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				<title>Por que medicamentos genéricos são mais baratos?</title>
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				<pubDate>Thu, 19 Jan 2023 16:30:42 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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						<description><![CDATA[Por serem mais baratos que outros medicamentos, algumas pessoas acreditam que eles sejam menos eficazes ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.724163579940796;text-indent: -0.05500030517578125pt;text-align: justify;padding: 0pt 0pt 0pt 0.05500030517578125pt;margin: 20.304931640625pt 1.55328369140625pt 0pt 0.4889984130859375pt">Você vai ao médico e ele te receita um medicamento referência (original). Você chega na farmácia para comprar o medicamento e o farmacêutico te oferece o ‘genérico’ (uma cópia daquele remédio), e diz que é mais barato. Relutante, você não sabe qual escolher - e até tem um certo preconceito. Mas você sabia que as duas classes de remédios têm os mesmos efeitos no organismo e o genérico pode ser adquirido sem medo?&nbsp;</p>
De acordo com as farmacêuticas da Farmácia Escola da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o medicamento de referência é aquele que surge primeiro, ou seja, é um medicamento inovador. “A indústria farmacêutica investiu em pesquisa para desenvolver um medicamento inovador. Após a conclusão da pesquisa, ela faz um pedido de registro deste medicamento junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)”, destaca a coordenadora da Farmácia Escola, Marila Marchiori.

<img width="1024" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/genericos_1024x512_004.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustra horizontal e colorida de três caixas de medicamentos. Da esquerda para a direita: caixa laranja com detalhes em branco e uma faixa vermelha no centro. Tem os textos 'Medicamento referência ' e 'Venda sob prescrição médica'. Da caixa, sai uma cartela de comprimidos em formato de cilindro nas cores amarelo e vermelho. O fundo é verde água. Ao lado, caixa verde água com detalhes em branco e uma faixa vermelha no centro. Tem os textos 'Medicamento similar' e 'Venda sob prescrição médica'. Tem uma cartela com comprimidos no formato de cilindro nas cores amarelo e azul. O fundo é amarelo. E, na direita da imagem, caixa azul com detalhes em branco e uma faixa amarela e outra vermelha. Tem os textos 'Medicamento genérico', 'Venda sob prescrição médica' e 'Genérico'. A última palavra está sobre a faixa amarela. Tem uma cartela com comprimidos circulares e na cor rosa claro. O fundo é laranja." loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7241628646850586;text-indent: -0.37400054931640625pt;text-align: justify;padding: 0pt 0pt 0pt 0.37400054931640625pt;margin: 20.304962158203125pt 1.55810546875pt 0pt 0.5pt">Ao registrar um medicamento original, o laboratório é beneficiado pela Lei das Patentes (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). Todos os produtos comerciais originais, o que inclui os medicamentos, são protegidos pela propriedade intelectual, ou patente. Isto quer dizer que durante certo período de tempo, que pode chegar a até 20 anos, a fórmula do medicamento é uma propriedade exclusiva de quem a criou e não pode ser reproduzida sem a sua licença.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7241617202758788;text-indent: 1.4850006103515625pt;text-align: justify;margin: 20.305023193359375pt 1.317626953125pt 0pt 0.3899993896484375pt">“A indústria farmacêutica ganha esse período de patente para recuperar o dinheiro [gasto com a criação do medicamento]. Depois que quebra a patente, a fórmula é liberada para outras indústrias que queiram fazer uma cópia”, explica a farmacêutica da Farmácia Escola da UFSM, Ana Paula Ferreira.&nbsp;</p>
<b id="docs-internal-guid-cf4c824a-7fff-e2ae-2442-e28348414f7b" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7241650104522706;text-indent: -0.35199737548828125pt;text-align: justify;padding: 0pt 0pt 0pt 0.35199737548828125pt;margin: 0pt 1.33441162109375pt 0pt 0.5pt">Após a quebra da patente, outras indústrias farmacêuticas podem começar a produzir medicamentos com as mesmas características do produto inovador, como é o caso dos genéricos. Como a maioria dos estudos de eficácia e segurança foram realizados no momento da criação do medicamento de referência, os produtos genéricos têm geralmente um custo menor para o consumidor.</p>
“A indústria que&nbsp; vai produzir o genérico não investiu em pesquisa e desenvolvimento no início. Essa é uma das razões para que o medicamento genérico seja&nbsp; mais barato na maioria das vezes”, explica Marila Marchiori.
<table style="border-collapse: collapse;width: 100%">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 50%"><b>Referência</b>

