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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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				<title>3 tipos de roedores usados em pesquisas na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/3-tipos-de-roedores-usados-em-pesquisas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 19 May 2022 16:50:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
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						<description><![CDATA[Conheça as características dos ratos e camundongos criados no Biotério Central da Instituição]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr">O Biotério Central da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) é um espaço de criação de roedores para fins de ensino e de pesquisa. O local, vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), atende aos pesquisadores da Instituição que desenvolvem estudos com utilização de animais para experimentação nas mais diversas áreas científicas, a exemplo da biomedicina e farmácia.</p><p><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/trabalho-do-bioterio-central-contribui-para-o-desenvolvimento-de-pesquisa-experimental-na-ufsm/"><b><u>Na primeira reportagem do dossiê sobre o Biotério Central da UFSM</u></b></a>, a Arco mostrou o trabalho desenvolvido pelo setor e sua importância para o avanço da pesquisa científica na Instituição. <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/animais-na-pesquisa-principios-eticos-para-o-avanco-cientifico/"><u><b>Na segunda</b></u>,</a> apresentamos uma entrevista realizada com três integrantes da Comissão de Ética no Uso de Animais na UFSM. Nesta terceira parte do dossiê, destacamos curiosidades sobre os roedores produzidos na Instituição: há uma colônia de ratos Wistar e duas linhagens de camundongos: a Swiss e a C57BL/6.</p>		
												<img width="1024" height="694" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Capa_Lista-1024x694.jpg" alt="Descrição da imagem: imagem de capa horizontal e colorida em tons pasteis. No centro, rato branco e grande, com olhos vermelhos, patas e orelhas rosas. Ao lado esquerdo, rato pequeno e na cor cinza escuro, com olhos escuros e orelhas e patas acinzentadas. Ao lado direito, rato pequeno e branco, com olhos vermelhos e patas e orelhas em rosa claro. Há cinco círculos em tamanhos diferentes e nas cores marrom, lilás e azul. Os círculos estão espalhados pela imagem. No círculo lilás pequeno, no centro superior esquerdo da imagem, em branco, o texto &quot;Parte 03&quot;. Ao lado, em caixa alta, tamanho grande e na cor branca, o título &quot;Lista&quot;. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr">Os ratos e os camundongos de laboratório podem ser utilizados como modelos em estudos de diabetes, obesidade, doenças autoimunes, envelhecimento, nutrição, doenças cardiovasculares, distúrbios psiquiátricos, neurociências, testes toxicológicos, em estudos de transplante de órgãos e no desenvolvimento de medicamentos, por exemplo. </p><p dir="ltr">A principal diferença física entre o rato e o camundongo é o tamanho: enquanto o rato pesa em torno de 300 gramas, o camundongo pesa somente 30 gramas. Assim, quando se trata de experimentos científicos, cada pesquisa vai demandar um tipo de animal com características específicas. </p><p> </p><p dir="ltr">A partir da conversa com as médicas veterinárias do Biotério Central da UFSM, Ligia Gomes Miyazato e Fernanda Valente, apresentamos quais são as espécies de roedores criadas pelo Biotério da UFSM, suas características e principais estudos em que são utilizados. Confira:</p><p dir="ltr"><strong>Rato Wistar</strong></p><p dir="ltr"><strong>Classificação</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">O rato de laboratório, ou rato Norway, é a forma domesticada da espécie Rattus norvegicus, pertencente à ordem Rodentia e a família Muridae. </p></li></ul><p dir="ltr"><strong>Características físicas</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">Pelagem branca - albino;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Olhos vermelhos;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">É caracterizado pelas orelhas alongadas, cabeça grande e comprimento da cauda sempre menor que o comprimento corporal;</p></li></ul><p dir="ltr" style="color: #ffffff;font-size: 