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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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				<title>Cultura indígena viva na universidade</title>
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				<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 21:07:51 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Indígena]]></category>
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						<description><![CDATA[UFSM oferece cursos de línguas Guarani e Kaingang para a comunidade acadêmica e externa para valorizar a tradição dos povos originários]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">“Aprender uma língua indígena com os detentores dessa língua é uma oportunidade ímpar”. É dessa forma que Juan Rafael de Abreu da Silva, egresso do Curso de Letras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), descreve sua experiência em conhecer mais sobre um dos idiomas que deram origem e inspiraram muitos termos do português falado no Brasil. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Assim como ele, em 2022, cerca de 114 alunos participaram dos cursos promovidos pela Subdivisão de Ações Afirmativas Sociais, Étnico-Raciais e Indígenas da Coordenadoria de Ações Educacionais da UFSM (CAEd) - PROGRAD. Os cursos foram criados com o propósito de cultivar a identidade dos povos originários no espaço acadêmico. As atividades foram realizadas semanalmente de forma online.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p>O curso básico de Língua Guarani foi aberto à comunidade interna e externa da UFSM e reuniu 84 participantes. Já o curso básico de Língua Kaingang foi aberto apenas a integrantes da etnia, sejam eles da Universidade ou não, e teve 30 alunos inscritos. De acordo com a CAEd, atualmente estão regularmente matriculados na UFSM 74 estudantes indígenas da etnia Kaingang; três estudantes indígenas Guarani Mbyá e um aluno Guarani Kaiowá. No total, são 106 estudantes indígenas na Instituição. Outras etnias presentes são: Xacriabá, Terena, Tupiniquim, Xipaya, Tukano, Tikuna, Parecis, Baniwa, Pitaguary, Coroaia e Wanano.</p>		
												<img width="1024" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2023/01/lingua_indigena_1200x600_001-1024x512.jpg" alt="Descrição da imagem: ilustração horizontal e colorida de uma tela de Google Meet com nove participantes. Na parte superior esquerda, em tamanho grande, tela de um homem indígena, com pele escura, olhos grandes e na cor marrom, sobrancelhas pretas, cabelo liso e preto, grafismos de linhas nas bochechas. Ele veste camiseta verde claro e usa um cocar com suporte vermelho e penas nas cores branca, amarela e verde. As mãos estão levantadas e há dois balões de fala, um de cada lado, com as palavras &#039;Kaingang&#039; e &#039;Guarani&#039;. Os demais participantes estão com o microfone desligado. Tem uma mulher indígena, dois homens indígenas, duas mulheres brancas, um homem branco, uma mulher negra e um homem negro. O fundo da tela é cinza." loading="lazy" />														
		<p>Emily Massariol, acadêmica de Terapia Ocupacional na UFSM, participou das aulas de língua Guarani. Para ela, o conhecimento adquirido no curso qualifica ainda mais sua formação e pode refletir em atendimentos mais humanizados às pessoas indígenas no futuro: "É necessário que nós, profissionais da saúde, tenhamos conhecimento sobre como é o cotidiano e a cultura dessa comunidade", afirma Emily.</p>		
			<h3>Para além da língua</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Os cursos são divididos em módulos e, mais do que ensinar um idioma, buscam estimular o resgate cultural das etnias. Inicialmente, os encontros abordam características básicas da cultura, como palavras e expressões cotidianas. Depois, parte-se para aspectos como audição e pronúncia, criação de frases e conversação. Temas como o meio ambiente, crenças e tradições também fazem parte das discussões em aula.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Joceli Sales, indígena formado em História pela UFSM, é o professor responsável pelas aulas do curso de etnia Kaingang. Ele, que também leciona para crianças e adolescentes na Escola Estadual de Ensino Fundamental Indígena Augusto Ópẽ da Silva, explica que no curso o maior desafio é ensinar para pessoas que têm o primeiro contato com a língua. “É diferente, pois estou acostumado com crianças que já vêm falando de casa, então cuidamos mais da escrita da língua”, comenta. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">A antropóloga e docente do Departamento de Ciências Sociais da UFSM, Maria Catarina Chitolina, ressalta que oportunidades como essa são enriquecedoras para quem aprende. “Cada língua, como elemento dinâmico, traz consigo séculos de história, aprendizados e trajetórias que se intercruzam”, afirma. Ela lembra que, normalmente, as línguas indígenas são repassadas entre os povos pela oralidade. Por isso, proporcionar o aprendizado por meio de outros métodos didáticos é também uma forma de fortalecer as práticas linguísticas das comunidades ao longo do tempo. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Kesia Valderes Jacinto é Kaingang e encontrou nas aulas uma oportunidade de aprofundar seus conhecimentos na língua de origem. “Decidi fazer o curso porque nunca tive um professor da língua Kaingang no decorrer da minha trajetória escolar. Aprendi a ler e a escrever em casa, com o apoio da minha avó”, conta. Kesia faz parte da comunidade externa à UFSM e atualmente reside na Terra Indígena Nonoai, em Planalto, no norte do Rio Grande do Sul.</p>		
