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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>Tecnologia em geolocalização</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/tecnologia-em-geolocalizacao</link>
				<pubDate>Wed, 10 May 2017 13:27:52 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Glonass]]></category>
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						<description><![CDATA[UFSM se insere no projeto Glonass através de parceria com o governo russo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>É cada vez mais comum, especialmente nas grandes cidades, que os motoristas utilizem sistemas de navegação, como o Google Maps ou o Waze, para se localizar no trânsito ou encontrar a melhor rota para seu destino. Quem viaja para uma região desconhecida também percebe as vantagens dessa tecnologia. Mas dificilmente imaginamos de onde saem todas as informações, como elas são processadas e o método para que elas cheguem aos nossos celulares e computadores.</p>
<p><span style="font-weight: 400">Aquilo que geralmente chamamos de GPS é apenas uma parte do processo. Na verdade, existem, atualmente, dois principais sistemas de posicionamento e localização por satélites em pleno funcionamento: o GPS, desenvolvido pelos Estados Unidos, e o Glonass, que pertence à Rússia. Para os usuários, na prática, são sistemas complementares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um sistema de navegação por satélite é capaz de indicar a localização geoespacial de determinado ponto no globo terrestre por meio de satélites que estão em órbita ao redor do planeta. Na prática, são necessários ao menos quatro satélites dispostos em diferentes lugares, que realizam um processo chamado de trilateração e enviam informações que possibilitam a determinação de coordenadas do ponto rastreado. Além do mapeamento, esses sistemas têm aplicação nas mais diversas áreas técnicas e científicas, como nos transportes (terrestre, aéreo e marítimo), na segurança (defesa civil, polícia, bombeiros), no rastreio de veículos, animais e pessoas (as “tornozeleiras”), na agricultura de precisão, nas telecomunicações, etc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No dia a dia, quando acessamos os dados de navegação no carro, ou em qualquer aplicativo para celular, a comunicação entre os sistemas acontece de forma a oferecer o serviço mais preciso possível. Os satélites do GPS e do Glonass, posicionados estrategicamente no espaço sideral cerca de 20 mil quilômetros acima da superfície terrestre, são acessados simultaneamente para que os dados de georreferenciamento sejam exatos e o resultado que chega ao usuário tenha maior qualidade. Atualmente, existem em órbita 31 satélites do GPS e 24 satélites do Glonass, que oferecem informações de localização para todas as partes do mundo.</span></p>
<p> </p>
<p><b>Glonass chega a UFSM</b></p>
<p>Em 2015, a UFSM firmou uma parceria com o governo russo para instalar uma estação de monitoramento do Glonass em Santa Maria. A instalação foi concluída em abril de 2016, sendo a terceira no Brasil. A primeira delas existe no país desde 2013, na Universidade de Brasília, e uma segunda foi instalada em Recife em fevereiro de 2016.</p>
<p><span style="font-weight: 400">A função dessas estações é melhorar os sinais que chegam ao usuário e reduzir erros de posicionamento. Além disso, as informações captadas pela central de monitoramento servem também para pesquisas. No caso da UFSM, o projeto Glonass é coordenado pelo professor do Centro de Ciências Rurais Eno Saatkamp, e esses dados já colaboram para o desenvolvimento de pesquisas em nível de iniciação científica e mestrado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto integra o Centro de Ciências Rurais, especializado no estudo de Geodésia (ciência que se ocupa da determinação da forma, das dimensões e do campo de gravidade da Terra), e o Centro de Tecnologia. “Por isso o projeto é tratado como institucional, porque envolve mais de um Centro da UFSM e isso, sem dúvida, enriquece muito em termos de conhecimento os dois lados”, salienta o professor Eno Saatkamp.