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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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				<title>(In)formar leitores para combater fake news</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/informando-leitores-para-combater-as-fake-news</link>
				<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 17:45:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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						<description><![CDATA[Como identificar uma notícia falsa? Projetos de alunos de Jornalismo do campus sede e de Frederico Westphalen dão a receita]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400">As eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos, e de 2018, no Brasil, levantaram a discussão - e também a preocupação - sobre a proliferação das f</span><i><span style="font-weight: 400">ake news. </span></i><span style="font-weight: 400">Segundo <a href="http://portalintercom.org.br/anais/sul2018/resumos/R60-1477-1.pdf">artigo</a> publicado pelo Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidades e Fronteiras, do Departamento de Ciências da Comunicação do campus sede da UFSM, o fenômeno das notícias falsas ocorre a partir de dois fatores: a quebra da credibilidade da mídia de referência, junto com o avanço da produção e compartilhamento de conteúdos nas redes sociais. No Brasil, as notícias falsas tomaram as redes e atingiram grandes proporções em dois momentos no último ano: após o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em março, e durante as eleições presidenciais, ocorridas em outubro.</span>

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<span style="font-weight: 400">Ainda são poucas as pesquisas acadêmicas sobre o assunto, assim como as soluções para o problema. Foi nesse cenário que o projeto de extensão </span><i><span style="font-weight: 400">Compreender os Letramentos Locais para (in)formar novos leitores</span></i><b><i>,</i></b><span style="font-weight: 400"> do curso de Jornalismo da UFSM do campus de Frederico Westphalen, aplicou um estudo de percepção de <em>f</em></span><i><span style="font-weight: 400">ake news</span></i><span style="font-weight: 400"> na cidade</span><i><span style="font-weight: 400">, </span></i><span style="font-weight: 400">com alunos do segundo ano do ensino médio da Escola Estadual de Educação Básica Sepé Tiaraju.</span>

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<span style="font-weight: 400">O projeto de extensão, que iniciou em 2017, tem a intenção de proporcionar uma compreensão mais ampla da leitura, que vá além dos textos escritos e possibilite uma interpretação ou uma ressignificação da realidade social e local. Segundo a coordenadora do projeto, a professora Marluza da Rosa, a iniciativa não objetivava saber se o público lê ou não. A preocupação sempre foi compreender o que o público está lendo e como ele está lendo, motivando-o a interpretar os textos de forma crítica. Assim, as pessoas deixam de se apropriar das notícias apenas para se informar, mas as utilizam para sua formação como cidadãos e sujeitos sociais.</span>

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<b>Nota baixa na percepção de </b><b><i>fake news</i></b>

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<span style="font-weight: 400">A pesquisa foi</span><span style="font-weight: 400"> ancorada na leitura, pelos participantes, de manchetes de notícias em redes sociais, na intenção de fazê-los identificar se os conteúdos eram falsos ou não. Ao final, o desempenho de cada um era avaliado pelos índices </span><i><span style="font-weight: 400">baixo, regular </span></i><span style="font-weight: 400">ou </span><i><span style="font-weight: 400">bom,</span></i><span style="font-weight: 400"> de acordo com os acertos.</span>

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<span style="font-weight: 400">Dos 20 alunos participantes - com idades entre 14 e 17 anos -, 11 apontaram que, além de estudar, também trabalham, e 14 têm renda familiar igual ou superior a dois salários mínimos vigentes (R$ 954,00/julho de 2018).</span>

