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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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				<title>Um olhar para além dos muros da Universidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/um-olhar-para-alem-dos-muros</link>
				<pubDate>Fri, 22 Oct 2021 15:54:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Extenda]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
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						<description><![CDATA[O projeto UFSM nas Ruas atua para promover a cidadania para pessoas em situação de vulnerabilidade social.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>As previsões meteorológicas apontavam para um temporal, mas o dia 10 de outubro foi marcado pelo intenso sol em Santa Maria. Na rua Alberto Pasqualini - antiga 24 Horas -, no centro da cidade, a alegria de muitas crianças e adultos foi proporcionada por grupos de voluntários, que se mobilizaram e promoveram uma ação de Dia das Crianças para filhos de catadores de material reciclável e pessoas em situação de rua. </p><p>Naquele domingo, foram distribuídos presentes e servidos lanches, incluindo uma variedade de doces. Mariluci, que estava com as duas filhas pequenas, celebrava que as meninas ganharam, além de brinquedos e livros, também uma cesta básica. Além das filhas dela, outras dezenas de crianças corriam e brincavam na área do evento. Entre os adultos, um homem muito ativo caminhava de um lado para o outro oferecendo alimentos e verificando se todos estavam satisfeitos. Reinaldo Santos é acadêmico do curso de Relações Internacionais da UFSM e um ativista da causa da população em situação de rua e em vulnerabilidade social. Ele é voluntário em vários projetos voltados para a população em situação de rua em Santa Maria, entre eles o <a href="https://www.instagram.com/ufsm_nas_ruas/?hl=pt-br">UFSM nas Ruas: mais portas, menos muros para catadores de materiais recicláveis e pessoas em situação de rua</a>, projeto de extensão criado em 2018 e vinculado ao curso de Terapia Ocupacional e ao Observatório de Direitos Humanos da Pró-Reitora de Extensão (ODH/PRE) da UFSM. </p>		
												<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/10/Ilustracao-1024x1024.jpg" alt="" loading="lazy" />														
		<p>O artigo 5° da Constituição Federal define que todos são iguais perante a lei e têm o  direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Apesar disso, no Brasil, muitos não têm acesso a alguns direitos básicos, como saúde, alimentação, trabalho e moradia. Essa é a realidade de aproximadamente 160 mil de pessoas que vivem em situação de rua, segundo <a href="https://polos.direito.ufmg.br/wp-content/uploads/2021/07/Relatorio-Incontaveis-2021.pdf">levantamento</a> feito pelo projeto Intocáveis em março de 2021. Os autores do estudo estimam que esse número seja ainda maior, uma vez que há subnotificação.</p><p>As ações do UFSM nas Ruas vão além do assistencialismo, que, embora tenha um papel importante para quem tem fome ou frio, não resolve os problemas estruturais. “Não basta oferecer só o pão e o agasalho. É preciso garantir a todos e todas os direitos sociais que, por meio de políticas públicas implementadas pelo Estado, cheguem a essas pessoas”, reflete Amara Lucia Battistel, coordenadora do projeto.</p><p>Antes da pandemia de Covid-19, havia um grupo de trabalho composto por discentes, docentes e voluntários de diversas áreas da UFSM que promovia ações na praça Saldanha Marinho, na região central da cidade. Entre as atividades, eram feitas rodas de conversas, práticas de esportes, brincadeiras e encontros musicais, que inclusive resultaram no grupo chamado “Samba na Praça”. “Essas atividades ocuparam um espaço significativo, tanto no cotidiano desses indivíduos, quanto para nós, que começamos a nos sentir inseridos no território e acolhidos por eles”, lembra Amara. </p><p>Aos poucos, o projeto ganhou grandes proporções e aumentou o número de participantes. Muitos deles não estavam em situação de rua, porém viviam em vulnerabilidade social, já que vivenciavam precárias condições de trabalho.</p>		
			<h3>Após a pandemia</h3>		
