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			<title>Revista Arco - Feed Customizado RSS</title>
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			<description>Jornalismo Científico e Cultural</description>
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	<title>Revista Arco</title>
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						<item>
				<title>Passado e Presente</title>
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				<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 19:50:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[12ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[passado e presente da UFSM]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista impressa]]></category>

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						<description><![CDATA[Mescla de imagens do passado e do presente dão destaque às belezas da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/Capa_Ensaio-1024x668.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida do Planetário da Ufsm em processo de construção, mesclado com a imagem da entrada no presente. A construção é arredondada com uma cúpula. No centro, há uma entrada com teto horizontal e vermelho. A construção tem a estrutura em madeira, em uma mescla da fotografia envelhecida, em preto e branco, com a fotografia colorida. Há cerca de cinco homens de capacete e roupas brancas trabalhando na construção. Na frente do Planetário, calçada em calçamento. Na frente da calçada, rua de calçamento. Dos lados do Planetário, duas árvores médias, e gramado verde. O fundo é um céu azinzenrado no lado esquerdo, com nuvens pequenas e espalhadas, e azul no lado direito." loading="lazy" />														
		<p>Rafael Beltrame, professor do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, tem interesse pela fotografia desde a infância, quando brincava com uma câmera Kodak Brownie que pertencia a sua avó. Mas foi apenas em 2014 que decidiu se aperfeiçoar no hobby e, em 2018, quando se comemoraram os 160 anos de Santa Maria, Rafael criou a série Passado e Presente, na qual apresenta a fusão de imagens antigas e atuais dos principais pontos da cidade. A inspiração foi o trabalho com fotografias da Segunda Guerra Mundial do russo Sergey Larenkov.<br /><br />O objetivo do docente, ao criar esse projeto, foi estudar fotografia, homenagear Santa Maria e retratar o seu vínculo pessoal com a cidade. “Gosto bastante da história de Santa Maria. Sou natural daqui, minha família é de comerciantes e ferroviários, então tenho um vínculo afetivo muito grande com a cidade e com a sua história”, ressalta Rafael. Para realizá-lo, ele fez uma pesquisa das imagens antigas no Departamento de Arquivo Geral da UFSM, na Fundação Eny e também em livros e álbuns pessoais.</p><p>Entre as 18 fotografias da série, sete foram feitas nos principais pontos da UFSM, como o Planetário, a Biblioteca Central e o Estádio do Centro de Educação Física e Desportos. As imagens deste ensaio foram expostas  primeiramente no Royal Plaza Shopping, em 2018, e, um ano depois, o professor decidiu compartilhá-las em suas redes sociais.</p>		
												<img width="1024" height="580" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/foto_ensaio_1-1024x580.jpg" alt="Fotografia horizontal que mescla colorido da fotografia atual com o preto e branco da fotografia antiga. No centro superior da imagem, biblioteca central da UFSM em construção. É um prédio de três andares, sendo um o subsolo. Na sua frente, há uma rampa ascendente, que dá em um pátio de concreto. É nesse ponto que a fotografia antiga dá espaço para a fotografia atual. Ao redor da Biblioteca, gramado grande com algumas árvores de tamanho médio. Ao fundo, o Hospital Universitário em verde claro, carros estacionados e a rua. Na oart superior, céu com nuvens nubladas." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="581" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/foto_ensaio_2-1024x581.jpg" alt="Fotografia horizontal que mescla colorido de fotografia atual com preto e branco de fotografia antiga. No centro, quatro pessoas, uma ao lado da outra, sendo três mulheres e um homem, vestem roupas claras e escuras. Em frente a elas, em preto e branco, fileira de seis carros antigos estacionados em frente ao prédio principal do Centro de Tecnologia. Na parte esquerda, em primeiro plano, um poste fino e parte do prédio em preto e branco. O restante do prédio é azul com detalhes amarelos abaixo das janelas de vidros. O prédio tem três andares, três blocos e 24 janelões nos andares superiores. Em frente ao prédio, canteiro com árvores. No canto superior direito há detalhe do céu, nublado." loading="lazy" />														
												<img width="1024" height="390" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2022/02/foto_ensaio_3-1024x390.jpg" alt="Fotografia horizontal que mescla colorido da fotografia atual com o preto e branco da fotografia antiga. No centro direito da fotografia, grupo de mais de 30 pessoas caminham sobre a ponte seca da UFSM. Ao fundo, em preto e branco, se vê o prédio do Hospital Universitário e parte dos morros de Santa Maria. A parte esquerda da ponte, com canteiro, calçada e cerca, está colorido. Do lado esquerdo da fotografia, prédio 17, bege e com detalhes em amarelo, ruas de calçamento e árvores grandes. O céu é azul.Fotografia horizontal que mescla colorido da fotografia atual com o preto e branco da fotografia antiga. No centro direito da fotografia, grupo de mais de 30 pessoas caminham sobre a ponte seca da UFSM. Ao fundo, em preto e branco, se vê o prédio do Hospital Universitário e parte dos morros de Santa Maria. A parte esquerda da ponte, com canteiro, calçada e cerca, está colorido. Do lado esquerdo da fotografia, prédio 17, bege e com detalhes em amarelo, ruas de calçamento e árvores grandes. O céu é azul." loading="lazy" />														
		<strong><em>Expediente:</em></strong>
<em><strong>Reportagem:</strong> Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo&nbsp;</em>
<em><strong>Diagramação:</strong> Yasmin Facchin, acadêmica de Desenho Industrial&nbsp;</em>
<em><strong>Fotografias:</strong> Rafael Beltrame, professor do Centro de Tecnologia</em>
<em style="font-size: 16px">Conteúdo produzido para a 12ª edição impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)</em><em><br></em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A arte de fotografar o espaço</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-arte-de-fotografar-o-espaco</link>
				<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 15:15:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[astrofísica]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[espaço]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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						<description><![CDATA[Plataforma de custo acessível desenvolvida para astrofotografia é tema de Trabalho de Conclusão de Curso na UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A astrofotografia é um ramo da astronomia que permite revelar, por meio de fotografias do céu noturno, corpos celestes que muitas vezes estão invisíveis a olho nu, como constelações, planetas, galáxias e nebulosas - nuvens formadas por poeira cósmica e gases como Hidrogênio. O primeiro registro da atividade aconteceu em 1840, com uma foto da lua. Atualmente, a astrofotografia é feita tanto por profissionais, quanto por pessoas que a praticam como hobby.</p>
												<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/capa_nova-1024x668.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da via láctea, em tons de roxo, azul escuro, preto e amarelo esverdeado. Há pontos de luz espalhados pela imagem." loading="lazy">

Os equipamentos considerados acessíveis para o público amador variam de câmeras de celulares a telescópios. Contudo, a astrofotografia envolve alguns desafios técnicos - como o movimento aparente do céu, devido à própria rotação da Terra - que podem fazer com que as fotos capturadas podem ficar ‘borradas’. Por isso, precisa-se de ferramentas que movimentem a câmera fotográfica para realizar registros com boa qualidade. Porém, o custo desses equipamentos é elevado no Brasil, já que são importados, o que dificulta a prática da atividade.
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Diante disso, o professor do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, Rafael Concatto Beltrame, propôs o desenvolvimento de uma ferramenta - plataforma equatorial - de custo acessível para a prática da astrofotografia como tema de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O discente do curso de Engenharia da Computação, Eugênio Piveta Pozzobon, na época graduando de Engenharia Elétrica, aceitou o desafio.</p>

<h3>Equipamentos convencionais para astrofotografia</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 16pt">Outro objetivo do desenvolvimento da plataforma é ser de fácil utilização. Rafael explica que os equipamentos disponíveis no mercado são de difícil configuração, já que o posicionamento da plataforma precisa ser feito com o eixo de rotação da Terra. Além disso, as configurações para o alinhamento dependem da localização geográfica do fotógrafo. Os métodos mais comuns, por exemplo, são realizados por laser ou por luneta. A plataforma que sustenta a câmera precisa ser deslocada para acompanhar o movimento aparente do céu e tirar fotografias com qualidade.</p>
Independentemente do método empregado, quem se encontra no hemisfério norte precisa alinhar a plataforma com o polo norte celeste, que tem como referência a estrela polar. Porém, o método pode não ser totalmente preciso, devido ao fato de a estrela não estar localizada no centro do polo. Já no hemisfério sul, deve-se alinhar a plataforma com o polo sul celeste, que não possui um ponto de referência central, o que dificulta o alinhamento, pois o fotógrafo precisa conhecer e localizar diferentes constelações no céu, como o Cruzeiro do Sul.

<img width="1024" height="477" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/capa_e_info-02-1024x477.jpg" alt="Infográfico horizontal e em tom azul escuro. No centro superior, em branco, caixa alta e dividido em duas linhas, o título &quot;Demonstração do eixo de rotação da terra e a localização do polo norte celestial para o alinhamento. No centro inferior, em branco, um círculo que representa o planeta Terra, sobre o qual há um boneco palito. Ao redor do globo, um círculo horizontal em forma de disco. Uma linha perpendicular à direita corta o globo. Na parte inferior da linha, o texto &quot;eixo de rotação&quot;. Na parte superior, o texto &quot;polo norte celestial&quot;. Na parte inferior do Globo, o texto &quot;Equador&quot;. Ao lado direito da linha circular em forma de disco, a palavra &quot;horizonte&quot;. O fundo é azul escuro." loading="lazy">
<h3>Desenvolvimento da plataforma equatorial</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 16pt">Tais métodos exigem conhecimento prévio sobre astronomia, o que dificulta a adesão à astrofotografia de quem não é da área. Neste sentido, a plataforma equatorial desenvolvida por Rafael e Eugênio, chamada de EasyTracker, apresenta inovações em relação aos equipamentos convencionais: “Quando propus a ideia para o Eugênio, pretendia desenvolver também um aplicativo para celular que guiasse o usuário na configuração da plataforma, sem que o fotógrafo precisasse possuir conhecimentos em astronomia”, comenta Rafael.</p>

<figure>
										<img width="1024" height="768" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/plataforma-desenvolvida-por-Rafael-e-Eugenio-1024x768.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um aparato de suporte para câmera fotográfica. Ele é formado por duas placas de madeira, que estão abertas em 30º no lado direito. Sobre a parte superior da placa, está acoplada uma câmera fotográfica preta. O fundo é uma parede branca." loading="lazy"><figcaption>Plataforma desenvolvida por Rafael e Eugênio</figcaption></figure>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 16pt">O modelo de rastreamento utilizado na plataforma é o equatorial, pois permite o movimento circular automático da câmera fotográfica – por meio de um motor -, na mesma velocidade da rotação aparente do céu. Apesar dessa facilidade, ainda é necessário que seja feito o correto alinhamento com o polo celeste. Assim, a inovação do EasyTracker é o sistema eletrônico que consegue comunicar-se com o celular por meio de um aplicativo para Android.</p>
Os sensores da plataforma se conectam com o smartphone por uma uma rede bluetooth – que permite que os dois aparelhos troquem informações entre si sem o uso de cabos. Após parear os dispositivos, o aplicativo determina automaticamente a latitude na qual o fotógrafo se encontra para começar o alinhamento. Ademais, tendo por base os dados da bússola eletrônica e dos sensores de posicionamento da plataforma, guia o usuário durante o processo de alinhamento. Eugênio produziu um tutorial, em formato de vídeo, para demonstrar as instruções de uso, que deve ser acessado antes de iniciar o rastreamento do céu:

https://www.youtube.com/watch?v=MnpiZsJ5V1E
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 16pt">Além disso, em comparação com equipamentos disponíveis no mercado – que custam de 650 a 2 mil reais –, o EasyTracker vai ser mais acessível: em torno de 400 reais. Eugênio destaca outro ponto importante sobre a plataforma: “o motor possui um erro periódico natural, ou seja, pode acontecer algumas vezes de girar mais rápido ou devagar, mas todos os equipamentos comerciais analisados também possuem esse problema. Nos testes, chegamos a resultados interessantes. Alguns dos produtos profissionais com custo mais elevado que o nosso apresentaram um erro médio maior em relação ao EasyTracker”.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 16pt">Durante o desenvolvimento, Eugênio disponibilizou um formulário para analisar se a proposta da plataforma estava de acordo com as exigências de quem pratica ou se interessa por astrofotografia e também surgiu a ideia de convidar profissionais para testarem o equipamento. Neste contexto, Rafael e Eugênio comentaram que a intenção é disponibilizar o projeto do aplicativo gratuitamente após a defesa do TCC, que deve ocorrer em 2022.</p>

