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Por trás do nome do inseto

Augusto Murari foi um estudante da UFSM que contribuiu com a descoberta de uma nova espécie de besouro



Os cientistas Ivan Sazima, Geovane Siqueira e Aiah Lebbie têm algo em comum com Augusto Murari: eles emprestam seus nomes a plantas e animais. Ivan Sazima foi o responsável por identificar indivíduos da Pterinopelma sazimai (uma espécie de aranha azul). Geovane Siqueira descreveu um tipo de castanha chamada Alatococcus siqueirae. Aiah Lebbie descobriu a Lebbiea Grandiflora, um tipo de planta encontrada junto a pedras e cachoeiras. Augusto Bolson Murari coletou, em 2004, um tipo de besouro na cidade de Butiá, no Rio Grande do Sul. A coleta fez parte de sua pesquisa na área de entomologia florestal. O que ele não sabia era que, 17 anos depois de montar a armadilha e encontrar o inseto em uma acácia – um tipo de árvore frondosa -, o animal seria identificado como uma nova espécie de besouro. Por esse feito, o nome de Augusto está oficialmente ligado ao seu objeto de pesquisa: os escolitídeos. O besouro que ele descobriu recebeu o nome de Hypothenemus murariae, em uma homenagem póstuma publicada em artigo no início deste ano.

Augusto Murari se formou em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Santa Maria, em 2003. A área de entomologia florestal e o estudo dos insetos era uma de suas paixões, tanto que fez seu mestrado e começou o doutorado a partir da mesma linha de pesquisa. Mas não conseguiu concluir: pouco antes de escrever a tese, Augusto faleceu em decorrência de um linfoma de Hodkin – um tipo de câncer que se desenvolve no sistema imunológico – , em 18 de junho de 2011, aos 30 anos.

A descoberta do inseto

Durante muitos anos, Augusto Murari ia até matas, bosques ou florestas para montar armadilhas e coletar insetos. Às vezes ia sozinho, outras acompanhado do pai Ileo, da amiga Camila ou do namorado Luis. Augusto coletou escolitídeos para sua dissertação de mestrado e para sua tese de doutorado. Antes da defesa do mestrado, uma das coletas foi enviada a São Paulo para ser analisada na Universidade Estadual Paulista (Unesp). No campus de Ilha Solteira, o inseto foi analisado pelo professor e entomólogo Carlos Flechtmann.

Hypothenemus murariae é um besouro da subfamília Scolytinae. De tamanho pequeno, tem 2,3 milímetros de comprimento e um milímetro de largura. A identificação dos insetos é feita a partir de agrupamentos de características dentro de cada gênero.

Hypothenemus é um gênero de insetos bioindicadores de conservação ambiental”, diz o professor Carlos. O gênero é um animal broqueador fitófago, que se alimenta, em sua maioria, de árvores e arbustos, mas também de sementes, plantas trepadeiras e até frutos. Insetos broqueadores têm brocas – na mesma ideia de brocas de furadeiras -, que são usadas para quebrar as madeiras das quais se alimentam.

O professor explica que o termo “praga” é antropomórfico, ou seja, criado por e de interesse do homem. “Na natureza, em si, não há pragas. Todos têm um papel benéfico”. Os Hypothenemus são agentes que auxiliam na ciclagem da matéria orgânica. “Quando estão começando a morrer, as árvores são mais propensas a serem atacadas por essas brocas. Elas aceleram o processo de decomposição da madeira, que é um componente muito indigesto”, explica. Carlos descreve o processo: “eles broqueiam, quebram a madeira em pedaços menores, aí vêm bactérias e fungos, quebram em pedaços menores ainda e auxiliam na ciclagem de nutrientes. Então, põem de volta na natureza o que há de nitrogênio, fósforo, potássio, etc, na árvore, enfim, os nutrientes”. 

O inseto coletado por Augusto foi uma fêmea, encontrada em um plantio de acácia na Fazenda Menezes, da Empresa Seta, que fica no município de Butiá (RS). Para a coleta, ele utilizou uma armadilha feita com uma garrafa PET, na qual fez dois recortes para abrir duas janelinhas laterais, na metade da garrafa. Para atrair os animais, usava etanol – álcool de cozinha -, como odor; o besouro entrava pela janela, batia na parede interior e caía no fundo da garrafa, em que havia uma mistura de água, detergente e um pouco de sal, a fim de conservar os insetos. A cada 15 dias, as armadilhas eram verificadas, o álcool e a mistura líquida eram trocados e os insetos coletados e levados ao laboratório para identificação. 

