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	<title>Revista Arco</title>
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				<title>6 curiosidades sobre insetos comestíveis</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/6-curiosidades-sobre-insetos-comestiveis</link>
				<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 16:22:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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						<description><![CDATA[Quais as vantagens em comer insetos? Qual o gosto? Posso coletar na natureza para consumir?]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/Insetos_Capa-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Em 2016, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) iniciaram um estudo exploratório para verificar <a href="https://www.scielo.br/j/cr/a/PNSFLWdx7LyCwZynGd7QFNR/?lang=en" target="_blank" rel="noopener">a percepção dos consumidores na aceitação de insetos comestíveis em suas dietas.</a> Em 2018, o mesmo grupo de cientistas começou a elaborar produtos assados com tenébrios (besouros) nas receitas - como cookies -, e a adicionar farinha de insetos em produtos lácteos.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/ingredientes_cookies.JPEG-1024x768.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Ingredientes do cookie de tenébrio.</figcaption>
										</figure>
			<h3>Inseto como fonte nutritiva na alimentação</h3>		
		<p>A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou, também em 2018, aumento no número de pessoas que sofrem de fome em nível mundial. <a href="https://www.fao.org/americas/noticias/ver/pt/c/1152189/" target="_blank" rel="noopener">De acordo com os dados</a>, quase 821 milhões de pessoas – cerca de uma em cada nove – foram vítimas da fome naquele ano. </p><p>Segundo um<a href="https://www.fao.org/3/i3264e/i3264e.pdf" target="_blank" rel="noopener"> relatório da FAO</a>, que estuda opções nutricionais e sustentáveis para o combate à fome, uma alternativa para o problema seria o consumo de insetos comestíveis, pois, quando criados em locais higiênicos e de segurança alimentar, podem ser fontes nutritivas na alimentação. </p><p>Durante conversa com a professora do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM, Neila Richards, que também é doutora em Tecnologia Bioquímica pela Universidade de São Paulo (USP), surgiram informações curiosas sobre insetos comestíveis. Confira:</p><p><b>1 – Quais as vantagens de comer insetos?</b></p><p><b>Nutricionais: </b>Em insetos comestíveis, estão presentes aminoácidos essenciais para os seres humanos. São ricos em proteínas, lipídios e fibras, <b>mas seus nutrientes variam de acordo com a espécie, a dieta, o sexo, o ambiente de crescimento e o estágio de desenvolvimento.</b> Por exemplo, na maioria das espécies catalogadas por estudiosos da área (entomologia), o estágio da larva tem maior teor de proteínas do que na fase adulta. Quando adulto, o animal precisa dos nutrientes para a formação do seu exoesqueleto – estrutura que cobre o corpo para fornecer proteção, sustentação e revestimento – e, assim, diminui seu teor proteico.</p><p><b>Economia circular: </b>Em comparação com a produção de fontes tradicionais de proteína – como de bovinos -, a de insetos comestíveis é considerada sustentável. Apresenta menor emissão de gases do efeito estufa – por exemplo, metano e amônia -; menor uso de terras, energia e água, já que o espaço para a criação é pequeno; a ração utilizada é em pouca quantidade; e os resíduos gerados podem ser colocados no solo, o que faz com que a produção seja parte de uma economia circular, ou seja, há melhoria nos processos de geração e comercialização, pois reduz, reutiliza e recicla os resíduos. Ademais, o grilo, por exemplo, tem 80% do seu corpo comestível, já o bovino possui apenas 40% - isto é, o inseto gera menos resíduos.</p><p><b>2 – Quais são os insetos comestíveis?</b></p><p>Mais de duas mil espécies de insetos comestíveis foram catalogadas em todo o mundo. Alguns exemplos são os <b>coleópteros (besouros), himenópteros (formigas), ortópteros (grilos, gafanhotos) e lepidópteros (lagartas).</b></p><p>A entomofagia – consumo alimentar de insetos – começou, aproximadamente, na época dos hominídeos - ancestrais dos seres humanos -, que se alimentavam de forma similar aos animais, e comiam a vegetação, os frutos e alguns insetos. A prática permaneceu na cultura de vários países, como em Camarões e no Congo, na África; bem como na Tailândia, no Laos, no Vietnã, no Japão e em outros países asiáticos. “Na Tailândia, o consumo é por causa do sabor, gostam de comer insetos fritos com cerveja gelada”, comenta Neila. </p><p>Nas Américas, o México é o país que mais utiliza insetos na alimentação, com mais de 500 espécies catalogadas. Segundo a <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/insetos-comestiveis/" target="_blank" rel="noopener">Revista Pesquisa FAPESP</a>, o gafanhoto "chapulín", um dos mais consumidos, é tão popular que inspirou o personagem da televisão, o “Chapulín Colorado” ou, em português, “Chapolin Colorado”.</p><p>No Brasil, são mais de cem espécies catalogadas. Alguns povos indígenas continuam praticando a entomofagia. Além disso, nas regiões norte e nordeste do país, alguns insetos viraram iguarias, devido à tradição indígena na culinária brasileira. A formiga tanajura, ou içá, é um exemplo. Pode ser preparada de diversas maneiras, como um acompanhamento com farofa, torrada e utilizada até mesmo em “pratos <i>gourmet</i>”, como comenta Neila.</p><p><b>3 – Tá, mas qual o gosto do inseto?</b></p><p>O sabor do inseto vai depender do que ele consome na sua alimentação. Neila explica que, se o animal é alimentado com cenoura, brócolis ou talos com folhas, seu gosto vai ser neutro, pois esses alimentos não são aromáticos o suficiente. Quando alimentados com nozes (castanha ou noz-pecã, por exemplo), que possuem um teor maior de ácidos graxos – fonte de energia para o corpo humano - e são mais aromáticas, o inseto vai reter os compostos no corpo e adquirir o gosto da noz.</p><p><b>4 – Qual a melhor maneira de consumi-los?</b></p><p>A biodisponibilidade de um alimento é a quantidade de nutrientes absorvidos e utilizados pelo organismo humano pelo consumo. Todos os alimentos têm macro e micronutrientes que, dependendo do processo de preparo, podem ser mais ou menos biodisponíveis. Isso também ocorre com os insetos. Diante disso, Neila apresenta duas formas diferentes para consumi-los para maior biodisponibilidade: “Tenébrio [besouro] aferventado preserva mais proteína do que quando desidratado. Já o cupim tostado apresenta maior biodisponibilidade do que quando aferventado”. Isto é, como em qualquer outro alimento, existem diferentes formas de preparo, mas algumas contribuem mais - ou menos - para a absorção dos nutrientes.  </p><p>Em 2020, os pesquisadores do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos criaram, abateram e desidrataram alguns insetos - com o auxílio do Departamento de Defesa Fitossanitária - com o intuito de analisar as propriedades nutricionais dos animais e garantir a segurança alimentar. Atualmente, o grupo está desenvolvendo alguns produtos alimentícios para teste, a pedido de uma empresa interessada em vendê-los após a aprovação da legislação de insetos comestíveis para seres humanos no Brasil.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/Carrossel_2-1024x1024.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Cookie de tenébrio.</figcaption>
