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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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				<title>Jardins verticais: sustentabilidade dentro e fora de casa</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/jardins-verticais-sustentabilidade-dentro-e-fora-de-casa</link>
				<pubDate>Mon, 30 Jan 2023 14:02:19 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
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						<description><![CDATA[Técnica existe desde o século passado e agora, de forma planejada, é aplicada em diferentes espaços, inclusive no ambiente estudantil]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Dados da <u><b></b></u><u><b><a href="https://news.un.org/en/" target="_blank" rel="noopener">Organização Meteorológica Mundial</a></b></u> (OMM) apontam que os últimos seis anos foram os mais quentes desde a década de 1880. As frequentes ondas de calor intenso preocupam pesquisadores que tentam encontrar alternativas para amenizar os problemas causados pelas altas temperaturas.</p><p dir="ltr"> </p><p>Uma estratégia antiga está ganhando espaço nas cidades, inclusive no ambiente estudantil. São os jardins verticais, que existem, pelo menos, desde a década de 1930, e agora, de modo planejado, são instalados em diferentes espaços como forma de amenizar o calor. Como o próprio nome diz, os jardins verticais são peças de jardinagem que, ao invés de ficarem no chão, são instaladas nas paredes – internas ou externas. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), um <b><u><a href="https://news.un.org/en/" target="_blank" rel="noopener">projeto</a></u></b> orientado pela professora de arquitetura e especialista em conforto ambiental e  sustentabilidade, Minéia Johann Scherer, <u><b><a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/parc/article/view/8661885" target="_blank" rel="noopener">projetou jardins verticais em salas de aulas do Colégio Politécnico</a>.</b></u></p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/Capa1-1-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de um jardim vertical em uma sala de aula. Há três mesas com cadeiras na cor verde escuro enfileiradas. Ao fundo, na parede, retângulo horizontal preenchido com grama na cor verde claro. A parede tem tom de rosa claro, e o piso, rosa queimado." loading="lazy" />														
		<p id="docs-internal-guid-8b30000c-7fff-d5a5-4a18-ba50377e86af" dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">Para a docente, esse tipo de instalação pode garantir o conforto térmico e a economia de energia nas edificações. Dependendo da espécie utilizada, do clima e do local, as plantas também reduzem a incidência solar na parede protegida. A arquiteta e orientanda da professora, Luciana Rocha Ribeiro, conta que fez um estudo durante o ano de 2019 para entender o tempo de produção das mudas e como fazer o plantio nos módulos. Instalado na sala D2 do Politécnico, o jardim fez companhia aos alunos do 3º ano do ensino médio durante boa parte do ano de 2019. A turma de 36 estudantes foi monitorada pelas pesquisadoras durante o decorrer dos dias. Luciana explica que isso foi importante para perceber o impacto das plantas instaladas e o projeto ser aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Os módulos foram construídos pelo Setor de Paisagismo do Colégio Politécnico e tinham duas espécies: grama-amendoim e clorofito. A grama-amendoim é uma espécie nativa do Brasil e uma das forragens mais procuradas no país, principalmente por conta do crescimento acelerado. O clorofito, também conhecido como gravatinha ou paulistinha, é comum em decorações e se destaca por ser de fácil manuseio.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Durante o período da pesquisa de Luciana, o número de alunos que gostavam de plantas aumentou cerca de 20%, comparado ao início do estudo. “A maior parte dos alunos também alegou que a permanência em sala de aula por horas seguidas se torna mais fácil”, comenta Luciana. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>[caption id="attachment_9636" align="alignleft" width="300"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/02/jardins-verticais-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /> Imagens da sala de aula no Colégio Politécnico. Foto: Luciana Ribeiro[/caption]<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O relato de melhora na qualidade do ar também foi percebido pelas pesquisadoras. Sem a presença dos jardins verticais, a maioria dos alunos considerou a sala morna ao entrar na primeira hora do dia. Na presença das plantas, a maioria dos alunos considerou o espaço com uma temperatura ideal. Ao fim da pesquisa, eles também alegaram sensação de conforto e agradabilidade visual na sala de aula. As estruturas foram colocadas de forma experimental durante o trabalho e posteriormente removidas.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Luciana afirma que o uso de jardins verticais em salas de aula é uma prática que pode trazer benefícios ao meio ambiente e aos alunos.  Para ela, além de estimular o plantio de espécies e trazer áreas verdes para ambientes internos, os jardins ajudam os alunos a ter um ambiente melhor para conviver durante a semana, principalmente nos dias quentes de verão. No entanto, para que essas instalações possam ser mais eficientes, a arquiteta explica: “é importante a realização de estudo detalhado quanto à ventilação e à iluminação naturais, principalmente no ambiente interno”. Comparando as duas espécies usadas, Luciana diz que o jardim vertical de grama-amendoim apresentou melhores resultados que a espécie clorofito. Isso porque proporcionou, segundo os alunos, um ambiente mais bonito e também proporcionou melhores condições no ar do ambiente.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/GRAMA_AMENDOIM-1024x768.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia quadrada e colorida de grama tipo amendoim, em detalhe. A grama tem cor verde médio, e as folhas tem formato de amendoim." loading="lazy" />											<figcaption>Grama Amendoim.</figcaption>
										</figure>
									<figure>
										<img width="600" height="303" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/CLOROFITO.jpg" alt="Descrição da imagem: Fotografia horizontal e colorida de uma grama clorofito em detalhe. A grama tem formato de tufos, e folhas finas e compridas. As folhas tem cor verde claro nas extremidades e branca ao centro." loading="lazy" />											<figcaption>Grama Clorofito.</figcaption>
										</figure>
			<h3>Outro jardim, ou melhor, cortina verde</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Um outro <u><b><a href="https://repositorio.ufsm.br/handle/1/23328" target="_blank" rel="noopener">projeto</a></b></u>, chamado “Análise da influência do uso de cortina verde no comportamento térmico em habitação de interesse social em Santa Maria”, também orientado pela professora Minéia, foi o da arquiteta Renata Serafim de Albernard. Para a pesquisa, Renata instalou jardins verticais do tipo “cortina verde” em casas de um residencial no bairro Diácono Luiz Pozzobon, em Santa Maria. Ela diz que escolheu o modelo de cortina por ser de fácil execução e baixo custo: “Esse tipo de instalação permite flexibilidade na manutenção, uma vez que é instalado afastado da casa”, ressalta.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O projeto de Renata também foi realizado em 2019 e iniciou durante a primavera. Foram usadas três espécies da chamada “Glicínia”. Elas foram plantadas junto a perfis de madeira instaladas na base da calçada e no beiral das casas. As espécies foram presas com cabos elásticos. Para entender as mudanças provocadas pela instalação dos jardins, Renata fez visitas semanais nas residências. Segundo ela, os resultados mostraram diferenças na temperatura do ar interno. A diminuição foi de até 8,6°C (em uma semana extrema de verão) e 3,68°C (em um dia comum de verão). “Todos os usuários relataram sensação de bem estar com os jardins verticais, tanto é que estão instalados até hoje”, conta a arquiteta.</p>		
			<h3>Como ter um jardim vertical em casa?</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-a8b1d986-7fff-f682-53d5-ee40848d2bc7" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como orienta Minéia, o planejamento dos jardins requer atenção. É preciso escolher a melhor espécie para o ambiente e um local estratégico para a instalação. O primeiro passo é procurar orientação de um paisagista ou de um arquiteto. Se tiver ajuda dos dois, melhor ainda. O paisagista pode analisar o espaço quanto às condições climáticas, indicar a melhor espécie e como esta deve ser cuidada. O arquiteto é quem planeja o local adequado - interno ou externo, para a colocação do jardim - e também como a estrutura pode ser fixada de modo que atenda à demanda desejada.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Minéia, os jardins são procurados principalmente como elemento decorativo, mas seus benefícios na saúde e no bem estar também se mostram relevantes. Segundo ela, os jardins proporcionam um espaço de lazer, contato com a natureza e melhora na qualidade do ar - principalmente se instalados internamente, onde o ar não circula tanto. Outro ponto importante é o isolamento térmico. As espécies têm o potencial de reduzir as chamadas ilhas de calor, presentes nas grandes cidades. Isso porque elas fazem o “sombreamento”, ou seja, o calor se transfere de forma menos intensa quando passa pelas folhas.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além disso, as plantas atuam como uma barreira natural de isolamento acústico. A superfície verde bloqueia sons de alta frequência e, dependendo da composição das espécies, pode bloquear ruídos de baixa frequência. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Renata afirma que a vegetação otimiza qualidade de vida aos usuários, que são influenciados de forma positiva nos aspectos psicológicos e de saúde. Com sua pesquisa, ela afirma que há alternativas de baixo custo, como a cortina verde, que utiliza a vegetação trepadeira. A instalação planejada é uma estratégia para potencializar o conforto térmico e a sensação de bem-estar dos usuários. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Depois da instalação, é preciso seguir alguns cuidados de poda e rega. A professora Minéia recomenda o uso de plantas que se adaptem à sombra ou precisem de pouco sol para se desenvolver. De modo geral, essas espécies costumam funcionar bem em em espaços internos, principalmente em apartamentos. No entanto, a escolha da espécie vai depender da necessidade do morador. Algumas pessoas preferem instalar pequenas hortas, que nem sempre vão ter a função de sombreamento, mas podem oferecer praticidade no dia a dia e garantir uma alimentação saudável. Outras pessoas podem optar pelos jardins como função decorativa, o que vai implicar em um maior planejamento arquitetônico.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Tayline Alves Manganelli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Júlia Coutinho, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>11 projetos de cooperação do Programa Institucional de Internacionalização da UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/11-projetos-de-cooperacao-do-programa-institucional-de-internacionalizacao-da-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 27 Oct 2022 12:21:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
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						<description><![CDATA[Capes-PrInt/UFSM contempla áreas e programas de pós-graduação de excelência institucional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 2018, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) apresentou seu Plano Institucional de Internacionalização à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e foi uma das <a href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=98031-1-10-18-capes-edital-print-resultado-final41-1&amp;category_slug=outubro-2018-pdf-1&amp;Itemid=30192" target="_blank" rel="noopener"><b><u>36</u></b> </a>instituições de pesquisa aprovadas do país no <a href="https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/10112017Edital412017InternacionalizacaoPrInt2.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b><u>Edital Nº 41/2017</u></b> </a>referente ao Capes-PrInt. Para atender aos pré-requisitos do edital, a Universidade precisou definir temas estratégicos a serem apoiados e mostrar, por meio de políticas e ações inovadoras, como iria ganhar maior protagonismo internacional nos próximos anos. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">De acordo com o Coordenador de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), Luiz Felipe Valandro, o projeto institucional da UFSM foi estruturado ao redor de linhas temáticas, que eram os focos potenciais para uma proposta sólida e competitiva. “Esse processo decorreu de discussões amplas da comunidade de pós-graduação da UFSM, a fim de tornar o processo mais inclusivo e com maior capilaridade possível”, afirma o docente.</p>		
												<img width="1024" height="670" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/3-1024x670.jpg" alt="Descrição da imagem: colagem horizontal e colorida com quatro círculos. No círculo superior esquerdo, na cor azul, desenho do planeta Terra e colagem da palavra &#039;sustentabilidade&#039;. Ao lado, o círculo superior direito, na cor rosa, tem o desenho de uma galinha, uma planta e uma cabeça de pessoa, e a palavra &#039;saúde&#039;. O círculo inferior esquerdo é laranja, tem desenho de quatro turbinas de energia eólica e as palavras &quot;Tecnologias limpas&quot;. Ao lado, o círculo inferior direito é amarelo mostarda, tem a colagem de uma rua com casas e construções antigas com filtro preto e branco, e a palavra &#039;Memória&#039;. O fundo é amarelo em textura quadriculada." loading="lazy" />														
		<p>Diante disso, o comitê gestor do PrInt/UFSM definiu quatro temas estratégicos, nos quais 26 programas de pós-graduação foram agrupados em atividades multidisciplinares. As linhas temáticas (humanidades, tecnologia, inovação, agricultura e sustentabilidade) são organizadas em 11 subprojetos de cooperação internacional. Confira a seguir:</p>		
			<h3>Tema Estratégico |&nbsp; Materiais do Amanhã e Tecnologias Limpas — busca a resolução de problemáticas baseadas nos objetivos de desenvolvimento do milênio (ODM).</h3>		
		<ol><li dir="ltr" style="line-height: 1.8" role="presentation"> Materiais Inteligentes </li></ol><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">São aqueles manipulados para responder a estímulos externos e modificar suas propriedades, e apresentam diferentes comportamentos em cada cenário que são utilizados. Por terem ampla aplicação em diferentes áreas e segmentos da sociedade, os novos materiais são essenciais para o desenvolvimento da humanidade e das tecnologias do futuro. O subprojeto Materiais Inteligentes tem como enfoque a consolidação do Núcleo de Desenvolvimento de Materiais Avançados (NUDEMA) na UFSM e busca desenvolver materiais magnéticos, nanoestruturas ferromagnéticas, novas cerâmicas com aplicação em odontologia, nanopartículas poliméricas com aplicações em nanomedicina, entre outros insumos com potencial na geração de produtos. </p><p dir="ltr"> </p><ol style="margin-top: 0;margin-bottom: 0" start="2"><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt" role="presentation">Nanomateriais</p></li></ol><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Aplicados em áreas como medicina, eletrônica, ciências e engenharia, os Nanomateriais são diferentes materiais que contém partículas com comprimento entre 1 a 100 nanômetros (escala microscópica que equivale a um bilionésimo de metro). O projeto procura responder questões da área da Química de Sistemas Supramoleculares, que estuda conjuntos e agregados de moléculas para além da molécula individual, tais como: Quais são as etapas e processos que levam da molécula individual ao material? Como e porque a matéria se torna complexa? Ou, qual o caminho percorrido pela molécula até chegar a entidades da mais alta complexidade? Com foco nestas questões, o projeto realiza estudos que visam a compreensão de dados geométricos, topológicos e energéticos das interações que mantém as moléculas agregadas. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><ol style="margin-top: 0;margin-bottom: 0" start="3"><li dir="ltr" style="list-style-type: decimal;font-size: 12pt;font-family: 'Times New Roman';color: #000000;background-color: transparent;font-weight: bold;font-style: normal;font-variant: normal;text-decoration: none;vertical-align: baseline"><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">Tecnologias Limpas</p></li></ol><p dir="ltr">O projeto Tecnologias Limpas (também conhecidas como tecnologias “verdes” ou “sustentáveis”) tem como enfoque o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para o aprimoramento de processos, produtos, serviços e procedimentos organizacionais com o objetivo de redução ou eliminação do impacto ambiental. Nesse sentido, busca-se soluções técnicas e programas que promovam a melhoria do desempenho ambiental das instituições com a adoção de tecnologias limpas. O projeto visa atuar em linhas com enfoque na redução de operações unitárias, consumo de água, energia e geração de efluentes; emprego de tecnologias alternativas como ultrassom, micro-ondas e ultravioleta; e garantia da confiabilidade dos métodos de análise para o controle de qualidade de produtos e processos.</p>		
			<h3>Tema Estratégico | Saúde Única — visa a união entre a saúde animal e a saúde humana na busca por novas soluções.</h3>		
		<p dir="ltr" role="presentation"><strong>4. Estratégias Farmacológicas e Nutricionais para a Promoção da Saúde</strong></p><p dir="ltr">Este projeto tem enfoque em duas linhas temáticas, uma relacionada à promoção da saúde, que aborda as doenças crônicas de elevada prevalência na população, e outra relacionada à segurança toxicológica. A partir de uma abordagem transdisciplinar, o projeto busca compreender os mecanismos envolvidos nas patologias, bem como a descoberta de novos fármacos e formulações farmacêuticas. Além disso, inclui também pesquisas de aspectos relacionados à alimentação, bem estar e qualidade de vida, que são apontados como fatores determinantes na redução do risco de doenças e no sucesso de tratamentos. Os pesquisadores envolvidos atuam na área de compostos bioativos aplicados como estratégia nutricional na redução do risco de doenças crônicas que afetam a população. </p><p dir="ltr" role="presentation"><strong>5. Sanidade e Bem-estar Animal</strong></p><p dir="ltr">Esse projeto reflete o conceito de saúde única, que caracteriza a relação indissociável existente entre a saúde animal, humana e ambiental. Por meio de duas linhas de pesquisa principais (sanidade e biotecnologia aplicada à reprodução e ao bem estar animal), o projeto foca na construção e teste de vetores vacinais, uma vez que vacinas eficazes e seguras para doenças de interesse sanitário têm impacto na sanidade animal e também na saúde humana. Além disso, realiza estudos reprodutivos em animais, como a edição genômica, em que se altera o DNA de organismos que incluem atributos produtivos, sanitários, ambientais e de bem-estar animal. </p>		
			<h3>Tema Estratégico | Sociedade Informacional: Memória e Tecnologias: estudar a sociedade contemporânea, com foco na dimensão dinâmica da identidade das sociedades informacionais.</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt" role="presentation">6. Informação e Tecnologias</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">O projeto Informação e Tecnologias parte do pressuposto de que a sociedade informacional precisa pensar os seus meios de produção, circulação e consumo de informação, com o objetivo de ter uma sociedade mais justa. Para melhorar as relações entre o campo e a cidade, uma das preocupações do projeto consiste em examinar criticamente os meios de informação de sistemas agroalimentares (soma de operações de disponibilização de insumos, de produção nas unidades agrícolas, de armazenamento e distribuição de alimentos). Ainda busca refletir sobre as tecnologias de reprodução da imagem e codependência entre arte e tecnologias de informação. </p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">7. Memória e Tecnologias </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A memória (pessoal, cultural, social, laboral e ecológica) é um conceito que se manifesta sob diferentes formas: sob o aspecto visível das paisagens urbanas e rurais; na memória de agricultores; e sob a forma de Centro de Documentação e Memória e do tratamento de arquivos físicos e digitais que os compõem. O projeto pesquisa questões relativas à memória no âmbito da Sociedade Informacional e das diferentes tecnologias empregadas para sua coleta, armazenamento, recuperação e difusão. Uma preocupação central é o exame de tecnologias que promovam o desenvolvimento sustentável, além de visar questões como a natureza e o papel da memória na aquisição e na transmissão do conhecimento.</p>		
			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.7999999999999998;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Tema Estratégico | Sustentabilidade e Atitudes Inteligentes: desenvolver estratégias e tecnologias de conservação do meio ambiente e dos ecossistemas.</p></h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt" role="presentation">8. Agricultura - Inovadora, intensiva e sustentável<b id="docs-internal-guid-b6a68db0-7fff-68d6-439a-64f08f692a81" style="font-weight: normal"></b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com o objetivo principal de intensificar e qualificar a produção de alimentos mais saudáveis, com redução do impacto ambiental, este projeto pesquisa o desenvolvimento de soluções inovadoras a partir da biodiversidade, biologia molecular, genômica, bioinformática, modelagem e microbiologia. Para isso, busca a substituição de tecnologias caras e poluidoras por biotecnologias baseadas na expressão diferencial de genes, na proteção de plantas por bioprodutos e microrganismos, no uso da modelagem do crescimento vegetal, na conservação pós-colheita, na redução de perdas de alimentos e na previsão de cenários climáticos e seu impacto na biologia de microrganismos, plantas e animais. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt" role="presentation">9. Ecossistemas Sustentáveis</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ecossistemas são conjuntos formados pelas interações entre componentes bióticos, como organismos vivos, e componentes abióticos, como o ar, a água, o solo e minerais. Eles são ciclos de vida naturalmente sustentáveis, uma vez que reciclam todos os seus elementos, e o que poderia ser descartado volta ao meio ambiente como parte do ciclo vital. A proposta do projeto “Ecossistemas Sustentáveis” está organizada em três linhas de pesquisa: a primeira visa o uso racional de ecossistemas e sua inserção no processo produtivo e de proteção ambiental; a segunda pesquisa processos biológicos, funções e valores dos ecossistemas pastoris; e a última se concentra na ecologia evolutiva e conservação da biota brasileira. </p><p><b style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt" role="presentation">10. Recursos Energéticos</p><p dir="ltr">Este projeto visa a implantação de um laboratório multiusuário de referência internacional em recursos energéticos, a formação de recursos humanos qualificados e a disseminação do conhecimento sobre recursos energéticos na sociedade. E ainda, promove estudos que envolvem os aspectos de tempo e clima relacionados a recursos energéticos e ambientais, principalmente quanto à geração de energia elétrica por fontes renováveis.</p><p dir="ltr"> </p><p dir="ltr" role="presentation"><strong>11. Solos - Produção e Preservação do Ambiente</strong></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">O solo é fundamental para o planeta, pois participa de muitos processos de importância global, como o ciclo hidrológico, a emissão ou captura dos gases de efeito estufa, a manutenção da maior fração da biodiversidade do planeta, dentre outros. Além disso, é no solo que ocorre a produção da maioria dos alimentos de origem vegetal e animal, dos biocombustíveis e das fibras usadas no vestuário, por exemplo. O projeto “Solos” busca o desenvolvimento de novas tecnologias e recursos para sustentar a produção desses consumíveis e conservação de recursos naturais (solo, água e biodiversidade).</p><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Reportagem:</i></b><i> Jéssica Medeiros, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</i></p><p><b><i>Design gráfico:</i></b><i> Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</i></p><p><b><i>Mídia social:</i></b><i> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; e Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista;</i></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Colaboração internacional entre UFSM e Espanha busca desenvolvimento em telessaúde</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/colaboracao-internacional-entre-ufsm-e-espanha-busca-desenvolvimento-em-telessaude%ef%bf%bc</link>
				<pubDate>Thu, 04 Aug 2022 16:50:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração internacional]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[médico espanhol]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[telessaúde]]></category>
		<category><![CDATA[tics]]></category>

