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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>Volta de doenças controladas ameaça saúde das crianças brasileiras</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/volta-de-doencas-controladas</link>
				<pubDate>Thu, 27 Jul 2023 11:46:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[doenças controladas]]></category>

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						<description><![CDATA[Doenças como poliomielite e sarampo já foram eliminadas no país, mas podem voltar pela falta de vacinação]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p align="justify" style="font-size: 16px">Desde 2016, o Brasil sofre uma queda nos índices de vacinação e, desde 2020, a cobertura vacinal total da população não chega a 70%, de acordo com o DataSUS. Estes dados são alarmantes, visto que o objetivo do Ministério da Saúde é manter as taxas em 95%. Dentre os índices afetados, estão os das vacinas que evitam doenças infantis como a poliomielite e o sarampo, ambas abaixo da meta. Essas doenças já foram eliminadas ou controladas no país, no entanto, o constante declínio da cobertura vacinal aumenta o risco de retorno dessas enfermidades.</p>
<p align="justify" style="font-size: 16px">A poliomielite, por exemplo, foi erradicada do território nacional em 1994, então são quase 30 anos sem casos detectados. Porém, o país tem alto risco de reintrodução da doença. Em apenas 10 anos a cobertura vacinal da poliomielite foi de 96,5% em 2012 para 77% em 2022, uma queda de aproximadamente 20%.</p>
<p align="justify" style="font-size: 16px">O sarampo também é uma doença que ameaça voltar. As campanhas de vacinação levaram o Brasil a conquistar o certificado de eliminação da doença em 2016, mas três anos depois, em 2019, o país perdeu o reconhecimento. Naquele ano, o país registrou 81,5% de cobertura vacinal, mas desde então os índices caíram e em 2022 a cobertura foi de apenas 53% conforme dados do DataSUS.</p>
<p>												<img width="768" height="442" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/07/Infografico_Prancheta-1-768x442.jpg" alt="" loading="lazy">														</p>
<p></p>

<!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
</p>
<p align="justify">Para a infectologista pediátrica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Maria Clara Valadão, o cenário é preocupante. A médica relata que nos últimos anos se tornou comum atender pacientes com o calendário vacinal incompleto. “Às vezes não é a total falta da vacinação, mas a falta dos reforços, a falta de completar o calendário, muitas vezes a criança não tomou todas as doses necessárias. Estamos sempre atentos para essas velhas patologias que a gente não vê mais e estamos temendo a volta, pois com os índices baixos é só uma questão de tempo” afirma.</p>
<p align="justify">De acordo com o <a href="https://www.unicef.org/reports/state-worlds-children-2023"><u>relatório</u></a> “Situação Mundial da Infância 2023: Para cada criança, vacinação” lançado pelo UNICEF em abril deste ano, 1,6 milhão de crianças brasileiras não receberam nem a primeira das três doses da vacina contra a pólio entre 2019 e 2021. </p>
<h3 align="justify">Por que as doenças voltam?</h3>
<p align="justify">O médico epidemiologista e professor de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Marcos Lobato, explica que a eliminação é diferente da erradicação. Para uma doença ser considerada erradicada é preciso que ela desapareça no mundo todo, já a eliminação diz respeito a um local específico onde não têm mais relatos de casos. “Quando a gente tem a eliminação de uma doença num território, num país, ele recebe um certificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa certificação significa que aquele local não tem mais casos de uma doença específica, mas isso não quer dizer que ela não pode voltar, pois ela não foi erradicada” explica o professor. </p>
<p align="justify">Por isso, as baixas taxas de imunização acendem um alerta para o risco de novos surtos e reinserção de doenças que já haviam sido eliminadas no Brasil. Além disso, Lobato destaca que a poliomielite e o sarampo são as mais preocupantes, mas outras doenças também podem voltar. </p>
<p align="justify">“A gente pode ter um aumento de outras doenças exantemáticas, que são doenças infecciosas comuns de aparecerem na infância e causam irritação na pele como a rubéola, por exemplo. Também podemos ter um aumento de difteria, coqueluche e das meningites. Todas essas doenças, que têm vacinas, tiveram uma queda da cobertura vacinal”, comenta o médico. </p>
<p align="justify">A pediatra Maria Clara destaca que a volta de doenças eliminadas vai impactar muito o Sistema Único de Saúde (SUS) e os hospitais públicos. “Praticamente todos os hospitais públicos do nosso país sofrem com a deficiência de leitos de UTI e de UTI pediátrica. A nossa UTI está sempre superlotada e isso gera muitos problemas também de infecção hospitalar. No momento já estamos com dificuldades, então se várias doenças que não eram mais nossas preocupações voltarem, a situação vai ficar ainda pior” ressalta. </p>
<h3 align="justify">Poliomielite</h3>
<p align="justify">Conforme o <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/p/poliomielite#:~:text=Poliomielite%20(paralisia%20infantil)%20%C3%A9%20uma,cinco%20anos%20devem%20ser%20vacinadas."><u>Ministério da Saúde</u></a> a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença contagiosa causada pelo vírus poliovírus que, apesar de infectar crianças com maior frequência, também pode atingir adultos. A maior parte das infecções apresenta nenhum ou poucos sintomas que podem ser febre, dor de garganta, náusea, vômito e dor abdominal. De acordo com a <a href="https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/poliomielite-sintomas-transmissao-e-prevencao"><u>Fiocruz</u></a>, cerca de 1% dos infectados pelo vírus podem desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.</p>
<p align="justify">“Poliomielite é uma doença bastante grave, pode causar graves sequelas motoras, pode levar os pacientes a ficarem paraplégicos ou até mesmo levar à morte quando o quadro é muito intenso. Então é muito importante vacinar as crianças contra a pólio”, confirma a pediatra Maria Clara. </p>
<p align="justify">A pólio ainda não foi erradicada e permanece em dois países, no Afeganistão e Paquistão, com registro de 05 casos em 2021. Por isso, existe a preocupação com o seu retorno, pois mesmo que a distância geográfica seja grande os vírus se propagam com facilidade.</p>
<p align="justify">Atualmente, não existe tratamento específico para a doença e a vacinação é sua única forma de prevenção. Todas as crianças menores de cinco anos devem ser vacinadas conforme o calendário vacinal. </p>
<p align="justify">Ainda segundo a Fiocruz, a imunização contra a poliomielite deve ser iniciada a partir dos 2 meses de vida, com mais duas doses aos 4 e 6 meses, além dos reforços entre 15 e 18 meses e aos 5 anos de idade. A imunização é feita de duas formas: a aplicação VIP (vacina inativada injetável) com seringa e a VOP (vacina atenuada oral) que são as gotinhas.</p>
<p align="justify"><a href="https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/produtos/vacinas/poliomielite-inativada"><b>VIP </b></a>– É aplicada na rotina de vacinação infantil, aos 2, 4 e 6 meses, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos de idade. </p>
<p align="justify"><a href="https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/produtos/vacinas/poliomielite"><b>VOP</b></a> – Na rede pública as doses, a partir de um ano de idade, são feitas com VOP. Na rotina de vacinação infantil contra pólio nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), é aplicada nas doses de reforço dos 15 meses e dos 4 anos de idade e em campanhas de vacinação para crianças de 1 a 4 anos.</p>
<p>Em junho deste ano o Ministério da Saúde anunciou que a vacinação em gotas será gradualmente substituída pela injetável a partir de 2024. De acordo com o órgão, “as estratégias de vacinação adotadas no Brasil, assim como os imunizantes indicados para cada público, levam em conta o avanço tecnológico do setor e novas evidências científicas”.</p>
<h3 align="justify">Sarampo</h3>
<p align="justify">De acordo com a <a href="https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/sarampo-sintomas-transmissao-e-prevencao"><u>Fiocruz</u></a>, o sarampo é uma doença infecciosa viral, extremamente contagiosa e muito comum na infância. Os sintomas iniciais são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz. Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés. </p>
<p align="justify">Além disso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Posteriormente, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarréias e até infecções no encéfalo, centro do sistema nervoso humano. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. </p>
<p align="justify">A maneira mais efetiva de evitar o sarampo também é pela vacinação. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba, chamada de tríplice viral. A primeira dose, com um ano de idade e a segunda, entre quatro e seis anos. Confira abaixo o <a href="http://pni.datasus.gov.br/calendario_vacina_Infantil.asp"><u>calendário vacinal</u></a> completo para crianças:</p>
<p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->

<p></p>
<p>												<img width="870" height="616" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/07/calendario-vacinal.png" alt="" loading="lazy"><br>
												<img width="1920" height="193" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/07/Infografico_Prancheta-1-4.jpg" alt="" loading="lazy"><br>
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/07/Infografico_Prancheta-1-1-1024x1024.jpg" alt="" loading="lazy"><br>
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/07/Infografico_Prancheta-1-2-1-1024x1024.jpg" alt="" loading="lazy">														</p>
<h3 align="justify">Por que os índices caíram e como aumentá-los?</h3>
<p align="justify">Para a pediatra Maria Clara um dos fatores da queda dos índices de imunização é a própria eficácia das vacinas, pois como os casos diminuem as pessoas tendem a esquecer da existência de algumas doenças e de como elas podem ser graves. Além disso, para a médica, o movimento antivacina e a desinformação também contribuíram para esse cenário.</p>
<p align="justify">“O negacionismo contribuiu para que as pessoas começassem a desconfiar do processo vacinal que é extremamente seguro. Ele influenciou na decisão de várias famílias de não vacinar ou adiar as imunizações. Outro fator é a desinformação, eu tenho atendido muitas famílias que não levaram a criança para vacinar porque ela estava resfriada e isso não é uma contra indicação para a imunização”, relata a infectologista.</p>
<p align="justify">O professor Lobato destaca que problemas na gestão da saúde pública também contribuíram para a queda dos índices. Entre eles a aprovação do teto de gastos em 2016 e o congelamento nos investimentos e gastos com saúde pelo governo federal.</p>
<p align="justify">O especialista acredita que agora é preciso retomar as campanhas de educação para a saúde e conscientizar as crianças sobre a importância da vacina. Por exemplo, o médico relembra o sucesso de personagens como o “Zé Gotinha” para aumentar os índices vacinais.</p>
<p align="justify">“As pessoas devem cuidar do calendário vacinal. As vacinas são a tecnologia mais avançada que a humanidade já desenvolveu para prevenir doenças. Precisamos voltar a fazer propaganda de vacinação nas mídias e dizer que a vacina é muito boa e que ela protege a população inteira. A vacina é muito segura e é milhares de vezes mais segura para o usuário do que ele ter uma doença” afirma o médico.</p>
<p align="justify">
</p><p align="justify"><i><b>Reportagem:&nbsp;</b></i><i>Rebeca Villaça Kroll</i><i><b>&nbsp;</b></i><i>acadêmica de Jornalismo da UFSM<br></i><i><b>Edição:&nbsp;</b></i><i>Laura Strelow Storch, docente do curso de Jornalismo da UFSM<br><strong>Edição Geral:</strong>&nbsp;Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas<br><b>Artes:</b>&nbsp;</i><i>Vinicius Gumisson Motta, estagiário de Desenho Industrial da&nbsp;</i><i style="color: #000000;font-size: 1rem;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: var(--bs-body-text-align)">Unicom, com informações do DataSUS</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Vai acontecer uma nova onda de Covid-19?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vai-acontecer-uma-nova-onda-de-covid-19</link>
				<pubDate>Thu, 05 Jan 2023 19:50:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[contaminação]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[ômicron]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[subvariante ômicron]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9582</guid>
						<description><![CDATA[A disseminação da nova subvariante da Ômicron trouxe muitas dúvidas sobre quais cuidados ainda devem ser adotados para evitar a contaminação com o vírus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p>Desde abril de 2022, a flexibilização das medidas adotadas contra a propagação da  Covid-19, como o uso de máscaras ter deixado de ser obrigatório, começou a valer em todos os estados brasileiros. No entanto, em dezembro, os casos voltaram a aumentar e a subvariante da Ômicron gera preocupação sobre uma nova onda da pandemia. </p>
<p>Dados reunidos pelo <a href="https://g1.globo.com/saude/coronavirus/noticia/2023/01/04/brasil-registra-207-mortes-por-covid-media-de-obitos-se-mantem-em-estabilidade.ghtml">consórcio de veículos de imprensa</a> até o dia 4 de janeiro de 2023 mostram que o país mantém uma média móvel de registros de 21 mil casos diários de Covid-19 e 120 mortes por dia.</p>
<p> </p>
<p>Em novembro de 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia classificado a cepa Ômicron do coronavírus como uma “variante de preocupação”, por ter muitas mutações que podem conferir vantagens ao vírus. </p>
<p> </p>
<p>Ela deu origem a diversas subvariantes. As mais recentes são a BE.9 e a BQ.1, e esta última apresentou uma rápida disseminação pelo país. </p>
<p> </p>
<p><b>Subvariante BQ.1 </b></p>
<p> </p>
<p>A BQ.1 apresenta mutações na proteína <i>spike</i>. Ela fica localizada na superfície do vírus da Covid-19 e permite que ele se ligue à célula e a infecte. Por isso, a subvariante pode contribuir para o aumento da transmissibilidade e na capacidade de infecção pelo coronavírus.</p>
<p>Conforme o professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e médico epidemiologista da Vigilância em Saúde do município de Santa Maria, Marcos Antônio de Oliveira Lobato, essas mutações escapam à nossa imunidade natural e vacinal. “O surgimento de novas variantes e subvariantes era esperado e, no futuro, vão aparecer outras com uma capacidade ainda maior de escapar das vacinas, a gente só não sabe quando isso vai acontecer”, destaca o professor. </p>
<p> </p>
<p>De acordo com a OMS, até o momento a BQ.1 já foi identificada em mais de 60 países, incluindo o Brasil, e pode se tornar prevalente. Em Santa Maria, foram registrados três casos até dezembro de 2022. </p>
<p>Porém, Lobato afirma que certamente existem mais casos da variante no município. No entanto, para detectá-la, é necessário realizar o sequenciamento completo do genoma do vírus, o que exige um exame caro e demorado. Além disso, a flexibilização de medidas de prevenção pode potencializar o surgimento de uma nova onda da doença no país. </p>
<p>“É muito provável que chegue uma nova onda por causa dessa nova subvariante. Os dados não são suficientes para entendermos como ela vai ser, mas provavelmente será um pouco menos intensa do que a do final de 2021 e início de 2022, quando tivemos muitos casos notificados e poucos óbitos e internações”, explica o epidemiologista. </p>
<p> </p>
<p><b>As restrições podem voltar? </b></p>
<p>Segundo o professor, algumas restrições podem voltar a ser adotadas, como o uso de máscaras em ambientes fechados e no transporte público, além de que a população deveria evitar aglomerações. No entanto, medidas seguidas em 2020, como o isolamento social e a redução da circulação de pessoas dificilmente vão voltar a acontecer. Isso só ocorreria caso surjam novas variantes que as vacinas não consigam cobrir. </p>
<p>“Crescendo o número de casos, temos que contê-los, porque o prejuízo social é muito grande. Existe sim a possibilidade de voltarmos à calamidade pública e à superlotação do sistema de saúde. Já passamos por isso, então vamos evitar que aconteça novamente”, pontua Lobato. </p>
<p> </p>
<p><b>Cuidados e prevenção</b></p>
<p>As subvariantes da ômicron “escapam” com mais facilidade dos anticorpos gerados tanto pelas vacinas quanto por infecções anteriores. No entanto, as vacinas atuais ajudam a reduzir o risco de infecção grave.</p>
<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas bivalentes da Pfizer desenvolvidas especificamente para proteger contra a variante. Essas vacinas são capazes de imunizar contra mais de uma versão de um vírus de uma só vez.</p>
<p>O objetivo do reforço é expandir a resposta imune específica à ômicron e melhorar a proteção da população. Esses imunizantes devem chegar em breve ao país, mas a data ainda não foi divulgada. </p>
<p>Conforme Lobato, a melhor forma de evitar complicações da doenças e novas ondas é a vacinação. O professor destaca que é preciso ter uma parte expressiva da população com o esquema vacinal completo (duas doses e uma de reforço). “A curto prazo não temos perspectiva do fim da pandemia, pois se o que estamos fazendo não muda, como podemos esperar resultados diferentes? Se as pessoas deixarem de se vacinar vai voltar o caos dos outros anos”, afirma. </p>
<p> </p>
<h4><b>Veredito final: É possivel!</b></h4>
<p>Sim, é possível ter uma nova onda da pandemia do coronavírus.</p>
<p> </p>
<p><i>Expediente:</i></p>
<p><i>Reportagem: Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</i></p>
<p><i>Design gráfico: Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</i></p>
<p><i>Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</i></p>
<p><i>Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</i></p>
<p><i>Edição geral: Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</i></p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>16 curiosidades sobre doação de sangue</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/16-curiosidades-sobre-doacao-de-sangue</link>
				<pubDate>Thu, 24 Nov 2022 17:34:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Doação]]></category>
		<category><![CDATA[doação anônima]]></category>
		<category><![CDATA[doação voluntária]]></category>
		<category><![CDATA[hemocentro]]></category>
		<category><![CDATA[Hemocentro SM]]></category>
		<category><![CDATA[sangue]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sem riscos]]></category>
		<category><![CDATA[Semana da Doação de Sangue]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9546</guid>
						<description><![CDATA[A doação é voluntária, anônima, não-remunerada não oferece riscos à saúde do doador]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  No dia 25 de novembro, comemora-se o dia nacional do doador de sangue. A data tem o intuito de conscientizar a população sobre a importância da doação e também de homenagear aqueles que já são doadores. Ela foi instaurada em 2004 com iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para abordar a temática e tirar possíveis dúvidas, conversamos com profissionais especialistas no assunto que trabalham no Hemocentro Regional de Santa Maria.

<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/Prancheta_1-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" width="1024" height="668">
<h3>1 - É verdade que 1 bolsa de sangue pode salvar até 4 vidas?</h3>
<p id="docs-internal-guid-4a9f03c5-7fff-9143-6a5a-7f3442f74727" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sim. Após a coleta, os componentes do sangue, chamados hemocomponentes, são separados por um processo de centrifugação. O processo de separação dos hemocomponentes divide o sangue em quatro partes: concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma fresco congelado e crioprecipitado. Cada um deles tem uma função específica junto ao organismo humano. Desse modo, uma única bolsa de sangue pode ser utilizada por até quatro pacientes, a depender das necessidades de cada um.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O sangue coletado passa por uma bateria de exames sorológicos e imunológicos antes de ser considerado apto para o uso. Esses exames são realizados com a amostra de sangue coletada antes da doação, e não com o sangue da bolsa. Os exames feitos após a coleta também permitem identificar o grupo sanguíneo (A; B; AB; ou O) e o fator Rh (positivo ou negativo).</p>

<h3>2 -&nbsp; O que é a janela imunológica e como ela interfere no processo de doação?</h3>
<p id="docs-internal-guid-b1cb1490-7fff-7bb5-4f7f-e66b0db517ee" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quando o possível doador chega ao local de doação, o primeiro passo é o cadastro, para o qual é necessário documento oficial com foto. Posteriormente, ele será encaminhado para um processo de triagem hematológica, em que serão realizados exames rápidos e necessários para entender sua condição física: a pressão arterial é medida, o peso e a altura são verificados, e as taxas de hemoglobina são conferidas. Esse processo ajuda, por exemplo, a verificar se o possível doador não está com princípio de anemia, o que impede a doação.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Após essa etapa, ele é encaminhado para a triagem clínica, que consiste em uma entrevista com um especialista capacitado. A pessoa fornece informações acerca de hábitos e atitudes que podem impactar o processo de doação, como relações sexuais realizadas sem o uso de preservativos, o uso de medicamentos, a ingestão recente de bebidas alcoólicas, entre outras informações que irão designar se ele está apto ou não a ser um doador.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A enfermeira Liliane Simon, que atua junto ao hemocentro Regional de Santa Maria, enfatiza a importância da triagem clínica: “As perguntas são baseadas em protocolos nacionais. Ao final da entrevista, vamos colocar o doador na situação de apto ou inapto. Se ele for inapto, também vamos ter que definir, a partir das informações coletadas, quantos dias ele vai ficar em inaptidão, se é um dia, se é um mês, se é um ano ou se é uma inaptidão definitiva”, explica Liliane.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na entrevista, é indicado que o doador forneça todas as informações corretamente, sem omissões, em virtude da chamada janela imunológica. Trata-se do período em que infecções permanecem incubadas, e que podem ou não ser detectadas nos exames realizados com o sangue coletado.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Após o processo de triagem, se o doador for considerado apto a realizar a doação, ele irá&nbsp; para a coleta, que dura em torno de 15 minutos.</p>

<h3>3 - Por que existe o voto de autoexclusão depois da doação?</h3>
<p id="docs-internal-guid-2523600e-7fff-4db3-f75c-b91da2b4bafe" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Após o doador realizar o processo de coleta do sangue, ele é encaminhado para outro local, onde irá receber um lanche e poderá descansar antes de deixar o espaço de doação. Nesse momento, é fornecido ao doador um formulário em que ele será questionado acerca da veracidade das informações prestadas na entrevista, o chamado “voto de autoexclusão”. Esse voto não contém a identificação do nome do doador, apenas um código que corresponde à bolsa de sangue coletada.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Esse processo é importante para garantir a qualidade do sangue doado, uma vez que, como já mencionado, há a janela imunológica, em que algumas infecções podem estar em processo de incubação, e que, portanto, não são detectadas nos exames feitos com o sangue coletado. Caso o paciente assinale no formulário que mentiu na entrevista, o sangue é descartado.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Andressa Baccin dos Santos, assistente social responsável pela captação de doadores do Hemocentro Regional de Santa Maria,&nbsp; comenta sobre a importância dessa etapa: “No voto de autoexclusão, o doador vai dizer se a bolsa dele pode ser transmitida a outro paciente ou não, se ele falou a verdade na entrevista ou se omitiu informações. É o momento em que ele, numa reflexão interna, precisa ser sincero. Esse voto é colocado em uma urna e não é identificado com nomes em nenhum momento, é tudo com código do doador”, explica Andressa.</p>

<h3>4 - Qual é o custo do processo de doação?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de doação de sangue não é barato. Andressa pontua que o valor para a coleta de uma bolsa é de aproximadamente 750 reais. Já o processo de doação de plaquetas por aférese é ainda mais caro, com valores entre 1200 e 1500 reais por bolsa coletada.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de coleta por aférese é diferente da doação convencional. Nele, o doador fica conectado a um equipamento automatizado, que irá coletar o sangue e separar seus componentes por meio de um processo de centrifugação. O componente do sangue que será coletado (hemácias ou plaquetas) é retido e os demais retornam ao indivíduo. Esse processo é repetido até que o número de componentes estipulado para a coleta seja atingido. Com esse processo, é possível coletar uma maior quantidade do componente do sangue desejado.</p>
<p dir="ltr"></p>
Esse tipo de coleta precisa obedecer a normas um pouco distintas daquelas estabelecidas para a doação convencional, por isso é importante <u><a href="https://www.hemocentro.fmrp.usp.br/canal-do-doador/doacao-por-aferese/" target="_blank" rel="noopener">consultar informações</a></u> sobre os requisitos para realizar a doação.
<h3>5 - Quais os requisitos para doar?</h3>
<ul id="docs-internal-guid-09037073-7fff-1e6a-b6b5-04681cb82591" style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Para ser um doador, a pessoa interessada precisa ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos podem doar apenas com o consentimento dos responsáveis e pessoas com idade acima de 60 anos só podem doar caso já tenham realizado alguma doação de sangue antes de completarem 60 anos;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">É preciso que a pessoa pese no mínimo 50 quilos;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">É necessário que a pessoa tenha tido no mínimo seis horas de sono nas últimas 24 horas;</p>
</li>
</ul>
<h3>6 - Quais os cuidados que o doador deve ter antes, durante e após o processo de doação?</h3>
<p id="docs-internal-guid-9708c370-7fff-4d2a-793b-98d86b2e2f7c" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo que antecede a doação do sangue envolve o cuidado com a alimentação, ao evitar alimentos gordurosos e prezar por uma boa hidratação. É indicado que o doador tenha uma boa noite de sono, além de cuidados essenciais como evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e não fumar. Vale destacar que, quanto mais hidratado o doador estiver, mais fácil será a coleta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Durante o processo, enquanto ainda está no local da doação, é importante que ele se alimente com o lanche disponibilizado e também permaneça no espaço por cerca de 15 minutos, a fim de confirmar se está em boas condições para deixar o ambiente. Durante o restante do dia, é indicado que o doador descanse, se alimente sem alimentos gordurosos, beba bastante água e não faça esforço físico.</p>

<h3>7 - Há restrições para pessoas LGBTQIAP+ serem doadoras?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Por muitos anos, a comunidade LGBTQIAP+ sofreu estigmas a respeito da doação de sangue. Apenas em 2020, com a baixa nos estoques de sangue acarretada pela pandemia de Covid-19, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou ilegal a norma vigente, o que possibilitou que a comunidade LGBTQIAP+ possa doar sangue sem restrições causadas pela sexualidade ou pela identidade de gênero. Em 2021, foi aprovado no Senado um projeto de lei que proíbe a discriminação de doadores de sangue com base na orientação sexual, o<u> <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/148917" target="_blank" rel="noopener">PL 2.353/2021</a></u>. Anteriormente, homens que mantinham relações sexuais com outros homens e suas eventuais parceiras só poderiam doar passados 12 meses da última relação sexual.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O estigma acerca da doação de sangue por homossexuais remonta aos anos 1980, com os altos números de contaminação por HIV/AIDS, quando os homossexuais eram considerados “grupos de risco” para a doença. Com o passar dos anos, o entendimento acerca de “grupo de risco” foi substituído por “comportamento de risco”, pois o que irá influenciar uma possível contaminação é o comportamento do indivíduo e não seu pertencimento a um determinado grupo de indivíduos.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, a contaminação pelo vírus da AIDS não está restrita à comunidade LGBTQIAP+. Também por isso que os exames prévios realizados com o sangue de todos os doadores são importantes, para detectar possíveis doenças, além da triagem clínica, que irá alertar para eventuais comportamentos de risco.</p>

<h3>8 - Qual o tempo indicado entre as doações?</h3>
Para homens, o tempo indicado é de dois meses, com um limite de quatro doações por ano. Já para as mulheres, o tempo indicado é de três meses, com um limite de três doações anuais. Essa diferenciação ocorre por conta da reposição de ferro no organismo. Para pessoas que menstruam, a reposição não é constante, devido à perda mensal de sangue ocasionada pela menstruação.
<h3>9 - O que impede a doação de sangue por um determinado período?</h3>
<p id="docs-internal-guid-73187ff7-7fff-a59e-06a6-85a829ad6a2f" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A doação de sangue é impedida temporariamente em casos de realização de determinadas cirurgias (veja abaixo); caso o doador esteja com febre; com sintomas de gripe, de resfriado ou de diarreia. Nesses casos, a doação é possível sete dias após o desaparecimento dos sintomas. Para o caso de amamentação, deve-se aguardar 12 meses após o parto e, caso o doador tenha ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem a doação, também estará inapto temporariamente.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outros comportamentos ou fatores (como o uso de determinados medicamentos, por exemplo) que podem impedir a doação por um determinado período podem ser consultados junto a profissionais da saúde, que irão se inteirar das especificidades de cada caso. Essas dúvidas podem ser expostas e já respondidas no momento do agendamento para realizar a doação ou serem realizadas na etapa da triagem clínica, quando acontecerá a entrevista.</p>

<h3>10 - O que impede a doação de sangue para sempre?</h3>
<ul id="docs-internal-guid-1a5d087e-7fff-57fc-2e8d-d84fc67c27fe" style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Ter passado por um quadro de hepatite depois dos 11 anos de idade. Nos casos em que a doença ocorreu antes dessa idade, há grande probabilidade de ter sido hepatite do tipo A, que não deixa sequelas nem partículas virais no sangue e, portanto, não é um impedimento para a doação.&nbsp;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Ter desenvolvido malária do tipo Plasmodium Malariae. Caso a pessoa tenha desenvolvido algum dos outros tipos da doença, poderá doar depois de respeitado o tempo para recuperação;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Fazer uso de drogas ilícitas injetáveis como heroína e cocaína;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Ter evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmitidas pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS, doenças associadas aos vírus HTLV (causa doenças neurológicas graves e degenerativas e doenças hematológicas, como a leucemia) e Doença de Chagas;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Ter desenvolvido algum tipo de câncer durante a vida. Apenas dois tipos de tumores, após curados, permitem a doação de sangue - carcinoma basocelular de pele e carcinoma de cérvix de colo de útero;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Problemas de coagulação.</p>
</li>
</ul>
<h3>11 - Tatuagens e piercings impedem a doação?</h3>
<p id="docs-internal-guid-10d5461a-7fff-fe0c-90b3-93a474888590" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No geral, a resposta para esse questionamento é sim, mas há especificidades em cada caso. Tatuagens e piercings demandam uma espera de um ano para que a pessoa volte a ser apta a doar. No entanto, esse período pode ser reduzido para seis meses caso o ambiente em que a pessoa fez a tatuagem ou colocou o piercing tenha a certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Caso o piercing seja colocado em regiões mucosas (boca ou genitália), a doação de sangue só pode ser efetuada 12 meses após a retirada do objeto. Essa restrição se deve ao fato de esses locais oferecerem constantes condições de infecções, uma vez que estão mais expostos à contaminação.</p>

<h3>12 - O uso de medicamentos influencia na doação?</h3>
<p id="docs-internal-guid-f6e805d7-7fff-dc23-054b-2b26d2940bf3" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sim, contudo, há particularidades que devem ser consideradas. Anti-hipertensivos não inviabilizam a doação, por exemplo, mas é preciso ter cuidado caso o doador tenha iniciado um tratamento recentemente, o que vai influenciar na oscilação da pressão arterial e, por esse motivo, é aconselhado que ele aguarde um período antes de doar. O período ideal será determinado por um profissional de saúde, após análise de cada caso.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, em casos em que a pessoa utiliza mais de um medicamento, há possibilidade de esse uso causar a inaptidão do doador. “Há alguns medicamentos que sozinhos não inviabilizam, mas se misturar todos eles, vai impossibilitar. Então, os colegas na triagem vão verificar também se esses medicamentos não vão prejudicar tanto o receptor quanto o doador, por isso é interessante que o doador traga todos os medicamentos que toma para serem verificados por um profissional da saúde”, ressalta Andressa.</p>

<h3>13 - Fiz uma cirurgia, posso doar sangue?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Algumas cirurgias impedem a doação em virtude da perda de sangue que o paciente sofreu, mas há outros pontos que precisam ser analisados, como a doença que originou a necessidade da cirurgia, já que ela pode ser um motivo que impede a doação de forma definitiva. Além disso, é importante considerar outros fatores, como o uso de medicamentos no pós-operatório.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Pontuada a necessidade de entender as especificidades de cada caso, segue abaixo algumas <u><a href="http://www.hemominas.mg.gov.br/doacao-e-atendimento-ambulatorial/doacao-de-sangue/condicoes-e-restricoes#cirurgias-e-procedimentos-medicos-incluindo-esteticos" target="_blank" rel="noopener">cirurgias realizadas frequentemente</a></u> e que têm diferentes períodos de espera para a aptidão à doação:</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>

<ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0">
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Parto normal: apto após 12 semanas;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Parto cesariana: apto após seis meses;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Extração de cálculos renais: apto após três meses;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">DIU: não interfere no processo de doação;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Cirurgias de tireóide: apto após seis meses;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Cirurgias cardíacas: inaptidão definitiva;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Aplicação de toxina botulínica (botox): apto após 12 meses;</p>
</li>
 	<li dir="ltr" style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: 400;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Extração dentária: apto após três dias.</p>
</li>
</ul>
<h3>14 - Tive Covid-19, posso doar?</h3>
<p id="docs-internal-guid-377a2616-7fff-9f29-e686-ae427c296255" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sim! Atualmente, aconselha-se que a doação seja feita depois do período de dez dias após o término do período de isolamento. Anteriormente, era indicado que os doadores respeitassem um período de dez dias após o término dos sintomas, mas, devido ao aumento da cobertura vacinal e formas mais leves de desenvolvimento da doença, é possível que o doador não tenha sintomas, o que levou a mudanças na indicação de cuidados.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Andressa enfatiza algumas especificidades: “Se essa pessoa tem alguma comorbidade, se não foi um um processo tranquilo em relação à Covid-19, ela deve aguardar mais um tempo. Caso ela tenha passado por uma internação, vai ter que aguardar seis meses para vir doar”, explica.</p>