		<p>Com a chegada da pandemia, muitos projetos da UFSM precisaram se adaptar para continuar com seu caráter extensionista e de prestação de serviços para a comunidade santa-mariense em tempos de distanciamento social. Com o UFSM nas Ruas isso também aconteceu, mas, diferentemente de outros projetos, a necessidade de fazer a adaptação para o modelo remoto representou um grande desafio para os voluntários, visto que o público atendido não tem acesso aos recursos tecnológicos para tal. Assim, o projeto passou a se integrar às ações do Comitê Emergência Rua (CER), que consiste na reunião de diversos grupos que tem por intuito auxiliar a população em situação de rua e em vulnerabilidade social no cenário da pandemia.</p>
<p>Através do CER, o UFSM nas Ruas efetuou muitas ações de arrecadações de materiais de higiene, alimentos, roupas, álcool em gel, colchões, lençóis e diversos outros objetos necessários para a implementação de um centro de acolhimento, que funcionou como um abrigo temporário para as pessoas em situação de rua, a fim de prevenir o contágio pela Covid-19, no ano de 2020. Nessas ações, que aconteceram no Centro Desportivo Municipal (CDM), também foram oferecidas oficinas de artesanato, pintura e jogos.</p>
<p>Para comemorar o Natal e o Ano Novo, foram arrecadados alimentos para duas ceias, que foram servidas para um grupo de catadores no centro da cidade e na Casa de Passagem Maria Madalena. Em um cenário de crise sanitária e econômica, uma ação como essa só foi possível graças ao auxílio do voluntário Reinaldo Santos: “Sempre que posso eu me encontro com as pessoas em situação de rua, janto com eles, ouço suas dores e me voluntario para acolhê-los”.</p>
<p>Valdomiro Silva, que vive em situação de rua há aproximadamente oito anos, afirma que o UFSM nas Ruas é importante porque representa quem mais precisa. As ações propostas pelos voluntários do projeto de extensão permitem que ele e outras pessoas saiam da invisibilidade e tenham suas vozes escutadas pela população e pelo poder público. Os impactos da pandemia também atingiram quem vive nas ruas. Valdomiro conta que, apesar de se candidatar a muitas vagas de emprego, não é selecionado para nenhuma, o que o faz ficar dependente da solidariedade para sobreviver. Assim como ele, muitas pessoas passaram a viver em <a href="https://portal.fiocruz.br/noticia/populacao-em-situacao-de-rua-aumentou-durante-pandemia">situação de vulnerabilidade no Brasil desde o início de 2020</a>. “Vejo alguns amigos meus morando em albergues. Amigos que eu nunca imaginei que chegariam a essa situação. Mas, com os aluguéis subindo e a falta de emprego, muitos precisam recorrer a projetos como o UFSM nas Ruas”, afirma.&nbsp;&nbsp;</p>		
			<h3>Para dentro da academia</h3>		
		<p>Além de atuar com redes de solidariedade e de promoção da cidadania, o UFSM nas Ruas busca fomentar o debate dentro do ambiente acadêmico sobre o contexto da população em situação de rua e de catadores de materiais recicláveis. Através dos “Seminários de Políticas Públicas para as Pessoas em Situação de Rua”, o projeto possibilitou a fala e a presença desses cidadãos que muitas vezes se sentem à margem da sociedade. As duas primeiras edições do seminário aconteceram no Auditório Imembuí no Prédio da Reitoria da UFSM, em 2018 e 2019. A participação de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade nesses eventos teve um valor simbólico, já que muitos deles sequer conheciam o espaço físico da Universidade.</p><p>Amara comenta que o seminário inicialmente causou certo impacto na comunidade acadêmica, mas fica feliz em saber que o evento instigou uma quebra de estigmas ao permitir o acesso dessa população à Instituição. “Compreendemos que esse espaço ajudou a promover direitos, garantiu protagonismo e gerou um sentimento de pertencimento a indivíduos que vivenciam a extrema vulnerabilidade social”, afirma.</p><p>A professora enxergou a necessidade de trazer a discussão também para dentro do curso do qual é docente. Depois de consultas sobre conhecimentos técnicos com profissionais do campo social em Santa Maria e Porto Alegre, Amara criou a disciplina complementar de extensão“Terapia Ocupacional Social e a População em Situação de Rua”. </p><p>A participação em um projeto como o UFSM nas Ruas contribui na formação profissional dos acadêmicos do curso que passam a olhar para os direitos humanos e inclusão social e, assim, vislumbrar soluções possíveis para uma sociedade mais justa e inclusiva. “Graças à experiência proporcionada pelo projeto, foi possível compreender o cuidado de forma integral, enxergando que os indivíduos possuem diferentes necessidades, desejos e realidades, influenciando em nossa atuação profissional”, expõe Mariana Mozzaquatro, bolsista do projeto e acadêmica do curso de Terapia Ocupacional.</p>		