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						<description><![CDATA[Inserção de tecnologias na área contribui para a agilidade dos serviços oferecidos e a sustentabilidade dos sistemas de saúde]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Telessaúde é um sistema de prestação de serviços de saúde a distância, realizados com a ajuda das tecnologias da informação e de comunicação (TICs), como ferramentas online e aplicativos móveis. Para Manuel Grandal Martín, especialista na área, a telessaúde faz parte de um processo global de digitalização da vida humana: “Eu tenho aqui no celular meu banco, meus sistemas de informação e atendimentos em saúde. Tudo”. O médico espanhol é professor na Universidade Alfonso X el Sabio, diretor geral dos Hospitais e Infraestruturas do serviço de saúde de Madrid e consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele esteve na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para compartilhar experiências na área e consolidar uma parceria com a Universidade para o desenvolvimento da telessaúde.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/08/MGM3203_-1024x683.jpg" alt="Descrição da imagem: fotografia horizontal e colorida de um homem de meia idade em primeiro plano. Ele tem pele branca e enrugada, olhos pequenos e esverdeados, boca pequena, cabelos curtos, ralos e brancos. Ele veste jaqueta verde marinho sobre camisa branca com listras azuis e gravata azul. O fundo é uma parede branca." loading="lazy" />											<figcaption>Manuel Grandal. Fotografia: Luis Gustavo Santos.</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ivana Beatrice Mânica da Cruz, professora no Centro de Ciências da Saúde e gerente de Ensino e Pesquisa no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), explica que a Universidade está em processo de implementação do Programa Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Assistência em Saúde Digital. A iniciativa prevê a realização de dois projetos integrados: um deles voltado a ações de educação em saúde digital, com a oferta de disciplinas na graduação e na pós-graduação, além de cursos e oficinas para profissionais da área da saúde e gestores. O segundo projeto buscará desenvolvimentos na pesquisa e inovação para a criação de estratégias de telessaúde que podem auxiliar no diagnóstico e no atendimento aos pacientes.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora destaca que pesquisadores da Universidade e profissionais de saúde do HUSM trabalham juntos na organização do programa. “A UFSM tem um papel relevante na construção de ações que possibilitem a implantação de modelos de telessaúde. Isso porque é um centro de referência regional para a saúde, principalmente devido à formação de profissionais em nível de graduação e pós-graduação”, afirma. Além disso, eles contam com a colaboração de instituições de países que já têm serviços de saúde digital estruturados, como é o caso da Espanha.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/07/HUSM_materia_capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de duas pessoas sentadas em frente a um notebook. A imagem está dividida no meio. Na esquerda, homem de pele parda e cabelo escuro, veste jaleco azul claro e calça azul escuro. Está em frente a um notebook preto. Na parede atrás dele, quadro com diploma e ilustração de um coração humano. Na parte direita da imagem, homem de pele clara e cabelos escuros, está curvado e enrolado em uma coberta azul marinho, veste calça branca com círculos vermelhos. Está em frente a uma xícara e um notebook brancos. Na parede atrás dele, quadro branco com o Batman em preto e estante suspensa com cinco livros em tons de azul, branco, rosa queimado e preto." loading="lazy" />														
		<p>A telessaúde se caracteriza como um grande campo que engloba a tecnologia e a saúde a serviço da sociedade. Atividades de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças, gestão e promoção de saúde estão entre as aplicações. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta a telemedicina no país por meio da <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cfm-n-2.314-de-20-de-abril-de-2022-397602852">Resolução nº 2.314/2022</a>. Para o CFM, ao ser exercida com a utilização dos meios tecnológicos e digitais, a medicina deve priorizar o benefício e os melhores resultados ao paciente. Cabe ao médico avaliar se a telemedicina é o método mais adequado de acordo com a situação. A resolução define algumas modalidades em que o atendimento a distância pode ser realizado:</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%"><p><b>Teleconsulta</b>: Consulta médica não presencial com médico e paciente localizados em diferentes espaços.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Teleconsultoria: Consultoria mediada entre médicos, gestores e outros profissionais, com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre procedimentos administrativos e ações de saúde.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Teleinterconsulta: Troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente, para discussão diagnóstico ou terapêutico, clínico ou cirúrgico. Pode ocorrer, por exemplo, entre um médico de Família e Comunidade e outro especialista sobre determinado problema do paciente.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telediagnóstico: Emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telecirurgia: Quando o procedimento é feito por um robô, manipulado por um médico que está em outro local.&nbsp;</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Televigilância: Também conhecido como telemonitoramento, é o acompanhamento a distância dos sintomas do paciente. Pode ser por meio de imagens, dados de equipamentos e dispositivos próximos ou implantáveis nos pacientes.</p>
<p>Teletriagem: Realizada por um médico para avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do mesmo ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista.</p></td>
</tr>
</tbody>
</table>		
			<h3>Legado da pandemia</h3>		
		<p>Antes da pandemia, as práticas de telemedicina não eram regulamentadas no país. Mas com a necessidade de distanciamento social, o uso de tecnologias interativas se impôs como um recurso alternativo e seguro para proteger pacientes e profissionais. A estratégia também contribuiu para reduzir a sobrecarga de unidades de saúde. Com a implementação desses recursos em caráter emergencial durante o período pandêmico, abriram-se caminhos para a consolidação das tecnologias como aliadas no atendimento em saúde no Brasil.</p>		
			<h3>Benefícios e desafios</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A ampliação do acesso a serviços de saúde para a população está entre os principais benefícios observados na área.Grandal destaca o potencial da telessaúde para alcançar lugares de difícil acesso, como áreas rurais que não estão cobertas por redes assistenciais. Além disso, a implementação de serviços assim tende a contribuir para a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Para o médico espanhol, as técnicas de saúde digital ainda estão em processo de desenvolvimento: “Temos que construir, tijolo por tijolo, com cada uma das especialidades. Com cada paciente.  Ainda temos resistências para mudar”, ressalta. Ele também destaca que a prioridade é que os serviços sejam da mesma qualidade que as consultas presenciais.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora Ivana lembra que a falta de capacitação de estudantes e profissionais sobre o tema, e a popularização de ações de saúde digital junto à população, ainda são desafios para o avanço na área. “É difícil que um programa de telessaúde uniforme e sincronizado seja implementado em todo o Brasil, o que abriria a possibilidade de construções de estratégias mais localizadas e adaptadas a realidades específicas”, comenta.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p>
<p><em><strong>Design gráfico:</strong>&nbsp;Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista; e Vinícius Bandeira, acadêmico de Desenho Industrial e volun´tário;</em></p><p><em><b>Fotografia: </b>Luis Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo;</em></p>
<p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p>
<p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p>
<p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Compromisso com o futuro em favor da Terra</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/compromisso-com-o-futuro-em-favor-da-terra-2</link>
				<pubDate>Fri, 22 Apr 2022 13:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[impressa]]></category>
		<category><![CDATA[agenda 2030]]></category>
		<category><![CDATA[arco impressa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[dossiê passado presente e futuro]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Revista impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9198</guid>
						<description><![CDATA[UFSM avança na Agenda 2030 da ONU e caminha para a excelência em ensino e sustentabilidade até o ano 2050]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph /-->

