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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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				<title>Ouvir e respeitar para conhecer</title>
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				<pubDate>Mon, 22 Feb 2021 10:34:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Recordações]]></category>
		<category><![CDATA[11ª edição]]></category>
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		<category><![CDATA[Ipê Amarelo]]></category>
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						<description><![CDATA[Por Marizete Vargas Pereira* No final do meu curso de Pedagogia, em 2004, escolhi o Ipê Amarelo e uma turma de crianças, de dois a três anos, para realizar meu estágio curricular. O primeiro semestre foi de observação, para conhecer os alunos e identificar suas necessidades. A partir daí, elaborei um projeto de ação pedagógica [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/02/recordacoes_capa_site-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p style="margin-top: 0px;margin-bottom: 1rem;font-family: rawline, sans-serif;color: #000000;font-size: 16px;font-style: normal;font-weight: 400;letter-spacing: normal;text-align: left;text-indent: 0px;text-transform: none;background-color: #ffffff"><i style="font-style: italic">Por Marizete Vargas Pereira*</i></p><p>No final do meu curso de Pedagogia, em 2004, escolhi o Ipê Amarelo e uma turma de crianças, de dois a três anos, para realizar meu estágio curricular. O primeiro semestre foi de observação, para conhecer os alunos e identificar suas necessidades. A partir daí, elaborei um projeto de ação pedagógica para executar no segundo semestre, no qual pontuei estratégias e referenciais teóricos para tentar superar as dificuldades das crianças. </p><p>Os principais problemas, que realmente me impactaram, foram a dificuldade de comunicação entre crianças e adultos, e o total desinteresse delas pelas atividades propostas. Foi sofrido percebê-las como que subjugadas ao adulto, totalmente incompreendidas e sendo subestimadas em sua capacidade de conhecer e compreender as coisas e o mundo.</p><p>A cada proposta minha, a professora falava “isso não vai dar certo, profe”. Em um dos planejamentos para introduzir o projeto, que tinha como objetivo conhecer o meio ambiente, levei o globo terrestre para a sala. A regente, muito contrariada, me disse “as crianças não vão entender nada; para elas, vai ser só uma bola”. E assim seguimos nossa batalha até que concluí o estágio.</p><p>Ao escrever o artigo final, a partir dessas reflexões e ao ler como alguns autores discutiam os pontos que considerei críticos, dei-me conta de que a comunicação era ruim por um problema maior: para conhecer de fato as crianças é preciso ouvi-las e respeitá-las em sua forma de ser e estar no mundo. Só assim seria possível propor coisas que fossem de fato interessantes a elas.</p><p>Em março de 2015, voltei para a Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo como servidora e, desde então, atuo no apoio pedagógico. Durante  esse tempo, devido à natureza das atividades deste setor, participo de todo o processo, circulo em todos os ambientes e atuo em praticamente todas as atividades que acontecem na escola, onde interajo com adultos e crianças.</p><p>Hoje, ao viver o momento em que a escola comemora seus 30 anos de existência, sinto-me muito feliz. Não só por estar de volta, agora como servidora, mas também por perceber que as metas que defini ao preparar meu projeto de estágio, agora são uma realidade.</p><p>Apesar das limitações e dificuldades de toda ordem, podemos dizer que aqui as crianças têm voz. São ouvidas, respeitadas nas suas singularidades e protagonistas no processo de construção do conhecimento. Enfim, vejo-as felizes! Isso me alegra e me realiza, pois a tarefa de educar crianças pequenas é uma dádiva. Para além da grandeza, complexidade e delicadeza que se requer, essa atividade é, para o adulto, a possibilidade de também reencontrar a própria infância. É o que os professores tanto falam: ao educar, mais se aprende do que se ensina...</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><i><b>Ilustração e diagramação</b>: Yasmin Faccin</i></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">*Marizete Vargas Pereira é técnica em educação da Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">**<em>*Matéria publicada na <a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/11__edi__o">11ª edição</a> impressa da revista Arco. </em></p><p> </p>]]></content:encoded>
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