			<h3>Preservação de saberes</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Adilson Policena, indígena da etnia Kaingang e ex-professor do curso, defende que a Universidade deve ser um ambiente plural, mas que, por vezes, apenas valores de determinados grupos prevalecem. Segundo ele, iniciativas voltadas ao reconhecimento de saberes nativos ajudam a transformar essa realidade: "Junto com a sociedade de hoje, a gente tem capacidade para fazer essa mudança. E a Universidade é um espaço onde a gente pode fazer a diferença", pontua.</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Para Jonata Benites, professor indígena que ministra as aulas de Guarani, o curso possibilita refletir sobre as particularidades de cada etnia, comumente tratadas como iguais pelo senso comum. "Cada um tem sua cultura, sabedoria, forma de vivência e isso é importante".</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">As línguas indígenas desempenham papel fundamental não apenas como forma de comunicação, mas também como ferramenta de transmissão de conhecimentos nas mais diversas áreas. Apesar de todo esse valor, as línguas indígenas estão em constante ameaça de extinção. Segundo o <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Atlas_of_the_World%27s_Languages_in_Danger#:~:text=The%20UNESCO%20Atlas%20of%20the,to%20an%20online%20only%20publication." target="_blank" rel="noopener"><u><b>Atlas das Línguas em Perigo da Unesco</b></u></a>, são <a href="https://jornal.usp.br/atualidades/o-desaparecimento-de-um-idioma-e-o-comeco-do-fim-de-um-povo/" target="_blank" rel="noopener"><b><u>190 idiomas em risco no Brasil</u></b></a>. O mapa reúne línguas em perigo no mundo e o Brasil é o segundo país com mais idiomas que podem desaparecer, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O levantamento motivou a Organização das Nações Unidas (ONU) a declarar a década de 2022-2032 como a <a href="https://www.unesco.org/en/articles/upcoming-decade-indigenous-languages-2022-2032-focus-indigenous-language-users-human-rights" target="_blank" rel="noopener"><u><b>Década Internacional das Línguas Indígenas</b></u></a>. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt">Os educadores reconhecem que dificilmente os estudantes indígenas têm a oportunidade de usar o idioma nativo em sala de aula nos seus cursos formais. Por isso, atividades extracurriculares voltadas ao ensino e à manutenção das línguas incentivam a busca pelo conhecimento acadêmico, sem que se perca o contato com as culturas de origem. </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 10pt"> </p><p>A CAEd informa que há previsão de oferta de novas turmas para os cursos de línguas indígenas em 2023. A divulgação de inscrições deve ser publicada no <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/caed/" target="_blank" rel="noopener"><u><b>site</b></u></a>.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Evandro Bertol, designer;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Gabriel Escobar, acadêmico de Jornalismo e bolsista; e Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O Despertar do Conhecimento</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/o-despertar-do-conhecimento-2</link>
				<pubDate>Fri, 29 Jul 2022 19:22:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[como surgiu a universidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
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		<category><![CDATA[universidade]]></category>

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						<description><![CDATA[A universidade surgiu na Europa medieval. No Brasil, a consolidação do ensino superior ocorreu apenas no século 20]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Uma das instituições mais antigas do mundo é a universidade. Ingressar nela é o sonho para 17,2 milhões de brasileiros, conforme dados de 2018 da Associação Brasileira de Estágios. No entanto, poucos conhecem sua história. Confira a seguir como as primeiras universidades surgiram e sua evolução até os formatos atuais.</p>		