<figure>
										<img width="766" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/Primeiros-testes-com-o-EasyTracker-no-largo-do-Planetario-766x1024.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma câmera fotográfica preta sobre um tripé. Ela está em frente ao Planetário da UFSM, a noite. A câmera está posicionada sobre um suporte de madeira formado por duas placas abertas em 30º no lado direito. O fundo é escuro, o gramado escuro e o Planetário iluminado." loading="lazy">

<figcaption>Primeiros testes com o EasyTracker no largo do Planetário</figcaption></figure>
<h3>Dicas para praticar a astrofotografia</h3>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Rafael e Eugênio deram algumas sugestões aos interessados em começar a praticar astrofotografia, confira:</p>
1) Deve-se utilizar uma câmera digital com configurações manuais, além de um tripé para fixação, pois é necessário um longo tempo de exposição para o sensor do aparelho receber luminosidade suficiente. Além disso, é possível fazer astrofotografia com a câmera do smartphone. Rafael e Eugênio indicam este vídeo para quem quiser praticar com o dispositivo móvel:

https://www.youtube.com/watch?v=UXarKUT2VWQ
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Rafael explica com um exemplo, “Quando se fotografa esportes com a pessoa em movimento, o tempo de exposição para fazer a foto precisa ser curto, senão os braços e as pernas vão aparecer borrados. Mas essa imagem vai ser feita em um dia de sol, com bastante luz. No caso de fotografias à noite [astrofotografia], não se pode ter um período de exposição muito pequeno, porque a foto vai ficar escura”. Neste viés, precisa-se adaptar as configurações para o propósito da foto.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">2) O céu precisa estar limpo durante a noite, não pode estar nublado. Ademais, para realizar as fotos com qualidade, é necessário se afastar dos centros urbanos, devido à ‘poluição luminosa’, como luzes de edifícios e das ruas. Quanto mais afastado desses locais, melhor para a atividade.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">3) Cuidado no inverno!. Alguns problemas podem acontecer durante noites frias, como&nbsp; o sereno cair na lente do dispositivo fotográfico. Isso vai deixá-la úmida e, assim, a imagem capturada pode ficar embaçada.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">4) A astrofotografia pode ser realizada sem equipamentos, como a plataforma equatorial, mas o tempo de exposição deverá ser menor, devido ao movimento aparente do céu.&nbsp;</p>

<figure>
										<img width="1024" height="869" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/Via-Lactea-Sem-Rastreamento-1024x869.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da Via Láctea em tons de roxo, azul escuro, preto e amarelo esverdeado. Há pontos de luz espalhados pela fotografia. Ela está borrada;." loading="lazy">

<figcaption>Fotografias da via láctea sem rastreamento do céu</figcaption></figure>
<figure>
										<img width="1024" height="869" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/Via-Lactea-Com-Rastreamento-1024x869.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da Via Láctea em tons de roxo, azul escuro, preto e amarelo esverdeado. Há pontos de luz espalhados pela fotografia.." loading="lazy">

<figcaption>Fotografia da via láctea com rastreamento do céu</figcaption></figure>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Dessa maneira, algumas informações não serão capturadas na imagem. Nesse caso, pode-se utilizar técnicas avançadas de processamento, como o empilhamento de imagens: são capturadas várias fotografias e depois é realizada a edição delas, em softwares, combinando as suas melhores partes para gerar uma imagem final. Assim, esse resultado poderia ser obtido diretamente com o uso da plataforma.</p>

<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/Obelisco-UFSM-683x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida da via láctea e do Obelisco da UFSM. O Obelisco é espelhado e está de perfil. A Via Láctea tem tons de roxo, preto, e amarelo esverdeado mais próximo à superfície." loading="lazy">

<figcaption>Fotografias da Via Láctea empregando a técnica de empilhamento fotográfico: Obelisco UFSM.</figcaption></figure>
<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/Poco-Palma-683x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida do cano de um poço e da via láctea, à noite. O cano é de ferro enferrujado e está sobre um poço circular em um gramado. A Via Láctea tem tons de roxo; É possível ver pontos de luz e nuvens." loading="lazy">

<figcaption>Poço em Palma</figcaption></figure>
<figure>
										<img width="683" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/12/Igreja-Silveira-683x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de uma igreja pequena e amarela e da via láctea à noite. A igreja está de frente, é amarela pastel com detalhes em branco nos pavimentos e porta na cor azul, estende-se ao fundo da imagem. Ao lado direito da igreja, uma torre de madeira que serve de suporte para um sino. Ao fundo, sombra de uma árvore alta e de copa densa. No chão, sombra de gramado. Acima e ao fundo da imagem, a via láctea em tons de roxo, com pontos de luz e presença de nuvens;" loading="lazy">

<figcaption>Igreja em Silveira Martins</figcaption></figure>
6) A última dica é para quem tem interesse em usar os aparelhos e se aprofundar na fotografia do céu noturno. O vídeo indicado é para conhecer sobre cinco ferramentas de astrofotografia:

https://www.youtube.com/watch?v=Xc1v6BjHm8U
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Expediente</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Reportagem: Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e voluntária</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Créditos das imagens: Rafael Beltrame e Eugênio Pozzobon</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Tratamento de imagem: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e voluntário</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fotografia para a conscientização ambiental</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/fotografia-para-a-conscientizacao-ambiental</link>
				<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 14:09:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[destaque arco]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/arco/?p=8741</guid>
						<description><![CDATA[Pesquisa realizada na área de Artes Visuais da UFSM busca evidenciar a problemática do descarte irresponsável em Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <figure>
										<img width="1024" height="668" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/11/capa_site_descarte_a_arte_jpg-1024x668.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fonte: Jane Zofoli</figcaption>
										</figure>
		<p>Descarte: ato de descartar, de deixar de lado o que não tem serventia ou não se quer mais. Em uma sociedade industrializada o consumo em massa faz dos objetos que utilizamos hoje, o lixo de amanhã. Segundo dados do <a href="https://abrelpe.org.br/panorama/" target="_blank" rel="noopener"><i>Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020</i></a><i>, </i>entre 2010 e 2019, o Brasil registrou um grande aumento na geração de resíduos, em que passou de 67 milhões para 79 milhões de toneladas por ano. O estudo também mostrou que cada brasileiro produz, em média, 379,2 kg de lixo anualmente. O reflexo disso pode ser visto nos danos crescentes à natureza, como alterações no clima e a poluição do ar. </p><p>Mas, poderia a arte ser uma ferramenta capaz de despertar a consciência das pessoas nesse contexto? Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais mostrou que sim. O trabalho de dissertação “Poética do desc-arte: fotografia e meio ambiente em Santa Maria”, desenvolvido por Jane Andiara Soares Zofoli e orientado pela professora e pesquisadora vinculada ao PPGART/UFSM, Darci Raquel da Fonseca, entre 2018 e 2020, buscou chamar a atenção para a problemática do descarte através da fotografia<b>.</b> </p>		
			<h3>Sensibilizar olhares para mudar consciências</h3>		
		<p>Em uma observação diária, no decorrer de dois anos, a autora buscou unir a arte às questões ambientais. Através do projeto, mapeou, fotografou e expôs à comunidade espaços de Santa Maria ocupados por sucatas. O trabalho se deu tanto em locais legalizados, mas também em lugares onde o descarte foi feito de forma clandestina, como riachos, rios e a natureza como um todo. </p>		
									<figure>
										<img width="783" height="522" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/11/IMAGEM_PAG_93.jpg" alt="" loading="lazy" />											<figcaption>Fonte: Jane Zofoli</figcaption>
										</figure>
		<p>O estudo buscou problematizar as questões relativas ao consumo e descarte irresponsável por meio da visibilidade despertada pelos registros fotográficos. Além disso, enxergou na arte uma possibilidade de mudança. “O meu trabalho foi sensibilizar pessoas através da fotografia, para que elas ressignifiquem o seu pensar, o seu olhar, para não cometer esse tipo de ato”, ressalta a autora. </p><p>Para além de uma área de estudo, Jane é engajada na causa. A separação, a reciclagem, o reaproveitamento e a destinação correta de materiais fazem parte de sua rotina. De acordo com ela, a relação com a questão do descarte vem de muito tempo, herança do seus pais que tinham preocupação e envolvimento com a destinação adequada dos resíduos que geravam. Atualmente, ela também arrecada objetos como lacres e garrafas pet, e contribui com projetos locais como a <a href="https://www.facebook.com/asmarofical/" target="_blank" rel="noopener">ASMAR - Associação dos Selecionadores de Material Reciclável</a></p>		
			<h3>Sustentabilidade como forma de expressão</h3>		
		<p>A orientadora da pesquisa ressalta a capacidade que a arte tem, neste caso pela fotografia, de lançar um olhar sensível sob o tema e, ao mesmo tempo, denunciar as atitudes humanas em relação ao ambiente. “A arte tem esse poder, tendo em vista que  ela revela com força o que muitos evitam abordar”, explica a professora Darci. Ela também afirma que dificilmente ficaremos neutros diante do que a fotografia nos revela, e por isso, associar esse recurso a outras áreas do conhecimento pode gerar mudanças significativas na sociedade. </p><p>O trabalho mostrou que a questão do descarte é um problema que envolve todos no mundo contemporâneo, em particular Santa Maria, onde o olhar fotográfico registrou o descarte em margens de rios, localidades urbanas e também no campo. Ao direcionar o olhar para o ambiente local, o estudo atuou como um meio de conscientização da população, além de servir como um alerta ao poder público para que se dedique ao desenvolvimento de políticas sustentáveis. “Se a fotografia revela ela indica, ao mesmo tempo, pistas para que este problema possa ser, no mínimo, amenizado”, ressalta a orientadora. Outros caminhos indicados pela autora para promover melhorias na questão do descarte inadequado é a educação para os cidadãos e a fiscalização por parte de órgãos administrativos.</p><section data-id="cb499fa" data-element_type="section"><section data-id="98ed197" data-element_type="section"><section data-id="5f882e8" data-element_type="section"><p><em><strong>Expediente</strong></em></p><p><i><strong>Reportagem:</strong> Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária</i></p><p><strong>Ilustração: </strong><em><i>Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista</i></em></p><p><i><strong>Mídia Social:</strong> <b></b>Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária<br /></i></p><p><i><strong>Edição de Produção:</strong> Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista</i></p><p><i><strong>Edição Geral:</strong> Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas</i></p></section></section></section>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Fases</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/fases</link>
				<pubDate>Mon, 04 Jan 2021 17:17:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Recordações]]></category>
		<category><![CDATA[destaque ufsm]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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						<description><![CDATA[Por Ricardo Toscani*]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[   <p>Essa é minha foto, revelada depois da primeira saída fotográfica.<br /><br /><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/01/recordacoes-1-1.jpg" alt="" width="623" height="705" /></p><p>Tinha me perdido do grupo, fiz a aula sozinho.</p><p>Aula do professor Paulo Kuhlmann.</p><p>– Ó professor, fiz essa...</p><p>– Essa é sua primeira foto? Parabéns, eu não gosto muito de fotos de crianças, mas essa tá muito boa. Você vai ser um grande fotógrafo.</p><p>Entrei empolgado no quarto escuro e fiz a ampliação do indiozinho, irmãozinho da menina da foto.</p><p><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2021/01/recordacoes-2-1.jpg" alt="" width="514" height="599" /></p><p>– E aí, professor?</p><p>– Retiro o que eu disse, essa tá uma droga!</p><p>***</p><p>Depois de muito tempo, 4 anos, minha monografia. Paulo era o orientador, e ele foi supremo, virou mais que um orientador, era um amigo que me emprestava livros. Vendo que eu tremia muito antes de apresentar o trabalho, Paulo me tirou para fora da sala e fez uma previsão:</p><p>– Fica tranquilo, tua nota já tá dada, e tu vai para São Paulo.</p><p>Enquanto apresentava minha monografia, era alvejado pelos professores, principalmente por um que, nas suas considerações finais, falou que com trabalhos assim eu não teria o carro do ano, nem a mulher da minha vida, muito menos ganharia dinheiro. Nem como lambe-lambe numa esquina em Porto Alegre.</p><p>O Paulo e a Nara (esposa dele e também professora do Centro de Artes e Letras) me fizeram acreditar no meu trabalho, e não desistir dele nunca.</p><p>Me deram uma nota 9 e eliminamos mais uma etapa.</p><p>***</p><p>Agora eu viria para São Paulo.</p><p>Uma vez, voltei para Santa Maria para entregar meu relatório de estágio.</p><p>Porém, no relatório de estágio de um rapaz de 22 anos, recém-chegado em São Paulo, tinha muita raiva e indignação, e, num pequeno espaço destinado a críticas, eu fui feroz. Nesse dia, no fim da noite, recebo uma ligação do professor Paulo:</p><p>– Ricardo, bem legal seu relatório, mas tem uma parte que tu fala de um professor, egoísta, que não empresta as chaves do estúdio e fica regulando o uso das coisas. Fala que os professores têm que sair mais da universidade e entrar mais em contato com os que estão fora.Você está falando de mim?</p><p>Nesse dia, do outro lado da linha, me veio a imagem da gente conversando no laboratório e o Paulo me falando de dois nomes, Marcio Simch e Reinaldo Cóser, importantes fotógrafos, e que ele já havia falado com o Reinaldo sobre mim e começado a abrir as portas dessa cidade que ainda me metia medo.</p><p>– Não, Paulo, não é de ti. (E não era mesmo!).</p><p>Obrigado professor, obrigado pelas aulas, obrigado pelo excelente timing nas piadas, por confiar a chave do laboratório de foto até nos fins de semana. Pelo seu coração!</p><p>– Não se assustem, esse é o Ricardo, ele dorme por aqui agora.</p><p>***</p><p>Na minha formatura, eu ganhei um abraço desse lindo casal, dessa dupla tão querida. A professora Nara fez uma confissão ao pé do meu ouvido:</p><p>– Não sei se tu vais ganhar muito dinheiro, se vais ter o carro dos teus sonhos, mas a mulher da tua vida tu já encontraste e estás indo morar com ela. O resto vem, tu tens um belo trabalho.</p><p>***</p><p>Pois é, hoje estou em São Paulo, sem carro – o que mais de 10 anos depois da apresentação da monografia é outro status. Dinheiro, ganho o que pague as contas. A mulher da minha vida ainda tenho e me deu uma filha linda, e não existe foto que eu faça que seja mais valiosa do que essa menina.</p><p>Portanto, meus queridos professores, obrigado pelo melhor ensinamento.</p><p>Amar o que faz. Amar em casa, amar a casa, o trabalho, amar a vida.</p><p>E quando a vida mudar de fase, amar as mais belas lembranças dela.</p><h5> </h5><h5>*Ricardo Toscani é formado em Desenho Industrial na UFSM, e trabalha como fotógrafo em São Paulo</h5>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Corpos livres</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/corpos-livres</link>
				<pubDate>Wed, 19 Aug 2020 19:58:22 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQI+]]></category>
		<category><![CDATA[transgêneros]]></category>
		<category><![CDATA[visibilidade trans]]></category>

