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				<title>Piloto mais que automático</title>
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				<pubDate>Thu, 21 Sep 2023 12:53:58 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[13ª Edição]]></category>
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						<description><![CDATA[UFSM realiza pesquisa pioneira com veículos autônomos em miniatura]]></description>
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Quem cresceu assistindo a filmes futuristas e imaginava que, em 2030, já haveria carros voadores, terá que esperar mais um pouco. Mas há boas notícias em relação ao desenvolvimento de veículos autônomos, ou seja, sem motorista: um em cada dez carros não precisará de condutor até o início da próxima década, de acordo com estimativas da Statista, empresa alemã especializada em dados de mercado.

Com o objetivo de compreender&nbsp;os impactos dos veículos autônomos no trânsito, está em andamento na&nbsp;Universidade Federal de Santa Maria&nbsp;(UFSM), Campus de Cachoeira do Sul,&nbsp;uma pesquisa realizada pelo Laboratório&nbsp;de Mobilidade e Logística (LAMOT),&nbsp;do curso de Engenharia de Transportes&nbsp;e Logística. O diferencial do projeto&nbsp;é o uso de miniaturas em pesquisas&nbsp;sobre veículos autônomos, considerado&nbsp;inédito pelos pesquisadores. “Existem&nbsp;muitas competições de corrida com&nbsp;veículos em miniatura, mas pesquisas sobre mobilidade urbana com esses veículos não existem em nenhum&nbsp;lugar do mundo. Nós vamos ser os&nbsp;pioneiros”, destaca Felipe Caleffi, professor&nbsp;do curso de Engenharia de Transportes e&nbsp;idealizador do projeto. O professor explica&nbsp;que a opção por veículos em miniatura&nbsp;se deu tanto por fatores jurídicos, quanto&nbsp;pelo aspecto financeiro. “Não poderíamos começar com um veículo de tamanho real,&nbsp;porque a legislação brasileira não prevê&nbsp;ainda carros autônomos. Além disso, fica&nbsp;bem mais barato começar o projeto com&nbsp;miniaturas”, detalha.

O grupo de 24 integrantes liderado&nbsp;pelo professor irá construir quatro veículos. Destes, dois carros serão programados paraseguir todas as regras do Código Brasileiro&nbsp;de Trânsito, enquanto os outros dois vão&nbsp;representar o comportamento de motoristas humanos que cometem infrações. O objetivo&nbsp;é avaliar como os veículos autônomos&nbsp;reagem a esses comportamentos. O “cérebro”&nbsp;do carro será um microcomputador produzido&nbsp;pela Nvidia, empresa americana de computação,&nbsp;que armazenará as instruções por meio&nbsp;da linguagem de programação Python. Seus&nbsp;"olhos" são duas câmeras: uma que emula&nbsp;a capacidade do olho humano de medir&nbsp;profundidade e distância; outra, comum, que&nbsp;identifica cores e objetos. Um sensor infravermelho&nbsp;instalado sobre o teto garantirá um&nbsp;mapeamento de 360º ao redor do veículo.

O custo total de cada miniatura é de R$&nbsp;12,5 mil, o que torna o valor a ser investido&nbsp;a maior dificuldade para a realização do&nbsp;projeto, de acordo com o professor de engenharia.&nbsp;Segundo Caleffi, ele tem a ideia de&nbsp;trabalhar com miniaturas autônomas desde&nbsp;2019 e, somente em 2022, recebeu recursos&nbsp;para colocá-la em prática. A pista de testes&nbsp;dos veículos será uma maquete baseada nos&nbsp;pontos mais movimentados de Cachoeira do&nbsp;Sul. Para sua construção, os alunos coletarão&nbsp;dados por meio de fotos, vídeos e medições&nbsp;da via. Dentro da maquete, serão adicionados&nbsp;obstáculos já habituais para os motoristas&nbsp;brasileiros. “Não temos certeza&nbsp;se o veículo vai conseguir dirigir bem&nbsp;aqui, por conta da pavimentação e&nbsp;sinalização ruins, além dos motoristas&nbsp;agressivos. Vamos simular todos&nbsp;esses problemas para ver se o carro&nbsp;vai conseguir reconhecê-los e tomar&nbsp;uma decisão”, explica Caleffi.

Caso o estudo aponte que os veículos&nbsp;não são capazes de circular com&nbsp;segurança, alunos do curso de Arquitetura,&nbsp;que colaboram com a pesquisa,&nbsp;ficarão responsáveis por pensar&nbsp;os ajustes necessários para garantir&nbsp;a trafegabilidade. Para os próximos&nbsp;passos do projeto, o grupo aguarda a&nbsp;chegada de uma impressora 3D especializada&nbsp;na impressão de grandes&nbsp;objetos, por conta da escala 1/10 em&nbsp;que a maquete e o veículo serão construídos,&nbsp;o que significa que todos os elementos&nbsp;do projeto terão 10% do seu tamanho real.&nbsp;O professor estima que os veículos vão ser&nbsp;construídos e comecem a andar até o final&nbsp;de 2023. Quando os veículos autônomos&nbsp;em miniatura estiverem consolidados, o&nbsp;passo seguinte do projeto será construir um&nbsp;veículo autônomo em tamanho real e solicitar&nbsp;permissão dos legisladores para realizar&nbsp;testes pelas ruas da cidade de Cachoeira do&nbsp;Sul.

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<strong>Reportagem:</strong> Bernardo Silva
<strong>Ilustração e diagramação: </strong>Cristielle Luise]]></content:encoded>
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