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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>Universo lorquiano em texto e contexto</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/universo-lorquiano-em-texto-e-contexto</link>
				<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 12:56:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[estudo crítico]]></category>
		<category><![CDATA[frederico garcía lorca]]></category>
		<category><![CDATA[García Lorca]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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						<description><![CDATA[Livro de professora da UFSM reúne traduções de três obras de Federico García Lorca e estudo crítico sobre o autor]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Boas histórias não envelhecem com o passar do tempo. No entanto, o mesmo não pode ser dito sobre a linguagem nas quais elas são contadas. Até mesmo os clássicos mais famosos precisam se atualizar para continuar a encantar as novas gerações. Esse é objetivo do livro Trilogia da Terra Espanhola, que traz as peças Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1935), de Federico García Lorca, em nova tradução, feita pela professora Luciana Montemezzo, do Departamento de Letras Estrangeiras e Modernas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).</p><p><br />Lançado de forma online no início deste ano pela editora <a href="https://www.bestiario.com.br/livros/lorca.html">Bestiário</a>, o livro é o primeiro no Brasil a reunir as três peças de teatro em uma única edição. Além disso, ele contém  um estudo crítico literário feito pela professora para situar os leitores sobre a vida e a obra de um dos artistas espanhóis mais influentes do século 20 e sobre os critérios de tradução utilizados por ela. Segundo Luciana, o estudo é destinado tanto para os leitores entenderem o universo lorquiano quanto para companhias teatrais que desejem encenar as obras.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/12/Garcia_lorca_capa_colagem-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A tradução das peças de Lorca foi o tema da <a href="https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/420733?guid=1658188805960&amp;returnUrl=%2Fresultado%2Flistar%3Fguid%3D1658188805960%26quantidadePaginas%3D1%26codigoRegistro%3D420733%23420733&amp;i=21" target="_blank" rel="noopener"><u>tese de doutorado defendida por Luciana</u></a> na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 2008. “Costumo dizer que esse livro é meu terceiro filho, porque desde o doutorado até a publicação passaram 18 anos, então Lorca já é da família”, brinca a professora. A tese se transformou em livro entre 2019 e 2020, quando Luciana fez estágio de pós-doutorado na Facultad de Traducción e Interpretación da Universidad de Granada, região onde Lorca cresceu e foi assassinado. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Neste período, além da pesquisa bibliográfica para o estudo apresentado no livro, a pesquisadora foi às ruas conversar com as pessoas e se adaptar ao espanhol da região de Huelva, que Luciana salienta ser diferente do falado na capital Madri. O objetivo desse trabalho de campo foi tentar trazer, para a língua portuguesa, essas características únicas da forma mais fiel possível. A transposição das falas líricas (cantadas pelos personagens) do espanhol para o português e a atualização de alguns termos utilizados na tradução são algumas das diferenças entre o livro e a tese de doutorado da pesquisadora.</p>		
			<h3>Qual é a cor do vestido da noiva? É galinha ou piranha?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Assim  como o idioma, práticas culturais se transformam com o tempo e podem alterar o sentido original da obra, por isso requerem atenção dos tradutores. Um exemplo é a noiva, personagem do livro Bodas de Sangue, que entra na igreja com um vestido preto. De início, Luciana acreditou que a cor da roupa era uma metáfora do autor para o luto. Mas as aparências (e as vestimentas) também enganam. Depois de pesquisar, a professora descobriu que o uso do vestido preto era comum em cerimônias sociais na época.  “Mantive a cor original no texto porque, como tradutora, não posso interferir na obra”, conta a pesquisadora.  </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para elucidar esse detalhe, ela inseriu uma nota em que explica o contexto da cor do vestido e sugere que a noiva entre com vestido branco em uma eventual montagem teatral. Ao levar a peça para o cinema em <a href="https://en-m-wikipedia-org.translate.goog/wiki/Blood_Wedding_(1981_film)?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=sc" target="_blank" rel="noopener"><u>filme homônimo</u></a>, o cineasta Carlos Saura fez essa adaptação.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No texto de A Casa de Bernarda Alba, Luciana encontrou uma dúvida que durou desde a entrega da tese de doutorado em 2008 até 2016, ano em que foi a Granada pela primeira vez. Em uma das cenas, uma criada disse que pisaria na protagonista Bernarda e a deixaria amassada no chão como se fosse um lagarto. Logo depois, uma vizinha chama a personagem que dá nome à peça de “vieja lagarta recocida” . A diferença entre o gênero masculino e o feminino chamou a atenção da pesquisadora.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ela consultou outras traduções, e todas mantiveram essa diferenciação. Como a dúvida persistiu, Luciana recorreu ao dicionário. Foi então que percebeu que a palavra no feminino é usada em tom depreciativo, como p***, mas também para designar uma pessoa astuta ou traiçoeira. Luciana escolheu a primeira opção. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como Lorca usou um animal como metáfora no original espanhol, ela achou que teria que fazer o mesmo em português. Luciana ficou em dúvida entre galinha e piranha. Para decidir qual termo iria empregar, ela utilizou um método aprendido nas técnicas de tradução: perguntar a pessoas sem nenhuma ligação com o trabalho. Assim, ela começou a perguntar para amigos próximos sobre qual era a diferença entre um animal e outro. “Escolhi os homens porque havia considerado a hipótese de o adjetivo estar referido à moral feminina e achei que os homens poderiam me dar respostas mais espontâneas”, explica Luciana.</p><p dir="ltr"> </p><p>Mas a protagonista é tão traiçoeira que enganou até mesmo a professora. Ela só foi perceber que Lorca usou “lagarta” com o sentido de víbora quando chegou na Espanha. Com a descoberta, a dúvida sobre qual animal utilizar na tradução  retornou e, por isso, consultou José Antonio Pinilla, professor da Universidad de Granada e tradutor de português. “Estávamos no gabinete de português da universidade, ele estava lendo, levantou a cabeça e disse: 'víbora''', lembra.  Luciana quase não acreditou na facilidade com a qual ele solucionou seu dilema de anos.</p>		
