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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>O que fazer ao encontrar um filhote de pássaro fora do ninho?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/filhote-de-passaro-fora-do-ninho</link>
				<pubDate>Wed, 06 Dec 2023 17:59:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Zootecnia]]></category>

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						<description><![CDATA[Confira indicações de especialistas ao lidar com pequenas aves longe dos pais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400"><img class="alignleft wp-image-9904 " src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/12/Ilustracao-revisada-1-2.jpeg" alt="" width="798" height="449" />Com a primavera e o aumento da reprodução de aves, é comum encontrar um número considerável de filhotes de pássaros que caem do ninho e ficam indefesos. Ao deparar-se com essa situação, muito frequente no próprio campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é natural que as pessoas tentem ajudar e, geralmente, acabam resgatando o filhote para cuidá-lo em casa. Mas será que essa atitude é recomendada por profissionais da área?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o professor do departamento de Zootecnia da UFSM e criador do Projeto Olha o Passarinho, Everton Rodolfo Behr, a mortalidade de filhotes de aves é muito alta e pode ultrapassar 50% em relação ao percentual de nascimentos em algumas espécies. “Os óbitos podem acontecer mesmo no ninho, por predação de cobras, aves maiores e mamíferos, com variações conforme a espécie, ano, local e demais condições”, relata Behr. Ele aponta ainda que a alta criação de gatos domésticos, por serem animais caçadores, pode influenciar muito na mortalidade dos filhotes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar do alto índice de mortalidade, a principal orientação do professor ao encontrar um filhote de pássaro fora do ninho, caso não haja nenhuma ameaça iminente, é não interferir no ciclo natural da espécie. Ele explica que, muitas vezes, os pais estão por perto observando o filhote: “os pais investiram uma grande quantidade de tempo e energia na vida do filhote, com o ovo, produção do ninho e obtenção de alimento, então não é nessa fase que irão abandoná-lo.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O professor alerta que </span>configura crime ambiental<span style="font-weight: 400"> manter um animal silvestre em casa. Além da questão jurídica, o professor lembra que existem muitas especificidades em relação ao que cada espécie necessita e os cidadãos não estão capacitados para lidar com tais necessidades. “Cada espécie de pássaro se alimenta de uma forma distinta, e por isso, não é recomendado investir no cuidado em casa”, ele explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Existem espécies, como a pomba-de-bando, que estão com excedente populacional, então nesse e em outros casos, a mortalidade de filhotes não é uma preocupação no ponto de vista de conservação da espécie”, analisa Everton. Ele afirma que deve-se ter um maior cuidado com espécies mais exóticas e ameaçadas de extinção, como o Macucu, a Curruíra e o Papa-moscas, mas que a baixa efetividade reprodutiva das espécies é algo relativamente comum na natureza.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em convergência com Behr, o mestre em Medicina Veterinária pela UFSM, Helton Santos, aponta que não há problema em deixar que a natureza tome seu próprio rumo e permitir que outro animal predador se alimente do filhote, pois é assim que funciona a cadeia alimentar. Por outro lado, Everton indica que, caso haja ameaças perto do pássaro, é possível posicionar o filhote em um local onde os predadores não tenham fácil acesso, como em cima de uma árvore. Os especialistas concordam, porém, que a manipulação das aves por pessoas despreparadas não é segura e pode levar à contaminação por zoonoses, como a salmonela. Por isso, para manusear as aves, é recomendado utilizar luvas de proteção para evitar a transmissão de doenças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o professor, outro ponto de atenção é observar se o filhote está ferido. “Se ele não está muito debilitado e fraco