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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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				<title>Professores estrangeiros da UFSM compartilham suas experiências no Brasil</title>
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				<pubDate>Fri, 18 Nov 2022 16:00:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Arco afora]]></category>
		<category><![CDATA[experiências]]></category>
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						<description><![CDATA[Malva Mancuso e Gonzalo Prudkin contam sobre suas vivências, projetos, pesquisas e projeções para novos intercambistas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-7d930943-7fff-6814-d199-f554c47c19dd" dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Estudar em um país e em uma cultura diferente tende a ser uma experiência enriquecedora para qualquer um. Além de ser uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, o intercâmbio entre faculdades enriquece a ciência por meio da contribuição de pesquisadores internacionais.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">No entanto, chegar a um país diferente, com outro idioma, outros hábitos e novas rotinas tende a ser desafiador. Os argentinos Gonzalo Prudkin e Malva Mancuso são docentes na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e, mesmo que tenham vindo de um país com grande proximidade com o Brasil, relatam como foi a experiência de integração com a comunidade acadêmica local.</p>
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/Internacional_Capa-1024x667.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida do planeta terra. Ele está representado por um círculo, com os países em verde e o oceano em azul claro. Há pontilhados na cor branca, que saem do Brasil para outros continentes. O fundo é roxo berinjela com efeitos de estrelas na cor branca." loading="lazy">
<h3>Trocas internacionais na área de comunicação</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 0pt">Gonzalo Prudkin é professor do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM campus Frederico Westphalen. No Brasil há 16 anos, hoje casado e com duas filhas brasileiras, ele conta que conversa com suas pequenas nos dois idiomas e se emociona quando as vê praticando as duas línguas maternas. O professor relata, ainda, que já sofreu preconceito por conta do sotaque carregado. Ele carrega na fala suas raízes e veio ao Brasil em uma época em que era necessário saber falar bem o idioma para conseguir oportunidades dentro da academia.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 0pt">Atualmente, Gonzalo estuda a preservação do patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul, que são os bens culturais que dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social, que se manifestam nos saberes, ofícios, celebrações e formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas. Estes ocorrem não só em lares ou nas ruas, mas também em lugares como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas. Além disso, o professor usa da aplicação de técnicas jornalísticas digitais para a conservação da memória da arte guasqueria, um ofício artesanal que trabalha com couro cru, técnica passada adiante a partir da transmissão oral do processo de trabalho com o material. É possível ouvir o podcast do projeto, chamado <u><a href="https://memoriaguasqueira.com.br/?page_id=129" target="_blank" rel="noopener">“Memória Guasqueira”</a></u><u>,</u> que entrevista guasqueiros por todo o estado.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 0pt">Suas experiências e vivências também o levaram a fazer parte de um projeto de pesquisa da UFSM que discute Línguas, Políticas e Mídias no Brasil, coordenado pela sua colega de departamento, professora Andréa Weber, que também é sua esposa. O projeto se propõe a estudar a política de línguas inscrita em normativas para a mídia e em narrativas midiáticas que são publicadas pelo Brasil. Essa investigação possibilita que estudantes de comunicação possam potencializar seus conhecimentos acerca da linguística ao envolver os veículos em que possam trabalhar futuramente. A contribuição da iniciativa está no aperfeiçoamento das práticas comunicacionais e no fomento de uma relação linguística adequada de jornalistas e relações públicas com seu público, o que evita a difusão de preconceitos linguísticos na mídia ou nas instituições que venham a ser assessoradas por esses profissionais.</p>

<h3>Trocas internacionais na área de tecnologia ambiental</h3>
<p id="docs-internal-guid-26fefd0e-7fff-141d-10f6-6052dacff300" dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 0pt">Professora do Departamento de Engenharia e Tecnologia Ambiental da UFSM no campus de Frederico Westphalen, Malva Mancuso veio da Argentina em busca de novas experiências. A hidrologista conta que o local onde atua hoje é privilegiado por conta das águas amazônicas que descem por canais e deságuam nos arredores de Frederico Westphalen, lugar onde mora e trabalha. Esse aspecto é o que impulsiona suas pesquisas, que têm como foco as águas ao redor do mundo, aquíferos e sustentabilidade.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 0pt">No Brasil, a professora participa de um projeto internacional no âmbito da Ciência e Inovação, vinculado ao Serviço Geológico do Brasil com financiamento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A iniciativa tem o objetivo de testar, desenvolver e difundir pesquisas e técnicas para estudo de águas da chuva, superficiais e subterrâneas, como uma ferramenta de apoio à gestão de recursos hídricos no país. Malva também é representante Institucional do Comitê de Águas da UFSM no âmbito da Associação de Universidades do Grupo Montevidéu - AUGM.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.3800000000000001;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 0pt">Segundo a professora, que é naturalizada brasileira, o acolhimento no Brasil é um dos melhores do mundo. Ela conta que é migrante faz tempo e já morou em outros países, como em Portugal, mas não vê a receptividade de outros lugares do mundo como a das terras tupiniquins. Para ela, esse aspecto é um diferencial que pode influenciar a escolha pela permanência de intercambistas: “Quem vem de fora tem muita dificuldade por deixar sua cultura para trás”, desabafa a pesquisadora. Apesar de hoje considerar seu português muito bom, ela acredita que uma das maiores barreiras para a internacionalização seja a língua, principalmente daqueles que têm a língua materna muito diferente do português.</p>

<h3>Para se tornar um intercambista</h3>
Visando ampliar a inserção da UFSM no cenário acadêmico-científico mundial, a <u><a href="https://www.ufsm.br/orgaos-de-apoio/sai/" target="_blank" rel="noopener">Secretaria de Apoio Internacional (SAI)</a></u> oferece editais e oportunidades de intercâmbios para estudantes, docentes e técnicos-administrativos em educação. Atualmente, a UFSM possui convênios bilaterais com centenas de Instituições ao redor do mundo, <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/5-paises-que-tem-convenios-bilaterais-com-a-ufsm/" target="_blank" rel="noopener"><u>5 delas podem ser conhecidas nesta matéria da Arco</u>.</a>

<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Emilly Calderaro, acadêmica de Jornalismo e estagiária; e Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária; e Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
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