<p>Representantes da comunidade internacional se reuniram na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em setembro de 2015, para firmar um compromisso pela sustentabilidade do planeta. Na ocasião, 193 países decidiram adotar como guia o documento “Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável”. Trata-se de um plano de ação para construir um caminho sustentável até 2030, com metas para erradicar a pobreza e promover a dignidade humana dentro dos limites da Terra. Tais preocupações se mostram ainda mais pertinentes pelo fato de que, de 2014 a 2020, foram registrados os sete anos mais quentes da história, segundo dados da Agência Espacial Americana (Nasa) e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.</p>
<p>												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Dossie_Futuro-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de um mapa da Universidade Federal de Santa Maria vista de cima. O mapa está na diagonal esquerda. No canto inferior esquerdo, a Avenida Roraima e o arco, em azul. A Avenida corta a ilustração em uma reta até a metade, quando contorna um bosque. Vários prédios estão espalhados pelo mapa, principalmente nas cores branco, azul, verde, cinza e laranja. Depois do arco, do lado direito, prédios do CTISM. Do lado esquerdo, prédio laranja, outro branco. Mais adiante, posto de combustível e prédios dos bancos. Do lado direito, prédios do Centro de Tecnologia em laranja e azul claro. Na extremidade direita, prédio do curso de Arquitetura, Restaurante Universitário 2 e caixa de água. Há outros prédios brancos, cinzas e azuis. Do lado esquerdo, Hospital Universitário em verde, e atrás, prédios dos cursos de saúde em verde, cinza e azul. Mais adiante, do lado direito, fileira de cinco prédios brancos, com detalhes em cores diferentes (amarelo, azul, vermelho, laranja e verde). Do lado esquerdo, biblioteca central em bege. Mais adiante, a ponte seca, e logo após, do lado esquerdo, o Restaurante Universitário 1, em azul. Logo após, uma fileira de cinco prédios brancos grandes, dois prédios brancos pequenos e dois prédios cinzas pequenos, que são as Casas do Estudante. Do lado direito, três prédios brancos com anexos. O primeiro é o Centro de Artes e Letras e os demais pertencem ao Centro de Ciências Rurais, que tem a biblioteca de vidro entre eles. A Avenida se divide em duas ruas, uma para a direita e outra para a esquerda. Na frente, um bosque de árvores altas e com copa densa. Indo para a esquerda, o obelisco de espelhos do Reitor Fundador. Seguindo a rua, no canto superior esquerdo, o estádio em laranja, branco e azul. Na frente, fileira de prédios: um branco grande, dois brancos pequenos, dois brancos com detalhes em azul também pequenos, e a Reitoria, prédio grande e horizontal em cinza. Atrás dos prédios, bosque de araucárias. Na frente da Reitoria, prédio pequeno de um andar e com tijolos a vista. Do lado, o Centro de Convenções, prédio grande, em branco e cinza, e ao lado, a Casa de Comunicação, prédio azul e branco. Voltando à avenida, indo para o lado direito, o planetário em branco e amarelo, prédio redondo com cúpula arredondada. Logo, dobrando à esqueça, a Biblioteca do Centro de Ciências Sociais e Humanas, e ao lado, os três prédios do CCSH. Ao lado, as estufas do Colégio Politécnico, e os prédios do mesmo, em cinza, marrom e branco. O chão é verde." loading="lazy"><br>
		Três anos após o acordo entre as nações, em 2018, a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM participou de um encontro nacional organizado pela ONG suprapartidária REDE ODS BRASIL, que aconteceu em Brasília-DF. Desde então, uma equipe institucional trabalha em ações baseadas na Agenda 2030 da ONU e nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Estes funcionam como um roteiro para acompanhar e revisar ações que integram três dimensões do crescimento baseado na sustentabilidade: a econômica, a social e a ambiental.</p>
<p>O grupo é coordenado pelo Pró-Reitor Adjunto de Extensão, Rudiney Soares Pereira, que conta ter sido incumbido de pensar no processo de implantação da Agenda 2030 junto de várias mãos e muitas cabeças pensantes. A comissão de trabalho reúne técnico-administrativos e docentes de vários setores da Universidade e dos quatro campi. Em 2019, o grupo elaborou um diagnóstico que classifica mais de 11,8 mil ações de ensino,&nbsp;pesquisa e extensão alinhadas a um ou mais ODS.</p>
<p>Essas atuações contribuíram para o bom posicionamento da UFSM, que está empatada na 14a posição dentre as universidades brasileiras que melhor trabalham com os 17 ODS, segundo a revista britânica Times Higher Education (THE). No ranking geral, divulgado em 2021, a Instituição está entre a 401ª a 600ª colocação, e demonstra tendência de crescimento no índice, uma vez que em 2018 era avaliada em 10 Objetivos e na última lista se destacou em 14.</p>
<h3>Energia limpa e acessível</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2016/2026 da UFSM definiu diretrizes da política de gestão ambiental para o período de 10 anos. No documento, a Universidade assume o compromisso de reduzir o consumo energético e de estimular a geração própria de energia, tendo como pretensão que os edifícios se qualifiquem como de máxima eficiência energética. As novas construções devem se enquadrar no conceito de Zero Energy Building – edificações com microgeração de energia que supram o consumo total ou parcial.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Ainda não existem edifícios de energia zero no campus de Camobi, mas há estudos e estimativas na busca pela geração própria de energia solar. A Pró-Reitora Adjunta de Infraestrutura (Proinfra) e professora no programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo (PPGAUP), Ísis Portolan, explica que há mais potencial em obter autossuficiência energética em edificações com até dois andares, por não serem prédios muito grandes. Os edifícios da Casa do Estudante II (CEU II), por exemplo, são objeto de pesquisa de professores da Engenharia Elétrica para a implementação de energia fotovoltaica.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Em 2020, a capacidade instalada de produção máxima das usinas fotovoltaicas na UFSM era próxima de 170 quilowatts pico. Juntamente das duas novas estações a serem instaladas no campus Santa Maria em 2021, de 400kWp cada uma, e uma em Cachoeira do Sul, pode-se chegar a 1 gigawatt instalado nas estruturas da Universidade. Na sede, a instalação permitirá o uso da energia por parte do Centro de Educação Física e Desportos com sobras para a CEU, de onde por enquanto a distribuição produzida não passará, pois se trata do espaço com maior despesa energética do campus.</p>
<p>												<img width="1024" height="911" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Ilustracao_Dossie_Futuro_3-1024x911.jpg" alt="Ilustração colorida de um posto de combustível elétrico. A ilustração é de cima para baixo, e tem como destaque o telhado solar, que é quadriculado e tem doze placas solares na cor azul marinho. Em cada uma das extremidades, dois postes brancos sobre retângulo branco. No meio dos postes, ponto de recarga em branco, com fios pretos acoplados. No lado direito, carro vermelho instalado ao lado do ponto de recarga, com os fios pretos conectados. O chão é verde. O fundo é branco." loading="lazy">														</p>
<h3>Água potável e armazenamento das chuvas</h3>
<p>												<img width="1024" height="911" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Ilustracao_Dossie_Futuro_2-1024x911.jpg" alt="Ilustração quadrada e colorida de uma estufa. A ilustração está na diagonal esquerda e vista de cima para baixo. A estufa tem estrutura branca e paredes e telhado transparentes. A estrutura tem três postes finos e três arcos no telhado. No interior da estufa, plantas como margaridas rosas, planta com cachos amarelos e cinco prateleiras com três andares de mudas verdes. Ao lado direito da estufa, conectado a ela por um cano preto, caixa de água azul sobre estrutura de metal branco. O chão é verde. O fundo é branco." loading="lazy">														</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O compromisso de encarar a sustentabilidade hídrica também está contemplado no PDI, com a busca do envolvimento da comunidade e a total transparência no uso da água. No prédio 37 da CEU II, a UFSM investiu na construção de dois blocos com tecnologias sustentáveis, como caixas d’água ligadas a cisternas que armazenam a água da chuva para uso nos vasos sanitários. No Colégio Politécnico, o armazenamento beneficia também o setor de floricultura.</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Fora dos muros da Universidade, o Projeto Captação, da ONG Engenheiros Sem Fronteiras, é exemplo de ação pela sustentabilidade hídrica em Santa Maria. Gabrielli Morelato Hosono faz parte do Captação desde 2019 e conta que o grupo implementa sistemas de retenção de água da chuva. Isso é possível por meio de doações de pessoas e empresas, principalmente de lojas de materiais de construção. A primeira aplicação do projeto foi construída em 2018 em um prédio usado pelo Centro de Tecnologia para experimentos, onde fica a sede da ONG. Em 2019, o grupo construiu outro sistema de retenção de água no Colégio Marista, localizado no centro da cidade e, em 2020, aplicaria o projeto na comunidade Dom Ivo, no bairro Passo D’areia, ação adiada por causa da pandemia.</p>
<p></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Nadyanni Andres, integrante do Comitê Ambiental da CEU II, uma possibilidade do reuso da água seria utilizar a própria estrutura da CEU para a horta comunitária do prédio 60, feita por estudantes. A utilização de cisternas na manutenção de hortas destinadas à comunidade interna e assistida diretamente pelas políticas de assistência estudantil é uma opção, mas o manejo da água apresenta outros caminhos autossustentáveis. Podem-se citar a redução da poluição, a melhora da qualidade da água e a colaboração no objetivo de acesso ao saneamento e higiene iguais e adequados a todos.</p>
<h3>O FUTURO</h3>
<p>												<img width="1024" height="911" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Ilustracao_Dossie_Futuro_1-1024x911.jpg" alt="Ilustração quadrada e colorida de um prédio de três andares. A parte da frente do prédio está recortada, mostrando seu interior. O prédio está na diagonal esquerda e de cima para baixo. Tem paredes brancas, e no teto, sete placas de energia solar. Na parede, há uma faixa azul. Na parte da frente, são seis apartamentos. Cada um tem uma cama beliche marrom, com colchão bege, uma escrivaninha marrom com cadeira em encosto azul e notebook cinza e preto sobre a escrivaninha, além de uma porta marrom. O chão é verde e o fundo é branco." loading="lazy">														</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Quando há recursos financeiros, as inovações criadas na UFSM são utilizadas pela própria instituição. A pista multiuso é um exemplo de ideia de alunos e professores implementada pela Proinfra. Trata-se de um espaço multimodal para carrinhos de bebê, pessoas cegas e aquelas que usam cadeira de rodas, bicicletas e skates, que percorre todo o campus sede e ajuda na mobilidade interna e na integração com o bairro Camobi. Ao vislumbrar 2030, Ísis projeta ciclovias que liguem o campus até lugares distantes como o bairro Tancredo Neves e as cidades da Quarta Colônia, o que fomentaria o cicloturismo.</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Como os prédios da Universidade foram construídos principalmente nas décadas de 1960 e 1970, a maioria não é muito eficiente em relação à sustentabilidade, e são necessárias transformações para torná-los sustentáveis, ou seja, para que causem menos impactos ambientais e busquem maior eficiência no uso de recursos naturais. Essas mudanças parecem mais distantes com a queda de investimento para construções, por parte da União, desde 2012. Ainda assim, para os próximos dez anos, a Pró-Reitora Adjunta cita a possibilidade de reformas como a aplicação de brises – dispositivo para impedir a incidência direta de radiação solar – de proteções solares nas fachadas, a criação de mais janelas e a instalação de paredes verdes.</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ísis ressalta que não apenas as construções precisam de atenção, mas também é necessário preservar as áreas verdes com vegetação arbórea, ampliando-as para a área rural da UFSM. Nadyanni, domiciliada na Universidade, almeja que haverá lugares onde, em 10 anos, o alimento dos moradores da Cidade Universitária será produzido comunitariamente na CEU II. E sabe o córrego ao lado do posto de combustível? Para Ísis, em um futuro com investimentos adequados, poderemos esquecer o mau cheiro de 2020 e imaginar uma água límpida com possibilidade de passeios de caiaque em 2030.</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mas e em 2050? Para a professora, as edificações, hoje com 50 anos, já terão passado pelas modificações estruturais necessárias, terão captação da água da chuva, energia solar e equipamentos de alta eficiência energética. Os sistemas de mobilidade estarão ainda melhores e a Universidade, mais acessível e integrada à sociedade, agradável enquanto local de trabalho e, definitivamente, vista não só como lugar para ter aulas.</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">E por que não imaginarmos a UFSM como provedora de energia e novas tecnologias de uso d’água para toda Santa Maria e região? É um questionamento feito pela líder do Projeto Captação, Gabrielli. Para ela, em concordância com Ísis, com a produção de energia aumentando gradativamente, podemos vislumbrar os carros elétricos como algo usual, tendo no campus sede um ponto de carga elétrica – que já existe. O eletroposto referido é parte de um projeto com o Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogas) e a concessionária Copel, do Paraná, e fez da UFSM a primeira universidade no Rio Grande do Sul a instalar um posto para recargas rápidas de veículos elétricos – e de maneira gratuita. Mas a Universidade está acostumada a ser pioneira, pois antes já havia sido a primeira a receber um veículo elétrico para pesquisas em terras gaúchas, fato ocorrido em 2020.</p>
<p><b style="font-weight: normal">&nbsp;</b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Rudiney ainda cita como objetivo tornar a UFSM uma universidade de excelência, mais igualitária e universal. Ele pondera que as universidades são “instituições de Estado, não de governo, e apesar de os governos muitas vezes criarem todas as restrições ou obstáculos para que não cresçam, elas continuam crescendo”. Caminhando em seu crescimento como agente transformador local, regional e nacional, em 2050 a projeção da UFSM é de uma universidade mais internacionalizada, com mais fluxo de pessoas de vários lugares do mundo e mobilização pelo reconhecimento do trabalho da nossa comunidade acadêmica em nível internacional.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Pensar no futuro ajuda na elaboração de um plano de ações como as discutidas aqui. Mas também pode&nbsp; contribuir para a mudança de cultura a partir da implementação de pequenas práticas cotidianas, como separar o lixo adequadamente, privilegiar a luz natural em vez de lâmpadas e trocar, quando possível, o ar-condicionado pelas janelas abertas.</p>
<p dir="ltr"><strong><em>Expediente:</em></strong></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Reportagem:</strong> Lucas Felipe da Silva, acadêmico de Jornalismo;</em></p>
<p dir="ltr"><em><strong>Ilustração e diagramação: </strong>Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial.</em></p>
<p dir="ltr"><em>Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Compromisso com o futuro em favor da Terra</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/compromisso-com-o-futuro-em-favor-da-terra</link>
				<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 13:42:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Dossiê UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[agenda 2030]]></category>
		<category><![CDATA[compromisso sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[dossiê passado presente e futuro]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[gestão ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8962</guid>
						<description><![CDATA[UFSM avança na Agenda 2030 da ONU e caminha para a excelência em ensino e sustentabilidade até o ano 2050]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Representantes da comunidade internacional se reuniram na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em setembro de 2015, para firmar um compromisso pela sustentabilidade do planeta. Na ocasião, 193 países decidiram adotar como guia o documento "Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável”. Trata-se de um plano de ação para construir um caminho sustentável até 2030, com metas para erradicar a pobreza e promover a dignidade humana dentro dos limites da Terra. Tais preocupações se mostram ainda mais pertinentes pelo fato de que, de 2014 a 2020, foram registrados os sete anos mais quentes da história, segundo dados da Agência Espacial Americana (Nasa) e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Dossie_Futuro-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de um mapa da Universidade Federal de Santa Maria vista de cima. O mapa está na diagonal esquerda. No canto inferior esquerdo, a Avenida Roraima e o arco, em azul. A Avenida corta a ilustração em uma reta até a metade, quando contorna um bosque. Vários prédios estão espalhados pelo mapa, principalmente nas cores branco, azul, verde, cinza e laranja. Depois do arco, do lado direito, prédios do CTISM. Do lado esquerdo, prédio laranja, outro branco. Mais adiante, posto de combustível e prédios dos bancos. Do lado direito, prédios do Centro de Tecnologia em laranja e azul claro. Na extremidade direita, prédio do curso de Arquitetura, Restaurante Universitário 2 e caixa de água. Há outros prédios brancos, cinzas e azuis. Do lado esquerdo, Hospital Universitário em verde, e atrás, prédios dos cursos de saúde em verde, cinza e azul. Mais adiante, do lado direito, fileira de cinco prédios brancos, com detalhes em cores diferentes (amarelo, azul, vermelho, laranja e verde). Do lado esquerdo, biblioteca central em bege. Mais adiante, a ponte seca, e logo após, do lado esquerdo, o Restaurante Universitário 1, em azul. Logo após, uma fileira de cinco prédios brancos grandes, dois prédios brancos pequenos e dois prédios cinzas pequenos, que são as Casas do Estudante. Do lado direito, três prédios brancos com anexos. O primeiro é o Centro de Artes e Letras e os demais pertencem ao Centro de Ciências Rurais, que tem a biblioteca de vidro entre eles. A Avenida se divide em duas ruas, uma para a direita e outra para a esquerda. Na frente, um bosque de árvores altas e com copa densa. Indo para a esquerda, o obelisco de espelhos do Reitor Fundador. Seguindo a rua, no canto superior esquerdo, o estádio em laranja, branco e azul. Na frente, fileira de prédios: um branco grande, dois brancos pequenos, dois brancos com detalhes em azul também pequenos, e a Reitoria, prédio grande e horizontal em cinza. Atrás dos prédios, bosque de araucárias. Na frente da Reitoria, prédio pequeno de um andar e com tijolos a vista. Do lado, o Centro de Convenções, prédio grande, em branco e cinza, e ao lado, a Casa de Comunicação, prédio azul e branco. Voltando à avenida, indo para o lado direito, o planetário em branco e amarelo, prédio redondo com cúpula arredondada. Logo, dobrando à esqueça, a Biblioteca do Centro de Ciências Sociais e Humanas, e ao lado, os três prédios do CCSH. Ao lado, as estufas do Colégio Politécnico, e os prédios do mesmo, em cinza, marrom e branco. O chão é verde." loading="lazy" />														
		Três anos após o acordo entre as nações, em 2018, a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM participou de um encontro nacional organizado pela ONG suprapartidária REDE ODS BRASIL, que aconteceu em Brasília-DF. Desde então, uma equipe institucional trabalha em ações baseadas na Agenda 2030 da ONU e nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Estes funcionam como um roteiro para acompanhar e revisar ações que integram três dimensões do crescimento baseado na sustentabilidade: a econômica, a social e a ambiental. <p>O grupo é coordenado pelo Pró-Reitor Adjunto de Extensão, Rudiney Soares Pereira, que conta ter sido incumbido de pensar no processo de implantação da Agenda 2030 junto de várias mãos e muitas cabeças pensantes. A comissão de trabalho reúne técnico-administrativos e docentes de vários setores da Universidade e dos quatro campi. Em 2019, o grupo elaborou um diagnóstico que classifica mais de 11,8 mil ações de ensino, pesquisa e extensão alinhadas a um ou mais ODS.</p><p>Essas atuações contribuíram para o bom posicionamento da UFSM, que está empatada na 14a posição dentre as universidades brasileiras que melhor trabalham com os 17 ODS, segundo a revista britânica Times Higher Education (THE). No ranking geral, divulgado em 2021, a Instituição está entre a 401ª a 600ª colocação, e demonstra tendência de crescimento no índice, uma vez que em 2018 era avaliada em 10 Objetivos e na última lista se destacou em 14.</p>		
			<h3>Energia limpa e acessível</h3>		
		<p>O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2016/2026 da UFSM definiu diretrizes da política de gestão ambiental para o período de 10 anos. No documento, a Universidade assume o compromisso de reduzir o consumo energético e de estimular a geração própria de energia, tendo como pretensão que os edifícios se qualifiquem como de máxima eficiência energética. As novas construções devem se enquadrar no conceito de Zero Energy Building – edificações com microgeração de energia que supram o consumo total ou parcial.</p><p>Ainda não existem edifícios de energia zero no campus de Camobi, mas há estudos e estimativas na busca pela geração própria de energia solar. A Pró-Reitora Adjunta de Infraestrutura (Proinfra) e professora no programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo (PPGAUP), Ísis Portolan, explica que há mais potencial em obter autossuficiência energética em edificações com até dois andares, por não serem prédios muito grandes. Os edifícios da Casa do Estudante II (CEU II), por exemplo, são objeto de pesquisa de professores da Engenharia Elétrica para a implementação de energia fotovoltaica.</p><p>Em 2020, a capacidade instalada de produção máxima das usinas fotovoltaicas na UFSM era próxima de 170 quilowatts pico. Juntamente das duas novas estações a serem instaladas no campus Santa Maria em 2021, de 400kWp cada uma, e uma em Cachoeira do Sul, pode-se chegar a 1 gigawatt instalado nas estruturas da Universidade. Na sede, a instalação permitirá o uso da energia por parte do Centro de Educação Física e Desportos com sobras para a CEU, de onde por enquanto a distribuição produzida não passará, pois se trata do espaço com maior despesa energética do campus.</p>		