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor do Centro de Tecnologia e coordenador do curso de Engenharia de Telecomunicações, Renato Machado, destaca que o posicionamento geográfico estratégico da cidade de Santa Maria colaborou para a efetivação da parceria com a Rússia. Além da infraestrutura adequada proporcionada pela UFSM, que já tem histórico de trabalho com tecnologia GNSS (Sistema de Navegação Global por Satélite). “Em termos mundiais, isso se traduz em um balanço de forças. Para nós da academia, o que importa é que, através desse convênio, um dos países detentores do mais alto nível de tecnologia abre as portas das suas universidades e da Roscosmos (Agência Espacial Russa) para alunos da Universidade realizarem mestrado e doutorado”, destaca Machado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O desenvolvimento do projeto fortalece os dois novos cursos da Universidade: Engenharia de Telecomunicações e Engenharia Aeroespacial. O acesso aos dados de um sistema de navegação proporciona aos alunos a possibilidade de lidar com conteúdos pouco explorados na maioria das instituições de ensino. A presença da estação de monitoramento do Glonass na UFSM reitera o ensino, através da aproximação dos alunos com a tecnologia; a pesquisa, pela possibilidade de produzir conhecimento a partir do acesso aos dados; e a extensão, visto que, mesmo indiretamente, a comunidade se beneficia do sistema de localização.</span></p>
<p> </p>
<p><b>Como funciona o Glonass</b></p>
<p>Para que o Glonass funcione continuamente, não basta lançar os satélites em órbita. Cada satélite transmite continuamente ondas eletromagnéticas em direção à Terra, que carregam informações necessárias para que o sistema possa cumprir sua finalidade: o usuário, com um receptor desses sinais, calcular sua posição georreferenciada. Esses dados variam ao longo do tempo, então necessitam ser periodicamente recalculados e informados a cada um dos satélites, para que eles possam transmitir informações corretas aos usuários.</p>
<p> </p>
<blockquote>
<p><strong>Veja a ilustração publicada na versão impressa ou na <a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/arco_7ed_issuu">versão flip da revista</a></strong></p>
</blockquote>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400">As Estações Monitoras, como a que existe na UFSM (1), têm justamente essa finalidade: monitorar os sinais dos satélites. Os dados serão  processados numa estação central, que se localiza em Moscou, na Rússia (2), para recalcular os novos parâmetros reais dos satélites. Esses parâmetros atualizados são transmitidos a cada um dos satélites por uma estação up-link (3), que também fica na Rússia. A partir dessa atualização no satélite, ele transmitirá os parâmetros aprimorados em seus sinais em direção aos usuários na Terra.</span></p>
<p> </p>
<p><b>Linha do Tempo</b></p>
<p> </p>
<p><b>1945</b></p>
<p>No dia 2 de setembro, o Japão assinou, no convés do navio USS Missouri, a rendição do país diante do bloco dos aliados, encerrando formalmente a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p> </p>
<p><b>1946</b></p>
<p>Início da Guerra Fria, período de bipolarização mundial. De um lado, a vertente socialista, liderada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Do outro, a força capitalista, que tinha como país líder os Estados Unidos (EUA).</p>
<p> </p>
<p><b>1978</b></p>
<p>Em fevereiro, na base da Força Aérea dos EUA, são lançados os primeiros satélites GPS, destinados a fornecer às forças armadas informação mais precisa sobre a sua localização geográfica.</p>
<p> </p>
<p><b>1982</b></p>
<p>Quatro anos depois dos Estados Unidos, a União Soviética põe em órbita o primeiro satélite do Glonass.</p>
<p> </p>
<p><b>1989</b></p>
<p>A queda do muro de Berlim, que dividia na metade a capital alemã, simboliza o fim da Guerra Fria.</p>
<p> </p>
<p><b>1993</b></p>
<p>Uma década após o lançamento do primeiro satélite, o Glonass começa a operar, mas ainda não globalmente.</p>
<p> </p>
<p><b>1995</b></p>
<p>O GPS é declarado plenamente operacional, após um projeto inicial de 10 bilhões de dólares.</p>
<p> </p>
<p><b>2006</b></p>
<p>São emitidos os primeiros sinais do sistema de navegação desenvolvido pela União Européia, chamado de Galileo.</p>
<p> </p>
<p><b>2010</b></p>
<p>Japão dá origem ao seu próprio sistema, denominado QZSS, que atinge somente a área nacional.</p>
<p> </p>
<p><b>2011</b></p>
<p>Lançado o Beidou, Sistema de localização regional da China, com possibilidade de cobertura global em 2020.</p>
<p> </p>
<p><b>2013</b></p>
<p>Desenvolvido pela Índia, é lançado o IRNSS, que conta com cinco satélites em órbita, cobrindo exclusivamente a extensão do país.</p>
<p> </p>
<p><em><span style="font-weight: 400"><strong>Repórter</strong>: Bernardo Zamperetti ·</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400"><strong>Diagramação</strong>: Juliana Krupahtz e Vinícius Beltramin</span></em></p>

