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				<title>Mapeamento e monitoramento da Covid-19 em Santa Maria</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/mapeamento-e-monitoramento-da-covid-19-em-santa-maria</link>
				<pubDate>Mon, 25 Oct 2021 12:05:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Metodologia criada pelo Departamento de Geografia da UFSM ajudou no controle da doença na cidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>No início de 2020, a UFSM lançou um painel de informações sobre o coronavírus, o chamado <a href="https://www.ufsm.br/coronavirus/santa-maria" target="_blank" rel="noopener">Observatório de Dados da Covid-19</a>. Com o objetivo de acompanhar e auxiliar o planejamento das ações em saúde pública para o combate da pandemia, a iniciativa traça um panorama da evolução do vírus em escalas municipal, estadual e nacional. Uma das equipes envolvidas no projeto foi o Departamento de Geografia da universidade, que, em parceria com a Vigilância Municipal de Saúde de Santa Maria, buscou mapear e monitorar a doença na cidade através de uma metodologia inovadora. </p><p>O trabalho feito pelos profissionais se baseou na área da Geografia da Saúde, que exerce um papel relevante no entendimento das diferentes doenças que podem ocorrer em um território. Esse ramo busca compreender como as enfermidades se relacionam com o espaço para auxiliar a planejar estratégias de combate, como também de meios para promover a saúde e a qualidade de vida da população. </p><p>“Conhecer a espacialização de uma doença, os fatores que a influenciam, as populações mais vulneráveis e visualizar essas informações em um mapa permite entender sua distribuição. A geografia da saúde compara como é o espaço, o que tem de vulnerabilidade nele e como a doença se espalha para fazer um cruzamento de dados e traçar estratégias de contenção”, explica Natália Lampert, professora no Departamento de Geociências da UFSM e integrante do Observatório.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/monitoramento_covid_19_1458_951-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Com isso em mente, a equipe desenvolveu uma nova metodologia baseada em uma escala intraurbana, que procura retratar com profundidade a organização interna da cidade. Desse modo, eles foram capazes de mapear o número de casos e mortes por Covid-19 de cada bairro e população de Santa Maria. O trabalho foi feito em conjunto com a Vigilância Epidemiológica de Santa Maria, por meio do projeto “Enfrentamento da epidemia da Covid-19 no estado do Rio Grande do Sul”, que fornecia os dados necessários. </p><p>De acordo com Lampert, no início da pandemia os geógrafos faziam um mapeamento prévio dos casos suspeitos, para ajudar a prever a chegada da doença na cidade, além de identificar onde seriam necessárias mais equipes de saúde e quais as áreas mais vulneráveis ou com maior quantidade de casos.  “Colaboramos para que a doença se espalhasse de forma um pouco mais lenta dentro da cidade. A nossa responsabilidade era organizar esses dados e gerar mapas para que a vigilância pudesse pensar as estratégias com a intenção de frear ao máximo a disseminação do vírus”, relata a docente.</p><p>Com o avanço da pandemia, foram mapeados casos confirmados e óbitos, bem como mapas temporais e mapas com taxas aplicadas a faixa etária, sexo e raça. A professora explica que <b>as representações cartográficas são muito importantes para reconhecer os padrões de contágio, as regiões mais e menos afetadas, os locais com maiores demandas de insumos e as lógicas de dispersão do vírus.</b></p>		
			<h3>Como funciona a metodologia</h3>		
		<p>No Brasil, a grande maioria dos mapeamentos da Covid-19 é realizada em nível nacional e estadual. Desse modo, mecanismos feitos para mapear espaços intraurbanos - como cidades - são inovadores e exigem conhecimentos específicos. A partir dessa demanda, a equipe de Geografia do Observatório desenvolveu uma metodologia precisa e detalhada para a geocodificação dos dados do coronavírus no espaço urbano de Santa Maria.</p><p>O mapeamento dos casos é feito por etapas, como explica Maurício Rizzatti, doutorando em Geografia na UFSM e responsável pela finalização dos mapas do Observatório. Inicialmente, é preciso formatar e padronizar os dados da Vigilância Municipal de Saúde para que o programa utilizado possa lê-los. Em seguida, é realizado o processo de georreferenciamento, no qual se encontram as coordenadas geográficas de cada caso ou óbito, e elas são transformadas em pontos. “Por exemplo, se temos 100 casos de Covid-19, o programa vai fazer 100 pontos no mapa que correspondem a cada caso. É um procedimento muito grande, no qual buscamos a precisão dos dados, pois a doença se espalha muito facilmente, e quanto mais detalhado os mapas, melhor”, explica Rizzatti.  </p><p>O resultado do georreferenciamento e da metodologia é uma camada de pontos que localizam exatamente onde houve caso ou óbito decorrente do coronavírus. Então, após esse processo, é feita a contagem por bairro para gerar os mapas que  determinam a quantidade de dados de cada região e, por fim, ainda é realizada uma conferência manual das informações. Rizzatti destaca que o método é muito acessível, pois só utiliza programas livres e sem custo - assim, qualquer prefeitura, vigilância sanitária ou órgão de saúde podem utilizá-lo.