i><b>Edição de Produção</b>: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><b>Edição Geral</b>: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Uma pausa na distância</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/projeto-inspira</link>
				<pubDate>Mon, 05 Jul 2021 13:40:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres em privação de liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[ODH]]></category>
		<category><![CDATA[privação de liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[projeto inspira]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=6393</guid>
						<description><![CDATA[O projeto Inspira reúne mães em privação de liberdade e filhos para tarde de atividades ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/extenda_capa_site-1024x669.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<h2>O projeto Inspira reúne mães em privação de liberdade e filhos para tarde de atividades </h2><p>“Logo, juntos novamente”. Essa frase aparece acompanhada de corações com as iniciais de mãe e filho que participaram do encontro do mês das mães do Projeto Inspira. A esperança de estarem lado a lado em breve é um sentimento recorrente entre mães em privação de liberdade e filhos. O projeto é uma parceira entre a Polícia Federal (PF), a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).&nbsp;</p>
<p>O cantinho da beleza oferece cortes de cabelo para os filhos das detentas. Os participantes do projeto brincam com as crianças, jogam bola, pulam corda e fornecem outros brinquedos. Os colchonetes dispostos no chão servem não apenas para sentar confortavelmente, mas também para serem abrigo do abraço de quem não se vê há muito tempo.</p>
<p>Os encontros ocorrem três vezes por ano, próximo ao Dia das Mães, Dia das Crianças e Natal. Os dois primeiros acontecem na sede de treinamento da Polícia Federal, já o último do ano é no Presídio Municipal de Santa Maria. Cerca de 15 mulheres são retiradas da penitenciária e acompanhadas pelos agentes do local. A PF realiza o transporte das crianças até a sede. O número de participantes é limitado, pois exige pagamento de hora extra para os agentes e as mulheres que participam são escolhidas de acordo com parâmetros internos. No evento de fim de ano não há auxílio de transporte, as crianças são levadas ao presídio pelos seus responsáveis.</p>
<p>Os cursos da UFSM também contribuem com o projeto. Uma equipe de Odontologia ensina técnicas de escovação e profilaxia dentária. Os acadêmicos de Dança e Educação Física também já realizaram atividades nos encontros. O HUSM participa com a realização de vacinação e, mais recentemente, com atendimento oftalmológico.&nbsp;</p>
<p>O primeiro Inspira de 2019 também contou com alunos do curso de Serviço Social e com cobertura jornalística do HUSM. As atividades entre mães e filhos não são pré-programadas para que eles possam protagonizar o encontro.</p>
<p>As professoras Graziela Escandiel e Márcia Paixão, do curso de Pedagogia, participam do projeto Inspira desde o início e pesquisam sobre sistema prisional, vulnerabilidade, mulheres e filhos. Graziela enfatiza: “Esses envolvimentos não podem passar assim.&nbsp;</p>
<p>A gente brinca com as crianças, ajuda com que eles fiquem bem naquele dia. Pensamos que podemos fazer mais do que isso, participar de outra forma disso que não seja só pontualmente no evento”. O projeto pretende se aprofundar nas temáticas e promover oficinas na Universidade e nas escolas. “As pessoas não conversam sobre prisão”, afirma Márcia.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>A ex-detenta Katiuscia Machado, que participou do Inspira desde a primeira edição, mãe de uma criança de 12 anos, comenta que se sentia muito feliz quando estava próximo da data porque veria seu filho. “Minha mãe só deixava eu vê-lo em dias de inspira porque ele não gostava de passar pelos procedimentos que a casa exigia”. Ela define o reencontro como “o dia meu e dele mais feliz”.&nbsp;</p>
<p>O Inspira é um convênio com o auxílio da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM (PRE) e do&nbsp;<a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/observatorio-de-direitos-humanos/" target="_blank" rel="noopener">Observatório de Direitos Humanos (ODH)</a>&nbsp;e possui esse nome por ser um momento de “inspiração”, para respirar fundo e manter-se firme. A integrante do ODH, Jaciele Sell, comenta sobre uma criança de três anos que foi beneficiada pelo projeto do container oftalmológico e agora usa um óculos colorido. “Ele ganhou do projeto do container de trás do HUSM. Provavelmente iria demorar mais para perceber que ele tinha problema oftalmológico, mas, no Inspira, foi o momento de diagnosticar”. Quando alguma disfunção odontológica ou oftalmológica é detectada, as crianças passam a ter acompanhamento dos profissionais de saúde da UFSM.&nbsp;</p>
<p>A assistente social da Susepe, Rosaura Freitas, comenta que o projeto é bastante divulgado pelo site da Polícia Federal e que isso gerou uma rede de continuidade. Por conta disso, a PF de Santa Cruz do Sul resolveu fazer sua versão do Inspira.&nbsp;</p>
<p></p><p><em><strong>Reportagem</strong>: Mirella Joels</em></p><p><em><strong>Ilustração</strong>: Yasmin Faccin</em></p><p><em><b>Edição</b>: Maurício Dias</em></p><p><i>*Matéria publicada na</i><i> </i><a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/11__edi__o"><i>11ª edição</i></a><i> </i><i>impressa da revista Arco.</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>A sala de aula é o Brasil</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-sala-de-aula-e-o-brasil</link>
				<pubDate>Mon, 08 Sep 2014 14:37:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[casa ecológica]]></category>
		<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[operação portal amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[projeto rodon]]></category>

