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				<title>6 dicas para ser produtivo em casa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/6-dicas-para-ser-produtivo-em-casa</link>
				<pubDate>Wed, 22 Jul 2020 16:50:13 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Professoras comentam passos a serem seguidos por aqueles que têm dificuldades para estudar no ambiente domiciliar]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <strong><i>Professoras comentam passos a serem seguidos por aqueles que têm dificuldades para estudar no ambiente domiciliar</i></strong>

<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2020/07/procrastinacao.arco_-1024x668.jpg" alt="">

O rápido contágio do novo coronavírus desencadeou, em alguns meses, uma pandemia. A doença, ainda sem vacina e tratamento cientificamente comprovados e disponíveis à população, já matou <a href="https://coronavirus.jhu.edu/map.html">mais de meio milhão</a> de pessoas ao redor do mundo. O isolamento físico é, no momento, o melhor método para conter a disseminação do vírus. Dentre as várias atividades suspensas, aquelas relacionadas à educação foram interrompidas no início da quarentena, em meados de maio, e a maioria delas ainda segue de maneira remota.&nbsp;

O cenário incomum alterou a rotina dos estudantes, causou <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/distanciamento-fisico-saude-mental/">efeitos na saúde mental</a> e também no rendimento, uma vez que realizar as atividades de maneira virtual é um método novo para a maioria deles. Se você precisa escrever artigo, Trabalho de Conclusão de Curso, dissertação ou tese durante a pandemia, as dificuldades podem ser ainda maiores. Mas não se desespere! Nós criamos uma lista com 6 dicas para organizar seus estudos e ser produtivo nesse período.&nbsp;

Para isso, a Revista Arco conversou com a professora Clariane do Nascimento de Freitas, que é educadora especial e pedagoga, com especialização em Psicopedagogia, mestrado e doutorado em Educação, além de já ter atuado como tutora em cursos de capacitação e na modalidade Educação a Distância. Também entrevistamos a professora de Desenho Industrial Fabiane Vieira Romano, que ministra a disciplina Laboratório de Gestão. Ela é engenheira civil, com mestrado e doutorado em Engenharia de Produção.&nbsp;

Confira abaixo os 6 passos para deixar de lado a procrastinação e ser produtivo durante a quarentena:
<h2>1 - Organize a rotina</h2>
O ambiente domiciliar pode facilitar distrações e dificultar a produtividade. Para quem divide o espaço - e, às vezes, os recursos, como celular e computador - com familiares, amigos ou colegas, manter o foco nas atividades pode ser ainda mais complicado. A professora Clariane explica que a questão principal é a organização e a disciplina. Definir horários para cada tarefa a ser realizada durante o dia é a principal dica para gerenciar o tempo livre.

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Já a professora Fabiane, nas aulas do Laboratório de Gestão, estimula seus alunos a criarem um cronograma do projeto. Essa também é uma boa sugestão para&nbsp; quem precisa estudar em casa. Para construí-lo é preciso pensar no processo de trabalho. Todas as atividades devem ser organizadas e sistematizadas, de forma a construir uma sequência do que precisa ser feito em cada fase. Depois, é necessário distribuir o tempo adequado para a realização de cada etapa. Assim, teremos traçado todo o cronograma e delimitado metas a serem cumpridas de acordo com os prazos.&nbsp;
<h2>2 - Tenha um espaço adequado</h2>
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Embora muitos não tenham um ambiente propício para os estudos, pequenas coisas podem auxiliar na concentração. Um espaço bem iluminado e arejado, longe da televisão e livre de distrações, como redes sociais e jogos eletrônicos, pode trazer ótimos resultados. Quando os cômodos da casa são compartilhados, uma dica é conversar abertamente com a família ou os colegas. “Se for necessário, coloque um bilhete na porta do quarto ou do espaço que está utilizando pedindo para não ser interrompido. Se está precisando de motivação, você pode colar<i> post its</i> com recadinhos motivacionais para você mesmo. Ou lembretes do que precisa fazer. Enfim, a criatividade não tem limites”, destaca Clariane.
<h2>3 - Cuide da alimentação e do sono</h2>
Outra dica importante é manter uma alimentação saudável e ter o sono regulado. Uma dieta balanceada é essencial para oferecer ao nosso organismo todos os nutrientes que são necessários e, assim, conseguirmos realizar nossas tarefas com eficiência. A memória, o raciocínio e a concentração também estão relacionados ao sistema digestivo e que podem ser bastante afetados pela falta de uma alimentação saudável.&nbsp;