			<h3>Uma nova fase do projeto</h3>		
		<p>Graças a uma parceria com a Casa de Passagem Mundo Novo, o UFSM nas Ruas irá compor o quadro de atividades do Espaço de Ações Comunitárias e Empreendedoras, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, localizado no Prédio da Antiga Reitoria. O projeto terá um espaço para acolher indivíduos em situação de rua. Interessados de outras áreas da Universidade podem contribuir na formação desse novo local que visa ampliar as ações e criar um ambiente de pertencimento para as pessoas em situação de rua. </p>		
			<h3>Por um Natal sem fome</h3>		
		<p>Junto a outras redes de solidariedade que compõem o CER, o UFSM nas Ruas está organizando o “Natal Sem Fome para catadores e pessoas em situação de rua”. Serão duas refeições nos dias 25 de dezembro de 2021 e 1° de janeiro de 2022.</p>		
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		<section data-id="0020794" data-element_type="section"><section data-id="9f898e8" data-element_type="section"><p><b><i>Expediente</i></b></p><p><b><i>Reportagem: </i></b><i>Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário</i></p><p><b><i>Ilustração: </i></b><i>Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário</i></p><p><b><i>Mídia Social: </i></b><i>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e bolsista de Jornalismo; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária<br /></i></p><p><b><i>Edição de Produção: </i></b><i>Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><b><i>Edição Geral: </i></b><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Afago no hospital</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/afago-no-hospital</link>
				<pubDate>Thu, 20 Jun 2019 19:38:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[afago]]></category>
		<category><![CDATA[caacto]]></category>
		<category><![CDATA[cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
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		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto leva animal de apoio social ao encontro de crianças câncer que estão internadas no Hospital Universitário de Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Ouça esta reportagem:</p>
<p>[audio mp3="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Afago-Marcelo-de-Franceschi.mp3"][/audio]</p>
<p><span style="color: #ffffff">.</span></p>
<p>[caption id="attachment_5930" align="alignleft" width="350"]<img class="wp-image-5930" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/pepê-afagoterapia-200x300.jpg" alt="" width="350" height="525"> Pepê, a terapeuta de quatro patas.[/caption]</p>
<p>&nbsp;Quem vê os sorrisos das crianças que esperam a visita semanal da Pepê nem imagina que ela é uma terapeuta pouco convencional. A cadelinha, que exerce função de cão de apoio social no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), anima os corredores do Centro de Atendimento à Criança e Adolescente com Câncer (CtCriaC), acompanhada da psicóloga Fabiane Bortoluzzi Angelo Munhoz, sua tutora.</p>
<p>A inspiração para o projeto <em>Afago</em> <em>no Hospital</em> veio de uma iniciativa de Fabiane, que realizava consultas no seu consultório particular com a presença de Pepê. Devido aos benefícios da presença animal que pode ajudar no tratamento dos pacientes internados –, e com o apoio dos médicos do Husm, as atividades foram ampliadas. A implantação da ideia no Hospital contou com a ajuda do programa Cuidado e Atenção à Criança e ao Adolescente em Tratamento Oncológico (Caacto), do curso de Terapia Ocupacional da UFSM.</p>