é sinal de que recebeu comida há pouco tempo”, aponta Behr. Caso o animal esteja com ferimentos visíveis, é indicado acionar os órgãos ambientais locais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na cidade de Santa Maria, um órgão da UFSM que se responsabiliza pelo cuidado de aves em situação de risco é o </span><a href="https://www.ufsm.br/laboratorios/lcdpa/contato"><span style="font-weight: 400">Núcleo de Estudos e Pesquisas de Animais Silvestres (NEPAS), do Laboratório Central de Diagnóstico de Patologias Aviárias (LCDPA)</span></a><span style="font-weight: 400">. Helton Santos é o coordenador do projeto e do Laboratório e conta que, principalmente durante o período do início da primavera, muitas pessoas recorrem ao NEPAS com filhotes de pássaros perdidos. Ele acrescenta que algumas das espécies mais recorrentes são a pomba, o João-de-barro, o bem-te-vi, a andorinha e a coruja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o especialista, o cuidado com os passarinhos é realizado em etapas:</span></p>
<p><b>1) Identificação da espécie:</b><span style="font-weight: 400"> a identificação da espécie é extremamente importante para poder direcionar os cuidados específicos a cada animal. Isso ocorre pois há espécies que são insetívoras - que se alimentam de insetos - , como a andorinha, e outras que são granívoras - que se alimentam de grãos -, como o canário.</span></p>
<p><b>2) Realização dos primeiros atendimentos e exames clínicos:</b><span style="font-weight: 400"> após a identificação, é essencial realizar um primeiro diagnóstico para entender quais são as necessidades da ave. Essa etapa consiste em aplicar exames com o intuito de verificar se o animal possui alguma enfermidade ou fraturas.</span></p>
<p><b>3) Reabilitação:</b><span style="font-weight: 400"> A última etapa é focada em fornecer ao filhote o que ele necessita para que possa ser novamente encaminhado para a natureza. No Laboratório, ele recebe hidratação, nutrição e os cuidados necessários para que possa se reinserir no seu hábitat natural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Apesar de todo o esforço, Santos relata que a mortalidade dos filhotes, mesmo com o suporte do órgão, é alta, já que é muito difícil reproduzir sua alimentação em cativeiro. O médico veterinária ainda acrescenta que outra causa de morte comum para esses animais é a hipotermia (queda da temperatura do corpo).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O NEPAS realiza os primeiros socorros e procedimentos das aves e de outros animais silvestres de forma voluntária. Helton conta que o laboratório recebe doações voluntárias em valor monetário ou medicamentos e alimentação para os pássaros, o que muitas vezes ocorre quando uma pessoa encaminha a ave para o serviço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, o coordenador garante que os filhotes que chegam no NEPAS não são utilizados para nenhum teste laboratorial. Por outro lado, os relatórios são muito úteis para aprofundar o conhecimento em relação às espécies. “Muitas vezes os relatos de casos dos filhotes são utilizados para pesquisas, por exemplo quando uma dieta específica funciona para uma espécie”, explica Santos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outros órgãos oficiais que podem ser acionados na cidade de Santa Maria para o resgate de filhotes de pássaros em situação de risco são a </span><a href="https://www.brigadamilitar.rs.gov.br/2babm"><span style="font-weight: 400">Patrulha Ambiental</span></a><span style="font-weight: 400"> e o </span><a href="https://www.facebook.com/saobrazsm/?locale=pt_BR"><span style="font-weight: 400">Mantenedouro São Braz</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><em>Texto: Isadora Pellegrini Marques, estudante de jornalismo<br />Arte: Lucas Zanella, estudante de desenho industrial</em><br /><em>Edição: Luciane Treulieb, jornalista</em></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Observação de aves: prática oportuniza conhecer biodiversidade local e melhorar bem-estar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/observacao-de-aves</link>
				<pubDate>Wed, 15 Feb 2023 11:22:48 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[observação de aves]]></category>
