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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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				<title>Se as abelhas forem extintas, o mundo acaba?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/se-as-abelhas-forem-extintas-o-mundo-acaba</link>
				<pubDate>Fri, 15 Jul 2022 13:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
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						<description><![CDATA[Cerca de 90% das plantas com flores dependem total ou parcialmente da polinização animal]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ferrão, zumbido, picadas dolorosas e mel. Essas são algumas das coisas que nos vêm à cabeça quando pensamos em abelhas. Mas nem toda abelha ferroa - várias delas são inofensivas, como é o caso dos meliponíneos - e a função delas vai muito além da produção do mel. Esses insetos são muito importantes para as plantas.</p><p><br />De acordo com a professora Márcia d’Avila, do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria, do campus de Frederico Westphalen (UFSM - FW), as abelhas têm uma relação íntima com as flores. “Podemos dizer que 90% das plantas precisam de um agente externo para fazer a polinização cruzada, e, somente com a polinização, vai haver a produção de frutos e de sementes”. Segundo d’Avila, já foram feitos vários experimentos que comparam a polinização da abelha com a polinização humana/manual, e chegou-se à conclusão que as abelhas são muito mais eficientes.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/Abelhas_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de uma abelha sobre uma flor amarela. A fotografia está em plano fechado e macro. A flor tem pétalas pequenas, finas e alongadas, em grande quantidade. O miolo tem folhas menores na direção vertical. O caule é verde e fino e está em desfoque. A abelha tem cabeça com pelos marrons, olhos em formato oval e na cor preta; o corpo dela é alongado e tem listras amarelo escuras e pretas; a parte final do corpo é preto e pontudo; as pernas são finas e tem uma dobra em ângulo de 90 graus, na qual está presa uma bolota de pólen, na cor amarelo alaranjado. As asas são pequenas e transparentes, com bordas marrons. O fundo é preto e desfocado." loading="lazy" />														
		<p>Isso porque esses insetos têm todo o corpo adaptado para a polinização. Elas têm uma “tremidinha” no corpo que faz com que o grão de pólen entre e se acomode no aparelho reprodutor da planta de forma mais eficiente, o que resulta em maior produção de frutos e com mais qualidade.</p>		
												<img width="480" height="270" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/giphy-downsized-large.gif" alt="Descrição de imagens: gif de uma abelha, em detalhe, sobre a pétala de uma flor amarela. A abelha é amarela e preta e tem as asas amarekadas; ela tem olhos redondos, pequenos e na cor preta; o movimento do gif está na bunda da abelha, que faz um movimento de &#039;tremida&#039; para cima e para baixo, de maneira sutil." loading="lazy" />														
			<h3>Menos plantas, menos abelhas</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Assim como as abelhas são extremamente importantes para as plantas, <strong>as flores são essenciais para a manutenção da vida das abelhas</strong>. Por isso, se ocorrer a redução da cobertura vegetal - ou seja, de plantas que as abelhas necessitam para a sua alimentação e realizar a polinização - as espécies de abelhas irão diminuir.</p><p><b id="docs-internal-guid-349985f6-7fff-12ad-a5cf-915d50247f58" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><em>“Se uma espécie de planta é extinta e esta for a principal fonte de alimento para algumas espécies de abelhas, essas abelhas serão extintas. Ou o contrário, uma determinada espécie de abelha sendo extinta, a planta que necessita exclusivamente dessa abelha para a sua polinização também acaba sendo extinta”, destaca a professora Márcia d’Avila.</em></p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como explica d’Avila, com a diminuição da flora e desses insetos, os alimentos também vão diminuir e, mesmo que os humanos tentem implementar uma polinização manual, não conseguiriam polinizar a mesma quantidade de plantas no mesmo tempo em que as abelhas fazem. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Conforme a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mais de <a href="https://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1513916/#:~:text=De%20acordo%20com%20dados%20do%20Relat%C3%B3rio%20de%20Avalia%C3%A7%C3%A3o,zang%C3%B5es%2C%20borboletas%2C%20mariposas%2C%20p%C3%A1ssaros%2C%20morcegos%20e%20outras%20esp%C3%A9cies."><u>75% das culturas que alimentam o mundo dependem de alguma forma da polinização de insetos e outros animais</u></a>, como borboletas, pássaros e morcegos. Por isso, sua ausência pode acabar com espécies como café, maçãs, amêndoas, tomates, cacau, entre outros alimentos.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com o desaparecimento da espécie e, portanto, de algumas plantas, uma gama de herbívoros, como os insetos, coelhos e veados, também passariam fome e, por consequência, seriam extintos. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Esses animais também são fonte de alimento para outros animais. Ou seja, em pouco tempo iria faltar alimento para os carnívoros do topo da cadeia alimentar, porque o alimento deles não teve alimento, que não teve planta e, assim, seria um colapso geral (nos ecossistemas)”, ressalta a professora.A professora de Engenharia Florestal destaca ainda que ocorreria um grande desequilíbrio ambiental no ciclo da água, no regime de chuvas e haveria mudanças no clima. “É um efeito cascata. As plantas e as abelhas são a base do planeta. Seria a mesma coisa que se tirasse a luz do sol: o planeta também iria entrar em colapso, porque sem a luz do sol as plantas não se desenvolvem. As plantas são a base para tudo”, destaca.</p>		