			<h3>Outras traduções</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Antes da Trilogia da Terra Espanhola, Bodas de Sangue (1933) havia sido traduzida três vezes, a primeira pela poeta Cecília Meirelles (1944), seguida por Antonio Mercado (1977) e Rubia Goldonni (2004). </p><p><b id="docs-internal-guid-53e81f3c-7fff-5740-bea2-f7e802dc7751" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Yerma (1934) tem duas traduções, uma de 1944 também feita por Cecília Meirelles, e outra em 2000, por Marcus Motta. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A Casa de Bernarda Alba (1936) tem três traduções, uma de 1975, feita por Alphonsus de Guimaraens Filho, e a outra realizada em 2000 também por Marcus Motta. Clarice Lispector e Tati de Moraes traduziram a obra em 1968. Essa versão, no entanto, nunca foi publicada e permanece arquivada na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Nem mesmo o trabalho de poetas e escritores conceituados foram capazes de resistir ao tempo. “Acho o texto da Cecília Meireles belíssimo, superior a qualquer outro, inclusive o meu, porque é um poeta traduzindo outro. Mas existem palavras que estão fora de uso e isso precisava ser atualizado, porque as traduções envelhecem”, analisa Luciana. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Se a versão antiga de um livro já atrapalha a imersão do leitor na obra, é preciso ter ainda mais atenção quando se trata de teatro, já que os espectadores não têm a opção de voltar às partes que não entenderam, a não ser que assistam toda a peça novamente. “Na linguagem atual, tragédia e comédia ficam muito próximos e isso me preocupava muito, porque as peças são sobre tragédia, mas basta um deslize para uma fala trágica virar risível”, enfatiza a pesquisadora.</p>		
			<h3>Rua Federico García Lorca: esquina entre arte e política</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A trilogia foi escrita em um período de forte polarização política, que culminou na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), travada entre republicanos e nacionalistas. A vitória dos nacionalistas deu início à Ditadura Franquista, que durou 37 anos. Por conta de suas obras, Lorca se tornou inimigo dos conservadores espanhóis e uma das primeiras vítimas da guerra.  “A situação política se reflete nas peças de forma gradual. Em Bodas de Sangue há uma crítica política muito velada, em Yerma já aparece um pouco mais”, detalha Luciana. </p><p><b id="docs-internal-guid-4804318f-7fff-d486-f4dd-fe24f9cd3090" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A última cena de Yerma se passa em uma procissão realizada por mulheres que desejam engravidar, uma menção à Romaria Cristo Del Paño, que ocorre desde o século 17 até hoje, na província de Granada. Durante a liturgia,  uma anciã diz a Yerma que quem realiza o milagre da concepção não é Cristo, mas sim os homens que vinham de fora. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Após a estreia da peça, a reação do público se dividiu entre ovação pelos jornais de esquerda e acusações de blasfêmia pelos jornais conservadores. “Meu coorientador de tese costumava dizer que Yerma foi a primeira bala que matou Lorca. A partir dali, ele virou inimigo de toda a ala conservadora do país”, comenta.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em A Casa de Bernarda Alba, a crítica política se acentua mais uma vez, mas Lorca nunca soube qual foi a recepção da crítica: 30 dias depois de finalizar a obra, o escritor foi assassinado pelo governo espanhol e até hoje seus restos mortais não foram encontrados. Por conta da guerra e da ditadura, a peça estreou nove anos depois, em Buenos Aires, e só foi apresentada na Espanha em 1964, com o país ainda sob ditadura.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outro aspecto que fez de Lorca um inimigo público foi o fato de nunca ter escondido que era homossexual. “Ele vivia em uma condição cômoda, pois sua família tinha recursos financeiros e aceitava sua sexualidade. Mesmo assim, ele foi morto também por ser homossexual”, analisa a pesquisadora.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mesmo após sua morte, Lorca não deixou de receber ataques. Luciana conta que monumentos em sua homenagem frequentemente são alvos de hostilidade. Em Granada, onde Lorca foi assassinado, monumentos às vítimas de perseguição política já foram pichados com a palavra “mentira”. Uma rua que leva seu nome na cidade de Huelva, província de Granada, teve a placa pichada com palavra “maricón”, equivalente ao termo “viado” em português. “Eu ouvi coisas muito parecidas com as que a gente ouve aqui sobre ditadura: pessoas questionando o porquê procurar os corpos das vítimas desaparecidas, dizendo que quem gosta de osso é cachorro”, relata a pesquisadora.</p><p dir="ltr"> </p><p>Segundo Luciana, outro diferencial do livro Trilogia da Terra Espanhola é mostrar que não apenas a obra, mas também a vida e os desafios que Lorca enfrentou em sua época continuam atuais e sem tanta necessidade de tradução. “Ele é um autor que não só marcou sua época, como ele ainda reverbera no nosso futuro”, finaliza.</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"><p><strong> Sobre a<em style="font-family: inherit;font-size: inherit">Trilogia da Terra Espanhola</em></strong></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desde o início, a ideia de Lorca era escrever uma trilogia sobre o universo da Andaluzia, região ao sul da Espanha. No entanto, ele nunca escreveu a peça final, pois foi morto pela ditadura espanhola. Com o tempo, a crítica especializada em sua obra colocou ‘A Casa de Bernarda Alba’ como parte final da trilogia por ter temática e aspectos comuns às duas obras anteriores.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Bodas de Sangue (1933) : Narra a história de um casamento entre camponeses. A Noiva, um dos personagens principais está prestes a se casar, ela segue apaixonada por Leonardo, seu ex-noivo. No dia do casamento da Noiva, Leonardo surge para seduzi-la. O que era para ser uma simples cerimônia se torna em uma série de perseguições pelo deserto espanhol.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Yerma (1934): Yerma é uma mulher que vive o drama de não poder engravidar, mas mantém a esperança de ter um filho. Para isso, ela busca ajuda de todas as formas possíveis, enquanto enfrenta a indiferença do marido, Juan, que não demonstra nenhum interesse em compartilhar sua angústia. Esse conflito de interesses não só desgasta a relação, como a torna cada vez mais preocupante.</p><p><br />A Casa de Bernarda Alba (1936): Começa com o velório do segundo marido de Bernarda Alba, protagonista da peça. Após o cortejo, a matriarca impõe às suas cinco filhas um luto de oito anos. Dominadora, ela mantém as filhas Angústias, Madalena, Martírio, Amélia e Adela sob vigilância implacável, transformando a casa em um caldeirão de tensões. Junto à agonia do cativeiro, duas das filhas lutam pelo amor do mesmo homem.</p></td></tr></tbody></table><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Bernardo Salcedo, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Memória e Legado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/memoria-e-legado-2</link>