										</figure>
		<p><b>5 – Posso coletar insetos na natureza para comer?</b></p>
<p>Quando insetos vivem na natureza, não se tem conhecimento de quais alimentos eles ingeriram antes de serem coletados. Por exemplo, se o animal encontrado estiver próximo a uma lavoura, existe a possibilidade do contato com pesticidas ou herbicidas - dessa maneira, as substâncias químicas vão estar no organismo dele. Em consequência, a pessoa, ao consumi-lo, também vai ingerir o composto. Por isso, quando apanhados de maneira independente, na natureza, não há garantia de segurança alimentar.&nbsp;</p>
<p>O relatório da FAO apresenta os insetos como uma alternativa para ajudar no combate para além da fome, também da insegurança alimentar. Dessa forma, a criação deve ser realizada em espaços higiênicos, pelo controle da dieta do inseto e pela prevenção de zoonoses – doenças infecciosas transmitidas entre animais e pessoas.</p>
<p><b>6 – Desafios encontrados</b></p>
<p>O primeiro desafio é que a criação de insetos em espaços adequados e controlados para o consumo humano depende de regulamentações. Em países europeus, a <a href="https://agevolution.canalrural.com.br/europa-aprova-larva-de-besouro-como-1o-inseto-para-consumo-humano/" target="_blank" rel="noopener">Agência Europeia de Segurança Alimentar</a> aprovou, em 2021, as ‘larvas-de-farinha’ – larva do besouro tenébrio – como o primeiro inseto seguro para consumo humano no continente. Já no Brasil, ainda não há regulamentação específica para a criação voltada ao uso de insetos na alimentação humana. O Ministério da Agricultura e do Abastecimento (MAPA) libera a produção para o consumo animal - insetos como ração -, tal como a criação de tenébrios para a dieta de pássaros.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Um segundo desafio é que a falta de regulamentação limita a prática e afeta a disseminação de informação acessível para a população sobre o assunto. Além disso, colabora para a <b>‘neofobia’: aversão a tudo que é novo.</b> Sentir <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/porque-sentimos-medo/" target="_blank" rel="noopener">‘nojo’</a> de inseto é algo comum entre as pessoas, por isso a possibilidade de comê-lo pode gerar estranheza e falta de confiança do consumidor.</p>
<p>Por fim, apesar de, no Brasil, existir o consumo de insetos, a falta de regulamentação aumenta o preço do produto. “Na região norte e nordeste, as formigas [tanajura ou içá] são coletadas na natureza e cada 100 gramas custa em média R$ 20. Com relação ao preço do quilo de insetos no mercado, normalmente varia entre R$ 200 a R$ 350. É mais caro do que a maioria das carnes que estamos acostumados a consumir. A partir do momento em que houver legislação, a produção industrial de insetos comestíveis para consumo humano será alavancada e, com certeza, o preço será menor”, relata a docente.</p>
<p><em><b>*Fotografias: </b>Neila Richards</em></p><section data-id="db0b1ac" data-element_type="section"><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Reportagem</i></b><i>: <em>Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e voluntária</em><br /></i></p><p><i><b>Ilustração e Tratamento de Imagem</b>:</i> <i>Noam Wurzel,</i><i> acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><b><i>Mídia Social</i></b><i>: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária<br /></i></p><p><b><i>Edição de Produção</i></b><i>: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Edição Geral</i></b><i>: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>5 motivos para fazer compostagem</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/5-motivos-para-fazer-compostagem</link>
				<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 15:29:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Listas]]></category>
		<category><![CDATA[compostagem]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>

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						<description><![CDATA[Prática consiste no reaproveitamento de resíduos orgânicos que se transformam em adubo natural]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A preocupação com a questão do descarte correto de resíduos é responsabilidade de todo cidadão, que além de fiscalizar e cobrar o poder público, pode contribuir com pequenas atitudes sustentáveis no dia-a-dia, como a compostagem. </p><p>O Brasil é o 4° <a href="https://www.wwf.org.br/?70222/Brasil-e-o-4-pais-do-mundo-que-mais-gera-lixo-plastico" target="_blank" rel="noopener">maior produtor de lixo do mundo</a>, atrás apenas de Estados Unidos, China  e Índia, de acordo com a World Wide Fund for Nature (WWF). Uma pesquisa publicada em 2020 pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostrou que o país gera <a href="https://abrelpe.org.br/panorama-2020/" target="_blank" rel="noopener">cerca de 79 milhões de toneladas de lixo por ano</a>. Com a pandemia, a Abrelpe estima que houve aumento de 10% na geração de resíduos. Mais da metade desse montante são de matérias orgânicas.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/capa_site-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p><strong>O que é compostagem? </strong></p><p>A prática da compostagem é uma alternativa para o descarte de resíduos orgânicos, que podem ser reaproveitados em vez  de ir parar nos aterros sanitários. Trata-se de um processo biológico e natural de decomposição da matéria orgânica de origem vegetal ou animal. O resultado desse processo é um adubo natural rico em nutrientes minerais que pode substituir o uso de produtos químicos em hortas e jardins e que não agride o meio ambiente. </p><p>A compostagem pode ser classificada como anaeróbia ou aeróbia. Na primeira, a decomposição é realizada por micro-organismos que não necessitam de oxigênio para fazer a fermentação da matéria. Esse método pode ser feito em sacolas ou recipientes de plástico bem vedados, há forte exalação de odor e o tempo de estabilização da matéria orgânica é maior. Já na compostagem aeróbia, os organismos precisam do oxigênio para que ocorram as reações químicas. Ela pode acontecer ao ar livre, em tambores ou baldes, os odores não são intensos e a decomposição é mais rápida.</p><p>Há também a vermicompostagem, que utiliza minhocas para realizar as reações químicas de forma mais rápida. Essa é uma alternativa muito comum para quem faz compostagem em casa. A Secretária da Educação e do Esporte do Paraná criou um <a href="http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/arquivos/File/tema_consumo/manual_compostagem.pdf" target="_blank" rel="noopener">guia de compostagem caseira</a> para quem deseja adotar a prática.</p>		
