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Descarte correto para os medicamentos



Resíduos de serviço de saúde são sobras das atividades de hospitais e clínicas. Medicamentos vencidos ou em desuso fazem parte desse grupo e necessitam de descarte correto, pois impactam o meio ambiente e a sociedade. Pensando nisso, o um programa de extensão da UFSM busca orientar a população sobre o descarte de medicamentos não utilizados, e disponibilizar mais locais para esse fim – além das farmácias, que são obrigadas, por legislação municipal, a aceitarem esse tipo de material.

 

Segundo a coordenadora do programa, Valéria Bayer, pontua que algumas pessoas relatam não saberem quais são os locais corretos para descarte dos medicamentos e se surpreendem quando descobrem que não podem descartá-los na pia. Isso, muitas vezes, faz  com que haja acúmulo de medicamentos em casa. “Nós [agentes da saúde] nos preocupamos com resíduo hospitalar dos estabelecimentos de saúde, e não nos damos conta de que os maiores geradores desse tipo de resíduo são os domicílios”, relata Valéria.

 

Como surgiu?

O Programa de extensão Conscientização da população e recolhimento de medicamentos em desuso nas unidades de saúde da região leste de Santa Maria foi idealizado em 2016 por Edi Francieli Ries e Valéria Bayer, ambas professoras do curso de Farmácia e do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM. O que, inicialmente, era um projeto, se tornou um programa e hoje é desenvolvido em sete unidades da zona leste da cidade: Unidade Básica de Saúde (UBS) Wilson Paulo Noal, UBS Walter Aita, Estratégia Saúde da Família (ESF) São José, ESF Maringá, UBS São Francisco e nas unidades ESF Arroio do Só e ESF Pains, que são distritais.

 

Em 2016, houve elaboração de cartilhas para orientação, banners para reconhecimento do local de descarte e etiquetas que são utilizadas nas unidades para diferenciar lixo comum de lixo hospitalar. Para que o descarte de medicamentos fosse implantado nos postos de saúde, foi criado um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde, baseado na legislação que rege o processo de classificar e separar tais rejeitos. Em setembro de 2017, as atividades começaram nas UBS e ESF da zona leste.

 

Como funciona o Programa?

Quinzenalmente, os bolsistas do Programa atuam diretamente com a população na entrega orientada de cartilhas. De acordo com os membros, a orientação é a fase mais importante no processo, pois cada vez que é feita, o volume de medicamentos coletados aumenta. Junto a esta ação, são recolhidos os resíduos já descartados na caixa de coleta da unidade e tabuladas informações do medicamento. São listados dados como nome, forma, dosagem e data de vencimento, por exemplo.

 

Todos os dados coletados, servem, posteriormente, para a realização de novas ações com a comunidade, no sentido de incentivar a conscientização do descarte correto dos resíduos químicos. No período entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018, duas mil unidades de medicamentos foram recolhidas nos sete pontos disponíveis.

 

A aluna do curso de Medicina Rodayne Khouri Nascimento é bolsista do programa e, atualmente, monitora as UBS Walter Aita e Wilson Paulo Noal – sendo, esta última, a única onde a coleta ocorre semanalmente, pois tem maior fluxo de pessoas e de descarte. Ela afirma não ter disciplinas na graduação que tratem do assunto, e que, até então, não tinha noção do quanto o processo é complexo. “A própria drágea, que é o envelope que armazena os compridos, continua contaminada mesmo que você tire todos os comprimidos, pois ainda há restos de substâncias químicas do remédio”, relata a aluna.

 

Reportagem: Bibiana Pinheiro

Infográfico: Pollyana Santoro

Fotografia em destaque: Rafael Happke


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