				<pubDate>Mon, 12 Sep 2022 12:28:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[impressa]]></category>
		<category><![CDATA[12ª impressa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[história da ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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						<description><![CDATA[Quatro livros da Editora UFSM narram a trajetória da Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A UFSM completou 60 anos, em dezembro de 2020, em meio à pandemia de Covid-19 e, por isso, as  comemorações tiveram que ocorrer a distância. Nesse cenário de atividades remotas, uma forma de manter a proximidade com a Universidade é conhecer seu passado, que é contado nas páginas de quatro livros da Editora UFSM. As publicações a seguir retratam uma Universidade que, mais do que mudar a história de Santa Maria, ajudou a mudar a história do Brasil, ao mostrar que a democratização do ensino gratuito e de qualidade, além de possível, é o único caminho para o desenvolvimento do país. E a comunidade acadêmica pode se orgulhar por escrever, a cada dia, um novo capítulo para os livros que ainda virão.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Editora-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de uma estante vertical formada por quatro nichos assimétricos, em marrom escuro. Os nichos estão cheios de livros. O primeiro (de baixo para cima) e o terceiro, tem três livros em pé na parte esquerda e um livro com a capa em destaque na parte direita. O segundo e o quarto tem três livros enfileirados na parte direita e a capa em destaque na parte esquerda. Os livros tem a lombada rosa, vermelho, bege, verde claro, branco, preto e azul. Os livros em destaque, na primeira prateleira, tem a capa branca com árvore azul, o brasão da Ufsm e o título &quot;50 anos&quot;. No segunda nicho, a capa e bege, e o título é &#039;Concretizando um ideal&#039;. No terceiro nicho, o livro tem capa azul, com uma estrela amarela no centro, e o título &#039;USM a nova universidade &#039;. No quatro nichos, a capa tem fundo azul e desenho de um homem de pele branca, cabelos e bigode pretos no centro. O fundo da Ilustração é amarelo mostarda." loading="lazy" />														
			<h3>José Mariano da Rocha Filho: Fotobiografia - Maria Izabel Mariano da Rocha Duarte - 2014</h3>		
		<p>Além de contar sobre a infância e a juventude do fundador da UFSM, a fotobiografia traz os desafios enfrentados na luta pela interiorização do ensino. O livro mostra como a Faculdade de Farmácia de Santa Maria, que possuía apenas cinco alunos e não tinha recursos para pagar o salário de seus professores, tornou-se uma Universidade pioneira, preocupada com o acesso de todas as camadas sociais e, principalmente, da população do interior ao ensino superior público de qualidade.</p>		
			<h3>USM: A Nova Universidade - José Mariano da Rocha Filho - 2011 (2ª edição)</h3>		
		<p>O livro apresenta o projeto fundador da Universidade. Seu conteúdo revela as contribuições da Universidade para o ensino superior público do país – como o estágio obrigatório ao final do curso e a instituição de carreira universitária vitalícia com dedicação exclusiva para os docentes. Outro novo conceito trazido pela então Universidade de Santa Maria foi a atenção dada ao espaço do ensino universitário, que deveria ser um lugar capaz de integrar não só todos os estudantes da instituição, mas também as atividades acadêmicas, sociais e culturais. Com esse objetivo, surgiu o primeiro campus totalmente planejado do país.</p>		
			<h3>Concretizando Um Ideal - Neiva Pavezi - 2011</h3>		
		<p>Também retrata os primeiros passos da UFSM. O livro mostra como a Universidade foi considerada um marco da arquitetura urbana moderna na época de sua construção. Assim, a obra traz questões arquitetônicas sobre a elaboração dos planos pilotos da Universidade, da paisagem da Cidade Universitária e até detalhes sobre a construção dos prédios mais conhecidos da instituição. A parte principal do livro, contudo, é o grande catálogo de fotografias, com as imagens da Cidade Universitária entre os anos de 1960 e 1973.</p>		
			<h3>Os 50 Anos da Nova Universidade - Maria Eugênia Mariano da Rocha Barichello - 2011</h3>		
		<p>A publicação mostra os valores que guiaram a Universidade até seu meio século de existência, completados em dezembro de 2011. Um exemplo já citado é a democratização do ensino superior. Esse objetivo levou a UFSM a se tornar pioneira em implementar ações de extensão fora da cidade sede e também a primeira universidade a ter um campus avançado na Amazônia, situado em Boa Vista, Roraima. Esse campus deu origem à Universidade Federal de Roraima. Por sua gestão eficiente, a UFSM se tornou referência e liderança para o aperfeiçoamento do ensino universitário na América Latina.</p><em>Expediente:</em><em>Reportagem:&nbsp;Bernardo Salcedo; acadêmico de Jornalismo;</em><em>Ilustração e diagramação:&nbsp;Renata Costa. acadêmica de Produção Editorial.</em><br><em style="font-size: 16px">Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Memória e Legado</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/memoria-e-legado</link>
				<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 19:32:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Memória e Legado]]></category>
		<category><![CDATA[Editora UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[história da ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Revista impressa]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8964</guid>