												<img width="1024" height="657" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/corpo_texto_2-1024x657.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Na UFSM, o projeto “Compostagem de resíduos orgânicos e produção de fertilizante”, do Colégio Politécnico, reaproveita parte dos restos de alimentos gerados dentro da instituição - especialmente dos Restaurantes Universitários, das lanchonetes e da Reitoria. Os materiais são encaminhados para o setor de compostagem e lá passam por processos como a separação de resíduos e a mistura com palha seca, o que permite a fermentação e a decomposição dessa matéria orgânica. No final, é gerado um composto orgânico que é utilizado como fertilizante em plantações do próprio Colégio. </p><p>O coordenador do projeto, Maurício Tratsch, indica que durante a pandemia tem sido  coletados diariamente 200 quilos de material orgânico do Campus Sede. Com a volta das aulas presenciais, estima-se que esse montante passe dos 400 quilos diários. </p>		
												<img width="1024" height="657" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/3_formato_site-1024x657.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Para reforçar a importância dessa prática, a Revista Arco conversou com Rafael Cantú, doutor em Ciências do Solo pela UFSM, com experiência no setor de compostagem, e preparou uma lista com 5 motivos para você adotar a compostagem em sua casa:</p>		
			<h3>1- Uma alternativa sustentável para descarte de resíduos</h3>		
		<p>A compostagem é uma das melhores alternativas para lidar com a reciclagem das matérias orgânicas. Rafael explica que a prática reduz significativamente os agentes patogênicos - aqueles que causam doenças em humanos - e elimina a emissão de metano e gás sulfídrico, que contribuem para o efeito estufa e o mau cheiro, respectivamente.</p>		
			<h3>2-  Aumento da vida útil dos aterros sanitários</h3>		
		<p>Em grande parte das cidades, os resíduos orgânicos são destinados aos aterros sanitários. A estratégia de alocação nesses locais provoca uma série de problemas ambientais, como emissão de gases de efeito estufa, mau cheiro e comprometimento da área por um longo prazo. O uso de caminhões para transporte dos resíduos também representa um gasto de energia e emissão de gases poluentes. </p><p>O tempo de vida útil de um aterro é de, em média, dez anos. Se a quantidade de resíduos gerados por uma comunidade for maior do que a planejada na construção do espaço, os aterros tendem a durar ainda menos tempo. Mesmo com o encerramento das operações, a emissão de gases e chorume - um líquido escuro com alta carga de poluição e resultante de matérias orgânicas - continua por aproximadamente 15 anos naquela área. Nesse caso, quanto menos materiais forem direcionados para os aterros, maior será sua vida útil. </p>		
			<h3>3- Economia de recursos públicos</h3>		
		<p>Com o fechamento de um aterro sanitário, há a necessidade de direcionar os resíduos para outro lugar. Assim, constroem-se outros aterros em outras regiões da cidade, o que gera novos gastos públicos. Com menos matérias orgânicas descartadas, também há menor necessidade de caminhões de coleta seletiva. </p><p>Portanto, ao compostar, o cidadão contribui para a economia de recursos públicos, que poderão ser aplicados em outras áreas.</p>		
			<h3>4- Geração de fertilizantes naturais</h3>		
		<p>O indivíduo adepto ao processo de compostagem tem acesso a um composto orgânico que serve como adubo natural, pode ser absorvido facilmente pelas plantas e apresenta inúmeros benefícios aos solos, jardins e hortas. Além disso, é rico em nutrientes e sais minerais para os alimentos que serão gerados. “Os alimentos produzidos em um solo que recebe composto orgânico tem condições de se desenvolver de maneira mais saudável e resistente, em comparação aos produzidos com fertilizantes sintéticos,  reduzindo assim a necessidade de aplicação dos agrotóxicos”, explica Rafael Cantú. </p>		
			<h3>5- Consciência dos alimentos consumidos e dos resíduos produzidos</h3>		
		<p>Fazer compostagem também permite que o indivíduo observe como está sua alimentação e crie uma relação  de conhecimento com o que consome. Ao separar restos de alimentos, como cascas e talos de frutas e verduras, cascas de ovos ou borra de café, é possível entender os hábitos alimentares e a quantidade de alimentos consumidos. Se o recipiente estiver cheio, a alimentação está equilibrada. Se estiver vazio ou não tão cheio, é preciso ficar atento à necessidade de uma alimentação mais saudável. </p><p>Para quem utiliza o composto orgânico gerado em hortas, há ainda o benefício de saber que aqueles alimentos são ricos em nutrientes e sem uso de agrotóxicos.</p><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Reportagem</i></b><i>: Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário</i></p><p><b><i>Fotografias</i></b><i>: Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária</i></p><p><b><i>Produção Gráfica</i></b><i>:</i> <i>Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><b><i>Mídia Social</i></b><i>: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</i></p><p><b><i>Edição de Produção</i></b><i>: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Edição Geral</i></b><i>: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>9 fatos sobre a criação de galinhas livres de gaiolas que você precisa saber</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/7-fatos-sobre-criacao-de-galinhas-livres-de-gaiolas</link>
				<pubDate>Thu, 15 Jul 2021 11:50:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Listas]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Politécnico]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[polifeira]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8538</guid>