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/03/Capa_Como_Surgiu-1024x668.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida de pessoas no interior de um prédio. A ilustração é vista de fora, com três pilares com teto arredondado, na cor marrom claro e detalhe em moldura de dourado. Nas partes superiores, logomarcas de universidades, e no centro superior de cada pilar, brasão dourado. No meio de cada pilar, é possível ver o interior da universidade. No primeiro, da esquerda para a direita, mesa retangular com banco acoplado na cor marrom. Há seis pessoas atrás da mesa, sendo dois homens e quatro mulheres, duas pessoas negras e quatro brancas. A mulher ao fundo tem pele negra está mexe um frasco. A segunda tem pele branca e está inclinada sobre um papel branco e grande. O terceiro é homem, tem pele branca e está com um jaleco branco e estetoscópio. A quarta é mulher, tem pele branca e está inclinada sobre um telescópio. O quinto é homem, veste capa preta e está em frente a uma máquina de escrever vermelha. A sexta é mulher, tem pele negra e olha em um microscópio. No pilar do centro, homem de pele parda, cabelos curtos e escuros, olhos escuros, veste vestido preto e entrega um papel branco com a escrita &quot;Diploma&quot; para uma mulher negra, de cabelos e olhos escuros, que veste bata e capelo verdes. No pilar da direita, mesa retangular marrom com banco acoplado. Atrás da mesa, seis pessoas, sendo três mulheres e três homens, e três pessoas negras e três brancas. No fundo, o primeiro é homem, branco, está em frente a uma balança de pesos cinza. A segunda é mulher, de pele branca, está em frente a um globo. A terceira é mulher, de pele nega, está com um livro aberto nas mãos, de capa vermelha. O quarto é um homem, de pele negra, usa óculos e está em frente a um ábaco. O quinto é um homem, de pele parda, segura um crânio nas mãos. A sexta é uma mulher, de cabelos ruivos e pele branca, segura uma caneta em frente a uma tela branca. No fundo, o chão de ladrilhos em cinza e branco." loading="lazy" />														
			<h3>As primeiras universidades do mundo</h3>		
		<p>As primeiras instituições do Ocidente surgiram na Idade Média e espalharam-se rapidamente por toda a Europa. Essa época foi marcada pelo renascimento das cidades, crescimento do comércio e pela influência das escolas do século 12. Tudo isso levou à necessidade de se criar um novo espaço de construção e preservação do conhecimento. As primeiras universidades foram a de Bolonha, na Itália, fundada em 1088, e a de Paris, na França, em torno de 1200. Após alguns anos, surgiram instituições de ensino superior de Oxford, Nápoles, Cambridge, Montpellier, Coimbra e Lisboa.</p>		
			<h3>Educação superior medieval</h3>		
		<p>A Universidade de Paris recebeu o título de<em style="color: #ffffff;font-size: 16px"> studium generale</em>, ou seja, Estudos Gerais, concedido somente às instituições que possuíam as quatro faculdades: Artes, Teologia, Decretos e Medicina. A educação universitária se preocupava em dominar os conhecimentos encontrados em livros e os considerava como verdades absolutas. Não havia um ponto de vista crítico nem inovador. No entanto, os livros eram raros e caros nesse período. Por isso, as aulas se davam a partir da leitura das obras pelos mestres e por meio de debates públicos. Assim, a educação era muito mais voltada para o domínio dos discursos formais e da argumentação do que para a aquisição de saberes.</p>		
			<h3>Heranças e tradições</h3>		
		<p>Apesar de os modelos universitários atuais serem muito diferentes dos de antigamente, ainda mantêm características e tradições daquele período. Por exemplo, as nomeações e as diferenças entre bacharelado, licenciatura, mestrado e doutorado. As noções de créditos ou horas necessários para a conclusão de curso, bem como as bancas avaliadoras datam da Idade Média. Algumas instituições antigas mantiveram tradições seculares – na Universidade de Coimbra, por exemplo, é possível encontrar resquícios das vestimentas medievais. Até hoje, são usadas longas capas pretas pelos estudantes, característica adotada pela escritora J. K. Rowling ao descrever as vestimentas dos personagens na saga Harry Potter.</p>		
			<h3>O surgimento no Brasil</h3>		
		<p>O sistema universitário foi trazido para a América Espanhola no século 16, com instituições no México, Chile, Cuba e Argentina. No Brasil, o ensino superior só chegou três séculos depois. Durante a colonização portuguesa, a Companhia de Jesus era responsável pela educação, e seu objetivo era a difusão da fé católica. Alterações significativas só ocorreram com a vinda da Corte Portuguesa, em 1808. Surgiram o Curso de Cirurgia da Bahia, a Escola de Direito em Olinda, a Faculdade de Direito de São Paulo, o Curso de Medicina no Rio de Janeiro e a Escola Nacional de Engenharia. Após a Independência e a Constituição de 1824, discutiu-se a necessidade do sistema nacional de educação. O ensino superior só foi instalado em 1930.</p>		
			<h3>Maio de 68</h3>		
