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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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				<title>#SouMulherEPosso trabalhar com energia elétrica</title>
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				<pubDate>Thu, 07 Mar 2019 15:00:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
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		<category><![CDATA[PET engenharia elétrica]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto do PET Engenharia Elétrica ensina sobre eletricidade para mulheres do bairro Nova Santa Marta
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>“Lugar de mulher é em casa”. Essa frase, usada de maneira pejorativa para delimitar o espaço e subestimar as habilidades das mulheres, ganhou uma nova - e positiva - roupagem. Isto porque, em 2018, integrantes do Programa de Educação Tutorial (PET) Engenharia Elétrica da UFSM organizaram um projeto que orientou mulheres a instalar, planejar e consertar redes elétricas em casa.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2019/03/arquivo-pessoal-2.jpg" width="257" height="457" />Com ações que combinaram ensino e extensão, o grupo promoveu aulas teóricas e práticas sobre eletricidade para mulheres do bairro Nova Santa Marta, na região oeste de Santa Maria. As aulas compreenderam conteúdos como: o que é energia e tensão elétrica; recomendações de segurança ao realizar um trabalho do tipo; como fazer um circuito elétrico e instalar tomadas e interruptores. As aulas foram constituídas por cinco módulos, todos guiados por material didático entregue às participantes.<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2019/03/arquivo-pessoal-2.jpg" alt="" width="224" height="398" /></p><p>A iniciativa foi da doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSM, Ana Justina da Fonseca Ziegler, que realizou uma atividade com a comunidade em alusão ao Dia da Mulher, em março do ano passado, mas considerou uma semana um período curto de tempo. Em conjunto com uma moradora da região, articularam ideias e firmaram a parceria com o PET Engenharia Elétrica.</p><p>Lecionar em um contexto completamente diferente do seu foi um desafio, como relata Gabriela Ramos, acadêmica de Engenharia Elétrica e integrante do projeto: “A gente fez todo o trabalho partindo do zero, porque não sabia o contexto que iria encontrar, nem as pessoas com as quais iria trabalhar. Uma coisa é apresentar um trabalho na universidade, outra completamente diferente é a vida real”.</p><p>Foram quatro meses de preparações interdisciplinares, desde a montagem do projeto, mapeamento do que as participantes gostariam de aprender, formulação do material didático, até a construção da marca #SouMulherEPosso por acadêmicas de Comunicação Social da UFSM.</p>[caption id="" align="aligncenter" width="768"]<img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/05/nathalia-2-768x452-1.jpg" alt="" width="768" height="452" /> Mulheres participantes do projeto[/caption]<p>A primeira edição do curso aconteceu em abril de 2018, no Colégio Marista Santa Marta localizado no bairro. Os materiais utilizados foram adquiridos com o apoio do Centro de Tecnologia da UFSM e com o dinheiro arrecadado na venda de bottons personalizados com a marca do projeto.</p><p>O curso iniciou com 12 mulheres, com idades entre 30 e 40 anos. No entanto, metade delas precisou abandonar as aulas. Entre os vários motivos, o mais presente era a necessidade de cuidar dos filhos - apesar de as integrantes do PET terem se disponibilizado para fazê-lo na área de recreação do Colégio, justamente para que nenhuma ficasse sem a oportunidade de estudar.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2019/03/nathalia-4.jpg" alt="" width="1024" height="647" /></p><p>Fernanda Martins, estudante de Engenharia Elétrica, conta que “as aulas eram bem produtivas, já que as participantes tinham conhecimento prévio do que estavam fazendo, porque elas testavam em casa”. Além do conhecimento teórico e prático sobre o trabalho com eletricidade, a moradora Nilda Ribeiro, que ajudou a pensar o conteúdo do curso e participou das aulas, ressalta que “a auto-estima foi um dos maiores resultados para todas, já que nos deu a certeza de que cada mulher não só pode, como é capaz de fazer o que quiser”. </p><p><strong>Reportagem:</strong> Paola Jung, acadêmica de Jornalismo<br /><strong>Edição:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo<br /><strong>Ilustração:</strong> Lidiane Castagna, acadêmica de Desenho Industrial<br /><strong>Fotografias:</strong> Divulgação</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Guardiãs de Ibarama</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/post427</link>
				<pubDate>Mon, 20 Mar 2017 12:42:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[sementes]]></category>
		<category><![CDATA[sementes crioulas]]></category>