						<description><![CDATA[A ação é parte do projeto de extensão "Produção de ovos coloniais da região central", do Colégio Politécnico da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Você já ouviu falar que galinhas tomam chá? E em agricultura familiar? Você sabe o que é segurança alimentar? Em conversa com o zootecnista e professor do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Gustavo Pinto da Silva, que também é co-orientador do projeto de extensão e coordenador da PoliFeira do Agricultor, surgiram informações curiosas sobre a criação de galinhas livres de gaiolas e assuntos relacionados com a temática. Confira:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8539,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/Galinha_Capa-1024x668.jpg" alt="Ilustração colorida na horizontal. Ao centro, duas galinhas sentadas em lados opostos de uma mesa redonda. Ambas galinhas estão vestidas com chapéus e babeiros. Na mesa, um bule de chá, uma xícara e um prato de biscoitos. Uma delas está levando outra xícara à boca. A outra galinha aparenta gesticular. " class="wp-image-8539" /></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:spacer {"height":12} -->
<div style="height:12px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>1 - A ação do projeto veio através de um olhar diferenciado tanto para o produtor, quanto para o consumidor</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A ideia surgiu na PoliFeira do Agricultor em conjunto com a Cooperativa de Produção e Desenvolvimento Rural dos Agricultores Familiares de Santa Maria (Coopercedro). O intuito da realização desse sistema de criação aviária é buscar um posicionamento e um olhar diferenciado sobre a produção convencional de ovos. Além de fomentar a economia local, a ação possibilita ao agricultor geração de renda, segurança alimentar e uma produção ligada à sustentabilidade.&nbsp; Quanto ao consumidor, o objetivo está em atender compradores com um olhar mais atento ao ato do consumo. Isto é, ele optar pelo produto que traz mais benefícios na cadeia produtiva, nesse caso proporcionando o bem-estar animal e valorizando o trabalho de pequenos produtores.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":12} -->
<div style="height:12px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>2 – As aves possuem acesso a piquetes (área externa)</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Existem vários sistemas de criação de galinhas poedeiras:&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:list -->
<ul><li><strong>criadas em gaiolas</strong> - às vezes com 12 aves por gaiola;&nbsp;</li></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:list -->
<ul><li><strong><em>cage free</em></strong> - criadas soltas, mas em locais fechados. Possui algumas regulamentações nas questões envolvendo o espaço e a alimentação, também proíbe a debicagem (a explicação está no próximo item), porém é permitido o uso de vacinas e de antibióticos, além de possivelmente ocorrer o canibalismo entre as aves;&nbsp;</li></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:list -->
<ul><li><strong>livres de gaiolas (<em>free range, </em></strong><strong>caipira/colonial e orgânico)</strong> - a galinha possui acesso ao piquete (área externa).</li></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As diferenças entre essas três nomenclaturas é decorrente da alimentação e do espaço. No <em>free range</em>, além da ração, as galinhas comem pasto da área externa. No colonial, a parte nutricional já é mais restrita, sem transgênicos e sem corante na ração. E, no orgânico, é permitido até 20% de produtos convencionais na formulação da ração, no entanto também sem transgênicos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":12} -->
<div style="height:12px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8540,"width":768,"height":432,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/IMG_9090-1024x576.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal. Aglomeradas à direita da foto, se encontram diversas galinhas de coloração alaranjada. Elas estão soltas em um gramado verde. Apenas lá no fundo se vê uma cerca, demarcando o espaço. " class="wp-image-8540" width="768" height="432" /><figcaption>Galinhas soltas na área externa</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>3 – O ato da debicagem ocorre no sistema convencional da criação aviária</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A debicagem é o processo de corte parcial e cauterização das pontas superior e inferior do bico de galinhas poedeiras, realizado no sistema convencional de criação, em gaiolas ou sem gaiolas, porém em um local fechado. <strong>Mas por que isso é feito?</strong> Quando os animais são confinados, fatores do ambiente - como a luminosidade, a nutrição e o espaço pequeno -&nbsp; influenciam o comportamento natural e geram um aumento de estresse. Assim ocorre o canibalismo entre as aves e por consequência, a morte de várias delas. A debicagem evitaria que isso acontecesse. Na criação de galinhas livres de gaiolas, não há esse risco.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":12} -->
<div style="height:12px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>4 – Chás fazem parte da rotina das galinhas livres de gaiolas do projeto</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A fitoterapia é uma prática à base de plantas usada no tratamento e prevenção de doenças, auxiliando na imunidade. A técnica não é apenas para humanos e pode ser utilizada em animais. Sendo assim, a fitoterapia à base de chás, como de laranjeira e araçá, é aplicada na rotina das galinhas, para o controle de vermes e para proporcionar uma melhora na imunidade. Além disso, a homeopatia – medicamentos naturais de origem vegetal, animal ou mineral - é igualmente adotada pelos agricultores do projeto. Diferentemente do método convencional, o qual utiliza antibióticos e praguicidas para o controle de doenças.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<div style="height:12px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>5 – Alimentação alternativa</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para produzir os ovos, as galinhas têm uma série de desafios nutricionais. A rotina é focada em uma alimentação alternativa, que visa se distanciar cada vez mais da soja, do milho e de produtos transgênicos. As aves precisam em torno de 100 gramas de ração por dia para manterem um equilíbrio de aminoácidos, de vitaminas e de energia. Por enquanto, na criação das galinhas livres de gaiolas da PoliFeira, a ração comercial é utilizada - mas existe a possibilidade de ela começar a ser produzida pelos próprios agricultores. Além da ração, é recomendado o uso de outras fontes de alimentação complementar. Diante disso, cada produtor possui suas especificidades no fornecimento, como distribuir aos animais mandioca, couve, repolho e azolla - uma planta aquática. Partes do tronco de bananeiras cortados ou rachados ao meio também podem ser consumidos pelos animais, pois servem como um vermífugo natural.