		<p>Demandas estudantis marcaram a década de 60 e ocasionaram grandes mudanças sociais e políticas mundialmente. O movimento conhecido como Maio de 1968 teve início na França e consistiu em uma série de protestos por parte de jovens universitários que exigiam reformas no sistema educacional. Os eventos também atingiram a classe trabalhadora, ao provocar a maior greve geral da Europa. Os ideais do movimento foram o estopim para uma grande revisão de valores da época fortalecendo demandas em diversos países. No Brasil, por exemplo, o movimento impulsionou os opositores da ditadura militar e incentivou a união na Passeata dos Cem Mil, que marcou a reação contra o regime.</p>		
			<h3>Modelos universitários modernos</h3>		
		<p>O século 20 foi marcado por profundas transformações no ensino superior: em vez de se aceitar passivamente os ensinamentos, passou-se a estimular questionamentos. A universidade deu voz a novas áreas, ganhou mais autonomia e se consolidou como esperança de transformação socioeconômica. Somente entre as federais no Brasil, são mais de 1,2 milhão de estudantes e mais de 191 mil servidores, entre técnicos e professores. Para a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM Eugenia Barichello, “a sociedade descobriu que a universidade poderia auxiliá-la em problemas específicos; a partir de então a universidade passa a ter um compromisso social mais efetivo”.</p>		
			<h3>Origens da UFSM</h3>		
		<p>A Universidade Federal de Santa Maria, fundada em 1960 pelo professor José Mariano da Rocha Filho, foi a primeira instituição federal criada fora de uma capital. A UFSM liderou o movimento de interiorização, apesar da resistência das situadas nas capitais, nas quais eram feitos os maiores investimentos. Logo a partir disso, como observa a professora Eugenia, a UFSM definiu sua vocação como uma universidade comprometida com a  realidade social, com a educação formativa e permanente à população do interior e, posteriormente, aos estudantes dos mais diversos lugares do Brasil.</p><p style="font-size: 16px"><em>Expediente:</em></p><p style="font-size: 16px"><em>Reportagem:&nbsp;Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo;</em></p><p style="font-size: 16px"><em>Ilustração:&nbsp;Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial.</em></p><p style="font-size: 16px"><i>Conteúdo produzido para a 12ª edição da Revista Arco (dezembro de 2021).</i></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arquitetura e colagem: a criatividade de retratar a UFSM sob um novo olhar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arquitetura-colagem-ufsm-novo-olhar</link>
				<pubDate>Mon, 10 Jan 2022 16:53:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura e Urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Sul]]></category>
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		<category><![CDATA[universidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8874</guid>
						<description><![CDATA[Alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo do campus Cachoeira do Sul representaram a Universidade de forma artística ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Devido à pandemia da Covid-19, a UFSM está em regime de ensino remoto desde 2020. Com isso em mente, o curso de Arquitetura e Urbanismo do campus de Cachoeira do Sul decidiu trazer uma temática diferente para a sua oficina, que ocorre bianualmente. A intenção foi aproximar os alunos da Universidade e ensinar uma forma criativa de se fazer projetos arquitetônicos por meio da proposta intitulada “UFSM collage: [re]conhecer o lugar”. A oficina aconteceu em novembro do ano passado de forma virtual e gerou resultados ousados e atrativos, nos quais foram utilizados a técnica de colagem.

<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Colagens_capa-1024x668.jpg" alt="Colagem horizontal e colorida da entrada da UFSM no campus de Cachoeira do Sul. Há um arco na entrada, cuja parte superior é uma passarela; o arco é azul marinho e, no centro, sobre a estrada, tem a logo da UFSM. Há uma pessoa na passarela, outra anda na parte da frente da imagem e uma terceira anda de bicicleta na frente do arco. Aos lados, árvores e grama em vários tons de verde. O fundo é o céu, bem colorido, de baixo para cima: amarelo, laranja. rosa, roxo e azul. No céu, algumas gaivotas pretas." loading="lazy">

O evento realizou a sua terceira edição e funciona como uma espécie de “gincana científica”, na qual todos os alunos do curso são convidados a participar. O professor Samuel Brito, um dos responsáveis pela organização da atividade, conta que a necessidade de fazer uma oficina online trouxe uma possibilidade de reflexão e por isso escolheram trabalhar com o tema do verdadeiro lugar de ensino: a Universidade. “A oficina foi um exercício propositivo, imaginativo e livre, para pensar como deveria ser o nosso campus, já que ele ainda está em fase de construção, e também porque estamos distante dele, com expectativas de voltar. Para nós da arquitetura, pensar o nosso lugar é também pensar o lugar que queremos”, diz o professor.