						<description><![CDATA[Quatro livros da Editora UFSM narram a trajetória da Universidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A UFSM completou 60 anos, em dezembro de 2020, em meio à pandemia de Covid-19 e, por isso, as  comemorações tiveram que ocorrer a distância. Nesse cenário de atividades remotas, uma forma de manter a proximidade com a Universidade é conhecer seu passado, que é contado nas páginas de quatro livros da Editora UFSM. As publicações a seguir retratam uma Universidade que, mais do que mudar a história de Santa Maria, ajudou a mudar a história do Brasil, ao mostrar que a democratização do ensino gratuito e de qualidade, além de possível, é o único caminho para o desenvolvimento do país. E a comunidade acadêmica pode se orgulhar por escrever, a cada dia, um novo capítulo para os livros que ainda virão.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Editora-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de uma estante vertical formada por quatro nichos assimétricos, em marrom escuro. Os nichos estão cheios de livros. O primeiro (de baixo para cima) e o terceiro, tem três livros em pé na parte esquerda e um livro com a capa em destaque na parte direita. O segundo e o quarto tem três livros enfileirados na parte direita e a capa em destaque na parte esquerda. Os livros tem a lombada rosa, vermelho, bege, verde claro, branco, preto e azul. Os livros em destaque, na primeira prateleira, tem a capa branca com árvore azul, o brasão da Ufsm e o título &quot;50 anos&quot;. No segunda nicho, a capa e bege, e o título é &#039;Concretizando um ideal&#039;. No terceiro nicho, o livro tem capa azul, com uma estrela amarela no centro, e o título &#039;USM a nova universidade &#039;. No quatro nichos, a capa tem fundo azul e desenho de um homem de pele branca, cabelos e bigode pretos no centro. O fundo da Ilustração é amarelo mostarda." loading="lazy" />														
			<h3>José Mariano da Rocha Filho: Fotobiografia – Maria Izabel Mariano da Rocha Duarte – 2014</h3>		
		<p>Além de contar sobre a infância e a juventude do fundador da UFSM, a fotobiografia traz os desafios enfrentados na luta pela interiorização do ensino. O livro mostra como a Faculdade de Farmácia de Santa Maria, que possuía apenas cinco alunos e não tinha recursos para pagar o salário de seus professores, tornou-se uma Universidade pioneira, preocupada com o acesso de todas as camadas sociais e, principalmente, da população do interior ao ensino superior público de qualidade.</p>		
			<h3>USM: A Nova Universidade – José Mariano da Rocha Filho – 2011 (2ª edição)</h3>		
		<p>O livro apresenta o projeto fundador da Universidade. Seu conteúdo revela as contribuições da Universidade para o ensino superior público do país – como o estágio obrigatório ao final do curso e a instituição de carreira universitária vitalícia com dedicação exclusiva para os docentes. Outro novo conceito trazido pela então Universidade de Santa Maria foi a atenção dada ao espaço do ensino universitário, que deveria ser um lugar capaz de integrar não só todos os estudantes da instituição, mas também as atividades acadêmicas, sociais e culturais. Com esse objetivo, surgiu o primeiro campus totalmente planejado do país.</p>		
			<h3>Concretizando Um Ideal – Neiva Pavezi – 2011</h3>		
		<p>Também retrata os primeiros passos da UFSM. O livro mostra como a Universidade foi considerada um marco da arquitetura urbana moderna na época de sua construção. Assim, a obra traz questões arquitetônicas sobre a elaboração dos planos pilotos da Universidade, da paisagem da Cidade Universitária e até detalhes sobre a construção dos prédios mais conhecidos da instituição. A parte principal do livro, contudo, é o grande catálogo de fotografias, com as imagens da Cidade Universitária entre os anos de 1960 e 1973.</p>		
			<h3>Os 50 Anos da Nova Universidade – Eugenia Mariano da Rocha Barichello – 2011</h3>		
		<p>A publicação mostra os valores que guiaram a Universidade até seu meio século de existência, completados em dezembro de 2011. Um exemplo já citado é a democratização do ensino superior. Esse objetivo levou a UFSM a se tornar pioneira em implementar ações de extensão fora da cidade sede e também a primeira universidade a ter um campus avançado na Amazônia, situado em Boa Vista, Roraima. Esse campus deu origem à Universidade Federal de Roraima. Por sua gestão eficiente, a UFSM se tornou referência e liderança para o aperfeiçoamento do ensino universitário na América Latina.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Bernardo Salcedo; acadêmico de Jornalismo;</em><em><strong>Ilustração e diagramação:</strong> Renata Costa. acadêmica de Produção Editorial.</em><br /><em style="font-size: 16px">Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em><em><br /></em>]]></content:encoded>
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				<title>Arco entrevista escritor Milton Hatoum</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-escritor-milton-hatoum</link>
				<pubDate>Thu, 22 Jul 2021 11:14:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Flism]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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						<description><![CDATA[Autor brasileiro foi convidado para encerrar o último dia da festa literária de Santa Maria (FLISM)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":8551,"width":1024,"height":668,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/07/Entrevista_MiltonHatoum_EP-1024x668.jpg" alt="Ilustração colorida na horizonal. O fundo da imagem é dividido ao meio entre duas cores - verde e vermelho bordô. À esquerda, a silhueta de um homem com óculos lendo um livro. À direita, a legenda de &quot;Entrevista: Milton Hatoum&quot;. " class="wp-image-8551" width="1024" height="668" /></figure></div>
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<p>Com o intuito de promover debates e divulgar a literatura para a comunidade santa-mariense, a Festa Literária de Santa-Maria (FLISM) foi realizada pela primeira vez, em 2018, no auditório da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (Cesma). Através de conversas sobre (e com) grandes escritores, as discussões são mediadas por professores, agentes culturais, críticos literários e autores locais.&nbsp;</p>
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<p>O evento foi idealizado pelos professores do Curso de Letras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Raquel Trentin e Enéias Tavares, juntamente com o professor do Curso de Música da UFSM, Gérson Werlang. Durante os quatro anos de realização, vários escritores renomados passaram pelo evento, como Ignácio de Loyola Brandão, Luiz Ruffato e Leticia Wierzchowski.</p>
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<p>O professor do Departamento de Letras vernáculas da UFSM, Pedro Brum, comenta que a FLISM permite que os participantes desenvolvam o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso de beleza e a percepção da complexidade do mundo, através da experiência literária como atividade que reforça o ato de pensar criticamente sobre o que se lê, sobre as realidades implicadas no ato de produção e de leitura. </p>
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<p>Em 2020, a pandemia de Covid-19 impossibilitou a realização do evento na Cesma, mas os organizadores conseguiram adaptá-lo para o meio online. Por isso, a terceira edição ficou conhecida como ‘FLISM em Casa’. Nesta quarta edição, em 2021, que aconteceu entre os dias 13 a 16 de julho, também de forma remota - transmitida pelo <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.youtube.com/channel/UCAdQVtO2TNdgVXdkkURzecw" target="_blank">canal do YouTube</a> -, a festa teve, pela primeira vez, a presença de uma escritora internacional, a autora portuguesa Lídia Jorge. Ainda como parte da programação, houve discussões com poetas locais,  uma conversa com André Diniz sobre sua <em>graphic novel</em>, <em>A Revolta da Vacina</em>, publicada pela editora DarkSide Books, e um debate com o escritor Milton Hatoum, mediado pelo professor Brum, que encerrou a FLISM.</p>