<h3>15 - Tomar vacinas influencia na doação de sangue?</h3>
<p id="docs-internal-guid-e9633202-7fff-57ee-97e3-b08890b49fa0" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sim. Diferentes vacinas têm diferentes períodos de espera para realizar a doação. Na vacina da gripe, é de 48 horas. Já a vacina contra a febre amarela demanda uma espera de 30 dias.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No caso das vacinas contra a Covid-19, o tempo de espera também depende do laboratório fabricante da vacina. Para quem tomou Coronavac, o tempo de espera é de 48 horas após a aplicação, mas para aqueles que foram vacinados com AstraZeneca, Pfizer-BioNTech e Janssen, o tempo de espera é de sete dias.</p>

<h3>16 - Quais os benefícios de ser um doador?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O ato de doar sangue, além de ajudar outras pessoas, também fornece alguns benefícios sociais para o doador. Esses variam de região para região, mas englobam meia-entrada em cinemas, shows, bares, além de isenção na taxa de pagamento de inscrições em concursos públicos.&nbsp;</p>
<p dir="ltr"></p>
No Rio Grande do Sul, a <u><a href="https://www.al.rs.gov.br/filerepository/repLegis/arquivos/13.891.pdf" target="_blank" rel="noopener">Lei 13.891</a></u>, de janeiro de 2012, institui, para os doadores de sangue do estado, meia-entrada em eventos culturais, esportivos e de lazer realizados em locais públicos. Além disso, o inciso IV do artigo 473 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) também institui que o doador pode se ausentar do trabalho durante um dia para realizar a doação, mediante comprovação do ato. Essa ausência não acarreta em prejuízo salarial e pode ser feita uma vez por ano.
<h3>Para saber mais:</h3>
<i>Para quem posso doar?</i>
<table style="border-collapse: collapse;width: 100%;height: 312px">
<tbody>
<tr style="height: 24px">
<td style="width: 33.3333%;height: 24px"><strong>Tipo</strong></td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px"><strong>Doa para</strong></td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px"><strong>Recebe de</strong></td>
</tr>
<tr style="height: 48px">
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O-</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">Todos os tipos sanguíneos</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O-</td>
</tr>
<tr style="height: 48px">
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">Todos os tipos Fator Rh+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O- e O+</td>
</tr>
<tr style="height: 48px">
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">A-</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">A-, A+, AB- e AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O- e A-</td>
</tr>
<tr style="height: 24px">
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">A+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">A+ e AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">O-, O+, A- e A+</td>
</tr>
<tr style="height: 48px">
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">B-</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">B-, B+, AB- e AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 48px">O- e B-</td>
</tr>
<tr style="height: 24px">
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">B+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">B+ e AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">O-, O+, B- e B+</td>
</tr>
<tr style="height: 24px">
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">AB-</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">AB- e AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">Todos os tipos Fator Rh-</td>
</tr>
<tr style="height: 24px">
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">AB+</td>
<td style="width: 33.3333%;height: 24px">Todos Rh+ e Rh-</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/Prancheta_2-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" width="1024" height="668">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como faço para doar?</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As doações podem ser feitas no <u><a href="https://www.google.com.br/maps/place/Alameda+Santiago+do+Chile,+35+-+Nossa+Sra.+das+Dores,+Santa+Maria+-+RS,+97050-685/@-29.6927781,-53.7945939,17z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x9503cbd77a0657d3:0x7ba1527c3a34861!8m2!3d-29.6927781!4d-53.7945939" target="_blank" rel="noopener">Hemocentro Regional de Santa Maria</a></u>, localizado na Alameda Santiago do Chile, 35 - Nossa Senhora das Dores (próximo ao Fórum). O horário de funcionamento para a doação de sangue é das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira, e também no terceiro sábado do mês, das 8h às 12h.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O agendamento para realização das doações pode ser feito pelo <u><a href="https://www.rs.gov.br/carta-de-servicos/servicos?servico=1573" target="_blank" rel="noopener">site</a></u>, pelo telefone do hemocentro (55) 3221-5262, ou pelo WhatsApp (55) 98428-8274. Pessoas com interesse em doar também podem comparecer presencialmente ao Hemocentro, onde serão informadas acerca dos horários de funcionamento e encaminhadas para a realização do agendamento. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail <b><a href="mailto:recepcao-hemosm@saude.rs.gov.br">recepcao-hemosm@saude.rs.gov.br</a></b> e mais informações, como os níveis de estoque de sangue, estão disponíveis também no perfil do Instagram @hemosmrs.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Andressa destaca que, durante o agendamento, já são fornecidas informações aos doadores, para que o procedimento ocorra de forma segura e tranquila. “Ele precisa estar alimentado, se sentindo bem, ter uma preparação prévia para essa doação, não ingerir bebida alcoólica no dia anterior, dormir pelo menos seis horas antes. Essas orientações nós procuramos dar no momento do agendamento, por isso que ele é tão importante”, conta a assistente social.</p>

<h3>Ações em prol do dia 25 de novembro em Santa Maria:</h3>
<p id="docs-internal-guid-3a519d1e-7fff-afae-60dd-992954e49f5c" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em alusão ao dia nacional do doador de sangue, o Hemocentro de Santa Maria organizou, em parceria com o Lions Clube, um GreNal pela Vida, realizado do dia 16 de novembro ao dia 25. “É uma espécie de competição saudável entre os gremistas e os colorados, para ver qual das torcidas mobiliza mais doadores. Além dessa campanha, vamos realizar várias outras homenagens aos doadores”, conta Andressa.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A assistente social ainda relata que as homenagens aos doadores contarão com a participação da banda do Centro Social e Cultural Vicente Pallotti, o Tamborico, além da distribuição de alguns mimos. O Hemocentro, que teve uma queda de cerca de 20% nas doações durante a pandemia, busca agora uma maior conscientização acerca da importância da doação.</p>
												<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/11/Prancheta_3-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" width="1024" height="668">

<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Milene Eichelberger, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró e Noam Wurzel, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O teatro pode auxiliar no tratamento da gagueira?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-teatro-pode-auxiliar-no-tratamento-da-gagueira</link>
				<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 14:26:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[disfluência gaga]]></category>
		<category><![CDATA[fonoaudiologia]]></category>
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		<category><![CDATA[pics]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[teatro gagueira]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9516</guid>
						<description><![CDATA[A partir das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, o teatro é utilizado como uma das ferramentas da fonoaudiologia no tratamento da disfluência gaga da fala]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Você sabia que o ator <a href="https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2021/04/01/murilo-benicio-gagueira.htm" target="_blank" rel="noopener"><u><b>Murilo Benício</b></u></a> tem um transtorno de disfluência da fala, popularmente conhecido como gagueira? Apesar disso, ele consegue atuar de forma fluida, sem gaguejar. Como isso é possível? Para responder a questão, é necessário compreender que existem dois tipos de disfluências da fala: as disfluências comuns e as disfluências gagas.

Disfluências são interrupções do fluxo de comunicação oral. As comuns são interjeições, hesitações e repetições como “Ãhn”, “Uhm”, “Tá”, “Tipo”, “Né”. Elas não têm um significado e podem desviar um pouco a comunicação, mas não a interrompem totalmente. As disfluências gagas, por outro lado, são caracterizadas pela alteração no ritmo da fala, pela interrupção da mesma no meio da palavra, por pausas, bloqueios, repetição de sílabas, sons ou da palavra inteira e até mesmo por movimentos físicos ao pronunciar palavras específicas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a disfluência gaga da fala caracteriza uma dificuldade do cérebro em terminar um som ou sílaba e integra a Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Esse tipo de disfluência pode impor diversos desafios na vida das pessoas que gaguejam, como bullying, isolamento e desenvolvimento de outros problemas psicossociais.

<img class="aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/materia_gagueira_capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma pessoa em pé, de perfil, que segura uma caveira em frente ao rosto. Ela tem pele amarela, cabelos channel laranjas; veste macacão roxo com detalhes em amarelo e vermelho e mangas em laranja. Está com a perna esquerda levemente dobrada e a mão direita na cintura. Ao lado direito, balão de fala cinza falhado. O fundo é composto por uma cortina vermelha bordô." width="1024" height="667" />

No áudio a seguir, você pode ouvir a professora Carolina Lisboa Mezzomo, do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), exemplificando os dois tipos de disfluência da fala:

[audio mp3="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/Tipos-de-disfluencias-da-fala-1.mp3"][/audio]
<h3>O que causa a gagueira?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 2013, a Associação Psiquiátrica Americana (APA) propôs a troca da nomenclatura “gagueira” (stuttering) para Distúrbio Desenvolvimental da Fluência da Fala. A alteração está presente no CID-11, que entrou em vigor em fevereiro de 2022. Na área da fonoaudiologia, o objetivo é usar cada vez menos “gagueira” para categorizar o diagnóstico e, na nova edição da Classificação Internacional de Doenças, esta disfluência passa a ser considerada um distúrbio do neurodesenvolvimento iniciado na infância. A professora Márcia Keske-Soares, também do Departamento de Fonoaudiologia da UFSM, explica que a maior relação dos diagnósticos está ligada à predisposição genética aliada a fatores externos, como o ambiente no qual o indivíduo está inserido, questões de desenvolvimento e gatilhos emocionais: “O trauma é gatilho para a pessoa que já tem predisposição”, ressalta Márcia.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Dessa forma, a gagueira pode se desenvolver com mais intensidade em diferentes fases da vida se não for tratada na infância, tornando-se permanente. Consequentemente, algumas faixas etárias possuem maior propensão ao aparecimento dos sintomas deste distúrbio da fala, e estão relacionadas aos períodos de desenvolvimento das pessoas: dos dois aos três anos, dos seis aos sete, e dos 12 aos 13 anos. No caso das crianças, acontece o que se chama de gagueira desenvolvimental, que envolve justamente a fase de construção da linguagem, em que podem aparecer sintomas iniciais. Carolina Mezzomo explica que existem fatores de risco para o surgimento da disfluência gaga: ter casos de gagueira na família, ser homem (segundo a Associação Brasileira de Gagueira, esta disfluência atinge aproximadamente três homens para cada mulher), dentre outros.</p>

<h3>Formas de tratamento: a arteterapia pode ser uma aliada?</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ao notar sintomas de disfluência da fala, recomenda-se procurar um fonoaudiólogo e, juntamente ao profissional, analisar a predisposição, os fatores de risco e fazer um acompanhamento para a construção do tratamento: “Cada caso é um caso”, afirma Carolina. É importante compreender que a disfluência gaga não é necessariamente crônica e as alterações no ritmo da fala podem ser apenas sintomas de gagueira transitórios que, ao serem tratados corretamente, podem vir a ter remissão total. Cerca de 5% das crianças são acometidas pela gagueira transitória, conforme o IBF. No entanto, alguns fatores, como a demora na busca por tratamento e até mesmo o bullying, podem vir a cronificar o sintoma e fazer com que a gagueira persista ao longo da vida. A consciência da própria gagueira, potencializada a partir do bullying, também faz parte dos fatores de risco a serem considerados pelo fonoaudiólogo, conforme consta no artigo “<a href="https://www.scielo.br/j/rcefac/a/8zyTwMRVjbHS9sbtpGbKxZp/?format=pdf&amp;lang=pt#:~:text=Dentre%20estes%20fatores%20est%C3%A3o%20a,ocorreram%20pr%C3%B3ximo%20ao%20surgimento%20do" target="_blank" rel="noopener"><b><u>Fatores de risco na gagueira desenvolvimental familial e isolada</u></b></a>”.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Márcia Keske-Soares explica que o processo junto ao fonoaudiólogo visa compreender como se dá a disfluência de cada indivíduo, identificar em quais situações a pessoa tem maior dificuldade e tratar não apenas a situação de fala, mas também auxiliar o paciente a lidar com as situações que desencadeiam a gagueira. A partir daí, pode-se aliar terapia psicológica, acompanhamento psiquiátrico e as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), que trazem recursos terapêuticos para que os pacientes melhorem sua qualidade de vida.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Carolina Mezzomo conta que a arteterapia faz parte das PICS, institucionalizadas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dentre as práticas incluídas na arteterapia está o teatro, que é utilizado como aliado ao tratamento fonoaudiológico em alguns casos de gagueira e permite que os pacientes desenvolvam a respiração, a entonação e trabalhem com a criatividade. “O teatro faz esse sujeito falar de um outro lugar e isso ajuda muito ele a se expressar melhor. É possível ser uma pessoa que gagueja e exercer atividades como atuar e cantar sem gaguejar”, explica Carolina.</p>
<p dir="ltr"></p>

<h3>Linguagem teatral no tratamento fonoaudiológico</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na UFSM, um trabalho de conclusão de curso em fonoaudiologia explorou o uso da linguagem teatral no tratamento de disfluências gagas integrada à terapia fonoaudiológica tradicional. Cíntia Filippi, orientanda da professora Carolina Mezzomo, apresentou em 2020 a monografia intitulada “Terapia Fonoaudiológica: Utilizando Arteterapia Para Indivíduos Com Gagueira”. A pesquisa consistiu no processo terapêutico de quatro pessoas, com idades entre oito e 34 anos, todos homens. Os atendimentos aconteceram no Serviço de Atendimento Fonoaudiológico (SAF) da UFSM.<b id="docs-internal-guid-5cfa9b7b-7fff-bc06-f5f4-c42de37af84d" style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Cíntia confeccionou um jogo teatral intitulado “Quem? Onde? O quê?”, a partir do qual os participantes da pesquisa selecionavam uma carta de cada uma das três categorias, sendo “Quem?” (personagens), “Onde?” (lugares) e “O quê?” (ações). A partir das cartas, os indivíduos realizavam cenas/improvisos teatrais junto à pesquisadora. A quantidade de sessões de terapia variou para cada sujeito de acordo com a necessidade e o grau de disfluência da fala. Ao final do período de tratamento, os quatro participantes  apresentaram melhora em todos os níveis de avaliação da fluência, tanto na comum quanto na gaga, e adequação ao que se considera normal para a fluência da fala.</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A partir da sua pesquisa, Cíntia salienta a importância de observar o contexto geral das pessoas que gaguejam para construir um tratamento que atenda às suas necessidades. Foram aplicados testes de qualidade de vida e avaliações específicas de gagueira antes e após o período de terapia com linguagem teatral realizada com os pacientes. O que se concluiu foi que aliar o teatro às práticas tradicionais da fonoaudiologia potencializou o tratamento dos participantes. A autoavaliação realizada pelos indivíduos após o encerramento dos atendimentos apontou melhora nos âmbitos físicos, emocionais, sociais e de fala. A pesquisa de Cíntia será publicada em um livro junto a investigações de outras pesquisadoras da fonoaudiologia sobre utilização das PICS na área. A previsão de publicação é para 2023.</p>
<p dir="ltr"></p>

<h3>Onde buscar serviços de atendimento na UFSM:</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Serviço de Atendimento Fonoaudiológico (SAF)</strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Endereço: Prédio 26E - UFSM - Camobi, Santa Maria</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telefone: (55) 3220-9239</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Clínica de Estudos e Intervenções em Psicologia (CEIP)</strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Prédio 74 B, sala 3200 - UFSM - Camobi, Santa Maria</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telefone: (55) 3220-9229</p>
<p dir="ltr"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Laboratório de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde - LAPICS </strong></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sala 4134, prédio 20 - UFSM - Camobi, Santa Maria</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">WhatsApp (55) 99155-7376</p>
<p dir="ltr"></p>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em>]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/Tipos-de-disfluencias-da-fala-1.mp3" length="1041553" type="audio/mpeg" />
						</item>
						<item>
				<title>4 vacinas que são testadas na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/4-estudos-de-vacinas-que-sao-testadas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 13:53:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[vírus sincicial]]></category>
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		<category><![CDATA[vsr]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9513</guid>
						<description><![CDATA[Testes com voluntários são realizados para vacinas de Covid-19, vírus sincicial e dengue]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em 2020, quando o mundo esperava uma vacina contra o novo coronavírus, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) teve papel importante para encurtar a distância entre os estudos e a aplicação: foi um dos seis centros de pesquisa escolhidos para os testes do imunizante fabricado pelo laboratório AstraZeneca, do Reino Unido. Essa atuação só foi possível graças a uma  estrutura criada em 2010: a Unidade de Pesquisa Clínica (UPC), ligada ao Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida em tons de roxo, com quatro frascos de vacina no centro inferior. Eles estão em destaque em contra-ploungée, enfileirados. O frasco é rosa claro, o rótulo é roxo em tom orquídea e a tampa é roxa. Nos rótulos, da esquerda para a direita, as palavras &quot;covid&quot;, &quot;VSR&quot;, &quot;covid&quot; e &quot;dengue&quot;. Atrás dos frascos, em azul marinho e verde marinho, círculo de destaque com detalhes em zigue-zague. O fundo é uma estampa de ilustrações do vírus da covid, vsr e dengue em tom lilás sobre fundo roxo escuro." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No início, o desafio da  UPC era estruturar equipe e trabalho para a pesquisa clínica, explica Alexandre Schwarzbold, coordenador do centro. “São pesquisas em que se testam medicamentos, métodos, diagnósticos, vacinas e insumos em pessoas. E tem todo um regramento nacional e internacional para fazer isso, o que demanda uma estrutura física, de pessoas e de materiais para poder executar”. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As primeiras pesquisas investigaram medicamentos antifúngicos, testados em pacientes voluntários que, internados no HUSM, sofriam com doenças fúngicas graves. Quando começou o trabalho de testagem da vacina contra a Covid-19, a UPC teve mais destaque e reconhecimento. Nesta reportagem, a Arco lista quatro vacinas que atualmente são testadas por pesquisadores da UFSM. Confira:</p>		
			<h3>1 - Vacina contra Covid-19: Oxford/Astrazeneca</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No outono de 2020, Alexandre contatou pesquisadores brasileiros e do exterior na tentativa de trazer vacinas para testes no Brasil. Alguns desses cientistas eram da Universidade de Oxford, instituição britânica que já tinha um imunizante em fases mais avançadas de desenvolvimento e que utilizavam tecnologias estudadas há mais de uma década. Em setembro de 2020, o docente recebeu a confirmação de que a UFSM sediaria os testes dessa vacina, ao lado do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e de três centros privados localizados em Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Formamos uma equipe de seis pesquisadores clínicos ligados a instituições públicas e privadas, e nos comprometemos com a meta de vacinar mais de 10 mil pessoas em um mês. Isso é inédito na história da pesquisa clínica mundial”, afirma Alexandre. O docente expõe que o grande número de voluntários em um período de tempo curto foi facilitado pela emergência sanitária e possibilitou uma análise rápida dos resultados. A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica britânica Astrazeneca foi a <a href="https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/12/08/oxford-e-a-primeira-a-publicar-resultados-preliminares-de-fase-3-de-vacina-contra-a-covid-19-em-revista-cientifica.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><b><u>primeira a publicar resultados de eficácia da fase 3 em revistas científicas</u></b></a>.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na UFSM, 1,1 mil voluntários participaram da vacinação. O estudo ainda está em desenvolvimento, com voluntários que receberam a quarta dose para avaliação da imunogenicidade — a capacidade de uma vacina ou medicamento provocar uma resposta imune por meio da indução de anticorpos. O objetivo é avaliar o efeito da segunda dose de reforço em populações mais jovens. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Três mulheres participantes do estudo engravidaram durante o período. Isso permitiu que a equipe acompanhasse os efeitos da vacina em gestantes, tanto a segurança do imunizante quanto a produção de anticorpos nos bebês por meio da gestação. De acordo com Alexandre, a pesquisa está em fase final e tem previsão de duração de mais seis meses, com término em 2023.</p>		
			<h3>2 - Vacina contra Covid-19: Clover</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um ano depois do início dos estudos da vacina de Oxford, <a href="https://www.ufsm.br/2021/09/15/com-reconhecimento-nacional-ufsm-participa-de-estudos-de-nova-vacina-contra-a-covid-19/" target="_blank" rel="noopener"><u><b>outro imunizante começou a ser testado</b></u></a> na Unidade de Pesquisa Clínica da UFSM: a vacina desenvolvida pela farmacêutica Clover Biopharmaceuticals, de origem sino-australiana. O estudo, que aplicou vacinas em 800 voluntários, ainda está em andamento, na fase de visitas de acompanhamentos. “Já foi analisada a segurança, a eficácia, a publicação e a recomendação de uso delas para as pessoas e para o mundo”, diz Alexandre. O pesquisador aponta que, apesar de os resultados da eficácia serem bons - no Brasil foi de 90% - a vacina ainda não está disponível para a população, devido aos prazos regulatórios de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os estudos da vacina da Clover devem encerrar em 2023.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Foi a que teve menos sintoma de reação, ela é muito pouco reatogênica e, por isso, é uma boa alternativa para crianças”, destaca Alexandre.</p>		
			<h3>3 - Vacina contra Vírus Sincicial Respiratório (VSR)</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Antes de a pandemia eclodir, no final de 2019, a UPC havia iniciado uma parceria com a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) para testar uma vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (RSV, na sigla em inglês). Esse vírus é o principal causador de bronquiolites e pneumonias em bebês e crianças de até dois anos. Alexandre destaca que a condição causa muito desconforto e pode evoluir para asma ou complicações de infecções respiratórias. Interrompidos durante o auge da pandemia, os testes foram retomados em 2022. “É um estudo específico de uma vacina para gestantes, em que a gente vacinava as mães com o intuito de proteger os bebês”, explica Alexandre.  </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><br />Ainda não há uma vacina contra o RSV no mundo, mas, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), <a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-alerta-para-prevencao-do-virus-sincicial-respiratorio-vsr"><b>o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o medicamento palivizumabe para casos mais graves</b></a>. Ao lado da UFSM, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o campus Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) também participam da pesquisa no Brasil. Em Santa Maria, foram 40 voluntárias vacinadas, que incluíram tanto casos de gravidez de risco quanto de gravidez sem complicações. O estudo está em fase de análise, a ser submetido a publicação internacional no próximo mês.</p>		
			<h3>4 - Vacina contra a Dengue</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Prevalente no território brasileiro, a dengue é,&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/dengue-16/#:~:text=O%20aparecimento%20de%20manchas%20vermelhas,m%C3%A9dica%2C%20pois%20pode%20ser%20fatal.https://bvsms.saude.gov.br/dengue-16/#:~:text=O%20aparecimento%20de%20manchas%20vermelhas,m%C3%A9dica%2C%20pois%20pode%20ser%20fatal" target="_blank" rel="noopener"><u><b>uma doença infecciosa febril aguda</b></u></a> contra a qual ainda não existem vacinas. Somente em 2022, <a href="https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/08/mortes-por-dengue-explodem-no-brasil-em-2022-terceiro-pior-ano-em-serie-historica.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><b><u>831 pessoas</u></b></a> morreram de dengue no Brasil, o terceiro pior ano da série histórica do Ministério da Saúde.&nbsp;</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alexandre informa que oito centros gaúchos vão receber os estudos de uma vacina contra a dengue desenvolvida em uma parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica alemã Merck KGaA. “Tem uma dimensão regional: o Rio Grande do Sul era um dos poucos estados em que a soropositividade de dengue, ou seja, pessoas que já tiveram contato, ainda é muito baixa. E a soronegatividade é alta, portanto é o melhor lugar para vacinar para a prevenção”, ilustra. Dessa forma, por meio dos testes em pessoas que nunca tiveram dengue, é possível avaliar a eficácia da vacina em prevenir o desenvolvimento e a aquisição da doença.</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A previsão é de que os testes da vacina comecem em janeiro de 2023, com estimativa de 80 a 100 pessoas voluntárias em Santa Maria, com foco principalmente em pessoas jovens e militares.&nbsp;</p>
<p>Para saber mais sobre o processo de pesquisas para a criação de vacinas, leia<b> </b><b><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/como-funcionam-pesquisas-criacao-vacina/">esta reportagem</a>.</b></p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista;</em></p><p><em> <strong>Editor convidado:</strong> Luis Felipe Santos, jornalista.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Vacinas contra a Covid-19 podem causar a varíola dos macacos?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinas-contra-a-covid-19-podem-causar-a-variola-dos-macacos</link>
				<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 14:53:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[monkeypox]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[varíola dos macacos]]></category>