O Hypothenemus murariae é uma espécie nova à ciência. O seu holotype (holótipo, em português) foi o besouro coletado por Augusto, o que significa que é o primeiro exemplar existente da espécie e que é usado para sua descrição. Animais holótipos recebem uma etiqueta vermelha e se encontram em museus de entomologia espalhados pelo mundo. O besouro coletado por Augusto está no Museu de Entomologia da UNESP (MEFEIS), em Ilha Solteira, São Paulo. 

Carlos Flechtmann tem os escolitídeos como seu objeto de estudo há vários anos. O professor e entomólogo utiliza as parcerias entre diferentes universidades e pesquisadores para estabelecer um alcance maior da pesquisa. Ele reconhece o objetivo do estudo como ambicioso: determinar a biodiversidade brasileira deste grupo de insetos. Para Carlos, “a ciência é impensável sem parcerias”. Augusto Murari, também carinhosamente chamado de “Guto” pelo entomólogo, foi uma delas. O contato dele com o estudante foi através de Ervandil Costa, que é professor na UFSM há 50 anos, e que orientou Augusto no mestrado e no doutorado. Ervandil ligou para Carlos e contou que tinha um aluno com interesse no estudo de escolitídeos. A partir disso, os entomólogos – o professor da Unesp e o estudante – se comunicaram para pensar e elaborar a coleta de insetos no Rio Grande do Sul. “Ele estava dando uma significativa contribuição para o conhecimento da biodiversidade de Santa Maria, que eu não tinha”, comenta. Carlos conta que, para Augusto, não havia mau tempo e que o estudante chegou a ir a Ilha Solteira para passar uma semana acompanhando as pesquisas e os trabalhos. “Olhei o material dele, analisei tudo e aí ele fez o mestrado dele em cima disso”. O professor foi membro da banca de dissertação de Augusto e relata que foi a primeira vez que veio até Santa Maria: “Cidade linda”.

O estudo da biodiversidade dos insetos é a muito longo prazo. Primeiramente, é necessário analisar e descrevê-los. Depois, há a etapa mais comprida: visitar todas as coleções de referência de insetos holótipos do gênero que existem no mundo para determinar que aquele tipo analisado é diferente de todos descobertos até então. Essa etapa também conta com parcerias de colegas entomólogos, principalmente de outras partes do planeta. Com a confirmação de que o inseto encontrado em um talhão de acácia era mesmo de uma espécie nova, Carlos decidiu homenagear Augusto: “Graças à contribuição e ao trabalho dele, que nunca recuou diante de problemas. Quando a gente vai a campo, problema com coletas é o que mais tem, sempre tem, não existe projeto perfeito. E ele sempre resolvia as coisas. Uma pessoa dessas tem que ter créditos”.

O registro do nome de uma espécie ou gênero de animal ou de plantas é feito a partir da publicação do estudo. Geralmente, o nome carrega características do animal ou o local em que foi encontrado. Também há registros de homenagens a pessoas famosas, como Beyoncé e Barack Obama, e até de personagens de desenho infantil, como o Bob Esponja. Assim como com os famosos, os casos de cientistas homenageados são menos comuns. Augusto é um desses cientistas e está ligado formalmente ao Hypothenemus murariae. Para a irmã Micheline, a homenagem é lisonjeante: “A gente sabia que ele estava empenhado em uma coisa que era de importância pra ele e agora fica esse legado. Pode ser uma coisa tão pequenininha, mas para nós, família, é muito grande e muito bom saber que ele vai ser lembrado com tanto carinho”.

O homem que deu nome ao besouro

Augusto Bolson Murari era um homem apaixonado pela entomologia florestal e pelos escolitídeos, mas também amava música e vídeogames. O interesse por plantas e animais vem desde cedo. Quem o conheceu descreve ele como uma pessoa determinada e organizada, um homem dedicado aos estudos e muito curioso. À primeira vista, era uma pessoa fechada e introvertida, mas quem conseguia se aproximar e cruzar a barreira que ele tinha com o mundo, conta que Augusto tinha um coração gigante e “vestia a camisa” pelos amigos. Uma das características que o definiam era a persistência. A irmã, Micheline, lembra que ele “não se rendia” e que testou muitos tratamentos durante os quase dez anos em que conviveu com o câncer.

Camila Carelli Neto foi uma das melhores amigas de Augusto. Os dois se conheceram no Laboratório de Entomologia do Centro de Ciências Rurais da UFSM. Camila era aluna de iniciação científica, enquanto Augusto já estava no mestrado. A engenheira florestal conta que tinha interesse em pesquisa e começou a colaborar com ele: “Eu acho que foi mais ou menos assim que começou nossa amizade”. A parceria do laboratório resultou em  estudos e pesquisas; Camila ajudou Augusto no desenvolvimento de um caderno entomológico para a disciplina de Entomologia Florestal. “Ele esboçava [o caderno] e queria evoluir isso, daí às vezes a gente marcava de fazer um trabalho em casa. Foi assim que a gente começou a abrir um pouquinho mais o laço de amizade”. A troca acadêmica virou relação de companheirismo, tanto em apresentações de trabalho quanto em luais que a turma de Camila fazia para juntar dinheiro para a formatura: “a gente estava sempre se prestigiando”. Augusto a ajudava na faculdade com a pesquisa, mas também em aspectos tecnológicos – como baixar músicas, filmes e jogos: “Ele era o meu suporte”. 