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						<description><![CDATA[Registros de Kenior Rocha Dias dão visibilidade e poder a transgêneros]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <h3><em>Registros de Kenior Rocha Dias dão visibilidade e poder a transgêneros.</em>&nbsp;</h3>
<img width="600" height="400" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2020/08/4f003368201971.5b55056791089.jpg" alt="">

A fotografia tem o poder de isolar um momento e, por meio dele, carregar discursos, criar sentidos e contar histórias. Com esse propósito, o designer e fotógrafo Kennior Rocha Dias produziu, em 2018, <i>Fotografia como agente de empoderamento: emancipação social e expressão de pessoas transgêneros e travestis. </i>O ensaio foi o Trabalho de Conclusão de Curso em Desenho Industrial pela UFSM.

O objetivo do autor, com a fotografia, foi aproximar trans dos meios em que não estão presentes. “Eu quis dar visibilidade e empoderar, como forma de diminuir a intolerância e o preconceito transfóbico destinado a essas pessoas pela sociedade”, explica.

Para o autor, o termo emancipação social se trata de “cada um, conhecer as próprias potencialidades e utilizá-las como ascendente individual e político, no pensamento de liberdade, de expressão de gênero, de poder sobre o próprio corpo e imagem”.

Bernardo Beltrame, Yasmin Fentiny, Rafael Feltrin Berleze e Íris Beatriz foram os convidados do ensaio de Kennior. Moradores de Santa Maria, os quatro são identificados com seus nomes sociais, e foram fotografados em lugares associados com suas histórias.&nbsp;

O contato do fotógrafo com os&nbsp; participantes foi importante para que se sentissem confortáveis na hora do ensaio. Kennior pesquisou gostos, interesses, posicionamento político e formas de entender o mundo de cada convidado, para explorar a maior quantidade de sentimentos e discursos. O resultado está em um fotolivro com 20 fotografias. &nbsp;

<img width="600" height="900" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2020/08/8f814968201971.5b550566d22f8.jpg" alt="">
<img width="600" height="900" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2020/08/deac5668201971.5b550c48a8e22.jpg" alt="">
<a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2020/08/59bd9e68201971.5b5505692db20.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="kenior3">
<img width="600" height="400" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2020/08/59bd9e68201971.5b5505692db20.jpg" alt="">								</a>

<strong><em>Expediente</em></strong>

<em><strong>Repórter: </strong>Bibiana Pinheiro</em>

<em><strong>Revisor:&nbsp;</strong>Alcione Bidinoto</em>

<em><strong>Mídias Sociais:&nbsp;</strong>Nathalia Pitol</em>

<em><strong>Diagramadora: </strong>Yasmin Faccin</em>

<em><strong>Editora de Arte da edição impressa:&nbsp;</strong>Lidiane Castagna</em>

<em><strong>Editora de Arte</strong>: Marcele Reis</em>&nbsp;

<em><strong>Editora de Produção:&nbsp;</strong>Melissa Konzen</em>

<em><strong>Editor Chefe:&nbsp;</strong>Maurício Dias</em>

<i>*Matéria publicada na&nbsp;<a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/11__edi__o" target="_blank" rel="noopener noreferrer">11ª edição</a>&nbsp;impressa da revista Arco.&nbsp;</i><em>*</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Vendedores do Oriente</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/vendedores-do-oriente</link>
				<pubDate>Thu, 18 Jul 2019 18:58:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[10ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[ambulante]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[asia]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[oriente]]></category>
		<category><![CDATA[rua]]></category>
		<category><![CDATA[vendedor]]></category>
		<category><![CDATA[vendedor de rua]]></category>

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						<description><![CDATA[De caráter documental, série fotográfica de Ricardo Ravanello registra vendedores de rua na Ásia e na África]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Ouça esta reportagem:

[audio mp3="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Vendedores-do-Oriente-Ensaio-Arco.mp3"][/audio]

<span style="color: #ffffff">.</span>

<img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Digital_Capa_ensaio-1-1024x668.png" alt="" width="1024" height="668" />

Para as lentes de Ricardo Ravanello, o dia a dia de diferentes pessoas e lugares rende os melhores retratos. Com o objetivo de se inserir em realidades distintas da sua, o professor de fotografia do Departamento de Desenho Industrial da UFSM participou de cursos na Ásia e na África. A partir deles, surgiu a inspiração para a série Vendedores, produzida entre 2015 e 2017, com comerciantes de rua do Marrocos, Índia, Vietnã e Camboja. O fotógrafo considera os mercados públicos “uma espécie de janela para o passado” e retrata, nas suas fotografias, a peculiaridade de uma forma de comércio que passou a ser rara em vários locais do mundo, mas continua fortemente presente nas culturas orientais observadas por ele. Como filosofia de criação, o fotógrafo adotou dois aspectos fundamentais: o primeiro é a materialidade, que explora os processos da impressão química e dá à fotografia condição de originalidade, exclusividade e raridade. O segundo ponto reconhece a essência da foto como produção ficcional, capaz de carregar imaginários - fator que permite explorar a emocionalidade humana, contar histórias e transformar elementos do mundo visível em objetos estéticos. Por terem caráter documental - gênero que trabalha no registro cultural ou artístico de um momento -, a produção das imagens desafiou a introspecção de Ricardo, pois era necessária a sua integração com o lugar e a população: “Você precisa criar um laço com as pessoas antes de fotografar. Isso tem que acontecer quase de forma imediata, porque você está de passagem por um local”, relata o docente, que aliou a compreensão de estética à técnica fotográfica e à intuição na escolha das cenas e dos personagens que podem ser vistos neste ensaio.
<figure class="gallery-item"><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Foto-05.jpg" data-elementor-open-lightbox="default" data-elementor-lightbox-slideshow="ee39e70"><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Foto-05-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /></a></figure>
<figure class="gallery-item"><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Foto-04.png" data-elementor-open-lightbox="default" data-elementor-lightbox-slideshow="ee39e70"><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Foto-04-1024x716.png" alt="" width="1024" height="716" /></a></figure>
<figure class="gallery-item"><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Foto-03.png" data-elementor-open-lightbox="default" data-elementor-lightbox-slideshow="ee39e70"><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Foto-03-1024x683.png" alt="" width="1024" height="683" /></a></figure>
<figure class="gallery-item"><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Foto-02.png" data-elementor-open-lightbox="default" data-elementor-lightbox-slideshow="ee39e70"><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Foto-02-1024x685.png" alt="" width="1024" height="685" /></a></figure>
<figure class="gallery-item"><a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Foto-01.png" data-elementor-open-lightbox="default" data-elementor-lightbox-slideshow="ee39e70"><img src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Foto-01-1024x683.png" alt="" width="1024" height="683" /></a></figure>
<strong>Reportagem</strong>: Martina Irigoyen, acadêmica de Jornalismo
<strong>Diagramação</strong>: Lidi Castagna, acadêmica de Desenho Industrial
<strong>Locução</strong>: Marcelo de Franceschi]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/07/Vendedores-do-Oriente-Ensaio-Arco.mp3" length="4659725" type="audio/mpeg" />
						</item>
						<item>
				<title>Os novos rumos da inclusão</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/os-novos-rumos-da-inclusao</link>
				<pubDate>Wed, 10 Apr 2019 20:46:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Inovação no Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[10ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[barreiras arquitetônicas]]></category>
		<category><![CDATA[barreiras atitudinais]]></category>
		<category><![CDATA[barreiras pedagógicas]]></category>
		<category><![CDATA[Dossiê Inovação no ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=5502</guid>
						<description><![CDATA[Instituições de ensino superior públicas brasileiras buscam novos métodos voltados à acessibilidade para pessoas com deficiência]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  Ouça esta reportagem:

[audio mp3="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/Os-novos-rumos-da-inclusão.mp3"][/audio]

<span style="color: #ffffff">.</span>

A entrada de alunos com deficiência nas universidades brasileiras aumentou progressivamente desde a aprovação da Lei n°12.711, em agosto de 2012, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quando foi adotada a política de cotas. Entretanto, o Ensino Superior está realmente preparado para receber pessoas, para as quais, antes, o acesso era bastante limitado? Esse foi um dos pontos principais da tese da professora do Departamento de Educação Especial da UFSM Sabrina Fernandes de Castro.  Sua pesquisa tinha como finalidade identificar as ações e iniciativas de universidades públicas relacionadas ao ingresso e à permanência de estudantes com deficiência, abordando impedimentos e facilitadores da continuidade desses acadêmicos nas instituições de ensino.

O estudo foi realizado em 13 Instituições de Ensino Superior (IES) públicas brasileiras. A pesquisadora entrevistou os reitores dessas instituições ou alguém que os representasse, além dos responsáveis pelos núcleos, serviços ou programas de atendimento especializados aos alunos com deficiência, e, por fim, talvez a parte mais interessada da história: os próprios discentes com deficiência.

<strong>Pela manutenção, contra a evasão</strong>

A maioria dos serviços voltados aos acadêmicos brasileiros com deficiência é recente. Dentre as iniciativas, destaca-se, particularmente, a ideia do desenvolvimento do Programa Incluir, que é do Ministério da Educação. Um dos objetivos principais da iniciativa é criar núcleos responsáveis por implementar políticas de inclusão dentro das universidades públicas. Na UFSM, o Núcleo de Acessibilidade, criado em 2007, tem como objetivo facilitar os encaminhamentos gerados pelas demandas de acessibilidade. Por isso, anexo ao Núcleo, também há a Comissão de Acessibilidade.

As ações de ambos são voltadas para alunos e servidores com transtorno do espectro autista, superdotação/altas habilidades, deficiências e surdez, que se deparam, diariamente, com obstáculos físicos e sociais existentes no ambiente universitário. Com o apoio dos núcleos, pessoas com deficiência podem desenvolver mais atividades de melhor forma, estando cada vez mais incluídas na vida acadêmica da instituição da qual fazem parte e se sentindo plenamente integradas à comunidade universitária. “São necessárias pequenas ações que tornem a universidade mais acolhedora, sua formação adequada, sua presença na instituição agradável, com o sentimento de que são realmente parte integrante da comunidade universitária”, argumenta Sabrina.