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						<description><![CDATA[Boatos sem respaldo científico associam o surgimento da Monkeypox com a aplicação dos imunizantes contra a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desde o início da campanha de vacinação contra o coronavírus, circulam nas redes sociais posts que contestam a segurança dos imunizantes. Com o aumento dos casos da Monkeypox - conhecida popularmente como Varíola dos Macacos-, surgiram boatos de que a doença seria um efeito colateral das vacinas aplicadas contra a Covid-19 - especialmente da Astrazeneca, que usa um adenovírus de chimpanzé na composição.</p><p><b id="docs-internal-guid-bd950a31-7fff-abf1-f99b-f50e7fc94a4e" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O infectologista e professor na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Schwarzbold, afirma que nenhum dos imunizantes utilizados contra o coronavírus podem causar a varíola dos macacos. Isso porque não existe relação genética entre o Monkeypox - vírus causador da doença com mesmo nome, com o adenovírus de chimpanzé usado na vacina Astrazeneca. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar do nome popular, esse tipo de varíola não tem relação com os macacos. A nomenclatura surgiu com a descoberta inicial do vírus, em 1958, quando macacos de um laboratório dinamarquês manifestaram a doença. O primeiro caso em humanos foi identificado em 1970, em uma criança da República Democrática do Congo. O ano da descoberta do vírus também se contrapõe à ideia de relação com as vacinas da Covid-19. Alexandre explica que o Sars-CoV-2 (coronavírus) surgiu na última década. Ou seja, a Monkeypox já existia antes do surgimento da Covid-19. Algumas pessoas chegaram a matar macacos por conta da confusão causada pela relação do nome com os animais. Com isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) busca um novo nome para a doença, com o objetivo de evitar qualquer tipo de violência contra os animais.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/MonkeyPox_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma mulher jovem em primeiro plano. Ela tem pele escura, cabelos longos, ondulados e pretos, olhos escuros, nariz e boca pequenos. Olha para a frente. Veste regata amarela. No lado esquerdo dela, agulha com líquido lilás está no braço. A agulha é segurada por uma mão com luzas roxas. Há uma linha diagonal que separa a ilustração em duas. No lado da agulha, o fundo é roxo. No outro lado, a pele da mulher está cheia de bolhas pequenas na cor lilás, e o fundo é de cor rosa alaranjado." loading="lazy" />														
		<p>Schwarzbold afirma que, além disso, os chimpanzés não são espécies reservatórias do vírus que causa a doença. Eles não hospedam o Monkeypox. Os prováveis reservatórios, segundo o especialista, são ratos e esquilos.</p>		
			<h3>Como funciona a vacina da Astrazeneca?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A tecnologia adotada na Astrazeneca usa como vetor viral o adenovírus - um vírus comum que causa uma doença leve, semelhante a um resfriado. Essa tecnologia se baseia na capacidade do vírus de entrar na célula humana. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz <a style="text-decoration: none" href="https://portal.fiocruz.br/">(Fiocruz</a>) - produtora do imunizante no Brasil -, o adenovírus causa um resfriado comum entre os chimpanzés. Ele foi modificado geneticamente para que não possa se reproduzir ou causar doenças nos seres humanos.  </p><p><br />No adenovírus é introduzido um material genético de uma proteína encontrada no coronavírus, a “Spike”. Com isso, os adenovírus são amplificados, purificados, concentrados e estabilizados em laboratórios para depois serem transformados em vacina. O adenovírus transfere o gene da “Spike” para as células do sistema de defesa humano. Isso estimula o organismo a gerar uma resposta imunológica. Ou seja, a vacina “treina” o corpo para reconhecer a proteína “Spike” e criar defesas contra o coronavírus.</p>		
			<h2>Sintomas e formas de transmissão da Monkeypox</h2>		
		<p>Segundo a <a href="https://www.who.int/emergencies/disease-outbreak-news/item/2022-DON385#:~:text=Monkeypox%20is%20a%20viral%20zoonosis,genus%20of%20the%20Poxviridae%20family.">OMS</a>, a Monkeypox é uma zoonose viral, ou seja, ela é transmitida para seres humanos a partir dos animais. O vírus pertence ao gênero orthopoxvirus da família Poxviridae. Os sintomas são semelhantes aos observados em pacientes com varíola comum:</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"><ul><li style="font-weight: 400">febre;</li><li style="font-weight: 400">dor de cabeça e dores no corpo;</li><li style="font-weight: 400">dor nas costas;</li><li style="font-weight: 400">calafrios;</li><li style="font-weight: 400">cansaço;</li><li style="font-weight: 400">erupções cutâneas (feridas na pele). </li></ul></td></tr></tbody></table><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">estaca que a maior parte dos quadros são leves e não costumam se agravar. No entanto, o número de mortes registradas mostra, segundo ele, a capacidade de infecção visceral, ou seja, da doença afetar algum órgão  além da pele, e que, em alguns casos, pode levar à morte.</p><p><br />Até o dia  30 de setembro, o Brasil registrou 29.052 notificações para Monkeypox, segundo dados do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/variola-dos-macacos/boletim-epidemiologico-de-monkeypox-no-13-coe/view">Governo Federal.</a></p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/mito-658x1024.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Veredito final: Mito. Nenhum dos imunizantes utilizados contra a Covid-19 pode causar a varíola dos macacos. O adenovírus de chimpanzé - usado na fabricação da Astrazeneca, também não é reservatório do vírus Monkeypox.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho e Noam Wurzel, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Consumo de bebida alcoólica aumentou durante a pandemia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/consumo-de-bebida-alcoolica-aumentou-durante-a-pandemia</link>
				<pubDate>Thu, 29 Sep 2022 14:44:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[álcool]]></category>
		<category><![CDATA[aumento do consumo de álcool]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[consumo de álcool]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9500</guid>
						<description><![CDATA[Profissionais da linha de frente, pessoas desempregadas ou com depressão e ansiedade graves tiveram os maiores aumentos do consumo]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-25d7c97e-7fff-4018-6e9f-834aa7e7898a" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O período de isolamento social, que ocorreu principalmente em 2020 e 2021, levou as pessoas a aumentarem o consumo de álcool. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) na América Latina e Caribe, no qual cerca de 30% das pessoas entrevistadas são brasileiras. Vitor Calegaro é docente no Departamento de Neuropsiquiatria e médico psiquiatra da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e afirma, em análise de estudos sobre a temática que, no caso brasileiro, houve aumento do consumo de álcool, principalmente em homens e, em seguida, um discreto aumento entre o público feminino. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fatores importantes para o maior consumo, de acordo com o docente, são o isolamento e a tentativa de fuga do sentimento de solidão e transtornos como depressão e ansiedade. “Houve aumento do consumo de álcool segundo a localidade estudada, além de variar conforme a faixa etária. Mas há poucas evidências para comprovar transtornos relacionados, como o alcoolismo, ao seu consumo ou seu uso de maneira abusiva”, descreve Vitor.</p>		
												<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/09/Alcoolismo_capa-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e em tons de sombras, com a silhueta, de perfil e em primeiro plano, de um homem que segura um copo inclinado em direção à boca. O perfil do homem tem cabelos ralos, nariz e boca pequenos e usa óculos. O copo é pequeno e com boca larga, e o líquido no seu interior é amarelado. O fundo é acinzentado." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desenvolvido desde o ano de 2020, o estudo <u><a href="https://www.covidpsiq.org/" target="_blank" rel="noopener">Covid-Psiq</a></u> foi coordenado por Vitor Calegaro e tem como objetivo acompanhar sintomas como estresse, depressão, estresse pós-traumático e práticas como o consumo de álcool em brasileiros durante a pandemia de Covid-19. Em estágio de análises e publicações, o estudo terá mais uma fase neste ano, a fim de ampliar a pesquisa e entender como esses sintomas se manifestaram nos participantes a partir de 2021, ano em que se deu o pior momento da pandemia. A nova etapa já foi aprovada pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os dados e resultados que serão destacados nesta reportagem são referentes ao recorte do ano de 2020 e de janeiro e fevereiro de 2021. Vitor alerta que esses dados não podem ser considerados como representantes do período total da pandemia, mas que dão indícios importantes sobre os efeitos dela na saúde mental das pessoas.</p>		
			<h3>Consumo recreativo, abuso e vício</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“O uso recreativo é esporádico e mais social”, destaca Vitor. Nesse tipo, o indivíduo não sente necessidade de beber no dia seguinte e não tem sintomas de abstinência. “O uso recreativo, naturalmente, é a porta de entrada para o abuso, mas a maior parte das pessoas que fazem uso não chegam ao ponto de abuso ou de entrar em grau de abstinência”, salienta o docente. De acordo com o <u><a href="https://cisa.org.br/biblioteca/downloads/artigo/item/356-panorama2022" target="_blank" rel="noopener">Panorama Álcool e Saúde dos Brasileiros de 2022</a></u>, desenvolvido pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), a socialização é o motivador mais comum para o consumo de bebidas alcoólicas. O consumo de álcool é estimulado pela publicidade, mesmo que hoje ela seja regulamentada, com a necessidade de inserção de avisos como os do tipo ‘Se beber, não dirija’.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“O alcoolismo é um termo genérico que engloba os comportamentos desadaptativos relacionados ao consumo do álcool, mas, se formos mais específicos, há o uso nocivo e/ou abusivo, e há a dependência”, explica Vitor. O primeiro diz respeito às pessoas que, quando bebem, não conseguem controlar a quantidade e têm comportamentos impulsivos e ausência de autocontrole. Já a dependência tem critérios mais definidos, como a síndrome da abstinência e o desenvolvimento de tolerância. “Normalmente, a dependência vai se estabelecer quando a frequência se torna muito intensa: bebe todos os dias, ou então fuma, tanto cigarro quanto outras substâncias, como cocaína”, esclarece. A abstinência é quando a pessoa não consegue viver ‘normalmente’ sem a substância. Sintomas de abstinência do álcool contemplam a sudorese, insônia, tremedeira, ansiedade, alterações de humor, irritabilidade e depressão. E a tolerância é definida pela quantidade do consumo, que precisa ser cada vez maior para ter o mesmo efeito. “O organismo vai se adaptando e vai metabolizando mais rápido às custas de comprometer o fígado, de ter uma lesão hepática”, alerta Vitor. Cada substância terá sintomas de abstinência e graus de dependência diferentes.</p>		
			<h3>Resultados</h3>		
		<p>Em entrevista à Arco, o psiquiatra Vitor Calegaro e o estudante de Medicina da UFSM Caio Domingues apresentaram resultados preliminares da pesquisa Covid-Psiq e destacaram dados sobre a relação entre a pandemia e o consumo de álcool. Confira a seguir:</p>		
			<h3>Linha de frente</h3>		
		<p>O grupo de profissionais da saúde que trabalhou na linha de frente da Covid-19 teve um consumo de álcool maior do que os profissionais que  não atuaram. “Um dado interessante que representa o estresse desses profissionais é o álcool como uma tentativa de automedicação. Isso é muito comum'', destaca Vitor.</p>		
			<h3>Desemprego</h3>		
		<p>O consumo de bebidas alcoólicas também aumentou no público de pessoas que, no início da pandemia, não estavam desempregadas, mas perderam o emprego durante o período de isolamento. </p>		
			<h3>Saúde mental</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-9ef146cb-7fff-9ff2-0202-f8a7ae250074" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na primeira etapa da pesquisa, feita em abril de 2020, pessoas com depressão extremamente grave foram o grupo que mais consumiu álcool. Na quarta etapa, que aconteceu em fevereiro de 2021, esse aumento também se deu em pessoas com depressão grave ou extremamente grave. Porém, em quem tinha depressão leve, houve diminuição de uso. Indivíduos com ansiedade extremamente grave e pessoas que sofreram estresses extremamente graves também tiveram aumento significativo. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Evidenciamos que há uma relação com os sintomas de saúde mental e o consumo de álcool, particularmente falando da gravidade e da quantidade desse consumo”, aponta Vitor. O psiquiatra indica que o consumo de substâncias pode desencadear depressão e outros transtornos mentais, mas que o contrário também acontece. Muitas vezes, o consumo de substâncias é usado na tentativa de automedicação e alívio dos sintomas da doença. “Vale lembrar que a depressão é a principal causa do suicídio, e a segunda é o consumo de substâncias - principalmente o álcool. Muitas vezes, os dois acontecem juntos e essa é uma combinação de risco para a tentativa de suicídio”, alerta.</p>		
			<h3>Outros dados</h3>		
		<p>Além dos dados destacados acima, pessoas do sexo masculino tiveram maior aumento do consumo de álcool. Pessoas do sexo feminino também tiveram aumento, mas menor do que em relação ao masculino.</p>		
			<h3>Como saber se você precisa de ajuda</h3>		
		<p>Vitor e Caio destacam que uma forma de saber se há comportamentos que indicam dependência no consumo de álcool ou outros tipos de substâncias é o questionário CAGE (sigla referente às expressões cut down, annoyed, guilty e eye opened, em inglês):</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Questionário C.A.G.E:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">C – (cut down)– Alguma vez sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida ou parar de beber?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br /><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A – (annoyed) – As pessoas o(a) aborrecem porque criticam o seu modo de beber?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br /><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">G – (guilty) – Se sente culpado(a) pela maneira com que costuma beber?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br /><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">E – (eye opened) – Costuma beber pela manhã (ao acordar), para diminuir o nervosismo ou a ressaca?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">0 – ( ) não 1 – ( ) sim</p><br />Resultado: Se duas ou mais questões foram respondidas afirmativamente, procure um profissional de saúde para conversar sobre seu modo de consumo.</td></tr></tbody></table>		
			<h3>Como procurar ajuda</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O ideal é procurar profissionais especialistas em saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, que podem indicar tratamentos adequados para a dependência. É possível buscar ajuda nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), instituições de apoio à saúde mental que surgiram em substituição aos hospitais psiquiátricos, antes chamados de hospícios ou manicômios. De acordo com o <a style="text-decoration: none" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/caps">site </a>do governo federal, são de caráter aberto e comunitário, e atendem pessoas em sofrimento psíquico ou com transtorno mental, o que inclui o abuso de álcool, crack e outros tipos de substâncias. Há CAPS específicos para o tratamento desses tipos de dependências, denominados CAPS-AD (Álcool e Drogas). Em Santa Maria, podem ser encontrados em dois endereços:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">CAPS Ad II Caminhos do Sol</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Rua Euclides da Cunha, 1695</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Fone: (55) 3921-7144 e (55) 3921-7281</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">CAPS Ad II Cia do Recomeço</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Rua General Neto, 579</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Fone: (55) 3921-1099 e (55) 9.9129-8326</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Fotografia:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><br /><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb, jornalista.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>‘Noia’: Divulgação científica em linguagem de quadrinhos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/noia-divulgacao-cientifica-em-linguagem-de-quadrinhos</link>
				<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 13:33:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[DC]]></category>
		<category><![CDATA[desenho industrial]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[divulgação cientifica]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia]]></category>
		<category><![CDATA[história em quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[roteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Toxicologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9473</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM que une as áreas de Farmácia e Desenho Industrial aborda conceitos de toxicologia por meio de HQ’s]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>No centro de São Paulo, José da Silva acorda de um sonho ruim em crise de abstinência e sai em busca de drogas.</p>		
									<figure>
										<img width="724" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/252938231_4451296668280849_9114637032924918468_n.jpg" alt="Descrição da imagem: Página de HQ vertical e em preto e branco. No primeiro quadro, há vários homens em diferentes posições.No segundo, há um homem e uma mulher deitados em uma cama. O homem acorda, desnorteado. No quinto quadro, detalhes do rosto do homem com a onomatopeia &quot;ronc ronc&quot;. A mulher acorda. Os dois sentam na cama. Diálogo: Mulher: &quot;Tá tudo bem contigo, amor?&quot;. Homem: &quot;Tá tudo bem, vida. Foi só um sonho ruim&quot;. No quadro seguinte, a mulher está deitada e ele, sentado na cama. Há a frase &quot;Crise de abstinência&quot; ao lado dele. E um balão de fala com o texto: &quot;Será que eu não tenho uma aqui?&quot;." loading="lazy" />											<figcaption>Início da primeira HQ do projeto de ensino 'Noia'. Reprodução. </figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Assim começa o primeiro número da história em quadrinhos (HQ) ‘Noia’, que faz parte de um projeto de ensino desenvolvido por alunos e professores dos cursos de Farmácia e Desenho Industrial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A <u><a href="https://drive.google.com/file/d/1nmpiiWl_Ym3tk6f4PpNn1_phc0Gj5tcR/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">primeira </a></u>e a <u><a href="https://drive.google.com/file/d/12vJayeO0QrVsygpsGJYmrooSuoBBXFli/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">segunda </a></u>edição já foram lançadas, enquanto a terceira parte da história está em processo de produção. “Eu queria que fosse algo que juntasse meu lado geek e fantasioso, relacionado a animes, com o lado mais nerd e hard science da toxicologia”, conta André Valle de Bairros, docente do curso de Farmácia e idealizador do projeto.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A proposta é unir os elementos ficcionais de construção de roteiro  das HQ’s ao conhecimento científico da área da toxicologia, com o intuito de ser uma ferramenta de divulgação científica e de ensino para alunos da área da saúde. O anti-herói José da Silva - também chamado de ‘Noia’ na HQ - é uma pessoa viciada em drogas. André Valle de Bairros explica como a vinculação entre os conceitos da ciência e a ficção acontece na HQ: “Quando o personagem faz uso de uma substância de forma intencional, os efeitos são exacerbados. Por exemplo, no momento em que ele usa  esteróides anabólicos androgênicos, vai ter uma super força, muito além da compreensão humana. Entretanto, o corpo dele sente as consequências do uso no organismo”, explica. Além do ‘Noia’, outros personagens fazem parte da história, como jornalistas, médicos, advogados e um padre. André comenta que a construção desses personagens é feita a partir de pessoas reais, que ele conhece e com quem já conviveu.</p>		
			<h3>Sonho que se transforma em ciência</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O projeto ‘Noia’ começou a ser posto em prática em julho de 2021. No entanto, a ideia surgiu em 2000, quando André Bairros tinha 17 anos. “Um ponto chave foi quando fui assistir X-Men no cinema. Eu fui o primeiro da fila e, ao sair, pensei em desenvolver um personagem com esta temática herói/fantasia, mas com uma pegada científica muito forte. Só que, na época, eu era adolescente e tinha limitações científicas”, relembra. Foi depois de cursar a graduação em Farmácia e o mestrado e doutorado em toxicologia, que, ao assistir outras produções cinematográficas, ele considerou que tinha a bagagem científica para transformar a ideia em projeto. A trilogia <u><a href="https://blog.videoperola.com.br/corpo-fechado-entenda-a-trilogia/" target="_blank" rel="noopener">“Corpo Fechado”</a></u><u></u> e o filme <a style="text-decoration: none" href="https://www.netflix.com/br/title/80204465">“</a><a href="https://www.netflix.com/br/title/80204465" target="_blank" rel="noopener">Power</a>” foram o ‘pontapé final’, de acordo com André. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O docente, que cresceu assistindo a desenhos animados na televisão e é fã da temática da mitologia e dos super-heróis, conta que ver a primeira HQ finalizada foi emocionante. “Tu ficar mais de vinte anos com uma ideia plantada na cabeça e finalmente ver a materialização da história é difícil de descrever. Juntar coisas que você gosta em um único produto e ver que ninguém pensou nisso antes, que tem uma proposta de ensino, um lado fantasioso, um lado de entretenimento, é muito bom. Indescritível. Acho que a palavra seria magistral”, destaca.</p>		
			<h3>Do roteiro ao desenho</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-ec7ba916-7fff-f811-a914-34cfed7d54ba" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de produção da ‘Noia’ começa no prédio 26 da UFSM, no Centro de Ciências da Saúde (CCS) e é finalizado no prédio 40, no Centro de Artes e Letras (CAL). Entre o roteiro e a ilustração, a ideia vem e volta por meio de conversas, apontamentos e necessidade de ajustes. A construção da história é feita por alunos do curso de Farmácia, que também são bolsistas de iniciação científica. Marcelo Nascimento é um desses estudantes. “Partimos do pressuposto de que temos que passar informações científicas no trabalho que, no caso da HQ, são os mecanismos de ação das drogas”, informa. Ele destaca que a base científica está em como funcionam as drogas, quais ações ela tem no corpo, os efeitos adversos que causa e como aquilo afeta o personagem. André Bairros destaca que, além desses, outros conceitos da toxicologia e do processo de produção científica são abordados na história, a depender do caminho que ela segue no roteiro. Exemplos são a qualidade do ar, incêndios que ocorrem em locais fechados, o conceito de dependência, o funcionamento de clínicas de reabilitação, como se faz pesquisa no Brasil e a função e importância de comitês de ética.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Construir a história que vai ser desenhada vai além de escrever o roteiro, uma vez que este também tem elementos como a visualização da cena, busca de referências e apontamentos de sentidos que se quer passar por meio da linguagem. “E aí, com o roteiro já definido, de como a história vai se decorrer, passa para a ilustração”, explica Marcelo. Quem ilustra é Afonso Montagner Maia, estudante de Desenho Industrial. Ele conta que esta é a primeira experiência profissional com história em quadrinhos. “Eles mandam o roteiro e eu começo a desenhar em papel, com caneta normal. Aí passa para o computador e faço lá”, descreve.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/Toxicologia_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e em tons de preto e branco, de vários desenhos, em preto e branco, espalhados uns por cima dos outros. O desenho em destaque, na parte inferior esquerda da imagem, tem vários olhos desenhados." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-744e6a52-7fff-8dcf-3d4e-1ff77e093c91" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Afonso é orientado por André Dalmazzo, docente do curso de Desenho Industrial nas disciplinas de Quadrinhos e Ilustração. “Cada projeto requer um tipo de linguagem. No caso do Afonso, ele tem uma linguagem que tem uma força gráfica muito adequada para o tipo de desenho da HQ. Não é uma questão só de desenho, é uma questão de narrativa, de combinar o verbal com o visual”, enfatiza. Para Dalmazzo, o visual deve ampliar e complementar o verbal: “O importante é achar a linguagem certa e saber usá-la a favor da narrativa”, ressalta. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“O desafio é traduzir o que o roteiro manda e ajudar visualmente a equilibrar, para que alguém leigo possa ler e entender”, evidencia Afonso. Dalmazzo aponta que a criação com base em um contexto científico torna o processo de produção da HQ mais desafiador. “Nesse sentido, é até mais difícil: tivemos que falar de um assunto sério, que tinha muito conteúdo e até é um tanto abstrato, e explicar visualmente. Teve que ter todo um cuidado ético”, enfoca. Marcelo se sentiu feliz quando viu o resultado final: “Noventa por cento do que está desenhado passou pela minha cabeça quando eu estava escrevendo. E isso foi surreal”, relata.</p>		
			<h3>Divulgação científica</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-454483db-7fff-4edc-24b9-d0397bd6b1e5" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A divulgação das HQs acontece por meio de redes sociais, como <a style="text-decoration: none" href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=4451296678280848&amp;set=pcb.4451235481620301">o </a><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=4451296678280848&amp;set=pcb.4451235481620301" target="_blank" rel="noopener">Facebook</a>, e grupos de WhatsApp, a exemplo dos que reúnem professores e membros da Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTOX), da qual André faz parte. “Quando o produto final é lançado, é incrível a recepção. É muito efervescente a emoção da galera, todo mundo gosta”, menciona. O projeto, que foi <u><a href="https://cbtox2021.com.br/XXII_CBTOX.pdf" target="_blank" rel="noopener">apresentado no Congresso Brasileiro de Toxicologia</a></u>, gerou retornos positivos. “A perita criminal da história é uma amiga minha e eu falei que ela está na HQ. Ela falou: ‘Nossa, adorei, tenho casos para dar pra vocês’”, conta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para André, a resposta mais emocionante foi de seu filho, que tem dez anos. “Ele disse: ‘foi tu que criou, da tua cabeça, pai?’ Eu disse ‘sim, fui eu’. E ele respondeu: ‘Ah, então eu também posso’. Ou seja, ao mesmo tempo, também estimulei o meu filho a pensar em personagens para ele, no mundo dele’, complementa.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Colaboração internacional entre UFSM e Espanha busca desenvolvimento em telessaúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/colaboracao-internacional-entre-ufsm-e-espanha-busca-desenvolvimento-em-telessaude%ef%bf%bc</link>
				<pubDate>Thu, 04 Aug 2022 16:50:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração internacional]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[médico espanhol]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>
		<category><![CDATA[tics]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9426</guid>
						<description><![CDATA[Inserção de tecnologias na área contribui para a agilidade dos serviços oferecidos e a sustentabilidade dos sistemas de saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Telessaúde é um sistema de prestação de serviços de saúde a distância, realizados com a ajuda das tecnologias da informação e de comunicação (TICs), como ferramentas online e aplicativos móveis. Para Manuel Grandal Martín, especialista na área, a telessaúde faz parte de um processo global de digitalização da vida humana: “Eu tenho aqui no celular meu banco, meus sistemas de informação e atendimentos em saúde. Tudo”. O médico espanhol é professor na Universidade Alfonso X el Sabio, diretor geral dos Hospitais e Infraestruturas do serviço de saúde de Madrid e consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele esteve na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para compartilhar experiências na área e consolidar uma parceria com a Universidade para o desenvolvimento da telessaúde.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/MGM3203_-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem de meia idade em primeiro plano. Ele tem pele branca e enrugada, olhos pequenos e esverdeados, boca pequena, cabelos curtos, ralos e brancos. Ele veste jaqueta verde marinho sobre camisa branca com listras azuis e gravata azul. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />											<figcaption>Manuel Grandal. Fotografia: Luis Gustavo Santos.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ivana Beatrice Mânica da Cruz, professora no Centro de Ciências da Saúde e gerente de Ensino e Pesquisa no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), explica que a Universidade está em processo de implementação do Programa Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Assistência em Saúde Digital. A iniciativa prevê a realização de dois projetos integrados: um deles voltado a ações de educação em saúde digital, com a oferta de disciplinas na graduação e na pós-graduação, além de cursos e oficinas para profissionais da área da saúde e gestores. O segundo projeto buscará desenvolvimentos na pesquisa e inovação para a criação de estratégias de telessaúde que podem auxiliar no diagnóstico e no atendimento aos pacientes.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora destaca que pesquisadores da Universidade e profissionais de saúde do HUSM trabalham juntos na organização do programa. “A UFSM tem um papel relevante na construção de ações que possibilitem a implantação de modelos de telessaúde. Isso porque é um centro de referência regional para a saúde, principalmente devido à formação de profissionais em nível de graduação e pós-graduação”, afirma. Além disso, eles contam com a colaboração de instituições de países que já têm serviços de saúde digital estruturados, como é o caso da Espanha.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/HUSM_materia_capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de duas pessoas sentadas em frente a um notebook. A imagem está dividida no meio. Na esquerda, homem de pele parda e cabelo escuro, veste jaleco azul claro e calça azul escuro. Está em frente a um notebook preto. Na parede atrás dele, quadro com diploma e ilustração de um coração humano. Na parte direita da imagem, homem de pele clara e cabelos escuros, está curvado e enrolado em uma coberta azul marinho, veste calça branca com círculos vermelhos. Está em frente a uma xícara e um notebook brancos. Na parede atrás dele, quadro branco com o Batman em preto e estante suspensa com cinco livros em tons de azul, branco, rosa queimado e preto." loading="lazy" />														
		<p>A telessaúde se caracteriza como um grande campo que engloba a tecnologia e a saúde a serviço da sociedade. Atividades de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças, gestão e promoção de saúde estão entre as aplicações. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta a telemedicina no país por meio da <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852">Resolução nº 2.314/2022</a>. Para o CFM, ao ser exercida com a utilização dos meios tecnológicos e digitais, a medicina deve priorizar o benefício e os melhores resultados ao paciente. Cabe ao médico avaliar se a telemedicina é o método mais adequado de acordo com a situação. A resolução define algumas modalidades em que o atendimento a distância pode ser realizado:</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%"><p><b>Teleconsulta</b>: Consulta médica não presencial com médico e paciente localizados em diferentes espaços.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Teleconsultoria: Consultoria mediada entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Teleinterconsulta: Troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente, para discussão diagnóstico ou terapêutico, clínico ou cirúrgico. Pode ocorrer, por exemplo, entre um médico de Família e Comunidade e outro especialista sobre determinado problema do paciente.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telediagnóstico: Emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telecirurgia: Quando o procedimento é feito por um robô, manipulado por um médico que está em outro local.&nbsp;</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Televigilância: Também conhecido como telemonitoramento, é o acompanhamento a distância dos sintomas do paciente. Pode ser por meio de imagens, dados de equipamentos e dispositivos próximos ou implantáveis nos pacientes.</p>
<p>Teletriagem: Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.</p></td>
</tr>
</tbody>
</table>		
			<h3>Legado da pandemia</h3>		
		<p>Antes da pandemia, as práticas de telemedicina não eram regulamentadas no país. Mas com a necessidade de distanciamento social, o uso de tecnologias interativas se impôs como um recurso alternativo e seguro para proteger pacientes e profissionais. A estratégia também contribuiu para reduzir a sobrecarga de unidades de saúde. Com a implementação desses recursos em caráter emergencial durante o período pandêmico, abriram-se caminhos para a consolidação das tecnologias como aliadas no atendimento em saúde no Brasil.</p>		
			<h3>Benefícios e desafios</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A ampliação do acesso a serviços de saúde para a população está entre os principais benefícios observados na área.Grandal destaca o potencial da telessaúde para alcançar lugares de difícil acesso, como áreas rurais que não estão cobertas por redes assistenciais. Além disso, a implementação de serviços assim tende a contribuir para a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Para o médico espanhol, as técnicas de saúde digital ainda estão em processo de desenvolvimento: “Temos que construir, tijolo por tijolo, com cada uma das especialidades. Com cada paciente.  Ainda temos resistências para mudar”, ressalta. Ele também destaca que a prioridade é que os serviços sejam da mesma qualidade que as consultas presenciais.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora Ivana lembra que a falta de capacitação de estudantes e profissionais sobre o tema, e a popularização de ações de saúde digital junto à população, ainda são desafios para o avanço na área. “É difícil que um programa de telessaúde uniforme e sincronizado seja implementado em todo o Brasil, o que abriria a possibilidade de construções de estratégias mais localizadas e adaptadas a realidades específicas”, comenta.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p>
<p><em><strong>Design gráfico:</strong>&nbsp;Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e volun´tário;</em></p><p><em><b>Fotografia: </b>Luis Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo;</em></p>
<p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p>
<p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quais os próximos passos da vacinação contra o coronavírus?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/quais-os-proximos-passos-da-vacinacao-contra-o-coronavirus</link>
				<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 12:17:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[4ª dose covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9375</guid>
						<description><![CDATA[Alterações no Plano Nacional de Imunização, atualização e chegada de novas vacinas e testes de medicamentos irão mudar o combate ao coronavírus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Das quatro ondas de infecções às quatro doses de vacina, foram muitos os acontecimentos ocorridos em mais de dois anos de pandemia do coronavírus. Segundo o <a style="text-decoration: none" href="https://especiais.g1.globo.com/bemestar/vacina/2021/mapa-brasil-vacina-covid/">consórcio de imprensa</a> que reúne dados das secretarias estaduais de saúde, mais de 179 milhões de brasileiros já receberam a primeira dose da vacina; mais de 167 milhões fizeram a segunda ou vacinas de dose única e mais de 100 milhões realizaram a terceira dose - o que, segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI), corresponde atualmente ao ciclo básico de imunização contra o coronavírus.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As últimas mudanças do Ministério da Saúde em relação ao PNI incluíram a ampliação da terceira dose para adolescentes e da quarta dose para pessoas com idade a partir de 50 anos e uma dose adicional (quinta) para imunodeprimidos. A queda natural da imunidade seis meses após a vacina traz o questionamento sobre qual será o futuro da campanha de imunização.</p>
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/4-dose-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida, em tons de azul e verde, de uma pessoa em uma estrada de terra no meio de uma paisagem. A estrada corta um gramado verde e desemboca no meio de duas montanhas. No meio das montanhas, ilustração de um frasco de vacina e uma seringa sobre uma estrela de doze pontas amarelo pastel. Na frente das montanhas, fileira de árvores do tipo pinheiros em tons de azul marinho e azul acinzentado. Sobre o gramado e ao lado da estrada, há uma placa de madeira em formato de flecha. O fundo é cinza." loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Professor do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e um dos <a style="text-decoration: none" href="https://veja.abril.com.br/saude/os-sete-cientistas-brasileiros-no-coracao-do-estudo-da-vacina-de-oxford/">cientistas brasileiros que participaram no desenvolvimento da vacina de Oxford</a>, Alexandre Schwarzbold apresenta duas hipóteses: a primeira seria realizar uma campanha de vacinação sazonal antes da chegada do inverno - período com maior incidência de vírus respiratórios, como a gripe (influenza A, B e C). A segunda é que, com a diminuição da circulação do vírus, a vacinação seja direcionada para perfis de risco como pessoas idosas e imunodeprimidas.</p>
<b id="docs-internal-guid-bdafcb7b-7fff-558d-8279-c2c126b7daa8" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Paula Seerig, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFSM e Secretária Adjunta de Saúde de Santa Maria, acredita que a campanha de vacinação contra o coronavírus passe a ser realizada no mesmo formato da vacina para gripe.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar de ainda não haver um posicionamento do Ministério da Saúde para a criação de uma campanha anual, mudanças futuras são uma certeza para a secretária. Ela relata que, com tantas alterações no decorrer da campanha, até mesmo os profissionais da saúde ficaram perdidos. “A gente brinca que hoje [a campanha] está assim, mas até de noite ou amanhã pode mudar. Com tantas mudanças, nós que somos profissionais da saúde, que lemos todas as notas e informações, às vezes temos que parar e pensar no que está acontecendo”, destaca.</p>

<h3>Pandemia e Endemia</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A diminuição do número de óbitos e de novos infectados por meio da vacinação fez com que o termo pós-pandemia se tornasse corriqueiro. Essa nomenclatura gera um debate sobre se o momento vivido atualmente seria uma epidemia, endemia e até se a pandemia realmente ficou no passado.</p>
<b id="docs-internal-guid-cfcf5954-7fff-f2fa-ca6d-a82f4b4105dc" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como Schwarzbold explica, pandemia é uma epidemia - quando uma doença atinge diferentes localidades em nível municipal, estadual e nacional - em escala global. Já a endemia é quando a doença está dentro do seu nível histórico, controlada e sem risco de sobrecarregar o sistema de saúde.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O que torna difícil “bater o martelo” sobre a atual situação da Covid-19 é o fato de que o estágio de combate ao vírus muda de forma significativa ao redor do globo. O professor contextualiza que, ao mesmo tempo em que a China apresenta baixos índices epidêmicos por manter sua política de “<a style="text-decoration: none" href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2022/06/10/presidente-chines-defende-politica-anticovid-e-xangai-amplia-campanha-de-testes.htm">covid zero</a>”, alguns países africanos seguem com baixa cobertura vacinal e um número elevado de novos casos.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O pesquisador analisa que o Brasil, assim como Portugal, Espanha, Itália e outros países europeus, vive uma fase de transição entre pandemia e endemia por conta da sua ampla cobertura vacinal. Schwarzbold explica que, apesar da taxa de transmissão ser baixa em comparação com os momentos mais severos da pandemia, ela continua alta em comparação com outras doenças. “Antes da epidemia, não havia um vírus que se transmitisse tanto entre as pessoas. É preciso um organismo internacional, como a OMS, para dizer que o mundo inteiro está em nível endêmico. Existem alguns indicadores que apontam para uma endemia, mas eles precisam se manter estáveis por muito tempo”, ressalta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um exemplo de local com nível endêmico, segundo o pesquisador, seria o município de Santa Maria, onde a Covid-19 não gera sobrecarga no sistema de saúde e também não apresenta taxa de transmissão muito maior do que outros vírus causadores de doenças respiratórias. No entanto, o professor ressalta que a grande circulação viral que se mantém em determinados locais do mundo pode gerar novas variantes capazes de trazer de volta o cenário epidêmico à cidade.</p>

<h3>Desigualdade e impactos na saúde pública</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Independentemente da nomenclatura - pandemia, epidemia, endemia - o caminho para que o coronavírus fique definitivamente para trás é mais distante do que deveria para algumas pessoas por conta da desigualdade. Segundo dados do site <a style="text-decoration: none" href="https://ourworldindata.org/explorers/coronavirus-data-explorer?facet=none&amp;Interval=Cumulative&amp;Relative+to+Population=true&amp;Color+by+test+positivity=false&amp;country=Low+income~High+income~Lower+middle+income~Upper+middle+income&amp;Metric=People+vaccinated">Our World In Data</a>, ligado à Universidade de Oxford, aproximadamente 80% da população de países considerados de alta renda receberam pelo menos uma dose da vacina. Em países classificados como baixa renda, menos de 18% da população já recebeu a primeira dose do esquema vacinal.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No entanto, não é preciso cruzar fronteiras internacionais para perceber essa desigualdade. De acordo com o <a style="text-decoration: none" href="https://especiais.g1.globo.com/bemestar/vacina/2021/mapa-brasil-vacina-covid/">Mapa da Vacinação</a>, no estado de São Paulo, quase 90% da população acima de 18 anos já fez a dose de reforço, enquanto em Roraima essa taxa é inferior a 22%.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em sua atuação na linha de frente contra o coronavírus, Ana Paula Seerig relata contrastes dentro do município de Santa Maria. “Quando a gente vai nas comunidades mais distantes ou que tem um acesso reduzido ao serviço de saúde, ainda vê pessoas que não fizeram nenhuma dose de vacina”, conta a secretária adjunta de saúde.&nbsp;</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo ela, a falta de infraestrutura como transporte urbano e a vulnerabilidade socioeconômica são os principais fatores que dificultam o acesso à vacinação por pessoas de regiões periféricas do município, que possui baixa cobertura de atenção primária (ações do sistema de saúde que visam prevenir doenças).</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além da dificuldade de acesso, a população mais pobre sofre os efeitos da doença de forma mais severa. “Quanto maior a desigualdade social, maior o risco à saúde. Uma pessoa com covid em um ambiente familiar que permita o isolamento, acesso a uma máscara de qualidade, à alimentação e à hidratação adequada é diferente de um paciente com covid em uma casa de dois cômodos, em que não é possível fazer o isolamento”, destaca Ana Paula.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A secretária adjunta de saúde ressalta o maior custo gerado no tratamento de casos graves da doença e até mesmo casos de <a style="font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/covid-longa-imprevisivel-e-debilitante/"><u>covid longa</u></a>, cujas consequências ainda não são totalmente conhecidas. Como gestora da equipe de saúde de Santa Maria, ela cita atendimentos a pessoas que contraíram a doença no ano passado e ainda apresentam dificuldades respiratórias, perda de memória e de olfato e que ainda precisam ser atendidas pelo sistema de saúde.</p>

<h3>Atualizações e novas ferramentas para enfrentar o vírus</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outra novidade a caminho é o processo de atualizações nas vacinas para abranger variantes que não existiam no início do seu desenvolvimento. O professor destaca que, com uma cobertura mais ampla das variantes e menor circulação viral, a imunidade coletiva se torna possível por meio da vacinação.</p>
<b id="docs-internal-guid-37c777db-7fff-22d5-7e9e-2dc2a49802d4" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A ômicron é a variante para qual os pesquisadores têm focado seus esforços, pelo fato de atualmente ser a que mais escapa do controle vacinal - apesar de a vacinação prevenir casos graves, ela não possui a mesma eficiência para diminuir a transmissibilidade. Além disso, a variante tem pelo menos quatro subvariantes. Segundo Schwarzbold, todas apresentam nível de gravidade semelhante à ômicron. “A atualização da plataforma serve para a vacina chegar na frente do vírus, para que ele não tenha tempo para mutar e que não se replique em quantidade suficiente para criar variantes de risco”, afirma o docente.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Alguns imunizantes ainda aguardam a aprovação da Anvisa para ingressarem no Plano Nacional de Imunização, como a vacina da Clover Biopharmaceuticals, que contou com a participação da UFSM em seus testes. O professor aponta que há possibilidade de o plano de vacinação contar com oito a dez fornecedores de imunizantes distintos, o que amplia as ferramentas de combate ao vírus. A parceria da UFSM com a Clover será retomada para os testes de uma vacina destinada para crianças com menos de cinco anos - que não são contempladas atualmente pelo PNI.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além das vacinas, a UFSM irá realizar teste de medicamentos para o tratamento do coronavírus ainda neste ano. Segundo o professor, os medicamentos em si ainda são segredos industriais de três empresas distintas. Um dos remédios será aplicado em pacientes com comorbidades logo no início da doença, com o objetivo de evitar que ela evolua para casos graves. Os outros dois serão utilizados para combater a doença em estágio grave.</p>