16px"> Comportamentos</p><ul style="color: #ffffff;font-size: 16px"><li><p dir="ltr" role="presentation">O Rato Wistar tem hábitos noturnos, é curioso, inteligente e apresenta boa capacidade de aprendizado. É considerado um animal dócil, e apenas demonstra agressividade na defesa de seus filhotes;</p></li></ul><p dir="ltr" style="color: #ffffff;font-size: 16px">Origem</p><ul style="color: #ffffff;font-size: 16px"><li><p dir="ltr" role="presentation"><a style="color: #ffe800 !important" href="https://www.biot.fm.usp.br/index.php?mpg=03.00.00&amp;tip=RATO&amp;id_ani=17&amp;caract=sim"><u>A maioria das linhagens de rato de laboratório</u></a> descende de uma colônia gerada, em 1906, no Instituto Wistar, na cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos. Foi desenvolvida pelo fisiologista norte-americano Henry Donaldson, pelo administrador científico Milton Greenman e a embriologista Helen Dean King.</p></li></ul><p dir="ltr" style="color: #ffffff;font-size: 16px">Uso nas pesquisas </p><ul style="color: #ffffff;font-size: 16px"><li><p dir="ltr" role="presentation">O Rato Wistar é heterogênico - não tem linhagem consanguínea, ou seja, não tem parentesco entre si. Por isso, é utilizado em pesquisas que precisam de diversidade - variabilidade - genética, como, por exemplo, em investigações sobre transtornos psicológicos;   </p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Por ser de tamanho maior em relação ao camundongo, é utilizado em pesquisas que envolvem procedimentos cirúrgicos, próteses - áreas da ortopedia e da reumatologia - e análises comportamentais em fêmeas com seus filhotes.</p></li></ul>		
												<img width="782" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Box_Hetero-782x1024.jpg" alt="Box vertical e azul claro com texto na cor branca. O texto está distribuído em sete linhas. O título é &quot;Heterogênico&quot;. O texto: &quot;Não tem linhagem consanguínea, ou seja, não tem parentesco entre si. Por isso, é utilizado em pesquisas que precisam de diversidade - viabilidade - genética, como, por exemplo, em investigações sobre transtornos psicológicos&quot;. O fundo é azul claro." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr"><strong>Camundongo </strong></p><p dir="ltr"><strong>Classificação</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">O camundongo de laboratório é um mamífero da família Muridae, subfamília Murinae, da ordem Rodentia e gênero Mus. O seu nome científico é Mus musculus.</p></li></ul><p dir="ltr"><strong>Características gerais</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">O camundongo é dócil, com ciclo de vida curto, tamanho pequeno e alto potencial reprodutivo;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">É um modelo para estudo de genética, teratologia - anomalias e malformações que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário - e gerontologia - área que estuda o processo de envelhecimento;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation"><b><a href="https://files.ufgd.edu.br/arquivos/arquivos/78/PROPP/Anexo%20I%20-%20Procedimentos%20Roedores%20e%20Lagomorfos.pdf"><u>Nos estudos de genética</u></a>,</b> estima-se uma similaridade dos genomas do camundongo e do homem de 70% a 90%. O genoma é o conjunto de todos os genes de uma espécie de ser vivo. É a sequência completa de DNA de cada organismo.</p></li></ul><p dir="ltr"><strong>Linhagem</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation"><strong>Swiss</strong></p></li></ul><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">Pelagem branca - albino;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Olhos vermelhos;</p></li></ul><p dir="ltr"><strong>Origem</strong></p><ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0"><li><p dir="ltr" role="presentation"><b><u><a href="https://www.unifesp.br/campus/sao/cedeme/modelos-animais/camundongos/heterogenicos/97-suico-epm-m2">O camundongo Swiss se originou nos Estados Unidos</a>, </u></b>a partir de uma colônia de nove camundongos cruzados pelo Dr. Leslie Webster. Foi trazido da cidade de Lausanne, na Suíça, em 1926, pela bióloga e pesquisadora na área do câncer, a norte-americana Clara Lynch, pioneira no uso da linhagem em pesquisas científicas;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Camundongo Swiss significa ‘camundongo suíço’;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">A linhagem Swiss é de animais não consanguíneos<strong> (Heterogênicos)</strong>;</p></li></ul><p dir="ltr"><strong>Uso na pesquisa</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">Modelo de estudo na área da farmacologia, como teste de drogas, entendimento de doenças metabólicas, auto-imunes; as fêmeas podem receber e  gerar embriões de camundongos de outras linhagens.</p></li></ul>		