</p><p>Outra vantagem é a sua versatilidade, visto que o procedimento pode ser aplicado para mapear qualquer doença - só é necessário ter o endereço das pessoas infectadas para fazer a espacialização e ter o entendimento da enfermidade. Lampert também ressalta que Santa Maria é a única cidade do Rio Grande do Sul que faz esse tipo de mapeamento e que o projeto tem sido reconhecido. O artigo “<a href="https://publicacoes.ifc.edu.br/index.php/metapre/article/view/1260" target="_blank" rel="noopener">Metodologia de geolocalização para mapeamento intraurbano de COVID-19 em Santa Maria, RS</a>” possui mais de 400 downloads e tem sido utilizado como referência na área. </p>		
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										<img width="1024" height="546" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/MapaTemporal-1024x546.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Óbitos acumulados de 14 de maio de 2020 a 16 de junho de 2021 em Santa Maria, RS. Elaboração: Maurício Rizzatti, 2021.</figcaption>
										</figure>
			<h3>A pandemia e o impacto social</h3>		
		<p>Além das contribuições cartográficas, o trabalho realizado pelos geógrafos foi fundamental para entender a dinâmica do vírus frente às desigualdades socioespaciais que assolam a região. De acordo com o <a href="http://periodicos.pucminas.br/index.php/geografia/article/view/26875" target="_blank" rel="noopener">artigo</a> mais recente do grupo, 41,54% da população de Santa Maria vive em situação de vulnerabilidade social. Essa situação foi agravada pelo contexto da crise pandêmica, que atingiu de maneira mais expressiva as classes mais pobres da cidade. De acordo com o levantamento, os óbitos de pessoas com menos de 30 anos predominam nos bairros periféricos. </p><p>“Há um valor bastante elevado e até maior de casos em regiões de privação social. Nessas áreas, se torna praticamente impossível ter um distanciamento social efetivo, pois nessas regiões residem muitas pessoas na mesma casa e elas precisam sair para trabalhar presencialmente, poucas têm a opção de ficar no trabalho remoto, e isso afeta a infecção delas pela doença”, diz Lampert. </p><p>A equipe também concluiu que houve infecção pelo coronavírus em praticamente todos os bairros da cidade e que os óbitos aumentaram 382% no primeiro semestre de 2021 em relação ao ano passado. Apesar de 83% das mortes em 2020 terem sido de pessoas brancas, a população mais afetada na realidade foi a autodeclarada preta. A professora explica que foi criado uma taxa de mortalidade por raça, essa taxa reflete a relação entre o número de mortes por Covid-19 e a população total de pessoas pretas em Santa Maria. “Por mais que a população branca tenha sido a maior parte dos óbitos, quando olha-se para a taxa, na verdade, no ano passado, a população que mais morreu foi a preta". Já em 2021, há uma pequena alteração nesse cenário, quem possui a maior taxa é a população autodeclarada amarela.</p>		
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										</figure>
		<p>Dessa maneira, o trabalho realizado pelo Observatório explica os padrões de disseminação do vírus&nbsp; e&nbsp; também demonstra que a análise espacial e os mapas podem ajudar a entender os impactos da doença na população. &nbsp;“A cartografia serve para informar a população, deixando-a absolutamente ciente dos desafios e das ações coletivas necessárias para uma dada realidade epidemiológica”, afirma Lampert.&nbsp;</p>
<p>O projeto possui uma dúzia de integrantes na equipe de Geografia e&nbsp; já publicou 12 artigos científicos, bem como um e-book intitulado <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/820/2021/03/Os-contextos-geograficos-da-COVID-19.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Os contextos geográficos da Covid-19”</a>. Atualmente, os geógrafos trabalham no registro de dados para pesquisas, visando formar um repositório para o enfrentamento de outras possíveis infecções que venham a afetar a cidade no futuro.&nbsp;&nbsp;</p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><strong><i>Repórter: </i></strong><i>Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Ilustrador:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><strong><i>Mídia Social:</i></strong> <b><i>Mídia Social: </i></b><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e bolsista de Jornalismo; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Reatores nucleares de potência no mundo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/reatores-nucleares-de-potencia-no-mundo</link>
				<pubDate>Fri, 17 Aug 2018 18:53:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Energia Nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[energia nuclear]]></category>
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		<category><![CDATA[reator multipropósito]]></category>
		<category><![CDATA[reator nuclear]]></category>