		<category><![CDATA[pássaros]]></category>

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						<description><![CDATA[Thuani Wagener, doutoranda em Biodiversidade Animal da UFSM, destaca benefícios do birdwatching]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Qual é a primeira coisa que vem à cabeça quando você pensa no canto das aves? Talvez você tenha pensado em algo relacionado a relaxamento e bem-estar, como uma <i>playlist </i>com esses sons para dormir. E você não está errado! Um<a href="https://www.nature.com/articles/s41598-022-20207-6"> estudo recente </a>liderado pelo <i>King’s College London </i>relacionou encontros diários com as aves com a melhora do humor de pessoas com depressão, bem como da população em geral. Os pesquisadores ainda sugerem que visitas a locais com abundância de aves poderiam ser prescritas por médicos com o objetivo de auxiliar no tratamento de problemas de saúde mental.&nbsp;</p>
<p>E se fosse possível incluir as aves em sua rotina, você acha que ela seria menos corrida e estressante? Se você respondeu sim com a cabeça, eu te convido a conhecer um mundo fascinante que fica além da janela.</p>
<p>Sou Thuani Wagener, bióloga formada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus de Palmeira das Missões, mestra em Ciências Ambientais pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e atualmente doutoranda do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade Animal da UFSM. Sou observadora de aves desde 2013 e já registrei mais de 360 espécies. Durante a graduação, outros colegas e eu fizemos o <a href="https://www.facebook.com/levantamentodasaves.docampus.1">levantamento das aves do campus UFSM/PM</a>, no qual registramos 109 espécies em um ano. Mais tarde, também atuei também como bolsista do projeto <a href="https://www.instagram.com/projeto_olhaopassarinho/">“Olha o passarinho!”</a>, iniciativa que percorre <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/post265">escolas da região central do estado </a>levando conhecimento sobre a biodiversidade de aves e como observá-las.</p>
<h3>Mas afinal, o que significa ser uma observadora de pássaros?&nbsp;&nbsp;</h3>
<p>A observação de aves - do inglês <i>birdwatching -,</i> como o nome já diz, é a ação de percorrer um trajeto e registrar, por meio de fotografias e/ou listas, as espécies de pássaros vistas e/ou ouvidas. Essa prática está se tornando comum entre os brasileiros e surge como uma fuga da rotina urbana e como um contato mais estreito com a natureza. Embora você possa pensar em grandes câmeras e equipamentos pesados, eles não são necessários para que você seja um observador. Além disso, não é preciso ter conhecimento prévio nem sair dos grandes centros urbanos para registrar aves. O caminho de casa até a UFSM já pode ser muito promissor.</p>
<h3>Plataformas e aplicativos</h3>
[caption id="attachment_9658" align="alignleft" width="601"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/02/IMG_5433.jpg" alt="" width="601" height="401"> Professor Everton Behr mostrando no guia de aves do Rio Grande do Sul a espécie pica-pau-de-banda-branca (Dryocopus lineatus)[/caption]
<p>A plataforma brasileira <a href="https://www.wikiaves.com.br">Wikiaves</a> recebe diariamente fotos e sons que são depositados online por usuários de todo território nacional. Atualmente, o site tem 43.690 observadores cadastrados e 1.957 espécies registradas. Outros sites também funcionam como um grande álbum, em que são depositados fotos, sons e listas. Exemplos são o <a href="https://ebird.org/home">eBird</a>, o <a href="https://www.inaturalist.org/">iNaturalist</a> e o também brasileiro <a href="https://www.biofaces.com/">BioFaces</a>.&nbsp;</p>
<p>A cidade de Santa Maria, por exemplo, até o momento tem mais de <a href="https://www.wikiaves.com.br/municipio_4316907">330 espécies de aves registradas no Wikiaves</a>. Isso significa que é muito provável que você aviste em torno de 20 espécies em seu trajeto rotineiro. Além disso, com o crescente uso de <i>smartphones,</i> tornou-se muito comum o registro ou a busca por informações sobre as espécies em tempo real, afinal esses dispositivos nos permitem boas fotos e até mesmo a gravação do som emitido pela ave. Mas ainda há quem prefira carregar o bom e velho livro como guia para identificação das espécies.&nbsp;</p>
