<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>		<rss version="2.0"
			xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
			xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
			xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
			xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
			xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
			xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
					>

		<channel>
			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
			<atom:link href="https://www.ufsm.br/midias/arco/busca?q=&#038;sites%5B0%5D=601&#038;tags=variola-dos-macacos&#038;rss=true" rel="self" type="application/rss+xml" />
			<link>https://www.ufsm.br/midias/arco</link>
			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
			<lastBuildDate>Tue, 09 Jun 2026 00:25:03 +0000</lastBuildDate>
			<language>pt-BR</language>
			<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
			<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>/app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico</url>
	<title>Revista Arco</title>
	<link>https://www.ufsm.br/midias/arco</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
						<item>
				<title>Vacinas contra a Covid-19 podem causar a varíola dos macacos?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vacinas-contra-a-covid-19-podem-causar-a-variola-dos-macacos</link>
				<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 14:53:47 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[monkeypox]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[varíola dos macacos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=9502</guid>
						<description><![CDATA[Boatos sem respaldo científico associam o surgimento da Monkeypox com a aplicação dos imunizantes contra a Covid-19]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desde o início da campanha de vacinação contra o coronavírus, circulam nas redes sociais posts que contestam a segurança dos imunizantes. Com o aumento dos casos da Monkeypox - conhecida popularmente como Varíola dos Macacos-, surgiram boatos de que a doença seria um efeito colateral das vacinas aplicadas contra a Covid-19 - especialmente da Astrazeneca, que usa um adenovírus de chimpanzé na composição.</p><p><b id="docs-internal-guid-bd950a31-7fff-abf1-f99b-f50e7fc94a4e" style="font-weight: normal"> </b></p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O infectologista e professor na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Schwarzbold, afirma que nenhum dos imunizantes utilizados contra o coronavírus podem causar a varíola dos macacos. Isso porque não existe relação genética entre o Monkeypox - vírus causador da doença com mesmo nome, com o adenovírus de chimpanzé usado na vacina Astrazeneca. </p><p> </p><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Apesar do nome popular, esse tipo de varíola não tem relação com os macacos. A nomenclatura surgiu com a descoberta inicial do vírus, em 1958, quando macacos de um laboratório dinamarquês manifestaram a doença. O primeiro caso em humanos foi identificado em 1970, em uma criança da República Democrática do Congo. O ano da descoberta do vírus também se contrapõe à ideia de relação com as vacinas da Covid-19. Alexandre explica que o Sars-CoV-2 (coronavírus) surgiu na última década. Ou seja, a Monkeypox já existia antes do surgimento da Covid-19. Algumas pessoas chegaram a matar macacos por conta da confusão causada pela relação do nome com os animais. Com isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) busca um novo nome para a doença, com o objetivo de evitar qualquer tipo de violência contra os animais.</p>		
												<img width="1024" height="667" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/10/MonkeyPox_Capa-1024x667.jpg" alt="Descrição da imagem: Ilustração horizontal e colorida de uma mulher jovem em primeiro plano. Ela tem pele escura, cabelos longos, ondulados e pretos, olhos escuros, nariz e boca pequenos. Olha para a frente. Veste regata amarela. No lado esquerdo dela, agulha com líquido lilás está no braço. A agulha é segurada por uma mão com luzas roxas. Há uma linha diagonal que separa a ilustração em duas. No lado da agulha, o fundo é roxo. No outro lado, a pele da mulher está cheia de bolhas pequenas na cor lilás, e o fundo é de cor rosa alaranjado." loading="lazy" />														
		<p>Schwarzbold afirma que, além disso, os chimpanzés não são espécies reservatórias do vírus que causa a doença. Eles não hospedam o Monkeypox. Os prováveis reservatórios, segundo o especialista, são ratos e esquilos.</p>		
			<h3>Como funciona a vacina da Astrazeneca?</h3>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A tecnologia adotada na Astrazeneca usa como vetor viral o adenovírus - um vírus comum que causa uma doença leve, semelhante a um resfriado. Essa tecnologia se baseia na capacidade do vírus de entrar na célula humana. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz <a style="text-decoration: none" href="https://portal.fiocruz.br/">(Fiocruz</a>) - produtora do imunizante no Brasil -, o adenovírus causa um resfriado comum entre os chimpanzés. Ele foi modificado geneticamente para que não possa se reproduzir ou causar doenças nos seres humanos.  </p><p><br />No adenovírus é introduzido um material genético de uma proteína encontrada no coronavírus, a “Spike”. Com isso, os adenovírus são amplificados, purificados, concentrados e estabilizados em laboratórios para depois serem transformados em vacina. O adenovírus transfere o gene da “Spike” para as células do sistema de defesa humano. Isso estimula o organismo a gerar uma resposta imunológica. Ou seja, a vacina “treina” o corpo para reconhecer a proteína “Spike” e criar defesas contra o coronavírus.</p>		
			<h2>Sintomas e formas de transmissão da Monkeypox</h2>		
		<p>Segundo a <a href="https://www.who.int/emergencies/disease-outbreak-news/item/2022-DON385#:~:text=Monkeypox%20is%20a%20viral%20zoonosis,genus%20of%20the%20Poxviridae%20family.">OMS</a>, a Monkeypox é uma zoonose viral, ou seja, ela é transmitida para seres humanos a partir dos animais. O vírus pertence ao gênero orthopoxvirus da família Poxviridae. Os sintomas são semelhantes aos observados em pacientes com varíola comum:</p><table style="border-collapse: collapse;width: 100%"><tbody><tr><td style="width: 100%"><ul><li style="font-weight: 400">febre;</li><li style="font-weight: 400">dor de cabeça e dores no corpo;</li><li style="font-weight: 400">dor nas costas;</li><li style="font-weight: 400">calafrios;</li><li style="font-weight: 400">cansaço;</li><li style="font-weight: 400">erupções cutâneas (feridas na pele). </li></ul></td></tr></tbody></table><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">estaca que a maior parte dos quadros são leves e não costumam se agravar. No entanto, o número de mortes registradas mostra, segundo ele, a capacidade de infecção visceral, ou seja, da doença afetar algum órgão  além da pele, e que, em alguns casos, pode levar à morte.</p><p><br />Até o dia  30 de setembro, o Brasil registrou 29.052 notificações para Monkeypox, segundo dados do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/variola-dos-macacos/boletim-epidemiologico-de-monkeypox-no-13-coe/view">Governo Federal.</a></p>		
												<img width="658" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/06/mito-658x1024.png" alt="" loading="lazy" />														
		<p>Veredito final: Mito. Nenhum dos imunizantes utilizados contra a Covid-19 pode causar a varíola dos macacos. O adenovírus de chimpanzé - usado na fabricação da Astrazeneca, também não é reservatório do vírus Monkeypox.</p><p><strong><em>Expediente:</em></strong></p><p><em><strong>Reportagem:</strong> Tayline Alves Manganeli, acadêmica de Jornalismo e voluntária;</em></p><p><em><strong>Design gráfico:</strong> Julia Coutinho e Noam Wurzel, acadêmicos de Desenho Industrial e bolsistas;</em></p><p><em><strong>Mídia social:</strong> Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Camilly Barros, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Nathália Brum, acadêmica de Jornalismo e estagiária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;</em></p><p><em><strong>Edição de Produção:</strong> Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;</em></p><p><em><strong>Edição geral:</strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
        </rss>
        