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Junto à dieta balanceada deve estar o sono regulado, pois a quantidade de horas de descanso também está relacionada à capacidade de absorver conteúdo. Uma noite mal dormida diminui a concentração e afeta nossa memória e comportamento. Já quando temos um sono adequado podemos melhorar nosso desempenho intelectual, pois ficamos mais atentos.&nbsp;
<h2>4 - Utilize ferramentas e aplicativos para gerir o tempo</h2>
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Como já vimos, a organização de uma rotina, com atividades e horários bem estabelecidos, é fundamental para melhorar a produtividade em casa. E a tecnologia pode nos ajudar nisso! É possível criar um cronograma de estudos a partir de diferentes ferramentas, como explica Fabiane. Dentre os recursos que a professora apresenta aos seus alunos, estão o Gráfico de Gantt, <a href="https://chrome.google.com/webstore/detail/google-calendar/gmbgaklkmjakoegficnlkhebmhkjfich?hl=pt-BR">Google Agenda</a> e <a href="https://trello.com/pt-BR">Trello</a>.

<b>Gráfico de Gantt:</b> permite listar e distribuir as atividades, mostrar relações entre elas, estabelecer prazos de entrega e acompanhar o andamento dos trabalhos. Ele pode ser feito com papel e <i>post its </i>ou em ferramentas digitais, como o Excel.&nbsp;

<b>Google Agenda:</b> possibilita adicionar eventos, organizar compromissos, compartilhar suas atividades previstas com outras pessoas, criar múltiplos calendários para cada área da vida, além de receber constantemente notificações sobre os horários e atividades agendadas.&nbsp;

<b>Trello:</b> auxilia na organização e gerenciamento de projetos, por meio da criação de quadros e listas. Ele pode ser moldado conforme os interesses de cada usuário e ser usado de maneira individual e também para trabalhos em equipe. Dentro de cada seção é possível escrever textos e comentários, adicionar links e anexos, além de determinar prazos.&nbsp;
<h2>5 - Adapte as atividades de acordo com suas características</h2>
Cada estudante é distinto e tem suas particularidades. Isso significa que os métodos que funcionam para o seu colega podem não dar certo para você. E vice-versa. Há quem aprenda melhor em silêncio, outros ouvindo música, alguns gostam de vídeo-aula, outros preferem ler e fazer resumos...enfim, o processo de estudo, o ritmo e a aprendizagem são diferentes para cada pessoa. A professora Clariane afirma que “o importante é o autoconhecimento. A partir do momento que identificamos de que forma aprendemos melhor, podemos usar isso a nosso favor”.

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<h2>6 - Não interrompa os estudos</h2>
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A última dica para focar nas atividades acadêmicas é não parar. Enquanto há possibilidade, tempo, condições físicas e psicológicas, é importante que o aluno mantenha suas atividades e dê continuidade ao que havia programado para realizar durante o semestre. Pode ser mais difícil devido às características do momento que vivemos, mas, se interrompidos, torna-se ainda mais complicado retomar e finalizar os projetos depois.