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						<description><![CDATA[No Brasil, reator multipropósito em construção é promessa de avanços na medicina e agricultura]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Existem dois tipos de reatores nucleares: os de potência e os de pesquisa. O primeiro é voltado à produção em larga escala de energia, para diversos fins. Já o segundo, serve para entender as propriedades físicas e químicas dos materiais. Conforme a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), atualmente são 30 países que investem na construção e manutenção de reatores nucleares de potência. Nações como França e Estados Unidos, possuem larga capacidade de geração de energia elétrica através desses reatores.

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O Brasil deve ganhar um novo impulso no que se refere à utilização da energia nuclear, beneficiando áreas como a medicina e a agricultura. Trata-se do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), cujo projeto vem sendo trabalhado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O RMB pode dar autonomia ao país na produção de radioisótopos e ampliar a capacidade nacional em pesquisa de técnicas nucleares.

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O professor aposentado do Departamento de Física da UFSM, Odilon Marcuzzo do Canto, doutor em Engenharia Nuclear pela University of California - Berkeley (UCB), explica que um reator é uma máquina na qual é possível controlar a fissão (divisão do núcleo de um átomo pesado - por exemplo, do urânio-235 - em dois menores, quando atingido por um nêutron). Desta forma, um reator produz energia de fissão, que é transformada em energia calorífica e, por fim, em energia elétrica.

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Outra utilização do reator é a produção de radioisótopos – elementos ativos dos radiofármacos, que são empregados como agentes no diagnóstico e no tratamento de câncer e outras doenças. Atualmente, tudo o que é utilizado de radioisótopos no Brasil vem do exterior. Assim, o reator multipropósito abriria muitas possibilidades no Brasil, em áreas como a medicina. “O reator faria o país ficar autônomo em termos de radioisótopos na medicina”, afirma Odilon. A agronomia seria outra área beneficiada, como por exemplo, para a criação de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico.

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“O início do processo em um reator é sempre o mesmo, a fissão do núcleo. Aí o homem, com sua capacidade, com sua engenharia, pode decidir o que fazer com a energia, usar como bomba, para destruir, ou canalizar esta energia de determinadas formas”, afirma Odilon, salientando a importância das pesquisas com energia nuclear. O RMB deverá ser construído em Iperó (SP), devendo entrar em operação em 2024.