												<img width="1024" height="911" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Ilustracao_Dossie_Futuro_3-1024x911.jpg" alt="Ilustração colorida de um posto de combustível elétrico. A ilustração é de cima para baixo, e tem como destaque o telhado solar, que é quadriculado e tem doze placas solares na cor azul marinho. Em cada uma das extremidades, dois postes brancos sobre retângulo branco. No meio dos postes, ponto de recarga em branco, com fios pretos acoplados. No lado direito, carro vermelho instalado ao lado do ponto de recarga, com os fios pretos conectados. O chão é verde. O fundo é branco." loading="lazy" />														
			<h3>Água potável e armazenamento das chuvas</h3>		
												<img width="1024" height="911" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Ilustracao_Dossie_Futuro_2-1024x911.jpg" alt="Ilustração quadrada e colorida de uma estufa. A ilustração está na diagonal esquerda e vista de cima para baixo. A estufa tem estrutura branca e paredes e telhado transparentes. A estrutura tem três postes finos e três arcos no telhado. No interior da estufa, plantas como margaridas rosas, planta com cachos amarelos e cinco prateleiras com três andares de mudas verdes. Ao lado direito da estufa, conectado a ela por um cano preto, caixa de água azul sobre estrutura de metal branco. O chão é verde. O fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p>O compromisso de encarar a sustentabilidade hídrica também está contemplado no PDI, com a busca do envolvimento da comunidade e a total transparência no uso da água. No prédio 37 da CEU II, a UFSM investiu na construção de dois blocos com tecnologias sustentáveis, como caixas d’água ligadas a cisternas que armazenam a água da chuva para uso nos vasos sanitários. No Colégio Politécnico, o armazenamento beneficia também o setor de floricultura.</p><p>Fora dos muros da Universidade, o Projeto Captação, da ONG Engenheiros Sem Fronteiras, é exemplo de ação pela sustentabilidade hídrica em Santa Maria. Gabrielli Morelato Hosono faz parte do Captação desde 2019 e conta que o grupo implementa sistemas de retenção de água da chuva. Isso é possível por meio de doações de pessoas e empresas, principalmente de lojas de materiais de construção. A primeira aplicação do projeto foi construída em 2018 em um prédio usado pelo Centro de Tecnologia para experimentos, onde fica a sede da ONG. Em 2019, o grupo construiu outro sistema de retenção de água no Colégio Marista, localizado no centro da cidade e, em 2020, aplicaria o projeto na comunidade Dom Ivo, no bairro Passo D'areia, ação adiada por causa da pandemia.</p><p><br />Para Nadyanni Andres, integrante do Comitê Ambiental da CEU II, uma possibilidade do reuso da água seria utilizar a própria estrutura da CEU para a horta comunitária do prédio 60, feita por estudantes. A utilização de cisternas na manutenção de hortas destinadas à comunidade interna e assistida diretamente pelas políticas de assistência estudantil é uma opção, mas o manejo da água apresenta outros caminhos autossustentáveis. Podem-se citar a redução da poluição, a melhora da qualidade da água e a colaboração no objetivo de acesso ao saneamento e higiene iguais e adequados a todos.</p>		
			<h3>O FUTURO</h3>		
												<img width="1024" height="911" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Ilustracao_Dossie_Futuro_1-1024x911.jpg" alt="Ilustração quadrada e colorida de um prédio de três andares. A parte da frente do prédio está recortada, mostrando seu interior. O prédio está na diagonal esquerda e de cima para baixo. Tem paredes brancas, e no teto, sete placas de energia solar. Na parede, há uma faixa azul. Na parte da frente, são seis apartamentos. Cada um tem uma cama beliche marrom, com colchão bege, uma escrivaninha marrom com cadeira em encosto azul e notebook cinza e preto sobre a escrivaninha, além de uma porta marrom. O chão é verde e o fundo é branco." loading="lazy" />														
		<p>Quando há recursos financeiros, as inovações criadas na UFSM são utilizadas pela própria instituição. A pista multiuso é um exemplo de ideia de alunos e professores implementada pela Proinfra. Trata-se de um espaço multimodal para carrinhos de bebê, pessoas cegas e aquelas que usam cadeira de rodas, bicicletas e skates, que percorre todo o campus sede e ajuda na mobilidade interna e na integração com o bairro Camobi. Ao vislumbrar 2030, Ísis projeta ciclovias que liguem o campus até lugares distantes como o bairro Tancredo Neves e as cidades da Quarta Colônia, o que fomentaria o cicloturismo.</p><p>Como os prédios da Universidade foram construídos principalmente nas décadas de 1960 e 1970, a maioria não é muito eficiente em relação à sustentabilidade, e são necessárias transformações para torná-los sustentáveis, ou seja, para que causem menos impactos ambientais e busquem maior eficiência no uso de recursos naturais. Essas mudanças parecem mais distantes com a queda de investimento para construções, por parte da União, desde 2012. Ainda assim, para os próximos dez anos, a Pró-Reitora Adjunta cita a possibilidade de reformas <br />como a aplicação de brises – dispositivo para impedir a incidência direta de radiação solar – de proteções solares nas fachadas, a criação de mais janelas e a instalação de paredes verdes.</p><p>Ísis ressalta que não apenas as construções precisam de atenção, mas também é necessário preservar as áreas verdes com vegetação arbórea, ampliando-as para a área rural da UFSM. Nadyanni, domiciliada na Universidade, almeja que haverá lugares onde, em 10 anos, o alimento dos moradores da Cidade Universitária será produzido comunitariamente na CEU II. E sabe o córrego ao lado do posto de combustível? Para Ísis, em um futuro com investimentos adequados, poderemos esquecer o mau cheiro de 2020 e imaginar uma água límpida com possibilidade de passeios de caiaque em 2030.</p><p>Mas e em 2050? Para a professora, as edificações, hoje com 50 anos, já terão passado pelas modificações estruturais necessárias, terão captação da água da chuva, energia solar e equipamentos de alta eficiência energética. Os sistemas de mobilidade estarão ainda melhores e a Universidade, mais acessível e integrada à sociedade, agradável enquanto local de trabalho e, definitivamente, vista não só como lugar para ter aulas.</p><p>E por que não imaginarmos a UFSM como provedora de energia e novas tecnologias de uso d’água para toda Santa Maria e região? É um questionamento feito pela líder do Projeto Captação, Gabrielli. Para ela, em concordância com Ísis, com a produção de energia aumentando gradativamente, podemos vislumbrar os carros elétricos como algo usual, tendo no campus sede um ponto de carga elétrica – que já existe. O eletroposto referido é parte de um projeto com o Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogas) e a concessionária Copel, do Paraná, e fez da UFSM a primeira universidade no Rio Grande do Sul a instalar um posto para recargas rápidas de veículos elétricos – e de maneira gratuita. Mas a Universidade está acostumada a ser pioneira, pois antes já havia sido a primeira a receber um veículo elétrico para pesquisas em terras gaúchas, fato ocorrido em 2020.</p><p>Rudiney ainda cita como objetivo tornar a UFSM uma universidade de excelência, mais igualitária e universal. Ele pondera que as universidades são "instituições de Estado, não de governo, e apesar de os governos muitas vezes criarem todas as restrições ou obstáculos para que não cresçam, elas continuam crescendo”. Caminhando em seu crescimento como agente transformador local, regional e nacional, em 2050 a projeção da UFSM é de uma universidade mais internacionalizada, com mais fluxo de pessoas de vários lugares do mundo e mobilização pelo reconhecimento do trabalho da nossa comunidade acadêmica em nível internacional. </p><p> </p><p>Pensar no futuro ajuda na elaboração de um plano de ações como as discutidas aqui. Mas também pode  contribuir para a mudança de cultura a partir da implementação de pequenas práticas cotidianas, como separar o lixo adequadamente, privilegiar a luz natural em vez de lâmpadas e trocar, quando possível, o ar-condicionado pelas janelas abertas.</p><em><strong>Expediente: </strong></em>
<em><strong>Reportagem:</strong> Lucas Felipe da Silva, acadêmico de Jornalismo;</em>
<em><strong>Ilustração e diagramação:</strong> Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial.</em><br><em style="font-size: 16px">Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em><em><br></em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Telhado verde: 5 vantagens e curiosidades</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/telhado-verde-vantagens-curiosidades</link>
				<pubDate>Mon, 04 Apr 2022 13:11:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[bromélias]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[educação socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[jardim botânico]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
		<category><![CDATA[suculentas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[telhado verde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9153</guid>
						<description><![CDATA[Quais os benefícios que a estrutura proporciona? Quais espécies de plantas podem ser utilizadas?]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Em dezembro de 2020, ocorreu a inauguração do telhado verde do Jardim Botânico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O projeto faz parte das ações extensionistas do Programa de Educação Socioambiental, que objetiva promover aspectos da engenharia sustentável - técnicas utilizadas para valorizar o meio ambiente e remediar impactos ambientais - e a divulgação acerca desse tema para a comunidade.</p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/04/Telhado_Verde_jardim_botanico-1024x668.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um telhado verde. No centro inferior da imagem, canteiro circular de plantas verdes, do tipo bromélia. No centro do canteiro, bromélia grande e verde com as pontas avermelhadas. Um caminho de pedras britas contorna o canteiro, com plantas pequenas, em tons de verde, vermelho e rosa, nas extremidades. Ao fundo, dois canteiros circulares menores, com plantas pequenas e uma maior no centro. No lado direito, ao fundo, há dois bancos de concreto. Uma grade de ferro cinza protege as extremidades. Ao fundo da imagem, árvores altas, do tipo eucaliptos, e o céu azul." loading="lazy" />											<figcaption>Telhado Verde do Jardim Botânico da UFSM.</figcaption>
										</figure>
		<p id="docs-internal-guid-feb71c1d-7fff-4ef5-ab3f-a6a04c4f7ea4" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Telhado verde é uma estrutura ecologicamente viável, já que auxilia na diminuição da temperatura, não só da edificação em que foi construído, como também de centros urbanos. A alternativa tem outras vantagens, como a redução da poluição sonora (por meio das plantas); o auxílio na drenagem da água da chuva (o que evita alagamentos), além de propiciar o uso do espaço, por exemplo, para práticas de lazer e proporcionar uma estética mais agradável ao imóvel.  </p><p>A Revista Arco entrevistou Simone Messina Gomez, coordenadora do Projeto “Telhado verde no Jardim Botânico da UFSM: engenharia sustentável, paisagismo e educação socioambiental”; e Rutineia Tassi,  professora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental. A conversa foi sobre os benefícios do telhado verde e assuntos relacionados à temática. Confira os tópicos conversados a seguir:</p>		
			<h3>1 - Redução da temperatura</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-ef2b8273-7fff-9bcd-22ae-6bb7b3e81a9f" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">A cobertura vegetal ou o ecotelhado, como também é chamado, permite a redução das amplitudes térmicas - diferença entre a temperatura máxima e mínima - no local em que está implantada. A vegetação absorve boa parte da luz solar, o que reduz a quantidade de calor emitida - de volta - para atmosfera.  Ou seja, a edificação com telhado verde demora mais para aquecer e para resfriar, o que permite a conservação de uma temperatura menor no ambiente interno, em comparação com estruturas sem a cobertura vegetal. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">A redução das amplitudes térmicas tem dois benefícios: a diminuição do uso de ar-condicionado e das ilhas de calor nas áreas urbanas. Com a temperatura do ambiente interno reduzida, o consumo energético pode ser menor, já que a utilização de equipamentos condicionadores de ar - como ares-condicionado e ventiladores - será menos necessária.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">As ilhas de calor ocorrem pela elevada capacidade de absorção de áreas como o asfalto e o concreto, além da falta de vegetação nas cidades e o alto índice de poluição. Devido a esses fatores, o ar atmosférico é mais quente e a umidade relativa do ar é mais baixa. A elevação da temperatura afeta a qualidade de vida da população, por isso uma das soluções para evitar ilhas de calor é aumentar as áreas verdes nos centros urbanos.</p><p> </p>		
			<h3>2 - Variedade das espécies de plantas utilizadas</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-bfcf84ac-7fff-837c-f6ea-d113a744e4e8" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Segundo a professora Rutineia, o telhado verde pode ser projetado com o Sistema Intensivo - maior profundidade do solo que permite plantas com raízes mais profundas, como árvores de pequeno porte, pequenos arbustos e até mesmo com a possibilidade de plantar cenoura, tomate e beterraba. Também pode ser feito de acordo com o Sistema Extensivo - mais restrito, acomoda espécies com raízes superficiais, como gramíneas e suculentas.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">O Sistema Extensivo é o mais comum no Brasil, visto que requer menor manutenção e a estrutura é mais acessível em relação ao investimento necessário para executar o projeto. O telhado verde do Jardim Botânico da UFSM é baseado no Sistema Extensivo. Simone comenta que as espécies de plantas utilizadas para as coberturas vegetais precisam ser adaptadas para receber intensa luz solar e ter a característica de armazenar uma quantidade grande de água. A técnica em paisagismo pela UFSM, Daiane Oliveira, desenvolveu o projeto paisagístico no telhado verde do Jardim, no qual se destacam as suculentas, bromélias e cactos.</p><p> </p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/04/Telhado_Verde_especies-1024x668.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de suculentas grandes e pontudas. Há uma fileira delas, em tom de verde escuro com listras de verde claro." loading="lazy" />											<figcaption>Espécies de plantas do telhado verde do Jardim: Babosas e Suculentas</figcaption>
										</figure>
			<h3>3 - Biodiversidade em áreas urbanas</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-8e1f5f11-7fff-e74d-6c2e-3559cb80f3fb" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Em espaços urbanos, os locais podem ser designados para atividades de lazer como caminhadas, yoga e leitura. Além disso, é uma maneira de recuperar áreas verdes para ampliar a biodiversidade nessas áreas, já que diversos insetos e aves começam a frequentar a cobertura.</p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outros benefícios são em relação à qualidade do ar e à acústica da edificação. Na região do telhado verde ocorre a filtragem do ar, o que possibilita um maior bem-estar para a população. Já as diferentes camadas que formam a infraestrutura diminuem o nível de ruído que passa para o ambiente interno.</p><p> </p>		
									<figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/04/Telhado_Verde_biodiversidade-1024x668.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de espécies de suculentas pequenas; a da frente é um mini arbusto em tom de verde claro. A do fundo tem tom rosa malva." loading="lazy" />											<figcaption>Suculentas no Telhado do Jardim</figcaption>
										</figure>
			<h3>4 - Soluções baseadas na natureza</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-f95d5cfa-7fff-bbdb-8035-0b0b7a9b06e7" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Os telhados verdes fazem parte de um conjunto de técnicas denominadas soluções baseadas na natureza. O ecotelhado é uma alternativa sustentável para reduzir as inundações em espaços urbanos. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">A infraestrutura permite a absorção da água da chuva pela vegetação, além de ter um sistema de drenagem para armazenar a água escoada, que depois pode ser usada para a própria vegetação. Rutineia explica que é “como se fosse um pratinho embaixo do vaso da planta”.</p><p> </p>		
			<h3>5 - História da técnica do telhado verde</h3>		
		<p id="docs-internal-guid-3f40e5a2-7fff-52fe-cb54-3a57fac27703" dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">A técnica do telhado verde teve sua origem na Mesopotâmia, onde as estruturas arquitetônicas eram constituídas por vegetação. Os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo, é a obra mais famosa da antiguidade com o uso dessa técnica.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt"><a style="text-decoration: none" href="https://revistabrasileirademeioambiente.com/index.php/RVBMA/article/view/64">No Brasil, durante a década de 1930,</a> foi feita a primeira construção, o Ministério da Educação e Saúde, localizado no Rio de Janeiro. Esse prédio fez parte de um projeto paisagístico no qual&nbsp; o arquiteto Oscar Niemeyer participou, junto com o artista plástico Burle Marx que realizou o planejamento vegetal.</p>
<p>Em 2015, o município de Recife, em Pernambuco, <a style="text-decoration: none" href="https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=280138">sancionou a Lei Nº 18112</a>, que decreta que os projetos de edificações habitacionais multifamiliares com mais de quatro pavimentos e não habitacionais com mais de 400m² de área coberta deverão prever a implantação de telhado verde para sua aprovação.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Expediente:</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Reportagem: Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Fotografias: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Tratamento de imagem: Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt">Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; e Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e voluntária;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Relações Públicas:</strong> Carla Costa;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 10pt;margin-bottom: 0pt"><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Agricultura familiar no prato da merenda escolar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/agricultura-familiar-prato-merenda-escolar</link>
				<pubDate>Fri, 01 Apr 2022 12:07:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[fao]]></category>
		<category><![CDATA[lei 11947]]></category>
		<category><![CDATA[merenda escolar]]></category>
		<category><![CDATA[pnae]]></category>
		<category><![CDATA[prato]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar e nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9151</guid>
						<description><![CDATA[Professores da UFSM fazem parte de grupo de pesquisadores que identificou desafios e soluções do PNAE em estudo publicado na FAO]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p id="docs-internal-guid-17e7287b-7fff-4733-06d0-b2232ed310c6" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A merenda escolar, principal refeição do dia para milhares de estudantes brasileiros em situação de vulnerabilidade, nem sempre teve o prato cheio com ‘comida de verdade’. Ela é determinada pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que foi criado em 1955 com o nome de Campanha da Merenda Escolar e configura-se como uma das políticas públicas mais antigas do país. No entanto, o programa era centralizado e os alimentos oferecidos aos estudantes eram, em sua maioria, industrializados, enlatados e pouco nutritivos. Em 2009, com a Lei nº 11.947, veio a regulamentação da alimentação escolar, que passou a garantir produtos orgânicos e mais saudáveis para os pratos dos refeitórios escolares. A legislação obriga que um mínimo de 30% dos recursos das compras públicas da alimentação escolar sejam destinados aos produtos oriundos da agricultura familiar.</p>
												<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/04/Capa_FAO-1024x670.png" alt="Ilustração horizontal e colorida de uma paisagem colorida em pixel art. No lado esquerdo, uma propriedade rural: em cima, uma casa de tijolos amarelo queimado com telhado de telhas vermelhas; há um caminho de chão batido que liga a casa até os quatro canteiros de tomate e cenoura. Ao lado dos canteiros, um celeiro de armazenamento em formato de cilindro, com tijolos vermelhos à vista. Na estrada, caminhonete com caçamba cinza. Na propriedade, há macieiras e laranjeiras espalhadas e ela é preenchida com grama verde clara. Ao lado direito da casa, a estrada de chão se encontra com o asfalto. Ele tem uma bifurcação: no caminho para cima, leva ao RU, e para baixo, a uma escola. O RU é um prédio de dois andares azul com detalhes em preto, cinza e branco. Do lado esquerdo dele tem um caminhão caçamba branco com alimentos: cenoura, tomate e laranja. Abaixo, a escola é marrom e bege, e tem a parede vazada na parte do refeitório: há duas mesas redondas com quatro alunos sentados. Um deles é usuário de cadeira de rodas. Ao fundo, um balcão estilo buffet, com alimentos coloridos. Atrás dele, uma mulher negra com roupas brancas. Na frente, uma estudante de cabelos compridos, de costas. Na parede, cartazes coloridos com laranja e cenoura desenhados. Ao redor do caminho, do RU e da escola, há árvores verde escuras e grama verde clara. Ao fundo, montanhas em verde musgo e céu e nuvens em azul claro." loading="lazy" width="1024" height="670">