												<img width="1024" height="363" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Lista_Infografico-1024x363.jpg" alt="Infográfico horizontal e colorido de três tipos de ratos e camundongos. O infográfico tem tons lilás, branco e marrom claro, dividido em três quadrados coloridos. O primeiro, na esquerda, tem um camundongo pequeno de pelagem marrom, olhos escuros e pequenos, orelhas e rabo em tom bege. Acima, em letra cursiva preta, o nome &quot;Camundongo C57BL/6&quot; e &quot;pesa 30g&quot;. Ao lado, com fundo branco, raro grande de pelagem branca, com olhos vermelhos e orelhas, latas e rabo em rosa claro. Acima, em preto, o nome &quot;Rato Winster&quot; e &quot;pesa 300g&quot;. Ao lado, na direita da imagem, em fundo marrom claro, camundongo pequeno com pelagem branca, olhos vermelhos, orelhas, patas e rabo em rosa claro. Acima, em branco, o nome &#039;Camundongo Swiss&quot; e &quot;pesa 30g&quot;." loading="lazy" />														
		<p> <strong style="color: #ffffff;font-size: 1rem;text-align: var(--bs-body-text-align)">C57BL/6</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">Pelagem preta;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Olhos escuros;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Obtido pelo pesquisador norte-americano Clarence Little em 1921. É uma das linhagens mais utilizadas e a primeira a ter seu genoma sequenciado;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation"> </p></li></ul><p>É uma linhagem isogênica, isto é, são animais iguais geneticamente - consanguíneos. <a href="https://books.scielo.org/id/sfwtj/pdf/andrade-9788575413869-11.pdf">São produzidos a partir de 20 gerações consecutivas</a> de acasalamento entre irmãos, pais ou filhos. Devido a essa característica, o camundongo C57BL/6 é utilizado em pesquisas relacionadas a doenças humanas - área da biomedicina -, com o objetivo de compreender a causa, os efeitos, fatores envolvidos e desenvolver possíveis tratamentos e diagnósticos.</p><p dir="ltr"><strong>Uso na pesquisa</strong></p><p> </p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation"><a href="https://propes.ufabc.edu.br/a-propes/laboratorios/bioterios/animais/camundongos"><u><b>É utilizado como modelo in vivo - que ocorre em um organismo vivo - no estudo</b></u></a> de diversas áreas, tais como biologia cardiovascular, biologia do desenvolvimento, diabetes, obesidade, genética, imunologia, neurobiologia, oncologia e biologia comportamental, além de serem comumente utilizados no desenvolvimento de animais transgênicos - ou geneticamente modificados pela introdução de genes de outras espécies, pela intervenção humana, com o objetivo de desenvolver novas características no animal que atendam interesses científicos. </p></li></ul>		
												<img width="635" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Box_Iso-635x1024.png" alt="Box vertical e em tom lilás com texto na cor branca. O texto tem treze linhas. O título é &quot;Isogênicos&quot;. O texto: &quot;Isogênica, isto é, são animais iguais geneticamente, - consanguíneos. São produzidos a partir de 20 gerações consecutivas de acasalamento entre irmãos, pais ou filhos. Devido a essa característica, o camundongo C57BL/6 é utilizado em pesquisas relacionadas à doenças humanas - área da biomedicina -, com o objetivo de compreender a causa, os efeitos, fatores envolvidos e desenvolver possíveis tratamentos e diagnósticos. O fundo é lilás." loading="lazy" />														
		<p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Expediente:</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Reportagem: Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza Silva, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Design gráfico: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Relações Públicas: Carla Isa Costa;</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
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