Em sua tese, a pesquisadora classifica em quatro categorias – especificadas a seguir – as barreiras que dificultam a permanência de pessoas com deficiência nas universidades.

<img class="alignleft wp-image-5505" src="https://www.ufsm.br/midias/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Barreiras-pedagogicas.png" alt="" width="130" height="129" />

<strong>Ba</strong><strong>rreiras pedagógicas: </strong>carência de materiais didáticos adaptados e, por consequência, problemas na atuação do intérprete.

<img class="wp-image-5506 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Barreiras-atitudinais.png" alt="" width="133" height="132" />

<strong>Barreiras atitudinais: </strong>comportamento dos professores em sala de aula, na maioria das vezes ainda pouco preparados;
relacionamento com os colegas; desrespeito às vagas destinadas para os deficientes em estacionamentos; obstáculos colocados em rampas, calçadas e caminhos.

<img class="alignleft wp-image-5507" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Barreiras-comunicacionais.png" alt="" width="130" height="129" />

<strong>Barreiras comunicacionais:</strong>
falta de acessibilidade à informação; número insuficiente de tradutores ou intérpretes em Libras para surdos; uso de lousa e murais para passar os conteúdos em sala de aula – um problema para os alunos cegos.

<strong>Deficiência visual:</strong> é de suma importância disponibilizar as provas com fonte ampliada, lupas, avaliações em braille, lupas e computador com sintetizador (DOS VOX ou outro software leitor de tela). Também é importante a ampliação do tempo de realização das provas, o auxílio de escribas (digitação em áudio) para a transcrição das respostas (assistência fiscal).

<img class="alignleft wp-image-5508" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Barreiras-arquitetonicas.png" alt="" width="153" height="152" />

<strong>Barreiras arquitetônicas: </strong>ausência de rampas ou escarpas com inclinação adequada; calçadas sem manutenção ou construídas com pisos impróprios; portas e banheiros estreitos; falta de corrimão, sinalização, referências, mapas táteis; telefones públicos mal colocados.

<img class="wp-image-5521 alignright" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Fotografia-ao-alcance-dos-olhos-de-todos.png" alt="" width="255" height="138" />

<strong>Fotografia ao alcance dos olhos de todos</strong>

Na Educação Superior brasileira, existem 2203 alunos cegos, sendo que 449 estão matriculados em universidades federais, de acordo com relatórios elaborados pelo
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 2017 – os mais atualizados até o momento.

Em 2012, Rubia Sttefens, que nasceu cega, ingressou no curso de Jornalismo da UFSM de Frederico Westphalen. “Todo mundo enfrenta dificuldades, de formas diferentes, mas o fato de eu não enxergar nunca me impediu de fazer tudo como qualquer um. Meu principal obstáculo foi a falta de informação das outras pessoas. Tudo parece um 'bicho de sete cabeças' quando temos que enfrentar o desconhecido”, comenta Rubia, hoje jornalista. Com a entrada da aluna, a professora do Departamento de Comunicação da UFSM-FW Janaína Gomes, que dá aulas de fotografia na Instituição, tratou de adequar o ensino da disciplina. Para isso, contou com a ajuda de alguns colaboradores.

Inicialmente, o apoio veio do jornalista e fotógrafo com baixa visão Teco Barbero, que ministrou a palestra "Fotografando os Sentidos", na UFSM/FW, além do professor Francisco de Lima, que é formado em audiodescrição pela Universidade Federal de Pernambuco, consolidando-a como tecnologia assistiva. “Teco foi fundamental para o avanço da confecção do material didático que desenvolvi. Com o professor Francisco pude compreender a psicofísica – área da ciência que estuda as relações entre as sensações subjetivas e os estímulos físicos, estabelecendo relações entre eles – como recurso para explicar o que eu e Rubia estávamos desenvolvendo, já para ensinar outros cegos a fotografar”, esclarece a docente.

<strong>Por outra lente</strong>

Teco Barbero teve dificuldades no seu período de graduação, entre 2001 e 2004, por causa da falta de adaptação na Universidade de Sorocaba (Uniso), onde estudava. “Era uma época que não se falava em acessibilidade dentro das universidades, principalmente para o curso de Jornalismo. Eu mesmo fui muito contestado, porque me perguntavam como eu faria uma foto e como eu pegaria em uma câmera”, lamenta Teco.

Segundo a professora Janaína, Teco trouxe para Frederico Westphalen algumas técnicas que aprendeu com o jornalista, fotógrafo, produtor cultural e documentarista brasileiro Werinton Kermes. A partir desses métodos, ele desenvolveu uma oficina explorando, essencialmente, os cinco sentidos do corpo humano: visão, olfato, paladar, audição e tato. Na ocasião, alunos do curso estiveram no papel de monitores da oficina de fotografia para pessoas com deficiência visual, incluindo Rubia. “Teco representou a possibilidade de termos uma aluna cega em um curso com tamanha carga de conteúdo visual. Quebrando esse paradigma, fomos atrás de capacitações e o Núcleo de Acessibilidade da UFSM foi incansável em nos atender”, afirma a professora Janaína.

A docente explica que, para o caso de Rubia, que é uma cega congênita, era necessário criar parâmetros físicos que servissem como ponto de referência para os seus enquadramentos e, para isso, tiveram que aprimorar a técnica com ajuda da matemática. Em um segundo momento, os planos mais abertos – aqueles que apresentam mais o ambiente na fotografia – precisavam ser conquistados. “Fotografia é, num primeiro momento, inimaginável para pessoas cegas, por ser totalmente visual. Eu não posso ver as imagens, mas posso mostrar para os outros o que eu quero ou o lugar onde estou. De certa forma, apesar de não enxergar, fotografar é também estar participando do mundo cada vez mais visual que vivemos atualmente”, afirma Rubia.

<a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2019/03/Dossiê_3_Infográfico.png"><img class="aligncenter wp-image-5520" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Dossiê_3_Infográfico.png" alt="" width="471" height="1179" /></a>

<strong>Na linha do horizonte</strong>

Neste processo de ensino-aprendizado, foram construídos muitos instrumentos, inclusive, com materiais de PVC, MDF e barbante. Com eles, segundo Janaína, o aluno é capaz de entender que precisa aferir o tamanho do que vai fotografar e obter certo distanciamento do objeto a ser fotografado. “Nessa etapa, ele tem uma relação sensorial de tato com o que vai enquadrar e, com isso, tem um referencial para entender como funciona fisicamente a abertura que as lentes objetivas proporcionam”, explica a professora. Janaína construiu uma pirâmide para ilustrar essa relação. Por meio dela, os acadêmicos cegos podem fazer selfies, pois é exatamente a distância que precisam tomar para fotografar alguém ou o próprio rosto.

“Hoje parece simples, mas explicar e dar referentes para tudo isso foi um processo que demorou dois anos. Contei com a Rubia em todas as etapas, para que ela pudesse me dizer se o que eu estava pensando fazia sentido”, explica a professora. Para os planos mais abertos, Janaína combinou conhecimentos (denominados como regra dos terços), além da percepção da linha do horizonte e o uso do próprio corpo para direcionar a câmera e efetivar o enquadramento fotográfico. Uma das práticas realizadas com Rúbia aconteceu em um campo de soja, orientada pelo vento. Quando as folhas da planta viravam ao contrário, Janaína - que estava vendada - e Rúbia percebiam a passagem do vento nos campos. Com isso, a docente fazia a audiodescrição do local para sua aluna fotografar.

Nas universidades, ainda não existem estruturas com audiodescritores nas lousas, que é uma tecnologia assistiva endereçada ao aprimoramento do ensino para alunos cegos. Janaína comenta que na UFSM foi assim: estudou-se a legislação e, com isso, foram proporcionadas as condições para a formação da aluna. “A audiodescrição deveria, sim, ser obrigatória como é Libras no sistema educacional. Outra coisa que precisa ser compreendida na educação de pessoas com deficiência é que cada uma tem uma necessidade distinta. Nada pode ser uniformizado num país que não tem ainda resolvido a inclusão na educação”, sinaliza a pesquisadora.

Depois disso, a professora também idealizou oficinas de fotografia inclusiva em lugares como Espírito Santo, Alagoas, Maranhão e Pernambuco. “As pessoas cegas duvidam muito de que podem fotografar, porque estão acostumadas a não ter informações visuais. A primeira coisa que costumo observar é isso: que além de fotografar, as pessoas aprendem sobre coisas que ninguém fala com elas, como o que é a linha do horizonte”, expressa Janaína.

<img class="alignleft wp-image-5522" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/obstáculos-sobre-rodas.png" alt="" width="357" height="161" />

<strong>Obstáculos sobre rodas</strong>

Diante das dificuldades que o aluno do penúltimo semestre do curso de Medicina Eduardo Correa Nascimento tinha para se locomover durante as aulas práticas de cirurgia, realizadas no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), a Instituição adquiriu uma cadeira de rodas, no modelo stand-up.

“Quando o Eduardo ingressou no estágio curricular obrigatório, conversamos sobre suas dificuldades de acessibilidade e quão difícil seria para realizar o estágio no bloco cirúrgico” relata Flávio Jobim, docente do Departamento de Ginecologia do curso de Medicina da UFSM. Foi o próprio estudante que encontrou esse modelo de cadeira, que é fabricada no Rio Grande do Sul e possibilita ao usuário com mais de 1,5 metro de altura ficar em pé. Seu projeto biomecânico possui dimensões estruturais com assento, encosto e apoio para os pés, garantindo estabilidade, ergonomia, conforto e segurança ao cadeirante.

“No caso do Eduardo, sem essa valiosa ferramenta, ele não poderia participar dos procedimentos cirúrgicos e nem mesmo observá-los, já que as equipes se posicionam geralmente ao redor do paciente que fica em posição de decúbito (atitude do corpo em repouso em um plano horizontal) na mesa cirúrgica”, explica o professor, que auxiliou na aquisição do utensílio.

A cadeira foi desenvolvida para que o estudante deficiente se mantenha saudável, principalmente nas suas funções circulatórias e respiratórias. Além disso, ao concentrar seu peso nos membros inferiores, o usuário previne a osteoporose, por colocar seus músculos e ossos em funcionamento.

Eduardo descreve que, durante a graduação, as dificuldades foram imensas. “No meu primeiro dia de aula, já fiquei decepcionado com tamanho descaso por parte de todos, ao ter que ser carregado para poder chegar ao laboratório de anatomia. Não tinha nem rampa, muito menos banheiro adaptado nesse local”, conta. De acordo com o estudante, havia somente um banheiro acessível, mas estava localizado no segundo andar do prédio e, para chegar até lá, necessitava subir escadas. A aquisição da cadeira de rodas stand-up representou, nas palavras do acadêmico, a possibilidade de cursar o ensino superior com dignidade: “Me beneficiei ao ter um aprendizado igual ao dos meu colegas, podendo tratar das mais variadas especialidades cirúrgicas, no período em que pude estagiar no Husm”.