<p>Criado e coordenado pela professora do Departamento de Terapia Ocupacional Amara Holanda, o Caacto articula ações de extensão, ensino e pesquisa na promoção da atenção integral à saúde das crianças e adolescentes em tratamento no serviço hematológico e oncológico, e de seus cuidadores. O programa realiza atividades que quebram o cotidiano da internação hospitalar, como sessões de filmes no Cine Pipoca,<br>visitas guiadas ao Hospital e intervenções musicais.</p>
<p>Além de marcar presença em algumas das ações do Caacto, Pepê realiza visitas semanais aos pacientes do CTCriaC. “O <em>Afago no Hospital</em> tem uma importância fundamental e excelente aceitação por parte das crianças, adolescentes e profissionais da saúde do serviço de hematologia e oncologia do Husm”, comenta Amara.</p>
<p><strong>Por trás da Afago no Hospital</strong></p>
<p>Antes de o projeto ser aplicado, foi preciso muito trabalho. Fabiane, juntamente com a terapeuta ocupacional do Husm Luisiana Onófrio e a residente Natyele Silva, reuniram-se para criar fluxogramas, em conjunto com os médicos do CTCriaC e a Comissão de Controle de Infecção (CCIH). Luisiana explica que o fluxograma é um protocolo que deve ser seguido pelo tutor para que qualquer cão tenha<br>acesso ao Hospital.</p>
<p>Com a aprovação dos protocolos pelos médicos e pela CCIH, o processo de habilitação da Pepê começou. Após passar por uma avaliação comportamental e seguir acompanhamento médico, a cadelinha aprendeu comandos de obediência e a se habituar com barulhos e toques. “Ter a orientação de um profissional especializado no treinamento de cães é fundamental para que o animal associe positivamente o contato humano”, pontua Fabiane.</p>
<p>No entanto, não é somente o animal que deve ser preparado: a tutora precisa seguir um comportamento específico e prestar atenção nos sinais manifestados pelo cachorro: “Pode ter dias que ele não estará disposto, e temos que respeitar isso. Esse é um dos pilares da Intervenção Assistida com animais: o respeito ao bem-estar animal”, salienta a psicóloga.</p>
<p>Para a elaboração dos fluxogramas, o projeto também teve a ajuda da psicóloga Silvana Fedeli Prado, coordenadora da ONG Patas Therapeutas, de São Paulo e referência no Brasil por trabalhar desde 2004 com cachorros em ambiente hospitalar. Entre os cuidados elencados, estão a limpeza das patas da Pepê com antisséptico antes de entrar e sair do CTCriaC, banho no dia anterior ou no dia da visita, escovação do pelo, vacinas e exames atualizados, e cautela com perfumes e essências para não causar indisposição nos pacientes. Ademais, é essencial que todos os envolvidos na visita lavem as mãos antes e depois do contato com o cão.</p>
<p>Além dos cuidados básicos, existem precauções diferentes para as crianças com a imunidade baixa, como o uso de equipamentos de proteção individual. “No dia que a Pepê vem, eles já esperam de máscara e luva. Com a intervenção da cadelinha, o uso dessas peças fica muito mais leve e humanizado”, comenta Natiely.</p>
<p>O projeto conta ainda com a ajuda das acadêmicas da Terapia Ocupacional Alessandra Freitas, Morgana Machado e Sabrina Franchi. Alessandra comenta que a melhor parte de participar das atividades é poder ver o sorriso de cada criança quando a Pepê adentra o CTCriac: “Faz com que elas esqueçam da dor e da doença, se divirtam, interajam e, de certa forma, aliviem a pressão do contexto hospitalar e do desconhecido gerado pela doença que rompeu sua rotina”.</p>

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<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/pepê-com-pacientes-afagoterapia-1024x683.jpg" alt="" data-id="5931" data-link="https://www.ufsm.br/midias/arco/pepe-com-pacientes-afagoterapia/" class="wp-image-5931" /><figcaption>Visita da Pepê aos pacientes em tratamento.</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/pepê-com-pacientes-afagoterapia_2-1024x683.jpg" alt="" data-id="5932" data-link="https://www.ufsm.br/midias/arco/pepe-com-pacientes-afagoterapia_2/" class="wp-image-5932" /><figcaption>Visita da Pepê aos pacientes em tratamento.</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/pepê-com-pacientes-afagoterapia_3-1024x683.jpg" alt="" data-id="5933" data-link="https://www.ufsm.br/midias/arco/pepe-com-pacientes-afagoterapia_3/" class="wp-image-5933" /><figcaption>Visita da Pepê aos pacientes em tratamento.</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/pepê-com-pacientes-afagoterapia_4-1024x683.jpg" alt="" data-id="5934" data-link="https://www.ufsm.br/midias/arco/pepe-com-pacientes-afagoterapia_4/" class="wp-image-5934" /><figcaption>Visita da Pepê aos pacientes em tratamento.</figcaption></figure></li></ul>