É sobre essa lei que um grupo de pesquisadores se debruçaram: queriam analisar os aspectos positivos e as dificuldades encontradas no processo de aplicação prática. O grupo é composto por dois pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), uma pesquisadora da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), outra da Universidade Comunitária Regional de Chapecó (Unochapecó) e outro da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O resultado do <a href="https://www.fao.org/documents/card/es/c/cb7969en/" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> foi publicado em documento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
<h3>Um guarda-chuva e uma mudança</h3>
<p id="docs-internal-guid-6ae3ac03-7fff-29bf-2b73-c70d6581b5d9" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“O Programa Nacional de Alimentação Escolar, do Brasil, é referência no mundo inteiro”, diz Vanessa Ramos Kirsten, docente do Departamento de Alimentos e Nutrição no curso de Nutrição no campus da UFSM de Palmeira das Missões, e também participante da pesquisa citada. Vanessa afirma que a lei nº 11.947 faz parte de um guarda-chuva, o Programa Fome Zero, criado em 2003: “A gente tinha, à época, um governo que se preocupava muito com a segurança alimentar e nutricional e com a erradicação da fome, e havia estratégias intersetoriais para abraçar tudo isso”. Como uma das estratégias, criou-se o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que, com recursos federais, fazia compras de produtos da agricultura familiar para distribuição a populações em situação de vulnerabilidade.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outra tática foi a potencialização da alimentação escolar a partir da qualidade da comida, e também o fortalecimento econômico do lado da produção, que sofria com o aumento do êxodo rural: a agricultura familiar. O artigo 17 da lei nº 11.947 estabeleceu a obrigatoriedade de que todos os municípios usem no mínimo 30% dos recursos destinados às compras públicas da merenda escolar para alimentos da agricultura familiar, o que promoveu uma mudança estrutural no PNAE: “Essa é uma revolução que promove a melhora do cardápio”, afirma Vanessa.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com a porcentagem mínima de produtos da agricultura familiar, aumentam as chances de que estudantes tenham à disposição alimentos frescos, orgânicos, com menos agrotóxicos e menos industrializados. Além disso, dá autonomia aos municípios e permite a descentralização da gestão e da criação dos cardápios, uma vez que a legislação privilegia a produção local, os alimentos regionais e tradicionais do lugar em que a escola se encontra. A legislação ainda dá preferência aos agricultores familiares mais vulneráveis, pertencentes às comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas e assentados.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Óscar Torres Figueiredo, docente no Departamento de Engenharia Florestal no campus da UFSM em Frederico Westphalen e também participante do estudo, há o intuito de aproximar os agricultores com os consumidores para fortalecer a economia local, o que representa políticas públicas a nível federal e local que são pensadas e geridas em uma escala descendente. Isso envolve um trabalho conjunto entre escolas, profissionais da Nutrição, gestores públicos, técnicos do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, das cooperativas e dos próprios agricultores. “A comida e o alimento, neste caso, representam apenas a conclusão de esforço desde o agricultor, passando pelos gestores e que vai beneficiar o consumidor, porque a criança que vai nutrir-se com esse alimento sabe que é um alimento que vem do local, que é um alimento de qualidade”, destaca.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Óscar e Vanessa concordam que a iniciativa brasileira é pioneira, uma vez que vários países, principalmente da África e da América Latina, fizeram movimentos parecidos ao tentar associar as compras públicas e a agricultura familiar com a merenda escolar. Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que reuniu dados de 2001 a 2017, o programa Bolsa Família, aliado a outros programas sociais, conseguiu, em 15 anos, reduzir a pobreza em 15% e a pobreza extrema em 25%. Em 2018, o Brasil voltou ao Mapa da Fome. As desigualdades sociais se aprofundaram com a pandemia da Covid-19 e <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/desigualdade-fator-risco-covid-19/">constituem, inclusive, fator de risco para a doença.</a> De acordo com o <a href="http://olheparaafome.com.br/">Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no contexto da pandemia da Covid-19</a>, da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN), são 19 milhões de brasileiros que convivem com a fome diariamente. Este número representa um total de 55,2% dos domicílios em insegurança alimentar e nutricional: mais da metade dos brasileiros e brasileiras passam fome. Para as crianças dessas famílias, a alimentação escolar é o principal prato do dia. “Crianças bem alimentadas têm uma capacidade cognitiva maior, então isso repercute a longo prazo na educação”, afirma Óscar. Para o engenheiro florestal, o problema da fome não é de falta de alimentos: “É falta de acesso, de capital, tanto para comprar quanto para produzir alimentos”, evidencia.</p>