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													</item>
						<item>
				<title>Autonomia nas pistas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/autonomia-nas-pistas</link>
				<pubDate>Sun, 07 Jul 2013 17:18:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Nossas Invenções]]></category>
		<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[GPS]]></category>

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						<description><![CDATA[Tecnologia possibilita que atletas cegos corram em pistas de atletismo sem o auxílio de guias. Invento rende a estudante segunda colocação no Prêmio Jovem Cientista]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <div id="container_dados">
<div class="texto_noticia">

Nas Paraolimpíadas de Londres do ano passado, 18 das 43 medalhas conquistadas pelo Brasil foram nas pistas de atletismo. Dessas, 11 vieram dos pés, da força e da velocidade de atletas deficientes visuais, que são acompanhados por um atleta-guia.

Unido ao atleta por uma pequena corda, o guia tem a função de direcioná-lo, sem o puxar, dentro da pista, rumo à linha de chegada. Mas e se esses atletas deficientes visuais pudessem participar sozinhos de competições como as Paralimpíadas?

Foi pensando nessa questão que Henrique dos Santos Felipetto, aluno do curso de Tecnologia em Geoprocessamento do Colégio Politécnico, desenvolveu um projeto que consiste em mapear uma pista e, através de um sistema de GPS, orientar o atleta deficiente visual via rádio, dispensando assim a companhia do atleta-guia na pista.

Segundo Henrique, muitas vezes o atleta e o guia se conhecem apenas na hora da competição, o que pode
comprometer o desempenho do atleta. A inspiração do invento surgiu do projeto de pós-doutorado do professor do curso de Tecnologia em Geoprocessamento da UFSM Adão Robson Elias, que orientou Henrique no desenvolvimento do sistema.
<div id="parent">

[caption id="" align="alignleft" width="500"]<a class="bigger_image" title="O atleta Tiago Lima de Souza em preparação para o teste do sistema de orientação " href="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/08/1-Edicao_NInvencoes_Autonomia-nas-Pistas.jpg"><img title="Acessibilidade no atletismo" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/08/1-Edicao_NInvencoes_Autonomia-nas-Pistas.jpg" alt="Fotografia horizontal colorida com dois homens. O primeiro é um corredor e aguarda o sinal do sinal, que está com um radiotransmissor." width="500" height="327" /></a> O atleta Tiago Lima de Souza em preparação para o teste do sistema de orientação[/caption]

<div class="img-caption"></div>
</div>
O projeto foi desenvolvido no ano passado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a participação voluntária do atleta velocista Tiago Lima de Souza. Após fazer um levantamento das tecnologias compatíveis com o projeto, adaptou-se o sistema AVL, utilizado para o rastreio de veículos via GPS, para o monitoramento do atleta. Depois disso, Henrique elaborou dois mapas.

O primeiro trazia todos os detalhes da pista digitalizados e foi salvo junto a um servidor, o que possibilitou seu acesso via internet em qualquer lugar do mundo. Já o segundo, chamado mapa de risco, apresentava os limites internos e externos da pista. Através do mapa de risco, o monitor-orientador pode saber se o atleta está saindo da pista ou invadindo a raia ao lado, e orientá-lo a retornar na direção correta.

Assim, o atleta percorre o trajeto portando uma estação móvel ? um colete com um rádio VHF, fones de ouvido, e os componentes do sistema AVL ? que recebe os dados de posicionamento na pista através dos satélites GPS.

Em seguida, a estação móvel repassa ps dadps ára uma antena GSM, de onde são transmitidos ao servidor via internet. O monitor-orientador, responsável pela estação base, acessa esses dados, visualiza as informações em tempo real e orienta o atleta na pista via rádio.

<a class="bigger_image" title="" href="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/info.jpg"><img class="aligncenter" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/info.jpg" alt="" width="719" height="567" /></a>

Com o projeto denominado Sistema de Auxílio à Navegação com Monitoramento e Orientação Remota Adaptado para o Treinamento de Atletas Cegos em Pista de Atletismo, Henrique conquistou o segundo lugar no 26º Prêmio Jovem Cientista na categoria Estudante do Ensino Superior. A premiação ocorreu em dezembro de 2012, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Sobre a importância da premiação, Henrique diz ser uma experiência única. “Jamais imaginei um reconhecimento nacional para as nossas pesquisas”, conta o estudante. Além do mestrado, que pretende começar assim que terminar o curso, em agosto deste ano, Henrique pretende patentear o projeto. “Estamos trabalhando com a ideia de patentear o invento e ‘provocar’ a indústria e o Comitê Olímpico para sua fabricação e aperfeiçoamento em série”, planeja Henrique.

</div>
</div>
<div class="texto_rodape">
<div class="arco_creditos"></div>
<em><strong>Repórter</strong>: Natascha Carvalho</em>

<em><strong>Fotografia</strong>: Arquivo Pessoal/Henrique Felipetto</em>

<em><strong>Ilustração</strong>: Projetar</em>

</div>]]></content:encoded>
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