			<h3>Evite agrot´´oxicos para proteger as abelhas!</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Existem cerca de 20 mil espécies de abelhas conhecidas no mundo. No Brasil, esse número fica em torno de três mil espécies. Porém, muitas delas são extintas antes mesmo de serem descobertas. Conforme destaca a professora Márcia D’avila, <u>a<a href="https://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1401433/">s abelhas estão cada vez mais ameaçadas pela ação humana</a></u>, e os apicultores e meliponicultores sofrem com isso há bastante tempo.</p><p><b id="docs-internal-guid-2d02a5df-7fff-a0a8-4e33-20953d9b39f4" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr">Além do desmatamento, a aplicação indiscriminada de produtos químicos também contribui para a extinção desses insetos. No momento em que uma abelha de uma determinada colonização é infectada, ela leva o problema para dentro do enxame e afeta todas as outras abelhas. “Quando é aplicado pesticidas nas culturas no período de floração das plantas, as abelhas que visitarem estas flores serão afetadas”, ressalta D’avila.</p><p dir="ltr"> </p><p>De acordo com a organização não-governamental <a href="https://www.greenpeace.org/brasil/"><u>Greenpeace Brasil</u></a>,  entre dezembro de 2018 e março de 2019, <a href="https://www.greenpeace.org.br/salve-as-abelhas"><u>mais de meio bilhão de abelhas foram encontradas mortas em diversas regiões do nosso país</u>.</a> Isso porque o Brasil é um dos países que mais utilizam veneno nas plantações, via pulverização aérea e terrestre.</p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/comprovado-658x1024.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Veredito final: Se as abelhas fossem extintas, o mundo acabaria em alguns anos. De acordo com a professora Márcia d’Avila, do curso de Engenharia Florestal da UFSM - campus Frederico Westphalen, é difícil dizer com exatidão em quantos anos, mas não demoraria muito tempo. Esses insetos desempenham um papel muito importante no ecossistema e sua extinção afetaria a vida de muitos outros seres (plantas, animais e humanos).</p><p><strong><em>Expediente</em></strong></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Fotografia:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Mídia social: </strong>Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Produção de flores como forma de renda</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/producao-flores-forma-renda</link>
				<pubDate>Thu, 20 Jan 2022 14:59:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
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						<description><![CDATA[Oitava fase do projeto Flores Para Todos conta com o plantio de quatro culturas diferentes
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p> O Flores Para Todos, projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), teve início no final de 2017 com a proposta de ser uma ligação entre os conhecimentos desenvolvidos na academia e a sociedade, os agricultores e as escolas.  O projeto é uma parceria da Equipe PhenoGlad com a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) – Ascar Regional de Santa Maria. A primeira produção foi em 2018,  com  a <a style="text-decoration: none;color: #3366ff" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/producao-de-gladiolos/">cultura de gladíolos</a> como alternativa de renda para o pequeno produtor rural de municípios da região central do Estado. Atualmente, está na sua oitava fase e conta com o cultivo de gladíolos, statice, girassol de corte e dália.</p><p id="docs-internal-guid-4432374b-7fff-b328-20c5-752c9ae0b5be" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Desde o início até a fase atual, o projeto já abrangeu 157 famílias, 130 municípios, 23 escolas do campo e se fez presente em dez estados brasileiros – das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os objetivos do Flores Para Todos são a agregação de renda para os produtores, visto que em sua maioria são horticultores – produzem hortaliças e frutas – e não possuem como produto principal as flores. A introdução das espécies no campo possibilita ao trabalhador rural a não dependência de importações das plantas – o que elevaria o custo do produto para a comercialização. Além disso, as equipes do projeto auxiliam na conservação do solo e da água para gerar uma produção sustentável. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Nas escolas do campo, o Flores Para Todos tem como intuito agregar  ao currículo escolar as atividades ligadas à produção rural, o que configura uma maneira de os alunos obterem conhecimento e transferi-lo aos familiares. As flores cultivadas nas escolas não visam à comercialização, como no caso dos produtores rurais, mas sim serem objeto de estudo para os alunos - para que eles conheçam os processos de manejo e colheita. Além disso, as flores também são utilizadas como decoração em datas especiais,como em formaturas e no Dia das Mães.