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O coordenador do projeto na Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), José Augusto Perrotta, é um dos conferencistas confirmados do Seminário Internacional América do Sul na Era Nuclear: Riscos, Desafios e Perspectivas, que será realizado nos dias 20 e 21 de agosto, no Centro de Convenções da UFSM, em Santa Maria.

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<strong>Reatores nucleares pela América do Sul</strong>

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No continente sul americano, somente Brasil e Argentina possuem reatores nucleares de potência certificados pela AIEA. Em solo brasileiro há duas usinas em atividade (Angra 1 e Angra 2), além de uma em construção (Angra 3), todas localizadas na cidade de Angra dos Reis (RJ). Já os argentinos possuem três reatores em operação (Atucha-1, Atucha-2 e Embalse) e uma em construção (Carem25), três delas em Lima e outra em Embalse. No Brasil, a energia nuclear representa quase 3% da matriz energética.

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Confira a seguir, nos mapas interativos, quantos reatores de potência cada país possui, assim como a capacidade de energia elétrica que cada uma das nações tem.

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<div id="viz1533586133066" class="tableauPlaceholder" style="position: relative;"><noscript><a href='#'><img alt='Reatores nucleares de potência por país ' src='https:&#47;&#47;public.tableau.com&#47;static&#47;images&#47;Re&#47;Reatoresnuclearesdepotnciaporpas&#47;Planilha1&#47;1_rss.png' style='border: none' /></a></noscript><object class="tableauViz" style="display: none;" width="300" height="150"><param name="host_url" value="https%3A%2F%2Fpublic.tableau.com%2F" /> <param name="embed_code_version" value="3" /> <param name="site_root" value="" /><param name="name" value="Reatoresnuclearesdepotnciaporpas/Planilha1" /><param name="tabs" value="no" /><param name="toolbar" value="yes" /><param name="static_image" value="https://public.tableau.com/static/images/Re/Reatoresnuclearesdepotnciaporpas/Planilha1/1.png" /> <param name="animate_transition" value="yes" /><param name="display_static_image" value="yes" /><param name="display_spinner" value="yes" /><param name="display_overlay" value="yes" /><param name="display_count" value="yes" /></object></div>
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<div id="viz1533586172222" class="tableauPlaceholder" style="position: relative;"><noscript><a href='#'><img alt='Capacidade de energia elétrica produzida pelos reatores por país ' src='https:&#47;&#47;public.tableau.com&#47;static&#47;images&#47;Ca&#47;Capacidadedeenergiaeltricaproduzidapelosreatoresporpas&#47;Planilha2&#47;1_rss.png' style='border: none' /></a></noscript><object class="tableauViz" style="display: none;" width="300" height="150"><param name="host_url" value="https%3A%2F%2Fpublic.tableau.com%2F" /> <param name="embed_code_version" value="3" /> <param name="site_root" value="" /><param name="name" value="Capacidadedeenergiaeltricaproduzidapelosreatoresporpas/Planilha2" /><param name="tabs" value="no" /><param name="toolbar" value="yes" /><param name="static_image" value="https://public.tableau.com/static/images/Ca/Capacidadedeenergiaeltricaproduzidapelosreatoresporpas/Planilha2/1.png" /> <param name="animate_transition" value="yes" /><param name="display_static_image" value="yes" /><param name="display_spinner" value="yes" /><param name="display_overlay" value="yes" /><param name="display_count" value="yes" /></object></div>
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<strong>Reportagem:</strong> Luan Romero e Ricardo Bonfanti/Assessoria Gabinete do Reitor e Agência de Notícias da UFSM

<strong>Ilustração:</strong> Deirdre Holanda

<strong>Edição:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo]]></content:encoded>
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