<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/midias/arco/busca?q=&#038;sites%5B0%5D=601&#038;tags=projeto&#038;rss=true" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br/midias/arco</link>
			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
			<lastBuildDate>Thu, 16 Apr 2026 22:13:43 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>Revista Arco</title>
	<link>https://www.ufsm.br/midias/arco</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Produção de flores como forma de renda</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/producao-flores-forma-renda</link>
				<pubDate>Thu, 20 Jan 2022 14:59:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[dálias]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[emater]]></category>
		<category><![CDATA[flores]]></category>
		<category><![CDATA[Flores para todos]]></category>
		<category><![CDATA[girassol]]></category>
		<category><![CDATA[girassol de corte]]></category>
		<category><![CDATA[Gladíolos]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto]]></category>
		<category><![CDATA[statice]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8894</guid>
						<description><![CDATA[Oitava fase do projeto Flores Para Todos conta com o plantio de quatro culturas diferentes
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p> O Flores Para Todos, projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), teve início no final de 2017 com a proposta de ser uma ligação entre os conhecimentos desenvolvidos na academia e a sociedade, os agricultores e as escolas.  O projeto é uma parceria da Equipe PhenoGlad com a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) – Ascar Regional de Santa Maria. A primeira produção foi em 2018,  com  a <a style="text-decoration: none;color: #3366ff" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/producao-de-gladiolos/">cultura de gladíolos</a> como alternativa de renda para o pequeno produtor rural de municípios da região central do Estado. Atualmente, está na sua oitava fase e conta com o cultivo de gladíolos, statice, girassol de corte e dália.</p><p id="docs-internal-guid-4432374b-7fff-b328-20c5-752c9ae0b5be" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Desde o início até a fase atual, o projeto já abrangeu 157 famílias, 130 municípios, 23 escolas do campo e se fez presente em dez estados brasileiros – das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os objetivos do Flores Para Todos são a agregação de renda para os produtores, visto que em sua maioria são horticultores – produzem hortaliças e frutas – e não possuem como produto principal as flores. A introdução das espécies no campo possibilita ao trabalhador rural a não dependência de importações das plantas – o que elevaria o custo do produto para a comercialização. Além disso, as equipes do projeto auxiliam na conservação do solo e da água para gerar uma produção sustentável. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Nas escolas do campo, o Flores Para Todos tem como intuito agregar  ao currículo escolar as atividades ligadas à produção rural, o que configura uma maneira de os alunos obterem conhecimento e transferi-lo aos familiares. As flores cultivadas nas escolas não visam à comercialização, como no caso dos produtores rurais, mas sim serem objeto de estudo para os alunos - para que eles conheçam os processos de manejo e colheita. Além disso, as flores também são utilizadas como decoração em datas especiais,como em formaturas e no Dia das Mães.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top:12pt;margin-bottom:12pt" id="docs-internal-guid-bdebab8a-7fff-f139-3bbb-4324b36ab1ba">Características das flores cultivadas&nbsp;</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-347b66ef-7fff-2e8c-b15b-e78c2a9c8e81" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Para Lilian Osmari Uhlmann, professora do Departamento de Fitotecnia da UFSM e coordenadora da equipe PhenoGlad do campus Santa Maria, as similaridades entre as culturas do gladíolo, da statice, do girassol de corte e da dália são: </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Cultivo a céu aberto. Não precisam de um ambiente controlado, como uma estufa;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Propagação (proliferação) e manejo fáceis;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Baixo custo de produção, pois utilizam utensílios e ferramentas que os produtores possuem na propriedade, e não precisa de custo adicional com novos instrumentos.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Ótima aceitação pelos consumidores;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Apresentam ciclos curtos. Lilian comenta que o ideal é entre setenta a noventa dias para começar a colher as flores. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A coordenadora também elencou, a pedido da Arco, características específicas do processo de produção de cada uma das flores cultivadas pelo projeto. Confira a seguir:</p>		
			<h3>Gladíolo</h3>		
									<figure>
										<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Gladiolo-1024x684.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um gladíolo rosa claro. Detalhe do cacho de clores com cinco flores. Ao fundo, em desfoque, folhagem verde." loading="lazy" />											<figcaption>Gladíolos do projeto.</figcaption>
										</figure>
												<img width="1024" height="684" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Gladiolo1-1024x684.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um gladíolo amarelo, com o centro em laranja. Eles está centralizado. A fotografia é em detalhe do cacho de flores. Na flor superior, ao centro, abelha amarela e preta. O fundo é desfocado, com folhagens e campo verdes." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-4c75de17-7fff-c79a-34dc-e33d4c891766" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Presente em todas as oito fases do projeto. É a principal espécie cultivada;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Também chamada de Palma de Santa Rita. Era utilizada com frequência na época do Dia de Finados, mas hoje em dia não é usada somente para essa data específica;<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Propagação vegetativa através de bulbos. Pode ser plantada direto na terra, com espaçamento adequado;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Produz apenas uma haste floral ( parte que sustenta as flores);</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Pode ser cultivada durante o ano todo no Rio Grande do Sul, já que a região possui as quatro estações do ano definidas entre si.<br /></p>		
			<h3><i>Statice</i></h3>		
									<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Texto_Op1-768x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de um buquê de statices roxas e brancas. O buquê é cheio e arredondado. As flores são pequenas e formam círculos. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />											<figcaption>Arranjo de statices</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-8e59f71b-7fff-8c2c-fe0d-dbc6fd45bdce" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Implantada a partir da sexta fase do Flores para Todos;<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Proliferação através de sementes. "O produtor precisa produzir a muda na bandeja, como se faz com hortaliças como o tomate. Depois, ela é transplantada para a terra", afirma Lilian;<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Pode ser colhida em maços. Além disso, a espécie pode ser secada após o cultivo, o que permite que seja conservada por até um ano;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- A <i>statice</i> continua brotando mesmo após a primeira colheita. Por isso, realizam-se várias colheitas;<br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- Dentre as quatro espécies, é a que necessita de menos irrigação. Caso ocorram chuvas frequentes e/ou intensas no período de colheita, pode haver prejuízos para o produtor rural;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">- A produção durante o inverno torna-se difícil, devido às baixas temperaturas. O período com resultados mais satisfatórios é a partir de setembro e outubro.</p>		
