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				<title>A saga do robô arqueiro</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-saga-do-robo-arqueiro</link>
				<pubDate>Mon, 26 Feb 2018 18:29:59 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Equipe de robótica da UFSM vai ao Irã para a disputa de um torneio de arco e flecha]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  A equipe de robótica<a href="https://www.facebook.com/Taurabots/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Taura Bots</a>, da Universidade Federal de Santa Maria, vai participar de uma competição internacional para robôs, a <a href="http://firaworldcup.org/visitorpages/Show.aspx?ItemID=2106,0" target="_blank" rel="noopener noreferrer">HuroCup</a>, que será realizada no Irã entre os dias 1º e 7 de março. Coordenado pelo professor Rodrigo Guerra, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, o Taura Bots tinha como ideia inicial competir na categoria arco e flecha, treinando e transformando o <a href="http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=1386" target="_blank" rel="noopener noreferrer">robô Dimitri</a> em um arqueiro. No entanto, alguns imprevistos e problemas burocráticos surgiram como obstáculos no caminho do grupo, fazendo o sonho de participar do evento virar uma verdadeira saga.

<strong>A oportunidade</strong>

O Taura Bots, formado por acadêmicos e professores do Centro de Tecnologia da UFSM, não é novato em competições internacionais, <a href="http://coral.ufsm.br/ct/index.php/inicio/noticias/386-robo-projetado-no-ct-disputa-a-robocup-na-alemanha" target="_blank" rel="noopener noreferrer">tendo participado anteriormente da RoboCup</a>, maior torneio de futebol para robôs do mundo, em 2015, na China, e em 2016, na Alemanha. Já a Hurocup, que é organizada pela Federação Internacional de Futebol de Robôs (FIRA), visa o desenvolvimento de robôs capazes de realizar tarefas diversas em ambientes complexos. A possibilidade de participar deste evento no Irã em 2018 surgiu a partir do contato do professor Rodrigo com Jacky Baltes, professor titular da Universidade Nacional do Taiwan e presidente da FIRA. Durante uma visita a Taiwan, a proposta foi recebida com entusiasmo pelo docente brasileiro: “O professor Jacky foi atleta olímpico em um time de patinação de velocidade no gelo, na Alemanha, durante a sua juventude. Ele sempre se interessou por competições, mesmo sendo da área de robótica. Visitei Taiwan a convite dele, e durante uma conversa soube que o Irã tinha recursos para custear a ida de equipes para participar da Hurocup, que vai acontecer lá, e ele sugeriu que o Taura Bots participasse. Aceitei a ideia de prontidão e fiquei bastante animado”.
O Irã, mesmo passando por diversos problemas sociais, políticos e religiosos, é um país que está investindo na ciência nacional, como conta o professor Rodrigo: “Os jovens iranianos que conseguem o primeiro, segundo ou terceiro lugar em competições de renome internacional, como essa, podem pedir dispensa do exército, o que faz com que o interesse nesse tipo de evento aumente por lá”.

A Hurocup conta com diversas categorias de competição, como o basquete, a maratona, o levantamento de peso, o salto à distância e o arco e flecha, sendo esta última a categoria escolhida pelo Taura Bots. “É um dos esportes olímpicos em que há mais potencial de, em breve, um robô superar um humano, por envolver principalmente a precisão. E não é tão ligado à violência, como o tiro. Como já tínhamos o Dimitri, pensamos em usá-lo para isso, compramos o equipamento e começamos a prepará-lo”, explica o professor Rodrigo.

[caption id="attachment_2967" align="alignleft" width="208"]<img class="wp-image-2967" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/02/dimitri2-647x1024.jpg" alt="" width="208" height="330" /> O Robô Dimitri não poderá ser usado na competição[/caption]

<strong>As dificuldades</strong>

Utilizar o robô Dimitri para a competição de arco e flecha no Irã parecia o caminho mais simples a ser trilhado. No entanto, alguns problemas acabaram atrapalhando os planos do grupo, pois, atualmente, o robô se encontra sem as pernas, e não poderá viajar para a Hurocup, como conta o docente da UFSM: “Na primeira metade do ano passado, alguns membros do Taura Bots foram para um intercâmbio na Alemanha e levaram as pernas do robô, por meio de uma importação temporária. O processo acabou sofrendo com a burocracia dos países e o equipamento só chegou lá depois de três meses. Os alunos nem puderam utilizá-lo e enviaram de volta, e agora ele ainda está na alfândega brasileira, aguardando liberação, desde agosto de 2017”. O professor Rodrigo explica que, mesmo que as pernas do robô chegassem antes da viagem, ainda não haveria tempo hábil para que ele pudesse ser usado na competição: “Não adiantaria só ter o material em mãos, precisaria certo tempo até que ele ficasse pronto para ser utilizado. Precisaríamos, no mínimo, de duas a três semanas”.