<h3>Inovações criadas durante a pandemia</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Se, por um lado, a pandemia foi um período de muitas adaptações, por outro, também trouxe muitos avanços no campo científico, que serão úteis para combater outras doenças. O primeiro a ser destacado por Schwarzbold são as vacinas genéticas, lançadas pela primeira vez no mercado após 20 anos de desenvolvimento em laboratórios.</p>
<b id="docs-internal-guid-1b492115-7fff-d2d0-e61e-b0d1ff5516cc" style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o pesquisador, a tecnologia inédita no desenvolvimento de vacinas apresentou grande eficácia e segurança e tende a se tornar cada vez mais comum. "A utilização dessas vacinas irá avançar muito. A Modena já está estudando aplicar a vacina genética para vários vírus. Nós vamos ver um avanço muito grande no controle das doenças virais nas próximas décadas”, destaca. A vacina contra a chikungunya é outra desenvolvida em plataforma genética e que já está disponível.</p>
<b style="font-weight: normal">&nbsp;</b>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma das vacinas em desenvolvimento é para o vírus sincicial respiratório, que causa pneumonia em idosos e em bebês, além de ser um dos responsáveis pelo desenvolvimento de bronquiolite em recém-nascidos. Há também a vacina para a dengue, que a UFSM irá desenvolver juntamente com o Butantan. Outra imunizante que está em fase de desenvolvimento é para a prevenção de uma forma grave de herpes que pode causar meningite.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outra mudança foi a consolidação da aplicação heteróloga (com diferentes imunizantes), como por exemplo, receber a vacina da Coronavac na primeira e segunda dose e a da Pfizer na terceira. Apesar de conhecido, o conceito ainda não havia sido posto em prática de forma sistemática. Schwarzbold conta que, antes das pesquisas, a própria comunidade científica tinha dúvida sobre as consequências dessa aplicação, como queda na eficácia ou até mesmo efeitos colaterais graves. No entanto, os resultados dos estudos descartaram essas hipóteses. “As aplicações heterólogas - imunização com diferentes imunizantes - são as mais eficientes. Para o coronavírus, essa aplicação já é recomendada por muitos programas de imunização, inclusive do Brasil”, destaca.</p>
<strong><em>Expediente:</em></strong>

<em><strong>Reportagem:</strong> Bernardo Salcedo, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em>

<em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>

<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>

<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O descarte incorreto de máscaras provoca poluição ambiental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/descarte-incorreto-mascaras-poluicao-ambiental</link>
				<pubDate>Wed, 22 Jun 2022 13:01:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[poluição ambiental]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9347</guid>
						<description><![CDATA[A ação pode afetar toda a cadeia de animais aquáticos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte incorreto de máscaras é mais um dos problemas provocados pela pandemia de Covid-19. Entre os anos de 2020 e 2021, a produção de equipamentos de proteção individual (EPIs) - particularmente as máscaras - expandiu-se na tentativa de atender à demanda populacional, uma vez que o uso foi essencial para prevenir a infecção provocada pelo coronavírus. O estudo <b><a style="text-decoration: none" href="https://pubs.acs.org/doi/full/10.1021/acs.est.0c02178">‘Repercussões da Pandemia COVID-19 no Uso e Gestão de Plásticos’</a>,</b> realizado por pesquisadores da Universidade de Aveiro, em Portugal, e divulgado pela revista <a style="text-decoration: none" href="https://pubs.acs.org/page/esthag/about.html"><b>Environmental Science &amp; Technology</b></a> (Ciência e Tecnologia Ambiental), destaca a estimativa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a utilização dos equipamentos de proteção apenas por parte de  profissionais de saúde: cerca de 89 milhões de máscaras cirúrgicas, 76 milhões de luvas e 1,6 milhão de óculos de proteção. </p><p dir="ltr"> </p><p>No entanto, a demanda pelo uso de EPIs não se restringiu à área da saúde. Com a <a href="https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/question-and-answers-hub/q-a-detail/coronavirus-disease-covid-19-masks">recomendação da OMS</a>, o uso de máscaras passou a ser obrigatório para a população em geral - em torno de 7,8 bilhões de indivíduos no mundo. Como apresentado no estudo, o consumo mensal de máscaras faciais - até junho de 2020 - foi de 129 bilhões de unidades. Na mesma linha, em três de julho de 2020, a Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde informou sobre o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2243084">Projeto de Lei nº 1.562,</a> que destacava a obrigatoriedade do uso de máscaras faciais para circulação em espaços públicos e privados. A mesma notícia ressalta o dever do Poder Executivo em veicular campanhas publicitárias de interesse público e informar a necessidade do uso de máscaras de proteção individual, bem como a forma correta de descarte do material.</p>		
												<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/capa_Mascaras2-1024x669.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida em tom saturado, de uma máscara branca molhada sobre asfalto. A máscara está na metade esquerda da imagem, ao lado de meio fio amarelo. O chão está molhado e há uma poça de água pequena perto da água. A máscara branca está dobrada do meio, suja e molhada." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em conteúdo produzido pela<b> <a style="text-decoration: none" href="https://saude.rs.gov.br/saiba-como-descartar-e-higienizar-corretamente-as-mascaras-de-protecao">Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul em 2020</a>,</b> destaca-se que o descarte de máscaras usadas, de acordo com o setor de Controle de Infecções da Vigilância Sanitária do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), deve ser com o material embalado em saco plástico e colocado no lixo do banheiro. Caso a lixeira já esteja com saco plástico, a máscara não precisa ser colocada em outro. Além disso, esse tipo de resíduo não deve ser misturado com materiais recicláveis. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em entrevista à Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, a diretora do CEVS, Rosângela Sobieszczanski, informa: “Quando a pessoa estiver fora de casa, as máscaras usadas não devem ser colocadas nas lixeiras das ruas, pois deixam o material potencialmente contaminado exposto aos catadores de resíduos sólidos”. A recomendação feita por Rosângela é: “guardá-las em um saco plástico e colocá-las no lixo do banheiro ao chegar em casa ou então, alternativamente, em lixeiras de banheiros públicos. Dificilmente alguém mexe nesses lixos", destaca. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A <b><a style="text-decoration: none" href="https://cetesb.sp.gov.br/blog/2020/11/23/voce-sabe-como-usar-e-descartar-as-mascaras-de-protecao-contra-a-covid-19/">Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)</a> </b>apresentou, no mesmo ano, formas de como descartar as máscaras faciais. A orientação da companhia paulista se assemelha à gaúcha, ao indicar a forma de descarte, que deve ser feita com a máscara atada e colocada na lixeira do banheiro com tampa. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Beatris Souza de Deus Brusa, professora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e doutora em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explica que as máscaras usadas para prevenir a Covid-19 são consideradas resíduos sólidos. A docente do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental destaca que, a partir de medidas de prevenção iniciadas em 2020, as pessoas adquiriram novos costumes, como comprar lenços descartáveis, embalagens de álcool em gel e máscaras faciais, o que provocou um incremento na geração de resíduos sólidos.</p>		
			<h3>Afinal, o que é resíduo sólido?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O resíduo sólido não compreende somente objetos como latas, garrafas pet e matéria orgânica. Como estabelecido pela <b><a style="text-decoration: none" href="https://analiticaqmcresiduos.paginas.ufsc.br/files/2014/07/Nbr-10004-2004-Classificacao-De-Residuos-Solidos.pdf">Norma Brasileira (NBR) 10.004/2004</a>,</b> resíduos sólidos são aqueles encontrados nos estados sólido e semi-sólido, que são de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola e de serviços gerais. Incluem-se nesta definição os lodos de precedência de sistemas de tratamento de água - gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, da mesma forma que determinados líquidos (como óleo hidráulico e solventes), que não podem ser lançados na rede pública de esgoto sem passar por tratamento adequado.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte de máscaras afeta o meio ambiente. No Brasil, a recomendação foi de que as máscaras e demais materiais contaminados pela Covid-19 devem ser encaminhados a locais de disposição final, ou seja, o aterro sanitário. No entanto, muitas máscaras não têm chegado a esses destinos, pois são descartadas - pela população em geral - em vias públicas, em cursos d'água, em locais com vegetação e em zonas litorâneas. Esse problema pode estar atrelado à falta de iniciativas, por parte do poder público, em controlar o descarte desses materiais. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>No decorrer da apuração da reportagem a equipe da Revista Arco registrou imagens de descarte irregular de máscaras nos bairros Camobi e Centro de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Na composição a seguir, os registros das máscaras jogadas no chão.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Mascaras_meio-1024x669.jpg" alt="Descrição da imagem: Colagem horizontal e colorida de doze fotografias quadradas. Nas fotografias, máscaras descartadas em calçadas, gramados e em asfalto. As máscaras tem cores branca, preta, azul forte, azul clara e rosa. São do tipo cirúrgica, pff2 e de pano." loading="lazy" />											<figcaption>Fotos: máscaras descartadas irregularmente em Santa Maria - Rio Grande do Sul | Gustavo Salin Nuh</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As máscaras descartadas inadequadamente em espaços públicos fazem parte do cotidiano santa-mariense. Mas cenas como essas podem ser evitadas. Um exemplo é a iniciativa da <a style="text-decoration: none" href="https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2021/09/15/calcadao-recebe-lixeiras-exclusivas-para-o-descarte-de-mascaras-no-centro-de-presidente-prudente.ghtml"><b>prefeitura de Presidente Prudente, São Paulo</b></a>, que adaptou lixeiras para funcionar como ponto de coleta desses materiais. O objetivo é impedir a contaminação e a disseminação do coronavírus, além de garantir a proteção ao meio ambiente e à saúde pública. A iniciativa está vinculada à lei municipal daquela cidade, <a style="text-decoration: none" href="http://www.presidenteprudente.sp.gov.br/site/leis_decretos_detalhe.xhtml?t=2&amp;a=2021&amp;n=10393&amp;c="><b>10.393/2021</b></a>, que estabelece normas para descarte adequado de máscara de proteção e demais produtos, assim como fixa o devido descarte do lixo domiciliar em locais adequados. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O erro em torno do descarte de máscaras está na falta de orientação, que deveria ser passada à população. A informação divulgada em campanhas como a do governo gaúcho e da Cetesb é de que o descarte das máscaras deveria ser feito na lixeira comum de banheiros. Além disso, Ana Beatris relembra que, no Brasil, houve pequenas iniciativas de reciclagem de máscaras. Em 2020, em Santa Maria, o Hospital Universitário (HUSM) da cidade desenvolveu um <a style="font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://www.ufsm.br/2020/04/14/husm-desenvolve-projeto-para-reesterilizacao-de-mascaras-n95/">projeto de reesterilização e reaproveitamento de EPIs</a> com a intenção de suprir a escassez de equipamentos de proteção. Por consequência, o descarte de máscaras pôde ser reduzido.</p>		
			<h3>Como seria o descarte ideal?</h3>		
		<p>O ideal, segundo Ana Beatris, seria coletar e encaminhar as máscaras para a usina de triagem. O material precisa permanecer em quarentena - quando ficam, no mínimo, cinco dias separados dos demais para evitar a propagação de doenças - e, após, ser manipulado, triturado e levado à reciclagem. Esses materiais podem ser usados como enchimento de colchão e edredom. Entretanto, quando as máscaras estão contaminadas pela covid-19 esta opção não é válida e estes resíduos devem ser descartados como resíduo de serviço de saúde.</p>		
			<h3>O descarte de máscaras e os animais</h3>		
		<p>Animais como tartarugas marinhas e aves em geral ingerem as máscaras ao confundi-las com alimento. Isso pode atingir toda a cadeia envolvendo os animais aquáticos. A <a href="http://www.ibama.gov.br/residuos/controle-de-residuos/politica-nacional-de-residuos-solidos-pnrs">Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - Lei nº 12.305/2010</a> está presente no site oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Ana Beatris assinala que a política deve ser aplicada, não apenas revista.</p>		
									<figure>
										<img width="951" height="951" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/foto2_descarte_mascara.png" alt="Descrição da imagem: fotografia vertical e colorida, em tons de azul e de verde, de um cavalo marinho pequeno com uma máscara cirúrgica descartável presa no rabo. A máscara tem cor azul clara. O fundo é o mar, em tom azul bic na parte superior, e verde turquesa na parte inferior." loading="lazy" />											<figcaption>Foto: Ocean Photography Awards | Nicholas Samaras</figcaption>
										</figure>
		<p>O material ingerido por animais marinhos fica preso no aparelho digestivo, o que lhes causa confusão e dá uma sensação de saciedade. Por conta disso, o animal não tem mais vontade de se alimentar e morre por inanição. Outras espécies, como as aves, sofrem com os elásticos presentes nas máscaras, que se  prendem aos bicos.<a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2022/02/28/campanha-mundial-pede-que-elasticos-de-mascaras-sejam-cortados.ghtml"> Elastic Cut é uma campanha</a> iniciada no Reino Unido, e a iniciativa incentiva o descarte do acessório com elásticos cortados, o que evitaria a asfixia de muitas espécies.</p><p> </p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 33.3333%"> Como é sugerido o descarte de máscaras</td><td style="width: 33.3333%"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-left: 36pt;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O descarte ideal de máscaras</p></td><td style="width: 33.3333%"> O descarte de máscaras e os animais</td></tr><tr><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">A máscara usada deve ser embrulhada em saco plástico ou em papel e ser descartada no lixo do banheiro;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Caso a lixeira já esteja com saco plástico, a máscara não precisa ser colocada em outro;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Esse tipo de resíduo não deve ser misturado com materiais recicláveis;</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Quando a pessoa estiver fora de casa a recomendação é guardar a máscara em um saco plástico e colocá-la no lixo do banheiro quando chegar em casa ou descartá-la no lixo de banheiros públicos.</p></li></ul></td><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">As máscaras devem ser coletadas e encaminhadas para a usina de triagem, ficar em quarentena e, após, ser manipuladas, trituradas e levadas à reciclagem.</p></li></ul><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Caso não exista essa possibilidade, deve-se recorrer à alternativa anterior.</p></li></ul></td><td style="width: 33.3333%"><ul style="margin-bottom: 0px"><li style="list-style-type: disc;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">As alças das máscaras devem ser cortadas antes de descartadas. </p></li></ul></td></tr></tbody></table><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem: </strong>Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><strong><em>Apuração: </em></strong><em>Gustavo Salin Nuh e Karoline Rosa, acadêmicos de Jornalismo e voluntários;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Aspirina e ácido acetilsalicílico (AAS) podem fazer mal para quem está com suspeita de dengue?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/aspirina-e-aas-fazer-mal-suspeita-dengue</link>
				<pubDate>Mon, 20 Jun 2022 13:23:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[AAS]]></category>
		<category><![CDATA[ácido acetilsalicílico]]></category>
		<category><![CDATA[aspirina]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[dengue]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[suspeita de dengue]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9344</guid>
						<description><![CDATA[Com mais de 10 mil casos no Rio Grande do Sul, ainda existem dúvidas sobre qual medicamento tomar em caso de suspeita da doença]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-624d0bf0-7fff-909a-8c5e-347bd58e6f1a" dir="ltr">Com o aumento dos casos de dengue no Brasil, uma dúvida que surgiu entre a população é sobre o uso de medicamentos como aspirina e ácido acetilsalicílico (AAS) para o tratamento da doença. Segundo o<a href="https://saude.rs.gov.br/mais-tres-obitos-por-dengue-sao-confirmados-no-rio-grande-do-sul"> <u>Ministério da Saúde</u></a>, em 2022 os casos de dengue no Brasil cresceram 43,9%. O Rio Grande do Sul já registra, neste ano, mais do que o dobro do número de casos autóctones confirmados em 2021 - quando a contaminação acontece dentro de um mesmo local. No ano passado, foram 3.906 casos e, neste ano, já são 10.536 casos. </p><p>O professor Eduardo Flores, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva (DMVP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), afirma que esse aumento pode estar relacionado a dois fatores. O primeiro é que em 2020 e 2021 pode ter havido subnotificação e, portanto, o que se registra nesses anos não é um aumento de casos, mas sim das notificações. O segundo ponto é o favorecimento das  condições climáticas para a proliferação e a reprodução dos mosquitos, o que pode ter beneficiado esse aumento.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/Dengue_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e em tons de azul marinho de um homem confuso entre dois mosquitos da dengue. O homem está de frente, em primeiro plano, da cintura para cima. Ele tem pele branca, cabelos raspados e em tonalidade escura, olhos redondos e brancos, bigode ralo; veste camiseta azul marinha. Segura uma cartela de AAS na mão, em cores vermelha e branca. Ao lado do seu ouvido, na esquerda da imagem, mosquito da dengue preto com pintas brancas, e um balão de fala ao lado, com a frase &quot;Não toma! Vai fazer mal&quot;. Na direita da imagem, ao lado do ouvido do homem, outro mosquito da dengue, e, ao lado, balão de fala com a frase &quot;Toma sim!&quot;. O fundo é uma parede de tijolos em cinza escuro." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-3e6d7208-7fff-953e-f90d-bc6208ed306d" dir="ltr">De acordo com o professor, os aumentos de casos de dengue no Brasil estão relacionados a segunda variável. O calor e o clima úmido proporcionam maior proliferação do mosquito, enquanto na temporada de temperaturas mais frias a reprodução tende a diminuir. Por isso os picos de casos de dengue nas regiões sul e sudeste ocorrem no final do verão e no início do outono, entre fevereiro e março, que é quando há maior população de mosquito circulando e, consequentemente, mais atividade do vírus.</p><p dir="ltr">Eduardo Flores explica que o vírus da dengue é dividido em quatro grupos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Cada um dos tipos causa doenças parecidas, mas raramente circulam ao mesmo tempo e no mesmo local. De acordo com o pesquisador, por existirem quatro tipos de dengue, uma pessoa só poderá ser infectada pelo vírus um total de quatro vezes ao longo da vida. É importante ressaltar que, se contrair um tipo de dengue, após o período de infecção, o indivíduo se torna imune ao tipo contraído.</p><p>Os sintomas da doença são a febre alta acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas - pequenas manchas vermelhas presentes em  20% ou 30% dos casos. A Revista Arco preparou um mitômetro para saber se, em caso de suspeita da doença, faz mal ingerir medicamentos como ácido acetilsalicílico (AAS) e aspirina.</p>		
			<h3>O problema da automedicação</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-edb69301-7fff-519f-fa04-8b3a03d2e2bc" dir="ltr">Por apresentar sintomas comuns, a dengue pode ser confundida com outras doenças, como a gripe. De acordo com Ana Paula Ferreira, farmacêutica da Farmácia Escola da UFSM, os  medicamentos utilizados no tratamento de gripes e resfriados não são indicados em caso de suspeita de dengue. A farmacêutica alerta para prestar atenção em casos registrados na região, uma vez que os sintomas podem estar relacionados à dengue, além de evitar os medicamentos com salicilatos na composição, principalmente o ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios em geral, como Diclofenaco, cetoprofeno, ibuprofeno e nimesulida.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A farmacêutica Melina Renz, também da Farmácia Escola, lembra que, embora não seja tão comentado, outro tipo de medicamento que deve ser evitado são os corticoides. Esse tipo de anti-inflamatório não é recomendado por não existirem estudos que comprovem a eficácia no tratamento da doença. Segundo a farmacêutica Claudia Silveira,  também da Farmácia Escola, a automedicação para alguém que já tem uma doença pré-existente pode agravar o quadro, uma vez que muitas pessoas desconhecem seu organismo e não sabem se têm alergia a algum medicamento.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertam sobre a  importância de observar a composição do medicamento, para evitar aqueles contra indicados no caso de suspeita de dengue. Ana Paula ressalta que, em caso de dúvidas e na ausência de acesso a um médico ou posto de saúde, pode-se consultar um profissional farmacêutico, a fim de tirar dúvidas sobre os medicamentos que devem ser evitados em caso de suspeita da doença.</p>		
			<h3>Reações e efeitos da Aspirina e Ácido acetilsalicílico (AAS)</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-d751bfb0-7fff-1795-cda3-0020901929d1" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Paula Ferreira esclarece que o ácido acetilsalicílico (AAS),  anti-inflamatório não esteróide, também conhecido como Aspirina, é uma droga usada para ‘afinar o sangue’: ela diminui a agregação plaquetária, o que minimiza a coagulação sanguínea. Uma das consequências da dengue, em sua forma mais grave, é a hemorragia. No momento que a pessoa ingere um medicamento que dificulta a coagulação, há mais chances de que a hemorragia aconteça.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Eduardo Flores informa que a dengue hemorrágica é a forma grave da doença:  em geral, entre 95% e 99% das pessoas têm febre, ficam em repouso e se recuperam. No entanto, até 2% dos casos se agravam na chamada dengue hemorrágica. Esse tipo da doença ocorre principalmente quando o indivíduo foi infectado com um tipo de dengue e tem nova infecção com outro tipo entre dois e quatro anos depois da primeira vez. A imunidade prévia  não protege contra o tipo diferente de dengue, e ainda pode agravar o caso.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com Ana Paula, a orientação geral é evitar os anti-inflamatórios, uma vez que eles mexem com a  cascata da agregação plaquetária e  podem causar sangramentos. Os derivados do Ácido Acetilsalicílico (Aas) são os que têm mais efeitos nesse sentido. A farmacêutica ressalta que não são somente  medicamentos de uso oral que podem ter consequências no agravamento do caso. O Gelol - analgésico em forma de pomada utilizado para tratamento de contusões, reumatismos, dores musculares e torcicolos - tem Salicilato de metila na composição e inclui  na bula a recomendação de não ser utilizado em caso de suspeita de dengue. Mesmo que pequena, o Gelol pode promover uma absorção de seus componentes, e não é possível saber de que forma o organismo infectado pela dengue vai reagir à substância.</p>		
			<h3>Em caso de suspeita de dengue</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-a2b65fca-7fff-bbdb-b19c-2d98469bc684" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Marila Marchiori, farmacêutica da Farmácia Escola UFSM, afirma que a principal recomendação ao ter febre alta, dor de cabeça, dor nos olhos e cansaço, é fazer tratamento não medicamentoso por meio da ingestão de  bastante líquido e procurar atendimento médico.</p><p>Não existe um tratamento específico para a dengue, o que se faz é um tratamento sintomático, utilizando medicamentos que aliviam os sintomas da doença mas não agem sobre a causa. Claudia Silveira chama a atenção para a nomenclatura dos medicamentos, uma vez que muitos são conhecidos pelo nome comercial e não atentam para a composição, que pode ter contraindicação. Por isso, aconselha-se sempre a leitura da bula ou a busca por informações sobre o medicamento com o farmacêutico.</p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/comprovado-658x1024.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-e9910d9d-7fff-38a9-5094-f5113cd06617" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Veredito final: Comprovado!</p>
<p dir="ltr">
</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em caso de suspeita de dengue, não tome ácido acetilsalicílico (AAS) ou aspirina. Esse é um medicamento que dificulta a coagulação, o que facilita a ocorrência de hemorragia - uma das consequências da dengue em sua forma mais grave. A orientação geral é evitar anti-inflamatórios, porque todos são potenciais causadores de sangramentos. Os derivados do Ácido Acetilsalicílico são os mais propensos a esse efeito. Sempre procure um médico e, antes de ingerir um medicamento, leia a bula e/ou tire suas dúvidas sobre o medicamento com o farmacêutico.</p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Karoline Rosa, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Covid Longa: Imprevisível e debilitante</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/covid-longa-imprevisivel-e-debilitante</link>
				<pubDate>Mon, 13 Jun 2022 12:29:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Mitômetro]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[covid longa]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pós-covid]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9325</guid>
						<description><![CDATA[Esses foram os adjetivos usados pela OMS para descrever a condição pós-covid, que já tem mais de 200 sintomas listados e pode durar por vários meses]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Mesmo após dois anos de pandemia, os especialistas em saúde ainda tentam entender as implicações da Covid-19. Estudos mostram que os problemas causados pela doença não terminam com o fim da infecção: muitas pessoas que se recuperaram do vírus ainda sofrem com os impactos da enfermidade. Segundo a <a href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-2019-nCoV-Post_COVID-19_condition-Clinical_case_definition-2021.1">Organização Mundial da Saúde (OMS)</a>, entre 10% a 20% das pessoas que tiveram Covid-19 sofrem com esses sintomas após se recuperarem da fase aguda da doença. A <a style="font-size: 16px;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align);color: #204c90" href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-2019-nCoV-Post_COVID-19_condition-Clinical_case_definition-2021.1">OMS</a> considera como “Covid Longa” ou “Condição Pós-Covid” os sintomas que surgem em até três meses após a contaminação, que duram pelo menos dois meses e não podem ser explicados por um diagnóstico alternativo.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/covid_longa_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um menino em frente a uma covid-19 em forma de monstro. O menino tem pele branca, cabelos pretos e bagunçados, olhos fechados e aparência cansada. Usa máscara branca e boné verde marinho com aba vermelha. Veste blusa vermelha com gola &quot;v&quot;. O monstro covid está com as mãos no ombro do menino, é arredondada, tem cor verde pastel claro; nas extremidades, tem nove pontos achatados; os olhos são pretos; está com a boca aberta, a goela em verde escuro e os dentes pontudos na cor creme. Acima do moço, um ícone de bateria com um risco vermelho. O fundo é roxo em tom de malva com textura de pinceladas de tinta." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“A Covid Longa são todas essas situações clínicas que acontecem a partir do momento da infecção aguda. São manifestações que podem ocorrer em qualquer parte do corpo, de maneira permanente ou transitória, principalmente nas áreas neurológica, metabólica, cardíaca e renal”, explica o médico infectologista Alexandre Schwarzbold, professor de Medicina no Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e membro consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No entanto, pesquisas recentes, como o estudo da <a style="background-color: var(--bs-body-bg)" href="https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-da-fiocruz-avalia-sindrome-da-covid-longa#:~:text=Compartilhar%3A,doen%C3%A7a%20ao%20longo%20do%20tempo">Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz</a>), publicado em periódico da Oxford, apontam que cerca de metade dos 646 pacientes com Covid-19 acompanhados por 14 meses apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano. É o caso de Emerson Silveira de Oliveira, paciente do Ambulatório Pós-Covid do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Emerson teve 50% do pulmão comprometido e ficou 17 dias entubado. Mesmo após um ano de ter contraído a doença, ele ainda sofre com as sequelas e está afastado do trabalho. "Após a minha internação, fiquei com a voz rouca, sentia muita falta de ar e tive que fazer cirurgia na traqueia devido ao longo tempo de intubação. Agora estou fazendo fisioterapia para a parte muscular, sinto muita câimbra e fraqueza nas pernas. Estou focado em me recuperar e retomar a minha vida normal”, relata.</p>		
												<img width="1024" height="659" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/MGM2790-1024x659.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem, de perfil, sentado e com o braço para a frente, apoiado em uma estrutura de metal. ele tem pele branca, cabelos lisos, curtos e na cor preta; usa máscara cirúrgica branca e veste moletom cinza. No braço, usa um medidor de pressão na cor cinza escuro. Atrás, aparelho elétrico de hospital na cor branca, sobre mesa bege. Ao fundo, parede acinzentada e cama elástica pequena e azul escura." loading="lazy" />														
			<h3>Sequelas e sintomas</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Uma pesquisa publicada na<a style="text-decoration: none" href="https://www.thelancet.com/journals/eclinm/article/PIIS2589-5370(21)00299-6/fulltext"> Clinical Medicine</a>, periódico especializado em medicina, conduzida por cientistas de Londres, Nova Iorque e Portland, identificou 203 sintomas associados à Covid Longa, que envolvem dez órgãos diferentes do corpo humano. O estudo foi realizado com dados de 56 países e envolveu mais de 3 mil pessoas. A conclusão é que 56 dos 203 sintomas identificados persistiram por sete meses. Os mais prevalentes são fadiga e dificuldades respiratórias, seguidas por perturbações do olfato e paladar, dor no peito, névoa mental e perda de memória, bem como perturbações do sono.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor Schwarzbold aponta que as manifestações clínicas da Covid Longa vão desde pequenas perdas de forças e de memória até casos de problemas psicológicos como depressão, crises de ansiedade e estresse pós-traumático. Além disso, a condição também pode gerar problemas mais graves como manifestações renais, endócrinas e mudanças metabólicas que a pessoa não tinha antes do vírus, como diabetes, alteração no colesterol e hipertensão.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“A Condição Pós-Covid tem esse aspecto de se manifestar em diferentes órgãos e também pode agravar quadros que já existiam. Uma pessoa com uma comorbidade, mesmo que controlada, pode ter uma piora nesse problema”, afirma. É o caso de Zaíra Oliveira de Lucena, estudante de 21 anos que apresentou sequelas após dois meses da infecção pelo coronavírus. Zaíra se contaminou em janeiro de 2021 e sofreu com alterações no olfato por mais de seis meses, além de lidar com queda de cabelo e crises de enxaqueca que permanecem até hoje. No entanto, o problema maior foi o agravamento de uma condição que ela tinha no estômago. “Eu tinha um problema de gastrite, que se agravou muito após a minha infecção pelo vírus. Emagreci mais de dez quilos por causa disso, e todo médico que me atendia falava que o agravamento se deu por causa da Covid. A única solução era esperar os sintomas passarem. Foram meses desesperadores”, relata.</p>		
			<h3>O que sabemos até agora</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A condição parece surgir como resultado da inflamação causada pelo vírus, mas o mecanismo que causa a covid longa ainda é desconhecida pelos especialistas. Schwarzbold explica que, apesar de o coronavírus entrar pelas vias respiratórias e causar ali a maior parte dos sintomas, ele tem capacidade de se espalhar por todo o organismo e agir em diferentes órgãos. “Quando nos infectamos, o nosso corpo reage e causa um processo pulmonar que libera proteínas inflamatórias chamadas citocinas. Elas se espalham pelo corpo todo e acabam estimulando a inflamação em vários órgãos, o que pode causar o surgimento das manifestações pós-Covid. Essa é a explicação mais aceita pela comunidade científica até o momento”, afirma o especialista.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O professor ressalta que as vacinas podem diminuir as chances do desenvolvimento da Covid Longa por agirem na diminuição da inflamação. Para ele, o fluxo de casos hospitalares de manifestações Pós-Covid diminuíram conforme os índices de vacinação aumentavam. É importante ressaltar que a Pós-Covid pode atingir qualquer pessoa que se recuperar da doença. A tendência é que casos mais graves tenham sequelas mais permanentes e quadros leves tenham sequelas mais transitórias. “Nos casos mais leves as manifestações tendem a durar apenas alguns meses e depois desaparecem. Já em muitos casos graves as pessoas realmente ficam com sequelas, que podem evoluir para doenças crônicas e a pessoa não volta a ter uma normalidade”, atenta Schwarzbold.</p>		
			<h3>Orientações e recomendações</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar das pesquisas sobre a forma de identificar e tratar a vida de pessoas com covid longa ainda estarem em andamento, é possível seguir algumas recomendações. Schwarzbold orienta que, após um mês da infecção pelo vírus, o paciente faça uma revisão dos seus exames para ver como estão as funções sistêmicas do organismo. Essa orientação é voltada principalmente para os indivíduos que têm comorbidades: é importante ir ao médico especialista e reavaliar o quadro. “Se há uma suspeita de covid longa, seja por sintomas ou alterações em exames pós-covid, é preciso procurar atendimento médico. Há uma tendência de procurar tratamento apenas para as sequelas mais graves. Entretanto, é fundamental buscar ajuda médica para as outras questões, pois elas também podem interferir bastante na qualidade de vida das pessoas”, destaca o professor.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p>A OMS recomenda a vacinação como a melhor forma de minimizar os casos de Covid Longa. “Os governos precisam levar isso a sério e fornecer cuidados integrados, apoio psicossocial e licença médica para os pacientes que sofrem com essa condição. A OMS continua a trabalhar com parceiros e grupos de pacientes para acelerar a pesquisa e desenvolver as melhores práticas clínicas, inclusive em reabilitação para o tratamento da Covid Longa”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da organização, <a href="https://www.who.int/director-general/speeches/detail/who-director-general-s-opening-remarks-at-the-who-press-conference-10-May-2022">em uma coletiva de imprensa</a> em maio deste ano.</p>		
			<h3>O Ambulatório Pós-Covid da UFSM</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/da-kiss-a-covid/"><b>Ambulatório Multiprofissional de Reabilitação Pós-Covid do HUSM</b></a> iniciou suas atividades em janeiro de 2021. Com o objetivo de proporcionar acompanhamento das manifestações sistêmicas causadas pelo coronavírus e de buscar entendimento rápido das sequelas da doença, o ambulatório já avaliou cerca de 90 pacientes e inseriu 70 no programa de reabilitação.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O serviço é disponibilizado às pessoas que ficaram internadas no HUSM por conta da Covid-19, e agora recebe também pacientes do Hospital Regional de Santa Maria. Conta com especialistas das áreas de pneumologia, psiquiatria, serviço social, nutrição, fisioterapia e fonoaudiologia. “Aqui funciona como uma triagem, aplicamos testes e avaliamos para depois encaminhar para as áreas específicas. O paciente que entrar aqui vai ter toda a assistência de qualidade e gratuita pelo SUS, isso é um diferencial porque a gente oferece atendimento com todos os especialistas que ele precisar”, diz a professora Adriane Pasqualoto,  responsável pelo ambulatório.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com Adriane, todos os pacientes atendidos têm algum sintoma de Covid Longa. As queixas mais recorrentes são limitações funcionais como falta de ar, dificuldade de caminhar longas distâncias, fraqueza e dores musculares. Entretanto, alguns também relatam alterações no sono, na memória, queda de cabelo, dificuldade para engolir alimentos e distúrbios psicológicos.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O tratamento é definido conforme as necessidades individuais do paciente. São duas sessões semanais de fisioterapia e uma de outra especialidade, com duração de 50 a 60 minutos, por no mínimo oito semanas. Além disso, o paciente também é acompanhado por até dois anos. “O trabalho do ambulatório é importante para os estudos sobre as sequelas da Covid e ajudar a entender todas as implicações da doença”, destaca Adriane.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e estagiário;</em></p><p><em><strong>Edição de Arte:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Sociedade do Cansaço: como enfrentar os sintomas de uma enfermidade psicossocial?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/sociedade-do-cansaco</link>
				<pubDate>Fri, 27 May 2022 16:38:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[arco entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Burnout]]></category>
		<category><![CDATA[byung-chul han]]></category>
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		<category><![CDATA[sociedade do cansaço]]></category>

