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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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				<title>5 motivos para fazer compostagem</title>
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				<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 15:29:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Listas]]></category>
		<category><![CDATA[compostagem]]></category>
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						<description><![CDATA[Prática consiste no reaproveitamento de resíduos orgânicos que se transformam em adubo natural]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>A preocupação com a questão do descarte correto de resíduos é responsabilidade de todo cidadão, que além de fiscalizar e cobrar o poder público, pode contribuir com pequenas atitudes sustentáveis no dia-a-dia, como a compostagem. </p><p>O Brasil é o 4° <a href="https://www.wwf.org.br/?70222/Brasil-e-o-4-pais-do-mundo-que-mais-gera-lixo-plastico" target="_blank" rel="noopener">maior produtor de lixo do mundo</a>, atrás apenas de Estados Unidos, China  e Índia, de acordo com a World Wide Fund for Nature (WWF). Uma pesquisa publicada em 2020 pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostrou que o país gera <a href="https://abrelpe.org.br/panorama-2020/" target="_blank" rel="noopener">cerca de 79 milhões de toneladas de lixo por ano</a>. Com a pandemia, a Abrelpe estima que houve aumento de 10% na geração de resíduos. Mais da metade desse montante são de matérias orgânicas.</p>		
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		<p><strong>O que é compostagem? </strong></p><p>A prática da compostagem é uma alternativa para o descarte de resíduos orgânicos, que podem ser reaproveitados em vez  de ir parar nos aterros sanitários. Trata-se de um processo biológico e natural de decomposição da matéria orgânica de origem vegetal ou animal. O resultado desse processo é um adubo natural rico em nutrientes minerais que pode substituir o uso de produtos químicos em hortas e jardins e que não agride o meio ambiente. </p><p>A compostagem pode ser classificada como anaeróbia ou aeróbia. Na primeira, a decomposição é realizada por micro-organismos que não necessitam de oxigênio para fazer a fermentação da matéria. Esse método pode ser feito em sacolas ou recipientes de plástico bem vedados, há forte exalação de odor e o tempo de estabilização da matéria orgânica é maior. Já na compostagem aeróbia, os organismos precisam do oxigênio para que ocorram as reações químicas. Ela pode acontecer ao ar livre, em tambores ou baldes, os odores não são intensos e a decomposição é mais rápida.</p><p>Há também a vermicompostagem, que utiliza minhocas para realizar as reações químicas de forma mais rápida. Essa é uma alternativa muito comum para quem faz compostagem em casa. A Secretária da Educação e do Esporte do Paraná criou um <a href="http://www.sociologia.seed.pr.gov.br/arquivos/File/tema_consumo/manual_compostagem.pdf" target="_blank" rel="noopener">guia de compostagem caseira</a> para quem deseja adotar a prática.</p>		
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		<p>Na UFSM, o projeto “Compostagem de resíduos orgânicos e produção de fertilizante”, do Colégio Politécnico, reaproveita parte dos restos de alimentos gerados dentro da instituição - especialmente dos Restaurantes Universitários, das lanchonetes e da Reitoria. Os materiais são encaminhados para o setor de compostagem e lá passam por processos como a separação de resíduos e a mistura com palha seca, o que permite a fermentação e a decomposição dessa matéria orgânica. No final, é gerado um composto orgânico que é utilizado como fertilizante em plantações do próprio Colégio. </p><p>O coordenador do projeto, Maurício Tratsch, indica que durante a pandemia tem sido  coletados diariamente 200 quilos de material orgânico do Campus Sede. Com a volta das aulas presenciais, estima-se que esse montante passe dos 400 quilos diários. </p>		
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		<p>Para reforçar a importância dessa prática, a Revista Arco conversou com Rafael Cantú, doutor em Ciências do Solo pela UFSM, com experiência no setor de compostagem, e preparou uma lista com 5 motivos para você adotar a compostagem em sua casa:</p>		
			<h3>1- Uma alternativa sustentável para descarte de resíduos</h3>		
		<p>A compostagem é uma das melhores alternativas para lidar com a reciclagem das matérias orgânicas. Rafael explica que a prática reduz significativamente os agentes patogênicos - aqueles que causam doenças em humanos - e elimina a emissão de metano e gás sulfídrico, que contribuem para o efeito estufa e o mau cheiro, respectivamente.</p>		
			<h3>2-  Aumento da vida útil dos aterros sanitários</h3>		
		<p>Em grande parte das cidades, os resíduos orgânicos são destinados aos aterros sanitários. A estratégia de alocação nesses locais provoca uma série de problemas ambientais, como emissão de gases de efeito estufa, mau cheiro e comprometimento da área por um longo prazo. O uso de caminhões para transporte dos resíduos também representa um gasto de energia e emissão de gases poluentes. </p><p>O tempo de vida útil de um aterro é de, em média, dez anos. Se a quantidade de resíduos gerados por uma comunidade for maior do que a planejada na construção do espaço, os aterros tendem a durar ainda menos tempo. Mesmo com o encerramento das operações, a emissão de gases e chorume - um líquido escuro com alta carga de poluição e resultante de matérias orgânicas - continua por aproximadamente 15 anos naquela área. Nesse caso, quanto menos materiais forem direcionados para os aterros, maior será sua vida útil. </p>		
			<h3>3- Economia de recursos públicos</h3>		
		<p>Com o fechamento de um aterro sanitário, há a necessidade de direcionar os resíduos para outro lugar. Assim, constroem-se outros aterros em outras regiões da cidade, o que gera novos gastos públicos. Com menos matérias orgânicas descartadas, também há menor necessidade de caminhões de coleta seletiva. </p><p>Portanto, ao compostar, o cidadão contribui para a economia de recursos públicos, que poderão ser aplicados em outras áreas.</p>		
			<h3>4- Geração de fertilizantes naturais</h3>		
		<p>O indivíduo adepto ao processo de compostagem tem acesso a um composto orgânico que serve como adubo natural, pode ser absorvido facilmente pelas plantas e apresenta inúmeros benefícios aos solos, jardins e hortas. Além disso, é rico em nutrientes e sais minerais para os alimentos que serão gerados. “Os alimentos produzidos em um solo que recebe composto orgânico tem condições de se desenvolver de maneira mais saudável e resistente, em comparação aos produzidos com fertilizantes sintéticos,  reduzindo assim a necessidade de aplicação dos agrotóxicos”, explica Rafael Cantú. </p>		
			<h3>5- Consciência dos alimentos consumidos e dos resíduos produzidos</h3>		
		<p>Fazer compostagem também permite que o indivíduo observe como está sua alimentação e crie uma relação  de conhecimento com o que consome. Ao separar restos de alimentos, como cascas e talos de frutas e verduras, cascas de ovos ou borra de café, é possível entender os hábitos alimentares e a quantidade de alimentos consumidos. Se o recipiente estiver cheio, a alimentação está equilibrada. Se estiver vazio ou não tão cheio, é preciso ficar atento à necessidade de uma alimentação mais saudável. </p><p>Para quem utiliza o composto orgânico gerado em hortas, há ainda o benefício de saber que aqueles alimentos são ricos em nutrientes e sem uso de agrotóxicos.</p><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Reportagem</i></b><i>: Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário</i></p><p><b><i>Fotografias</i></b><i>: Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária</i></p><p><b><i>Produção Gráfica</i></b><i>:</i> <i>Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista</i></p><p><b><i>Mídia Social</i></b><i>: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</i></p><p><b><i>Edição de Produção</i></b><i>: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Edição Geral</i></b><i>: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fotografia para a conscientização ambiental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/fotografia-para-a-conscientizacao-ambiental</link>
				<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 14:09:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>