A professora Fabiane destaca que essa adaptação pode ser facilitada se mantivermos o contato com colegas, professores e orientadores, pois o momento requer um esforço conjunto. “É preciso a compreensão que não temos fórmulas nem soluções mágicas, não temos todos os recursos e infraestrutura ideais e necessários”, explica. Assim como os alunos, os educadores também foram surpreendidos pela pandemia e agora precisam encontrar maneiras para se adaptarem junto aos estudantes. “Não sabemos até quando essa pandemia vai durar e muito menos quando ou como será o retorno ao presencial. Mas podemos tentar não nos deixar abater. Podemos buscar fazer o nosso melhor nas condições que temos e aproveitar o tempo. Podemos seguir juntos”, complementa.

<em><strong>Reportagem</strong>: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo</em>

<em><strong>Ilustrações</strong>: Beatriz Dalcin, acadêmica de Publicidade e Propaganda</em>

<em><strong>Mídias Sociais</strong>: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas</em>

<em><strong>Edição</strong>: Maurício Dias, jornalista</em>]]></content:encoded>
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				<title>Efeitos colaterais do distanciamento físico na saúde mental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/distanciamento-fisico-saude-mental</link>
				<pubDate>Tue, 02 Jun 2020 12:22:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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						<description><![CDATA[Além de transformar a rotina, isolamento promovido pelo combate ao novo coronavírus também pode causar ou agravar problemas psicológicos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h2><strong>Além de transformar a rotina, isolamento pode causar ou agravar problemas psicológicos</strong></h2><p>Confinamento, distanciamento social, perda da rotina, redução nas atividades físicas. Em 2020 vimos nossa realidade ser transformada pela pandemia do novo coronavírus. Doença contagiosa e letal, sem vacinas e tratamentos eficazes até o momento, a principal recomendação dos órgãos de saúde é a quarentena. Além disso, ela também é importante para evitar a contaminação em massa e a superlotação dos hospitais. </p><p>O vírus SARS-CoV-2 pode causar diversos danos em nosso corpo, principalmente no sistema respiratório. Mas, para além dos sintomas físicos, os efeitos da covid-19 e da quarentena podem acarretar problemas psicológicos. O grande número de mortos pela pandemia, o distanciamento social, o medo de contrair o vírus, o luto, a crise financeira, a falta de suprimentos, o excesso de informação e o tédio são alguns dos estressores que podem causar ou agravar doenças mentais. </p><p>A curto prazo as consequências começam pelo aumento do estresse. O que é normal numa situação como a atual. Mas o professor do Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM, Vitor Crestani Calegaro, explica que algumas pessoas podem ter um comprometimento psíquico além do esperado, que pode ocasionar transtornos como o de estresse agudo, de adaptação, de ansiedade, do pânico, aumento do consumo de substâncias, depressão, entre outros.</p><p> Já a longo prazo o doutor destaca que pode haver um cenário mais otimista e um mais pessimista. Mesmo assim, em ambos é esperado um aumento nos transtornos mentais. “Se houver realmente um grande número de mortes, somado ao isolamento social, à crise econômica, mais a questão das revoltas que podem surgir, tanto revoltas populares, quanto a questão da <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/2020/05/04/ufsm-coordena-servico-de-acolhimento-a-vitimas-de-violencia-contra-a-mulher-durante-a-quarentena/">agressividade doméstica</a>, violência urbana, pode aumentar o número de assaltos. Isso tudo pode vir como consequência social da pandemia, dependendo da maneira como ela for conduzida ao longo do tempo no país”, declara. </p>		
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2020/06/saudemental1-1024x668.jpg" alt="" />											