<p>No aplicativo <a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=com.labs.merlinbirdid.app&amp;hl=pt_BR&amp;gl=US&amp;pli=1">Merlin<i>, </i></a>é possível obter sugestões de identificação dos pássaros observados a partir da inserção de detalhes sobre a localização, o tamanho e as cores da ave. Eu arrisco dizer que enquanto você lê esta matéria, alguma ave está muito próxima daí ou até mesmo vocalizando, talvez um <a href="https://www.wikiaves.com.br/wiki/sanhaco-cinzento">sanhaço-cinzento</a> (<i>Thraupis sayaca</i>), um <a href="http://www.wikiaves.com.br/wiki/cardeal">cardeal </a>(<i>Paroaria coronata</i>) ou até mesmo um <a href="https://www.wikiaves.com.br/wiki/pica-pau-do-campo">pica-pau-do-campo</a> (<i>Colaptes campestris</i>). Que tal ir até a janela e começar este exercício de olhar?</p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<figure class="gallery-item">
				<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="0092c63" data-elementor-lightbox-title="Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca)" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/02/sanhaco-cinzento_WA3964568.jpg"><img width="768" height="511" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/02/sanhaco-cinzento_WA3964568-768x511.jpg" alt="" loading="lazy" aria-describedby="gallery-2-9654"></a><figcaption class="wp-caption-text gallery-caption" id="gallery-2-9654">
				Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca)<br>
				</figcaption></figure>
<figure class="gallery-item">
				<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="0092c63" data-elementor-lightbox-title="Pica-pau-do-campo (Colaptes campestris)" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/02/pica-pau-do-campo_WA3696994.jpg"><img width="768" height="511" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/02/pica-pau-do-campo_WA3696994-768x511.jpg" alt="" loading="lazy" aria-describedby="gallery-2-9655"></a><p></p>
<figcaption class="wp-caption-text gallery-caption" id="gallery-2-9655">
				Pica-pau-do-campo (Colaptes campestris)<br>
				</figcaption>
</figure>
<figure class="gallery-item">
				<a data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-slideshow="0092c63" data-elementor-lightbox-title="Cardeal (Paroaria coronata)" href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/02/cardeal_WA1357086-1-3-e1676459814264.jpg"><img width="768" height="507" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/02/cardeal_WA1357086-1-3-e1676459814264-768x507.jpg" alt="" loading="lazy" aria-describedby="gallery-2-9663"></a><p></p>
<figcaption class="wp-caption-text gallery-caption" id="gallery-2-9663">
				Cardeal (Paroaria coronata)<br>
				</figcaption>
</figure>
<h3>Um passeio para conhecer aves</h3>
<p>[caption id="attachment_9659" align="alignright" width="600"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/02/IMG_5324.jpg" alt="" width="600" height="400"> Grupo observando a espécie bico-chato-de-orelha-preta (Tolmomyias sulphurescens) em Silveira Martins[/caption]</p>
<p>Com o intuito de apresentar a avifauna local, promover diálogos sobre a conservação de espécies e divulgar os registros relevantes realizados na região, no dia 14 de janeiro deste ano aconteceu o 5º Aves de Santa Maria, promovido pelo projeto “Olha o passarinho!”. Como atividade complementar, foi feita uma saída de campo aberta ao público no dia 21 deste mesmo mês.</p>
<p>O trajeto saiu da UFSM em direção às cidades de Silveira Martins e Vale Vêneto. Eu participei do passeio como monitora, e <a href="https://ebird.org/checklist/S126660877">foram observadas mais de 80 espécies de aves</a>. Ao final da atividade, alguns participantes compartilharam relatos sobre a experiência, que você vai ler a seguir:</p>
<p>“Adorei a experiência, é incrível. Me surpreendi com tudo o que vi e aprendi. Foi minha primeira observação, nem sabia usar o binóculo. Não imaginava que tínhamos tantas espécies quanto as que vimos. Umas, vistas com bastante frequência e outras, mais raras e coloridas, que passam despercebidas a olho nu. Meu olhar sobre os pássaros nunca mais será o mesmo” - Adriane Filipetto, Técnica administrativa em educação na UFSM.</p>