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						<description><![CDATA[Em entrevista, a psicóloga Letícia Chagas fala sobre como a “sociedade do cansaço” afeta os indivíduos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt"><b><a style="text-decoration: none" href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5000148/mod_resource/content/1/Sociedade%20do%20cansa%C3%A7o.pdf">“A sociedade do cansaço”</a> </b>é o nome de um ensaio do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han sobre uma enfermidade que está acometendo a sociedade. Segundo os conceitos de Han, o cansaço é uma resposta do corpo para o excesso de positividade e cobrança que a sociedade impõe. Han reflete, em sua obra, sobre a violência da positividade, que é mais uma das articulações da sociedade do cansaço para produzir pessoas mecanizadas e centradas no que é essencial para um sistema capitalista: a busca pelo lucro. A cobrança pelo desempenho atinge as inseguranças dos indivíduos ao tentar trazer propósitos exagerados para o sucesso no trabalho. </p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/sociedade_do_cansaco_final-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um homem cansado, com as costas curvadas. Ele tem pele branca, cabelos curtos e loiros, olhos escuros, olheiras grandes; veste camisa social azul acinzentada, gravata vermelha, calça cinza clara e calçado marrom. Ao redor da cabeça, dois círculos em elipse com elementos espalhados: bico de luz, lápis, notebook e duas engrenagens. Ele está com os braços para baixo e as costas curvadas. Está em uma porta aberta na cor marrom claro. Ao lado da porta, chaveiro marrom acinzentado. A parede é cinza." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia Chagas, mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foi uma das responsáveis por ministrar uma palestra no início de 2022, organizada pela Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED) da UFSM,  com o título “Sociedade do cansaço: crise e esgotamento”.  De acordo com a psicóloga, as pessoas estão condicionadas à busca pelo sucesso, seja qual for o custo. Para ela, vivemos em uma sociedade que faz crer que impor limites é um retrocesso e que as pessoas são capazes de alcançar tudo e que, para isso, só basta esforço. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia ainda explica que é natural que uma sociedade que pensa em produzir, comparar e vencer o tempo todo tenha sintomas do cansaço escancarados entre seus indivíduos. As consequências dessa nova dinâmica são percebidas no íntimo das pessoas envolvidas. Confira mais das ideias da psicóloga sobre os desdobramentos desse fenômeno psicossocial na entrevista que ela concedeu para a Arco:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: Com a eclosão da Covid-19, houve a migração da realidade de estudos, trabalho e relações para o mundo virtual. Como você avalia essa imersão no mundo digital causada pela pandemia da Covid-19?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: Por mais que a internet tenha possibilitado que as pessoas seguissem suas atividades e interagissem umas com as outras, essa imersão profunda no mundo digital gerou consequências irreversíveis para a sociedade. Estar o tempo todo conectado com o mundo digital provocou um cansaço excessivo e, com isso, uma série de distúrbios de saúde, como sedentarismo, miopia, transtorno de desvio de atenção, depressão, dismorfia corporal e ansiedade.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Além disso, esse contato constante com as redes sociais promove cada vez mais a “sociedade do igual” que tenta se homogeneizar, seja pela comparação nas mídias seja pela tentativa (bem sucedida) capitalista de vender sempre os mesmos produtos.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 35pt;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: Pensando no conceito de “Sociedade de Desempenho” de Han, quais efeitos psicológicos são gerados pela cobrança por uma produtividade constante, mesmo em tempos caóticos?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: A “Sociedade de Desempenho” conceitua um meio social que cobra constantemente por produtividade e resultado dos seus indivíduos. Além disso, as pessoas se colocam em uma posição de autoexploração, permeada de medo, pressão e angústia.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A autoexploração é um fenômeno que ocorre em decorrência do hiperconsumo, que é uma busca incessante por multiplicar bens e nunca se satisfazer com aquilo que se adquire.</p><p><b id="docs-internal-guid-84f34dc2-7fff-0057-7e41-d2e05e36537b" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: É possível delimitar fronteiras quando o ambiente de trabalho migra para casa? Como fazê-lo?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: Quando o ambiente de produção se funde com o ambiente de lazer, não há pausas ou limites e o indivíduo fica condicionado a produzir mais do que deveria. Algumas dicas para evitar essa fusão são: a delimitação de espaços, a definição de horários e o autoconhecimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-indent: 35pt;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: O sonho da liberdade e da capacidade de fazer tudo é um estímulo psicológico ou consiste em uma estratégia capitalista para impulsionar o desempenho no trabalho?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: A capacidade de fazer tudo é algo que pode, muitas vezes, tornar-se frustrante. A pessoa que tem consciência que é capaz de tudo e exige de si mesma o desempenho em uma série de tarefas acaba enraizando uma cobrança que a priva de lazer e descanso, atividades fundamentais para a saúde física e mental.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Essa autocobrança pode gerar consequências psicológicas graves e está severamente atrelada com o fundamento de uma sociedade capitalista. Na expressão “tempo é dinheiro”, observamos de forma clara essa exigência por produção e desempenho como condição para a existência de cidadão em uma sociedade que gira em torno do trabalho.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: O que é o “burnout”?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: O “burnout” é uma palavra da língua inglesa que pode ser traduzida como “esgotamento”. O burnout ocorre como uma resposta do corpo para as multitarefas - ato de realizar múltiplas atividades ao mesmo tempo - que causa desgaste físico e psíquico.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Esses desgastes ocorrem com a enorme perda de energia do cérebro para romper conexões neuronais no revezamento constante de atividades. Para que o cérebro direcione o foco em uma tarefa, uma ligação é feita, e no momento em que a atenção é desviada por uma notificação do celular, por exemplo, essa conexão precisa ser quebrada e posteriormente, ser refeita.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Todo esse processo usa uma quantidade muito grande de energia e pode acarretar na perda de informações importantes entre uma conexão e outra. O burnout vem então, como um alerta, quase como se fosse o corpo dizendo "pare e descanse".</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: E quais estratégias podem ser utilizadas para evitá-lo?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: Para que o corpo não precise atingir o estado de alerta, é essencial estabelecer horários de descanso, não exceder horas de trabalho, praticar atividade física, delimitar tempo de lazer e, acima de tudo, ser gentil consigo mesmo.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: Você poderia citar sintomas psicológicos característicos da sociedade do cansaço?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: A sociedade do cansaço apresenta distúrbios que têm alguns sintomas fáceis de serem identificados: o cansaço excessivo, a ansiedade, as informações fragmentadas, a violência neuronal - excesso de positividade e produção que geram reações de rejeição no corpo-, os problemas de comunicação, a depressão e o burnout.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: Quais consequências vemos em uma sociedade cansada?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: Uma sociedade cansada está constantemente mais propensa a adoecer e acometer -se a sintomas gerais do cansaço e do esgotamento mental.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: A sociedade do cansaço está relacionada somente com o contexto digital?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Letícia: A sociedade do cansaço já existia antes da era digital, quando os sintomas já eram diagnosticados por conta do pensamento capitalista. Apesar disso, o contexto digital potencializou de forma exponencial a sociedade do cansaço e as multitarefas.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Arco: Tem como não se sentir uma pessoa 'cansada' em uma sociedade que está cansada?</p><p>Letícia: Não se sentir uma pessoa cansada em meio a uma sociedade cansada é praticamente impossível. Acontece que os sintomas desse distúrbio refletem em todos os indivíduos e a cobrança por produtividade e sucesso é quase geral.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Entrevista:</strong> Isadora Pellegrini, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e estagiário;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>3 tipos de roedores usados em pesquisas na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/3-tipos-de-roedores-usados-em-pesquisas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 19 May 2022 16:50:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biotério Central]]></category>
		<category><![CDATA[camundongo C57BL/6]]></category>
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		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9275</guid>
						<description><![CDATA[Conheça as características dos ratos e camundongos criados no Biotério Central da Instituição]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr">O Biotério Central da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) é um espaço de criação de roedores para fins de ensino e de pesquisa. O local, vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), atende aos pesquisadores da Instituição que desenvolvem estudos com utilização de animais para experimentação nas mais diversas áreas científicas, a exemplo da biomedicina e farmácia.</p><p><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/trabalho-do-bioterio-central-contribui-para-o-desenvolvimento-de-pesquisa-experimental-na-ufsm/"><b><u>Na primeira reportagem do dossiê sobre o Biotério Central da UFSM</u></b></a>, a Arco mostrou o trabalho desenvolvido pelo setor e sua importância para o avanço da pesquisa científica na Instituição. <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/animais-na-pesquisa-principios-eticos-para-o-avanco-cientifico/"><u><b>Na segunda</b></u>,</a> apresentamos uma entrevista realizada com três integrantes da Comissão de Ética no Uso de Animais na UFSM. Nesta terceira parte do dossiê, destacamos curiosidades sobre os roedores produzidos na Instituição: há uma colônia de ratos Wistar e duas linhagens de camundongos: a Swiss e a C57BL/6.</p>		
												<img width="1024" height="694" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Capa_Lista-1024x694.jpg" alt="Descrição da imagem: imagem de capa horizontal e colorida em tons pasteis. No centro, rato branco e grande, com olhos vermelhos, patas e orelhas rosas. Ao lado esquerdo, rato pequeno e na cor cinza escuro, com olhos escuros e orelhas e patas acinzentadas. Ao lado direito, rato pequeno e branco, com olhos vermelhos e patas e orelhas em rosa claro. Há cinco círculos em tamanhos diferentes e nas cores marrom, lilás e azul. Os círculos estão espalhados pela imagem. No círculo lilás pequeno, no centro superior esquerdo da imagem, em branco, o texto &quot;Parte 03&quot;. Ao lado, em caixa alta, tamanho grande e na cor branca, o título &quot;Lista&quot;. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr">Os ratos e os camundongos de laboratório podem ser utilizados como modelos em estudos de diabetes, obesidade, doenças autoimunes, envelhecimento, nutrição, doenças cardiovasculares, distúrbios psiquiátricos, neurociências, testes toxicológicos, em estudos de transplante de órgãos e no desenvolvimento de medicamentos, por exemplo. </p><p dir="ltr">A principal diferença física entre o rato e o camundongo é o tamanho: enquanto o rato pesa em torno de 300 gramas, o camundongo pesa somente 30 gramas. Assim, quando se trata de experimentos científicos, cada pesquisa vai demandar um tipo de animal com características específicas. </p><p> </p><p dir="ltr">A partir da conversa com as médicas veterinárias do Biotério Central da UFSM, Ligia Gomes Miyazato e Fernanda Valente, apresentamos quais são as espécies de roedores criadas pelo Biotério da UFSM, suas características e principais estudos em que são utilizados. Confira:</p><p dir="ltr"><strong>Rato Wistar</strong></p><p dir="ltr"><strong>Classificação</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">O rato de laboratório, ou rato Norway, é a forma domesticada da espécie Rattus norvegicus, pertencente à ordem Rodentia e a família Muridae. </p></li></ul><p dir="ltr"><strong>Características físicas</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">Pelagem branca - albino;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Olhos vermelhos;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">É caracterizado pelas orelhas alongadas, cabeça grande e comprimento da cauda sempre menor que o comprimento corporal;</p></li></ul><p dir="ltr" style="color: #ffffff;font-size: 16px"> Comportamentos</p><ul style="color: #ffffff;font-size: 16px"><li><p dir="ltr" role="presentation">O Rato Wistar tem hábitos noturnos, é curioso, inteligente e apresenta boa capacidade de aprendizado. É considerado um animal dócil, e apenas demonstra agressividade na defesa de seus filhotes;</p></li></ul><p dir="ltr" style="color: #ffffff;font-size: 16px">Origem</p><ul style="color: #ffffff;font-size: 16px"><li><p dir="ltr" role="presentation"><a style="color: #ffe800 !important" href="https://www.biot.fm.usp.br/index.php?mpg=03.00.00&amp;tip=RATO&amp;id_ani=17&amp;caract=sim"><u>A maioria das linhagens de rato de laboratório</u></a> descende de uma colônia gerada, em 1906, no Instituto Wistar, na cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos. Foi desenvolvida pelo fisiologista norte-americano Henry Donaldson, pelo administrador científico Milton Greenman e a embriologista Helen Dean King.</p></li></ul><p dir="ltr" style="color: #ffffff;font-size: 16px">Uso nas pesquisas </p><ul style="color: #ffffff;font-size: 16px"><li><p dir="ltr" role="presentation">O Rato Wistar é heterogênico - não tem linhagem consanguínea, ou seja, não tem parentesco entre si. Por isso, é utilizado em pesquisas que precisam de diversidade - variabilidade - genética, como, por exemplo, em investigações sobre transtornos psicológicos;   </p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Por ser de tamanho maior em relação ao camundongo, é utilizado em pesquisas que envolvem procedimentos cirúrgicos, próteses - áreas da ortopedia e da reumatologia - e análises comportamentais em fêmeas com seus filhotes.</p></li></ul>		
												<img width="782" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Box_Hetero-782x1024.jpg" alt="Box vertical e azul claro com texto na cor branca. O texto está distribuído em sete linhas. O título é &quot;Heterogênico&quot;. O texto: &quot;Não tem linhagem consanguínea, ou seja, não tem parentesco entre si. Por isso, é utilizado em pesquisas que precisam de diversidade - viabilidade - genética, como, por exemplo, em investigações sobre transtornos psicológicos&quot;. O fundo é azul claro." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr"><strong>Camundongo </strong></p><p dir="ltr"><strong>Classificação</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">O camundongo de laboratório é um mamífero da família Muridae, subfamília Murinae, da ordem Rodentia e gênero Mus. O seu nome científico é Mus musculus.</p></li></ul><p dir="ltr"><strong>Características gerais</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">O camundongo é dócil, com ciclo de vida curto, tamanho pequeno e alto potencial reprodutivo;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">É um modelo para estudo de genética, teratologia - anomalias e malformações que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário - e gerontologia - área que estuda o processo de envelhecimento;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation"><b><a href="https://files.ufgd.edu.br/arquivos/arquivos/78/PROPP/Anexo%20I%20-%20Procedimentos%20Roedores%20e%20Lagomorfos.pdf"><u>Nos estudos de genética</u></a>,</b> estima-se uma similaridade dos genomas do camundongo e do homem de 70% a 90%. O genoma é o conjunto de todos os genes de uma espécie de ser vivo. É a sequência completa de DNA de cada organismo.</p></li></ul><p dir="ltr"><strong>Linhagem</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation"><strong>Swiss</strong></p></li></ul><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">Pelagem branca - albino;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Olhos vermelhos;</p></li></ul><p dir="ltr"><strong>Origem</strong></p><ul style="margin-top: 0;margin-bottom: 0"><li><p dir="ltr" role="presentation"><b><u><a href="https://www.unifesp.br/campus/sao/cedeme/modelos-animais/camundongos/heterogenicos/97-suico-epm-m2">O camundongo Swiss se originou nos Estados Unidos</a>, </u></b>a partir de uma colônia de nove camundongos cruzados pelo Dr. Leslie Webster. Foi trazido da cidade de Lausanne, na Suíça, em 1926, pela bióloga e pesquisadora na área do câncer, a norte-americana Clara Lynch, pioneira no uso da linhagem em pesquisas científicas;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Camundongo Swiss significa ‘camundongo suíço’;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">A linhagem Swiss é de animais não consanguíneos<strong> (Heterogênicos)</strong>;</p></li></ul><p dir="ltr"><strong>Uso na pesquisa</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">Modelo de estudo na área da farmacologia, como teste de drogas, entendimento de doenças metabólicas, auto-imunes; as fêmeas podem receber e  gerar embriões de camundongos de outras linhagens.</p></li></ul>		
												<img width="1024" height="363" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Lista_Infografico-1024x363.jpg" alt="Infográfico horizontal e colorido de três tipos de ratos e camundongos. O infográfico tem tons lilás, branco e marrom claro, dividido em três quadrados coloridos. O primeiro, na esquerda, tem um camundongo pequeno de pelagem marrom, olhos escuros e pequenos, orelhas e rabo em tom bege. Acima, em letra cursiva preta, o nome &quot;Camundongo C57BL/6&quot; e &quot;pesa 30g&quot;. Ao lado, com fundo branco, raro grande de pelagem branca, com olhos vermelhos e orelhas, latas e rabo em rosa claro. Acima, em preto, o nome &quot;Rato Winster&quot; e &quot;pesa 300g&quot;. Ao lado, na direita da imagem, em fundo marrom claro, camundongo pequeno com pelagem branca, olhos vermelhos, orelhas, patas e rabo em rosa claro. Acima, em branco, o nome &#039;Camundongo Swiss&quot; e &quot;pesa 30g&quot;." loading="lazy" />														
		<p> <strong style="color: #ffffff;font-size: 1rem;text-align: var(--bs-body-text-align)">C57BL/6</strong></p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation">Pelagem preta;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Olhos escuros;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation">Obtido pelo pesquisador norte-americano Clarence Little em 1921. É uma das linhagens mais utilizadas e a primeira a ter seu genoma sequenciado;</p></li><li><p dir="ltr" role="presentation"> </p></li></ul><p>É uma linhagem isogênica, isto é, são animais iguais geneticamente - consanguíneos. <a href="https://books.scielo.org/id/sfwtj/pdf/andrade-9788575413869-11.pdf">São produzidos a partir de 20 gerações consecutivas</a> de acasalamento entre irmãos, pais ou filhos. Devido a essa característica, o camundongo C57BL/6 é utilizado em pesquisas relacionadas a doenças humanas - área da biomedicina -, com o objetivo de compreender a causa, os efeitos, fatores envolvidos e desenvolver possíveis tratamentos e diagnósticos.</p><p dir="ltr"><strong>Uso na pesquisa</strong></p><p> </p><ul><li><p dir="ltr" role="presentation"><a href="https://propes.ufabc.edu.br/a-propes/laboratorios/bioterios/animais/camundongos"><u><b>É utilizado como modelo in vivo - que ocorre em um organismo vivo - no estudo</b></u></a> de diversas áreas, tais como biologia cardiovascular, biologia do desenvolvimento, diabetes, obesidade, genética, imunologia, neurobiologia, oncologia e biologia comportamental, além de serem comumente utilizados no desenvolvimento de animais transgênicos - ou geneticamente modificados pela introdução de genes de outras espécies, pela intervenção humana, com o objetivo de desenvolver novas características no animal que atendam interesses científicos. </p></li></ul>		
												<img width="635" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Box_Iso-635x1024.png" alt="Box vertical e em tom lilás com texto na cor branca. O texto tem treze linhas. O título é &quot;Isogênicos&quot;. O texto: &quot;Isogênica, isto é, são animais iguais geneticamente, - consanguíneos. São produzidos a partir de 20 gerações consecutivas de acasalamento entre irmãos, pais ou filhos. Devido a essa característica, o camundongo C57BL/6 é utilizado em pesquisas relacionadas à doenças humanas - área da biomedicina -, com o objetivo de compreender a causa, os efeitos, fatores envolvidos e desenvolver possíveis tratamentos e diagnósticos. O fundo é lilás." loading="lazy" />														
		<p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Expediente:</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Reportagem: Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza Silva, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Design gráfico: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Relações Públicas: Carla Isa Costa;</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p style="color: #ffffff;font-size: 16px"><em>Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Animais na pesquisa: princípios éticos para o avanço científico</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/animais-na-pesquisa-principios-eticos-para-o-avanco-cientifico</link>
				<pubDate>Wed, 18 May 2022 13:04:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[animais na pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[avanço científico]]></category>
		<category><![CDATA[Biotério Central]]></category>
		<category><![CDATA[CEUA]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão de ética]]></category>
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		<category><![CDATA[Dossiê Biotério]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Em entrevista, membros da Comissão de Ética no Uso de Animais esclarecem etapas dos processos de experimentação animal
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>O uso de animais em experimentos científicos e atividades didáticas é necessário para o avanço do conhecimento em áreas como a da saúde. A busca pelo bem estar dos animais e a aplicação de <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/alternativas-a-experimentacao-animal/">métodos alternativos</a> para reduzir o uso em pesquisas têm sido prioridade da comunidade científica. O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) é um órgão nacional que estabelece normativas que orientam o uso de animais. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), quem cumpre esse papel é a Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua), presente em instituições em que são utilizados para atividades de ensino ou de pesquisa científica.</p>		
												<img width="1024" height="694" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Capa_Entrevista-1024x694.jpg" alt="Descrição da imagem: imagem de capa horizontal e colorida em tons pasteis. No centro, rato branco e grande, com olhos vermelhos, patas e orelhas rosas. Ao lado esquerdo, rato pequeno e na cor cinza escuro, com olhos escuros e orelhas e patas acinzentadas. Ao lado direito, rato pequeno e branco, com olhos vermelhos e patas e orelhas em rosa claro. Há cinco círculos em tamanhos diferentes e nas cores rosa claro, rosa pastel e verde escuro. Os círculos estão espalhados pela imagem. No círculo rosa pastel pequeno, no centro superior esquerdo da imagem, em branco, o texto &quot;Parte 02&quot;. Ao lado, em caixa alta, tamanho grande e na cor verde escuro, o título &quot;Entrevista&quot;. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-b8ddabef-7fff-356d-d38f-0cdda735925f" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 2021, a Comissão recebeu e analisou 77 projetos. Já em 2019, antes da pandemia, foram 130. Profissionais de diferentes áreas integram a Ceua, como biólogos, médicos veterinários, zootecnistas, farmacêuticos, estatísticos, além de representantes da Sociedade Protetora dos Animais.</p><p><br />A Revista Arco entrevistou a farmacêutica Patrícia Bräunig, atual presidente da Ceua; a professora do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, Vânia Loro, vice-presidente da Ceua; e a técnica administrativa Liciani Pauli, secretária da Ceua, para entender a atuação do órgão na Universidade. Confira a seguir:</p><p> </p><p id="docs-internal-guid-d4f2ca5d-7fff-7bc6-1c31-54318e40c029" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: O que é a Comissão de Ética no Uso de Animais e como esse órgão atua na UFSM? </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: Todos os projetos de pesquisa científica, assim como as atividades didáticas e de ensino, que irão utilizar animais do <a style="text-decoration: none" href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3500796/mod_resource/content/1/Os%20Cordados_Material%20Extra.pdf">Filo Chordata e subfilo Vertebrata</a> devem ser analisadas por comitês de ética em pesquisa. Isso visa à qualificação desses projetos e evita o uso inapropriado, inadequado ou abusivo dos animais. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Nossa Comissão é formada por 34 profissionais: são 17 titulares e 17 suplentes. Todos os departamentos da Universidade que usam os animais, tanto em projetos científicos como em atividades didáticas de aula práticas, precisam indicar membros para compor a Ceua.</p>		
												<img width="1024" height="527" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Box_Entrevista-1024x527.jpg" alt="Box horizontal nas cores verde escuro e branco. Em seis linhas, caixa alta e na cor branca, o texto &quot;Os vertebrados constituem um subfilo dos animais cordados, compreendendo os peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Caracterizam-se pela presença de coluna vertebral segmentada e de crânio que lhes protege o cérebro&quot;. O fundo é verde escuro com textura." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Quais são os critérios que uma pesquisa deve cumprir para utilizar animais? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: O pesquisador escreve o projeto de pesquisa e o submete à Ceua, pela qual ele é avaliado por dois profissionais. São diversos pontos que são checados para ver se estão adequados. Entre eles está a qualificação e a capacitação dos profissionais, dos pesquisadores ou estudantes envolvidos na pesquisa para lidar com os animais. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Também tem a questão da justificativa do “N” amostral [quantidade de animais] que vai ser utilizado, que precisa estar justificado - ou por cálculo estatístico ou por referências bibliográficas. Então, quando o pesquisador solicita um determinado número de animais, ele precisa embasar de uma forma sólida por que ele está pedindo aquela quantidade. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"><b><a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/midias/arco/trabalho-do-bioterio-central-contribui-para-o-desenvolvimento-de-pesquisa-experimental-na-ufsm/">Sobre o biotério</a></b><b>,</b> nós também cuidamos bastante onde os animais vão ficar alojados, as condições a que eles são submetidos, o grau de invasividade e de estresse. São vários requisitos que a Ceua confere quando avalia um projeto.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Quais são os passos que um pesquisador deve seguir para ter a aprovação do uso de animais? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Liciani: Tendo tido o projeto aprovado pela Ceua a cada ano, o pesquisador precisa encaminhar um relatório anual de atividades. Um relatório parcial, no caso. E, no final da pesquisa, conforme o cronograma que ele informa na submissão do projeto, ele precisa encaminhar um relatório final das atividades. Nesse relatório, ele informa o número de animais já utilizados -  nunca podemos ultrapassar o número de animais aprovados pela Ceua. Ele coloca as etapas já executadas, informa quais foram os resultados obtidos e também os produtos originados, como artigo, dissertação, tese e participação em eventos. As modificações do projeto, tipo de fármaco utilizado, tipo de procedimento, tudo isso precisa ser informado à Ceua, pois precisa  ter a aprovação da Comissão. E, no decorrer da execução do projeto, a Ceua acompanha todos os processos.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Quais as áreas e os tipos de pesquisa que mais fazem esse uso? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: Seria a área da saúde humana, farmácia e medicina. Os projetos que nós analisamos são da bioquímica, da farmacologia e da toxicologia. A medicina veterinária, zootecnia e a educação física também são áreas que utilizam animais. Recentemente estamos recebendo muitos projetos de engenharia sanitária ambiental. Enfim, são diversas áreas da Universidade que utilizam os animais em pesquisa científica.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Sobre a questão ética, qual a importância do uso de animais em pesquisas  científicas? São realmente necessários? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: O uso dos animais na pesquisa é muito importante: eles nos ajudam a gerar conhecimento, avançar tanto na área da saúde animal quanto na saúde humana e também na geração de tecnologia. Os animais são utilizados em pesquisas para desenvolvimento de medicamentos e de vacinas. Nos ajudam a entender de forma aprofundada uma doença e também seus possíveis potenciais terapêuticos.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: O que mudou ao longo do tempo no uso de animais em pesquisas? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Vânia: O que mudou foi a questão da regulamentação dos biotérios de experimentação: o que qualifica um biotério? O que é um biotério? O local onde o animal fica por mais de doze horas. Quais são os tipos? Pode ser classificado como de experimentação, de manutenção, ou de criação. Então isso passou a ser regulamentado e a gente tem obrigação de verificar. E essa foi a principal mudança que aconteceu. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Sobre os métodos alternativos, quais são os mais utilizados? </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: A questão é que, devido ao avanço da tecnologia e do conhecimento, nós temos poucos métodos alternativos. Uma das áreas que mais utiliza métodos alternativos é a do desenvolvimento de cosméticos. E o que é um método alternativo? É qualquer método que possa ser utilizado para substituir, reduzir ou refinar o uso de animais em atividades de pesquisa. O Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal) já publicou métodos alternativos amplamente utilizados e por isso são reconhecidos e validados nacionalmente e internacionalmente. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Esses métodos são In vitro, In silico e In químico. O In vitro é realizado em laboratório, o In silico são modelos computacionais e o In químico são reações químicas utilizadas para substituir o uso de animais. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arco: Esses métodos alternativos costumam ser priorizados?</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Vânia: Sim, principalmente nas aulas, quando possível. Claro que alguns cursos demandam o uso de animais, como a Medicina Veterinária, em que é praticamente impossível não tê-los em pelo menos uma parte do ensino. Mas, em outros cursos em que não há essa necessidade, ele é substituído pela <a style="text-decoration: none" href="https://www.ufsm.br/pet/sistemas-de-informacao/2020/12/03/o-que-e-a-bioinformatica/">BioInformática</a>. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Patrícia: Na questão da pesquisa, tem programas de BioInformática que colocam as variáveis e simulam os possíveis resultados. Então, não precisa de animais para fazer essa primeira triagem. E está começando a ser utilizado também, na área da medicina, um modelo que imita o animal como se fosse um bonequinho para aprender a fazer uma administração como uma injeção, com uma agulha. Ele tem todas as veias e o pesquisador e o aluno podem treinar primeiro nesse modelo. </p><section data-id="de3e470" data-element_type="section">
				<p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza Silva, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong>
 Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, 
acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de 
Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações 
Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e 
voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>					
		</section><p></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Trabalho do Biotério Central contribui para o desenvolvimento de pesquisa experimental na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/trabalho-do-bioterio-central-contribui-para-o-desenvolvimento-de-pesquisa-experimental-na-ufsm</link>