		<h3><b>Importância de manter a rotina</b></h3><p>O distanciamento do ambiente escolar ou de trabalho e, por consequência, o aumento do tempo em casa provocou duras alterações em nossa rotina. Diante de uma pandemia e as várias sensações que ela desperta, tentar seguir a vida normalmente pode ser uma tarefa difícil. Se manter os velhos hábitos já não é mais possível, criar novos é uma boa alternativa. </p><p>“Quando a gente não tem uma organização da rotina, é mais fácil também a gente se desorganizar em termos emocionais. Manter uma rotina também mantém uma certa estrutura na nossa vida. Nos mantém ocupados, com uma função, e isso é importante”, observa. O psiquiatra recomenda a adaptação a um cotidiano temporário, novas formas de trabalho e de lazer e, futuramente, se for o caso, retornar aos hábitos anteriores. </p><p>Enquanto alguns podem ter dificuldades em realizar suas atividades, outros as utilizam para ocupar totalmente seu tempo. O médico afirma a importância de manter o trabalho de segunda à sexta, sem se sobrecarregar, com períodos para descansar e fazer atividades de lazer. Criar uma rotina equilibrada ajuda a reduzir a ansiedade provocada pela quebra dos hábitos cotidianos. </p><p>Outra recomendação do professor para mantermos a saúde mental durante a quarentena é quanto à necessidade que temos de informação e ao acesso dela que fazemos de maneira excessiva. Ele sugere assistir ao noticiário ou ler um jornal uma vez por dia, já que a abundância de informações talvez não nos deixe mais preparados para lidar com a situação, mas sim cause um aumento no nível de estresse e ansiedade. </p><h3><b>Equilíbrio emocional em tempos de crise</b></h3><p>“Vai ter um antes e um depois, com certeza”, enfatiza o psiquiatra Vitor, a respeito do desenvolvimento de problemas psicológicos ao longo do tempo devido à quarentena. Para ele, é possível que, quando a pandemia do novo coronavírus passar, nossa sociedade tenha que lidar com um outro grande problema: os transtornos mentais que surgiram a partir disso na vida de muitas pessoas. </p><p>Embora as perspectivas sejam de aumento do estresse, desenvolvimento de sintomas e transtornos mentais, o professor comenta maneiras para enfrentar o momento atual e preservar o equilíbrio emocional. Algumas delas são: viver o presente sem se prender a pensamentos negativos do que foi perdido durante a pandemia; focar em novas habilidades e no desenvolvimento criativo; colocar em prática atividades que já havia planejado mas não tinha tempo para realizar; manter uma regularidade de sono; praticar exercícios físicos; buscar se aproximar afetivamente das pessoas e, mesmo que isolado fisicamente, manter a comunicação. </p><p>Nesse âmbito comunicacional, as redes sociais e, principalmente, as chamadas e conferências em vídeo ganharam destaque durante o surto do novo coronavírus. A doutora em Comunicação e professora da UFSM, Eugenia Barichello, ressalta como a utilização de vídeos e a possibilidade de ouvir a voz do outro têm sido aliados neste período de distanciamento físico. </p><p>“É possível observar que em isolamento temos mais tempo, as conversas são mais longas e conseguimos sentir o outro pela voz, além das expressões e gestos”, destaca. Ela também compartilha sua experiência durante o período, com participação mais intensa em grupos online de amigos, ex-alunos, colegas e familiares, além de conversas mais longas e aprofundadas. </p><p>E as videochamadas não só auxiliam nas relações afetivas como também permitem adaptarmos uma rotina escolar ou profissional. Elas desempenham papel fundamental para que escolas, universidades e empresas funcionem, mesmo que a distância. “Estas interações já ocorriam muito nas interações afetivas, e estavam sendo cada vez mais introduzidas no mundo do trabalho. O que a pandemia fez foi acelerar as possibilidades, potencializar o uso destas interações por não haver alternativa e acredito que esta mudança de patamar do uso de tecnologias de informação e comunicação veio para ficar e evoluir”, complementa Eugenia.</p>		
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2020/06/saudemental2-1024x668.jpg" alt="" />											