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<span style="font-weight: 400">Quanto à percepção de </span><i><span style="font-weight: 400">fake news</span></i><span style="font-weight: 400">, o índice da turma foi classificado como </span><i><span style="font-weight: 400">baixo</span></i><span style="font-weight: 400">. Houve uma média de sete acertos em relação às 17 manchetes apresentadas a cada aluno. Avaliando individualmente cada participante, apenas três tiveram índice </span><i><span style="font-weight: 400">bom</span></i><span style="font-weight: 400">, seis obtiveram </span><i><span style="font-weight: 400">regular</span></i><span style="font-weight: 400">, e onze, </span><i><span style="font-weight: 400">baixo</span></i><span style="font-weight: 400">. Para a professora Marluza, os resultados talvez estejam associados à falta de familiaridade dos alunos com um letramento crítico, assim como pelo hábito de pensar que “as coisas são como são” ou que “se está na internet é verdade”. Ela também ressalta que, conforme os resultados, os alunos que afirmavam gostar de ler estavam mais propensos a identificar de forma correta os textos que receberam.</span>

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<span style="font-weight: 400">Os dados foram obtidos no final do primeiro semestre de 2018. Após avaliação e sondagem dos resultados, foram realizados encontros com os alunos para mostrar a importância de consultar vários veículos de informação, de valorizar as mídias locais e de se inserir na mídia. Além disso, um dos principais pontos, segundo a coordenadora do projeto, é a necessidade de as pessoas interpretarem de forma menos ingênua a realidade midiatizada na qual estão inseridas. Segundo Wellington Felipe Hack, integrante do projeto, a educação midiática nas escolas serve para evitar a propagação de </span><i><span style="font-weight: 400">fake news</span></i><span style="font-weight: 400">.</span>

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<span style="font-weight: 400">Os </span><a href="https://docs.wixstatic.com/ugd/21b2ac_beb9967a74ee4b399faab57da4002b3d.pdf"><span style="font-weight: 400">resultados</span></a><span style="font-weight: 400"> já foram publicados em vários eventos acadêmicos. Para 2019, a meta do grupo é se dedicar a uma análise mais aprofundada dos dados e publicá-los para que o estudo alcance mais pessoas.</span>

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<b>Como identificar uma </b><b>notícia falsa</b><b>?</b>

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<span style="font-weight: 400">A egressa Tainara Liesenfeld, do curso de Jornalismo do campus sede da UFSM, produziu uma série de conteúdos sobre </span><i><span style="font-weight: 400">fake news</span></i><span style="font-weight: 400"> e desinformação no formato de newsletter. O material fez parte de seu trabalho de conclusão, defendido em dezembro de 2018. Um dos conteúdos é um passo a passo a ser seguido antes de compartilhar qualquer informação. Você só vai precisar de alguns minutinhos para aprender. Confira:</span>

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[caption id="attachment_5371" align="aligncenter" width="700"]<img class="wp-image-5371 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Oque-fazer-04-1.png" alt="" width="700" height="3323" /> Produção: Tainara Liesenfeld | Infografia: Taynane Senna | Projeto experimental desenvolvido no Laboratório de Experimentação em Jornalismo da UFSM - LEx || **Bots são aplicações que circulam na Internet desempenhando alguma tarefa pré-determinada. Ao mesmo tempo em que eles podem ser úteis e inofensivos, também podem ser usados de forma abusiva por criminosos.[/caption]

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Além das iniciativas acadêmicas, a UniFM estreou o programa <em>Pega na Mentira</em> no dia 11 de março de 2019. Apresentado pelo locutor Marcelo De Franceschi dos Santos, o programa busca divulgar, entre blocos musicais, notícias checadas que desmintam outras notícias falsas e apontem fatos calcados na realidade. Além disso, sana dúvidas e faz com que os ouvintes duvidem dos conteúdos recebidos através de aplicativos e sites de redes sociais. Pega na Mentira vai ao ar de segunda a sexta-feira entre 14h e 15h, na frequência 107.9 FM ou pela internet.

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<b>Reportagem: </b><span style="font-weight: 400">Cristina Haas, acadêmica de Jornalismo</span>

<b>Edição: </b><span style="font-weight: 400">Andressa Motter e Taísa Medeiros, acadêmicas de Jornalismo</span>

<b>Ilustração: </b><span style="font-weight: 400">Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial</span>]]></content:encoded>
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