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						<description><![CDATA[Universitários de diversas localidades e áreas de ensino são conectados através do projeto Rondon]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <div id="container_dados">
<div class="texto_noticia">
<p><img class="wp-image-1537 alignleft" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/4ª-edição-5-sociedade-sala-de-aula-brasil-v1-300x196.png" alt="" width="450" height="294" />Buscar soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes do país é o objetivo do Projeto Rondon, criado em 1967 pelo Governo Federal. O projeto envolve a participação de professores e estudantes universitários voluntários, que têm o compromisso de produzir projetos coletivos e realizar ações que capacitem multiplicadores e colaborem para o bem-estar da população.</p>
<p>Entretanto, o benefício não é apenas daqueles que recebem as equipes em suas cidades, mas principalmente dos que participam das operações. O lema do projeto, “Lição de vida e de cidadania”, reforça um dos maiores legados do Rondon: a experiência da prática cidadã e de responsabilidade social. Além de contribuir para a própria formação acadêmica, o projeto permite aos universitários conhecer e vivenciar diferentes realidades e culturas.</p>
<p>Este ano, a UFSM participou da Operação Portal da Amazônia, realizada entre os dias 25 de janeiro e 10 de fevereiro. A operação contou com 339 rondonistas de 34 instituições de ensino superior, distribuídos em 17 municípios, nos estados do Maranhão e Tocantins. A equipe da UFSM realizou suas atividades em Senador La Rocque, município localizado na região oeste do Maranhão. O grupo, liderado pelos professores Fernando do Nascimento Lock e Ubiratan Tupinambá da Costa, trabalhou nas áreas de Comunicação, Meio Ambiente, Trabalho e Tecnologia e Produção.</p>
<p>Uma das participantes das oficinas do Rondon foi a professora de matemática Márcia Oliveira Castro, que elogiou a iniciativa: “Foi uma experiência gratificante, que trouxe ideias significativas e informações que serão úteis não só na minha sala de aula, mas no meu dia a dia.”</p>
<strong>COMUNICAÇÃO</strong>
<p>A equipe de Comunicação foi responsável pela divulgação do projeto na cidade. Para isso, produziu materiais informativos e visitou os veículos de comunicação do município e região, inclusive os comunitários. Também foram ministradas oficinas para incentivar a prática de parcerias para grupos comunitários, campanhas de valorização da cidade e rádios comunitárias.</p>
<p><strong>MEIO AMBIENTE</strong></p>
<p>Pensando na prática sustentável, estudantes de Engenharia Florestal da UFSM ensinaram os moradores do município a implantar uma horta comunitária, além de demonstrar a prática da compostagem, feita com materiais como cascas de frutas e de ovos e resto de alimentos. Outras atividades relacionadas ao meio ambiente foram as oficinas sobre reciclagem e saneamento básico, um dos maiores problemas da região.</p>
<p><strong>TRABALHO</strong></p>
<p><span style="font-size: inherit">Estudantes dos cursos de Engenharia de Produção e Ciências Contábeis foram os responsáveis pelas oficinas de Informática, em que os participantes puderam ver, na prática, como trabalhar em funções básicas do computador, como edição de texto, planilha eletrônica e apresentador de slides. A dupla também ministrou oficinas sobre orçamento familiar e empresarial, custo e formação de preço e associativismo e cooperativismo.</span></p>
<p><strong>TECNOLOGIA E PRODUÇÃO</strong></p>
<p><span style="font-size: inherit">Acadêmicas dos cursos de Zootecnia e Medicina Veterinária ministraram oficinas relacionadas à produção de gado de leite e corte, boas práticas de fabricação, e doenças transmitidas por alimentos. Além disso, com a ajuda de toda a equipe, realizaram a demonstração de uma nova prática para a construção de casas ecológicas, bastante presentes na região, que utilizou telas de bioconstrução, em vez da técnica de pau a pique.</span></p>
</div>
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<div class="texto_noticia">
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<div class="texto_rodape"><em><strong>Repórter</strong>: Daniela Huberty</em></div>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->]]></content:encoded>
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				<title>A arte de fazer sorrir</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-arte-de-fazer-sorrir</link>
				<pubDate>Sun, 07 Jul 2013 17:23:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[câncer infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[HUSM]]></category>
		<category><![CDATA[turma do ique]]></category>