<img width="1024" height="341" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Collage-Area-3-1024x341.jpg" alt="Colagem digital horizontal e colorida. No centro direito da imagem, prédio roxo escuro, com a parte da frente com janelas verticais altas; na parte esquerda do prédio, há o nome &quot;UFSM&quot;, em letras em colagem. Em cima do prédio, em preto e branco, duas pessoas com chapéu de construção se encaram; uma delas gesticula. Na frente do prédio, em preto e branco, várias pessoas reunidas: algumas em um grupo em pé, outro grupo em uma roda, em pé, e outro grupo em uma rodinha, no chão. Todas as pessoas tem, no lugar da cabeça, um arranjo de flores de diferentes tipos, com predominância nas cores rosa, vermelho, amarelo e branco. Nas pessoas em roda no chão, mais à frente da imagem, há laranjas deitadas; perto delas, flores pequenas e na cor lavanda. Ao lado direito do prédio, uma árvore alta, com copa frondosa em flores roxas. Abaixo, perto do tronco, arbustos de flores roxas, amarelas e rosas. Há duas estradasbrancas que contornam as pessoas na frente do prédio. Ao lado da estrada da direita, um banco de madeira e uma bicicleta. Na parte da frente, uma pessoa com um livro na mão. No lado esquerdo do prédio, cinco árvores com folhas verdes e frutos laranjas. Ao fundo, outro prédio cinza. Ao lado das árvores, começa um caminho formado por uma escada de madeira com degraus baixos, e que vem até a frente da imagem, no lado esquerdo, local em que há uma espécie de deque. Nele, há duas pessoas sentadas, uma pessoa com um violão na mão e outra com uma bicicleta nos ombros. Na frente do deque, desenho de um cão e um gato, pequenos, e um arbusto de lírios. Ao lado esquerdo, ao longo do deque, árvores com copas de diversas cores: amarelo mostarda, lilás,roxo, rosa fraco e verde acinzentado. Na parte superior esquerda, revoada de gaivotas pretas. Na parte superior direita, nuvens brancas e desenho de pingos de chuva, em azul claro. O fundo é formado pelo céu azul e um arco-íris que contorna os prédios." loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além de desafiar os alunos a pensarem propostas para o campus universitário, a oficina também trouxe uma nova metodologia: a colagem. Diferentemente dos modelos arquitetônicos tradicionais, que são feitos com imagens e maquetes realistas, o curso propôs que os estudantes expressassem suas ideias de forma mais autoral e menos simulada. De acordo com o professor Brito, a ferramenta da colagem é algo muito pertinente e oportuno para pensar a temática do evento. Para ele, a realidade virtual e tecnológica é importante, mas também é preciso investigar a dimensão criativa e sensível na hora de realizar um projeto.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A colagem é uma técnica simples e antiga que tem como característica a sobreposição de imagens e traços leves e coloridos. É um método artístico que cria composições a partir de outras imagens, texturas e materiais diversos. Quando aplicada ao projeto arquitetônico, a metodologia permite que o arquiteto avalie outras informações do local, como as paisagens, os ruídos, a vizinhança, em qual parte há maior circulação de pessoas, quais sensações o local transmite, entre outros elementos.&nbsp; “Existe uma dança de arranjos, interesses, expectativas, necessidades e funcionalidades que fazem parte do processo criativo, então nessa etapa a colagem mostra-se uma bela ferramenta”, explica o professor.</p>
												<img width="1024" height="341" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Collage-Area-11-1024x341.jpg" alt="Colagem digital horizontal e em tons de azul e roxo. No centro à esquerda, um arco de entrada, formado por várias estruturas finas, uma na frente da outra, em formato de arco; as estruturas azuis ao fundo são altas, e a altura vai diminuindo ao chegar na frente, formando um desenho de onda. Nas estruturas, ramos de flores verdes. Na frente do arco, no lado esquerdo, uma placa com a logo da UFSM; no pé da placa, uma pedra. Ao lado, árvore com tronco marrom e copa frondosa com flores roxas; à frente, arbustos de flores roxas e folhagens verdes. Do lado direito do arco, uma parada de ônibus, com estrutura modernista em cinza, com bancos e um relógio digital na parte interna, além do logo da UFSM. Há quatro pessoas na parada, uma em pé e três sentadas. Ao fundo, árvores de diversos tipos com copas nas cores roxa, lilás, branco, rosa e verde acinzentado. Na frente do arco, seis pessoas caminham. No passeio branco, na frente do arco e na parte da frente da imagem, duas pessoas caminham abraçadas. Outras duas pessoas, na rua, estão em bicicletas. Todas as pessoas estão em preto e branco e, no lugar das cabeças, têm arranjos de flores de variados tipos, nas cores vermelho e rosa. O fundo é o céu azul com nuvens brancas." loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Os trabalhos da oficina foram feitos através da colagem digital, que conta com o auxílio de plataformas de edição de imagem, por isso o professor Brito acredita que a técnica foi adequada para ser trabalhada de forma remota. “Além da praticidade tecnológica, a colagem trouxe uma aproximação da nossa Universidade com os alunos. Por isso, era muito importante que a oficina fosse online, para podermos dialogar com os alunos novos que ingressaram durante a pandemia e aproximar eles da nossa realidade local”.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">É o caso de Ana Paula Rodrigues d’Assunção, aluna do 2º semestre de Arquitetura e Urbanismo, que, por ter entrado na faculdade durante a pandemia, ainda não conseguiu conhecer o campus presencialmente. "Como estou recém iniciando o curso, foi muito engrandecedor poder ter essa troca com os alunos e professores, além de pensar nas propostas e conhecer um pouco melhor a Universidade", conta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ana Paula também destaca como ponto positivo o aprendizado propiciado: “eu já conhecia a técnica de colagem, mas&nbsp; nunca tinha pensado nela como algo possível de aplicar na arquitetura. A oficina me ensinou como a criatividade pode ser utilizada de várias maneiras no ato da idealização de um projeto arquitetônico”.</p>