<strong>A solução</strong>

Determinado a participar do evento no Irã, o professor Rodrigo não desistiu de encontrar uma saída para garantir a participação do Taura Bots na HuroCup. Ele relata que a solução surgiu em outra conversa com Jacky Baltes: “Ele ofereceu um robô emprestado, chamado Darwin-OP, que é parecido com o Juarez, um robô menor que temos aqui. Aceitamos e estamos trabalhando nisso agora”.

[caption id="attachment_2965" align="aligncenter" width="697"]<img class="wp-image-2965" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/02/UFSM.2018.002.034.RA_.jpg" alt="" width="697" height="465" /> O Robô Juarez está sendo usado para testes na UFSM[/caption]

O grupo só terá acesso ao Darwin-OP dois dias antes do evento, no Irã. Enquanto isso, a equipe está utilizando o robô Juarez para testar os movimentos antes da competição. “Estamos trabalhando muito aqui na UFSM para levar o melhor possível para lá e ver o que dá para fazer nos dois dias de preparação. Se vamos conseguir, eu não sei”, pondera o professor Rodrigo.

O acadêmico de Engenharia da Computação, Guilherme Henrique Christmann , é membro do Taura Bots e vai acompanhar o professor Rodrigo na viagem ao Irã. Ele conta que a possibilidade de usar o robô Juarez na preparação para o evento só aconteceu devido a uma coincidência: “Ele não estava funcionando e estava desmontado há tempos. Ele só está montado agora porque um dos membros do grupo decidiu montá-lo, sem motivo, alguns meses atrás. Ele ainda está com problemas, e estamos utilizando algumas partes do Dimitri para fazê-lo funcionar”.

O professor Rodrigo ainda acrescenta que não há recursos disponíveis na Universidade para a manutenção do robô Juarez: “O computador que fica no peito dele não liga mais, e é um aparelho que custa em torno de 1.500 dólares. Estamos utilizando o do Dimitri para resolver essa situação emergencial. O pouco que a Universidade oferece nós preferimos investir na experiência dos alunos em intercâmbios e eventos internacionais e no Dimitri, que é a nossa prioridade”.

<strong>As expectativas</strong>

Apesar das dificuldades, o professor Rodrigo acredita que a experiência pode ser positiva para o grupo: “Vamos nos esforçar muito para que o robô acerte o alvo, ou que ao menos consiga atirar a flecha. Vamos aproveitar o máximo do nosso tempo e vamos tentar fazer essa aventura toda valer a pena”.

O professor Rodrigo Guerra e o acadêmico Guilherme Christmann viajam para o Irã nesta terça-feira (27), onde a Hurocup acontece entre os dias 1º e 7 de março.

Quer seguir acompanhando a saga do robô arqueiro? Siga <a href="https://www.facebook.com/ctufsm/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">a página no Facebook do Centro de Tecnologia</a>, que novas informações serão postadas lá durante a participação do Taura Bots no Hurocup.

Repórter: Lucas Gutierres, do Núcleo de Divulgação Institucional do Centro de Tecnologia da UFSM

Fotografias: Rafael Happke e Rodrigo Guerra]]></content:encoded>
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				<title>Inteligência artificial para exportação</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/inteligencia-artificial-para-exportacao</link>
				<pubDate>Wed, 10 May 2017 13:02:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Nossas Invenções]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Robôs]]></category>
		<category><![CDATA[TauraBots]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Robô produzido na UFSM auxilia pesquisas do outro lado do planeta]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Ouça esta reportagem:

[audio mp3="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/05/Inteligência-artificial-para-exportação-Locução-Marcelo.mp3"][/audio]

A TauraBots, equipe de futebol de robôs humanoides da UFSM, ganhou mais um integrante: o robô Dimitri. O novo androide é o primeiro a ser financiado por meio de cooperação internacional entre a UFSM e um laboratório da Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST), da Coreia do Sul. Dimitri tem auxiliado em pesquisas na área da robótica cognitiva, que utiliza uma linguagem de programação baseada no raciocínio lógico.