			<h3>Girassol de corte</h3>		
									<figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Flores_Capa-1024x668.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma plantação de girassol de corte. No centro da imagem, em primeiro plano, três flores de girassol grandes em destaque. O fundo é desfocado." loading="lazy" />											<figcaption>Plantio de Girassol de corte.</figcaption>
										</figure>
		<p>- Começou a ser implementada a partir da sétima fase;</p><p>- O girassol de corte possui durabilidade maior do que aquele cultivado para produção de sementes. Após ser colhido, permanece bonito de uma a duas semanas dentro de um vaso;</p><p>- Propagação através de semente, como a <i>statice</i>;</p><p>- Produz apenas uma haste;</p><p>- A haste é cortada para ter em torno de 70 centímetros de comprimento, a fim de se adaptar da melhor forma dentro dos vasos;</p><p>- Como a <i>statice</i>, o girassol de corte tem dificuldades de produção durante o inverno.</p>		
			<h3>Dália</h3>		
									<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Dalia-1024x768.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma dália rosa. A flor está em detalhe e tem várias pétalas finas, com as menores ao centro e as maiores nas extremidades. O fundo é verde." loading="lazy" />											<figcaption>Dálias do projeto.</figcaption>
										</figure>
												<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Dalia-2-1024x768.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma dália branca. A flor tem várias pétalas finas, sendo as menores no centro e as maiores nas extremidades. O fundo é verde." loading="lazy" />														
		- Entrou na oitava fase do projeto;- Proliferação vegetativa, por meio de raízes tuberosas. Pode ser plantada diretamente na terra, como o gladíolo;- No desenvolvimento da haste floral, precisa de uma quantidade considerável de água;- É preferível o cultivo no verão, visto que as altas temperaturas ajudam a dália a se desenvolver de forma satisfatória para a colheita;- Após a colheita, a planta continua brotando;- Usada bastante como planta de jardim.		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;margin-top:12pt;margin-bottom:12pt" id="docs-internal-guid-6a0de976-7fff-2ac5-6c1f-40c47ccb3502">Experiência dos produtores rurais e das escolas</p></h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Durante alguns períodos da pandemia, o projeto precisou diminuir as visitas no campo para assessorar os agricultores. Assim, a equipe PhenoGlad disponibilizou <a style="text-decoration: none" href="https://www.youtube.com/c/PhenoGlad/featured">vídeos no YouTube</a> como forma de auxiliar os produtores, que também contaram com o auxílio da Emater. “Existe toda uma conexão e suporte de ambas as partes”, destacam Maria Carvalho e Diesser  Mota, que trabalham com agricultura familiar e ingressaram, há três anos, no projeto Flores Para Todos. Além das quatro espécies, os produtores rurais cultivam também frutas, verduras e legumes.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Vanessa de Morais Tolledo é supervisora escolar da Escola Municipal de ensino fundamental Nossa Senhora de Fátima em Cachoeira do Sul. Antes de a escola ser parte do Flores Para Todos, já tinha um projeto sobre identidade rural, iniciado em 2015. O intuito é realizar um trabalho diferenciado, de acordo com a realidade no campo, para que alunos e comunidade valorizem o local no qual estão inseridos e que possam desempenhar diversas atividades para gerar renda extra. “Esta é a importância do Flores Para Todos para a escola: o projeto apresenta essas possibilidades aos alunos e suas famílias”, afirma Vanessa.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A supervisora escolar ressalta a boa recepção e adaptação do projeto, tanto pelos alunos quanto pelos professores. Como exemplo, ela apresenta o “Gladionário”, que é um dicionário sobre gladíolos produzido pelos estudantes de sexto a nono ano da escola. O trabalho mostra os termos científicos, o manejo e a experiência dos próprios alunos em relação ao cultivo da flor. Agora, na oitava fase, a escola também começou a plantar statice e dália.</p>		
												<img width="414" height="552" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/gladionario.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida da capa do Gladionario. No centro, fotografia vertical de um cacho de gladíolo rosa claro. No centro superior, sobre cilindro bordô, em branco e caixa baixa, o título &quot;Gladionário&quot;, e &quot;- o dicionário dos gladíolos -&quot;. O fundo é branco." loading="lazy" />														
			<h3>PhenoGlad Mobile</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-b1dba95e-7fff-25aa-747a-f610fe648761" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O aplicativo para dispositivos móveis, <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/cursos/pos-graduacao/santa-maria/ppgagro/phenoglad/">PhenoGlad Mobile</a>, tem o nome derivado de fenologia – relações entre os processos ou ciclos biológicos – e de gladíolos, que é a principal flor do projeto. A ferramenta possibilita aos produtores programar o plantio do gladíolo para que a colheita seja em uma data específica.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">“Por exemplo, se eles querem cultivar para o Dia de Finados, então, pelo aplicativo, eles conseguem saber o dia certo que as flores precisam ser plantadas. Isso é específico para cada município do Rio Grande do Sul e também de Santa Catarina, que são os dois locais em que o app está disponível", comenta Lilian. O PhenoGlad Mobile necessita de uma série de informações para funcionar, como o clima, o local e os dados meteorológicos. A engenheira agrônoma relata que o aplicativo está em construção para ser utilizado em outros estados.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em><em><strong>Tratamento de imagem:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia Social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Martina Pozzebonn, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em><strong><em>Edição de Produção:</em></strong> <em>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Geografia da Saúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/geografia-da-saude</link>
				<pubDate>Fri, 10 Aug 2018 20:36:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[geografia]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4129</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM busca redesenhar o sistema de saúde de Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400"><img class="wp-image-4314 alignright" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2018/08/08_CAPA_SITE-300x173.jpg" alt="" width="499" height="288" />O Sistema Único de Saúde (SUS), previsto na Constituição Federal de 1988, define a saúde como direito de todos e dever do Estado. No entanto, ter o direito é diferente de ter o acesso. Pensando nisso, o professor do Departamento de Geociências da UFSM Rivaldo de Faria desenvolveu um projeto para redesenhar a distribuição das unidades do SUS em Santa Maria e garantir a universalidade do serviço.</span>