<em><strong>Reportagem:</strong> Guilherme de Vargas</em>
<em><strong>Lettering:</strong> Deirdre Holanda</em>
<em><strong>Ilustração e diagramação</strong>: Pollyana Santoro, acadêmica de Desenho Industrial</em>
<em><strong>Fotografias:</strong> Thomás Dalcol Townsend</em>
<em><strong>Locução: </strong>Marcelo de Franceschi</em>]]></content:encoded>
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						</item>
						<item>
				<title>Campus de estrelas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/campus-de-estrelas</link>
				<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 19:24:54 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[arco]]></category>
		<category><![CDATA[campus]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço multiuso]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[memorial José Mariano da Rocha Filho]]></category>
		<category><![CDATA[noite]]></category>
		<category><![CDATA[reitoria]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[Exposição de fotografias ressalta as luzes e sombras do ambiente noturno da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">A luz do dia evidencia as belezas do campus da UFSM às milhares de pessoas que por ele passam cotidianamente. No entanto, foram as nuances noturnas que chamaram a atenção de um grupo de fotógrafos santa-marienses.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Por duas noites, as lentes de Cris Fontoura, Karlos Ab, Fabiano Machado, Carlos Rangel e Rafael Beltrame registraram o eixo principal da UFSM, desde o início da Avenida Roraima até o entorno do Centro de Convenções. </span><i><span style="font-weight: 400;">Campus de estrelas: um olhar noturno sobre a UFSM</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi o nome dado ao conjunto de 16 fotografias produzido pelo grupo e que está exposto no Shopping Praça Nova, em Santa Maria, desde o dia 15 de março.</span>

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<span style="font-weight: 400;">"Pensamos que a UFSM possui um conjunto arquitetônico muito interessante e que se revela surpreendente com as luzes e sombras do ambiente noturno. A Instituição faz parte da identidade de nossa cidade e merecia essa abordagem diferente e, de certa maneira, surpreendente", destaca Rafael, egresso de Engenharia Elétrica e atualmente docente do Departamento de Processamento de Energia Elétrica do Centro de Tecnologia, na UFSM.</span>

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[caption id="attachment_5389" align="aligncenter" width="2048"]<img class="wp-image-5389 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Carlos-Rangel.jpg" alt="" width="2048" height="1365" /> Fotografia de Carlos Rangel[/caption]

<span style="font-weight: 400;">Os cinco fotógrafos participantes da exposição fazem parte do grupo </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Elementos</span></i><span style="font-weight: 400;">, criado em 2017 com o objetivo de reunir amigos que tinham a fotografia como hobby. Atualmente composto por 13 integrantes entre fotógrafos amadores e profissionais, a equipe já realizou a exposição </span><i><span style="font-weight: 400;">Os 4 Elementos</span></i><span style="font-weight: 400;"> - que acabou dando nome ao grupo - e </span><i><span style="font-weight: 400;">Os caminhos de Joanilson</span></i><span style="font-weight: 400;">, ambas na Cesma, em Santa Maria.</span>

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[caption id="attachment_5390" align="aligncenter" width="2048"]<img class="wp-image-5390 size-full" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Cris-Fontoura.jpg" alt="" width="2048" height="1365" /> Fotografia de Cris Fontoura[/caption]

<span style="font-weight: 400;">Para produzir fotografias noturnas, </span><span style="font-weight: 400;">segundo Rafael, um bom tripé é imprescindível. “Como nem todos possuíam, nos emprestávamos. Esse é um dos papéis de um grupo”, destaca o docente e fotógrafo. No registro do campus, cada um usou um modelo diferente de câmera, de super zoom a câmeras de entrada - não sendo necessário equipamento profissional.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Rafael comenta que ambientes urbanos normalmente não são bons lugares para visualizar o céu, pois </span><span style="font-weight: 400;">as luzes da cidade ofuscam as estrelas. Uma solução é usar a técnica de longa exposição na fotografia. Nela, o obturador da câmera - um dispositivo que abre e fecha, controlando o tempo de exposição do sensor à luz - fica aberto por um período longo, que pode ir de um segundo a vários minutos. Assim, é possível fazer com que as estrelas apareçam com nitidez no céu.</span>

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[caption id="attachment_5391" align="aligncenter" width="2048"]<img class="size-full wp-image-5391" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Fabiano-Machado.jpg" alt="" width="2048" height="1365" /> Fotografia de Fabiano Machado[/caption]

<span style="font-weight: 400;">A fotografia que ilustra a capa desta matéria é da autoria de Rafael, responsável por outras quatro que compõem a exposição. Ao registrar o Memorial do professor José Mariano da Rocha Filho, o fotógrafo </span><span style="font-weight: 400;">quis retratar a beleza do céu noturno, a imensidão de estrelas que os olhos não conseguem ver, principalmente devido à poluição luminosa das cidades. A reitoria, o espaço multiuso e a escultura em forma de bússola, localizada na Avenida Roraima, foram outros pontos escolhidos por Rafael. “Falo como ex-aluno e atualmente docente: a experiência proporcionou-me uma sensação ainda mais intensa de pertencimento à Instituição”, salienta ele.</span>

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[caption id="attachment_5392" align="aligncenter" width="2048"]<img class="size-full wp-image-5392" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/03/Karlos-Ab.jpg" alt="" width="2048" height="1365" /> Fotografia de Karlos Ab[/caption]

As fotografias ficam expostas até o dia 29 de março, no Shopping Praça Nova, das 10h às 22h, próximo ao Empório Amadeo.

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<strong>Reportagem: </strong>Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo

<strong>Fotografia de capa:</strong> Rafael Beltrame

<strong>Fotografias:</strong> Divulgação]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Humanidade em foco</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/humanidade-em-foco</link>
				<pubDate>Thu, 06 Dec 2018 19:36:27 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Dossiê Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[fórum de direitos humanos da UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[PRE]]></category>

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						<description><![CDATA[Exposição da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM traz ensaios fotográficos de minorias sociais e direitos humanos
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 500;">No 1º Fórum de Direitos Humanos da UFSM, o movimento LGBTQI+ e a pluralidade que caracteriza o Sul do país são ressaltados em duas mostras fotográficas. As imagens, que estão expostas no hall da Reitoria até esta sexta-feira (7), reforçam temas como igualdade de gênero, sexualidade, etnia e religião. </span>

<b>O arco-íris em evidência </b>

<img class="size-full wp-image-5018 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/2°-parada-de-orgulho-LGBT-alternativa-de-Santa-Maria-1.jpg" alt="" width="6000" height="4000" />Uma das exposições no hall da Reitoria é organizada com as imagens produzidas pela publicitária Bruna Casser em 2016, durante um trabalho para a disciplina de Comunicação e Cultura do curso de Publicidade e Propaganda. As fotografias realizadas durante a 2ª Parada LGBTQI+ Alternativa têm como objetivo, segundo Bruna, “mostrar para as pessoas um pouco do que vivenciamos naquele espaço, mostrar que existem pessoas por trás de tudo aquilo.  Representar isso através da fotografia é uma maneira pura e confortável de registrar o sentimento de liberdade que exala em ambientes que nos sentimos à vontade”.

<img class="alignleft size-full wp-image-5019" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/2°-parada-de-orgulho-LGBT-alternativa-de-Santa-Maria-2.jpg" alt="" width="6000" height="4000" />

<span style="font-weight: 500;">Mesmo tendo finalizado o ensaio fotográfico em 2016, ano em que a 2ª Parada Alternativa ocorreu, Bruna afirma que seu trabalho ainda se faz relevante devido “às pessoas que conhecemos, suas histórias e suas lutas”. Para ela, é necessário representar a comunidade LGBTQI+ e lutar contra o preconceito e a repreensão. “Esse trabalho se apresenta em um momento em que só unida é que uma minoria percebe sua grandeza”.</span>

<b>O Sul como pano de fundo </b>

<img class="size-full wp-image-5020 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/MGM0456.jpg" alt="" width="800" height="533" />

<span style="font-weight: 500;">Na segunda exposição do 1º Fórum de Direitos Humanos da UFSM, o público pode conferir imagens de pessoas que integram o universo da educação básica e universitária. O projeto fotográfico </span><i><span style="font-weight: 500;">Regionalidades do Sul: Protagonismo Biográfico e Narrativas de Vida no Universo Acadêmico</span></i><span style="font-weight: 500;"> é coordenado pelo professor Jorge Luiz da Cunha e faz parte do Núcleo de Estudos sobre Memórias e Educação (CLIO) da UFSM, originado a partir de uma experiência realizada pela Professora Joana Elisa Röwer, da Universidade Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB).</span>

<span style="font-weight: 500;">Um dos objetivos do projeto de extensão é questionar a identidade gaúcha construída a partir da década de 1950. Para Jorge Cunha, a imagem antiga que se tem não corresponde à diversidade de existências individuais, sociais, culturais e políticas pertencentes ao extremo sul do Brasil. “Cada um é cada um e é nessa consciência de diversidade que podemos construir estrategicamente alternativas de viver juntos em igualdade e reconhecimento”, afirma ele.</span>

<img class="size-full wp-image-5021 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/MGM0465.jpg" alt="" width="800" height="533" />

<span style="font-weight: 500;">Impressas em tecido, as dezesseis imagens que compõem a exposição mostram os rostos dos entrevistados para contar suas experiências e trajetórias, além de citações de cada um. Para o docente, o público deve enxergar a subjetividade das respostas: “a interpretação do dito ou do escrito deve ser mais do que uma interpretação pura daquilo que originalmente o narrador quis dizer”. Entre as diversas frases apresentadas, questões de gênero, sexualidade, etnia e religião se destacam. O coordenador diz que esse “é um tipo de registro que estimula sentidos e aprofunda nossa reflexão sobre a diferença do outro e a nossa”.</span>

<img class="size-full wp-image-5022 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/12/MGM0466.jpg" alt="" width="800" height="533" />

<b>Reportagem: </b>Paulo César Ferraz, acadêmico de Jornalismo

<b>Edição: </b>Luciane Treulieb, jornalista

<b>Fotografia:</b> Rafael Happke]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A biblioteca se deixa fotografar</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/a-biblioteca-se-deixa-fotografar</link>
				<pubDate>Thu, 29 Nov 2018 11:41:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[artes visuais]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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						<description><![CDATA[Rotina da Biblioteca Central da UFSM é registrada por alunos de disciplina das Artes Visuais
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">O foco na procura por uma obra específica ou a pressa ao devolver um livro pode limitar a observação dos detalhes da Biblioteca Central (BC) da UFSM. Pensando nisso, a </span><span style="font-weight: 400;">professora Raquel Fonseca</span><span style="font-weight: 400;">, do Departamento de Artes Visuais do Centro de Artes e Letras da UFSM, idealizou o projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">A biblioteca se deixa fotografar</span></i><span style="font-weight: 400;">, incentivando os alunos a observarem e a registrarem o cotidiano do local. As 25 fotografias, realizadas durante a disciplina de Ateliê de Fotografia, ficam expostas até o dia 10 de dezembro no hall da BC. Algumas delas foram reunidas pela revista Arco nesta matéria.</span>

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<span style="font-weight: 400;">O cuidado com critérios básicos, como composição e luz, era a única regra a ser seguida na hora da criação das fotografias. “Como não havia um tema específico, tudo podia ser fotografado. Assim, a capacidade de olhar, selecionar e criar pontos de vista permitem que a estética do conteúdo fotográfico sensibilize para além do quadro da foto. É sentindo o que o fotógrafo revelou na imagem que a imagem leva a pensar”, pontua Raquel.</span>

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[caption id="attachment_4959" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-4959 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Monique-PANZENHAGEN-1024x683.jpeg" alt="" width="1024" height="683" /> Fotografia da aluna Monique Panzenhagen[/caption]

[caption id="attachment_4960" align="aligncenter" width="683"]<img class="wp-image-4960 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Ana-Luisa-Martins-683x1024.jpg" alt="" width="683" height="1024" /> Fotografia da aluna Ana Luísa Martins[/caption]

<span style="font-weight: 400;">A acadêmica do 3º semestre de Artes Visuais Eduarda Teixeira Streck é a autora da fotografia abaixo. “O que me motivou a tirar a foto foi o simples fato de, na capa do livro, ter uma mulher nua, e eu sabia que quando a expusesse causaria algum impacto”, relata a estudante. Ao fotografar a biblioteca, ela não se limitou a fazer um simples registro, mas a ver os diferenciais daquele lugar.</span>

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<span style="font-weight: 400;">A professora Raquel ressalta que apreender o cotidiano em fotografia é um desafio, ainda mais quando o hábito faz com que vejamos apenas a realidade imediata. “Fotografar significa mais que ver: é preciso olhar, selecionar, entrar em contato com a realidade a ser fotografada”, pontua Raquel. “Todo artista precisa ver no cotidiano algo que ninguém percebe”, complementa Eduarda. Até chegar ao registo ideal, a aluna teve de tirar cerca de cem fotografias.</span>

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[caption id="attachment_4958" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-4958 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Eduarda-T.-Streck-1024x685.jpg" alt="" width="1024" height="685" /> Fotografia da aluna Eduarda Teixeira Streck[/caption]

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[caption id="attachment_4961" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-4961 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Raquel-Fonseca-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Fotografia da professora Raquel Fonseca[/caption]

[caption id="attachment_4962" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-4962 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Douglas-Stopp-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Fotografia do aluno Douglas Stopp[/caption]

<span style="font-weight: 400;">O processo de realização das fotografias durou um semestre, já que desde o início da disciplina os alunos aprenderam conceitos básicos de como tirar uma fotografia artística - que é diferente de uma fotografia jornalística, por exemplo. A professora comenta que conduziu a turma até a Biblioteca em duas aulas, mas os estudantes tiveram a liberdade de voltar em outras oportunidades para fotografar. Cada um pôde explorar a realidade do local usando telefone ou câmera.</span>