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<p>Premiado escritor brasileiro, Milton Hatoum nasceu em Manaus, no Amazonas. Seu primeiro livro, o <em>Relato de um Certo Oriente</em>, foi publicado em 1989 e venceu o Prêmio Jabuti - premiação tradicional da literatura brasileira. Em 2006, seu livro <em>Cinzas do Norte</em>, publicado em 2005, também levou o prêmio na categoria de Melhor Romance. <em>Dois Irmãos</em>, publicado em 2000 e <em>Órfãos do Eldorado</em>, publicado em 2008, ganharam adaptações audiovisuais. O autor também foi professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) de 1984 a 1999.</p>
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<p>Para Brum, o que mais lhe impressiona na obra de Hatoum “é o sentido de busca de uma identidade que é, ao mesmo tempo, manauara, brasileira, libanesa ou tudo isso ao mesmo tempo, expressa sobretudo no engenho de seus narradores”.&nbsp; Diante disso, a Revista Arco conversou com Milton Hatoum sobre suas obras,&nbsp; o contexto da leitura no Brasil e a importância de eventos como a FLISM.</p>
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<p><strong>ARCO: Quais livros formaram quem você é hoje?</strong></p>
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<p>Bom, como livros formadores, posso citar o Érico Veríssimo, o Graciliano Ramos, que foram importantes. Li um pouco de literatura francesa, na minha primeira juventude em Manaus, e também os contos do Machado de Assis, li também parte dos <em>Sertões</em>, de Euclides da Cunha, foram autores importantes na minha vida. Naquele momento, dos 12 aos 15 anos, antes de viajar para Brasília, foram autores fundamentais, porque não havia televisão em Manaus, então o nosso acesso ao Brasil era através da literatura e de fotografias. Aprendi muito com <em>Vidas Secas</em>, do Graciliano Ramos, por exemplo, conheci o sertão da vida sertaneja, da cultura sertaneja, da brutalidade social e da miséria. Anos depois, reli esses livros e aos poucos me aprofundei em outras obras também, de outras línguas. Tive sorte, na infância, pela presença de um narrador oral que era o meu avô materno, e isso estimulou a minha imaginação, do contador de histórias com a sua sabedoria, de experiência de vida. Retribuí muito tempo depois com um conto do livro<em> A Cidade Ilhada</em>, que homenageia esse narrador oral. Enfim, tive sorte de ter tido bons professores na escola pública, no Colégio Pedro Segundo em Manaus, depois em Brasília e São Paulo, foi importantíssimo. Enquanto não se investir em educação pública de qualidade, nós vamos ser apenas caricaturas de democracia que nunca foi tão caricata quanto é nos dias atuais.</p>
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<p><strong>ARCO - Em relação às suas obras, a memória é o tema em comum que perpassa por todas elas. A vida em Manaus, a herança libanesa e agora na trilogia </strong><strong><em>O Lugar Mais Sombrio</em></strong><strong>, a ditadura. Como é o processo de articular o passado com o presente e colocar suas lembranças nos romances, ou seja, como é distinguir no desenvolvimento da escrita o que é ficcional e o que é memória?</strong></p>
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<p>Seria um movimento. Porque a memória de um passado distante - e isso sempre trabalhei nos meus livros, por isso levo tanto tempo para escrevê-los, às vezes dez anos como aconteceu com <em>Dois Irmãos</em> ou com a trilogia <em>O Lugar Mais Sombrio</em> -; a memória, eu penso como um movimento do passado que chega ao presente. Não é algo cristalizado no passado, ela repercute no presente. Portanto, todo esse movimento é construído pela linguagem, pela forma mais importante na literatura. Como que você constrói a sua narrativa?, de qual ponto de vista?, questões técnicas de estrutura de personagem, de conflitos de tempo e de espaço. E tudo isso, relacionado com a minha experiência de vida e de leitura, tem a ver com uma reflexão sobre a minha cidade ou sobre as cidades onde vivi. De alguma forma, todos os meus romances possuem a vontade de dialogar com o presente. Quando escrevo sobre a Amazônia no<em> Dois Irmãos</em> ou no<em> Cinzas do Norte</em>, estou relatando um tempo desses conflitos humanos, de um quadro histórico. A memória assume um papel importantíssimo, daquelas passagens da vida um pouco ofuscadas ou nebulosas, que constrói, através da imaginação, o pilar mais importante de uma obra de arte. A questão é transformar a imaginação em linguagem.</p>
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<p><strong>ARCO - Qual a importância de eventos que promovem debates literários, como a FLISM?</strong></p>
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<p>É auspicioso, é importantíssimo e fico grato pelo convite de participar desse festival, patrocinado por uma universidade pública. Também fui professor de uma instituição pública, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), durante 15 anos, inclusive no período do governo Collor (1990-1992) - outro mandato presidencial insidioso que trabalhou contra as universidades, contra o ensino público; que não estava interessado na pesquisa, na educação, enfim, no financiamento dessas universidades. Então, o evento é de grande importância, porque assim podem surgir questões literárias e, de modo oblíquo ou indireto, questões políticas também. A presença de professores, de pesquisadores, de estudantes e do público de um modo geral em um evento patrocinado e promovido por uma universidade pública é algo importantíssimo nesse momento trágico da vida política, social e cultural brasileira.</p>
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<p><strong>ARCO - Nos últimos anos, no Brasil, estamos percebendo um aumento da desinformação, de ataques à liberdade de imprensa e de expressão. Enfim, uma intensificação de discursos de ódio. Você considera que a literatura e outras formas de expressões culturais e artísticas podem ser uma maneira de lutar contra esses atos de repressão?</strong></p>
