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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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						<item>
				<title>Girine-se: site divulga conhecimento científico sobre os Girinos do Pampa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/girine-se-site-divulga-conhecimento-cientifico-sobre-os-girinos-do-pampa</link>
				<pubDate>Thu, 03 Nov 2022 14:49:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Lançado em agosto deste ano, o site reúne informações sobre caracterização morfológica, história de vida das espécies, notícias de divulgação científica e arte]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-a44f4a33-7fff-8dba-0284-4784d325e8b4" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Esta história começou na infância de Tiago Gomes dos Santos, que hoje é professor na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e, na época, brincava de ser cientista ao examinar lesmas, minhocas e baratas. Não demorou muito para que o assunto ficasse sério. Ingressou no curso de Ciências Biológicas na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e começou a trabalhar com anfíbios anuros, que têm como característica a ausência de caudas, assim como<a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/sapos-pererecas-e-ras-da-america-do-sul/"> sapos, rãs e pererecas</a>. No mestrado, optou por estudar os girinos, que continuaram na história acadêmica de Tiago: “De forma muito natural, foram inseridos em projetos de meus alunos de graduação e pós-graduação nos mais variados contextos, como descrição da morfologia, ecologia térmica, toxicologia e ecologia de comunidades”, destaca. <br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>A partir desse histórico, surge o <a style="text-decoration: none" href="https://girinosdopampa.com/">site Girinos do Pampa</a>. Um projeto pessoal criado para diminuir a escassez de informações sobre as diferentes espécies de girinos, além de resumir e organizar o trabalho de inúmeros pesquisadores. Como o nome sugere, o site reúne conhecimento científico sobre dois elementos: os girinos e o pampa. Os primeiros são a fase larval dos anfíbios anuros, organismos presentes em inúmeras investigações científicas, como as taxonômicas, evolutivas, ecológicas, ou toxicológicas. Segundo Tiago, a escolha por destacá-los se dá pela falta de informações que ajudem na correta separação das espécies de uma determinada região. “O Pampa é o espaço geográfico em que vivo e tenho concentrado grande parte da minha pesquisa científica nos últimos anos e que, infelizmente, tem sido negligenciado de diversas maneiras, tanto pela falta de estudos quanto pelo baixo número de Unidades de Conservação ou pela falta de valorização pela população”, completa.</p><p> </p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/Girinos_capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Colagem horizontal e colorida de nove fotos de girinos em diferentes fases. Elas formam um xadrez com o fundo de cada imagem, que se intercala entre preto e branco." loading="lazy" />														
		<p>Lançado durante a <b><u><a href="https://youtu.be/nIysMJxpzio?t=8605" target="_blank" rel="noopener">V Semana Salvem os Sapos</a></u></b>, o site Girinos do Pampa tem como objetivo diminuir tal escassez, e traz não apenas informações sobre a identificação e classificação dos girinos, mas também dados sobre o bioma, no que diz respeito à origem, ao clima, à vegetação e às ameaças vigentes, como a agricultura extensiva e espécies exóticas invasoras.</p>		
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/info_girinos-1024x670.jpg" alt="" loading="lazy" />														
			<h3>Espaço em que arte e ciência se encontram</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-7b8d7a1f-7fff-e58a-c0b9-3423857e0dea" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A iniciativa reúne a história de vida das espécies, notícias de divulgação científica e arte. A atividade artística acompanha Tiago desde a infância; assim, o site é usado também para compartilhar seus desenhos e pinturas. Na graduação, ele percebeu a conexão entre ilustrações e ciência. Para o professor, caracterizar os girinos por meio do desenho pode mostrar um detalhe que não ganha o destaque adequado em uma fotografia, ou trazer uma informação pouco disponível na literatura, sobre padrões de cores ou manchas observados em girinos vivos. “Fico fascinado com esse mundinho que nos passa despercebido, e encontrei assim uma forma de compartilhar com as pessoas o que vejo na lupa”, revela. <br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, o referencial teórico disponível no