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						<description><![CDATA[Pesquisa realizada na área de Artes Visuais da UFSM busca evidenciar a problemática do descarte irresponsável em Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/11/capa_site_descarte_a_arte_jpg-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fonte: Jane Zofoli</figcaption>
										</figure>
		<p>Descarte: ato de descartar, de deixar de lado o que não tem serventia ou não se quer mais. Em uma sociedade industrializada o consumo em massa faz dos objetos que utilizamos hoje, o lixo de amanhã. Segundo dados do <a href="https://abrelpe.org.br/panorama/" target="_blank" rel="noopener"><i>Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020</i></a><i>, </i>entre 2010 e 2019, o Brasil registrou um grande aumento na geração de resíduos, em que passou de 67 milhões para 79 milhões de toneladas por ano. O estudo também mostrou que cada brasileiro produz, em média, 379,2 kg de lixo anualmente. O reflexo disso pode ser visto nos danos crescentes à natureza, como alterações no clima e a poluição do ar. </p><p>Mas, poderia a arte ser uma ferramenta capaz de despertar a consciência das pessoas nesse contexto? Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais mostrou que sim. O trabalho de dissertação “Poética do desc-arte: fotografia e meio ambiente em Santa Maria”, desenvolvido por Jane Andiara Soares Zofoli e orientado pela professora e pesquisadora vinculada ao PPGART/UFSM, Darci Raquel da Fonseca, entre 2018 e 2020, buscou chamar a atenção para a problemática do descarte através da fotografia<b>.</b> </p>		
			<h3>Sensibilizar olhares para mudar consciências</h3>		
		<p>Em uma observação diária, no decorrer de dois anos, a autora buscou unir a arte às questões ambientais. Através do projeto, mapeou, fotografou e expôs à comunidade espaços de Santa Maria ocupados por sucatas. O trabalho se deu tanto em locais legalizados, mas também em lugares onde o descarte foi feito de forma clandestina, como riachos, rios e a natureza como um todo. </p>		
									<figure>
										<img width="783" height="522" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/11/IMAGEM_PAG_93.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fonte: Jane Zofoli</figcaption>
										</figure>
		<p>O estudo buscou problematizar as questões relativas ao consumo e descarte irresponsável por meio da visibilidade despertada pelos registros fotográficos. Além disso, enxergou na arte uma possibilidade de mudança. “O meu trabalho foi sensibilizar pessoas através da fotografia, para que elas ressignifiquem o seu pensar, o seu olhar, para não cometer esse tipo de ato”, ressalta a autora. </p><p>Para além de uma área de estudo, Jane é engajada na causa. A separação, a reciclagem, o reaproveitamento e a destinação correta de materiais fazem parte de sua rotina. De acordo com ela, a relação com a questão do descarte vem de muito tempo, herança do seus pais que tinham preocupação e envolvimento com a destinação adequada dos resíduos que geravam. Atualmente, ela também arrecada objetos como lacres e garrafas pet, e contribui com projetos locais como a <a href="https://www.facebook.com/asmarofical/" target="_blank" rel="noopener">ASMAR - Associação dos Selecionadores de Material Reciclável</a></p>		
			<h3>Sustentabilidade como forma de expressão</h3>		
		<p>A orientadora da pesquisa ressalta a capacidade que a arte tem, neste caso pela fotografia, de lançar um olhar sensível sob o tema e, ao mesmo tempo, denunciar as atitudes humanas em relação ao ambiente. “A arte tem esse poder, tendo em vista que  ela revela com força o que muitos evitam abordar”, explica a professora Darci. Ela também afirma que dificilmente ficaremos neutros diante do que a fotografia nos revela, e por isso, associar esse recurso a outras áreas do conhecimento pode gerar mudanças significativas na sociedade. </p><p>O trabalho mostrou que a questão do descarte é um problema que envolve todos no mundo contemporâneo, em particular Santa Maria, onde o olhar fotográfico registrou o descarte em margens de rios, localidades urbanas e também no campo. Ao direcionar o olhar para o ambiente local, o estudo atuou como um meio de conscientização da população, além de servir como um alerta ao poder público para que se dedique ao desenvolvimento de políticas sustentáveis. “Se a fotografia revela ela indica, ao mesmo tempo, pistas para que este problema possa ser, no mínimo, amenizado”, ressalta a orientadora. Outros caminhos indicados pela autora para promover melhorias na questão do descarte inadequado é a educação para os cidadãos e a fiscalização por parte de órgãos administrativos.</p><section data-id="cb499fa" data-element_type="section"><section data-id="98ed197" data-element_type="section"><section data-id="5f882e8" data-element_type="section"><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária</i></p><p><strong>Ilustração: </strong><em><i>Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista</i></em></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> <b></b>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária<br /></i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section></section></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Na cara e na coragem</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/na-cara-e-na-coragem</link>
				<pubDate>Thu, 05 Apr 2018 19:57:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[História de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Sabiah]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema prisional]]></category>