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<div style="height:12px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8541,"width":768,"height":432,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/Foto-das-aves-na-granja-de-um-dos-produtores-do-projeto-1024x576.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal. Várias galinhas de coloração alaranjada se encontram em uma área interna, uma granja. Nela, se encontram recipientes para a comida das galinhas e estruturas como grades de madeira na diagonal. " class="wp-image-8541" width="768" height="432" /><figcaption>Aves na granja de um dos produtores do projeto</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>6 - Galinhas criadas ao ar livre geram ovos com maior teor de vitamina D</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Como o processo de criação das galinhas é o mais natural possível, os ovos produzidos têm características nutricionais diferentes dos gerados pela chamada ‘indústria dos ovos’. Galinhas criadas ao ar livre geram ovos com maior teor de vitamina D, maior teor de proteínas, duas vezes mais vitamina E, duas vezes mais Ômega 3, 38% mais de vitamina A, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/p/CP8g54qM3_z/" target="_blank">15% mais de energia vital (termo relacionado com a saúde e o bem-estar)</a>, apresentam maior resistência à penetração de salmonella e têm a cor marcante da gema. Vale ressaltar que a coloração da gema não indica qual o sistema de criação do animal, porque na indústria dos ovos são utilizados pigmentos sintéticos na ração para deixar a cor mais intensa. A criação mais natural, portanto, proporciona tanto o bem-estar animal quanto uma melhor qualidade do produto e segurança alimentar para o consumidor. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<div style="height:12px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8542,"width":768,"height":215,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/Rotulo-Polifeira-Pequeno-1024x287.jpeg" alt="Fotografia colorida na horizontal. Rótulo das embalagens de ovos coloniais. Ao fundo e à esquerda, a imagem de uma galinha gradualmente se integrando no resto do fundo da imagem, de coloração amarela. " class="wp-image-8542" width="768" height="215" /><figcaption>Rótulos das embalagens dos ovos coloniais</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>7 – Regulamentos sanitários precisam ser feitos</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O sistema livre de gaiolas com acesso ao piquete requer vários tipos de regulamentação sanitária. A propriedade precisa ser registrada na inspetoria veterinária, necessita de cerca ao redor do limite permitido e precisa de um controle de aves e de roedores para conter a entrada deles na barreira sanitária, já que podem transmitir doenças. Ademais, os ovos não podem ser lavados, devido à retirada da película sanitária natural. Quando isso ocorre, precisam ser vendidos com uma validade mais curta. A limpeza do ambiente é feita com água, sabão, iodo, água sanitária e concentrado de ervas. Por último, antes de serem vendidos, precisam passar pelo entreposto de ovos, local da inspeção do produto. No Colégio Politécnico, foi desenvolvido um entreposto para o projeto. O outro da região central fica localizado no município de Agudo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<div style="height:12px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8543,"width":768,"height":432,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/Figura-29-Entreposto-Politecnico-1024x576.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal. Imagem de um pequena casa com a placa na frente que diz &quot;Entreposto de ovos&quot;." class="wp-image-8543" width="768" height="432" /><figcaption>Entrepostos de ovos do Colégio Politécnico</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>8 – Sete dos produtores do projeto participam da PoliFeira</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A ação conta com sete produtores que participam da PoliFeira do Agricultor, atualmente, na Avenida Roraima, em Camobi. Um é de Jari, um de Dilermando de Aguiar, dois de Santa Maria, um de Faxinal do Soturno, um de São João do Polêsine e um de Restinga Seca.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<div style="height:12px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8545,"width":768,"height":590,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/Figura-30-mapa_granjas_atualizado2-1024x787.jpg" alt="Imagem colorida de mapa da central do estado do Rio Grande do Sul. São demarcadas algumas cidades que participam do projeto da Polifeira. " class="wp-image-8545" width="768" height="590" /><figcaption>Mapa das granjas dos produtores que participam do projeto</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>9 - </strong>&nbsp;<strong>Mais de 50 empresas brasileiras anunciaram o fim, antes ou a partir de 2025, de ovos provenientes da criação convencional de aves</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Empresas como Carrefour, Pão de Açúcar, Burger King, McDonald’s e Giraffas anunciaram o fim, antes ou a partir de 2025, de ovos provenientes da criação convencional. Contudo, apesar de a notícia ser positiva, existem problemáticas a serem pontuadas:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>a) O sistema <em>cage-free</em>, apontado como substituto para a indústria dos ovos, não significa que vai haver bem-estar animal;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>b) No Brasil, a legislação não reconhece diferenças entre os tipos de criação convencional, <em>cage-free</em> e colonial.<em> </em>Por isso, basta atender aos critérios sanitários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para rotular o produto com o nome que mais convenha o produtor. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>c) Criações numerosas de galinhas poedeiras dificilmente conseguem aplicar a lógica do sistema livre de gaiolas, pois há toda a questão do cuidado na alimentação, na limpeza, no espaço e na saúde dos animais. A criação favorece e é aplicável para pequenos produtores rurais, pela quantidade menor de galinhas. Nesse sentido, a indústria aviária, muitas vezes, é a fornecedora das empresas e das multinacionais que apenas visam o lucro, portanto, o bem-estar animal é deixado de lado.