<span style="font-weight: 400">Rivaldo é fundador do Núcleo de Pesquisa em Geografia da Saúde (NePeGS), primeiro grupo que aborda a temática no Rio Grande do Sul. O desafio é entender como as enfermidades se relacionam com o território, uma vez que “a saúde não é discutida geograficamente ou sociologicamente, mesmo que existam fatores físicos e sociais que expliquem as razões das doenças e da morte”, como pontua o pesquisador.</span>

<span style="font-weight: 400">Denominado Implementação de tecnologia geográfica nas ações de planejamento e vigilância à saúde na área urbana de Santa Maria, o projeto teve início em 2016, a partir de uma parceria do NePeGS e da Secretaria Municipal de Saúde. Ana Paula Seerig, Assessora de Gestão, Projetos e Planejamento da Secretaria, conta que, através do projeto, “estabeleceu-se uma relação de parceria de trabalho, a qual agregou conhecimento, segurança e legitimidade ao processo”.</span>

<span style="font-weight: 400">Através do estudo desenvolvido, propõe-se que seja realizada a territorialização da Atenção Básica à Saúde (ABS) em Santa Maria, ou seja, que se definam o território e a população de atendimento das unidades. Segundo Rivaldo, atualmente há muitos territórios desassistidos: “Quando a rede de Santa Maria foi mapeada, percebeu-se que falta serviço. A cidade não atende hoje nem 60% da população, há um vazio enorme”, explica o professor.</span>

<span style="font-weight: 400">O estudo se baseia na estrutura atual do SUS, que é dividido em três níveis – primário, secundário e terciário, sendo o nível primário a porta de entrada do Sistema. Nesse nível, estão as Unidades Básicas de Saúde, cujo papel é promover as políticas de prevenção e prestar atendimentos simples. O seu bom funcionamento evita que os grandes centros especializados tenham que atender um alto número de ocorrências de simples resolução.</span>

<span style="font-weight: 400">Em 2018 será implementado o Projeto Piloto, como previsto no Plano Municipal de Saúde. A escolha das unidades beneficiadas ficará a cargo da Secretaria da Saúde. Segundo Ana Paula, espera-se que até dezembro de 2020, data que marca o fim da atual gestão, toda a Rede de Atenção de Santa Maria esteja organizada. Diante da grande mudança que seus estudos podem trazer para a cidade, Rivaldo explica por que escolheu estudar a Geografia da Saúde: “Eu poderia exercer meu trabalho na área de geografia agrária, área econômica ou geopolítica, mas para mim não há nada mais econômico, agrário e urbano do que a vida das pessoas”, conclui.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Reportagem:</strong> Mariana Machado</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Diagramação e Ilustração:</strong> Pollyana Santoro</span></em>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        