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						<description><![CDATA[A história do ex-presidiário que montou uma cooperativa de reciclagem para dar oportunidade de trabalho a quem sai da cadeia
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Rodrigo dos Santos Ramos, também conhecido como Rodrigo Sabiah, se denomina como reciclador de lixo e de vidas. Ele estará em Santa Maria nesta sexta-feira (6) para o evento </span><i><span style="font-weight: 400;">Ampla - exato é ser humano,</span></i><span style="font-weight: 400;"> realizado pela ONG Engenheiros Sem Fronteiras.</span> <span style="font-weight: 400;">No espaço, Sabiah contará sobre sua história e sobre o trabalho da </span><span style="font-weight: 400;">cooperativa de reciclagem </span><i><span style="font-weight: 400;">Recomeçar!</span></i><span style="font-weight: 400;">, fundada por ele na Zona Sul de Porto Alegre, bairro onde ele cresceu. A iniciativa propõe oferecer oportunidade de trabalho a quem, como ele, é egresso de presídio, abrigo ou Fase-RS (Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul). </span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">O reciclador e idealizador da </span><i><span style="font-weight: 400;">Recomeçar!</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem a história parecida com a de muitos outros brasileiros. Entrou para a vida do crime na periferia da capital do Estado, e logo jovem foi detido pela primeira vez. Voltou a cometer delitos e acabou preso novamente. Durante os cinco anos que permaneceu no Presídio Central de Porto Alegre, teve contato com a literatura e leu um livro inteiro pela primeira vez. Isso o motivou a mudar de vida, a traçar novas metas e a decidir por um caminho diferente. </span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">Entretanto, ele explica que, ao sair da prisão, mesmo com tantos planos, é difícil conseguir colocar todos em prática.</span>