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:12pt;margin-bottom:12pt" id="docs-internal-guid-bdebab8a-7fff-f139-3bbb-4324b36ab1ba">Características das flores cultivadas&nbsp;</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-347b66ef-7fff-2e8c-b15b-e78c2a9c8e81" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Para Lilian Osmari Uhlmann, professora do Departamento de Fitotecnia da UFSM e coordenadora da equipe PhenoGlad do campus Santa Maria, as similaridades entre as culturas do gladíolo, da statice, do girassol de corte e da dália são: </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Cultivo a céu aberto. Não precisam de um ambiente controlado, como uma estufa;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Propagação (proliferação) e manejo fáceis;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Baixo custo de produção, pois utilizam utensílios e ferramentas que os produtores possuem na propriedade, e não precisa de custo adicional com novos instrumentos.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Ótima aceitação pelos consumidores;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Apresentam ciclos curtos. Lilian comenta que o ideal é entre setenta a noventa dias para começar a colher as flores. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A coordenadora também elencou, a pedido da Arco, características específicas do processo de produção de cada uma das flores cultivadas pelo projeto. Confira a seguir:</p>		
			<h3>Gladíolo</h3>		
									<figure>
										<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Gladiolo-1024x684.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um gladíolo rosa claro. Detalhe do cacho de clores com cinco flores. Ao fundo, em desfoque, folhagem verde." loading="lazy" />											<figcaption>Gladíolos do projeto.</figcaption>
										</figure>
												<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Gladiolo1-1024x684.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um gladíolo amarelo, com o centro em laranja. Eles está centralizado. A fotografia é em detalhe do cacho de flores. Na flor superior, ao centro, abelha amarela e preta. O fundo é desfocado, com folhagens e campo verdes." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-4c75de17-7fff-c79a-34dc-e33d4c891766" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Presente em todas as oito fases do projeto. É a principal espécie cultivada;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Também chamada de Palma de Santa Rita. Era utilizada com frequência na época do Dia de Finados, mas hoje em dia não é usada somente para essa data específica;<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Propagação vegetativa através de bulbos. Pode ser plantada direto na terra, com espaçamento adequado;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Produz apenas uma haste floral ( parte que sustenta as flores);</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Pode ser cultivada durante o ano todo no Rio Grande do Sul, já que a região possui as quatro estações do ano definidas entre si.<br /></p>		
			<h3><i>Statice</i></h3>		
									<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Texto_Op1-768x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de um buquê de statices roxas e brancas. O buquê é cheio e arredondado. As flores são pequenas e formam círculos. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />											<figcaption>Arranjo de statices</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-8e59f71b-7fff-8c2c-fe0d-dbc6fd45bdce" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Implantada a partir da sexta fase do Flores para Todos;<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Proliferação através de sementes. "O produtor precisa produzir a muda na bandeja, como se faz com hortaliças como o tomate. Depois, ela é transplantada para a terra", afirma Lilian;<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Pode ser colhida em maços. Além disso, a espécie pode ser secada após o cultivo, o que permite que seja conservada por até um ano;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- A <i>statice</i> continua brotando mesmo após a primeira colheita. Por isso, realizam-se várias colheitas;<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Dentre as quatro espécies, é a que necessita de menos irrigação. Caso ocorram chuvas frequentes e/ou intensas no período de colheita, pode haver prejuízos para o produtor rural;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- A produção durante o inverno torna-se difícil, devido às baixas temperaturas. O período com resultados mais satisfatórios é a partir de setembro e outubro.</p>		
			<h3>Girassol de corte</h3>		
									<figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Flores_Capa-1024x668.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma plantação de girassol de corte. No centro da imagem, em primeiro plano, três flores de girassol grandes em destaque. O fundo é desfocado." loading="lazy" />											<figcaption>Plantio de Girassol de corte.</figcaption>
										</figure>
		<p>- Começou a ser implementada a partir da sétima fase;</p><p>- O girassol de corte possui durabilidade maior do que aquele cultivado para produção de sementes. Após ser colhido, permanece bonito de uma a duas semanas dentro de um vaso;</p><p>- Propagação através de semente, como a <i>statice</i>;</p><p>- Produz apenas uma haste;</p><p>- A haste é cortada para ter em torno de 70 centímetros de comprimento, a fim de se adaptar da melhor forma dentro dos vasos;</p><p>- Como a <i>statice</i>, o girassol de corte tem dificuldades de produção durante o inverno.</p>		