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						<description><![CDATA[Exposição de fotos exibe retratos das mulheres que mantêm a tradição de multiplicar sementes crioulas no interior do estado]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Tímidas, com sorrisos que “não mostram muito os dentes”, as guardiãs de sementes crioulas de Ibarama, cidade do interior do Rio Grande do Sul com aproximadamente 650 famílias de agricultores, foram retratadas pela fotógrafa Bibiana Silveira. As 19 mulheres fotografadas possuem a responsabilidade de proteger e guardar as sementes de </span><span style="font-weight: 400;">milho, feijão e hortaliças</span><span style="font-weight: 400;">. Essa tradição tem suas raízes na colonização italiana e alemã do município, que influenciou nas atividades de resgate e multiplicação das sementes crioulas.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Durante o desenvolvimento do projeto, a pesquisadora e engenheira florestal Marielen Priscila Kaufmann pôde perceber que, dentre os membros da </span><span style="font-weight: 400;">Associação dos Guardiões das Sementes Crioulas de Ibarama-RS</span><span style="font-weight: 400;">, há um número muito pequeno de mulheres guardiãs. Em sua pesquisa, Marielen constata que o fato se deve a uma estrutura familiar na qual a mulher tem um papel submisso no desempenho das atividades rurais, o que é comum entre as famílias do município.</span> <span style="font-weight: 400;">Por isso, Bibiana resolveu mostrar esse pequeno grupo de mulheres através de retratos.</span>

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<img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/guardias_01.jpg" alt="Com trabalho iniciado há mais de 12 anos, a Associação é composta por mais de 30 famílias que multiplicam cultivares locais, tradicionais ou crioulas" width="600" height="600" />

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<span style="font-weight: 400;">Para Marielen, em texto publicado pela APUSM, a mulher possui um papel muito importante dentro da Associação e também em todo o processo desde a seleção até o armazenamento das sementes crioulas. Isso se deve à simbologia dada à semente como representante do início da vida, característica atribuída à mulher, o que torna o processo de proteção e guarda importante para as famílias. Segundo a fotógrafa, a tradição de guardar sementes influencia muito na forma como elas são vistas dentro da Associação. O reconhecimento do trabalho feminino veio depois da visibilidade dada através da exposição de retratos. </span>

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<span style="font-weight: 400;"><em>As Guardiãs de Ibarama</em>, como é chamada a mostra de fotografias, já esteve em Nova Iorque, Lisboa, Buenos Aires, Montevidéu, Assunção, Porto Alegre, Uruguaiana e, agora, em Santa Maria, pela segunda vez. A mostra integra o projeto de extensão “Sistematização das ações de extensão, ensino e pesquisa relacionadas às cultivares de milho crioulo realizadas nos municípios da microrregião Centro Serra do RS”, realizado pelo Centro Vocacional Tecnológico em Agroecologia, Agrobiodiversidade e Sustentabilidade Prof. José Antônio Costabeber, com o apoio da Emater/RS-Ascar.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Além dos retratos, a exposição conta com cinco textos produzidos pela fotógrafa Bibiana complementados por relatos das pesquisadoras Marielen Kaufmann, Cassiane da Costa e Lia Reiniger. A exposição é paralela ao XXXIII Seminário de Educação Socioambiental, intitulado "Protagonismo de Mulheres na Agricultura Agroecológica". O evento acontece no Auditório Flávio Miguel Schneider (junto ao prédio 42 do Centro de Ciências Rurais da UFSM) no dia 21 de março de 2017 a partir das 16h.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Para conferir o ensaio completo “As Guardiãs de Ibarama”, <a href="https://www.behance.net/gallery/26442499/As-Guardias-de-Ibarama" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clique aqui</a>. </span>

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_delimiter_Repórter: Júlia Goulart
Foto: Bibiana Silveira]]></content:encoded>
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