		<h3><b>A saúde mental quando faltam recursos básicos mínimos </b></h3><p>Como se preocupar com o equilíbrio emocional quando a geladeira está vazia? Quando as contas chegam e a crise escancara, mais uma vez, a desigualdade social de nosso país? Como “ficar em casa” quando não se tem uma? </p><p>Se as angústias sobre o futuro afligem a muitos e são causadoras de doenças mentais, a realidade daqueles que vivem o problema no presente pode ser ainda mais dura. Eles já estão no meio da situação estressora e precisam lidar com ela no momento. “É difícil uma pessoa pensar em realização profissional quando ela não tem o que comer”, enfatiza o psiquiatra Vitor Calegaro. </p><p>A melhor estratégia de saúde mental para ser usada com essa população, segundo ele, viria a partir das instituições e do governo. “É uma coisa política, estratégica, de manejo da pandemia. O governo precisa ter um jeito de lidar com essas pessoas justamente para que elas tenham um conforto mínimo de subsistência, que não precisem entrar em desespero pela falta de alimento, cometer delitos em função disso”, complementa.</p><p>Nesse sentido, também se pode buscar ajuda de grupos, organizações que promovem manifestações de solidariedade, que fazem doações...o que não é recomendado é que, em meio à crise, essas pessoas se isolem ainda mais. Dividir as preocupações possibilita procurar e encontrar soluções em conjunto. </p><h3><b>Pesquisa de monitoramento de problemas psicológicos durante a pandemia</b></h3><p>A evolução de sintomas de estresse, ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático durante a pandemia é monitorada por um grupo de pesquisa em psiquiatria da UFSM, coordenado pelo professor doutor Vitor Calegaro. O estudo <a href="https://www.covidpsiq.org">CovidPsiq </a>é realizado por meio de questionários online que podem ser respondidos por qualquer pessoa que more no Brasil, ou por brasileiros que residam no exterior, desde que tenham mais de 18 anos e acesso à internet. </p><p>Os questionários serão preenchidos em quatro etapas, no decorrer de seis meses. A partir das respostas a equipe observará se existe o aumento dos problemas de saúde mental ao longo do tempo e quais são os grupos mais vulneráveis a isso. Após essa identificação e dos fatores que estão relacionados, poderão ser pensadas estratégias eficazes para o manejo da situação em nível coletivo, explica Vitor. </p><p>O grupo de pesquisadores é formado por 15 acadêmicos do curso de Medicina, quatro psiquiatras, dois psicólogos, um educador físico e um matemático estatístico. Bianca Lorenzi Negretto é aluna do 11º semestre de Medicina e bolsista do projeto. Ela avalia a sua participação como “uma oportunidade de experiência para a vida e treinamento para o futuro”. Quase no final da graduação, sua principal opção de especialidade é na área da psiquiatria. </p><p>Para que a pesquisa tivesse adesão nacional, Bianca conta que o grupo entrou em contato com pesquisadores de diferentes partes do país, a fim de buscar respostas que realmente representem a maior parcela possível da população. Dentre os problemas apontados por ela estão a dificuldade em atingir um público mais diversificado, com adesão de pessoas que não estejam em suas redes de contatos, e a necessidade de habilidade digital que a pesquisa exige, o que faz com que informações de parcelas importantes da população não estejam presentes no estudo. </p><p>A primeira fase da pesquisa já foi concluída e <a href="https://pt.surveymonkey.com/stories/SM-NVMVZF8D/">alguns resultados puderam ser observados. </a>Dos respondentes, 85,9% afirmaram realizar a quarentena e 14,1% não. Quando questionados sobre a saúde mental durante esse período de distanciamento físico, 18,31% assinalaram “piorou muito”; 46,61% marcaram a opção “piorou um pouco”; 27,34% “nem piorou, nem melhorou”; 5,86% “melhorou um pouco”; e 1,88% relatou que “melhorou muito”. </p><p><em><strong>Reportagem</strong>: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo</em></p><p><em><strong>Ilustrações</strong>: Beatriz Dalcin, acadêmica de Publicidade e Propaganda</em></p><p><em><strong>Mídias Sociais</strong>: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas</em></p><p><em><strong>Edição</strong>: Maurício Dias, jornalista</em></p>]]></content:encoded>
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