<h3>A terra que produz o alimento</h3>
<p id="docs-internal-guid-c8ea36d6-7fff-8f86-311e-a0b3c7ada0d7" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">“Sustentabilidade começa com o que nós colocamos no prato no dia a dia”, ressalta Óscar. O entrelaçamento entre a sustentabilidade e a terra encontra exemplo na agricultura familiar: ausência ou diminuição do uso de agrotóxicos, preservação de florestas e nascentes, diminuição do plástico no empacotamento e menor distância do transporte dos alimentos. Ao destinar recursos para a agricultura familiar, o programa garante também a sustentabilidade financeira. Óscar reitera que, a partir de 2009, pela primeira vez agricultores familiares tiveram um mercado seguro para a venda de seus produtos, o que garante possibilidades de crescimento e de investimentos na propriedade. Além disso, para o engenheiro florestal, sustentabilidade também é uma questão de ética: “Estamos falando de alimentos de verdade, que não são adulterados com químicos. Estamos dando ao corpo alimentos que ele reconhece”. A importância também está na educação alimentar dos e das estudantes: “A educação é o futuro das nossas crianças. Mas se você está dando alimento envenenado e ultraprocessado, você está destruindo o futuro delas”, argumenta Óscar.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para o agricultor familiar Joceli Sidloski, que produz suco de uva orgânica e reside no interior de Frederico Westphalen, os recursos provenientes do programa são essenciais: “Se não vender para a merenda escolar, eu fecho as portas, porque é muito difícil competir com grandes empresas”, afirma. Junto com a família, é proprietário do Sucos Barril, produto orgânico e integral distribuído pela Cooperativa dos Produtores Rurais da Agricultura Familiar de Frederico Westphalen (Coopraf). Além da suco de uva, a cooperativa vende outros tipos de alimentos para a merenda escolar: verduras, legumes e frutas da época, sucos, geleias, conservas, mel, farinhas, cucas e bolachas, açúcar mascavo, mandioca, filé de peixe e produtos lácteos. A Coopraf atende toda a rede municipal de Frederico Westphalen (escolas, creches e outras entidades) e mais de 50 escolas municipais de 19 municípios da região. Para Evandro Antonello, administrador da cooperativa, a importância da destinação de recursos públicos está no desenvolvimento, no fortalecimento e na diversificação da produção, além da manutenção da família no campo.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Marildo Mulinari, agricultor&nbsp; assentado na área do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), em Eldorado do Sul, afirma que a merenda escolar é um dos principais nichos do Movimento Sem Terra (MST). O maior volume das compras é da cidade de São Paulo, mas as prefeituras da região metropolitana do Rio Grande do Sul também têm feito a aquisição do kit de alimentação, que inclui arroz orgânico, extrato de tomate, geleia, suco, panificados e outros alimentos. Apesar da importância do programa para o MST, Marildo denuncia que, com a ascensão de Jair Bolsonaro ao governo federal, os recursos para as compras públicas da agricultura familiar têm sido descontinuados, principalmente aqueles relativos ao PAA.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
Na pandemia, os cortes de investimento na compra desses produtos aumentaram: com as escolas fechadas e a <a style="text-decoration: none" href="https://ojoioeotrigo.com.br/2021/07/o-vazio-no-prato-das-escolas-serie-alimentacao-escolar-1/">ausência de merenda escolar</a>, a alternativa foi distribuir cestas básicas para as famílias dos e das estudantes. No entanto, grande parte da composição dessas cestas era de alimentos industrializados. A volta às aulas, ainda em plena pandemia, também viu <a style="text-decoration: none" href="https://ojoioeotrigo.com.br/2021/10/alimentacao-escolar-em-risco-na-caotica-volta-as-aulas-nas-escolas-publicas-brasileiras/">riscos na garantia da alimentação escolar</a>. Para Marildo, mesmo com as dificuldades impostas pelo governo, o movimento teve um papel importante no combate à fome: “A reforma agrária passou a ser a solução daqueles que passam fome nas favelas. Temos distribuído milhares e milhares de toneladas de alimentos e mostrado que a reforma agrária popular pode produzir alimento em larga escala, livre de veneno e de agrotóxico, respeitando o meio ambiente e a natureza, com o ser humano e a vida acima do lucro”, enfatiza.
<h3>O prato que alimenta e educa</h3>
<p id="docs-internal-guid-f672c1a0-7fff-a097-4b9a-e26de3788c8b" dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Arroz, feijão, ovos, leite em pó, iogurte, alface, mandioca, banana, batata-doce, beterraba, bergamota, couve, cebola, cenoura, laranja, maçã, moranga cabotiá, repolho, tempero verde, tomate, carne suína, carne moída, filé de peixe e coxa e sobrecoxa de frango. Esses alimentos oriundos da agricultura familiar compõem o prato da merenda escolar dos estudantes santa-marienses, em 80 escolas que formam a rede municipal de ensino. São 40% dos recursos para as compras públicas destinados a esses produtos. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Educação do município, durante a pandemia, houve distribuição por meio da elaboração e entrega de kits de alimentos aos alunos da rede. As cestas eram compostas por alimentos perecíveis - como os da lista acima - e não perecíveis, a exemplo de farinhas, açúcar, óleo de soja, macarrão e biscoitos.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para Óscar Figueiredo e Vanessa Kirsten, o sucesso da implementação da lei nº 11.947 se deve à pressão do governo à época. A dispensa de licitação facilita a aquisição dos produtos: a desburocratização, por meio de chamadas públicas, não exige criação de empresas por parte dos agricultores e não reduz o preço dos alimentos a um valor mínimo, o que garante que o pagamento seja justo. Entre as dificuldades, estão a adequação do cardápio à realidade local, a necessidade de que a nutricionista responsável se comunique com as cooperativas e com a Emater para saber qual a disponibilidade de alimentos, e o transporte dos mesmos, uma vez que nem sempre as famílias tinham estrutura logística para a distribuição. De acordo com números divulgados em 2020 pelo Ministério da Educação (MEC), são mais de 40 milhões de alunos atendidos pelo PNAE, em um montante de R$3,97 bilhões, que garantem cerca de 50 milhões de refeições diárias.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 2015, o Decreto nº 8473 estabeleceu o mesmo percentual mínimo de compras da agricultura familiar para hospitais públicos, prisões e restaurantes universitários. Vanessa Kirsten participou de <a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8660661" target="_blank" rel="noopener">outro estudo</a> que avaliou a implementação do decreto nos RU 's do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Para a pesquisadora, no entanto, a execução não foi tão exitosa quanto a da merenda escolar, em função do contexto político da época e da descontinuidade de programas do tipo pelos governos subsequentes. O Restaurante Universitário da UFSM realiza compras da agricultura familiar, que atendem os três RUs do campus sede. Em 2019, último ano em que o funcionamento do RU foi integral, antes da pandemia, o investimento era de R$ 664.896. Deste valor, apenas R$ 218.486 eram oriundos do PNAE. Entre os alimentos adquiridos, estão: arroz, banana, batata-doce, bergamota, beterraba, brócolis, cenoura, cubos de pernil suíno, feijão, laranja, mandioca, maçã, moranga, repolho, tempero verde e tomate. Desde 2020, no entanto, o RU passou a ser administrado por uma empresa terceirizada e ainda não há dados sobre valores e número médio de refeições desde então. No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), já houve compra de produtos da agricultura familiar quando a Usina de Leite da UFSM foi administrada por uma cooperativa. De acordo com a Assessoria de Imprensa do HUSM, atualmente não há aquisição de produtos do tipo.</p>
<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt" id="docs-internal-guid-94ddeed0-7fff-5831-012d-13fb4578a924">Expediente:</p>
<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Reportagem: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</p>
<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Design gráfico: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;</p>
<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; e Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e voluntária;</p>
<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Relações Públicas: Carla Costa;</p>
<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</p>
Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Carta do Leitor</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/1365</link>
				<pubDate>Tue, 09 May 2017 19:37:36 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[carta do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Leitores]]></category>
		<category><![CDATA[Sugestões]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=1365</guid>
						<description><![CDATA[Este é o espaço reservado para os nossos leitores. Ficou com alguma dúvida? Percebeu algum erro? Quer fazer um comentário ou um elogio? Escreva para a gente e colabore para que a Arco fique cada vez mais útil e interessante.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Este é o espaço reservado para os nossos leitores. Ficou com alguma dúvida? Percebeu algum erro? Quer fazer um comentário ou um elogio? Escreva para a gente e colabore para que a Arco fique cada vez mais útil e interessante.</span>