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>d) Nos últimos anos ocorreu uma maior procura por ovos provenientes de uma criação alternativa à convencional. Diante disso, algumas embalagens já existentes no mercado possuem o selo da <em>Certified Humane, </em>da <em>Humane Farm Animal Care</em> (HFAC), entidade internacional de certificação de bem-estar animal que exige alguns parâmetros na criação de galinhas <em>cage-free</em> e caipira. Contudo, de acordo com a reportagem do O Joio e o Trigo - <a rel="noreferrer noopener" href="https://ojoioeotrigo.com.br/2020/06/quando-a-embalagem-esconde-a-realidade-choques-maus-tratos-e-fraudes-na-vida-das-galinhas-livres-de-gaiola/" target="_blank">“Quando a embalagem esconde a realidade: choques, maus-tratos e fraudes na vida das galinhas ‘livres de gaiola’”</a> -,  algumas empresas da indústria dos ovos que usavam o selo em seus rótulos conseguiram burlar alguns parâmetros, como, por exemplo, colocar cerca de choque elétrico no perímetro, não permitir a saída das galinhas para o ar livre todo dia ou apenas poucas horas por dia. Assim, a sobrecarga do animal continua igual ao do sistema convencional.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":26} -->
<div style="height:26px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Onde posso encontrar os ovos coloniais do projeto em Santa Maria?</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- PoliFeira do Agricultor (Avenida Roraima, todas às terças-feiras, das 7h às 12h30 - Camobi);</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Feira da Roraima (Av. Roraima, às quartas-feiras e aos sábados - Camobi);</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Feirão Colonial (Centro de Referência Dom Ivo Lorscheiter, aos sábados - Nossa Sra. Medianeira);</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Feirão Regional (Praça dos Bombeiros, às terças-feiras - Bonfim);&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Coopercedro (Praça Saturnino de Brito - Centro);</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Vovó Naná Produtos Coloniais (Av. Itaimbé, 211 - Centro);</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Casa Colonial Camobi;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Fruteira do Alemão (Rua do Acampamento, 599 - Centro);</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Mercado Tri (Rua Duque de Caxias, 3550 - Nonoai);</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Supermercado Bella Vista (Av. João Luiz Pozzobon, 1599 - Km 3);</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Supermercado Royal (Av. João Machado Soares, 132 - Camobi);</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Supermercado Vera e Filhos (R. Júlio do Prado Lima - Nossa Sra. Medianeira);</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>- Beltrame Supermercados;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":26} -->
<div style="height:26px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Expediente</strong></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e voluntária da revista Arco</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Ilustrador:</strong> Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Fotografias: </strong>Projeto de Extensão PoliFeira do Agricultor</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Mídia Social:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Editora de Produção: </strong>Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Edição Geral: </strong>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>4 tipos de batata-doce que você encontra na Polifeira da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/4-tipos-batata-doce-voce-encontra-polifeira-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 12 Jul 2021 12:41:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Listas]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[polifeira]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8531</guid>
						<description><![CDATA[A do tipo biofortificado é destaque por oferecer dez vezes mais vitamina A
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":8532,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/Capa-1024x668.jpg" alt="" class="wp-image-8532" /></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A batata-doce é um alimento de grande valor nutricional e é opção para pessoas que procuram um estilo de consumo alimentar mais saudável. Na Polifeira do Agricultor da Universidade Federal de Santa Maria, as variedades de batata-doce mais procuradas são as do tipo biofortificada.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sabrina Dick, estudante de Agronomia e bolsista do projeto, explica sobre a biofortificação: “Ela surgiu como meio de oferecer nutrição às populações mais pobres, que sofrem da fome oculta - estão saciados, porém, não nutridos”. A estudante conta que esse mercado está em expansão e que, além da batata-doce, existem outros alimentos bioforticados, a exemplo da mandioca.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com Gustavo Pinto da Silva, professor no Colégio Politécnico e coordenador da Polifeira da UFSM, foi feita uma compra coletiva de quatro espécies de batata-doce biofortificada. A ação, que beneficiou os produtores rurais que integram o projeto, contou com mil mudas adquiridas pelo conjunto dos seis feirantes. “O objetivo da ação foi aumentar a disponibilidade e diversidade de variedades de batata-doce na Polifeira do Agricultor. O resultado são as batatas-doces que hoje são comercializadas feira a feira”, ressalta Gustavo. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Um dos produtores rurais que realizou a compra foi Geraldo André Raddatz, 59 anos, que trabalha com a terra desde criança. Ele conta que, quando começou no ramo&nbsp; da agricultura, o foco era a produção de fumo. “Hoje, a gente <em>tá</em> lidando com hortifruti e o objetivo do sítio é focar em produtos que, além do produto normal, ofereçam um outro benefício, de nutrientes ou medicinais”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8534,"width":768,"height":501,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/geraldo-1-1024x668.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal. Ao centro, um homem vestido máscara preta e um avental verde estampado  na altura do peito com a frase &quot;Polifeira do Agricultor, do campo para o campus&quot;. Ele segura em duas mãos dois tipos de batata-doce.  " class="wp-image-8534" width="768" height="501" /></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Geraldo conversou com a Revista Arco entre um atendimento e outro. Para os clientes, oferecia os produtos da época, orgânicos, e falava dos benefícios de cada um. Ao oferecer a batata-doce, ele dava um destaque especial para a do tipo biofortificada, e explicava as diferenças e as vantagens de adquiri-la. O projeto da Polifeira que possibilitou a compra de mudas trouxe, para os feirantes, quatro variedades: BRS Amélia, BRS Cuia, BRS Rubissol e BRS Beauregard. Geraldo comenta que cultiva as quatro, mas a que mais vende é a variedade Beauregard. “Eu plantei seiscentas mudas e já vendi tudo”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O projeto de biofortificação de alimentos começou nos Estados Unidos e foi trazido ao Brasil pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias, a Embrapa. Além da batata-doce, a empresa já desenvolveu a biofortificação de mandioca, milho e feijão. As mudas são certificadas pela entidade, e existem viveiros que são autorizados a produzir e a fazer a sua comercialização. No Rio Grande do Sul, há dois deles: um localizado em Pelotas, e o outro, em Santa Cruz do Sul. Em Santa Maria, é possível encontrar as batatas-doces do tipo biofortificada na Polifeira do Agricultor da UFSM, que acontece todas as terças, das 7h às 12h30, na Avenida Roraima, próximo à Rótula da UFSM. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Revista Arco preparou uma lista pra você conhecer mais sobre os quatro tipos de batatas-doces que você encontra lá:</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8535,"width":768,"height":501,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/beauregard-1024x668.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal. Nela, um registro aproximado da batata-doce sinalizada pela legenda como &quot;Beauregard&quot;. O tom dela é alaranjado por dentro e por fora. " class="wp-image-8535" width="768" height="501" /></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5><strong>1. BRS BEAUREGARD</strong></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sua principal característica é a cor alaranjada quando partida. A coloração diferente, que chama a atenção de quem vê, é resultado da elevada quantidade de betacaroteno*, que se transforma em vitamina A no organismo. Ela apresenta dez vezes mais carotenoides* do que outros tipos de batata-doce. O rendimento varia entre 23 a 29 toneladas por hectare, o que equivale ao peso de um caminhão truque. Quanto ao plantio, pode ser realizado quase em qualquer época do ano. A exceção são os locais e períodos em que a temperatura mínima é inferior a 15º C (ou seja, ela não pode ser plantada no inverno gaúcho).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":8536,"width":768,"height":501,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/amelia_2Ccuiaerubissol-1024x668.jpg" alt="Fotografia colorida na horizontal. Ao centro, duas bandejas vermelhas com quatro diferentes tipos de batata-doce dentro. Entre elas, estão sinalizadas três através de legendas: o tipo &quot;Amélia&quot;, com a cor rosada, de comprimento médio e grossa; a &quot;Cuia&quot;, de cor branca, comprimento grande e grossa; e a &quot;Rubissol&quot;, de cor em um tom de roxo, de comprimento grande e fina." class="wp-image-8536" width="768" height="501" /></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>   </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":5} -->
<div style="height:5px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5><strong>2. BRS RUBISSOL</strong></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esse tipo de batata-doce biofortificada se destaca pela aparência bonita e pelo tamanho uniforme do ‘fruto’. A Rubissol foi selecionada a partir de plantas encontradas na cidade de Pelotas, com ensaios de campo e de laboratório feitos na Embrapa a partir de 1994.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":5} -->
<div style="height:5px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5><strong>3. BRS AMÉLIA</strong></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O destaque desse tipo de batata-doce está na fonte de carotenoides*, o que significa que é um alimento pró-vitamina A, muitas vezes em falta nas crianças. É muito aceita pelo consumidor devido ao sabor e à cor, com interior alaranjado. Quando cozida ou assada, sua textura é melada, ou seja, mais macia, com sensação de ‘derreter’ na boca.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":5} -->
<div style="height:5px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5><strong>4. BRS CUIA</strong></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Este tipo de batata-doce também foi desenvolvida a partir de plantas encontradas na região de Pelotas. Seu destaque está na cor creme - tanto da casca quanto do interior, e na textura mais seca. As batatas têm uniformidade, e o formato é redondo e mais alongado, ou seja, as batatas são mais compridas, podendo ter de 15cm a 20cm, e&nbsp; lembram o formato de uma mandioca. O período de cultivo pode variar entre quatro a quatro meses e meio.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5><strong>Como consumir?</strong></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:spacer {"height":5} -->
<div style="height:5px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A batata-doce pode ser consumida de diversas formas. As mais tradicionais são a cozida, a assada ao forno e a caramelizada no forno. Mas existem diversas <a href="https://www.guiadasemana.com.br/receitas/galeria/receitas-com-batata-doce" data-type="URL" data-id="https://www.guiadasemana.com.br/receitas/galeria/receitas-com-batata-doce" target="_blank" rel="noreferrer noopener">receitas</a> que utilizam o alimento como ingrediente principal, como pão, bolo, sopa cremosa, panqueca, nhoque, <em>brownie</em>, purê e chips de batata-doce (este último, inclusive, também é vendido na Polifeira).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":13} -->
<div style="height:13px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5><strong>Glossário:</strong></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:spacer {"height":5} -->