												<img width="1024" height="956" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Collage-Area-12.jpg" alt="Colagem digital quadrada e colorida do pórtico de entrada da UFSM. No centro à esquerda da imagem, o pórtico cinza, em formato de A. Do pórtico, sai um fusca verde. Há uma pessoa que mexe no celular apoiada no lado direito do pórtico. Na frente dele, calçada com textura colorida. Na frente, o asfalto, com um canteiro triangulas ao meio, com gramas ao centro. No lado direito, detalhe de ônibus amarelo. Na frente, detalhes de plantas na parte inferior. O fundo do arco é composto por uma paisagem de gramado, com palmeiras ao longo do caminho de entrada, árvores com copas densas e em verde espalhadas pelo jardim, e uma árvore com copa rosa entre duas verdes, no lado direito da imagem. Na frente da árvore rosa, uma fonte de concreto cinza. Ao longo do gramado, há pessoas sentadas, em pé, deitadas. Ao fundo, o céu, com nuvens em rosa e branco, um arco-íris na direita da imagem e que começa no arco, oito pássaros em duas fileiras acima do arco, e estrelas em pontos brilhantes. No centro superior, em caixa alta e com as letras no estilo colagem, o nome &quot;Fragmentos&quot;." loading="lazy">
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<p dir="ltr" style="line-height:1.38;text-align: justify;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">A oficina e seus resultados</p>
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<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O evento aconteceu entre os dias 22 e 26 de novembro de 2021 e contou com a participação de cerca de 80 alunos divididos em dez equipes. Cada uma delas era composta por estudantes de diferentes semestres, de modo a promover integração e a troca de conhecimentos na realização das atividades. A oficina também tinha como proposta a agilidade: o trabalho final consistia na entrega de três colagens feitas em um prazo de 30 a 40 horas.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As colagens deveriam ser sobre o campus da UFSM de Cachoeira do Sul e foram classificadas em três categorias: acesso ao campus, espaços livres e espaços construídos. Consistiam em trazer, respectivamente, uma proposta de projeto para a entrada da Universidade, para uma área livre e ampla, e para a área de ensino onde ficam localizadas as salas de aula. Os melhores trabalhos de cada categoria assumiram uma posição de destaque e, no fim, foi realizada uma classificação geral das equipes.</p>
												<img width="1024" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/01/Collage-Area-1-1024x512.jpg" alt="Colagem digital horizontal e colorida, com predominância dos tons de laranja e verde. No centro da imagem, na parte inferior, quatro pessoas, com a sombra em preto, atravessam uma faixa de segurança branca, sobre um asfalto cinza. Acima delas e ao longo do asfalto, uma estrutura de metal em verde água, em formato de ondas, e que forma um arco. Um ônibus azul, de costas, está ao fundo do caminho. À esquerda das estruturas, fileira de árvores com tronco marrom e copa densa e verde musgo. Abaixo das árvores, ao fundo, bancas verdes com verduras e legumes; na frente, colagem de fotografias de pessoas e desenhos de pessoas. O chão é bege e, na frente das árvores e abaixo da estrutura, a calçada é de um laranja forte e neon, com detalhes em amarelo. No lado direito da imagem, ao lado da estrutura, outra fileira de árvores com tronco marrom e copa densa. A calçada é quadriculada, com fundo cinza e detalhes em branco, no formato ondular. Ao fundo, o céu, em tom de rosa claro." loading="lazy">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para a estudante Martiele Wilhelm, do 10º semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo, a experiência do evento foi muito boa: “é muito legal ter esse contato com grande parte das pessoas que estão no curso, principalmente agora na rotina de ensino remoto. Também gostei muito da temática escolhida, de retratar a nossa Universidade, pois é um lugar que sentimos muita saudade. A oficina ajudou a relembrar as nossas vivências e criar expectativas para&nbsp; quando pudermos retornar presencialmente.”</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O corpo docente e comissão organizadora da oficina também ficaram muito satisfeitos com o resultado final do evento. Para o professor Britto, o objetivo foi cumprido: “Pudemos aplicar uma técnica enriquecedora e mostrar que o nosso campus é um lugar estimulante, que existe um grupo de professores e de alunos que pertencem àquele lugar. Isso é motivador para o aluno vir às aulas, não trancar o curso&nbsp; e viver a faculdade mesmo diante dos desafios da pandemia”, afirma.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Você pode conferir mais sobre a oficina e todos os trabalhos realizados nas <a style="text-decoration: none" href="https://www.instagram.com/ot3.ufsm/">redes sociais</a> do evento.&nbsp;</p>