site é composto por artigos científicos, livros e plataformas digitais, com base em trabalhos anteriores produzidos por diversos pesquisadores. A iniciativa, além de contribuir com a divulgação científica e com o andamento de estudos na graduação e pós-graduação, busca atrair diferentes públicos que tenham curiosidade pela temática. "Entendo que esse é um canal promissor que pode facilitar a compreensão do assunto. Tenho recebido muitos retornos positivos e isso é bastante gratificante”, conta Tiago. <br /></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>A plataforma está em constante construção e o foco, no momento, é a organização e a inserção de outras famílias de anfíbios, como Bufonidae e Leptodactylidae, ainda não disponíveis no site. A partir da adição de outras espécies, o objetivo é elaborar uma “chave de identificação de espécies”, ferramenta de comparação para auxiliar na correta identificação delas. O site tem apoio da ilustradora digital Bruna Borges, da Arila Studio, e do desenvolvedor web João Victor, da Urso Tech. O resultado dessa parceria e da iniciativa do menino que brincava de ser cientista é a difusão e a organização do conhecimento de forma acessível para diferentes públicos.</p><p id="docs-internal-guid-e992026e-7fff-5042-71ca-555f7fabfdd1" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fases de Desenvolvimento dos Anfíbios Anuros</p><table style="border: none;border-collapse: collapse;width: 451.27559055118115pt"><colgroup><col /><col /></colgroup><tbody><tr style="height: 0pt"><td style="vertical-align: top;padding: 5pt 5pt 5pt 5pt;overflow: hidden;border: solid #000000 1pt"><ol style="margin-top: 0;margin-bottom: 0"><li dir="ltr" style="list-style-type: upper-alpha;font-size: 11pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Embrião</p></li></ol></td><td style="vertical-align: top;padding: 5pt 5pt 5pt 5pt;overflow: hidden;border: solid #000000 1pt"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fase inicial, que inicia com a fertilização, inclui o desenvolvimento dos primeiros tecidos e órgãos, e finda com o aparecimento do que serão os órgãos respiratórios (brânquias).</p></td></tr><tr style="height: 0pt"><td style="vertical-align: top;padding: 5pt 5pt 5pt 5pt;overflow: hidden;border: solid #000000 1pt"><ol style="margin-top: 0;margin-bottom: 0" start="2"><li dir="ltr" style="list-style-type: upper-alpha;font-size: 11pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Filhote</p></li></ol></td><td style="vertical-align: top;padding: 5pt 5pt 5pt 5pt;overflow: hidden;border: solid #000000 1pt"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fase curta em que ocorre o aumento da cauda e o desenvolvimento de estruturas para a respiração.</p></td></tr><tr style="height: 0pt"><td style="vertical-align: top;padding: 5pt 5pt 5pt 5pt;overflow: hidden;border: solid #000000 1pt"><ol style="margin-top: 0;margin-bottom: 0" start="3"><li dir="ltr" style="list-style-type: upper-alpha;font-size: 11pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Girino</p></li></ol></td><td style="vertical-align: top;padding: 5pt 5pt 5pt 5pt;overflow: hidden;border: solid #000000 1pt"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fase em que os animais apresentam grande movimentação e alimentação. Nesse período, surgem as pernas (já externas ao corpo) e braços (visíveis apenas por transparência do corpo).</p></td></tr><tr style="height: 0pt"><td style="vertical-align: top;padding: 5pt 5pt 5pt 5pt;overflow: hidden;border: solid #000000 1pt"><ol style="margin-top: 0;margin-bottom: 0" start="4"><li dir="ltr" style="list-style-type: upper-alpha;font-size: 11pt;font-family: Arial;color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Metamorfo</p></li></ol></td><td style="vertical-align: top;padding: 5pt 5pt 5pt 5pt;overflow: hidden;border: solid #000000 1pt"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fase final do desenvolvimento larval. Nesse período os braços rompem a pele do corpo, a boca se desenvolve e a cauda degenera (é absorvida). </p></td></tr></tbody></table><p> </p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="182" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/LDT5-1024x182.png" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Representação das fases comuns do desenvolvimento larval em anuros no Pampa: A) embrião (Elachistocleis bicolor), B) filhote (Limnomedusa macroglossa), C) girino (Dendropsophus minutus), e D) imago ou metamorfo (Boana pulchella).</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-31ceb828-7fff-86b4-a2da-645f960cdab3" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Expediente</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Reportagem: Thais Immig, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Design gráfico: Cristielle Luise e Luiz Figueiró, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas;</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; e Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista;</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</p><p><br />Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Sapos, pererecas e rãs da América do Sul</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/sapos-pererecas-e-ras-da-america-do-sul</link>