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<p>Sim. Mas, a literatura e as artes, de um modo geral, não são discursos ideológicos. Quando você lê um romance, geralmente, o leitor ou a leitora faz perguntas e são elas que conduzem a reflexão de uma questão, de um problema ou de um conflito humano. Então, eu acho que em qualquer circunstância a literatura é uma espécie de salvação. Permite uma viagem da imaginação através da linguagem e também apresenta uma forma de reflexão sobre o presente que vivemos. O que acontece, hoje, no Brasil, é uma forma de opressão que inibe muitas pessoas. Mas não nos cala, nós não somos obrigados a silenciar. Então, por isso, escrevemos, precisamos ler e continuar a fazer o ofício que mais nos satisfaz. No meu caso, o que me move para escrever é o desejo. Porém, a situação é muito adversa para quem admira ou para quem convive ou não pode viver sem a arte, sem a imaginação. A dificuldade de financiamentos para filmes, para peças de teatro, para festivais de músicas, prejudica a produção artística no Brasil, o que é muito preocupante.</p>
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<p><strong>ARCO - Poderia comentar um pouco sobre a problemática levantada pela Receita Federal e por outros membros do governo sobre a taxação de livros e sobre a declaração que “pobres não leem livros”?</strong></p>
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<p>A elite do governo acredita que o livro é artigo de luxo para poucos, consumido por poucos e assim exclui a massa de brasileiros, a grande maioria dos brasileiros que gostariam de ler. Agora, dizer que só os ricos gostam de ler é de fato uma afirmação das mais preconceituosas e uma grande mentira. Uma afirmação sem nenhuma evidência na realidade. Como comentei, fui professor por quase 15 anos em universidade pública. Meus alunos e minhas alunas eram pessoas humildes, de famílias humildes, e todos queriam ler. Havia um desejo enorme de ler e, às vezes, eles não podiam comprar - muitas vezes eu fotocopiava livros ou doava para a própria biblioteca que não possuía certas obras. Então, há uma carência enorme, sobretudo no Amazonas. Por isso, a elite brasileira é preconceituosa e cruel. E o Ministro da Economia responde aos anseios dessa elite, na verdade, ele pertence a essa elite e não está preocupado com a qualidade de vida do povo brasileiro, nem com acesso à educação pública de qualidade e à cultura. Mas nós devemos criticar isso, não silenciar, e apostar na força da literatura cujo alcance aparentemente é pequeno, no entanto tem o poder de formar leitores. Como dizia Antônio Candido, nosso maior crítico literário, “o direito à literatura também faz parte dos direitos humanos”. Então, o festival de literatura promovido por uma universidade pública dá sentido e dá densidade a esse direito.</p>
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<p>&nbsp;<strong>ARCO – Para finalizar, gostaria de saber: o que significa a literatura para você?&nbsp;</strong></p>
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<p>A literatura é uma das formas de se ver o mundo, não é um espelho do real, contudo é uma tentativa de reproduzir a realidade. Na verdade, o escritor ou a escritora, de algum modo, criam um universo ficcional e trabalham com isso para expressar suas inquietações, seus fantasmas e os conflitos humanos. No centro de tudo isso está a linguagem. Muitas vezes, o que se lê expressa o mundo interior, subjetivo, em vez de o mundo no qual vivemos. São mergulhos da intimidade, a obra da Clarice Lispector é um exemplo.</p>
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<p><strong><em>Expediente</em></strong></p>
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<p><em><strong>Reportagem:</strong> Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e voluntária da revista Arco</em></p>
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<p><em><strong>Ilustração:</strong><em> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</em></em></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Mídia Social:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo</em></p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p><em><strong>Editora de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</em></p>
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<p><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalista</em>s</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Como funciona a enumeração dos livros nas bibliotecas da UFSM?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/como-funciona-a-enumeracao-dos-livros-nas-bibliotecas-da-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 24 Apr 2019 17:44:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[numeração]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/?p=5808</guid>
						<description><![CDATA[Confira como são classificadas as obras nas bibliotecas na UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><img class="alignnone wp-image-5811 size-large" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/Curiosidade_01_CapaARCOo-1024x668.jpg" alt="" width="1024" height="668" /></p>
<p>Ouça esta reportagem:</p>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/Curiosidades-Numeração-Bibliotecas-Marcelo.mp3"][/audio]</p>
<p> </p>
<p>A numeração dos livros nas bibliotecas da UFSM segue a Classificação Decimal Universal (CDU), um sistema de organização de documentos criado no final do século 19 pelos bruxelenses Paul Otlet e Henri La Fontaine. A CDU classifica qualquer obra ou documento em dez categorias básicas do conhecimento humano. O primeiro algarismo da numeração da obra corresponde a uma das categorias – o número que inclui matemática, ciências naturais e suas tecnologias, por exemplo, é 6. Os algarismos seguintes especificam cada vez mais o assunto do livro. A segunda parte da numeração começa com a primeira letra do sobrenome do principal autor e o número correspondente ao sobrenome na tabela de Cutter – outro sistema internacional de classificação. A numeração termina com a primeira letra do título da obra, excluindo os artigos.</p>
<p><strong>Locução:</strong> Marcelo De Franceschi</p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/Curiosidades-Numeração-Bibliotecas-Marcelo.mp3" length="2828228" type="audio/mpeg" />
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						</item>
						<item>
				<title>10 coisas curiosas que você encontra na Biblioteca Central</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/10-coisas-curiosas-que-voce-encontra-na-biblioteca-central</link>
				<pubDate>Mon, 29 Oct 2018 21:24:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca Central]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4742</guid>
						<description><![CDATA[De jogos de tabuleiro a obras históricas, saiba mais sobre alguns dos 96 mil itens do acervo
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">O acervo da Biblioteca Central (BC) da UFSM possui cerca de 96 mil itens, mas apenas dois terços deles são livros. Conforme dados do Sistema de Informações para o Ensino (SIE), o restante da coleção inclui obras e objetos que podem surpreender a muitos no campus: mapas, livros em braile, jogos de tabuleiro e itens históricos.</span>