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<p><strong>Bom pra cachorro (e pra humano também)</strong></p>
<p>Um dos benefícios oferecidos pela afagoterapia é a rapidez e a facilidade que o cão tem de auxiliar em tarefas que as crianças podem não se sentir tão motivadas a fazer: "A Pepê estimula a criança a sair do leito, proporcionando melhoras psicológicas, emocionais e sociais”, explica a psicóloga Fabiane.</p>
<p>O amparo não é somente para as crianças. Natiely conta que a presença da cadelinha auxilia na independência das crianças em relação aos pais, os quais, normalmente, são porto seguro durante a experiência de internação. Ademais, ela ajuda a estreitar relações entre as famílias e os pacientes. “O ambiente hospitalar é tenso e doloroso. Então, quanto mais a gente conseguir propiciar para essas pessoas momentos prazerosos, provavelmente melhor vai ser para o tratamento”, comenta a tutora.</p>
<p>Luisiana complementa, contando que a feição dos profissionais do Hospital também muda com a visita da mascote: “Parece que eles ficam mais leves e felizes. Isso é muito nítido, todo mundo percebe”. Até mesmo as pessoas que não têm ligação com o CTCriaC, como funcionários e pacientes de outras unidades, são beneficiadas pelo contato com a cadelinha. “Em um momento de angústia, aguardando a consulta ou o resultado de exames, receber o afago da Pepê por alguns segundos pode ser a única alegria que a pessoa vai ter no dia”, destaca Natiely.</p>
<p>Satisfeita com os benefícios propiciados pelo projeto <em>Afago no </em><em>Hospital</em>, Fabiane conta que a intenção do grupo é, futuramente, expandir as ações com a ampliação das equipes canina e humana, o atendimento a outros pacientes e, até mesmo, a criação de um grupo de estudos ou um núcleo de pesquisa sobre o assunto.</p>
<p><strong>Reportagem:</strong> Martina Irigoyen</p>
<p><strong>Fotografias:</strong> Rafael Happke</p>
<p><strong> Lettering e Diagramação:</strong> Deidre Holanda</p>
<p><strong>Locução:</strong> Marcelo de Franceschi</p>
<p> </p>
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						</item>
						<item>
				<title>Quando faltam as palavras</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/quando-faltam-as-palavras</link>
				<pubDate>Mon, 03 Jun 2019 21:02:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[AFASIA]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[fonoaudiologia]]></category>
		<category><![CDATA[GIC]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Interdisciplinar de Convivência]]></category>
		<category><![CDATA[Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[SUJEITOS AFÁSICOS]]></category>
		<category><![CDATA[terapia ocupacional]]></category>

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						<description><![CDATA[Psicólogo estuda como melhorar comunicação de pessoas com afasia, causada por lesão cerebral]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:tadv/classic-paragraph -->
<p><span style="font-weight: 400">Você já ouviu falar em afasia? O termo, pouco conhecido, dá nome à forma limitada com que pessoas acometidas por lesão no cérebro se comunicam. Trauma encefálico, acidente vascular cerebral (AVC) e tumores cerebrais estão entre as causas que afetam a linguagem, o entendimento, a percepção e a fala em si. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A afasia é o tema do mestrado do psicólogo Gabriel Barros, no Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da UFSM. O interesse dele em pesquisar o tema surgiu durante o estágio hospitalar em Psicologia no Hospital Universitário de Santa Maria. “No dia a dia, eu encontrava com estas pessoas, que não conseguiam falar e nem se expressar. Era um problema confundido com demência e perda de memória. Eu via que faltava suporte e formas de instrumentalizar essa dificuldade”, relata Gabriel. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A partir disso, começou a estudar as manifestações dos sujeitos afásicos e suas subjetividades no convívio social - especialmente nas atividades coletivas realizadas pelo Grupo Interdisciplinar de Convivência (GIC), coordenado pela professora Elenir Fedosse, do Departamento de Fonoaudiologia do Centro de Ciências da Saúde da UFSM, e orientadora de Gabriel. O GIC tem como objetivo colocar os sujeitos afásicos em interação com diversas áreas, como Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Psicologia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O mestrando explica que a comunicação com pessoas afásicas se dá por meio de gestos e sinais. “Na verdade, isso ocorre com qualquer sujeito não-afásico quando faltam as palavras. É uma problemática que envolve todos no contato e no exercício diários da linguagem”, comenta Gabriel, que buscou recursos alternativos para se comunicar com as pessoas afásicos. “Elaborei pranchas de comunicação e ali fui me instigando entender a temática da afasia, de fazer com que ela fosse vista como um problema a ser solucionado”, relata.</span></p>
[caption id="attachment_5898" align="aligncenter" width="1440"]<img class="wp-image-5898 size-full" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/06/CAPA.png" alt="" width="1440" height="940" /> Ilustração das pranchas de comunicação desenvolvidas por Gabriel[/caption]
<p><span style="font-weight: 400">Embora seja estudada na neurologia e exista bibliografia desde o início do século 19, a questão ficou escanteada - “parece que a ausência da capacidade de falar virou uma característica inerente à pessoa”, critica o psicólogo. Isso tem como consequência agravante o esquecimento de quem é o sujeito - e é justamente nisso que a pesquisa de Gabriel está centrada: Como considerar essa pessoa como alguém que tem desejos e vontades, embora não tenha fala?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um dos primeiros passos é o tratamento, que consiste na reabilitação física do paciente. A técnica varia de acordo com a gravidade do caso e com a abordagem de cada terapeuta. A perspectiva utilizada pela orientadora de Gabriel é denominada </span><i><span style="font-weight: 400">enunciativo-discursiva</span></i><span style="font-weight: 400">, e consiste em trabalhar com a linguagem em convivência, na formulação e na enunciação do discurso. “Com isso, o sujeito cria caminhos próprios para lidar com a afasia”, pontua o psicólogo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O acompanhamento leva em conta, ainda, o tipo de dificuldade - sensorial ou motora. Nessa última, o problema é basicamente na articulação, ou seja: a pessoa tem a noção do que quer falar, mas o movimento não ocorre. Já a sensorial envolve a dificuldade na compreensão do que é falado, mas ainda assim a pessoa se expressa. Como o sujeito afásico depende muito mais do outro, o trabalho está voltado a dar autonomia ao paciente, de maneira que consiga falar por si de alguma forma. O objetivo, segundo Gabriel, não é alcançar a normalidade pré-estabelecida: “É fazer com que o sujeito esteja confortável com a própria situação”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Neste sentido, Gabriel lamenta que as pessoas - e, até mesmo, os profissionais da saúde - não conheçam a problemática, já que, normalmente, não é possível perceber o sofrimento do sujeito afásico. “A partir da problematização do tema eu encontrei vias de trazer um cuidado humanizado”, pondera o pesquisador.</span></p>
<p> </p>
<p><b>Grupo Interdisciplinar de Convivência</b></p>
<p><span style="font-weight: 400">O GIC realiza tarefas e exercícios terapêuticos, sempre respeitando os limites de cada um. Além das atividades coletivas, também há terapias individuais. Para participar do projeto é necessário preencher a lista de espera do Serviço de Atendimento Fonoaudiológico. Lá, o candidato passa por triagem para comprovar o diagnóstico de afasia e ingressa conforme a existência de vagas.</span></p>
<p> </p>
<p><em><strong>Reportagem:</strong> Martina Irigoyen, acadêmica de Jornalismo</em><br /><em><strong>Colaboração:</strong> Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo</em><br /><em><strong>Ilustração:</strong> Marcele Reis, acadêmica de Publicidade e Propaganda</em></p>
<p> </p>
<!-- /wp:tadv/classic-paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
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