Ela lembra que dia de coleta era dia de acordar cedo, passar no laboratório e pegar os materiais: “A gente ia caminhando, fazia todo o percurso a pé, conversando, trocando ideias, enfim, era divertido”. Nos fragmentos de vegetação, as armadilhas eram instaladas, o material era recolhido, e o líquido, substituído. “Como tinha [que ir armando] armadilha por armadilha, a gente ficava até a metade da tarde, então sempre tinha que levar lanche, sanduíche, em determinadas épocas a gente colhia amoras pra comer e assim a gente ia conversando e passava boa parte do tempo juntos”. Camila conta que faziam questão de levar lanche e montar um piquenique no meio da floresta: “nada muito elaborado, mas pra gente tirar um tempinho em contato com a natureza”. Emocionada, Camila lembra que tem fotos suas que foram tiradas por Augusto durante as coletas, dela comendo amoras. “Como ele era muito tecnológico, naquela época era um dos poucos que tinha câmera digital e aí ele tirava as fotos, né? Era a visão do Augusto sobre mim, ali, de alguma forma”, conta.

Fotografia enviada por Camila Carelli Neto

Outra grande amiga de Augusto foi Charlote Wink, engenheira florestal formada pela UFSM e atualmente professora na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus Sinop: “[Ele] era uma pessoa muito aberta pra conviver, pra trocar experiências, né? Eu tava na graduação, ele já tava na pós, no mestrado, doutorado, então aprendia muito com a experiência que ele já tinha na área de entomologia e na área florestal também”. Charlote conta que os dois têm uma publicação juntos, da identificação de uma espécie de mariposa no Rio Grande do Sul: “A gente tinha aquela ligação na pesquisa, mas eu via que ia além dos muros da universidade, a gente era realmente amigos”. Mesmo introvertido, Charlote diz que Augusto vestia a camiseta pelos amigos: “se ele soubesse que algum amigo dele tivesse passando por uma dificuldade ou por uma injustiça, ele comprava a briga”.

Ervandil Costa, que foi professor de Augusto na graduação e orientador de seus trabalhos de mestrado e doutorado, comenta que ele sempre estava disposto a ajudar os outros estudantes e cooperar. “O que mais chamou nossa atenção [é que] ele era um cara muito querido, todo mundo queria bem o Augusto, não tinha empecilho de te ajudar”. Para Ervandil, Augusto foi um aluno impecável, que discutia as pesquisas e participava em sala de aula: “Ele era mais, assim, cientista, da ciência”. O docente acha que Augusto tinha pretensão de se tornar professor, pela quantidade de pesquisas publicadas e pelo interesse nesse tipo de trabalho: “Eu acho que seria um bom professor. Eu acho que ele queria, depois se preparar, através das publicações e do contato com os alunos, de falar com as pessoas, eu acho que ele tava pensando nisso também, né?”.

Este era o Augusto pesquisador e cientista. Quem era mais próximo dele conhecia o Augusto que amava os jogos do Mario e o videogame da Nintendo. Uma dessas pessoas é Luis Barbosa Bemme, que foi seu namorado nos últimos quatro anos de vida. Luis, que é formado em Matemática pela UFSM, conta que os dois se conheceram na internet: “A nossa relação foi uma discussão que a gente começou na internet, a gente começou discutindo e eu brincava com ele que, por vezes, enquanto a gente discutia, eu cliquei pra bloquear ele, e acabava voltando pra história porque parece que ele tinha uma necessidade de discutir”. Para Luis, eles eram muito parecidos, ambos gostavam de estudar, de ler, de músicas e do mesmo tipo de filmes e, por isso, a relação era muito tranquila. 

Quando se conheceram, ele ainda morava em Porto Xavier, sua cidade natal – localizada no Noroeste do Rio Grande do Sul, na fronteira com a Argentina. O primeiro ano do relacionamento foi a distância. Em 2008, Luis se mudou para Santa Maria para fazer o vestibular na UFSM, e eles continuaram juntos. “Os dias que ele estava bem, pelo menos uma vez por dia ele tinha que parar tudo que ele tava fazendo e jogar, então de noite eu já sabia, antes de dormir eu ia ler e ele ia jogar, era o seu momento de lazer”, conta. Luis lembra que Augusto assinava duas revistas de videogames, incluindo uma da Nintendo, que falava de lançamentos. Ele nunca trabalhava sem música e até baixava trilhas sonoras dos videogames para ouvir. “A música era uma constante”, relembra. Sua música preferida era Ironic, da Alanis Morissette. Também gostava muito da cantora Björk. “Era uma cantora que eu detestava, então a gente tinha um acordo que, quando eu tava em casa, não podia ouvir Björk, porque eu não curtia”, relembra. 