Segundo a bibliotecária Ana Paula Guimarães da Silva, "a biblioteca busca ser referência de conhecimento e um local de convivência e acolhimento". Além disso, de acordo com a também bibliotecária Deisiré Amaral Lobo, "a BC tem o objetivo de fazer com que o público 'se sinta inserido' no seu ambiente, e, aliado a isso, busca-se acompanhar a evolução dos suportes da informação para cumprir o seu papel de coletar, organizar e disseminar conhecimento".  Nesse sentido, apresentamos, a seguir, uma lista com 10 coisas curiosas que podem ser encontradas na BC:

<span style="font-weight: 400;"> </span>

<b>1- Livros em braille</b>

A BC possui 173 exemplares de livros em Braille, acessíveis a pessoas cegas. Todos eles foram distribuídos pela <a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=174" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Fundação Dorina Nowill</a> - ONG sediada em São Paulo que atua na inclusão social de deficientes visuais. <span style="font-weight: 400;">O Inep, órgão vinculado ao Ministério da Educação que estuda e avalia o sistema educacional brasileiro, determina que as bibliotecas universitárias devem oferecer obras acessíveis.</span>

Os livros em Braille podem ser retirados para empréstimo assim como os demais livros. A maior parte dos exemplares é de obras literárias, como os clássicos <i>Harry Potter</i> e <i>Robinson Crusoé</i>. Também há vários títulos relacionados à educação e à legislação.
<b><img class="aligncenter size-large wp-image-4743" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.010braile-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></b>

&nbsp;

<b>2- Jogos de tabuleiro</b>

<span style="font-weight: 400;">Exemplares dos jogos de xadrez e damas também fazem parte do acervo da BC. Duas mesas com o quadriculado branco e preto do xadrez servem de tabuleiro para as peças que são emprestadas para jogos no local. Periodicamente, o Setor de Atendimento Integral ao Estudante (Satie) da UFSM promove, na Biblioteca, campeonatos de xadrez entre alunos do campus.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4744" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.042jogos-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

&nbsp;

<b>3- Mapas</b>

<span style="font-weight: 400;">Egito Antigo, municípios gaúchos e países balcânicos são exemplos de territórios representados nos cerca de 900 mapas que podem ser consultados na Biblioteca Central - muitos com quase um metro de largura e, alguns, raros. A maior parte dos mapas  é das décadas de 1960 e 1970, e a região mais retratada é o território brasileiro. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) costumava enviar suas publicações cartográficas para o acervo da UFSM.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Décadas atrás, mi</span><span style="font-weight: 400;">litares da Aeronáutica costumavam consultar mapas na BC. Hoje, eles são procurados principalmente por alunos do curso de Geografia e, eventualmente, por topógrafos.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4745" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.037mapas-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

&nbsp;