É o medicamento inovador. Os laboratórios farmacêuticos têm exclusividade sobre a comercialização da fórmula durante o período da patente, que pode durar entre 10 e 20 anos.</td>
<td style="width: 50%"><b>Genérico&nbsp;</b>

Contém o mesmo princípio ativo, dose, fórmula&nbsp; farmacêutica, eficácia e segurança. A produção do genérico é liberada após a expiração da patente do medicamento de referência.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Genéricos como uma opção mais acessível</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.724163579940796;text-indent: 0.17600250244140625pt;text-align: justify;margin: 25.109771728515625pt 0.903076171875pt 0pt 0.8740005493164062pt">Conforme explica a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Lei dos Genéricos (Lei nº 9.787, de 1999) foi aprovada pelo esforço conjunto do Ministério da Saúde, do Congresso e da sociedade civil, e surgiu porque os preços dos medicamentos subiram descontroladamente na década de 1990. A entrada dos genéricos no mercado incentivou a concorrência no setor, trouxe novas opções ao consumidor e fez cair os preços.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.724163579940796;text-indent: 0.4949951171875pt;text-align: justify;margin: 20.304946899414062pt 0.768310546875pt 0pt 0.84100341796875pt">No entanto, o preço baixo desses medicamentos não tem relação com sua qualidade. Após serem criados, os genéricos são submetidos a um rígido controle de qualidade, que assegura que o consumidor tenha resultados iguais aos do medicamento de referência. Além disso, a Anvisa é a instituição responsável por verificar e autorizar o comércio desses medicamentos.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.724163579940796;text-indent: 0.7259979248046875pt;text-align: justify;margin: 20.304946899414062pt 2.70782470703125pt 0pt 1.1490020751953125pt">“A Anvisa fiscaliza para ver se está tudo certo. Se não, eles tiram do mercado”, destaca a farmacêutica da Farmácia Escola da UFSM, Claudia Silveira. “Qualquer mudança de fórmula tem que ser previamente notificada à Anvisa para ser&nbsp; autorizada. Já aconteceu de alguma substância ou medicamento ter um contaminante na matéria-prima, então é retirado do mercado”, complementa Ana Paula.</p>

<h3>Similar não é genérico!</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.724163579940796;text-indent: -0.39600372314453125pt;text-align: justify;padding: 0pt 0pt 0pt 0.39600372314453125pt;margin: 25.10980224609375pt 1.3623046875pt 0pt 0.5pt">Além dos medicamentos genéricos, as indústrias podem usar a fórmula farmacêutica de alguns medicamentos para criar os similares. Esse tipo de medicamento contém o mesmo princípio ativo dos de referência, mas só podem substituí-lo após passar por testes laboratoriais que comprovem a sua equivalência. Os que já cumpriram esse processo são chamados de “similares intercambiáveis”.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.724163579940796;text-indent: 0.417999267578125pt;text-align: justify;margin: 20.304931640625pt 1.2158203125pt 0pt 0.9290008544921875pt">Desde 2014, a Anvisa publica a&nbsp;<u><b><a href="http://antigo.anvisa.gov.br/en_US/medicamentos-similares">lista dos similares intercambiáveis</a></b></u>, que é atualizada à medida que novos similares são registrados e renovados com a análise de estudos comparativos.&nbsp;</p>
Além disso, Claudia Silveira alerta sobre a substituição dos similares intercambiáveis por genéricos. De acordo com ela, similares intercambiáveis e genéricos podem substituir os de referência, mas um similar intercambiável não pode ser trocado por um genérico e vice-versa. “Eles não foram testados entre si, só foram testados com o de referência. A Anvisa que determina isso”, destaca.
<p dir="ltr"><em><strong>Expediente:</strong></em></p>
<p dir="ltr">Reportagem: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</p>
<p dir="ltr">Design gráfico: Evandro Bertol, designer.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3218586921691895;text-indent: -0.03600311279296875pt;text-align: justify;padding: 0pt 0pt 0pt 0.03600311279296875pt;margin: 2.6500701904296875pt 1.41973876953125pt 0pt 0.95599365234375pt">Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3218586921691895;text-indent: -0.03600311279296875pt;text-align: justify;padding: 0pt 0pt 0pt 0.03600311279296875pt;margin: 2.6500701904296875pt 1.41973876953125pt 0pt 0.95599365234375pt">Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;&nbsp;</p>
Edição geral: Luciane Treulieb, jornalista.]]></content:encoded>
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