<span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Um egresso tem dificuldades para se inserir na sociedade. Não só ele tem dificuldades para se inserir, assim como a sociedade tem dificuldades para aceitá-lo, pois o egresso chega muitas vezes com vontade de trabalhar e fazer as coisas e a sociedade o recebe cheia de preconceitos e desconfiança. Tive que dar a volta por cima na cara e na coragem, com o apoio da minha família e amigos. Nunca foi fácil, pois enfrentei preconceito e muito convite para fazer diversas coisas erradas, ainda mais nos momentos em que eu mais estava mal financeiramente”, relata Sabiah.</span>

<img class="aligncenter size-full wp-image-3378" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/04/13509110_865591486880303_4548330516833619749_n.jpg" alt="" width="960" height="516" />

<span style="font-weight: 400;">Ele acredita que muitos dos problemas enfrentados na reinserção social está dentro da própria lógica dos presídios.</span>

<span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">O maior culpado de tudo isso é o governo, que larga o preso dentro da cadeia e fala ‘te vira aí, neguinho’. Lá dentro tu tem que sobreviver em um lugar sem a menor dignidade. Um lugar hostil, onde se tu não é bandido, tu acaba aprendendo na marra a ser. Tu não é nem um pouco preparado para o mundo aqui fora, e nem a sociedade está preparada para te receber”, pontua.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">O ex-carcerário, empreendedor e reciclador, agora trabalha para ajudar a mudar a realidade de ex-presidiários. Usa a cooperativa para contratá-los, e virou </span><span style="font-weight: 400;">presidente da Associação Humanitária Assistencial de Apoio à Vida e à Reinserção Social (AHAAVRS), a mesma que um dia o ajudou a ter um caminho diferente. Além disso, também realiza palestras </span><span style="font-weight: 400;">usando a sua história de recomeço para inspirar outros jovens a se reinventarem.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">“Existe um monte de Sabiah por esse Brasil. A única diferença é que eu divulgo esse trabalho e levo para outras pessoas a ideia de que é possível uma mudança, e que devemos acreditar em nós e no nosso próximo”, diz ele.</span>

&nbsp;

<span style="font-weight: 400;">O evento </span><a href="https://www.facebook.com/events/223985768165628/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><i><span style="font-weight: 400;">Ampla - exato é ser humano</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">acontecerá no auditório Wilson Aita, localizado no Centro de Tecnologia (CT) da UFSM, nos dias 6 e 7 de abril.</span>

&nbsp;

Reportagem: Mayara Souto

Fotografias: Acervo pessoal de Rodrigo Sabiah]]></content:encoded>
													</item>
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