[caption id="attachment_4963" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-4963 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Gbrielle-Flores-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Fotografia da aluna Gabrielle Flores[/caption]

[caption id="attachment_4964" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-4964 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Robson-Thomas-1024x685.jpg" alt="" width="1024" height="685" /> Fotografia do aluno Robson Thomas Ribeiro[/caption]

[caption id="attachment_4965" align="aligncenter" width="612"]<img class="wp-image-4965 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Yuri-Fontenla-612x1024.jpg" alt="" width="612" height="1024" /> Fotografia do aluno Yuri Fontela[/caption]

[caption id="attachment_4966" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-4966 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Yuri-Santana-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> Fotografia do aluno Yuri Santana[/caption]

<span style="font-weight: 400;">“O critério fundamental em artes é a liberdade de criação para que cada estudante possa expressar sua relação com a realidade a ser fotografada”, explica a professora, que complementa: </span><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">A criação nos coloca em estado de sensações sentimentos múltiplos, e a fotografia não foge a esta regra”.</span>

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[caption id="attachment_4968" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-4968 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Vinicius-Ardenghi-1024x335.jpg" alt="" width="1024" height="335" /> Fotografia do aluno Vinícius Ardenghi[/caption]

[caption id="attachment_4970" align="aligncenter" width="1024"]<img class="wp-image-4970 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/11/Alice-Siqueira-1024x681.jpg" alt="" width="1024" height="681" /> Fotografia da aluna Alice Siqueira[/caption]

<b>Reportagem: </b><span style="font-weight: 400;">Andressa Motter, acadêmica de Jornalismo</span>

<b>Edição:</b><span style="font-weight: 400;"> Tainara Liesenfeld, acadêmica de Jornalismo</span>

<b>Fotografia de capa:</b><span style="font-weight: 400;"> Carolina Cabral, acadêmica de Artes Visuais</span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Arte Cemiterial</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/arte-cemiterial</link>
				<pubDate>Thu, 09 Aug 2018 20:59:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[9ª edição]]></category>
		<category><![CDATA[cemitério]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://coral.ufsm.br/arco/sitenovo/?p=4178</guid>
						<description><![CDATA[Admirador de obras artísticas encontradas em cemitérios, o fotógrafo Beto Fidler produziu diversas imagens sobre a temática
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Para muitas pessoas, os cemitérios são lugares de tristeza, que remetem à solidão e à saudade. Não para o fotógrafo Darci Roberto Trevisan Fidler, que encontra no cemitério uma sensação de paz. Segundo ele, “as obras artísticas do local possuem um valor histórico e qualidades estéticas impossíveis de não serem notadas e apreciadas”.</span>

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Beto, como é conhecido, formou-se nos anos 2000 em Design Gráfico pela UFSM. Atualmente, trabalha na Universidade como Técnico de Laboratório no curso de Pós-Graduação em Design de Superfície. Dedica-se, ainda, a dar aulas de fotografia no projeto Oficina de fotografia, vinculado ao Espaço Alternativo, da Coordenadoria de Qualidade de Vida do Servidor (CQVS), da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep). Já são 15 anos de atividades ininterruptas, voltadas aos servidores, técnicos e docentes, ativos e aposentados da UFSM.

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As aulas têm, em média, 20 alunos por turma e abordam temas variados. Beto ensina como fazer uma boa foto, partindo da teoria e encaminhando para a prática: primeiro, busca alfabetizar visualmente, para que os alunos saibam o que é uma foto de qualidade; depois, leva o grupo para fotografar em diferentes lugares.

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Habituado a fazer visitas ao cemitério ecumênico de Santa Maria, Beto encontrou, em meio aos jazigos e mausoléus, obras arquitetônicas e artísticas dignas de seus registros: “Dos vários temas e gêneros da fotografia, a arte cemiterial ou tumular me agrada pela sua estética”, pontua. O estilo preto e branco das fotografias é, para ele, o tratamento ideal para o caráter dramático e a estética do tema.

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As fotografias aqui apresentadas foram feitas entre 2011 e 2012, no Cemitério Municipal de Santa Maria e no Cementerio de la Recoleta, de Buenos Aires, na Argentina. A intenção era expô-las na UFSM no primeiro semestre de 2013, mas em respeito à comoção da comunidade santa-mariense devido à tragédia da Boate Kiss, ocorrida em janeiro daquele ano, o projeto ficou reservado a futuras exposições.

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<img class="aligncenter size-large wp-image-4261" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Cópia-de-021-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" />

<img class="aligncenter size-large wp-image-4181" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Cópia-de-027-707x1024.jpg" alt="" width="707" height="1024" />

<img class="aligncenter size-large wp-image-4180" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Cópia-de-015-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" />

<img class="aligncenter size-large wp-image-4183" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Cópia-de-034-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" />

<img class="aligncenter size-large wp-image-4182" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Cópia-de-038-757x1024.jpg" alt="" width="757" height="1024" />

<img class="aligncenter size-large wp-image-4262" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/08/Cópia-de-019-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" />

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<span style="font-weight: 400;"><strong>Reportagem:</strong> Sabrina Cáceres </span>

<span style="font-weight: 400;"><strong>Diagramação:</strong> Juliana Krupahtz</span>

&nbsp;]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“As minhas lentes não discriminam”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/as-minhas-lentes-nao-discriminam</link>
				<pubDate>Fri, 23 Mar 2018 19:18:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[#negrosenegras]]></category>
		<category><![CDATA[#visibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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						<description><![CDATA[O trabalho do fotógrafo Dartanhan Figueiredo evidencia os negros e as negras de Santa Maria]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="http://site.ufsm.br/noticias/exibir/atos-marcam-dia-internacional-contra-discriminacao">Apresentadas ao público no Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, 21 de março</a>, as fotografias de Dartanhan Baldez Figueiredo têm o propósito de mostrar o dia-a-dia, as produções e as contribuições da população negra santa-mariense. Além disso, buscam protestar contra acontecimentos racistas evidenciados nos diretórios dos cursos de Direito e Ciências Sociais da UFSM no último semestre. “A minha fala sobre negros é a fala que está nas fotografias”, declara o fotógrafo, que criou a exposição <em>Negros e Negras na Ciência, Cultura e Movimentos Sociais. </em>A curadoria da mostra é da Associação Ará Dudu e Pondá Assessoria.

“O Dartanhan é de extrema importância para os coletivos e para o movimento negro, pois ele mostra de uma forma artística o que está sendo produzido e quais são as lutas traçadas”, comenta a integrante da Associação Ará Dudu, Isadora Bispo. A fala dela converge com os registros espontâneos das diversas performances que passam pelas lentes de Dartanhan: “Eu não vivencio o racismo, eu percebo o racismo, é diferente. Somente quem sente o que é ser agredido pela sua cor tem condições de explicar”.

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<img class="aligncenter size-large wp-image-3211" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_9383-ed-1024x575.jpg" alt="" width="1024" height="575" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3210" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_8827-ed-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3209" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_8274-ed-1024x628.jpg" alt="" width="1024" height="628" />

<span style="font-weight: 400;">Ao todo, 85 fotos estão expostas e outras 600 projetadas no Centro de Convenções da UFSM.</span>

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<img class="aligncenter size-large wp-image-3208" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_8265-ed-684x1024.jpg" alt="" width="684" height="1024" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3207" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_7475-ed-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3206" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_5242-ed-1024x579.jpg" alt="" width="1024" height="579" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3205" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_2393-ed-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

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<b>Dartanhan: o artista da visibilidade</b>

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<i><span style="font-weight: 400;">“Minha ligação com o Centro de Artes e Letras (CAL) está diretamente ligada à minha formação. Quando eu estava fazendo licenciatura em Física, fiz duas disciplinas de fotografia no CAL e tive contato com alguns professores no período. O CAL é o local onde tem uma produção que poucos sabem, o que é um grande problema de divulgação da UFSM. Como meu objetivo é dar visibilidade à cultura e aos movimentos sociais e fazer a minha arte conversar com a arte dos outros, eu passei a acompanhar vários alunos na graduação de música, dança e teatro. Antes eu aparecia no Caixa Preta para fotografar. Ultimamente, o pessoal já faz eventos e, instantaneamente, me marca para participar. No final de 2017, em algumas semanas, eu estive de segunda a domingo no Caixa Preta”.</span></i>

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<span style="font-weight: 400;">Dartanhan Baldez Figueiredo é professor de Física, já aposentado, da UFSM e fotógrafo amador. Teve seu trabalho apresentado em duas exposições coletivas e em duas individuais: “Arte no Espaço Público”, no aniversário da Rádio Armazém de Santa Maria, e “Rota Viva”, na Praça Saldanha Marinho, com fotos da Banda Rotações.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Além do trabalho com movimentos sociais, Dartanhan fotografa a natureza e sua preservação, e registra crianças e idosos acompanhados de cães em sessões de fisioterapia, na UFSM.</span>

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<img class="aligncenter size-large wp-image-3204" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_2152-ed-1024x769.jpg" alt="" width="1024" height="769" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3203" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_1918-ed-1024x684.jpg" alt="" width="1024" height="684" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3202" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_1223-ed-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3201" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_1137-ed-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3200" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_1098-ed-1024x684.jpg" alt="" width="1024" height="684" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3199" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_1019-ed-683x1024.jpg" alt="" width="683" height="1024" />

<b>Associação Ará Dudu</b>

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<span style="font-weight: 400;">O Coletivo Ará Dudu surgiu em 2015, fundado por vários artistas e produtores negros de Santa Maria. Em 2017, após ter sido selecionado para integrar a Incubadora Social da UFSM, o Coletivo se tornou a Associação de Arte e Cultura Ará Dudu. </span><span style="font-weight: 400;"> O objetivo do grupo é dar sustentabilidade para o povo negro de forma que empodere e traga para o cenário cultural os artistas negros e suas produções. A Associação tem várias atividades na cidade, como o Festival Municipal de Arte Negra (Fesman) e o Sarau DasPrê.</span>

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<img class="aligncenter size-large wp-image-3198" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_0962-ed-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3197" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_0903-ed-662x1024.jpg" alt="" width="662" height="1024" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3195" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_0445-ed-684x1024.jpg" alt="" width="684" height="1024" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3194" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_0191-ed-1024x826.jpg" alt="" width="1024" height="826" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3193" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_0164-ed-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" /> <img class="aligncenter size-large wp-image-3192" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2018/03/DSC_0055-ed-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" />

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<b>Programação da semana</b>

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<span style="font-weight: 400;">A exposição <em>Negros e Negras na Ciência, Cultura e Movimentos Sociais</em> fica aberta até 30 de março, de segunda a sexta, das 11h às 16h, e de sábado e domingo, das 16h às 18h.</span>

<span style="font-weight: 400;">Durante a semana estão previstas outras ações alusivas ao Dia Internacional de Luta pela Discriminação Racial:</span>

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<span style="font-weight: 400;"><strong>25 de março, domingo, às 17h, no Viva o Campus</strong> - Momento Música de Preto com Elen Ortiz, Zan Ribeiro e Ariane Teixeira.</span>

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<span style="font-weight: 400;"><strong>29 de março, quinta-feira, no Centro de Convenções</strong> - Roda de conversa com mulheres negra - Militância e protagonismo das pretas; participação especial - Malu Viana.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Todos os dias: mostra de bonecas negras de Lúcia Severo.</span>

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Reportagem: Bibiana Pinheiro

Fotografia:  Dartanhan Baldez Figueiredo <em>- arquivo pessoal</em>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Cidade, campo e fotografia</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/cidade-campo-e-fotografia</link>
				<pubDate>Fri, 20 Oct 2017 17:52:46 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

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						<description><![CDATA[Mario Witt: 40 anos de fotografia dedicados à defesa do meio ambiente]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  A partir da crise de superprodução que comprometeu a economia mundial em 1929, o Estado brasileiro passou a intervir na economia no sentido de atender aos interesses dos detentores das plantações de café. A necessidade de industrialização dos centros urbanos e da modernização da agricultura culminaram em conflitos pela posse da terra no campo, bem como no êxodo rural principalmente a partir da década de 1960.

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<img class="aligncenter wp-image-2469 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/10/MGM7719-1024x510.jpg" alt="" width="1024" height="510" />

Em meio a esse contexto, crescia Mario Witt, nascido em 1958. Filho de pecuaristas, a infância foi marcada pelos aprendizados e brincadeiras nos rios e sangas perto da propriedade da família, na região da fronteira, em Itaqui. Em 1971, quando tinha 13 anos, Mario presenciou o falecimento do pai, o que o levou com a família a morar em Porto Alegre, onde um de seus irmãos já residia.