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						<description><![CDATA[Com a Turma do Ique, a vida de quem tem câncer infantil se torna um pouco menos difícil. Além de parte do tratamento contra a doença, o projeto oferece dias mais coloridos a essas crianças]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <div class="titulo_comum">
<div id="container_dados">
<div class="texto_noticia">

“Ao entrar aqui, nós queríamos que as crianças experimentassem a mesma sensação de entrar no circo”. Coordenador do projeto de extensão Turma do Ique, o médico cancerologista Waldir Pereira define dessa maneira a ideia do centro de convivência que atende crianças e adolescentes que chegam até o Hospital Universitário de Santa Maria, o HUSM, e recebem o difícil diagnóstico de câncer infantil.

Foi diante das dificuldades enfrentadas por essas crianças e suas famílias que a farmacêutica Íria Farias e outros funcionários do Serviço de Hematologia-Oncologia do HUSM fundaram a Turma do Ique, em 1986. Segundo Waldir, a intenção era criar um ambiente de alegria, proporcionando atividades lúdicas às crianças em tratamento.

A Turma do Ique funcionou em diferentes locais do HUSM até dezembro de 2007, quando ganhou um centro de convivência no Campus da UFSM. As internações e o tratamento quimioterápico são feitos no Centro de Tratamento da Criança e do Adolescente com Câncer (CTCriaC), localizado no HUSM. Já na Turma do Ique, além das consultas de acompanhamento de evolução do tratamento, as crianças e suas famílias participam gratuitamente de atividades assistenciais, lúdicas e educacionais.

Além dos médicos, enfermeiros e funcionários, a Turma do Ique conta com uma ajuda sem a qual o circo não se manteria em pé: os voluntários. Noemi Kozorski Neves, farmacêutica aposentada, desde 2008 ajuda nas mais diversas atividades do projeto. Ela é uma das responsáveis por reativar a Biblioteca do Ique. “Eu estou aqui por eles, mas isso me faz um bem enorme”, conta a voluntária, enquanto recorta gravuras para as crianças pintarem. Além de Noemi, em torno de 65 pessoas compõem o quadro de voluntários.

Antes ou depois das consultas médicas, as crianças têm a chance de viajar em um mundo paralelo à doença. Ao frequentar a biblioteca, repleta de livros, mesas e cadeiras para leitura, elas podem vivenciar o universo da fantasia. Ou então, ao ficarem na parte térrea, rodeadas por cores, brinquedos e escorregadores, elas têm um espaço onde a regra é apenas uma: brincar.
<h3><strong>Rodeadas por cores, brinquedos e escorregadores, </strong><strong>as crianças têm um espaço onde a regra é apenas uma: brincar</strong></h3>
<strong> </strong>Maurício Muller Brizolin, de quatro anos, é um dos pequenos que sobe e desce dos brinquedos do Ique sem parar. Em janeiro deste ano, Maurício recebeu o diagnóstico de câncer infantil e ficou 45 dias internado no HUSM. Após a internação, agora Maurício é acompanhado pela mãe, Jaqueline Muller Faria, quatro vezes por semana para as consultas na Turma do Ique. Enquanto as crianças se distraem no espaço lúdico, as mães dividem experiências sobre o período que estão atravessando. Segundo Jaqueline, o apoio das outras mães foi fundamental para ela enfrentar as dificuldades junto com o filho.

Festas de Páscoa, Dia das Crianças e Natal são mais alegres para as crianças, também, graças às doações que mantêm a Turma do Ique. São dias em que os voluntários se multiplicam, a casa fica cheia e as crianças, mais alegres. O espaço de mil e cem metros quadrados onde essas crianças lutam contra o câncer é o mesmo onde elas se divertem. É onde aprendem a ser crianças. Aprendem que, apesar da luta diária, não se pode deixar de sorrir.

<img class="alignnone wp-image-1509 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/08/1-Edicao_Sociedade_A-Arte-de-Fazer-Sorrir.jpg" alt="" width="808" height="528" />
<div id="parent"></div>
</div>
</div>
<div class="texto_rodape"><em><strong>Repórter</strong>: Natascha Carvalho</em></div>
<div class="texto_rodape"><em><strong>Fotografia</strong>: Natascha Carvalho</em></div>
</div>]]></content:encoded>
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