Camila relata que, nos momentos de lazer, Augusto e ela iam para o shopping Monet jogar fliperama ou então videogame: “mas daí o videogame tava tomando uma proporção muito evoluída e eu não conseguia mais acompanhar o Augusto”. Camila diz que o considerava como um irmão mais velho. Ele, inclusive, foi na formatura dela: “O que me marcou é que, na semana seguinte da formatura, ele falou que tava com dor nas costas e que achava que tinha sido de ir com sapato social, só que na verdade não era, né?”. 

O linfoma de Hodkin foi descoberto em 2001, quando Augusto estava na metade da graduação. Ele passou por vários tratamentos, que incluíam quimioterapias, radioterapias e tratamentos alternativos. Fez também um autotransplante, em 2009. Por um tempo, Augusto foi tido como curado e havia retomado, gradualmente, as atividades na universidade. Na metade de 2009, juntamente com dores nas costas muito fortes, houve um novo diagnóstico: de que a doença havia voltado. Charlote morava no centro de Santa Maria na época, e seu apartamento ficava entre o hospital e o apartamento de Augusto. Ela relata que, muitas vezes, quando saía do hospital, ele parava na casa dela para sentar e pegar um ar. 

Para Luis, o período entre 2009 e 2011 foi muito difícil. Recém-universitário e, na época, estudante de Matemática, ele comenta que fez dois anos do curso praticamente dentro do hospital: “Eu ia entre o hospital e a universidade, eu estive com ele a todo momento, né? A gente nunca deixou de ser um casal, eu acho que, apesar de, às vezes, viver num hospital, a gente sempre teve uma relação muito boa”. Luis lembra que pensou em trancar o curso, mas que Augusto dizia que, para continuarem juntos, a condição era que ele não parasse de estudar. “Ele era muito esperançoso”, destaca. Na época, já em 2010, Camila morava em Porto Alegre, e era através de Luis que ela tinha notícias de Augusto. 

Para Micheline, o irmão era muito estudioso, desde sempre. “O mano nunca deixou de estudar, ele ia pro hospital, levava o notebook dele, os livros, o material dele todo e lá ele ficava trabalhando”. Era pelo MSN que os dois conversavam, já que a família era de São Pedro do Sul e não conseguia estar o tempo todo acompanhando o tratamento.

Para o professor Ervandil, Augusto era muito honesto. Ele já tinha feito todas as coletas e análise da tese de doutorado, só faltava escrever. O professor e alguns colegas propuseram a Augusto que eles começassem a escrever a tese, para que ele pudesse publicar e defender. Augusto não aceitou, queria fazer ele mesmo o próprio trabalho. Outros amigos e colegas dele destacam o profissionalismo e o amor pela entomologia. Jardel Boscardin diz que ele era um entomologista nato e um profissional organizado, determinado e generoso. Juliana Garlet destaca que o amor pelo trabalho e a disponibilidade em compartilhar conhecimentos eram inspiradores: “serviram de inspiração para quem, assim como eu, estava começando na iniciação científica”.

Augusto faleceu em 18 de junho de 2011. Na época, Luis tinha 22 anos: “Eu nunca imaginei perder o Augusto. Eu sabia que, talvez, em algum momento, eu perdesse ele, mas eu sempre achava que ia ser depois”. Para ele, a perda foi um divisor de águas. O curso de matemática, que tem duração de cinco anos, foi finalizado em quatro, porque a faculdade foi uma válvula de escape depois da perda. No ano passado, Luis finalizou seu doutorado e conta que ficou arrasado: “pra mim foi muito forte porque parecia que eu tava encerrando um ciclo tanto pra mim quanto pra ele, porque era uma coisa que ele queria muito, né?”. Para Luis, a principal palavra que define Augusto é a determinação, tanto para querer viver quanto para estudar e descobrir coisas novas, e que ele define como um dos principais ensinamentos da relação deles: “Eu não me permito não seguir sabendo que eu tinha alguém que tinha esse desejo, essa força tão grande diante da vida”. Micheline finaliza dizendo que, às vezes, ainda sonha com o irmão:  “O sonho sempre é bom, sabe? Então é sinal, pra mim, que ele tá bem e que ele não sofre mais”.

Expediente

Reportagem: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Fotografia e bordado: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista

Mídia Social: Eloíze Moraes estagiária de Jornalismo

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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