				<pubDate>Thu, 19 Dec 2019 18:10:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[anfíbios]]></category>
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		<category><![CDATA[sapos da América do Sul]]></category>

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						<description><![CDATA[Obra produzida por pesquisadores brasileiros mapeia mais de 2,6 mil espécies de anuros]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><i>Obra produzida por pesquisadores brasileiros mapeia mais de 2,6 mil espécies de anuros</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<figure>
											<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/12/Gastrotheca_sp_Tiago_Gomes_dos_Santos.jpg" data-elementor-open-lightbox="default"><br>
							<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/12/Gastrotheca_sp_Tiago_Gomes_dos_Santos-1024x576.jpg" alt="">								</a><figcaption>Imagem da espécie Gastrotheca (Foto: Tiago Gomes dos Santos)<br>
</figcaption></figure>
<p>Em outubro deste ano, a editora alemã Springer publicou o livro "<a href="https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-030-26296-9">Biogeographic patterns of South American Anurans</a>", um dos mais completos registros da diversidade de sapos, rãs e pererecas do continente. De autoria de Tiago Gomes dos Santos, Tiago da Silveira Vasconcelos, Fernando Rodrigues da Silva, Vitor Hugo Mendonça do Prado e Diogo Borges Provete, pesquisadores brasileiros que representam diferentes instituições de ensino superior do país, a obra é a mais recentes atualização do número de espécies de anuros da América do Sul.&nbsp;</p>
<p>Para que o mapeamento das espécies fosse possível, os estudiosos empregaram métodos para entender os processos dinâmicos relativos aos padrões de distribuição de espécies. Dessa forma, exploraram como os gradientes de diversidade filogenética, diversidade funcional e distribuição de tamanho dos anfíbios variam ao longo do continente.</p>
<p>Preocupados com a preservação dessa diversidade, os pesquisadores apresentam, no livro, proposta robusta para áreas prioritárias de conservação desses animais na América do Sul. A obra foi realizada com o objetivo de avaliar a influência dos fatores climáticos sobre o desenvolvimento de espécies de anfíbios.&nbsp;</p>
<figure>
										<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/12/Sphaenorhynchus_surdus_Tiago_Gomes_dos_Santos-768x512.jpg" alt="">											<p></p>
<figcaption>Imagem da Sphaenorhynchus surdus (Foto: Tiago Gomes do Santos)</figcaption>
</figure>
<p>A UFSM está representada na pesquisa. Isso porque Tiago Gomes, biólogo graduado pela instituição e, atualmente, professor vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal, é um dos cinco autores do livro recentemente publicado.&nbsp;</p>
<p>Para o professor, a obra é de extrema relevância, tanto pessoalmente quanto cientificamente. E, para dimensionar a importância da publicação da pesquisa sobre os anuros, o professor Tiago Gomes lembra da obra “<i>Patterns of Distribution of Amphibians: A Global Perspective</i>” (na tradução literal, <i>Padrões de Distribuição de Anfíbios: Uma Perspectiva Global</i>), último levantamento desses animais feito em 1999 por William E. Duellman, professor emérito da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos.&nbsp;</p>
<p>“Nessa obra, o pesquisador norte-americano registrou 1.644 espécies de anuros e apresentou uma série de mapas de distribuição que resumiam tais dados. Mas, esse pesquisador tinha poucos recursos para analisar os processos ecológicos e evolutivos que geraram os padrões descritos”, conta. Já na atual pesquisa os registros compilados totalizaram 2.623 espécies e o estudo indica que esse número continuará a crescer. &nbsp;</p>
<p>										<img width="1024" height="877" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/12/sapo-ra-perereca-1024x877.jpg" alt="">											</p>
<h2>Mas, o que são anuros e por que produzir um livro sobre esses animais?</h2>