<strong>PORTUGAL</strong>

<span style="font-weight: 400;">O que “achei” em meia dúzia de palavras: conteúdos de qualidade, leitura acessível e grafismo excelente. Estão de parabéns.</span>

<i><span style="font-weight: 400;">Marco Pais Neves dos Santos, doutorando em Sustentabilidade Social e Desenvolvimento na Universidade Aberta de Portugal</span></i>

<strong>EXPERIÊNCIA</strong>

<span style="font-weight: 400;">Um aspecto importante em trabalhar com a revista Arco em sala de aula diz respeito à relevância de aproximar os estudantes — neste caso, com idades que variam entre dez e 13 anos, de ações oriundas da UFSM, para que se possa, dessa forma, tecer possibilidades de interação e inserção na Universidade desde os primeiros anos no Ensino Fundamental.</span>

<i><span style="font-weight: 400;">Lucas Visentini, professor da Escola Miguel Beltrame</span></i>

<strong>SUSTENTABILIDADE</strong>

<span style="font-weight: 400;">Admiro muito o trabalho de vocês. Inclusive instalei um reservatório de coleta da água da chuva na minha casa a partir de uma matéria da revista. Rego todas as plantas, minha pequena horta e uso na limpeza da casa e do pátio... é muita água!</span>

<i><span style="font-weight: 400;">Vanessa Solis Pereira, psicóloga</span></i>

<b>Errata</b>
<span style="font-weight: 400;">Na matéria Um convite de descanso aos olhos e ouvidos, publicada na 4ª edição da Arco, referimos que o professor Marco Antônio Verardi Fialho possui “pouco conhecimento sobre aves”. Em contato com a Arco, ele esclareceu: “Meu contato com as aves iniciou na minha infância, década de 1970, e de lá para cá são alguns anos de observação e conhecimento sobre a diversidade de espécies de aves que habitam o Rio Grande do Sul”. Pedimos desculpas ao professor pela imprecisão.</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Lar, sustentável lar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/lar-sustentavel-lar</link>
				<pubDate>Tue, 07 Jan 2014 19:34:57 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[casa sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Construção Civil]]></category>
		<category><![CDATA[gestão ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[materiais sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=1659</guid>
						<description><![CDATA[Moradia popular é construída a partir de materiais e tecnologias sustentáveis]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <div id="container_dados">
<div class="texto_noticia">

Um sonho. Talvez seja essa a melhor definição de uma casa popular para quem, depois de muitos planos e economias, consegue finalmente ter a sua casa própria. Para Marcos Vaghetti, professor do Departamento de Estruturas e Construção Civil da UFSM, uma simples casa popular serviu como inspiração para um grande projeto. Sonho de uns, inspiração de outros, a ideia se consolidou como projeto e, hoje, a Casa Popular Eficiente: um benefício ambiental aliado a um custo mínimo impulsiona grande pesquisa na área de tecnologias sustentáveis na Universidade.