				<pubDate>Mon, 16 May 2022 13:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[Biotério Central]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[criação de ratos]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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		<category><![CDATA[Dossiê Biotério]]></category>
		<category><![CDATA[métodos alternativos]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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		<category><![CDATA[ratos pesquisa experimental]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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						<description><![CDATA[Responsabilidade com o bem-estar animal e busca por métodos alternativos está entre os compromissos da instituição]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Entre microscópios, tubos de ensaio e provetas, encontram-se pesquisadores em busca de avanços para a humanidade. A rotina de trabalho consiste em produzir relatórios, analisar estatísticas e obter resultados, por vezes, não satisfatórios, na maioria das vezes, e assim repetir o processo até chegar no caminho certo.</p>		
												<img width="1024" height="694" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Capa_Reportagem-1-1024x694.jpg" alt="Descrição da imagem: imagem de capa horizontal e colorida em tons pasteis. No centro, rato branco e grande, com olhos vermelhos, patas e orelhas rosas. Ao lado esquerdo, rato pequeno e na cor cinza escuro, com olhos escuros e orelhas e patas acinzentadas. Ao lado direito, rato pequeno e branco, com olhos vermelhos e patas e orelhas em rosa claro. Há cinco círculos em tamanhos diferentes e nas cores amarelo pastel, cinza escuro, cinza claro e amarelo creme. Os círculos estão espalhados pela imagem. No círculo creme pequeno, no centro superior esquerdo da imagem, em branco, o texto &quot;Parte 01&quot;. Ao lado, em caixa alta, tamanho grande e na cor cinza escuro, o título &quot;Reportagem&quot;. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr">A ciência está presente na rotina dos estudantes, dos professores e dos técnicos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Pesquisas realizadas na Instituição, como a investigação da resposta de analgésicos no organismo ou a eficácia de determinados tratamentos para doenças neurológicas, exigem o uso de roedores do Biotério Central em suas etapas experimentais.</p>		
			<h3>A relação da ciência com o Biotério</h3>		
		<p>A UFSM tem, desde a década de 1980, o <a href="http://bioterioonline.ufsm.br/">Biotério Central de criação.</a> Os roedores - uma colônia de Rato Wistar e duas linhagens de camundongos: Swiss e C57BL/6 - são produzidos de forma controlada em áreas que entram apenas pessoas autorizadas e com a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs):luvas, máscaras hospitalares, jalecos, toucas e propés - material de proteção para calçados.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="694" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Foto_Trabalho-1024x694.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de uma mulher de roupas brancas em uma sala com prateleiras e gavetas com ratos. A mulher está em pé, de perfil, na parte esquerda da fotografia. Tem pele branca, sobrancelhas escuras e cabelos escuros presos em coque por baixo de touca cirúrgica transparente. Veste jaleco branco e calça verde turquesa. Usa máscara descartável branca e luvas azuis. Segura uma gaveta aberta, em frente a uma estante. A gaveta é transparente com tampa azul, e, dentro, tem ratos brancos. Na imagem, há três estantes: uma na esquerda e duas na direita da imagem. Cada estante tem seis fileiras e oito colunas. Acima das estantes, equipamentos brancos com detalhes azuis em forma de blocos. Ligados aos equipamentos, canos sanfonados na cor cinza escuro. A parede é creme e o chão é de porcelanato cinza marmorizado." loading="lazy" />											<figcaption>Pesquisadora trabalha no Biotério Central da UFSM</figcaption>
										</figure>
		<p>Também existem outros tipos de biotério: o de manutenção, local onde os animais permanecem para se ambientar com as pessoas que vão manuseá-los e com o novo local antes de serem realocados para o de experimentação. Como o nome já diz, esse último é a instalação onde os animais permanecem para a realização dos estudos científicos. Na UFSM, além do Biotério Central de criação - que também é de manutenção -, existem mais de 10 experimentais, de roedores e de lagomorfos - mamíferos de porte pequeno, como coelhos e lebres -, cadastrados no Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA). </p>		
			<h3>Ética no bem-estar animal</h3>		
		<p dir="ltr">O Conselho (CONCEA) foi criado a partir da <u><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11794.htm">Lei Arouca</a>,</u> de Nº 11.794, de 2008, que regulariza os procedimentos de experimentação animal no Brasil. Com a Lei, as principais mudanças foram a introdução de <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/alternativas-a-experimentacao-animal/"><u>métodos alternativos</u></a> que possam substituir a utilização de animais; a proibição de produzir animais para uma pesquisa mais que o necessário; o tratamento em relação ao bem-estar animal e toda a instituição de ensino e pesquisa vinculada à atividade de experimentação precisa de uma Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA).</p>
<p dir="ltr">Na UFSM,<u> </u><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/animais-na-pesquisa-principios-eticos-para-o-avanco-cientifico/"><u>a CEUA é vinculada à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP</u>)</a>. É composta por 34 profissionais, 17 titulares e 17 suplentes, entre eles biólogos, médicos veterinários, zootecnistas, farmacêuticos, estatísticos, além de representantes da Sociedade Protetora dos Animais.&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Diante disso, a implementação da Lei indica os compromissos da comunidade científica com o uso de animais, seguindo o Princípio dos 3 R’s:&nbsp; substituição (replacement), redução (reduction) e refinamento (refinement). Assim, deve-se buscar reduzir o número de animais nos processo de experimentação, substituí-lo sempre que possível e aprimorar os métodos para minimizar o desconforto e estresse animal.</p>
<p>De acordo com a médica veterinária do Biotério Central, Lígia Gomes Miyazato, a ciência que envolve animais de laboratório está em constante evolução e exige cada vez mais a garantia do bem-estar animal e que sejam criados em lugares apropriados, com manejo e cuidado adequado. O programa de bem-estar animal executado dentro do Biotério inclui um conjunto de técnicas como o cuidado com a alimentação, forração da cama, higienização da gaiola e o chamado <b>“enriquecimento ambiental''</b>, um método para tornar o ambiente em que os roedores vivem mais desafiador, interativo e atrativo, com estímulos físicos e mentais similares aos da natureza. Entre os objetos fornecidos que contribuem para seu bem-estar estão bolinhas de algodão, rolinhos de papelão, sementes de girassol e materiais para fazerem ninhos.</p>		
			<h3>Da criação à experimentação</h3>		
		<p>A obtenção do roedor por parte dos pesquisadores para o desenvolvimento das pesquisas também segue uma série de etapas. O primeiro passo é a elaboração do projeto de pesquisa com detalhes sobre os objetivos e os protocolos experimentais a serem realizados. Após isso, o projeto é submetido à Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da UFSM, que o avaliará de acordo com os critérios estabelecidos pelas leis que regem a experimentação animal. Se o projeto for aprovado, o pesquisador estará apto para solicitar os roedores ao Biotério e dar início aos experimentos.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="695" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Foto_Bioterio-1024x695.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um prédio na cor creme. O prédio, na parte inferior da imagem, tem um andar, três portas e três janelas. Tem a cor creme com detalhes de linhas verde turquesa. Na frente do prédio, dois bancos de madeira, um carro cinza, uma moto, um gramado verde claro, uma palmeira verde clara, árvore em tom verde escuro, folhagens em tons de verde e um poste de luz de concreto. Acima do prédio e no fundo da imagem, céu azul com nuvens brancas." loading="lazy" />											<figcaption>Prédio do Biotério Central da UFSM.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A docente do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFSM e integrante do Laboratório de Neurotoxicidade e Psicofarmacologia (LabNeuro), Sara Marchesan de Oliveira, dedica-se ao estudo da dor que ocorre em diversas doenças. Além de investigar o efeito analgésico de diferentes substâncias, tanto de origem sintética (fabricado) como de origem natural, nessas situações. </p><p><b id="docs-internal-guid-22124c0b-7fff-18a0-8611-eb9e7d0d230d" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Nos últimos anos, seu grupo de pesquisa buscou estudar os possíveis mecanismos envolvidos na dor da fibromialgia - uma síndrome caracterizada por dor crônica e generalizada que se manifesta especialmente nos tecidos musculares e nas articulações. Para isso, foram testados em camundongos possíveis tratamentos capazes de reduzir a dor causada pela doença. Os pesquisadores observaram resultados promissores indicando que o bloqueio de proteínas envolvidas em situações dolorosas - chamadas receptores B1 e B2 -, poderia diminuir a dor em pacientes fibromiálgicos. Essa é apenas uma das etapas do estudo científico, que ainda necessita de testes clínicos em humanos para comprovar a ação de um possível bloqueador dessas proteínas no tratamento de pacientes diagnosticados com esta doença.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sara destaca que o uso de organismos vivos na pesquisa é fundamental, pois graças a isso é possível conhecer de forma mais detalhada como ocorrem determinadas patologias e também a melhor forma de tratá-las. “Eles são de grande relevância, pois a maioria dos medicamentos disponíveis para o tratamento dos mais diferentes tipos de doenças são oriundos de pesquisas realizadas em laboratório com animais experimentais”, afirma a pesquisadora. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outro estudo desenvolvido na UFSM com o uso de experimentação animal em seus processos acontece na área de exercício físico e de tratamento de doenças. O professor do Departamento de Métodos e Técnicas Desportivas e coordenador do Laboratório de Bioquímica do Exercício (BioEx), Luiz Fernando Freire Royes, explica que em uma das linhas de pesquisa o grupo observa a contribuição do exercício físico como ferramenta terapêutica em casos de pessoas com doenças neurológicas, sobretudo Traumatismo Crânio Encefálico (TCE). Segundo ele, isso se dá a partir da interpretação das respostas a diferentes estímulos motivados em modelos animais. “Acreditamos que os resultados em modelos experimentais até o momento possibilitem um melhor controle e monitoramento das intensidades de exercício estabelecidas em programas de pós TCE em humanos'', ressalta o professor.</p>		
			<h3>Métodos alternativos</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Os roedores são os modelos mais comuns em experimentos científicos, pois apresentam similaridade genética com os humanos. Ou seja, os genomas - sequência completa de DNA de cada organismo - são parecidos. Assim, com a importância do uso de animais para a ciência, é necessário cada vez mais a busca por métodos alternativos para a sua substituição. Segundo a médica veterinária do Biotério Central, Fernanda Soldatelli Valente, na UFSM, já são utilizados, por exemplo, o cultivo de células (in vitro), análise de resultados por programas computacionais, utilização de vídeo-aulas para demonstração de técnicas e procedimentos. </p><p><b id="docs-internal-guid-a97bea99-7fff-874d-3c09-c4a71fac7dab" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ademais, como forma de reduzir a utilização de modelos vertebrados, os pesquisadores, quando possível, conseguem realizar a experimentação animal em apenas algumas etapas da pesquisa. A Pró-Reitora de Pós-graduação e Pesquisa, Cristina Wayne Nogueira, desenvolve estudos na área da bioquímica toxicológica, com ênfase no potencial farmacológico de moléculas inéditas que contenham os átomos de selênio ou de telúrio. A primeira parte do estudo são testes pré-clínicos in vitro e depois, com a obtenção dos resultados, começa-se a manipulação dos roedores.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 2012 foram criados o <a style="font-size: 1rem;background-color: var(--bs-body-bg);text-align: var(--bs-body-text-align)" href="https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/11071/1/Info_CRQ_125_12-13.pdf">Centro Brasileiro para Validação de Métodos Alternativos e a Rede Nacional de Métodos Alternativos</a> com o objetivo de estudar e de verificar novas estratégias para a substituição do uso de animais. A cosmética é um exemplo de área que, cada vez mais, procura reduzir ou acabar com a utilização, pautada nos princípios do bem-estar animal.</p>		
			<h3>Inovações na UFSM</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para manter um espaço como o Biotério Central são necessários constantes investimentos que refletem na qualidade da ciência desenvolvida na Universidade. Além disso, o espaço atende à demanda da UFSM por animais experimentais, mas também de outras instituições que não dispõem de um biotério de criação ou que simplesmente necessitam de outras linhagens. Pensando nessas necessidades, é projetado, na UFSM, a construção de uma nova infraestrutura para contemplar os processos de experimentação de forma integrada e multiusuária ao prédio que já aloja a criação. Isto é, reunir as atividades que, atualmente, estão dispersas em biotérios de experimentação descentralizados nas diferentes unidades de ensino.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Conforme Cristina Nogueira, a construção da nova estrutura também busca uma melhor adequação às normas vigentes que tratam da produção, manutenção e utilização de animais para atividades de ensino ou de pesquisa científica. Com isso, será possível o fornecimento de animais com alto grau de excelência, qualidade genética e sanitária. “O atendimento a esta demanda possibilitará pesquisas na fronteira do conhecimento e garantirá o aumento na qualidade e produtividade científica na UFSM”, afirma Cristina. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A adequação, prevista para ser realizada no decorrer do ano de 2022, vai possibilitar a realização de estudos com animais geneticamente modificados e pesquisas de infecção com patógenos - agentes biológicos que provocam infecções no homem ou nos animais - da classe de risco dois, o que representa um passo importante para pesquisas de desenvolvimento de vacinas e fármacos, por exemplo.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza Silva, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Ludmilla Naiva, acadêmica de Relações Públicas e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM Detecta é referência em testes da covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-detecta-referencia-testes-covid-19</link>
				<pubDate>Mon, 09 May 2022 12:30:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[terimar moresco]]></category>
		<category><![CDATA[testes covid-19]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9231</guid>
						<description><![CDATA[Em entrevista, Terimar Moresco comenta sobre desafios diários e planos para o projeto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Coordenado pelos professores Terimar Moresco, Ângela Batista e Daniel Graichen, o projeto de extensão chamado de UFSM Detecta, sediado no campus de Palmeira das Missões, atua na testagem da Covid-19 desde março de 2020. O projeto já realizou mais de 30 mil testes desde o início da pandemia no país e possui contrato para a realização de testes em 50 municípios do Rio Grande do Sul.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Entrevista-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia com intervenções de elementos artísticos em azul marinho. Na fotografia, mulher de pele branca sorri e está sentada em frente a uma mesa com um notebook. Ela tem rosto redondo, cabelos loiros, lisos e na altura do peito; tem olhos escuros e sobrancelhas arqueadas e na cor loira; usa batom vermelho e rímel nos olhos; veste jaleco branco de mangas compridas; no bolso, brasão da UFSM e os nomes &quot;Terimar&quot; e &quot;Cemicro&quot;. Está sentada, com o braço direito apoiado em uma mesa branca. Sobre a mesa, notebook preto aberto, representação 3D de célula e uma caneca branca com &quot;UFSM detecta&quot; em azul claro. A fotografia é contornada por riscos arredondados em azul claro." loading="lazy" />														
		<p>Devido a tamanha demanda, coordenadores e alunos tiveram que rapidamente desenvolver um método organizado de trabalho. O processo se tornou de fácil compreensão: as amostras são recolhidas nos laboratórios pertencentes aos municípios vinculados e enviadas para a equipe para a checagem, que é efetuada a partir do teste do tipo RT-PCR, o qual é feito através de um swab nasal para verifi car a existência do vírus na secreção respiratória. Assim, o resultado fica disponível em até 48 horas para os pacientes.</p><p>A Arco conversou com a professora Terimar Moresco, Doutora em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde pela UFSM, para saber mais sobre essa ação pioneira em testagens da Covid-19.</p>		
							<b>"A comunidade tem muito orgulho de ter a Universidade aqui, porque ela entende isso como uma conquista. Então, quando eles viram que a instituição estava realizando os tão procurados testes, quiseram ajudar."</b>
		<p><strong>Vocês possuem uma rotina de produção preestipulada?</strong></p><p>Sim! Nós somos um laboratório de ensino e pesquisa dentro da Universidade, e dia 30 de março [de 2020], nós demos início à proposta de fazer os testes. Naquele momento, não tínhamos o laboratório organizado, o pessoal treinado, nem uma requisição de exames. Então, fomos organizando tudo e chamamos uma equipe de alunos para nos ajudar, principalmente os que já haviam tido contato com o laboratório antes da pandemia, por estarem mais familiarizados. Inicialmente, distribuímos as tarefas conforme o treinamento do aluno, até aderirmos a protocolos e formação de setores – que é como funcionamos hoje: à medida que membros da equipe saem, novos entram, passam por todos setor específico.</p><p> </p><p><strong>Como foi partir do mundo da pesquisa acadêmica para a experiência prática de desenvolver as testagens da Covid-19?</strong></p><p>Foi bem desafiador, porque nós tivemos que aprender, além da técnica da testagem propriamente dita, a sermos empreendedores. Também precisamos dar entrevistas, que é algo novo para mim. Tivemos que sair do nosso mundo de professor, pesquisador, onde fazíamos uma pesquisa e o resultado não necessitava de urgência, para partir para uma realidade em que o resultado do teste precisa sair rapidamente, o paciente está lá precisando saber se vai para a UTI ou não.</p><p>Foi também importante em relação ao aprendizado, porque sempre trabalhamos com a formação de alunos, mas a gente teve que formar uma equipe e montar um laboratório de diagnósticos – que não era o que nós fazíamos de costume. Eu acho que essas coisas foram importantes, porque tivemos que ter uma responsabilidade, não maior, mas diferente – da que tínhamos antes. Aprendemos a lidar com a comunidade, o que também foi muito gratificante, porque as pessoas compreenderam a importância do nosso trabalho na região.</p><p> </p><p><strong>Ao mudar o rumo do trabalho desenvolvido no laboratório por causa da pandemia, como foram obtidos os recursos necessários?</strong></p><p>Foram necessárias todas as adaptações que tu imaginas. O primeiro equipamento, que dava início a tudo, foi doado pela comunidade. Com ele, nós tínhamos a pretensão de realizar dois mil testes; agora já estamos com mais de 30 mil. Aí, como a região acabou vendo a importância disso, nos doaram outro desse mesmo equipamento. Tínhamos os dois equipamentos e uma entidade da cidade fez um consórcio com alguns municípios para comprar os reagentes. Porém, faltavam ainda os EPIs – máscara, propré, touca, luva. Então, a Universidade fez um chamamento e a comunidade doou dinheiro, caixas de luvas, caixas de máscaras, jalecos – inclusive, nos traziam comida, porque nós não tínhamos Restaurante Universitário durante o expediente. Dessa forma, mudamos toda a estrutura do laboratório e seguimos até hoje, com a ajuda da comunidade e da UFSM.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Foto_Entrevista-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de uma pessoa em laboratório mexendo com equipamentos. A fotografia é em detalhe, e mostra o jaleco branco com bolso bordado em azul, com o nome &quot;UFSM detecta&quot;; usa luvas azuis nas mãos e segura uma pipeta e um frasco. Ao fundo, bancada de mármore cinza com diferentes equipamentos de laboratório nas cores azul, branco, preto, amarelo e cinza. Há uma parede bege com tomadas brancas." loading="lazy" />														
		<p><strong>O valor arrecadado para testagens de Covid-19 na comunidade de Palmeira das Missões é consideravelmente alto, visto que o Brasil não tem essa tradição de filantropia científica. A que fatores você atribui isso?</strong></p><p>A comunidade sempre ajudou. Acho que isso é uma característica de Palmeira das Missões. Além disso, a comunidade também tem muito orgulho de ter a Universidade aqui, porque ela entende isso como uma conquista. Então, quando eles viram que a instituição estava realizando os tão procurados testes, quiseram ajudar. A gente ficou muito feliz com isso e, ao mesmo tempo, aumentou muito a nossa responsabilidade. Depois, precisamos mostrar para a comunidade que aquele dinheiro que eles investiram – aquela confiança no nosso trabalho – valeu a pena.</p><p> </p><p><strong>Alunos da instituição estão atuando na pesquisa laboratorial. Qual a importância para eles de adquirirem experiência prática na linha de frente contra o vírus nesse momento histórico?</strong></p><p>Eu acho que mostra a importância da pesquisa na Universidade e, para eles, é fundamental, porque aprenderam a lidar com o compromisso, a responsabilidade, a questão ética, a biossegurança – e isso é tudo muito diferente de um trabalho de pesquisa. Alguns dos alunos que estavam no início, inclusive, já foram pegos por outros laboratórios da região, pelo mercado de trabalho; outros entraram na pós-graduação. Eu acho que os que passam por aqui saem muito melhores, tanto em relação à empatia da situação, quanto em relação à própria formação técnico-científica.</p><p> </p><p><strong>Quais são as perspectivas para o projeto?</strong></p><p>Várias coordenadorias de saúde aqui da região já nos procuraram para fazer o diagnóstico de outras doenças infectocontagiosas – HIV, tuberculose e dengue são as que mais nos solicitam. Essa seria uma ideia para o futuro. Além disso, nós estamos com a ideia de fazer outras coisas, como análise da qualidade de água e validação de produtos para salmonella em aviário. Ou seja, pretendemos, a partir de agora, prestar serviço para a comunidade tanto na área de microbiologia, diagnóstico, quanto na área de biologia molecular. Além disso, a gente trabalha com educação e saúde – dentro do UFSM Detecta temos um braço que chamamos de “Educa Detecta”, que, quando solicitado, oferecemos treinamento para profissionais da saúde, professores e servidores. A gente pretende continuar com esse também.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem: </strong>Paula Appolinario, acadêmica de Jornalismo;</em></p><p><em><strong>Diagramação: </strong>Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial;</em></p><p><em><strong>Fotografias: </strong>Gabriela Carvalho.</em></p><p><em>Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Quebra de patentes pode ser usada em casos de emergências de saúde nacionais ou internacionais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/quebra-de-patentes</link>
				<pubDate>Wed, 04 May 2022 14:30:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[quebra de patentes]]></category>
		<category><![CDATA[quebra de patentes covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas covid-19]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9224</guid>
						<description><![CDATA[Lei que garante licenciamento compulsório não será aplicada nas vacinas contra a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em setembro de 2021, foi sancionada, com vetos, a lei que autoriza a quebra de patentes (também chamada de licenciamento compulsório) das vacinas e medicamentos para enfrentamento de emergências de saúde, nacionais ou internacionais.  Segundo a <a style="text-decoration: none" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2021-09/lei-que-quebra-patentes-de-vacinas-e-sancionada-com-vetos"><b>Agência Brasil</b></a>, a alteração da <a style="text-decoration: none" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9279.htm"><b>Lei de Propriedade Industrial</b></a> estabelece a licença compulsória temporária para as patentes ou pedidos de patentes, caso ainda não obtida, sem prejuízo dos direitos do titular, que terá direito a 1,5% sobre o preço líquido de venda do produto até que seu valor venha a ser efetivamente estabelecido. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No entanto, ainda conforme a Agência Brasil, o licenciamento compulsório será feito caso a caso e não será aplicado no Brasil para o enfrentamento da pandemia de Covid-19, já que, no caso nacional, há fornecimento e produção de vacinas em quantidade suficiente. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/05/Ilustracao_Sem_Titulo-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma tela quebrada com título ao centro. A ilustração está nos tons de cinza e azul marinho. No centro, em caixa alta, letras grandes e na cor azul marinho, a frase &quot;Quebra das patentes de vacinas&quot;, com destaque de tamanho maior para a palavra &quot;Patentes&quot;. No centro da palavra patentes, efeito de vidro quebrado que se expande para todas as extremidades da ilustração. O fundo é cinza e os detalhes do efeito trincado são brancos." loading="lazy" />														
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">O que são patentes?</p></h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Por definição, uma patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, concedido pelo Estado aos inventores, autores ou pessoas jurídicas detentoras dos direitos sobre a criação. </p><p><b id="docs-internal-guid-5bfedf05-7fff-2f99-34e2-b519dafc5407" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo Lucio Dorneles, professor do Departamento de Física da UFSM e Chefe do Núcleo de Propriedade Intelectual na Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec) da UFSM, o sistema de patentes concede aos inventores o direito de controlar a exploração da sua invenção por um tempo de, aproximadamente, 20 anos. Para que isso seja possível, o inventor tem o compromisso de descrever tudo aquilo que é importante para fazer a invenção funcionar. “O inventor se compromete a descrever em detalhes a tecnologia e isso permite que essa tecnologia avance com o tempo, pois outros inventores vão pegar aquela tecnologia e criar uma invenção em cima dela e melhorar, deixar mais barato ou eficiente”, afirma o professor.</p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em termos legais, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) coloca que patente é um documento que descreve uma invenção e cria uma situação legal que pode ser explorada somente com a autorização do titular da patente. Configura-se como o documento que concede a possibilidade de alguém explorar aquilo que inventou ou aquilo de que é titular.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O processo de patentear algo é feito exclusivamente pela internet, por meio da plataforma online <a style="text-decoration: none" href="https://gru.inpi.gov.br/peticionamentoeletronico/"><b>e-Patentes</b></a>. O pedido de patente deverá conter uma série de relatórios técnicos e descritivos em relação ao produto a ser patenteado. Só podem ser patenteados produtos ou processos, coisas que a indústria pode fazer. Regras de jogo, métodos financeiros, processos terapêuticos, ideias ou concepções abstratas que não podem ser produzidas na indústria não podem ser patenteados. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p>O processo de patentear um produto se dá com o inventor ou empresa fazendo a descrição da tecnologia e entregando o documento ao INPI. Esse documento fica em sigilo por 18 meses e, nesse meio tempo, o instituto analisa o pedido e concede, ou não, a patente. No <a href="https://www.gov.br/inpi/pt-br">site do INPI</a>, é possível encontrar detalhes e perguntas frequentes sobre todo o processo de patentear um produto.</p>		
			<h3>O que são as quebras de patentes?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A quebra de patente se refere à licença compulsória, prevista na Lei de Propriedade Industrial, que significa uma suspensão temporária do direito de exclusividade do titular de uma patente, o que permite, a terceiros, a produção, uso, venda ou importação do produto ou processo patenteado, desde que tenha sido colocado no mercado diretamente pelo titular ou com o seu consentimento.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Na legislação brasileira existe mais de uma situação em que o licenciamento compulsório pode ser aplicado. Ele pode ocorrer quando, por exemplo, são excedidos os direitos ou estes são utilizados de forma abusiva, ou quando a comercialização não satisfaz as necessidades do mercado. O artigo 68 da Lei nº 9.279 aponta que uma das razões em que pode haver um licenciamento compulsório é a “não exploração em território nacional por falta de fabricação, fabricação incompleta do produto, ou a falta de uso integral do processo patenteado, ressalvados os casos de inviabilidade econômica, quando será admitida a importação”. Quando a patente é concedida no Brasil, o produto patenteado deve ser explorado e fabricado no país.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Já o artigo 71, alterado em 2021, indica as questões referentes ao licenciamento compulsório nos casos de emergência nacional, internacional ou de interesse público. “Antes dessa mudança, nós não falávamos em emergência internacional porque não tínhamos vivido ainda algo semelhante ao que estamos vivendo com a Covid-19”, afirma Maria Cristina D’ornellas, docente do curso de Direito da UFSM e doutora em comércio internacional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</p>		
			<h3>A quebra de patente das vacinas contra a Covid-19</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A discussão em relação à quebra de patentes veio à tona recentemente por conta da crise de saúde pública que o mundo vive com a pandemia de coronavírus. Segundo a professora Maria Cristina, um licenciamento compulsório seria benéfico porque possibilitaria o acesso do maior número de pessoas à vacina, que mais empresas produzissem a vacina e que houvesse maior disponibilidade do produto no mercado. Assim, a população não ficaria à mercê de determinadas indústrias farmacêuticas, que podem estipular o valor desejado para o produto em um cenário de necessidade como o da pandemia e de uma grande procura diante de uma oferta limitada. “Essa indústria farmacêutica não precisa nem estar mal intencionada no sentido de limitar a produção propositalmente, mas ela não consegue atender o mundo inteiro. Então, se há esse licenciamento compulsório, outros poderão produzir aquilo que ela desenvolveu, possibilitando aí uma oferta bem maior no mercado”, reitera a jurista.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo Maria Cristina, o Brasil é um país em desenvolvimento que tem meios e tecnologia para produzir aquilo que foi criado numa outra localidade e chegar no mesmo resultado. No entanto, há países que, mesmo com licenciamento compulsório, não detêm a tecnologia necessária para, por exemplo, a produção de vacinas contra a Covid-19. Mesmo assim, a quebra das patentes facilitaria a produção dos medicamentos com excedente por aqueles países que têm tecnologia - contemplando, assim, por meio da exportação, os demais países.  “A quebra de patentes das vacinas contra a Covid-19 abre a possibilidade para que, num caso de emergência, o povo não fique desamparado”, declara Lucio.</p><p dir="ltr"><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Design gráfico:</strong> Joana Ancinello, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Mídias sociais: </strong>Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista;&nbsp; Ludilla Naivaz acadêmica de Relações Públicas e bolsista; </em><em style="font-size: 16px;text-align: var(--bs-body-text-align)">Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos&nbsp;</em><em style="font-size: 1rem;text-align: var(--bs-body-text-align)">Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Isa Costa;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O direito internacional e as crises de saúde pública</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-direito-internacional-e-as-crises-de-saude-publica-2</link>
				<pubDate>Fri, 29 Apr 2022 16:18:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[impressa]]></category>
		<category><![CDATA[arco impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[crise de saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Deisy Ventura]]></category>
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		<category><![CDATA[direito internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>