			<h3>Dália</h3>		
									<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Dalia-1024x768.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma dália rosa. A flor está em detalhe e tem várias pétalas finas, com as menores ao centro e as maiores nas extremidades. O fundo é verde." loading="lazy" />											<figcaption>Dálias do projeto.</figcaption>
										</figure>
												<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Dalia-2-1024x768.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma dália branca. A flor tem várias pétalas finas, sendo as menores no centro e as maiores nas extremidades. O fundo é verde." loading="lazy" />														
		- Entrou na oitava fase do projeto;- Proliferação vegetativa, por meio de raízes tuberosas. Pode ser plantada diretamente na terra, como o gladíolo;- No desenvolvimento da haste floral, precisa de uma quantidade considerável de água;- É preferível o cultivo no verão, visto que as altas temperaturas ajudam a dália a se desenvolver de forma satisfatória para a colheita;- Após a colheita, a planta continua brotando;- Usada bastante como planta de jardim.		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;margin-top:12pt;margin-bottom:12pt" id="docs-internal-guid-6a0de976-7fff-2ac5-6c1f-40c47ccb3502">Experiência dos produtores rurais e das escolas</p></h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Durante alguns períodos da pandemia, o projeto precisou diminuir as visitas no campo para assessorar os agricultores. Assim, a equipe PhenoGlad disponibilizou <a style="text-decoration: none" href="https://www.youtube.com/c/PhenoGlad/featured">vídeos no YouTube</a> como forma de auxiliar os produtores, que também contaram com o auxílio da Emater. “Existe toda uma conexão e suporte de ambas as partes”, destacam Maria Carvalho e Diesser  Mota, que trabalham com agricultura familiar e ingressaram, há três anos, no projeto Flores Para Todos. Além das quatro espécies, os produtores rurais cultivam também frutas, verduras e legumes.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Vanessa de Morais Tolledo é supervisora escolar da Escola Municipal de ensino fundamental Nossa Senhora de Fátima em Cachoeira do Sul. Antes de a escola ser parte do Flores Para Todos, já tinha um projeto sobre identidade rural, iniciado em 2015. O intuito é realizar um trabalho diferenciado, de acordo com a realidade no campo, para que alunos e comunidade valorizem o local no qual estão inseridos e que possam desempenhar diversas atividades para gerar renda extra. “Esta é a importância do Flores Para Todos para a escola: o projeto apresenta essas possibilidades aos alunos e suas famílias”, afirma Vanessa.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A supervisora escolar ressalta a boa recepção e adaptação do projeto, tanto pelos alunos quanto pelos professores. Como exemplo, ela apresenta o “Gladionário”, que é um dicionário sobre gladíolos produzido pelos estudantes de sexto a nono ano da escola. O trabalho mostra os termos científicos, o manejo e a experiência dos próprios alunos em relação ao cultivo da flor. Agora, na oitava fase, a escola também começou a plantar statice e dália.</p>		
												<img width="414" height="552" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/gladionario.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida da capa do Gladionario. No centro, fotografia vertical de um cacho de gladíolo rosa claro. No centro superior, sobre cilindro bordô, em branco e caixa baixa, o título &quot;Gladionário&quot;, e &quot;- o dicionário dos gladíolos -&quot;. O fundo é branco." loading="lazy" />														
			<h3>PhenoGlad Mobile</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-b1dba95e-7fff-25aa-747a-f610fe648761" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O aplicativo para dispositivos móveis, <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgagro/phenoglad/">PhenoGlad Mobile</a>, tem o nome derivado de fenologia – relações entre os processos ou ciclos biológicos – e de gladíolos, que é a principal flor do projeto. A ferramenta possibilita aos produtores programar o plantio do gladíolo para que a colheita seja em uma data específica.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">“Por exemplo, se eles querem cultivar para o Dia de Finados, então, pelo aplicativo, eles conseguem saber o dia certo que as flores precisam ser plantadas. Isso é específico para cada município do Rio Grande do Sul e também de Santa Catarina, que são os dois locais em que o app está disponível", comenta Lilian. O PhenoGlad Mobile necessita de uma série de informações para funcionar, como o clima, o local e os dados meteorológicos. A engenheira agrônoma relata que o aplicativo está em construção para ser utilizado em outros estados.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em><em><strong>Tratamento de imagem:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia Social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Martina Pozzebonn, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em><strong><em>Edição de Produção:</em></strong> <em>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
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