O projeto nasceu em 2008, idealizado por Marcos Vaghetti, então professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Ulbra. “Destinado a um público de baixa renda, o diferencial era uma casa onde fossem utilizados materiais sustentáveis em sua construção”, explica o professor. O foco do projeto era minimizar os danos ao meio ambiente a partir de materiais alternativos na construção, mas sem perder de vista a qualidade de vida dos moradores.

A partir daí, um ano foi destinado à pesquisa de materiais que causassem o menor impacto ao meio ambiente. Então, chegou-se às mais diversas alternativas sustentáveis para compor a casa, desde as telhas tetra pak construídas a partir de caixas de leite, até o piso de PVC reciclado.

Atualmente, a construção civil é responsável por grande parte da emissão de resíduos que causam poluição, como o cimento, além de contribuir para o efeito estufa com a emissão de gases. O projeto da Casa Popular Eficiente promove essa mudança na lógica de produção, necessária para a preservação do ambiente.
<h3><strong>EXPANDINDO SABERES</strong></h3>
Com a vinda do professor para a UFSM, o projeto ganhou um novo caráter. A parceria com os cursos de Engenharia possibilitou que a casa se tornasse ainda mais ecologicamente correta. Além dos materiais sustentáveis, diferentes tecnologias, como a captação da água da chuva para utilização doméstica, passaram a ser pesquisadas para serem inseridas no projeto. “Além de fazer um produto sustentável para a sociedade, o projeto busca transmitir para esses futuros profissionais essa cultura ambiental”, considera Vaghetti.

Hoje a Casa Popular Eficiente é um dos projetos integrantes do Grupo de Estudo e Pesquisa em Tecnologias Sustentáveis, coordenado pelos professores Marcos Vaghetti e Elvis Carissimi. Compõem o grupo cerca de 30 alunos de graduação divididos em subgrupos. As engenharias Acústica, Civil, Elétrica, Sanitária e Ambiental e o curso de Arquitetura e Urbanismo se dividem, cada um em sua área específica, para agregar ao projeto as chamadas soluções sustentáveis.

As soluções sustentáveis são maneiras desenvolvidas para aproveitar os recursos naturais, como, por exemplo, a utilização da energia solar para produção de energia elétrica para a própria casa, e até mesmo o tratamento da água do chuveiro para reaproveitá-la para regar plantas.

Outro diferencial do projeto é que ele foi produzido pensando no microclima da região. Os sistemas de aquecimento e ventilação foram planejados de acordo com os fatores climáticos de Santa Maria, onde o calor predomina na maior parte do ano. O projeto ainda permite ampliações, tanto para os lados quanto para cima, facilitando uma possível reforma, o que é comum em casas populares.

Já em 2012, a possibilidade de construir a casa de fato, levantando o projeto do papel, impulsionou os estudos da casa, que tem 55 m² divididos em dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço. “Uma coisa é estudar um projeto, outra coisa é ter a materialidade, a casa construída”, destaca o professor. A construção da casa, no Centro de Eventos da UFSM, terminou em maio de 2013 e, a partir daí, os materiais e tecnologias empregados puderam ser analisados e testados.

Por se tratar de um projeto de pesquisa, devem ser necessários mais alguns anos para que o projeto esteja pronto para ser executado. Segundo Vaghetti, a Casa Popular Eficiente poderá servir de modelo para a construção de uma vila ecológica. “Além de gerar pesquisa dentro da universidade, é uma maneira de transferir pra sociedade uma casa sustentável, sem deixar de lado a qualidade de vida da população”, finaliza.

<a class="bigger_image" title="" href="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2014/01/soluções-info.jpg"><img class="aligncenter" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2014/01/soluções-info.jpg" alt="Infografia de casa sustentável" width="774" height="699" /></a>

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<div class="texto_rodape"><em><strong>Repórter:</strong> Natascha Carvalho</em></div>
<div><em><strong>Infografia: </strong>Projetar</em></div>]]></content:encoded>
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				<title>Na minha casa sempre chove*</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/na-minha-casa-sempre-chove</link>
				<pubDate>Tue, 07 Jan 2014 19:32:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Sustentabilidade]]></category>
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						<description><![CDATA[Já imaginou ter chuva armazenada para poder utilizar sempre que quiser ou precisar?]]></description>
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<h5>*Referência baseada no poema Chove? Nenhuma chuva cai de Fernando Pessoa</h5>
Começa a chover e você já aproveita para tirar o carro da garagem e lavá-lo, enquanto as crianças vão para o gramado refrescar-se com um banho de chuva. A piscina vai enchendo – ou se monta a de mil litros – e a alegria está garantida. A vizinha vai para a janela olhar o jardim se abrindo para receber as gotas de água do céu, e o cheiro de terra molhada invade o ambiente. Se for no verão santa-mariense, logo a chuva passa e o sol e o calor retornam. Mas já pensou poder aproveitar essa mesma chuva por mais tempo?

Foi o que propôs Roberval Bresolin em seu mestrado em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Maria. A dissertação, Aproveitamento de água de chuva sem tratamento em uma residência, defendida em 2010, apresentou alternativas para a captação da água da chuva e seu uso sem investimento em beneficiamento. A ideia do projeto surgiu quando Bresolin começou a planejar a construção de sua casa. A preocupação com questões ambientais, somada a necessidades básicas – e custosas – de utilização da água, como irrigação da horta e do jardim, levou-o a pensar em construir também um sistema de captação da água da chuva.

De acordo com Bresolin, o objetivo principal da pesquisa é mostrar que cada um pode e deve fazer a sua parte para a preservação ambiental, pensando globalmente e agindo localmente: “Com a simples ação de captar a água da chuva na nossa residência, nós podemos contribuir para a preservação da água e para demonstrar a importância da conscientização ambiental”.
<h3><strong>DO PLANEJAMENTO À CONSTRUÇÃO <a class="bigger_image" title="" href="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2014/01/casa-captação.jpg"><img class="alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2014/01/casa-captação.jpg" alt="" width="410" height="428" /></a></strong></h3>
Antes de formular e construir o projeto, Bresolin pesquisou outros sistemas de captação de água da chuva, comparando-os com o referencial teórico, a fim de identificar possíveis falhas e fazer melhorias no sistema a ser instalado em sua própria residência. A partir desse estudo e levantamento prévio, seguiu-se a etapa de calcular as dimensões de cada item do projeto, na qual foram estimados, por exemplo, a área do telhado e o tamanho que o reservatório deveria ter, de acordo com o número de moradores e as necessidades de água da residência.

Nessa etapa, calculou-se que para uma residência com cinco pessoas, necessita-se de uma cisterna com 10m³, que é capaz de abastecer as atividades que usam água da chuva na casa por uma média de 36 dias. “Isso quer dizer que com um reservatório de água de 10m³, em uma residência com cinco pessoas, pode ficar até 36 dias sem chover na cidade que eu vou ter água, seja para molhar a horta, encher a piscina ou usar no vaso sanitário”, explica o pesquisador. O cálculo foi feito considerando também as especificidades do clima santa-mariense, onde a média de tempo sem chuva é de 22 dias. Assim, a probabilidade de ficar sem água no reservatório é mínima.

Após o dimensionamento dos itens, é chegada a etapa da construção do sistema. Nessa fase, é importante buscar materiais alternativos para diminuir os custos da obra. Filtros industrializados, por exemplo, utilizados para a retenção de folhas e pequenos galhos que vêm junto com a água do telhado, são vendidos por valores muito elevados no Brasil. Em 2010, custavam aproximadamente R$ 920,00, mas o estudo mostra que é possível construir um filtro alternativo com um cano de PVC e uma tela por apenas R$ 24,00, reduzindo consideravelmente o custo final do sistema. Bresolin destaca a importância de trabalhar com materiais alternativos não somente para diminuir os custos, como também para despertar na população o interesse pela captação de água da chuva, já que com os materiais industrializados os valores ainda ficam muito elevados.
<h3><strong>APROVEITE (MAIS) A CHUVA</strong></h3>
Após a construção do sistema de captação planejado no mestrado, contendo, simplificadamente, calhas, tubulação, filtros e cisterna, a água da chuva está pronta para ser utilizada. No projeto de Bresolin, o reservatório é subterrâneo. “Como ela é armazenada em um local fechado, lacrado, sem pegar sol, não tem perigo de a água estragar ou apodrecer com o tempo – ela fica bem transparente e sem cheiro algum”, explica.

A água da chuva, assim captada, pode ser aproveitada em vários usos que não exigem água tratada, como na irrigação da horta e do jardim, na lavagem do carro e de calçadas, na piscina ou na descarga do vaso sanitário. De acordo com Bresolin, esses usos somados correspondem a cerca de 45% do consumo de água de uma residência, ou seja, com o sistema de captação de água pode-se reduzir em média 45% também da conta de água da moradia. “Em longo prazo, o investimento que você faz reflete na economia da casa, com uma redução bastante significativa do que se gasta normalmente em água. Em alguns anos, paga-se o investimento e o resto é economia”, afirma Bresolin.

O pesquisador coloca, no entanto, que o fundamental mesmo para definir a construção de um sistema de captação de água da chuva não é a questão financeira, e sim a questão ambiental. “Um projeto de captação tem que ser focado ambientalmente, porque o retorno financeiro, apesar de certo, só vem em longo prazo. Mas é a tranquilidade de saber que você está contribuindo para a preservação da água e do ambiente, que você está fazendo sua parte”.

O professor orientador da dissertação, João Hélvio Righi de Oliveira, também destaca a necessidade de encarar o custo dos equipamentos necessários para a construção do projeto de captação de água da chuva como um “investimento social em nível de cidadão”. Acrescenta ainda que o aproveitamento da água da chuva é necessário enquanto conscientização e compromisso com as gerações futuras.
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[caption id="" align="aligncenter" width="888"]<a class="bigger_image" title="Algumas possibilidades de uso da água da chuva" href="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2014/01/infográfico-usos-da-agua.jpg"><img src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2014/01/infográfico-usos-da-agua.jpg" alt="Algumas possibilidades de uso da água da chuva" width="888" height="303" /></a> Algumas possibilidades de uso da água da chuva[/caption]

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<h3><strong>UM ‘OBRIGADO’ DO FUTURO</strong></h3>
Problemas relacionados à água são cada vez mais frequentes nos noticiários. Inundações, secas, contaminação, escassez. As notícias raramente são positivas. Alguns países já vivem situações bastante críticas e estudos recentes afirmam que 2/3 da população mundial sofrerão com escassez de água para consumo humano até 2050. Nesse contexto, a captação da água da chuva pode ser uma alternativa simples e prática de contribuir para a questão ambiental.

Bresolin acredita que assim cada um pode contribuir um pouco para a preservação do ambiente, mas acrescenta que também são fundamentais ações mais amplas com esse propósito, como políticas públicas e educação ambiental nas escolas. “Ensinando desde o primário a necessidade da preservação, nós podemos pouco a pouco mudar a mentalidade da população”, corrobora.

Apesar das vantagens e da simplicidade da captação da água da chuva, o sistema ainda não é muito utilizado. Conforme Bresolin, o principal entrave do projeto é o desconhecimento dos benefícios que ele pode proporcionar. Pensando nisso, a dissertação inclui também uma proposta de cartilha informativa para explicar à população e às instituições públicas os passos para a construção de uma cisterna para armazenamento da água da chuva e de como essa água poderia ser utilizada na residência, de forma a economizar a água tratada.

O professor João Hélvio lembra também do potencial de socialização da informação e dos benefícios que as pesquisas científicas podem trazer à sociedade, desempenhando um papel de conscientização do cidadão. “O leitor poderá ter a noção exata do custo necessário e a certeza que o investimento terá retorno e que teremos feito a nossa parte para a sustentabilidade do planeta”, finaliza.

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<div class="texto_rodape"><em><strong>Repórter</strong>: Camila Marchesan Cargnelutti</em></div>
<div><em><strong>Ilustrações</strong>: Projetar</em></div>
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