<span style="font-weight: 400">A parceria foi iniciada a partir de um encontro entre o professor da UFSM e orientador do projeto, Rodrigo Guerra, e o diretor do laboratório sul-coreano, Jun Tani. O robô, que foi construído no final de dezembro de 2015 e exportado para a Coreia, é composto por torso, cabeça e braços robóticos, que lhe dão sensibilidade para manipular instrumentos e entender quando está apertando um objeto, por exemplo.</span>

<span style="font-weight: 400">Um segundo Dimitri foi construído na UFSM para que possa trocar códigos com o robô da Coreia. O androide que está em terras brasileiras tem ainda duas pernas e cerca de 1,24 metros de altura, um dos maiores robôs humanoides já projetados no Brasil.</span>

<span style="font-weight: 400">A ideia do nome partiu da sugestão de um integrante do projeto, que, ao considerar que atores de filmes russos são robustos e que o robô também tem esse atributo, concluiu que o invento precisaria ter um nome de origem russa. De acordo com os desenvolvedores, um bloco de concreto pode ser lançado sobre o Dimitri que, ainda assim, não ocorrerão estragos.</span>

<b>Conexão</b>

A expectativa é que se a equipe de Santa Maria melhorar a funcionalidade da máquina aqui, essa informação possa ser utilizada na Coreia do Sul — e vice-versa — já que os dois robôs têm como base o mesmo sistema, o que facilita a troca de códigos.

<span style="font-weight: 400">Outro diferencial dos Dimitris é que eles possuem atuadores de série elástica especial — uma espécie de mola colocada nas articulações — inseridos nos braços e pernas, mas que podem ser colocados em qualquer articulação do corpo. Os motores de robôs que não possuem esse objeto diferenciado precisam de um atuador específico para cada articulação e, ainda assim, podem quebrar ou desligar quando são submetidos a uma força específica.</span>

[caption id="attachment_5868" align="alignnone" width="800"]<img class="wp-image-5868 size-full" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/05/IMG_9322.jpg" alt="Detalhe do braço do robô Dimitri, que mostra a parte da série elástica em vermelho. Na mão do robô há um objeto verde de ponta arredondada." width="800" height="533" /> O atuador da série elástica precisou de quase dois anos de pesquisas para ser desenvolvido. Ele é compacto, de baixo custo e constituído de poliuretano de baixa densidade.[/caption]

<span style="font-weight: 400">Com a inovação desenvolvida na UFSM, os robôs mantêm a comunicação com o ambiente, mesmo que estejam sendo forçados, o que aumenta a segurança da interação entre a máquina e o meio em que está inserida.</span>

<b>Investimento</b>

Desenvolver tecnologias desse tipo exige um bom investimento financeiro: cada robô custou pelo menos R$ 65 mil, segundo o professor Guerra. Só os motores utilizados no Dimitri brasileiro — que foram aproveitados de outro projeto — custaram R$ 4 mil cada um, somando o total de R$ 52 mil.

<span style="font-weight: 400">O professor Guerra, que chegou a empregar recursos próprios no projeto, aponta que a importância do Dimitri para o futuro justifica o alto custo de desenvolvimento. “Ele é um robô que agora não tem pretensão de resolver problemas domésticos, de lavar louça ou ajudar pessoas com necessidades especiais, por exemplo, mas ele explora esse tipo de tecnologia, é um passo nessa direção”, comenta.</span>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Repórter:</strong> Gabriele Wagner de Souza</span></em>

<em><span style="font-weight: 400"><strong>Diagramação:</strong> Kennior Dias</span></em>
<blockquote><em><span style="font-weight: 400">Os desenvolvedores do Dimitri resolveram disponibilizar os arquivos utilizados para a construção do robô a quem desejar contribuir ou até mesmo copiar a invenção. O software e mais informações sobre o projeto podem ser obtidas por meio de contato com a equipe em facebook.com/tauraboots</span></em></blockquote>]]></content:encoded>
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