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<img class="aligncenter wp-image-2476 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/10/MGM7717-1024x472.jpg" alt="" width="1024" height="472" />

Apesar da ida para a capital, a família mantinha o contato com a terra, porque a maior parte da renda ainda vinha do arrendamento da propriedade na fronteira. Morando no bairro Menino Deus, onde ficava um quartel da Brigada, a mãe trabalhara de costureira até seu falecimento em 1976. “Foram tempos difíceis em que a gente tinha que vender as cabeças de boi para pagar as contas até que só sobraram as terras”, conta Mario. Com o falecimento da mãe, alguns de seus irmãos voltaram ao campo para trabalhar na “nova agricultura”.

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<strong>O encontro com a fotografia</strong>

Adolescente, permaneceu na cidade de Porto Alegre, onde mantinha uma vida razoável a partir do arrendamento de sua parte da herança na fronteira. Depois de viajar para o campo com uma amiga, que havia levado uma câmera com a qual brincaram, Mário percebeu que intuitivamente conseguira alcançar alguma qualidade nas suas tentativas.

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<img class="aligncenter wp-image-2475 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/10/MGM7703-1024x484.jpg" alt="" width="1024" height="484" />

Depois de uma excursão aos Estados Unidos, um dos irmãos de Mario trouxe do exterior uma câmera da Olympus, com a qual não se acertou, dando-a ao irmão mais novo. “Para ele a fotografia não era como ela é para mim. A cãmera estava estragada, então eu a levei para o conserto e comecei a praticar”, afirma.

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Com a máquina nova, o jovem teve o talento confirmado pelos seus colegas de apartamento que estudavam Comunicação em Porto Alegre. “Ao verem minhas fotos, eles acharam muito boas e mostraram que nelas existiam elementos que eles estudavam. Eu já gostava da fotografia, e a partir daí eu passei a gostar mais”, conta.

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<img class="aligncenter wp-image-2478 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/10/MGM7733-1024x687.jpg" alt="" width="1024" height="687" />

Na época, a fotografia era uma moda. As pessoas tinham laboratórios em suas casas, existiam grandes lojas que abasteciam os fotógrafos. Mario foi nesse embalo e, na passagem da década de 1970 para 1980 fez um curso curto no SENAC. O jovem que fotografava flores e pôr-do-sol conheceu a fotografia em preto e branco. “Era uma outra foto, era um deleite, um fazer artístico. Eu me sentia um pequeno mago, porque descobrir a foto em preto e branco foi algo mágico. E aquilo veio junto com a missão de denúncia”, narra.

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<strong>Fotografia e o movimento ambientalista</strong>

Fundada em 1971 em Porto Alegre por José Lutzenberger, Augusto Carneiro, Caio Lustosa, Alfredo Gui Ferreira e outros ambientalistas, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) é uma ONG brasileira dedicada à luta em defesa do meio-ambiente, que chamou a atenção de Mario pelas lutas que travara em função da instalação da indústria de celulose em Guaíba, que poluía e causava mau cheiro na cidade.

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Com uma câmera mais qualificada, Mario começou a se dedicar aos estudos sobre fotografia e meio ambiente, assistindo palestras, lendo diversos livros de Ana Maria Primavesi e outras autoras e autores que discutiam já nessa época a questão da destruição do meio ambiente. A perspectiva artística adotada pelo fotógrafo gerou um choque na família, porque ela praticava justamente a agricultura que a fundo Mario criticava em suas fotos. “As pessoas chamavam-me de louco, diziam que eu estava delirando, que era para me acalmar”, afirma.

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Não se acalmou. Em função da instalação de um bueiro na cidade onde crescera, Mario enviou algumas de suas fotografias dessa obra ao jornal Zero Hora e, ainda jovem, entrou em uma polêmica com o prefeito de Itaqui, que lhe respondeu no próprio jornal a respeito das fotografias. Mario também entrava nas propriedades vizinhas para tirar fotos, porque achava bonitas e interessantes as paisagens, ainda que já entendesse o fato de que aquelas ações eram bastante agressivas ao meio ambiente. “Eu agia como um laboratório de jornalismo, com o coração na boca, porque aquilo me colocava em situações de risco. Mas a minha ação era mais contundente com a máquina na mão e dava resultados”, afirma.

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<img class="aligncenter wp-image-2473 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/10/MGM7672-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" />

Em 1986, depois de casado, Mario se mudou de volta para o campo, mas dessa vez para Lavras, junto à esposa. Na época da mudança, a região ainda era bastante preservada do novo formato de agricultura. “Foi uma paixão pela paisagem que eu perdi na infância e que reconstituí, mas agora estamos sofrendo o mesmo impacto por causa da instalação de uma mineradora”, reforça.

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Atualmente com 59 anos e morando em Santa Maria, Mario continua fotografando não só preocupado com a paisagem que a mineradora vai afetar na região centro-sul do estado gaúcho, mas também com os latifúndios de soja que causam erosão no solo em função da não-rotatividade de cultura. “Quando eu pensei que poderia sossegar quanto a essas questões, as demandas chamam, batem na porta e é assim tanto em relação à mineradora quanto aos vizinhos que praticam a agricultura em grande escala, que se associam com outros, cujos poderes transcendem qualquer vizinhança”, conta.

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Depois de quase quarenta anos dedicados à fotografia em defesa do meio ambiente, Mario segue em conflito com a nova formatação da agricultura, defendendo a preservação ambiental nos eventos, congressos, palestras em que participa, não com o objetivo de atender aos próprios interesses, mas de alertar quem quer que seja sobre as práticas na agricultura que afetam negativamente o meio ambiente.

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<img class="aligncenter wp-image-2470 size-large" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2017/10/MGM7639-714x1024.jpg" alt="" width="714" height="1024" />

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Reportagem: Germano Molardi
Fotografias: Mario Witt/Arquivo pessoal]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>História preservada em negativos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/historia-preservada-em-negativos</link>
				<pubDate>Wed, 10 May 2017 12:51:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivologia]]></category>
		<category><![CDATA[departamento de arquivo geral]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Cultural]]></category>

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						<description><![CDATA[Cinco décadas de memória da instituição estão disponíveis no Arquivo Permanente da UFSM]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="688" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/7-Edicao_ENSAIO-1024x688.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado diz que as fotografias são vetores entre o que acontece no mundo e as pessoas que não tiveram como presenciar. Se não fossem as fotos, o que comprovaria que os Beatles atravessaram a Abbey Road nos anos sessenta? Ou que Einstein mostrou a língua para as lentes do americano Arthur Sasse? A fotografia faz perdurarem os momentos e os transmite por gerações.</p>
<p>Na UFSM, pensando na manutenção da memória da instituição, foi criado o Departamento de Arquivo Geral, o DAG, em 1988. No setor de Arquivo Permanente, fotografias e documentos são fontes de pesquisa e recordações para alunos, servidores e comunidade em geral, e guardam a história das mais de cinco décadas da Universidade. Além das que já estão em formato digital, 85 mil imagens em negativos, tiradas entre os anos de 1958 a 2002, compõem o acervo, organizadas por data, evento, personagem e fotógrafo. Os negativos são, gradativamente, transferidos para plataformas digitais e já somam 2.500 imagens disponíveis online.</p>
<p>A preocupação de oferecer condições igualitárias de acesso a esse material para toda a comunidade universitária fez surgir o projeto Retalhos da Memória, em 2015, coordenado pela arquivista do DAG Cristina Strohschoen. Através dele, as imagens já digitalizadas são divulgadas com textos históricos e explicativos. Além disso, acompanham as postagens vídeos em Libras para surdos e audiodescrição de fotografias para cegos.</p>
<p>Diante de um acervo fotográfico repleto de curiosidades, o Ensaio desta edição da Arco é composto por algumas imagens memoráveis da história da UFSM.</p>
<p><em><strong>Repórter</strong>: Andressa Foggiato</em></p>
<p><em><strong>Diagramação</strong>: Kennior Dias</em></p><p><em><b>Fotografia</b>: Acervo DAG/UFSM</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Guardiãs de Ibarama</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/post427</link>
				<pubDate>Mon, 20 Mar 2017 12:42:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[sementes]]></category>
		<category><![CDATA[sementes crioulas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/2017/03/20/post427/</guid>
						<description><![CDATA[Exposição de fotos exibe retratos das mulheres que mantêm a tradição de multiplicar sementes crioulas no interior do estado]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <span style="font-weight: 400;">Tímidas, com sorrisos que “não mostram muito os dentes”, as guardiãs de sementes crioulas de Ibarama, cidade do interior do Rio Grande do Sul com aproximadamente 650 famílias de agricultores, foram retratadas pela fotógrafa Bibiana Silveira. As 19 mulheres fotografadas possuem a responsabilidade de proteger e guardar as sementes de </span><span style="font-weight: 400;">milho, feijão e hortaliças</span><span style="font-weight: 400;">. Essa tradição tem suas raízes na colonização italiana e alemã do município, que influenciou nas atividades de resgate e multiplicação das sementes crioulas.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Durante o desenvolvimento do projeto, a pesquisadora e engenheira florestal Marielen Priscila Kaufmann pôde perceber que, dentre os membros da </span><span style="font-weight: 400;">Associação dos Guardiões das Sementes Crioulas de Ibarama-RS</span><span style="font-weight: 400;">, há um número muito pequeno de mulheres guardiãs. Em sua pesquisa, Marielen constata que o fato se deve a uma estrutura familiar na qual a mulher tem um papel submisso no desempenho das atividades rurais, o que é comum entre as famílias do município.</span> <span style="font-weight: 400;">Por isso, Bibiana resolveu mostrar esse pequeno grupo de mulheres através de retratos.</span>

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<img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://www.ufsm.br/comunicacao/arco/wp-content/uploads/sites/601/2019/04/guardias_01.jpg" alt="Com trabalho iniciado há mais de 12 anos, a Associação é composta por mais de 30 famílias que multiplicam cultivares locais, tradicionais ou crioulas" width="600" height="600" />

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<span style="font-weight: 400;">Para Marielen, em texto publicado pela APUSM, a mulher possui um papel muito importante dentro da Associação e também em todo o processo desde a seleção até o armazenamento das sementes crioulas. Isso se deve à simbologia dada à semente como representante do início da vida, característica atribuída à mulher, o que torna o processo de proteção e guarda importante para as famílias. Segundo a fotógrafa, a tradição de guardar sementes influencia muito na forma como elas são vistas dentro da Associação. O reconhecimento do trabalho feminino veio depois da visibilidade dada através da exposição de retratos. </span>

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<span style="font-weight: 400;"><em>As Guardiãs de Ibarama</em>, como é chamada a mostra de fotografias, já esteve em Nova Iorque, Lisboa, Buenos Aires, Montevidéu, Assunção, Porto Alegre, Uruguaiana e, agora, em Santa Maria, pela segunda vez. A mostra integra o projeto de extensão “Sistematização das ações de extensão, ensino e pesquisa relacionadas às cultivares de milho crioulo realizadas nos municípios da microrregião Centro Serra do RS”, realizado pelo Centro Vocacional Tecnológico em Agroecologia, Agrobiodiversidade e Sustentabilidade Prof. José Antônio Costabeber, com o apoio da Emater/RS-Ascar.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Além dos retratos, a exposição conta com cinco textos produzidos pela fotógrafa Bibiana complementados por relatos das pesquisadoras Marielen Kaufmann, Cassiane da Costa e Lia Reiniger. A exposição é paralela ao XXXIII Seminário de Educação Socioambiental, intitulado "Protagonismo de Mulheres na Agricultura Agroecológica". O evento acontece no Auditório Flávio Miguel Schneider (junto ao prédio 42 do Centro de Ciências Rurais da UFSM) no dia 21 de março de 2017 a partir das 16h.</span>

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<span style="font-weight: 400;">Para conferir o ensaio completo “As Guardiãs de Ibarama”, <a href="https://www.behance.net/gallery/26442499/As-Guardias-de-Ibarama" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clique aqui</a>. </span>

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_delimiter_Repórter: Júlia Goulart
Foto: Bibiana Silveira]]></content:encoded>
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				<title>Retratos Poéticos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/retratos-poeticos</link>
				<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 20:00:39 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[artes visuais]]></category>
		<category><![CDATA[ensaio fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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						<description><![CDATA[Fotógrafo utiliza contradispositivos para produzir e ressignificar retratos fotográficos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <div id="container_dados">
<div class="texto_noticia">

<img class="wp-image-1761 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/6ª-edição-15-ensaio-retratos-poéticos-300x196.png" alt="" width="548" height="358" />

Retratar é a ação que visa representar a imagem de uma pessoa real, seja através de desenho, pintura, gravura ou fotografia. Intitulada Dispositivo e Contradispositivo na Construção Poética do Retrato, a dissertação de mestrado em Artes Visuais do fotógrafo Rafael Happke – defendida em junho de 2015 no Programa de Pós-Graduação em Artes da UFSM – teve como elemento central da pesquisa o retrato fotográfico.