<p id="docs-internal-guid-ff8cb26f-7fff-aafb-c9a9-25edfb6b43ac" dir="ltr" style="line-height: 1.656;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Expediente</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.656;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Reportagem: Rebeca Kroll , acadêmica de Jornalismo e bolsista</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.656;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Produção Gráfica: &nbsp;Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.656;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.656;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista</p>
Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Doutorado Sanduíche: você sabe o que é?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/doutorado-sanduiche</link>
				<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 19:00:56 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[cotutela]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[formação acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>
		<category><![CDATA[oportunidades no exterior]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>

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						<description><![CDATA[Oportunidades acadêmicas de programas de estadia no exterior expandem os horizontes de pesquisa para doutorandos Após a conclusão do mestrado, o próximo desafio para quem quer seguir na vida acadêmica é o doutorado. Essa nova fase nos estudos é um período em que o aluno explora ainda mais sua pesquisa durante quatro anos e contribui [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h2>Oportunidades acadêmicas de programas de estadia no exterior expandem os horizontes de pesquisa para doutorandos</h2>		
		<p>Após a conclusão do mestrado, o próximo desafio para quem quer seguir na vida acadêmica é o doutorado. Essa nova fase nos estudos é um período em que o aluno explora ainda mais sua pesquisa durante quatro anos e contribui com seus achados para a comunidade científica. A conquista do desejado título de Doutor traz diversas oportunidades para os pesquisadores - tanto na conclusão da jornada quanto durante ela. Entre essas, está o doutorado sanduíche.</p><p>O doutorado sanduíche é a oportunidade de realizar parte dos trabalhos de pesquisa em uma universidade no exterior. Isso ocorre através de uma parceria pré-existente entre as instituições de ensino, que contemplam discentes selecionados com bolsas de estudo - as quais variam no tipo de assistência oferecida e no período vigente, fatores determinados pelas regras da própria bolsa e do programa no qual ela se origina. </p><p>Mas qual a conexão entre a palavra “doutorado” e o delicioso alimento que se faz presente em nossos cafés da tarde? E por que logo essa combinação para nomear o programa de bolsas no exterior oferecidas à doutorandos? O termo, originário do inglês “doctoral stay” ou “sandwich doctorate”, é uma metáfora: os pães que unem o sanduíche remetem ao programa de doutorado na instituição de ensino brasileira em que o aluno está matriculado desde o princípio; e o miolo - o recheio do sanduíche - a experiência de pesquisa na instituição estrangeira, por se tratar de um curto período de tempo, que na maioria das vezes é realizado próximo ao meio da trajetória no doutorado.</p>		
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/03/revista_arco_doutorado_sanduiche_site-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p><b>O doutorado sanduíche na UFSM</b></p><p>Na UFSM, os discentes podem se inscrever através de editais elaborados pelos Programas de Pós-graduação de suas áreas e participar de processos seletivos para serem contemplados pelas bolsas. Segundo o assistente administrativo da Pró-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PRPGP), Marcelo Cassanta Antunes, eles recebem orientações de dois programas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES): o Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) em que a seleção interna na Universidade ocorre após a publicação do edital pela CAPES; e o Projeto Institucional de Internacionalização (PrInt), um projeto de desenvolvimento institucional em que estão previstas 150 bolsas até 2023.</p><p>Nos anos de 2019 e 2020, foram 78 bolsas de doutorado sanduíche oferecidas para alunos da UFSM pelo PrInt. Já pelo PDSE, em 2018, foram cerca de 30 bolsas, e apenas 3 em 2019 - devido à regra que impossibilita a inscrição de programas integrantes do PrInt e falta de preenchimento dos requisitos por parte dos alunos. Essas viagens foram destinadas a países em que a UFSM possui importantes parcerias de convênios vigentes com instituições de ensino, localizados tanto na América, como os Estados Unidos, quanto em localidades de outros continentes, como em países europeus. Segundo o site da <a href="http://www.anpg.org.br/?s=doutorado+sanduiche" target="_blank" rel="noopener">Associação Nacional de Pós-Graduandos</a>, alguns destinos disponibilizados pela CAPES em geral são: Estados Unidos, Canadá, Argentina, Uruguai, França, Portugal, Reino Unido, etc. Entre esses, as rotas dos doutorados sanduíches da Universidade se destinam à instituições em que a UFSM possui convênios ativos, que podem ser consultadas <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/conceitos-convenios/" target="_blank" rel="noopener">no site da PROPLAN.