<div style="height:5px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Carotenoides: </strong>substâncias que têm ação antioxidante, atuam na fotoproteção - as substâncias criam uma camada natural na pele, para que ela esteja mais protegida da exposição ao sol - e ajudam na potencialização do sistema imunológico. São pigmentos naturais presentes em folhas, raízes e alimentos marcados pelas cores vermelho, laranja e amarelo. Encontrados em alimentos como cenoura, abóbora, tomate, batata-doce, entre outros.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Betacaroteno: </strong>é um tipo de carotenoide com propriedades antioxidantes, evita danos ao DNA e reduz o risco de alguns tipos de câncer, como o de pele. Também possui propriedade fotoprotetora. É uma substância que confere a cor vermelha a frutas e vegetais. Uma parte dele se transforma em retinol no organismo, vitamina muito importante para seu bom funcionamento. Além da cenoura e da abóbora, é possível encontrar betacaroteno no melão cantalupo, no buriti e em legumes como a couve e o nabo verde.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":26} -->
<div style="height:26px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong><em>Expediente</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Ilustrações:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Mídia Social:</strong>&nbsp;Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Edição de Produção:</strong>&nbsp;Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Edição Geral:</strong>&nbsp;Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>4 motivos para fazer matérias em listas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/4-motivos-para-fazer-materias-em-listas</link>
				<pubDate>Mon, 28 Aug 2017 18:46:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Listas]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Site novo]]></category>

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						<description><![CDATA[Descubra as razões pelas quais a revista Arco passa a investir em listas

]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Parece mesmo que as listas vieram pra ficar. Marca registrada do site <a href="https://www.buzzfeed.com/?country=br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Buzzfeed</a>, as listas são usadas por  muitas publicações jornalísticas, mas ainda dividem as opiniões dos profissionais e pesquisadores. Dentre aqueles que recusam esse formato para a produção de conteúdos informativos existem argumentos importantes, como a falta de profundidade na abordagem dos temas e a valorização do entretenimento no lugar do conteúdo. Mas será que existem bons motivos para o jornalismo fazer listas? Nosso time está apostando que sim… Veja a nossa lista de boas razões para você acompanhar as nossas listinhas:</span>

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<span style="font-weight: 400;">1) </span><b>Muitas descobertas</b>

<span style="font-weight: 400;">As listas podem nos ajudar a organizar melhor o turbilhão de informações sobre ciência que são divulgadas todos os dias. Afinal, vivemos um momento em que a ciência produz muitos resultados, e nem sempre é fácil acompanhar as últimas novidades sobre cada área. Só para você ter uma ideia: segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, apenas em 2015 e nos 2 principais indexadores científicos do mundo - Thomson/ISI e Scopus -, os pesquisadores brasileiros publicaram 63.126 artigos científicos. O mais impressionante é que isso representa apenas 2,57% de toda a produção científica mundial (foram 2.456.818 artigos publicados em 2015) incluída nesses indexadores.</span>

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<center><iframe class="giphy-embed" src="https://giphy.com/embed/FqAwoNjVneJxK" width="480" height="218" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></center>&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">2) </span><b>Excesso de Resultados</b>

<span style="font-weight: 400;">Esse volume gigantesco de pesquisas pode acabar causando confusão para o leitor quando os resultados de pesquisas são publicados em jornais. Você já passou pela experiência de ler uma reportagem sobre como o tomate se tornou o novo vilão para a saúde e, na semana seguinte, dar de cara com outra matéria que defendia exatamente o contrário? Em quem acreditar? As listas podem funcionar muito bem para que você conheça o panorama das pesquisas sobre determinado assunto e descubra como os resultados das pesquisas, ainda que pareçam incompatíveis entre si, podem servir para melhorar a sua qualidade de vida.</span>

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<center><iframe class="giphy-embed" src="https://giphy.com/embed/WxRDPFaGoFvTW" width="480" height="342" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></center><center></center>&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">3) </span><b>Conhecer novos assuntos</b>

<span style="font-weight: 400;">No Brasil, são reconhecidas oito áreas do conhecimento, e quase 80 especialidades de pesquisa. Já parou para pensar o que os estudos sobre Museologia, Engenharia Biomédica, Morfologia ou sobre Recursos Pesqueiros podem ter a ver com a sua vida? Sabia que a Matemática tem quatro sub-divisões gerais de estudos: álgebra, análise, geografia e topologia, e matemática aplicada? Talvez não seja possível você saber tudo sobre tudo, mas as nossas listas podem te ajudar a descobrir novas áreas e interesses, para aprofundar seus conhecimentos sobre a ciência.</span>

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<center><iframe class="giphy-embed" src="https://giphy.com/embed/11tqljvNZyY3PW" width="480" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></center><center></center>&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">4) </span><b>Assuntos complexos</b>

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<center><img class="alignnone wp-image-2065" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/08/nazare-tedesco-vila-de-senhora-do-destino-2004-vira-meme-mundial-1476485254931_1080x703-300x195.jpg" alt="" width="496" height="323" /></center>&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Outra finalidade interessante das listas é a possibilidade de explorar diferentes aspectos de pesquisas muito complexas. Assim fica mais fácil organizar as informações para que você não se perca na leitura. Imagina ter que ler várias matérias que abordam cada erro científico encontrado em filmes sobre dinossauros separadamente? Veja como a compreensão fica melhor quando organizamos em uma lista: </span><a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=476"><span style="font-weight: 400;">10 erros encontrados em filmes sobre dinossauros</span></a>

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Ilustração: Giana Tondolo Bonilla]]></content:encoded>
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