<p>O nome vem do grego e significa “sem cauda”. Cientificamente, os anuros constituem uma ordem de animais pertencentes à classe <i>Amphibia (Anfíbios)</i>, que inclui sapos, rãs e pererecas. Embora os cientistas não utilizem amplamente as diferenças para classificar esses animais, ainda assim é possível distingui-los.</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">Para Tiago Gomes, a paixão pelos anuros é antiga. Na graduação, ele&nbsp; trabalhava como estagiário da professora Sonia Cechin - que estudava os anfíbios -, hoje diretora do Centro de Ciências Naturais e Exatas. A admiração começou quando observou, em uma pequena poça no campus da UFSM, muitos sapos cantando à noite, no início da primavera. Eram sapos-cururus amarelados.</p>
<p>“Me encantaram irreversivelmente. E, meus primeiros interesses científicos pelos sapos naquela época estavam relacionados ao levantamento de espécies com ocorrência no Campus da UFSM e no monitoramento de espécies na região da Quarta Colônia de Imigração Italiana, em função da execução de projetos hidrelétricos”, lembra.&nbsp;</p>
<figure>
											<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/12/Melanophryniscus_vilavelhensis_Tiago_Gomes_dos_Santos.jpg" data-elementor-open-lightbox="default"><br>
							<img width="768" height="432" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/12/Melanophryniscus_vilavelhensis_Tiago_Gomes_dos_Santos-768x432.jpg" alt="">								</a><p></p>
<figcaption>Melanophryniscus vilavelhensis (Foto: Tiago Gomes dos Santos)</figcaption>
</figure>
<h2>Anfíbio é importante para a cadeia alimentar</h2>
<p>O professor reforça que os anfíbios participam naturalmente do ciclo de nutrientes e de energia dentro da cadeia alimentar. Eles são presas e predadores de diversas outras formas de vida, desde invertebrados até aves e mamíferos, que, dessa forma, dependem uns dos outros. Assim, têm um papel fundamental na natureza. Mas, além desse papel, os anuros prestam serviços ambientais à humanidade, através do controle de insetos de interesse agrícola (besouros, formigas e outros) e sanitário (mosquitos vetores de doenças como dengue, febre amarela e chikungunya).&nbsp;</p>
<p>“Existe ainda o potencial biotecnológico, já que a pele úmida dos anfíbios é rica em substâncias que eles usam para defesa contra micro-organismos e predadores. Assim, existe uma corrida por moléculas com potencial farmacológico que pode resultar em medicamentos contra diversas infecções, em anestésicos, em antidepressivos e até protetores contra doenças degenerativas”, explica.&nbsp;</p>
<p>Nesse contexto, o livro é extremamente relevante. Ainda, para ele, pesquisar sobre os anuros, além de ter sido um prazer pessoal, já que trabalhou entre amigos, serve para contribuir com a ciência ao mapear grande biodiversidade da América do Sul. Mas, a construção do livro tem, também, um significado a mais.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;“Sinto muita satisfação por ter ajudado na construção desse livro, principalmente sob as conjunturas atuais de tamanho ataque à ciência, à educação e às universidades”, conta. Para Tiago Gomes, "<i style="color: black;font-size: 1rem">Biogeographic patterns of South American Anurans</i>” não deixa de ser uma forma de resposta e de resistência e espera que o livro sirva de incentivo a outras pessoas interessadas em sapos e em biogeografia.</p>
<p>A obra tem 160 páginas e conta com diversas fotografias dos anuros mapeados. Os autores tiveram apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) durante a pós-graduação no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da Unesp, em São José do Rio Preto, sob orientação da professora <a style="font-size: 1rem;background-color: #ffffff" href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/32045/denise-de-cerqueira-rossa-feres/">Denise de Cerqueira Rossa-Feres</a>, a quem eles dedicam a obra.&nbsp;</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Repórter:&nbsp;</i><i>Leandra Cruber, acadêmica de Jornalismo</i></p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Ilustradora:</i>&nbsp;<i>Yasmin Faccin</i><i>, acadêmica de Desenho Industrial</i></p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Mídia Social:&nbsp;</i><i>Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas</i></p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Editora de Produção:</i><i>&nbsp;Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo</i></p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Editor Chefe:</i><i>&nbsp;Maurício Dias, jornalista</i></p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px"><i>Colaboração especial:</i><i>&nbsp;Tiago Gomes dos Santos (fotografias)&nbsp;</i></p>]]></content:encoded>
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