</a></p><p>Dentre os contemplados pelo PDSE em 2018 está Giovana Ghisleni Ribas, doutora em Engenharia Agrícola pela UFSM. No período em que esteve na University of Nebraska (EUA), ela conseguiu aprimorar sua pesquisa - voltada para a área da ecofisiologia vegetal - e o desenvolvimento de suas práticas com o idioma inglês. “Tive acesso a toda a estrutura física necessária para a geração de estudos de alto impacto, além de todo o suporte técnico e científico necessário ao desenvolvimento da habilidade de redação e apresentação oral na língua inglesa”, explica a pesquisadora.</p><p><b>Cotutela de tese x Doutorado Sanduíche </b></p><p>Embora as duas experiências sejam semelhantes - ambas permeiam a ideia de ampliação internacional da pesquisa para pós-graduandos - há regras específicas que diferem o doutorado sanduíche da cotutela de tese (ou doutoramento em regime de cotutela). O principal diferencial é que o processo de cotutela tem a inscrição plena do doutorando nas duas instituições de ensino - tanto na de origem, quanto na estrangeira -, com a necessidade de prestar um tempo mínimo de estudos na universidade do outro país, que segue as regras individuais de cada uma. Ou seja, enquanto no doutorado sanduíche o aluno viaja, volta e conquista o título na instituição de origem, no doutorado em regime de cotutela o acadêmico é diplomado pelas duas instituições.</p><p>Daniela do Canto, tradutora do Núcleo de Idiomas da SAI/UFSM, realizou a experiência na Vrije Universiteit Brussel (VUB), em Bruxelas, na Bélgica. A partir das regras do doutoramento em regime de cotutela de sua universidade, teve estadia obrigatória de no mínimo nove meses na universidade europeia e foi diplomada como Doutora em Estudos Literários pela UFSM e em Estudos da Tradução pela VUB. Ela conta que sua experiência na viagem a fortaleceu na área pesquisada, voltada aos estudos de tradução. “Tive a oportunidade de conhecer outras universidades, além da VUB, e também de ter contato com vários profissionais da área, o que foi excelente para o meu crescimento como tradutora”. Para Daniela, a experiência não foi apenas benéfica no âmbito acadêmico, mas também no pessoal: “O grande número de alunos internacionais que são recebidos anualmente na VUB proporcionou com que eu conhecesse pessoas de várias partes do mundo que se tornaram amigos queridos”. </p>		
										<img width="800" height="710" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/03/revista_arco_doutorado_sanduiche_box.png" alt="" loading="lazy" />											
		<p>A equipe da revista Arco conversou com Marcelo a fim de esclarecer outras questões que envolvem a solicitação para participar dos programas oferecidos pela UFSM:</p><p><b>ARCO: Como funciona a assistência ao aluno em outra universidade?</b></p><p>Marcelo Antunes: Varia de IES para IES. Enquanto algumas concedem estadia, por exemplo, outras não o fazem.</p><p><b>ARCO: Quais são os custos bancados pela Universidade? Há algo que o aluno precisa custear (como passagem, passaporte, etc)?</b> </p><p>Marcelo Antunes: A UFSM não utiliza recursos de seu orçamento para custear o doutorado sanduíche. Os alunos contemplados com bolsas recebem, além da mensalidade, valores para custear a sua instalação no país, passagens aéreas e contratar um seguro-saúde. Estes valores estão dispostos na<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-1-de-3-de-janeiro-de-2020-236759939" target="_blank" rel="noopener"> Portaria CAPES nº 1/2020</a>. Demais custos, como emissão de passaporte, prova de proficiência em língua estrangeira, entre outros, são de responsabilidade do beneficiário da bolsa.</p><p><b>ARCO: Durante quanto tempo o aluno reside no exterior?</b></p><p>Marcelo Antunes: O período de estadia no exterior varia, principalmente, com a vigência da bolsa. Por exemplo, no PrInt o período mínimo é de seis meses e o máximo 12 meses. No PDSE, este ano, o mínimo é quatro meses e o máximo é seis meses. No caso do discente que utiliza recursos próprios para custear o doutorado sanduíche (o que geralmente não ocorre devido ao alto custo para se manter no exterior), o período está relacionado às atividades que serão desenvolvidas na IES estrangeira.</p><p><b>ARCO: Como estão funcionando os processos dos programas durante a pandemia?</b></p><p>Marcelo Antunes: No geral, as aulas estão sendo feitas remotamente e a seleção está sendo feita de forma totalmente online. Além disso, Marcelo salienta que cada programa possui suas particularidades. Questões como documentação, critérios de seleção, especificação da condição da bolsa e etapas de inscrição diferem de cada bolsa ofertada e todas as informações encontram-se presentes nos editais de seleção das próprias, que podem ser encontrados na aba da <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prpgp/busca/?q=&amp;sites%5B%5D=345&amp;area=editais&amp;orderby=modified&amp;order=DESC">Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa</a>, no site da UFSM.</p><p><strong><i>Expediente</i></strong></p><p><i><strong>Repórter:</strong> Paula Appolinario, acadêmica de Jornalismo e voluntária</i></p><p><i><strong>Ilustradora:</strong> Amanda Pinho, acadêmica de Produção Editorial e bolsista</i></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><strong><i>Edição Geral: </i></strong><i>Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p>]]></content:encoded>
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