<p>“A experiência foi incrível e foi além das minhas expectativas. Voltei rico de conhecimento que os orientadores e professores me deram. Tive o privilégio de ver as aves com outros olhos, me encontrei envolvido por ciência, amor e genialidade por parte dos professores. É difícil dizer qual foi o ponto mais alto do dia, já que todo percurso foi único e com suas particularidades e peculiaridades. Mas o que mais me chamou atenção foi o companheirismo e o compartilhamento de conhecimento de forma humilde” - Luis Gustavo dos Santos, estudante de&nbsp; Medicina Veterinária.</p>
<p>“Foi mais do que esperava. Aprendi muito. Conheci&nbsp; muitos bichos e a troca entre os que são ornitólogos e os iniciantes foi o ponto alto. Todos dispostos a te ajudar a localizar o bicho, te explicar brevemente como são. ” - Marta Pires da Rocha, Servidora Pública aposentada.&nbsp;</p>
<p>“Comecei a conhecer e a admirar o universo das aves a partir de um curso de observação de aves que participei no último ano da faculdade de Ciências Biológicas. A partir desse momento, me tornei ornitóloga e as aves foram meu tema de estudo no mestrado e no doutorado. Considero a prática de observar aves uma experiência transformadora. Digo transformadora porque ela abre caminhos para você se encantar e perceber toda a grandeza dessa natureza da qual somos uma pequena parte” – Marilise Krügel, professora do Curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSM.</p>
<p>[caption id="attachment_9660" align="alignleft" width="600"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/02/IMG_5218-1.jpg" alt="" width="600" height="400"> Participantes da saída de campo em momento de observação de aves aquáticas[/caption]</p>
<p>Além de passeios como esse, o projeto “Olha o passarinho!” atua em escolas públicas e privadas da região, abrangendo principalmente alunos do ensino fundamental. Nos colégios, a visita é dividida em dois momentos. Primeiramente, ocorre uma breve apresentação, explicando a importância das aves para o meio ambiente, seu papel na dispersão de sementes, polinização e controle biológico e como isso contribui para o ensino de ciências. Também são abordadas as ameaças para as aves, como o desmatamento, a caça e a poluição. Após isso, é feita a preparação para a prática, na qual os alunos são orientados a utilizar os binóculos: o manuseio correto, a utilização do foco e cuidados necessários.&nbsp; Por fim, é chegado o grande momento, a observação das aves. Depois, ao retornar para a sala de aula, os alunos recebem um conjunto de cartinhas com as aves mais comuns da região contendo informações biológicas. Segundo a bolsista do projeto, Estefânia Gorski, as crianças gostam muito da iniciativa, e se empolgam com o contato próximo com a natureza.</p>
<p>Para Maria Eduarda Cesar Salvador, estudante de Zootecnia, a observação de aves proporciona ver os caminhos percorridos no cotidiano de outra forma. Afinal, observar a natureza ao nosso redor é o primeiro passo para conhecê-la, entendê-la e decifrá-la. Tenho certeza que, após finalizar essa leitura, você irá perceber no seu cotidiano alguma espécie de ave que nunca havia reparado.&nbsp;</p>
<p>Se você ficou interessado e gostaria de participar de uma saída de observação de aves, deixamos aqui algumas dicas de perfis para acompanhar e se inspirar.</p>
<p>1- Projeto “Olha o passarinho!” - <a href="https://www.instagram.com/projeto_olhaopassarinho/">@projetoolhaopassarinho</a><br>2- Aves do Sul - <a href="https://www.instagram.com/avesdosul/">@avesdosul</a><br>3- Projeto bicharada gaúcha - <a href="https://www.instagram.com/bicharadagaucha/">@bicharadagaucha</a><br>4- Projeto sentinela do brejo - <a href="https://www.instagram.com/sentineladobrejo/">@sentineladobrejo</a><br>5- The Birders - <a href="https://www.instagram.com/thebirders/">@thebirders</a></p>
<p><em><strong>Expediente:</strong></em><br><em><strong>Texto e fotos:</strong> Thuani Wagener, doutoranda em Biodiversidade Animal da UFSM;<br></em><em><strong>Edição de Produção:</strong>&nbsp;Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;<br></em><em><strong>Edição geral:</strong>&nbsp;Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
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