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						<description><![CDATA[Pioneira no estudo de pandemias pela área das Ciências Sociais Aplicadas, Deisy Ventura tornou-se importante voz na defesa dos direitos humanos durante a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Até pouco tempo atrás, a ligação entre as áreas do direito e da saúde parecia incompreensível para muitas pessoas. Mas, em 2020, a pandemia de Covid-19 mostrou ao mundo que as ciências jurídicas e as crises emergenciais de saúde global têm mais em comum do que se imaginava. A jurista Deisy Ventura, graduada em Direito pela UFSM em 1989, estuda a relação entre pandemias e o direito internacional desde 2008 e é uma das vanguardistas na área da regulamentação internacional da saúde. Atualmente, Deisy é professora e coordenadora do doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade na USP.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Volver-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de mulher sentada em frente a um microfone. Ela tem pele branca, rosto redondo, nariz e boca médios. Tem cabelos curtos, na altura do ombro, encaracolados e na cor castanho escuro. Tem sobrancelhas grossas e usa um delineado vermelho. Usa brinco de argola vermelha e colar com pingente de argola vermelha. Veste camisa cinza sobre decote vermelho. Está atrás de uma mesa com tampo marrom, em frente a um microfone cinza em um tripé na mesma cor. Está com as mãos para o alto, aos lados do microfone. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p>Ainda na UFSM, entre os anos de 1994 e 1996, Deisy fez o mestrado em Integração Latino-Americana, temática que estava em alta na época, pois se tratavam dos anos iniciais do Mercosul. A professora conta que esse mestrado multidisciplinar, que envolvia principalmente as áreas de Direito, Economia e História, possibilitou que ela descobrisse a área da integração regional, na qual acabou trabalhando por mais de 15 anos. “O mestrado na UFSM me abriu os olhos para um processo que estava acontecendo na região e no mundo e me deu a base para que eu pudesse me candidatar ao processo seletivo na Sorbonne. Foi definitivo para mim”, conta a jurista. Na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, localizada na França, Deisy concluiu um segundo mestrado e um doutorado em Direito Internacional.</p><p>Após a finalização do doutorado, Deisy trabalhou durante três anos na Secretaria do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai. Foi ali, lidando com as negociações do bloco, que a jurista conheceu os negociadores da saúde. Na época, algumas questões sobre normas de circulação de alimentos na Europa surgiram, devido à encefalopatia espongiforme bovina, doença cerebral que acometeu diversos rebanhos de bovinos adultos. Os seres humanos adquiriam a doença por meio da ingestão de produtos de carne contaminada. Com isso, <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/entrevista-deisy-ventura/" target="_blank" rel="noopener"><u>a relação entre o direito e a saúde</u></a> passou a ser mais valorizada, e foi a partir daí que Deisy começou a pesquisar sobre o tema, o que já faz há mais de 20 anos.</p><p>A jurista decidiu dedicar seus estudos plenamente a questões sanitárias quando foi aprovada como docente na USP, onde trabalhou inicialmente com temas de integração regional e saúde, sobre o princípio da precaução e as crises sanitárias. Então, em 2008, quando houve a pandemia de H1N1, a professora se envolveu com os aspectos jurídicos da gripe. O seu primeiro artigo sobre pandemias foi publicado em 2009. Em 2012, Deisy fez sua livre-docência em direito internacional sobre a gripe H1N1 na USP. “Muita gente não entendia o que era isso, aliás acho que a maior parte das pessoas entendeu mesmo o que eu pesquisava agora, todo mundo entendeu o impacto enorme que a pandemia tem sobre o direito e particularmente sobre os direitos humanos”, conta a egressa da UFSM.</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%">OS DIREITOS NA PANDEMIA<br style="color: #000000;font-size: 16px;background-color: #ffffff" />Durante a crise sanitária de Covid-19, Deisy se tornou uma voz muito potente na mídia no que se refere aos direitos da população. Ela é uma das articuladoras do Projeto Direitos na Pandemia, que tem como objetivo avaliar o impacto do coronavírus sobre os direitos humanos e, particularmente, analisar as normas jurídicas, a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, do Supremo Tribunal Federal e ajudar a entender as consequências desse excesso de leis em relação à pandemia. São analisadas todas as normas, federais e<br style="color: #000000;font-size: 16px;background-color: #ffffff" />estaduais, não apenas aquelas relacionadas explicitamente à saúde, visando detectar os possíveis impactos negativos, para que nenhuma medida normativa seja excessiva e que a proteção dos direitos da população seja garantida.</td></tr></tbody></table><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo;</em><em><strong>Diagramação e ilustração:</strong> Filipe Duarte, acadêmico de Desenho Industrial</em><br /><em>Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Inovação no reconhecimento de bactérias</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/inovacao-no-reconhecimento-de-bacterias</link>
				<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 13:43:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Nossas Invenções]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[identificação de bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[identificação de microorganismos]]></category>
		<category><![CDATA[invenções]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ufsm 60 anos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9051</guid>
						<description><![CDATA[Dispositivo criado por alunos da UFSM automatiza e reduz o tempo de análise para a identificação de microorganismos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Conhecimentos de engenharia aplicados à análise microbiológica foram a base para que os alunos de mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica da UFSM Adriano Jaime e Charles Habb desenvolvessem um dispositivo inovador. Sob a orientação do professor Juliano Barin, pesquisador em Tecnologia e Ciência de Alimentos, os alunos foram capazes de identificar contaminação bacteriana em poucas horas. Eles pensaram em trazer uma<br />solução útil e com impacto social para o problema levantado pelo Laboratório de Tecnologia de Alimentos da Universidade: o tempo necessário para se identificar o contágio bacteriano.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Capa_nossas_invencoes-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida com fundo azul Bic. São quatro mini ilustrações sobre fundo branco. Três são retangulares e pequenas, dispostas na vertical esquerda. E a quarta é quadrada e grande e está na metade direita. A ilustração maior é de um equipamento preto, com formato semelhante a um CPU de computador de mesa. Ele tem os cantos arredondados, é vertical, tem contornos em vermelho, um círculo vazado na parte inferior e um símbolo em branco no centro superior: é uma forma abstrata com curvas circulares no centro de um círculo vazado. Na parte superior, há uma abertura na qual está anexo um quadrado preto. Está sobre fundo branco com sombra bege. Agora, a descrição das três ilustrações pequenas, de cima para baixo. A primeira tem dois tubos de ensaio transparentes e com tampa preta. O primeiro tem líquido azul, e o segundo, líquido azul com pontos coloridos espalhados. Ao lado, círculo com o líquido azul em zoom, e vários elementos coloridos em amarelo, rosa e verde pastel. O fundo é branco com sombra em rosa pink. A segunda ilustração mostra dois equipamentos conforme o descrito anteriormente. Estão lado a lado, na diagonal. O da direita tem uma luz verde acima do círculo inferior. Está em fundo branco com sombra bege. A terceira Ilustração é de um computador de mesa preto. Na tela, janela com fundo rosa, lista colorida com fundo preto e gráfico de barras azul claro. Ao lado do computador, a mesma lista do computador em um dispositivo vertical. O fundo é branco e a sombra é rosa. O fundo da Ilustração é azul Bic." loading="lazy" />														
		<p>Diferentemente do método tradicional, conhecido como método da contagem em placas, o qual necessita da observação a olho nu por dias para saber se houve infecção, o dispositivo oferece uma resposta rápida, precisa e barata, através de uma instrumentação eletrônica. Atualmente, ele está sendo desenvolvido para aplicações em alimentos como o leite e determinação da presença da bactéria Salmonella, principal causadora de infecções alimentares, em ração animal.<br /><br />“Existe um leque de aplicações, nada impede que o instrumento seja utilizado em outros segmentos: na saúde, por exemplo, para saber se há contaminação no sangue; em frigoríficos, para fazer o controle ambiental; na indústria alimentícia, pode ser usado em restaurantes ou em supermercados. Quanto mais vamos pesquisando, descobrimos várias outras áreas em que ele pode ser aplicado”, conta Adriano.</p><p> </p><p>Outro benefício do aparelho é o seu fácil uso: não é necessário o auxílio de técnicos ou ter qualquer  conhecimento específico para utilizá-lo – ele é 100% automatizado. Para Adriano, esse é o principal diferencial do equipamento. Só é necessário fazer a coleta, apertar um botão e, em poucas horas, o cliente já tem o resultado.</p><p> </p><p>O projeto, que faz parte da tese de doutorado de Charles, é inovador, pois promove a junção entre a eletrônica e a tecnologia. Adriano explica que eles não criaram um instrumento novo, e sim um novo método de análise: “O procedimento, que já existe, é usado para outras coisas. Nós trouxemos ele para a contagem bacteriana; é aí que está a nossa inovação”.</p><p> </p><p>A partir do projeto, os engenheiros decidiram fundar a startup Auftek e inscreveram a proposta para o Programa Centelha, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o qual visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar o empreendedorismo no Brasil. Dentre as 784 propostas submetidas ao programa em janeiro de 2020, o dispositivo ficou entre as 28 contempladas e recebeu recursos financeiros e suporte para transformar sua ideia em um negócio de sucesso.</p><p> </p><p>Adriano relata que o investimento do programa foi muito importante para a continuação das pesquisas em meio à pandemia da Covid-19 – com os laboratórios da UFSM fechados, eles tiveram que comprar boa parte do material. O dispositivo também foi contemplado pelo Programa Techfuturo, parceiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). Com esses investimentos, a startup conseguiu montar nove protótipos do dispositivo, e os pesquisadores pretendem ter um produto mínimo viável validado e em funcionamento para comercialização até janeiro de 2022.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Infografico_Nossas_Invencoes-1024x668.jpg" alt="Infográfico horizontal e colorido em três partes. São três ilustrações e três blocos de texto. As Ilustrações estão acima dos blocos. As Ilustrações são retangulares e os blocos de texto, verticais. Da esquerda para a direita. Ilustração um: desenho de dois tubos de ensaio transparentes e com tampa preta. O primeiro tem líquido azul, e o segundo, líquido azul com pontos coloridos espalhados. Ao lado, círculo com o líquido azul em zoom, e vários elementos coloridos em amarelo, rosa e verde pastel. O fundo é branco com sombra rosa. Abaixo, sobre fundo branco com sombra rosa, em preto e dividido em dez linhas, o texto: &quot;Dois tubos são preparados com o mesmo meio de cultura - que é o que dá condição de as bactérias se proliferarem, mas a amostra só é colocada em um deles&quot;. Segunda Ilustração: mostra dois equipamentos pretos em formato de CPU de computador de mesa. Estão lado a lado, na diagonal. Os equipamentos têm os cantos arredondados, são vertical, têm contornos em vermelho, um círculo vazado na parte inferior e um símbolo em branco no centro superior: é uma forma abstrata com curvas circulares no centro de um círculo vazado. Na parte superior, há uma abertura na qual está anexo um quadrado preto. O equipamento da direita possui uma luz verde acima do círculo inferior. Está sobre fundo branco com sombra bege. Abaixo, o bloco de texto, sobre fundo branco com sombra bege, em preto e dividido em oito linhas: &quot;Ambos tubos são colocados no equipamento, o qual compara de existe uma alteração elétrica entre o tubo sem e o com a amostra&quot;. Terceira Ilustração: tem computador de mesa preto. Na tela, janela com fundo rosa, lista colorida comigo fundo preto e gráfico de barras azul claro. Ao lado do computador, a mesma lista do computador em um dispositivo vertical. O fundo é branco com sombra rosa. Abaixo, o bloco de texto sobre fundo branco com sombra rosa. Está em preto e dividido em dez linhas: &quot;Por não haver necessidade de contagem manual, esse novo método eletrônico já consegue detectar e mensurar a alteração no momento em que ocorre&quot;. O fundo é liso na cor azul Bic." loading="lazy" />														
		<strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo;</em><em><strong>Ilustração e diagramação:</strong> Amanda Pinho, acadêmica de Produção Editorial.</em><em>Conteúdo produzido para a 12ª edição da Revista Arco (dezembro de 2021).</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Trabalho noturno: Influência do sono na saúde dos  profissionais da Enfermagem</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/trabalho-noturno-influencia-sono-saude-profissionais-enfermagem</link>
				<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 11:55:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[doenças cardiovasculares]]></category>
		<category><![CDATA[doenças coronárias]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[estresse]]></category>
		<category><![CDATA[higiene do sono]]></category>
		<category><![CDATA[profissionais enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[saúde do sono]]></category>
		<category><![CDATA[saúde psicológica]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho noturno]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9134</guid>
						<description><![CDATA[Estudos mostram que enfermeiros que trabalham durante a noite podem ter a saúde comprometida]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Com a era industrial e o aumento das atividades, surgiu também a divisão do trabalho em turnos. Esse formato é uma forma de organizar o trabalho em jornadas, que podem ser em horários distintos do dia ou da noite, de maneira fixa ou em forma de rodízio. Na área da saúde, essa divisão é necessária para oferecer atendimento 24 horas - no entanto, estudos mostram que trabalhadores  do turno noturno podem ter sua saúde  e a vida pessoal comprometida. </p>		
												<img width="1024" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/gif-site-1024x576.gif" alt="Gif horizontal e colorido, que repete três imagens. A primeira é de um cirurgião em primeiro plano; é um homem de pele negra, olhos e sobrancelhas escuras; está com um aspecto cansado; usa touca e máscara cirúrgicas azul claro, e veste um scrubs azul de mangas compridas. Ao fundo, parece azul bebê, com um relógio preto e branco que marca 3h40min; ao lado direito do homem, balão de pensamento com o desenho de uma casa. A segunda imagem é de um enfermeiro que segura uma prancha de madeira; ele tem pele branca, olhos e sobrancelhas castanhas, cabelos lisos, curtos e castanhos e barba na mesma cor; usa máscara pff na cor azul claro e veste scrubs de manga comprida na cor verde acinzentado; nas mãos, uma prancheta e uma caneta. Ao fundo, parece cinza; cortina azul; janela de vidro com a cidade noturna ao fundo; e na parede, relógio digital horizontal que marca 4h50min. A terceira imagem é de uma médica; ela tem pele branca, olhos e sobrancelhas castanhas; cabelos lisos, castanho escuros e compridos; tem olheiras escuras abaixo dos olhos; usa máscara pff verde turquesa; veste scrubs de mangas compridas verde acinzentado; tem um estetoscópio preto ao redor do pescoço. Ao fundo, parede cinza médio, uma janela de vidro com a cidade noturna ao fundo, um relógio preto que marca 5h10min e uma planta no canto esquerdo." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Um estudo realizado em 2021 pela doutoranda em enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ariane Cattani, constatou o predomínio de profissionais noturnos com má qualidade de sono e mais favoráveis ao surgimento de doenças.</p>
<p><b id="docs-internal-guid-a8770dca-7fff-5f92-c057-ffdba7791361" style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">A alternância do dia e da noite, denominada ritmo circadiano, é o que determina o ritmo biológico e realiza a oscilação satisfatória das funções corporais.. Como explica a doutoranda, que também participa do Grupo de Pesquisa em Saúde do Trabalhador, Trabalho e Bem Estar, esse ritmo é responsável pelos níveis elevados de atividade durante o dia, momento propício para maior disposição. O ciclo circadiano ainda é influenciado por fatores ambientais como a temperatura, clima e exposição luminosa, além de questões sociais como horário de serviço, horário de alimentação e outras atividades que fazem parte da vida cotidiana.&nbsp;</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Os enfermeiros, médicos e demais trabalhadores da saúde que atuam durante a noite têm seu ciclo alterado. Alguns conseguem adaptar-se facilmente, já outros não. Isso pode ser explicado pelo cronotipo: cada indivíduo tem um diferente, o que significa que algumas pessoas são mais ativas durante o dia, e outras, à noite.</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"><strong>Cronotipo matutino:</strong> o pico de produção de melatonina ocorre antes da meia-noite. São indivíduos que precisam ir para a cama cedo e são mais ativos nas primeiras horas do dia. Em geral, dormem entre as 22h e 6h da manhã.<br style="color: #3c4043;font-family: Roboto, RobotoDraft, Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 14px;letter-spacing: 0.2px;background-color: #ffffff" /><br style="color: #3c4043;font-family: Roboto, RobotoDraft, Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 14px;letter-spacing: 0.2px;background-color: #ffffff" /><strong>Cronotipo vespertino:</strong> o pico acontece bem mais tarde, às 6h da manhã. São aquelas pessoas que rendem melhor à noite, mas precisam prolongar o descanso até o início da manhã. O horário de sono costuma ser entre 3h e 11h.<br style="color: #3c4043;font-family: Roboto, RobotoDraft, Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 14px;letter-spacing: 0.2px;background-color: #ffffff" /><br style="color: #3c4043;font-family: Roboto, RobotoDraft, Helvetica, Arial, sans-serif;font-size: 14px;letter-spacing: 0.2px;background-color: #ffffff" /><strong>Cronotipo intermediário:</strong> O pico de melatonina ocorre às 3h da manhã. Dormem geralmente entre meia-noite e 8h da manhã, mas se adaptam bem aos diferentes turnos de trabalho.</td></tr></tbody></table><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Buscar compreender se você é matutino, vespertino ou intermediário pode ajudar a remediar efeitos do trabalho na vida pessoal. Ariane fala que a quebra do ciclo e a não adaptação aos horários podem elevar os níveis de cortisol – o hormônio do estresse -, o que gera consequências graves. Estressado, o profissional não atinge o desempenho esperado para sua função e aumenta as chances de erros ou acidentes de trabalho. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">O trabalho noturno exige a privação do sono. Para muitas pessoas, isso pode ser prejudicial, uma vez que nem sempre conseguem repor as horas não dormidas durante o dia. Como informa Rosangela Marion Da Silva, enfermeira e docente do curso de enfermagem na UFSM, o sono diurno não tem a mesma qualidade do noturno. Isso se explica principalmente por fatores como alta luminosidade e barulho intenso. A melatonina, hormônio que também induz o sono, é responsável por administrar essa energia humana. Ela é liberada no escuro e determina em que momento do dia o indivíduo é mais produtivo ou desperto. Por isso, se torna difícil suprir as horas de sono perdidas durante a noite. A enfermeira ressalta que pequenos intervalos para cochilos durante o plantão são necessários ao profissional para evitar a exaustão. </p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.295;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:8pt">Por que o sono é necessário?</p></h3>		
		<p>Para Rosangela, dormir é fundamental para o correto desempenho das funções humanas: “Uma pessoa não consegue sobreviver sem dormir, esse descanso é indispensável e deve ser feito da forma adequada, criando uma rotina”. O sono é crucial para manter o equilíbrio psíquico, emocional e metabólico, restabelecendo a disposição para fazer as atividades do dia a dia. Segundo a docente, o sono é classificado como uma necessidade fisiológica. É por meio dele que o organismo consegue repor as energias para funcionar por completo.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/1-cirurgiao-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um cirurgião em primeiro plano; é um homem de pele negra, olhos e sobrancelhas escuras; está com um aspecto cansado; usa touca e máscara cirúrgicas azul claro, e veste um scrubs azul de mangas compridas. Ao fundo, parece azul bebê, com um relógio preto e branco que marca 3h40min; ao lado direito do homem, balão de pensamento com o desenho de uma casa." loading="lazy" />														
		<p>O número ideal de horas de sono, suficiente para reparar as energias, costuma ser em média de seis a oito horas por dia. Para algumas pessoas, cinco horas são suficientes para enfrentar as tarefas diárias, mas outras passam o turno de trabalho cansadas se não dormirem o tempo adequado. </p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.295;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:8pt">Consequências da falta de sono:</p></h3>		
		<p>Mais que um horário diferente para as tarefas laborais, o turno da noite representa mudanças na secreção dos hormônios reguladores do sono e do estresse. De acordo com a doutoranda Ariane, que realizou sua pesquisa com trabalhadores do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), o indivíduo que não dorme pode apresentar sinais de cansaço, ansiedade, falta de disposição e nervosismo. Ariane também constatou que o descanso contribui para a alteração de humor, pois uma baixa qualidade do sono gera estresse e irritabilidade. Logo, o profissional sofre alterações no ciclo da melatonina, o que aumenta o risco de doenças graves. Isso acontece porque, ao trocar o dia pela noite, o ritmo biológico - relacionado à luz natural -  é contrariado. </p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/3-medica-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de uma médica; ela tem pele branca, olhos e sobrancelhas castanhas; cabelos lisos, castanho escuros e compridos; tem olheiras escuras abaixo dos olhos; usa máscara pff verde turquesa; veste scrubs de mangas compridas verde acinzentado; tem um estetoscópio preto ao redor do pescoço. Ao fundo, parede cinza médio, uma janela de vidro com a cidade noturna ao fundo, um relógio preto que marca 5h10min e uma planta no canto esquerdo." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Ariane ressalta que todos os problemas gerados pela falta do descanso podem estar interligados, sejam eles físicos, mentais ou sociais. Dentre as consequências, ela destaca o aumento da vulnerabilidade a doenças coronarianas e cardiovasculares. O desenvolvimento dessas enfermidades gera danos aos principais vasos sanguíneos do coração, por isso requer atenção especial. Desconforto ou dor no peito e falta de ar podem ser sinais dessas doenças</p><p><b id="docs-internal-guid-98f09aa0-7fff-2066-f6fe-8e20964b053a" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">O aumento de peso também é registrado em grande parte dos profissionais de enfermagem, como informa Ariane. Ela explica que, quando a pessoa está com sono, o corpo libera um hormônio chamado grelina, que estimula a fome e o consumo irregular de lanches durante a madrugada. Isso colabora para o aumento da massa de gordura. Em decorrência disso, a diabetes também é um problema recorrente nesse grupo de trabalhadores.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Sobre as alterações psicológicas, a doutoranda ressalta que a falta de sono afeta as funções cognitivas, que incluem a percepção, atenção, memória, pensamento, linguagem e aprendizagem. Essas funções estão localizadas no córtex frontal do cérebro, que é abastecido pelo sono. Com a falta deste, a cognição fica comprometida.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/2-enfermeiro-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um enfermeiro que segura uma prancha de madeira; ele tem pele branca, olhos e sobrancelhas castanhas, cabelos lisos, curtos e castanhos e barba na mesma cor; usa máscara pff na cor azul claro e veste scrubs de manga comprida na cor verde acinzentado; nas mãos, uma prancheta e uma caneta. Ao fundo, parece cinza; cortina azul; janela de vidro com a cidade noturna ao fundo; e na parede, relógio digital horizontal que marca 4h50min." loading="lazy" />														
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">O ritmo acelerado e grande demanda de atenção exigidos ao profissional de enfermagem estimulam o estresse. Aliado a isso, a má qualidade do sono contribui para o aumento de cortisol, que facilita a irritabilidade. Os elevados níveis desse hormônio podem contribuir para a depressão, ansiedade e doenças cardiovasculares. Além disso, o cortisol em excesso também gera problemas de concentração e de memória, problemas digestivos, enxaqueca, aumento da pressão arterial, redução da libido sexual e fadiga.  </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Diversas outras alterações hormonais podem ser registradas em trabalhadores noturnos, assim, as reações são diferentes em cada indivíduo. Por esse motivo, Ariane ressalta que, em vários casos, é comum que o profissional se torne mais suscetível a infecções e tenha sua imunidade comprometida.</p>		
			<h3>Higiene do sono: como praticar?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Ariane explica que existem métodos que podem melhorar a qualidade do descanso. A higiene do sono contempla um conjunto de ações a serem praticadas pelos profissionais de saúde, bem como outras pessoas afetadas pelo mesmo problema. Para a doutoranda, há ações institucionais que podem repercutir em uma assistência que melhore a qualidade de vida do indivíduo, como “ofertar espaços para que os trabalhadores possam se informar e discutir sobre os fatores que podem comprometer a sua saúde, com o objetivo de instrumentalizá-los para o cuidado de si”.</p>
<p><b id="docs-internal-guid-8ca598b1-7fff-8c30-cb7e-db70d7617773" style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Intervenções socioeducativas para mudança de hábitos podem ser adotadas nas diferentes instituições para auxiliar esses trabalhadores. A doutoranda explica que gerar um ambiente agradável na hora de dormir, com atenção para temperatura e luminosidade é essencial para recuperar as horas perdidas durante o trabalho. Outra dica é não ingerir bebidas estimulantes como café ou álcool antes de dormir. Técnicas de relaxamento, que incluem canções e meditação também são aliadas nesse momento.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Apesar de o sono noturno não se igualar ao diurno, Ariane afirma que dormir durante o dia é importante para equilibrar o ciclo do indivíduo. Por isso, ela também recomenda a criação de uma rotina equilibrada durante o dia, que consiste em recuperar o sono, cuidar da alimentação e praticar exercícios físicos constantemente.</p>		
			<h3>A pesquisa na UFSM</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Em entrevista à Arco, Ariane conta sobre sua pesquisa realizada com 139 profissionais de enfermagem que atuam no HUSM, localizado dentro do campus da UFSM. Destes, cerca de <a style="text-decoration: none" href="https://www.scielo.br/j/ape/a/fqpscJ9stp7zkpPZBnbsCqS/">80% relataram péssima qualidade do sono</a> e afirmaram não conseguir recuperá-lo completamente. A doutoranda e demais co-autoras do trabalho utilizaram do Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh para avaliar os efeitos do trabalho noturno. Com isso, constatou-se que 56,9% dos enfermeiros apresentam adoecimento físico em decorrência de seu trabalho, já 23% apresentam sinais de adoecimento psicológico e 27,3% relataram ter problemas sociais, o que sugere um precoce adoecimento social.</p><p><b id="docs-internal-guid-670826d5-7fff-3f3b-531a-82be23772439" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt"> Rosangela Marion Da Silva  também fez parte da pesquisa e percebeu que a privação do sono afeta aspectos físicos e mentais, funções cognitivas e emocionais, pode deprimir o sistema imunológico e provocar distúrbios metabólicos. Além disso, a falta do descanso necessário aumenta a secreção de cortisol, contribuindo para distúrbios gastrointestinais, peso corporal, distúrbio de comportamento, hipertensão e osteoporose, situações que podem estar relacionadas ao comprometimento da saúde do trabalhador do turno noturno.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.295;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 8pt">Outra questão levantada durante a pesquisa foi a sobrecarga atribuída às mulheres devido às atribuições domésticas e familiares ainda prevalentes. Ariane menciona que a maioria das mulheres entrevistadas relatou sentir-se esgotada com tantas tarefas diárias, o que, aliadas às poucas horas de sono, contribuem para o esgotamento físico e mental. A conclusão da pesquisa  foi de que a saúde do trabalhador que atua no turno noturno precisa ser (re)planejada por meio de ações institucionais e sociais que sensibilizem os profissionais para a importância do cuidado de si.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e voluntária;</em></p><p><em><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Costa;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
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				<title>Arco Entrevista: Gabriela Trevisan</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arco-entrevista-gabriela-trevisan</link>
				<pubDate>Wed, 09 Mar 2022 13:54:17 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[HQ]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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						<description><![CDATA[Expediente: Entrevista e roteiro: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo; Ilustrações: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; Edição de Produção: Samara Wobeto, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_001-1024x1024.jpg" alt="HQ quadrada e colorida dividida em duas partes. A primeira é um banner na parte superior, com fundo branco e, no centro, em letra cursiva e preta, o título &quot;Gabriela Trevisan&quot;. No canto superior esquerdo, com fundo verde pastel, em branco, a logomarca da Revista Arco e o texto: &quot;Arco Entrevista n° 2 - 2022&quot;. Abaixo, ilustração de três mulheres em três quadros. A primeira está no quadro superior esquerdo, tem pele negra, cabelos pretos, cacheados e compridos, olhos escuros cabelos sobrencelhas escuras e grossas; veste camiseta azul jeans polo; segura uma caneta preta na mão sobre uma tela preta. A tela está em cima de uma mesa branca. O fundo é azul claro. Abaixo, mulher de pele branca, cabelos ruivos, ondulados e compridos; tem olhos verdes e sobrancelhas finas; veste blusa rosa queimado; está sentada em frente a um teclado preto; o fundo é bege. No lado direito, na vertical, mulher de pele branca, cabelos compridos, lisos e na cor preta, tem olhos escuros, sobrancelhas escuras; sorri amplamente e está com os braços cruzados; veste camiseta preta e calça jeans; está de pé. Ao fundo, estante branca com livros e outros objetos. Há três balões de fala. Os dois primeiros estão apontados para a mulher de pele branca e cabelos escuros. Balão 01: &quot;Sou graduada em Farmácia e professora do Programa de Pós-graduação em Farmacologia da UFSM&quot;. Balão dois: &quot;Minhas pesquisas têm ênfase na área farmacologia da inflamação e dor, trabalhando com proteínas que servem de receptores de dor, sinalizados em doenças como enxaqueca, câncer, esclerose múltipla e síndrome de dor complexa regional&quot;. O balão três está ao lado da mulher ruiva: &quot;E como você foi parar nessa área?&quot;. Na parte inferior do quadro, faixa horizontal preta com cinco botões ao centro: microfone, câmera, compartilhamento de tela, configurações e desligar." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_002-1024x1024.jpg" alt="HQ 02: HQ quadrada e colorida dividida em três partes. O quadro um, na parte superior esquerda, tem a ilustração de uma mão que segura uma fotografia. Na fotografia, tem quatro pessoas, um homem, uma mulher, uma menina adolescente e um menino pequeno. Todos tem pele branca, o homem, a adolescente e o menino tem cabelos castanhos escuros e a mulher tem cabelos ruivos. No canto superior esquerdo, sobre fundo branco e em letras pretas, o texto: &quot;Meu pai é engenheiro e minha mãe é fisioterapeuta. Eles são professores, não pesquisadores&quot;. Ao lado, ilustração de uma mulher de pele branca e cabelos ruivos deitada em uma maca de hospital. Ela está coberta com uma manta azul pastel. Ao lado esquerdo da maca, berço de hospital com um bebê dentro. Abaixo, o texto: &quot;Meu irmão nasceu em 1991, em seguida desenvolveu catarata congênita. Nessa mesma época, minha mãe foi diagnosticada com esclerose múltipla. Foi um período bem difícil, porque os dois ficaram bastante tempo no hospital&quot;. Abaixo, quadro horizontal da menina adolescente em close: ela tem pele branca, cabelos lisos, pretos e compridos, olhos escuros, sobrancelhas grossas e arqueadas. Sorri e tem uma expressão de concentração. Olha para um frasco transparente com tampa vermelha. No frasco, ilustração da menina de jaleco branco e luvas roxas em frente a um frasco com embalagem branca e vermelha. As mãos da menina estão ao redor do frasco transparente. No lado direito dela, o texto: &quot;Não sei se não foi nessa época que pensei em ser cientista, porque queria curar ou resolver algo&quot;. No canto inferior esquerdo, o texto: &quot;Eu não conhecia nenhum cientista, mas me identificava com ciência desde pequena&quot;. O fundo é azul pastel." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_003-1024x1024.jpg" alt="HQ 03: HQ quadrada e colorida dividida em três quadros. O primeiro, horizontal, tem a ilustração de um prédio horizontal nos tons bege, preto e cinza, com o nome sobre uma fachada vermelha: &quot;Colégio Militar de Santa Maria&quot;. Em frente, estrada de entrada e um gramado. Atrás, céu azul. Na parte superior, sobre o céu, quadrados com imagens: a primeira, na esquerda, é de uma adolescente de pele branca e cabelos escuros, usa jaleco branco e segura um objeto preto nas mãos. Na direita, um adolescente de pele branca e cabelos escuros, está de perfil direito, veste uniforme militar bege e vermelho, usa luvas roxas e segura um frasco transparente com líquido azul nas mãos. Entre as imagens, o texto: &quot;Eu gostava muito de química no colégio. As vezes a gente passava a tarde no laboratório&quot;. Dos lados do prédio, mais duas imagens; na esquerda, imagem de adolescente de cabelos loiros, pele branca; usa uma trança, veste uniforme bege e vermelho, segura um objeto nas mãos, para o qual olha atentamente. No lado direito, adolescente de pele branca e cabelos ruivos, veste jaleco branco e olha em um microscópio. Quadro dois: ilustração vertical, de uma mulher de pele branca, olhos escuros, cabelos curtos, ondulados e castanhos; veste jaleco branco, luvas roxas e segura nas mãos uma pipeta e outro frasco. Acima dela, o texto: &quot;Lá tinha uma professora, que nos orientava nos trabalhos. Eu gostava muito dela, era uma pessoa inspiradora&quot;. No quadro três, ao lado, ilustração horizontal. Há uma mesa cinza escura, com duas caixas brancas com círculo arredondado sobre ela. A terceira caixa voa para o teto. A mulher do quadro anterior tem expressão assustada. Na outra extremidade da mesa, no lado direito, menina adolescente de pele branca, cabelos lisos, pretos e compridos, presos em um rabo de cavalo baixo; veste uniforme bege com detalhes em vermelho e saia vermelha, também tem expressão facial assustada. Na parte superior, o texto: &quot;Lembro que uma vez fui mexer numa autoclave e acho que fechei errado. Voou no teto!&quot;. No canto inferior direito, o texto: &quot;Mesmo assim, ela não ficou brava&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_004-1024x1024.jpg" alt="HQ 04: HQ quadrada e colorida dividida em dois quadros horizontais. O primeiro, na parte superior, é a ilustração de uma adolescente, em pé, com os braços cruzados, em frente a três banners com textos escritos. Ela tem pele branca, cabelos escuros, lisos e compridos amarrados em um rabo de cavalo lateral; usa uma boina vermelha, veste camiseta de uniforme bege com detalhes em vermelho e saia vermelha; sorri amplamente. Na parte direita, mulher de pele branca, cabelos loiro escuros presos em um coque baixo, veste uniforme bege e segura uma prancheta com papel nas mãos. No canto superior esquerdo, o texto: &quot;Eu participava de algumas feiras de ciência, visitando vários colégios&quot;. Na parte inferior direita do quadro, o texto: &quot;Desenvolvemos um projeto com óleos essenciais que eu gostei muito. Não ganhamos, o que achei injusto&quot;. Quadro dois: ilustração de um experimento. Há uma base cinza escuro. Nesta base, está preso uma barra com formato de garfo na extremidade. O garfo cinza escuro prende um condensador transparente, que está fixo em uma estrutura de ferro cinza em formato de &quot;T&quot;. A mesma estrutura prende um Erlenmeyer transparente com líquido amarelo no centro. O tubo de ensaio está apontado para o Erlenmeyer. No líquido amarelo, zoom ao lado, em um círculo. Há o desenho, em branco, do elemento. No centro, um hexágono com três riscos na parte de dentro. Ligado ao hexágono, no lado direito, três riscos em zigue-zague. Ligado ao hexágono no lado esquerdo, um risco na parte inferior liga ele ao &quot;O&quot;, outro liga ao &quot;H3C&quot;. Na parte superior, um risco liga o hexágono ao &quot;HO&quot;. No canto superior esquerdo, o texto: &quot;Nós extraímos um óleo que tinha muito eugenol. Hoje sabemos que é ótimo pra diminuir o crescimento de bactérias&quot;. No canto inferior direito, o texto: &quot;E esse composto se liga com o receptor que estudo hoje. Quem diria!