<b>4- CDs, DVDs, fitas VHS, fitas cassete e disquetes</b>

<span style="font-weight: 400;">Estão registrados no acervo da Biblioteca Central 935 CDs e CD-ROMs, 249 DVDs, 132 fitas VHS, 63 disquetes e 12 fitas cassete. Muitos dos CDs são audiolivros, que garantem que deficientes visuais tenham acesso a obras como </span><i><span style="font-weight: 400;">As Crônicas de Nárnia</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Memórias de Minhas Putas Tristes</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entre os itens audiovisuais, também há vários que acompanham livros disponíveis no acervo. A coleção inclui ainda cursos de idiomas, músicas, filmes, anais de eventos e materiais relacionados à anatomia - que facilitam com que o aluno visualize estruturas corporais.</span><img class="aligncenter size-large wp-image-4746" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.106acervo-dvd-videoaulas-etc-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

&nbsp;

<b>5- Mesa de luz</b>

<span style="font-weight: 400;">Uma mesa de luz, como a que os arquitetos utilizam para desenhar sobre plantas baixas, é um dos artefatos que podem ser encontrados no subsolo da BC. A mesa, cujo tampo emana luz, permite que uma pessoa desenhe em uma folha em branco visualizando o desenho que está sob a folha. Atualmente, a mesa é mais utilizada por alunos de Geografia para consultar os mapas da Biblioteca.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4749" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.019-mesa-arquitetura-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

&nbsp;

<b>6- Teses e dissertações</b>

<span style="font-weight: 400;">A BC reúne todos os trabalhos de conclusão de cursos de pós-graduação produzidos na UFSM desde a criação da biblioteca, em 1972. Encadernadas em capas azuis, seguindo padrão da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), as teses e dissertações ocupam uma sala no andar mais alto do prédio.</span>

<span style="font-weight: 400;">O Ministério da Educação exige que as produções científicas de pós-graduação sejam armazenadas pelas instituições de ensino. As teses e dissertações podem ser retiradas para empréstimo assim como os livros.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4750" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.154dissertações-e-teses-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

&nbsp;

<b>7- Exposições</b>

<span style="font-weight: 400;">Ocasionalmente, a BC também sedia exposições artísticas. Em agosto, foi promovida a exposição Atlas, em vários ambientes da Biblioteca, com obras de alunos do Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM. Uma mostra de fotografias tem previsão para ocorrer em novembro.<span style="color: #ff0000;"> </span></span>

<span style="font-weight: 400;">Além disso, no andar superior ficam expostas permanentemente pinturas de Débora Dimussio, uma das bibliotecárias do local.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4751" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.148quadros-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

&nbsp;

<b>8- Coleção de edições do Diário Oficial da União</b>

<span style="font-weight: 400;">A atual Constituição do Brasil foi promulgada em 5 de outubro de 1988. A edição do Diário Oficial da União (DOU) da data informa, logo na primeira página, que, durante a cerimônia de promulgação, o texto da nova lei fundamental circularia em uma edição especial da publicação. Esse e outros episódios da história do Brasil podem ser consultados na coleção de edições do DOU da Biblioteca Central. O acervo possui todas as edições publicadas desde 1943.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">As edições do DOU fazem parte da categoria de obras de referência - que inclui enciclopédias e demais exemplares que abordam uma grande variedade de temas. As obras de referência podem ser consultadas apenas dentro da Biblioteca.</span>

<span style="font-weight: 400;"><img class="aligncenter size-large wp-image-4771" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.063diario-oficial-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></span>

&nbsp;

<b>9- Salas multiuso</b>

<span style="font-weight: 400;">Estão à disposição do público da UFSM três salas na BC. As duas que ficam no  subsolo - o mesmo andar onde ficam os livros - possuem iluminação natural abundante e vista panorâmica. Nelas, o projeto Esporte Universitário promove, periodicamente, sessões de pilates, yoga e meditação para alunos da UFSM.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4753" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.083sala-ativ-físicas-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

<span style="font-weight: 400;">No andar superior fica a sala Multimídia, destinada a apresentações e reuniões. O ambiente é equipado com </span><i><span style="font-weight: 400;">data show</span></i><span style="font-weight: 400;">, cadeiras e uma mesa de reuniões. O uso dos três espaços pode ser agendado na secretaria da biblioteca.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4756" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.124sala-multimídia-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

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<b>10- Acervo especial</b>

<span style="font-weight: 400;">Cerca de 200 obras estão reunidas em um acervo especial mantido pela BC à espera de estudos que confirmem se possuem características excepcionais de antiguidade, caráter histórico, edição esgotada ou clássica para determinada área de conhecimento. Os itens do acervo especial se caracterizam por serem considerados antigos, históricos, esgotados ou clássicos para determinada área de conhecimento. Alguns podem ser raros, e a Divisão de Processos Técnicos assegura que são obras de relevância institucional e importantes com relação a áreas de pesquisa da Universidade. Os itens do acerco especial "são parte da memória bibliográfica dos acervos e contribuíram para o conhecimento gerado na UFSM, ou seja, são patrimônio cultural institucional", segundo o diretor da Biblioteca Central, Fernando Leipnitz. </span><span style="font-weight: 400;">A preservação da coleção especial em um espaço próprio permite que os itens sejam mantidos em condições controladas de ventilação, umidade e segurança. </span>

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<span style="font-weight: 400;">Além do acervo especial, a Biblioteca possui a Coletânea UFSM, uma coleção de obras produzidas pela Universidade que inclui periódicos e publicações das unidades de ensino. A Coletânea UFSM está em um local isolado do restante dos itens. </span>

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<span style="font-weight: 400;">A criação de uma sala de coleções especiais com climatização adequada é um objetivo da Biblioteca Central.</span>

<img class="aligncenter size-large wp-image-4757" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/10/UFSM.2018.048.104acervo-especial-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

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<b>Reportagem:</b><span style="font-weight: 400;"> Rossano Villagrán Dias, acadêmico de Jornalismo</span>

<b>Edição: </b><span style="font-weight: 400;">Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo</span>

<b>Fotografia:</b><span style="font-weight: 400;"> Rafael Happke</span>]]></content:encoded>
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