Happke busca investigar o retrato fotográfico, no âmbito de sua poética, através do uso do dispositivo e do contradispositivo. A poética, no trabalho, tem ligação direta com o termo grego poiesis, que significa criação, produção. “É o processo de construção e reflexão da fotografia. Às vezes as pessoas confundem, não é a questão de ser uma foto artística, mas sim o processo de construção desse retrato”, afirma Happke.

Sob a orientação da professora Darci Raquel Fonseca, técnicas foram criadas pelo fotógrafo para produzir efeitos em suas fotografias. O equipamento padrão usado para capturar os retratos foi uma câmera digital profissional, mas os efeitos produzidos nas fotos se devem aos contradispositivos pensados para a produção dos retratos. “Eles transformam aquilo que o dispositivo – a câmera fotográfica digital – tem a capacidade de capturar”, explica o pesquisador. Uma espécie de câmera escura com pedaços de vidro pontilhado dentro foi um dos contradispositivos usados por Happke. Ele trabalhou, ainda, com jogo de espelhos e reflexos para a produção dos efeitos nos retratos.

<em style="font-size: inherit"><strong>Repórter</strong>: Guilherme Denardin Gabbi</em>

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<div class="texto_rodape">

<em><strong>Fotografias</strong>: Rafael Happke</em>

<em>*Confira o ensaio completo na <a href="https://www.ufsm.br/midias/arco/6a-edicao/">versão flip</a>.</em>

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						<item>
				<title>La Bella</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/la-bella</link>
				<pubDate>Tue, 01 Oct 2013 19:25:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[quarta colônia]]></category>
		<category><![CDATA[Silveira Martins]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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						<description><![CDATA[Fotografias revelam os encantos de um domingo ensolarado na bucólica Silveira Martins]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <div id="subtitulo_noticia">

<img class="wp-image-1432 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/2ª-edição-14-ensaio-la-bella-300x196.jpg" alt="" width="599" height="392" />

A palavra “berço” muitas vezes é usada para passar a ideia de origem ou de conforto. Berço da Quarta Colônia, Silveira Martins está entre os lugares que conseguem conciliar bem os dois conceitos no mesmo espaço. Entre a típica e convidativa culinária local, a beleza simplista e a tranquilidade pacificadora, a Città Bianca (Cidade Branca), como era originalmente chamada por seus fundadores italianos, oferece paz de espírito de sobra para passar um final de semana tranquilo e revigorante.

</div>
<div id="container_dados">
<div class="texto_noticia">

O ensaio a seguir foi fotografado em uma auspiciosa tarde de domingo e foi feito em parceria com o curso de Turismo da Unidade Descentralizada de Educação Superior da UFSM em Silveira Martins (Udessm). O curso, que pretende formar profissionais com base no planejamento turístico sustentável, tem nas paisagens da cidade e de toda a Quarta Colônia de Imigração Italiana a matéria-prima necessária para ajudar no desenvolvimento turístico da região.

<em><strong>Texto e fotografia</strong>: Pedro Porto</em>

<em>*Confira o ensaio completo na <a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/arco_2ed_boneco_final_internet">versão flip</a></em>.

</div>
</div>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Até debaixo d’água</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/ate-debaixo-dagua</link>
				<pubDate>Sun, 07 Jul 2013 18:16:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[ensaio fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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						<description><![CDATA[Série de fotografias retrata cenas cotidianas em ambiente aquático]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <img width="1024" height="688" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/1-Edicao_Ensaio-1024x688.jpg" alt="" loading="lazy" />											
		<p>Comer uma maçã, tomar um café, passar batom ou falar ao telefone são ações tão comuns no nosso cotidiano que passam despercebidas. Mas tente imaginar-se fazendo isso embaixo d’água. Não consegue? Carlos Donaduzzi, aluno do Mestrado em Artes Visuais da UFSM, pode dar uma ajuda a sua imaginação. O estudante está desenvolvendo um projeto de pesquisa cuja ideia básica é exatamente esta: trabalhar com cenas cotidianas deslocadas para um ambiente aquático.</p><p>A ideia da dissertação de mestrado partiu de uma primeira série de fotografias tiradas pelo estudante em 2011. Carlos havia acabado de comprar uma câmera que fotografava embaixo d’água e estava ansioso por testá-la. “Não tinha as cenas em mente, foi algo de momento, de brincar e ver o que sairia”, conta. Nessa primeira leva de fotos, Carlos buscou observar o comportamento do corpo humano na água e a relação entre eles.</p><p>Para isso, utilizou uma Aquapix, câmera analógica muito simples, que possui somente o disparador, não possibilitando nenhum ajuste manual na hora de realizar a foto.</p><p>Os resultados da primeira série agradaram e inspiraram Carlos a desenvolver um projeto para trabalhar com uma segunda série de fotografias. Fotografia Submersa: Cenas Cotidianas é o título de seu projeto de mestrado, orientado pela professora Nara Cristina Santos, cujo objetivo é retratar cenas habituais em fotografias produzidas embaixo d’água. A banalidade é um dos pontos que Carlos procura destacar em suas fotografias, explorando situações que passam despercebidas diariamente e que, fora de contexto, ganham importância. “Queria passar a ideia da simplicidade do cotidiano e levar para a água foi um jeito que achei de destacar o que é banal”, explica Carlos.</p><p>A adaptação à água, assim como utilizar o equipamento nela – principalmente por ser mais difícil de observar o que está sendo fotografado – foram dificuldades que apareceram logo no início. Outros problemas surgiram e foram sendo contornados. “Como gosto de trabalhar com luz natural, demorei certo tempo para encontrar o horário ideal do dia para fotografar, além do fato de precisar de uma condição climática que ajude. O frio e o tempo nublado são os maiores inimigos”, afirma Carlos. A câmera digital também teve que passar por uma adaptação. Para fotografar embaixo d’água, ele a coloca dentro de uma caixa estanque elaborada para fotografia subaquática, não permitindo a entrada de água no equipamento.</p><p>Nessa segunda série de fotografias, ainda em andamento, Carlos trocou a câmera analógica por uma digital e pela edição posterior das imagens. O motivo principal da mudança foi a necessidade de testar as cenas fotografadas, os movimentos das modelos e dos objetos utilizados na composição da imagem. A câmera digital oferece maior praticidade e respostas imediatas ao fotógrafo. “Como a câmera analógica que uso é bastante limitada, a digital neste caso me dá todas as possibilidades de ajustes para ter uma foto bem realizada, já que são elaboradas inúmeras de cada cena”, complementa.</p><p>A defesa da dissertação de mestrado de Carlos será em abril de 2014. Alguns dos resultados alcançados até o momento são as fotografias que compõem este ensaio e, como se trata de um projeto em andamento, para Carlos cada final de sessão é um aprendizado: “Vejo aspectos que posso mudar ou manter nas fotografias. Até finalizar o mestrado ainda há muito trabalho pela frente”.</p><p><em><strong>Repórter</strong>: Camila Marchesan Cargnelutti</em></p><p><em><strong>Fotografia</strong>: Carlos Donaduzzi</em></p><p><em>Confira o ensaio completo na <a href="https://issuu.com/revistaarco/docs/arco_2ed_boneco_final_internet">versão flip</a>.</em></p>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>Entre o lá e o aqui</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/arco/entre-o-la-e-o-aqui</link>
				<pubDate>Sun, 07 Jul 2013 17:33:38 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[etnografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotoetnografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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						<description><![CDATA[E neste simples ato de atravessar a ponte, tantas fronteiras são ultrapassadas]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <a href="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/1-Edicao_Diario_Entre-o-La-e-o-Aqui.jpg" data-elementor-open-lightbox="yes" data-elementor-lightbox-title="1-Edicao_Diario_Entre o La e o Aqui" data-elementor-lightbox-description="Fotografia horizontal colorida de entardecer próximo a um rio. O céu está alaranjado. Um homem e seu cavalo estão em um terço da imagem. A sombra deles é projetada na água do rio.">
							<img width="808" height="528" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/601/2017/08/1-Edicao_Diario_Entre-o-La-e-o-Aqui.jpg" alt="" loading="lazy" />								</a>
		<p>Uma linha. Uma ponte. E, em apenas alguns passos, é possível deparar-se com outra língua, com diferentes hábitos, com uma nova cultura. No meio de tudo isso, estão pessoas que, cotidiana ou esporadicamente, compartilham da fronteira como lugar onde essas diferentes línguas, hábitos e culturas convivem em uma tumultuada harmonia.</p><p>Foi na intenção de entender como as pessoas se apropriam desse território de fronteira que Francieli Rebelatto, orientada pela professora Luciana Hartmann, redigiu sua dissertação no mestrado em Ciências Sociais em 2011: Atravessando a ponte, vivendo na linha: marcos e marcas de uma cultura de fronteira à luz da fotoetnografia. Para tanto, durante o curso, Francieli viajou diversas vezes ao encontro de seu objeto de pesquisa: as fronteiras das cidades de Santana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai) e de Uruguaiana (Brasil) e Paso de los Libres (Argentina).</p><p>Ainda na graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na UFSM, Francieli teve o primeiro contato com o que viria a se tornar seu objeto de estudo. Em 2006, como estudante do curso de Jornalismo, Francieli participou do Projeto Rondon, uma iniciativa do governo brasileiro na qual universitários vão às mais distantes comunidades carentes, contribuindo para o desenvolvimento do lugar através de projetos de extensão. Foi na expedição que levou o grupo até a cidade de Tabatinga, no Amazonas, que Francieli conheceu as fronteiras do Brasil com a Colômbia e o Peru.</p><p>De lá, Francieli voltou fascinada com a troca cultural presente nas fronteiras. A nova paixão virou objeto de estudo e resultou na sua monografia e, mais tarde, na dissertação. Francieli constatou, ainda em seus estudos iniciais, que as regiões de fronteira não eram retratadas na grande mídia como lugares de riqueza cultural, e buscou as Ciências Sociais para dar uma abordagem antropológica à sua pesquisa.</p><p>Já no mestrado, Francieli fundamentou sua pesquisa com os conceitos do antropólogo francês Marc Augé, lugar antropológico e não-lugar. Segundo o autor francês, por lugares antropológicos podemos compreender aqueles lugares com os quais criamos vínculos, por exemplo, onde moramos ou onde trabalhamos. Já não-lugares são os locais de passagem, de consumo, com os quais não criamos relações.</p><p>A esses conceitos Francieli aliou a metodologia de fotoetnografia. Assim como a etnografia, que vai a campo buscar o contato direto com o objeto, a fotoetnografia exigiu que Francieli estivesse em pleno contato com a fronteira. Mas em vez de lápis e papéis à mão, foi com uma câmera fotográfica e suas lentes que a pesquisadora fez seu diário de campo.</p><p>Através de sua inserção no campo, entrevistas, observações e, claro, das fotos, Francieli buscou retratar o sentimento de pertencimento e o oposto, a falta de vínculos das pessoas com essas regiões de fronteira. Os não-lugares são representados pelas fotos em movimento, poluídas visualmente, trazendo o olhar do viajante. Já os lugares antropológicos trazem as características próprias daquele lugar, as pessoas e a cultura.</p><p>Em vez de lápis e papéis à mão, foi com uma câmera fotográfica e suas lentes que a pesquisadora fez seu diário de campo</p><p>Os dias nas fronteiras Brasil–Argentina e Brasil–Uruguai renderam a Francieli um ensaio fotográfico em que buscou representar a cultura própria desses lugares. A dissertação trouxe à pesquisadora o questionamento: Fronteira, limite ou passagem? Se o que responde a pergunta é o olhar do sujeito sobre o local, seguem algumas das muitas fotos feitas por Francieli Rebelatto em seu diário de campo.</p><p style="color: #000000;font-size: 16px"><em>Repórter: Natascha Carvalho</em></p><p style="color: #000000;font-size: 16px"><em>Fotografias: Francieli Rebelatto</em></p>]]></content:encoded>
													</item>
					</channel>
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