&quot;. O fundo é cinza claro." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_005-1024x1024.jpg" alt="HQ 05: HQ quadrads e colorida dividida em três partes. O quadro um, superior e horizontal, tem a Ilustração de uma mulher de pele branca e cabelos e olhos escuros, que veste um jaleco branco, luvas roxas e segura nas mãos uma pipeta e um tubo de ensaio azuis. O fundo é composto por mesas cinzas e paredes também cinzas. Sobre a mulher, o texto: &quot;No começo da graduação, já fui procurar algum laboratório&quot;. No lado direito, três blocos de texto: &quot;Me interessava pela parte da dor e da memória, e pensei em trabalhar com isso&quot;; &quot;A pesquisa básica ocorre antes dos estudos clínicos. Geralmente estudamos algo para explicar como o corpo humano funciona. Desconhecemos a finalidade de muitas proteínas que existem no organismo e que poderiam servir para tratar alguma doença&quot;; &quot;E nunca mais saí dessa linha de pesquisa&quot;. Quadro dois: Ilustração de um quadro com vários papéis brancos presos com alfinetes. Entre os quadros, uma imagem do mapa da Itália, com uma bota na extremidade inferior; um calendário vazio, um papel com texto e um papel com a logomarca e o nome de &quot;Universita Degli Studio Firenze&quot;. Acima do quadro, o texto: &quot;Como tenho família na Itália, quis fazer o estágio de fim de curso lá &quot;. Quadro três: mulher de pele branca e cabelos escuros, compridos e lisos veste um moletom roxo e está sentada em frente a uma mesa, com uma caneta e caderno abertos. Em frente a ela, o quadro com papéis, mapas e calendários. Sobre a mesa marrom, frasco transparente com moedas dentro, e um adesivo com o nome &quot;Itália &quot; colado. Na parte superior, o texto: &quot;Economizei todas as minhas bolsas de iniciação científica e aprendi italiano para ir&quot;. Na parte inferior, o texto: &quot;Fui com meu dinheiro mesmo, guardei na poupança&quot;. O fundo é uma parede cinza." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_006-1024x1024.jpg" alt="HQ 06: HQ quadrada e colorida dividida em duas partes. A primeira, na metade superior, tem ilustração de três fotografias dispostas de modo bagunçado, na vertical. A primeira é de uma mulher em frente a dois prédios antigos em tons de bege e cinza. A segunda é uma selfie da mulher e de um homem de pele branca, cabelos ralos e ruivos, usa óculos de sol e veste camiseta azul, usam mochilas. Estão em frente a um prédio marrom. Em frente ao prédio tem uma praça com uma bandeira dos Estados Unidos. A terceira foto é da mulher de perfil; ela veste vestido bordô, usa mochila preta e segura um celular. Está em frente a um prédio cinza com janelas azuis, e o nome &quot;UCSF&quot;. Acima das fotos, o texto: &quot;Foi um período bem legal porque conheci muita gente e novas técnicas. Voltei pra lá depois, no doutorado, e até hoje mantenho contato com eles. A maioria dos nossos artigos são em colaboração com o pessoal de lá&quot;. Abaixo das fotos, dois blocos de texto: &quot;Fiz um período do pós-doutorado fora também, queria pesquisar sobre dor de cabeça. Em Tucson, tinha um professor que trabalhava com essa área&quot;; &quot;Foi uma experiência diferente, às vezes a gente acha que vai ter pesquisa só em grandes centros, mas vê que, dependendo da região e da área, não é assim. O laboratório e a universidade eram muito desenvolvidos&quot;. No quadro dois, Ilustração horizontal de um laboratório em tons de branco, cinza e azul claro. Abaixo da Ilustração, o texto: &quot;A ciência está evoluindo muito rápido. Por isso essas colaborações internacionais são tão importantes, até para vermos o que outros cientistas estão fazendo, se as técnicas que estamos usando ainda são válidas&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_007-1024x1024.jpg" alt="HQ 07: HQ quadrada e colorida dividida em três quadros. O primeiro quadro, na parte superior esquerda, é a ilustração de duas mulheres de jaleco branco. Uma delas anota em uma prancheta e a outra, que usa óculos de proteção, mexe um Erlenmeyer. Acima delas, dois blocos de texto: &quot;O contato com alunos é algo já minha trajetória que também gosto muito&quot;; &quot;Acho interessante ver os estudantes descobrindo a pesquisa, na iniciação científica, pegando gosto por aquilo, ficando parecidos com a gente...&quot;. Abaixo, no canto inferior esquerdo, Ilustração de uma estudante de toga e capelo verdes, que segura um canudo verde nas mãos e cumprimenta uma mulher de pele branca, cabelos lisos, pretos e compridos, que veste um moletom mostarda. Acima delas, o texto: &quot;E depois saindo do doutorado, totalmente diferentes&quot;. Ao lado, Ilustração vertical da mulher em frente a um quadro verde escuro com um elemento químico desenhado em branco no centro. Ela está ao lado de uma mesa marrom com um notebook em cima. Em frente a ela, duas estudantes sentadas, de costas, em cadeiras e mesas marrons e verdes. Uma tem cabelos loiro escuros e a outra tem cabelos pretos e trançados em dreads. Na parte inferior do quadro, o texto: &quot;Sempre gostei de professores em geral, acho que ess tipo de influência muda muito a nossa vida. E queria ser assim pras pessoas também&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_008-1024x1024.jpg" alt="HQ 08: HQ quadrada e colorida dividida em duas metades verticais. Na primeira, com fundo verde marinho escuro, na parte superior, os textos: &quot;Quando virei professora e pude ter minhas linhas de pesquisa, decidi entender o modo como a dor se manifesta em pessoas com esclerose, como minha mãe. Por isso desenvolvi esse projeto que enviei pro prêmio da L&#039;oreal&quot;; &quot;Foi minha segunda tentativa&quot;. Abaixo, dois quadrados com ilustrações de uma pessoa mexendo em um computador, uma de perfil, e a segunda com a tela. Abaixo, Ilustração quadrada de mulher coçando a cabeça em frente ao notebook. Abaixo, o texto: &quot;Eu estava quase desistindo. Não sabia direito como formatar a proposta&quot;. Abaixo, três Ilustrações quadradas: a primeira de uma mão fechada, a segunda da mão se abrindo, e a terceira do dedo apertando o enter do teclado do notebook. Abaixo, os textos: &quot;Enviei pouco antes de encerrar o prazo&quot;; &quot;E ganhei &quot;. Ao lado, mulher de pele branca, cabelos pretos, ondulados e compridos semi-presos, em frente a um púlpito com microfone. Ela sorri amplamente, tem olhos escuros, sobrancelhas grossas, veste vestido azul. O púlpito tem um microfone preto, e a logomarca do &quot;For Women in Science&quot; na frente. Ao fundo, painel branco com o nome &quot;L&#039;oreal&quot; repetido várias vezes." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_009-1024x1024.jpg" alt="HQ 09: HQ quadrada e colorida com fundo azul escuro. Na parte esquerda da imagem, Ilustração de um corpo humano de perfil, com vista para os órgãos internos, que estão em amarelo. Ao redor da cabeça, quatro círculos azuis com ilustrações menores. Da direita para a esquerda. 1. ilustração de pimenta, texto: estímulo nocivo. 2. Ilustração de TRPA 1, texto: receptores. 3. Ilustração de medula em amarelo, texto: medula espinhal. 4. Ilustração de ligação do cérebro, em amarelo, texto: cortex. Ao lado direito, duas linhas puxam zoom da ilustração dois. Há um fio horizontal em bordô; esse fio tem seis partes verticais arredondadas, ligadas uma a outra por um fio branco. Há um objeto em forma de &quot;Z&quot;, amarelo, com a legenda &quot;H2N&quot; ligado ao fio na extremidade esquerda. E na extremidade direita, a última parte vertical aponta para a legenda &quot;COOH&quot;. Acima, o nome &quot;TRPA 1&quot;. Na parte superior, dois blocos de texto: &quot;No laboratório, nós pesquisamos a proteína TRPA 1 que, quando ativada, provoca dor&quot;; &quot;Ela pertence a uma família de receptores usados na ingestão de alimentos. Eles identificam se há algo estragado ou se possui alguma substância que, em grandes quantidades, pode nos fazer mal&quot;. Abaixo do zoom, Ilustração quadrada da mulher em frente a um microscópio. No lado esquerdo dela, o texto: &quot;Estamos tentando entender como a proteína é modificada na dor crônica, quando substâncias produzidas durante uma lesão tecidual acabam por hiperativá-la. Nessas situações, mesmo na ausência de lesão ou após a cura, esses receptores emitem sinais&quot;. Abaixo da mulher, o texto: &quot;Entender como isso ocorre tornaria possível que a indústria desenvolvesse novos fármacos&quot;." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Arco_Entrevista_Gabriela_Trevisan_Site_010-1024x1024.jpg" alt="HQ 10: HQ quadrada e colorida. Na parte esquerda, na vertical, uma janela do Google Meet com o título &quot;Arco Entrevista - Gabriela Trevisan&quot;. Na aba, os botões de minimizar, maximizar e fechar. Na parte inferior, sobre faixa horizontal preta, os botões de microfone, câmera, compartilhamento de tela, configurações e desligar. Na tela, Ilustração de mulher, em pé. Ela tem pele branca, olhos escuros, cabelos lisos, compridos e pretos; sorrir amplamente. Veste jaleco branco com brasão da UFSM sobre o bolso. O fundo tem mesas cinzas, coifa cinza e prateleiras cinzas. Ao lado, sobre fundo branco, três balões de fala. Balão 1: &quot;Acho que o prêmio ajudou a divulgar a importância da pesquisa sobre a dor. Ainda mais hoje, que a expectativa de vida aumentou e passamos mais tempo convivendo com doenças&quot;. Balão dois: &quot;Por isso, no futuro, gostaria de olhar para trás e ver que ajudei pessoas, consegui fazer alguma mudança&quot;. Balão três: &quot;Eu acho que a pesquisa básica tem disso: essa capacidade de gerar transformação &quot;. No canto inferior direito, janela quadrada com fundo verde pastel, e em branco, a logomarca da Revista Arco, o &quot;@revistaarco&quot;, e o texto: &quot;Roteiro: Esther Klein; Ilustrações: Renata Costa&quot;." loading="lazy" />														
		<strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Entrevista e roteiro:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo;</em>
<em><strong>Ilustrações:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista;</em>
<em><strong>Mídia Social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em>
<em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em>
<em><strong>Editor convidado:</strong> Augusto Paim, jornalista;</em>
<em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Gordofobia médica: saúde não tem tamanho</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/gordofobia-medica-saude-nao-tem-tamanho</link>
				<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 12:11:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[gordofobia]]></category>
		<category><![CDATA[gordofobia médica]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas gordas]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9037</guid>
						<description><![CDATA[Atendimentos preconceituosos afastam pessoas gordas dos consultórios e as privam de cuidados básicos com a saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="150" height="150" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/trigger-warning-150x150-1.png" alt="Ícone triangular em amarelo e preto. O fundo é amarelo e os detalhes em preto. Há uma moldura triangular preta. No centor, um ponto de exclamação e as letras &quot;TW&quot;. O ícone simboliza atenção." loading="lazy" />														
		<p>Esta matéria possui conteúdo que pode desencadear fortes emoções. Caso você esteja passando por um momento de maior sensibilidade tenha cautela ao prosseguir com a leitura. Se você se sentir desconfortável interrompa a leitura e volte quando estiver mais forte emocionalmente.</p><p>“O ginecologista disse que eu não devia usar calça jeans, porque uma mulher gorda que nem eu fica horrível e que ninguém era obrigado a ver isso. Eu fiquei chocada, respondi que fui me consultar por motivos de saúde e não para receber conselhos de moda”, relata a psicóloga Laís Sellmer. Essa é a realidade que muitas pessoas gordas enfrentam na hora de procurar atendimento médico, e esse preconceito tem nome: gordofobia médica.</p>		
												<img width="1024" height="669" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/image-1024x669.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de silhueta de um corpo gordo, em que são visíveis os músculos e os ossos. A ilustração do corpo é do joelho ao peito. Na parte esquerda, aparecem os músculos, na cor vermelha. Na parte direita, estão os ossos, em azul. O restante do corpo é cinza. O fundo é bege." loading="lazy" />														
		<p>A gordofobia se caracteriza pela aversão e preconceito com pessoas gordas. Trata-se do julgamento de alguém como inferior, desprezível ou repugnante por estar acima do peso que é considerado padrão pela sociedade e pela medicina. Ela está presente na nossa sociedade e se torna ainda mais grave quando o gordofóbico é um profissional da saúde. Uma <a style="text-decoration: none" href="https://www.karger.com/Article/FullText/503751#:~:text=Conclusion%3A%20Results%20suggest%20that%20negative,the%20Canadian%20public%20healthcare%20system.">pesquisa canadense</a> apontou que, em 2019, 18% dos médicos afirmaram se sentirem enojados ao atender pacientes gordos, e 33,3% indicaram se sentir frustrados com pacientes que têm obesidade.Tais percepções podem levar a atendimentos desrespeitosos e humilhantes que culpabilizam o peso como único causador e responsável pelas queixas dos pacientes.</p>
<p>Diante disso, a nutricionista Katleen Marques buscou entender como a gordofobia está presente entre os alunos de cursos da área da saúde. Formada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Katleen defendeu o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre o tema: “Atitudes e crenças frente à obesidade em acadêmicos de nutrição e enfermagem''. O objetivo foi avaliar a estigmatização do corpo gordo e promover um olhar mais ampliado e empático na hora dos atendimentos. O trabalho foi orientado pela professora Greisse Viero da Silva Leal e coorientado por Luma Stella Teichamann Bazzan.<br></p>
<p>Entre novembro de 2019 e abril de 2020, a nutricionista aplicou um questionário em 304 acadêmicos de nutrição e enfermagem de três instituições de ensino superior diferentes. Katleen buscou avaliar a ocorrência de atitudes e julgamentos em relação a pessoas gordas dentro dos cursos de graduação.&nbsp; “As pessoas são muito gordofóbicas e elas, às vezes, acham que não são ou que isso é besteira. Esse tipo de pensamento precisa mudar, pois comentários e atitudes preconceituosos podem afastar os pacientes dos consultórios e gerar grandes traumas”, afirma a nutricionista.</p>		
			<h3>A gordofobia médica e seus impactos</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.3218612670898438;margin-right: 1.1468505859375pt;text-align: justify;margin-top: 17.733245849609375pt;margin-bottom: 0pt">O assunto se popularizou em 2018, depois que  a influenciadora Flávia Durante criou a hashtag <a style="text-decoration: none" href="https://twitter.com/search?src=typd&amp;q=%23gordofobiamedica">#gordofobiamédica</a>, que reuniu mais de 80 relatos de pessoas que passaram por situações de preconceito na busca de atendimentos de saúde.</p>		
												<img width="646" height="450" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/images.jpeg-11.jpg" alt="Print de tweet. No canto superior esquerdo, fotografia de perfil em círculo. A mulher tem pele branca, rosto redondo, olhos e cabelos escuros. Ao lado, o nome da usuária e o ahoba: &quot;Flávia Durante, @flaviadurante&quot;. Ao lado do nome, selo de verificação azul. No canto superior direito, o botão &#039;Follow&#039;, com escrita e moldura em azul e fundo branco. O texto do tweet está em preto e dividido em oito linhas: &quot;Amiga gorda na merda de parto, no momento mais feliz de sua vida, ouviu um médico comentando pro outro: &quot;tem anestesia pra rinoceronte?&quot; Tô com saco cheio de só falar de beleza, de magra biscoiteira e de discutir quem é plus dizer ou não, vamos falar mais de #gordofobiamédica&quot;. A hashtag está em azul. Abaixo, as seguintes informações: &quot;Translate tweet&quot;; &quot;2:23PM - 27 Jul 2018&quot;. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-e2d22f22-7fff-f35b-28bd-b6df1c7ef1e3" dir="ltr" style="line-height: 1.3218612670898438;margin-right: 1.1468505859375pt;text-align: justify;margin-top: 17.733245849609375pt;margin-bottom: 0pt">A gordofobia, além de causar sérias consequências na saúde mental e na vida social das pessoas gordas, também pode provocar o diagnóstico tardio de doenças graves por gerar medo de frequentar consultórios médicos. A filósofa, ativista e pesquisadora Malu Jimenez fundou o grupo de <a style="text-decoration: none" href="https://lutecomoumagorda.home.blog/inscricoes/">Estudos Transdisciplinares do Corpo Gordo no Brasil</a> e afirma que todas as pessoas gordas já sofreram gordofobia médica. “Toda pessoa gorda já sofreu com isso, porque a gordofobia é um estigma estrutural institucionalizado e cultural da nossa sociedade. O modo como a gente pensa em corpo é gordofóbico. Uma pessoa gorda, quando chega ao consultório médico, já é avaliada e julgada antes mesmo dos exames”, explica Malu. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.3218612670898438;margin-right: 1.1468505859375pt;text-align: justify;margin-top: 17.733245849609375pt;margin-bottom: 0pt">A pesquisadora ainda ressalta que a consequência mais grave da gordofobia médica é a morte. Malu defendeu sua tese de doutorado sobre o tema na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT): <a style="text-decoration: none" href="https://acrobat.adobe.com/link/track?uri=urn%3Aaaid%3Ascds%3AUS%3A56c7b40e-031c-4a3e-ae94-452f721fa4b4#pageNum=1">“Lute como uma gorda: gordofobia, resistências e ativismos”</a>. Ela conta que um dos depoimentos que recebeu para a pesquisa foi da irmã de uma mulher que morreu por medo de voltar a sofrer preconceito. A mulher foi ao ginecologista, colocou o avental necessário para o exame e percebeu que ele não servia. Fora isso, a maca do consultório não suportou seu peso e quebrou. Diante da situação, ela se sentiu humilhada pelo médico, que a agrediu verbalmente pelo acontecido, e ficou sete anos sem procurar serviços de saúde. Traumatizada pelo ocorrido, a mulher descobriu um câncer tardiamente e faleceu. “Esse tipo de situação acontece com muitas outras pessoas gordas que não vão ao médico porque não querem ser tratadas dessa maneira. A gordofobia também aparece quando, em um consultório, os equipamentos não comportam o paciente. São várias situações que vão fazer com que esse corpo deixe de procurar a saúde”, evidencia Malu.</p>		
									<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Edit_01-683x1024.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma mulher gorda de pele branca. Ela tem rosto redondo, olhos escuros, cabelos curtos, castanho claros e lisos, com uma franja no lado direito. Tem uma verruga na bochecha esquerda. Usa brincos triangulares vermelhos e grandes. Veste camiseta preta, com a frase em letras grandes e na cor branca, no centro: &quot;Lute como uma gorda.&quot; Está com a mão direita levantada, na qual usa um anel preto, e com a mão esquerda na altura do peito. No braço esquerdo, tem uma tatuagem grande. Ela está séria. Ao fundo, em desfoque, paisagem de árvores verdes. Atrás dela, poste de construção antiga e escadas." loading="lazy" />											<figcaption> Malu Jimenez é filósofa, ativista, pesquisadora e fundadora do grupo de Estudos Transdisciplinares do Corpo Gordo no Brasil.</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-47337a91-7fff-688b-531f-c5aaf3610c97" dir="ltr" style="line-height: 1.3218586921691895;margin-right: 1.14105224609375pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Diante da procura por profissionais não gordofóbicos, a psicóloga Laís Sellmer decidiu criar uma rede de apoio, nas redes sociais, por meio da indicação de médicos respeitosos. Co-fundadora do projeto <a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/accounts/login/?next=/saudesemgordofobia/">Saúde sem Gordofobia</a>, Laís viu a necessidade de divulgar esses profissionais, pois recebia muitos relatos de pacientes que deixavam de fazer exames médicos por medo de sofrer preconceito. “Quando uma pessoa gorda passa por essa situação, ela se culpa e se machuca, pois a gordofobia médica é uma situação de abuso. A partir disso, ela se priva de olhar seus exames ou de fazer uma consulta. E o mais hipócrita é que as pessoas gordas são criticadas justamente por não cuidarem da saúde”, explica Laís. </p><p id="docs-internal-guid-47337a91-7fff-688b-531f-c5aaf3610c97" dir="ltr" style="line-height: 1.3218586921691895;margin-right: 1.14105224609375pt;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A psicóloga também destaca que a gordofobia atinge as pessoas de outra maneira quando parte de um profissional da saúde: “A gente vai ao profissional buscando amparo e ajuda, e quando você recebe uma agressão ali é muito difícil, é sim diferente da gordofobia que acontece pela sociedade”.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.2;margin-top:16.51470947265625pt;margin-bottom:0pt" id="docs-internal-guid-a23d4e82-7fff-0e06-73f3-93171cdfadc6">A formação profissional e a patologização da obesidade&nbsp;</p></h3>		
		<p id="docs-internal-guid-4e4810d8-7fff-668b-c052-86d5c8d4ca31" dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-right: 1.27410888671875pt;text-align: justify;margin-top: 17.7332763671875pt;margin-bottom: 0pt">O TCC da nutricionista Katleen Marques, citado no início desta reportagem, concluiu que o estigma com o corpo gordo ainda é muito presente. Através do uso de uma escala de medição de atitudes gordofóbicas (Antifat Attitudes Test - AFAT), a nutricionista observou o comportamento dos estudantes diante de falas preconceituosas. A escala possui 34 questões divididas em três categorias: depreciação social e do caráter; não atratividade física e romântica; e controle de peso e culpa. Os alunos deveriam responder se concordavam ou não com algumas afirmações como: “Pessoas gordas não se importam com nada além de comer”, “Pessoas gordas não são atraentes” e “A maioria das pessoas gordas é preguiçosa”.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-right: 1.27410888671875pt;text-align: justify;margin-top: 17.7332763671875pt;margin-bottom: 0pt">Alguns resultados mostraram atitudes negativas dos alunos com as pessoas gordas:  38% concordaram que, se elas quisessem emagrecer, elas conseguiriam; 23% acreditam que elas se prendem a qualquer desculpa; 16,4% dos acadêmicos acreditam que ‘‘Não há desculpas para ser gordo’’ e 48,4% concordaram com a afirmação ‘‘A maioria dos gordos compra muita besteira ou ‘junk food’”. “Os acadêmicos consideram que a obesidade é de responsabilidade do indivíduo, muitas vezes generalizando o excesso de peso como algo essencialmente negativo, sem levar em consideração que o ambiente sociocultural e a mídia têm forte influência sobre a imagem que o sujeito constrói sobre o corpo real e o ideal”, explica Katleen. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-right: 1.27410888671875pt;text-align: justify;margin-top: 17.7332763671875pt;margin-bottom: 0pt">Para a pesquisadora Malu Jimenez, a existência de estigma entre os estudantes é preocupante: “A formação dessas pessoas é gordofóbica, elas vão levar esse estigma para o atendimento, e isso é muito violento. A gordofobia é tão estrutural que a forma como a gente sai preparado de uma universidade é estigmatizante com corpos que vão frequentar o seu consultório”, expõe. De acordo com Malu, o preconceito já começa na graduação pelo modo como a ciência categoriza o corpo gordo. Segundo ela, o ativismo contra a gordofobia luta para que a obesidade não seja considerada uma doença. A psicóloga Laís também concorda com o pensamento: “Quando se estabelece a obesidade como uma doença, essa classificação se torna a identidade da pessoa que a possui. A doença é definida a partir de um cálculo matemático que rotula as pessoas sem conhecê-las e sem avaliar as suas reais condições de saúde”.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-right: 1.27410888671875pt;text-align: justify;margin-top: 17.7332763671875pt;margin-bottom: 0pt">Criado em 1832 e adotado pela Organização Mundial da Saúde em 1972, o cálculo de Índice de Massa Corporal (IMC) se baseia no peso e na altura para dizer qual o peso ideal de uma pessoa. Quando essa conta ultrapassa o número 30, significa que o indivíduo tem obesidade. Para Laís, o uso do IMC para classificar o corpo gordo é ultrapassado, pois é preciso levar em consideração a composição corporal e os exames bioquímicos antes de atribuir uma doença a alguém. "As pessoas gordas são tão estigmatizadas que elas não têm o direito de ficar doentes sem serem julgadas, pois elas já são vistas como pessoas doentes. Se eu chego em um médico com uma queixa, ele não pode presumir e me associar a uma pessoa doente antes de me examinar - e é isso que acontece com o corpo gordo”, afirma Malu. </p>		
			<h3>Como diminuir o estigma</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-88cc883e-7fff-34cd-0145-5992aedd3abd" dir="ltr" style="line-height: 1.3218586921691895;margin-right: 1.72283935546875pt;text-align: justify;margin-top: 17.7332763671875pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 60,3% da população brasileira adulta possui excesso de peso. O estigma e preconceito com as pessoas gordas já atinge a maior parte da sociedade. Por isso, é necessário buscar maneiras de conscientização das pessoas sobre a gordofobia.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.3218586921691895;margin-right: 1.72283935546875pt;text-align: justify;margin-top: 17.7332763671875pt;margin-bottom: 0pt">Malu relata que só descobriu o que era a gordofobia aos 37 anos de idade - ou seja,  passou uma parte da vida sem saber que sofria um preconceito. Para ela, é imprescindível aumentar o debate sobre o assunto na sociedade e dentro dos cursos de saúde: “É preciso propor novos saberes sobre o corpo gordo, questionar esse padrão de atendimento que machuca e maltrata”, diz. Para Katleen, a gordofobia médica também pode ser amenizada se os profissionais da saúde buscarem se informar sobre o assunto. “Se cada profissional da saúde começar a se atentar e tomar conhecimento do assunto, utilizar métodos de inclusão e escutar mais os seus pacientes antes de julgar, acho que já irá fazer uma grande diferença”, afirma a nutricionista. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.3218586921691895;margin-right: 1.72283935546875pt;text-align: justify;margin-top: 17.7332763671875pt;margin-bottom: 0pt">Nesse sentido, existe o movimento <a style="text-decoration: none" href="https://haescommunity.com/">“Health At Every Size”</a> (“Saúde para todos os tamanhos” em português), criado nos Estados Unidos e que busca trazer uma abordagem diferente para o tratamento de pessoas gordas. Essa conduta prioriza a saúde e o bem-estar físico e psicológico, independentemente do peso. Os profissionais seguem alguns princípios como abordar o peso de forma inclusiva, focar na melhora da saúde como um todo e não somente no emagrecimento, priorizar o respeito e usar a alimentação e exercícios físicos para melhorar a qualidade de vida. Além disso, a abordagem também propõe a reflexão acerca de móveis, ambientes e equipamentos que comportem pessoas gordas e procura ajudar os pacientes com a sua auto-aceitação. </p><strong><em>Expediente:</em></strong><em><strong>Reportagem:</strong> Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Design gráfico:</strong> Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</em><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll. acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em><strong><em>Edição de Produção:</em></strong> <em>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em>]]></content:encoded>
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				<title>UFSM Detecta é referência em testes da covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ufsm-detecta-e-referencia-em-testes-da-covid-19</link>
				<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 19:22:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[edição impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[testes covid-19]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8944</guid>
						<description><![CDATA[Em entrevista, Terimar Moresco comenta sobre
desafios diários e planos para o projeto]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Coordenado pelos professores Terimar Moresco, Ângela Batista e Daniel Graichen, o projeto de extensão chamado de UFSM Detecta, sediado no campus de Palmeira das Missões, atua na testagem da Covid-19 desde março de 2020. O projeto já realizou mais de 30 mil testes desde o início da pandemia no país e possui contrato para a realização de testes em 50 municípios do Rio Grande do Sul.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Entrevista-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia com intervenções de elementos artísticos em azul marinho. Na fotografia, mulher de pele branca sorri e está sentada em frente a uma mesa com um notebook. Ela tem rosto redondo, cabelos loiros, lisos e na altura do peito; tem olhos escuros e sobrancelhas arqueadas e na cor loira; usa batom vermelho e rímel nos olhos; veste jaleco branco de mangas compridas; no bolso, brasão da UFSM e os nomes &quot;Terimar&quot; e &quot;Cemicro&quot;. Está sentada, com o braço direito apoiado em uma mesa branca. Sobre a mesa, notebook preto aberto, representação 3D de célula e uma caneca branca com &quot;UFSM detecta&quot; em azul claro. A fotografia é contornada por riscos arredondados em azul claro." loading="lazy" />														
		<p>Devido a tamanha demanda, coordenadores e alunos tiveram que rapidamente desenvolver um método organizado de trabalho. O processo se tornou de fácil compreensão: as amostras são recolhidas nos laboratórios pertencentes aos municípios vinculados e enviadas para a equipe para a checagem, que é efetuada a partir do teste do tipo RT-PCR, o qual é feito através de um swab nasal para verifi car a existência do vírus na secreção respiratória. Assim, o resultado fica disponível em até 48 horas para os pacientes.</p><p>A Arco conversou com a professora Terimar Moresco, Doutora em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde pela UFSM, para saber mais sobre essa ação pioneira em testagens da Covid-19.</p><h3 style="text-align: center"><strong>“A comunidade tem muito orgulho de ter a Universidade aqui, porque ela entende isso como uma conquista. Então, quando eles viram que a instituição estava realizando os tão procurados testes, quiseram ajudar.”</strong></h3><p><b>Vocês possuem uma rotina de produção preestipulada?</b></p><p>Sim! Nós somos um laboratório de ensino e pesquisa dentro da Universidade, e dia 30 de março [de 2020], nós demos início à proposta de fazer os testes. Naquele momento, não tínhamos o laboratório organizado, o pessoal treinado, nem uma requisição de exames. Então, fomos organizando tudo e chamamos uma equipe de alunos para nos ajudar, principalmente os que já haviam tido contato com o laboratório antes da pandemia, por estarem mais familiarizados. Inicialmente, distribuímos as tarefas conforme o treinamento do aluno, até aderirmos a protocolos e formação de setores – que é como funcionamos hoje: à medida que membros da equipe saem, novos entram, passam por todos setor específico.</p><p> </p><p><strong>Como foi partir do mundo da pesquisa acadêmica para a experiência prática de desenvolver as testagens da Covid-19?</strong></p><p>Foi bem desafiador, porque nós tivemos que aprender, além da técnica da testagem propriamente dita, a sermos empreendedores. Também precisamos dar entrevistas, que é algo novo para mim. Tivemos que sair do nosso mundo de professor, pesquisador, onde fazíamos uma pesquisa e o resultado não necessitava de urgência, para partir para uma realidade em que o resultado do teste precisa sair rapidamente, o paciente está lá precisando saber se vai para a UTI ou não.</p><p>Foi também importante em relação ao aprendizado, porque sempre trabalhamos com a formação de alunos, mas a gente teve que formar uma equipe e montar um laboratório de diagnósticos – que não era o que nós fazíamos de costume. Eu acho que essas coisas foram importantes, porque tivemos que ter uma responsabilidade, não maior, mas diferente – da que tínhamos antes. Aprendemos a lidar com a comunidade, o que também foi muito gratificante, porque as pessoas compreenderam a importância do nosso trabalho na região.</p><p> </p><p><strong>Ao mudar o rumo do trabalho desenvolvido no laboratório por causa da pandemia, como foram obtidos os recursos necessários?</strong></p><p>Foram necessárias todas as adaptações que tu imaginas. O primeiro equipamento, que dava início a tudo, foi doado pela comunidade. Com ele, nós tínhamos a pretensão de realizar dois mil testes; agora já estamos com mais de 30 mil. Aí, como a região acabou vendo a importância disso, nos doaram outro desse mesmo equipamento. Tínhamos os dois equipamentos e uma entidade da cidade fez um consórcio com alguns municípios para comprar os reagentes. Porém, faltavam ainda os EPIs – máscara, propré, touca, luva. Então, a Universidade fez um chamamento e a comunidade doou dinheiro, caixas de luvas, caixas de máscaras, jalecos – inclusive, nos traziam comida, porque nós não tínhamos Restaurante Universitário durante o expediente. Dessa forma, mudamos toda a estrutura do laboratório e seguimos até hoje, com a ajuda da comunidade e da UFSM.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Foto_Entrevista-1024x668.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de uma pessoa em laboratório mexendo com equipamentos. A fotografia é em detalhe, e mostra o jaleco branco com bolso bordado em azul, com o nome &quot;UFSM detecta&quot;; usa luvas azuis nas mãos e segura uma pipeta e um frasco. Ao fundo, bancada de mármore cinza com diferentes equipamentos de laboratório nas cores azul, branco, preto, amarelo e cinza. Há uma parede bege com tomadas brancas." loading="lazy" />														
		<p><strong>O valor arrecadado para testagens de Covid-19 na comunidade de Palmeira das Missões é consideravelmente alto, visto que o Brasil não tem essa tradição de filantropia científica. A que fatores você atribui isso?</strong></p><p>A comunidade sempre ajudou. Acho que isso é uma característica de Palmeira das Missões. Além disso, a comunidade também tem muito orgulho de ter a Universidade aqui, porque ela entende isso como uma conquista. Então, quando eles viram que a instituição estava realizando os tão procurados testes, quiseram ajudar. A gente ficou muito feliz com isso e, ao mesmo tempo, aumentou muito a nossa responsabilidade. Depois, precisamos mostrar para a comunidade que aquele dinheiro que eles investiram – aquela confiança no nosso trabalho – valeu a pena.</p><p><strong>Alunos da instituição estão atuando na pesquisa laboratorial. Qual a importância para eles de adquirirem experiência prática na linha de frente contra o vírus nesse momento histórico?</strong></p><p>Eu acho que mostra a importância da pesquisa na Universidade e, para eles, é fundamental, porque aprenderam a lidar com o compromisso, a responsabilidade, a questão ética, a biossegurança – e isso é tudo muito diferente de um trabalho de pesquisa. Alguns dos alunos que estavam no início, inclusive, já foram pegos por outros laboratórios da região, pelo mercado de trabalho; outros entraram na pós-graduação. Eu acho que os que passam por aqui saem muito melhores, tanto em relação à empatia da situação, quanto em relação à própria formação técnico-científica.</p><p><strong>Quais são as perspectivas para o projeto?</strong><br /></p><p>Várias coordenadorias de saúde aqui da região já nos procuraram para fazer o diagnóstico de outras doenças infectocontagiosas – HIV, tuberculose e dengue são as que mais nos solicitam. Essa seria uma ideia para o futuro. Além disso, nós estamos com a ideia de fazer outras coisas, como análise da qualidade de água e validação de produtos para salmonella em aviário. Ou seja, pretendemos, a partir de agora, prestar serviço para a comunidade tanto na área de microbiologia, diagnóstico, quanto na área de biologia molecular. Além disso, a gente trabalha com educação e saúde – dentro do UFSM Detecta temos um braço que chamamos de “Educa Detecta”, que, quando solicitado, oferecemos treinamento para profissionais da saúde, professores e servidores. A gente pretende continuar com esse também.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Paula Appolinario, acadêmica de Jornalismo;</em></p>
<p><em><strong>Diagramação:</strong> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial;</em></p>
<p><em><strong>Fotografias:</strong> Gabriela Carvalho.</em></p>
<p><em style="color: #000000;font-size: 16px">Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em><em><br></em></p>]]></content:encoded>
													</item>
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